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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Cientistas portugueses identificam zonas de Marte onde vida é mais provável

Uma equipa de cientistas portugueses identificou os lugares de Marte onde é mais provável que possa existir vida e, ao mesmo tempo, menos inóspitos para os astronautas que venham um dia a aterrar no "planeta vermelho".

O geólogo Ivo Alves, da Universidade de Coimbra, disse à agência Lusa que o trabalho da sua equipa permitiu identificar os locais de Marte onde existem campos magnéticos que protegem a superfície do planeta e quaisquer formas de vida que possa albergar.

Ivo Alves explicou que "há 3.500 milhões de anos", Marte teve um campo magnético a protegê-lo das radiações cósmicas, tal como a Terra tem, permitindo assim que a vida se desenvolva e evolua.

Mas o núcleo de Marte deixou de girar, é hoje sólido e não produz um campo magnético global para todo o planeta. O que resta são campos magnéticos "cristalizados nas rochas" que garantem que "zonas com milhares de quilómetros quadrados" têm proteção das radiações cósmicas.

"Esses campos remanescentes podem ter preservado das radiações e permitido que houvesse evolução", referiu o cientista, explicando que é nessas zonas que será "mais interessante apontar esforços para encontrar vida".

Ao mesmo tempo, quando um dia aterrarem seres humanos em Marte, poderão nessas zonas encontrar maior proteção sem terem que a levar consigo da Terra.

Apesar de o clima de crise financeira não ser propício a aventuras extraterrestres, Ivo Alves afirmou que "já existe tecnologia na Europa para colocar um astronauta em Marte", um projeto que teria mais hipóteses numa colaboração de vários países com mais meios, como a França, a Alemanha e Itália.

"Ou então será um país como a China, que pode tirar uma grande fatia do seu orçamento" para ir à conquista de Marte, apontou.

De qualquer maneira, para já a tendência é usar "o mais rápido, o mais pequeno e o mais barato": sondas não tripuladas e robôs.

Foi justamente com dados transmitidos pela sonda Mars Odyssey que a equipa de Ivo Alves, que incluiu ainda um biólogo e um astrónomo, conseguiu fazer o mapa das zonas com maiores campos magnéticos.

No total, analisaram "23 milhões de registos" da sonda, que leu os níveis de radiação a cada momento. Depois, foi descobrir de que locais vinham as leituras.

As conclusões deste e de outros estudos vão ser apresentadas a partir desta segunda-feira numa conferência internacional sobre a habitabilidade em Marte, que decorre em Lisboa, numa organização conjunta das agências espaciais europeia e americana e da Universidade de Coimbra.

Especialistas de todo o mundo vão debater os avanços mais recentes no estudo das condições do planeta Marte que os cientistas admitem poder albergar vida.

Foto: Hubble/NASA

quarta-feira, 9 de março de 2011

Chefe de agência espacial europeia visita Luxemburgo

O director-geral da Agência Espacial Europeia (ESA), Jean-Jacques Dordain, encontra-se hoje, quarta-feira, com o ministro do Ensino Superior e da Investigação luxemburguês, François Biltgen.

O Luxemburgo é membro da ESA desde 30 de Junho de 2005.

Durante este encontro, os dois responsáveis vão discutir a evolução do programa espacial europeu e o papel do Grão-Ducado neste programa.

Foto: ESA

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Luxemburgo: Jean Ries passou nos testes físicos para viajar no espaço

Jean Ries passou nos testes físicos para viajar no espaço a bordo da primeira nave espacial ("SpaceShip Two") destinada a levar turistas ao espaço. O empresário luxemburguês de 48 anos, um dos 70 seleccionados para integrar esta aventura sideral, espera descolar na segunda metade deste ano ou no mais tardar em 2012.

Jean Ries conseguiu ultrapassar os testes de treino centrífugo para simular as forças G do disparo e reentrada do foguete de accelaração (até 6 G) no centro espacial NASTAR ("National Aerospace Training Center"), em Filadélfia nos EUA. Durante o disparo de 90 segundos do foguete no espaço, os passageiros irão suportar três ou quatro vezes a força da gravidade.

Piloto e pára-quedista desde os 16 anos, Jean Ries não se coibiu de pagar 200 mil dólares (cerca de 168 mil euros) para se tornar no primeiro luxemburguês a participar num passeio suborbital a cargo da "Virgin Galactic".

A "Virgin Galactic" é uma empresa do grupo Virgin do magnata aventureiro Richard Branson. O objectivo do projecto de Branson é a exploração do espaço por parte de todos os humanos. Pagando cerca de 168 mil euros, qualquer cidadão "normal" pode experimentar a sensação da microgravidade.

Após a descolagem, a "SpaceShip Two" fará um voo suborbital, atingindo uma velocidade máxima de cinco mil quilómetros por hora oferecendo somente três a quatros minutos de sensação de peso. Cada nave está projectada para levar dois tripulantes e seis passageiros. O preparativos para a viagem duram uma semana, mas a jornada fora de órbita leva somente dez minutos. Num prazo de cinco anos, a empresa pretende mandar para o espaço três mil pessoas.

O projecto do fundador da Virgin obrigou à construção de uma nova plataforma de lançamento para as naves espaciais, denominada "Spaceport", localizada simbolicamente perto de Rosewell, a localidade que em 1947 se tornou célebre devido à polémica surgida quando um oficial da Força Aérea norte-americana anunciou ter-se registado a queda de um OVNI nas proximidades. Rosewell tornou-se, desde então, num local de culto para os amantes das questões relacionadas com OVNIs e extraterrestres.


Turista espacial português já reservou bilhete

Recorde-se que a primeira viagem experimental da Virgin Galatic ocorreu em Outubro de 2004. Foi precisamente esta odisseia espacial que suscitou a curiosidade do português Mário Ferreira sobre a hipótese de viajar para o espaço. Mário Ferreira, homem de negócios que ajudou a colocar o Douro nos roteiros turísticos do mundo através da sua empresa de cruzeiros, Douro Azul, acabou por entrar em contacto com a Virgin Galactic para saber mais informações. Acabou por efectuar o pré-registo de inscrição ao pagar, no início de 2005, igualmente a soma de 200 mil dólares pela viagem.

No início de 2006, o empresário foi informado de que passaria a integrar o muito selecto clube da "Virgin Galatic" e tornar-se no primeiro português a viajar no espaço.

Na excursão suborbital, Mário Ferreira poderá ter como companheiros de voo os actores Morgan Freeman, Victoria Principal ou ainda o designer de fatos espaciais, Philippe Starck. Na lista de potenciais turistas constam ainda nomes como Robbie Williams, Dave Navarro, Stephen Hawking, William Shatner, Angelina Jolie ou Moby. "Bon voyage!"

Foto: NASTAR

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

EUA: NASA descobre bactérias em arsénico e abre novas possibilidades na investigação de vida extraterrestre

A conferência de imprensa que a NASA convocou para hoje, e que começou às 20h (hora do Luxemburgo) e terminou há instantes, serviu para anunciar que os cientistas da NASA encontraram num lago na Califórnia, nos EUA, bactérias que vivem em arsénico, uma descoberta que irá ter impacto na investigação de formas de vida extraterrestre.

A descoberta foi precedida de muitas especulações em blogues ligados a temas da tecnologia, como o Gawker e o PC World, que nos últimos dias falavam na possibilidade de a agência norte-americana anunciar hoje que teria encontrado vida fora da Terra.

Estas especulações resultaram, sobretudo, da própria convocatória da conferência de imprensa, em que a NASA anunciava “uma descoberta astrobiológica” que teria impacto na pesquisa de vida extraterrestre.

A descoberta, mesmo não sendo histórica, mudará as investigações nesta área da NASA, que até agora só procurou vida em planetas com os elementos que os cientistas acreditavam serem os únicos que podiam acolhê-la.

As formas de vida até agora conhecidas são compostas por seis elementos: carbono, hidrogénio, nitrogénio, oxigénio, enxofre e fósforo.

“Ainda que estes seis elementos componham os ácidos nucleicos, as proteínas e os lípidos e, portanto, a maior parte da matéria viva, é possível, teoricamente, que outros elementos da tabela periódica possam cumprir as mesmas funções”, refere o estudo, que foi dirigido por Felisa Wolfe Simon, do Instituto de Astrobiologia da NASA.

Os investigadores descobriram nas águas tóxicas e salubres do lago Mono, na Califórnia, uma bactéria que pode substituir o fósforo por arsénio, ao ponto de incorporar este elemento no seu ADN.

Os investigadores explicaram que esta descoberta abre a possibilidade de existirem formas de vida em planetas que não têm fósforo na sua atmosfera.

EUA/Espaço: NASA convoca conferência de imprensa para falar de vida extraterrestre, esta quinta-feira

A agência espacial norte-americana NASA convocou para esta quinta-feira, 2 de Dezembro, às 20h (hora do Luxemburgo, i.e. GMT + 1, 14 horas em Washington) uma conferência de imprensa onde disse que fará um anúncio sobre uma descoberta que fez no ramo da exobiologia e que, segundo o site da agência, "vai ser de grande impacto na busca de vida extraterrestre".

A Exobiologia estuda a origem e evolução da vida fora da Terra.

Vida numa das luas de Saturno?


Especula-se que a conferência vai falar do que a sonda Cassini detectou na semana passada: uma tênue atmosfera com oxigénio e dióxido de carbono em Reia, uma das luas de Saturno. É a primeira vez que uma sonda terrestre descobre uma atmosfera com oxigénio fora da Terra.

Outros garantem que a NASA vai falar da descoberta de arsénico em Titã, maior satélite de Saturno, e sobre as bactérias que se alimentam deste elemento para efectuar a fotossíntese. Além disso, Titã pode possuir lagos de hidrocarbonetos, vulcões gelados, e os cientistas pensam que o metano se comporta nesse astro como a água na Terra, evaporando e chovendo, em ciclos.

Uma resposta à nossa mensagem?

Em Janeiro de 2005, foi lançada a sonda Huygens que tirou as primeiras fotografias da superfície de Titã, mas devido ao nevoeiro, e mesmo com fotografias muito ficou por saber. Esta sonda levou consigo um milhão de mensagens de pessoas à volta do mundo. As mensagens foram enviadas pela internet, gravadas num cd-rom e lançadas com a sonda. Será que a NASA obteve uma resposta às nossas mensagens?

Vida ARN em vez de ADN?

Outros rumores evocam a possibilidade de a NASA vir anunciar que descobriu vida com base no ARN em vez do ADN.

O ARN ou ácido ribonucleico é o responsável pela síntese de proteínas da célula. O ARN é um polímero de nucleótidos, geralmente em cadeia simples, e não em dupla hélice como o ADN (ver imagem), mas pode, por vezes, ser dobrado. As moléculas formadas por RNA possuem dimensões muito inferiores às formadas pelo ADN. Na sua essência uma vida com base no ARN seria uma vida exactamente contrária à nossa, baseada no ADN.

A conferência de imprensa será transmitida em directo e ao vivo desde o auditório da NASA em Washington, pela NASA TV e pelo site da agência http://www.nasa.gov

Foto: NASA

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Astrónomos detectam planeta semelhante à Terra, a 20 anos-luz de distância

Um exoplaneta (planeta exterior ao nosso sistema solar, n.d.R.) com cerca de três vezes a massa da Terra e semelhante ao nosso mundo foi descoberto quarta-feira, por cientistas da Universidade da Califórnia e da Carnegie Institution de Washington.

Situado a 20 anos-luz (distância percorrida pela luz num ano; a luz desloca-se à velocidade de aprox. 300 mil kms por segundo, n.d.R.) da Terra, na órbita da estrela Gliese 581, uma anã vermelha na constelação da Balança (ou Libra), os astrónomos dizem que a distância do planeta em relação à sua estrela (sol) faz com que este seja o primeiro exoplaneta descoberto a apresentar condições semelhantes às da Terra para acolher vida, mesmo se eventuais seres vivos ali existentes possam em nada ser semelhantes aos que conhecemos.

O planeta, baptizado Gliese 581g, pode conter água líquida, oceanos, rios, lagos e gozar de um clima ameno, com uma temperatura média na superfície a variar entre os 31 e os 12 graus Celsius negativos. A sua órbita dura um pouco mais de um mês terrestre, com as mesmas estações de ano que as nossas, mas estas devem durar apenas alguns dias, conjecturam os astrónomos.

Este não é o primeiro astro a ser descoberto na "zona habitável" da estrela Gliese 581. Há três anos, um outro planeta, com possibilidade de acolher vida havia sido detectado, mas não com condições tão semelhantes às da Terra.

Quase meio milhar de planetas descobertos desde 1990

O primeiro planeta exterior ao nosso sistema solar foi detectado em Setembro de 1990 por Aleksander Wolszczan, no rádiotelescópio de Arecibo (em Porto Rico), e situa-se em torno do pulsar PSR B1257+12.

Até hoje foram descobertos 490 exoplanetas, mas apenas alguns reúnem condições para acolher vida.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Espaço: Descoberto planeta extra-solar mais pequeno que outros mas com muita água

Um planeta extra-solar de pequeno tamanho, comparativamente com outros planetas extra-solares, mas possivelmente com muita água, foi descoberto em redor de uma estrela pouco massiva, revela um estudo publicado esta semana na revista Nature.

O planeta está localizado a cerca de 42 anos-luz da Terra.

Fica situado num raio 2,7 vezes igual ao do planeta "azul" e tem uma massa correspondente a 6,6 vezes a da Terra.

O tamanho e a composição do GJ 1214b, assim se chama o planeta, inserem-no na categoria "intermediária entre a Terra e os gigantes gasosos como Jupiter e Saturno", segundo David Charbonneau, investigador da Universidade de Harvard, Estados Unidos, e a sua equipa, que inclui astrónomos do Observatório de Genebra, Suíça, e de outros institutos europeus.

A descoberta representa "um passo importante" na pesquisa de planetas semelhantes à Terra, salienta Geoffrey Marcy, da Universidade da Califórnia, também nos Estados Unidos, num comentário divulgado na revista Nature.

Para encontrar o planeta, os astrónomos usaram oito pequeninos telescópios para medir a variação da luminosidade de duas mil estrelas.

A estrela em torno da qual o GJ 1214b orbita em 38 horas viu a sua luminosidade baixar 1,3 por cento aos 52 minutos por 38 horas, o que atraiu a presença do planeta extra-solar, que tem mais de 50 por cento da sua massa formada por água e a atmosfera composta por partículas de hidrogénio e hélio.

À superfície do planeta, as temperaturas, demasiado quentes para encontrar vida, rondam os 120 a 280 graus centígrados.

Ao todo, já foram descobertos 412 planetas extra-solares, divulgados na terça-feira no catálogo na Internet "exoplanet.eu".

sábado, 12 de dezembro de 2009

Luxemburgo: Encontros espaciais nas Rives de Clausen, esta tarde

Os amantes da astronomia, astrofísica ou das ciências espaciais vão poder encontrar-se com especialistas luxemburgueses nestas matérias este sábado à tarde, entre as 14h e as 18, no "Space Bar", nas Rives de Clausen, na capital.

Trata-se do “Galatic Science Café”, uma oportunidade única para conversar, colocar questões, desfazer dúvidas com alguns dos luxemburgueses que fizeram profissão da sua paixão pelos astros e pelo espaço. Depois de apresentar-se, os cientistas vão estar à disposição do público para responder a questões.

O principal objectivo é proporcionar ao público em geral e aos jovens em particular a possibilidade de falar directamente com cientistas, os melhores colocados para mostrar aos jovens as oportunidades que oferece o estudo da astrofísica.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Espaço: Um português a bordo da ... Enterprise!

Um português a bordo de uma nave?

Não, não estamos a falar do actor luso-descendente canadiano Louis Ferreira, escolhido para interpretar o papel de comandante Everett Young da nave "Destiny" na nova série Stargate Universe, que o canal norte-americano Syfy (do grupo NBC) começou a difundir em Setembro.

Por vezes a realidade ultrapassa mesmo a ficção.

Mário Ferreira, empresário do Porto, vai brevemente tornar-se o primeiro turista espacial português. Ferreira esteve segunda-feira no deserto de Mojave, na Califórnia, para conhecer a Enterprise, a nave da Virgin Galactic em que deverá viajar ao espaço já em 2011.

A nave ainda vai ser sujeita a vários testes de segurança, mas Richard Branson, director da Virgin Galactic, anunciou-a já como um veículo inteiramente novo, com capacidade para transportar até ao espaço, num voo sub-orbital, seis passageiros e dois pilotos astronautas.

Bilhete para o espaço custou 200 mil dólares


Mário Ferreira, que foi o primeiro português a comprar um bilhete de 200 mil dólares para uma viagem ao espaço e espera a sua vez desde 2007, revelou à Lusa: “A nave está dentro daquilo que eu esperava. Tem um design muito bonito e é muito espaçosa por dentro, para nos podermos movimentar bem durante a flutuação em gravidade zero”.

O líder do grupo Douro Azul também apreciou a escolha de “Enterprise” para nome de baptismo do modelo SpaceShipTwo, em honra de “uma longa tradição” envolvendo os navios da Marinha Britânica e Norte-Americana, veículos da NASA e até a aeronáutica de ficção científica.

“Fiquei bastante impressionado, aliás, ao ver (Arnold) Schwarzenegger partir a garrafa de champanhe na ponta da nave”, observa Mário Ferreira, referindo-se ao actor que actualmente é governador do estado da Califórnia. “Aquele impacto demonstrou que o aparelho tem uma estrutura resistente”, acrescenta, com humor.

Segundo informações da Associated Press, a Enterprise esteve sob desenvolvimento secreto nos últimos dois anos e Richard Branson anuncia-a como parte “de um novo começo numa era comercial das viagens espaciais”.

"A NASA gastou biliões e biliões de dólares em viagens espaciais, e só conseguiu enviar 480 pessoas”, afirmou o fundador da Virgin. “Nós esperamos enviar, literalmente, milhares de pessoas para o espaço ao longo dos próximos dois anos”.

Em 2010, a Enterprise será sujeita a diversos testes para garantir que é “100% segura”. O objectivo de Richard Branson é que a nave possa começar os seus voos comerciais em 2011, a partir de um porto espacial já em construção no Novo México.

Os primeiros a utilizar a nave serão Richard Branson, a sua família e o designer de aviões Burt Rutan, com quem o fundador da Virgin vem explorando a indústria espacial.

200 milionários em lista de espera


Em lista de espera para as viagens seguintes estão já cerca de 200 milionários de todo o mundo. Mário Ferreira inclui-se entre os 100 “pioneiros” que integram o Clube dos Fundadores e revelou à Lusa: “Depois do Richard Branson, os primeiros passageiros vão ser escolhidos por sorteio. Estou a contar que, no início, haja uma viagem por semana, o que significa que, na pior das hipóteses, participo no 14º ou no 15º voo”.

O empresário português acredita que, após essa fase inicial, a Virgin Galactic fará uma viagem por dia com destino ao espaço. “É o que está previsto”, defende. “E como o Richard Branson já encomendou cinco naves como a Enterprise, de certeza que não as vai ter paradas”.

Um dos modelos do "Enterprise" (foto infra) com que a Virgin Galactic planeia enviar turistas para o espaço a partir de 2011. Foto supra: a nave "Enterprise" da popular série de ficção-científica dos anos 60, "Star Trek". O projecto da Virgin ainda está a anos-luz da nave do famoso capitão Kirk, mas os voos espaciais para o comum dos cidadãos... já estiveram mais longe! Fotos: Star Trek/Virgin Galactic

sábado, 14 de novembro de 2009

Espaço: NASA descobre água na Lua

Com a descoberta de água na Lua, zonas como o Mar da Tranquilidade, local onde "alunou" em 1969 o módulo Apollo 11, podem vir a adquirir outro sentido

A NASA descobriu quantidades "significativas" de água congelada na Lua, anunciou sexta-feira um responsável da agência espacial norte-americana.

A 9 de Outubro, a NASA lançou uma sonda até à Lua para procurar vestígios de água na superfície lunar.

A sonda LCROSS (Lunar Crater Observation and Sensing Satellite) embateu próximo da cratera Cabeus, situada no pólo sul da Lua, local que os cientistas julgavam com mais hipóteses de conter vestígios de água.

Antes da sonda, a agência espacial lançou um projéctil com cerca de duas toneladas contra a Lua.

Esta descoberta é "importante" e mostra que a Lua "ainda esconde muitos mistérios", disse à agência Lusa o coordenador mundial do Ano Internacional da Astronomia.

"Nós sabemos que a água é um elemento essencial para a vida. É por isso que nós descobrirmos água fora do nosso planeta é sempre uma descoberta que é de certa forma importante", disse Pedro Russo.

O cientista espacial considera que a ida do Homem à Lua em 1969 "ficou quase em stand-by desde as missões Apollo" mas afirma que a descoberta de água na Lua pode levantar a hipótese de novas incursões do Homem.

"Alguns relatórios independentes da agência espacial norte-americana vinham a apontar que se calhar o regresso do homem à Lua não era uma prioridade mas acho que esta descoberta veio mostrar a estas comissões independentes que a lua ainda esconde muitos mistérios e que não podemos, de forma alguma, descurar a exploração da lua a par da exploração de outros corpos no sistema solar", afirmou Pedro Russo.

"Encontrámos água, não uma pequena porção mas quantidades significativas", afirmou o cientista responsável pela missão LCROSS Anthony Colaprete, em conferência de imprensa convocada ontem.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Portugal: Lançados domingo, satélites com tecnologia portuguesa estão já em órbita

Dois satélites com tecnologia portuguesa lançados na noite de domingo de uma base russa separaram-se com êxito do foguete propulsor e estão já em órbita à volta da Terra, segundo a Agência Espacial Europeia (ESA).

O posicionamento em órbita do SMOS, que irá ajudar a compreender melhor as alterações climáticas, e do Proba-2, um mini-satélite destinado a testar novas tecnologias, foi hoje saudado pela ESA, que se regozija num comunicado por "este duplo êxito".

O SMOS (acrónimo em inglês para humidade do solo e salinidade dos oceanos) leva a bordo um processador de dados produzido pela Deimos Engenharia e o Proba-2 um magnetómetro desenvolvido pela Lusospace, duas empresas portuguesas que trabalham para a indústria aeroespacial.

"A hidratação dos solos e o sal dos oceanos são duas variáveis chave ligadas ao ciclo da água na Terra que têm impacto na meteorologia e no clima", explica a ESA, sublinhando que o SMOS permitirá fazer medições em todo o planeta.

O magnetómetro que vai no proba-2 é um instrumento de navegação que lembra uma bússola. Tem o tamanho de um cartão de crédito com cerca de 4 centímetros de altura e é capaz de determinar o norte e o sul através da emissão de sinais eléctricos cuja leitura permite conhecer o campo magnético a três dimensões.

Segundo Yann Kerr, responsável científico da missão SMOS no Centro de Estudos Espaciais da Bioesfera (CESBIO), "o aquecimento climático é um facto", mas as suas consequências no ciclo da água (precipitação, evaporação, infiltração nos solos, escoamento, armazenamento) "são incertas", daí haver necessidade de ter "dados melhores" para fazer modelos climáticos fiáveis.

"A disponibilidade em água contribui mais do que a própria temperatura para as alterações climáticas", sublinha.

É por isso que a estimativa do teor de água dos solos na "zona das raízes", até dois metros de profundidade, é essencial para melhorar as previsões meteorológicas e antecipar os riscos de inundações, secas ou vagas de calor.

O SMOS permitirá estabelecer mapas da hidratação dos solos com uma resolução média de 43 quilómetros, sendo que a partir da sua órbita polar a cerca de 758 quilómetros de altitude, o satélite varrerá a totalidade da superfície terrestre em três dias.

Irá medir as variações da taxa de salinidade nas águas superficiais oceânicas e o seu impacto na circulação global da água à superfície do planeta.

Os dados do SMOS serão explorados pelos cientistas e profissionais da meteorologia, mas também poderão servir para a agricultura, a pesca e a navegação.

domingo, 25 de outubro de 2009

Espaço: Portugueses envolvidos em missão europeia de observação da Terra, satélite é lançado a 2 de Novembro

Engenheiros portugueses contribuem para numa nova missão espacial europeia de exploração da Terra, com um processador de dados crucial num satélite de recolha de indicadores de alterações climáticas a lançar em 2 de Novembro.

Esta "Missão da Água" da Agência Espacial Europeia (ESA), orçada em 315 milhões de euros, irá produzir observações globais da hidratação do solo em toda a massa terrestre e da salinidade dos oceanos, com aplicações práticas em áreas como a meteorologia, agricultura, pescas, marinha e gestão dos recursos de água.

Os dados a recolher pelo SMOS (acrónimo em inglês para Humidade do Solo e Salinidade Marinha) servirão para definir modelos físicos do comportamento do clima a nível planetário, a partir dos quais será possível extrair indicações sobre as correntes oceânicas, a desertificação, o degelo das calotas polares ou a previsão de fenómenos meteorológicos extremos.

O satélite - com lançamento previsto na base militar russa de Plessetsk, perto de Moscovo - fornecerá mapas globais da hidratação do solo pelo menos a cada três dias e mapas da salinidade a cada 30 dias, o que levará a uma melhor compreensão do ciclo da água, nomeadamente dos processos de troca entre a superfície da Terra e a atmosfera.

O envolvimento de engenheiros portugueses no projecto começou em 2003, depois de um consórcio formado pela Deimos Engenharia e a Critical Software ter ganho um concurso europeu para o desenvolvimento do processador de dados de um aparelho produzido pela EADS CASA Espacio, em Espanha.

"Foi necessário criar todo um algoritmo bastante complexo para interpretar fisicamente os dados recolhidos pelo satélite", disse à Lusa o director da Deimos Engenharia, Nuno Ávila.

O objectivo do processador de dados "é pegar nas medições em bruto recolhidas pelo satélite, que consistem em sinais de rádio na frequência das micro-ondas emitidos pela superfície terrestre, e relacioná-las de forma muito específica para determinar em permanência a salinidade do mar e a humidade da terra", explicou.

Nas primeiras fases do contrato, que já vai em cerca de três milhões de euros, a Deimos Engenharia teve como parceira outra empresa portuguesa, a Critical Software, sendo que o INETI teve também uma pequena participação inicial.

Este projecto, segundo Nuno Ávila, é um dos "ex libris" da Deimos Engenharia por se tratar de "todo um sistema" e não apenas de uma parte. É que a empresa - criada em 2002 e que tem na ESA o seu principal cliente, embora já tenha vendido software à NASA - faz geralmente subsistemas.

"Neste caso, há um princípio, um meio e um fim", afirmou. "Todos os dados do SMOS passam pelo nosso processador".

Uma equipa de três engenheiros aeroespaciais e físicos da empresa estará no Centro de Controlo da ESA (ESAC) em Villafranca del Castilho, perto de Madrid, a receber os primeiros dados do satélite e a fazer, juntamente com outras equipas da ESA, a validação e afinação do algoritmo.

O satélite, cujo lançamento está marcado para as 1h50 (hora de Lisboa) de 2 de Novembro, ficará numa órbita polar, a 757 kms de altitude.

Texto: Lusa / Foto: Domínio Público

sábado, 12 de setembro de 2009

Espaço, a última fronteira! ....Mas quem financia?

O futuro dos voos espaciais norte-americanos pode depender do reforço da cooperação internacional e do compromisso do sector privado, podendo os Estados Unidos da América ter de rever em baixa as suas ambições, devido a problemas orçamentais.

A comissão de especialistas nomeada pelo presidente Barack Obama, que entregou esta semana um relatório na Casa Branca, concluiu que "o programa actual de voos espaciais dos Estados Unidos da América - baptizado de Constelação - não é exequível" com os recursos existentes.

O programa Constelação, lançado em 2004 pelo anterior presidente George W. Bush, previu um regresso dos norte-americanos à Lua até 2020, antes das expedições a Marte (até 2045) e ao resto do sistema solar (até ao fim do século).

A NASA, agência espacial norte-americana, tem um orçamento anual de cerca de 18 mil milhões de dólares (12,3 mil milhões de euros) e a comissão considerou "indispensável" um financiamento suplementar de três mil milhões de dólares (dois mil milhões de euros) por ano para que um programa de exploração além da órbita terrestre seja "digno de interesse".

"Qualquer que seja o programa espacial aprovado, deverá ser acompanhado dos recursos necessários para a sua execução", refere o relatório.

A comissão de especialistas considerou ainda que existem várias opções para mobilizar estes recursos, referindo a cooperação internacional: "A exploração espacial transformou-se numa actividade globalizada. Vários países têm programas espaciais e os seus orçamentos anuais combinados são equivalentes ao da NASA".

"Um esforço activo dos Estados Unidos com os parceiros internacionais de forma adaptada ao mundo multi-polar de hoje poderá reforçar as relações geopolíticas, aumentar os recursos e impulsionar as actividades de exploração", consideraram os dez membros da comissão presidida por Norman Augustine, antigo presidente do grupo aeroespacial Lockheed Martin.

Os peritos sublinharam também que o sector privado está em plena efervescência nas actividades espaciais: "Se conseguirmos criar, no domínio espacial, um potencial de actividades interessantes para o sector privado, poderemos talvez reduzir os custos da NASA", afirmaram.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Espaço: Júpiter atingido por um cometa

O planeta Júpiter terá sido atingido por um objecto, possivelmente um cometa, indicaram astrónomos perante imagens da NASA que mostram um rasgão junto do pólo sul do gigante feito de gás.

As imagens, obtidas na segunda-feira pelo telescópio de infra-vermelhos da agência espacial norte-americana no Havai, surgem por ocasião do 15.º aniversário de outro choque com um cometa.

Em 1994, Júpiter foi bombardeado por fragmentos do cometa Shoemaker-Levy 9.

Cientistas do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA, em Pasadena, Califórnia, captaram na segunda-feira as imagens após receberem uma indicação de um astrónomo amador na noite anterior.