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sábado, 22 de outubro de 2011

Eurodeputado luxemburguês Robert Goebbels nas eleições da Tunísia

O eurodeputado luxemburguês Robert Goebbels integra a delegação do Parlamento Europeu que vai estar na Tunísia para acompanhar as eleições neste domingo.

A comitiva parlamentar chegou à Tunísia na quarta-feira para acompanhar o processo eleitoral para a Assembleia Constituinte, no âmbito da missão de observação da União Europeia.

A Tunísia vai eleger no dia 23 de Outubro a Assembleia Constituinte que será responsável pela elaboração da Constituição pós-Revolução.

País em que arrancaram as revoltas populares conhecidas como "Primavera Árabe", a Tunísia é também o primeiro país a realizar eleições para eleger uma Assembleia Constituinte, nove meses depois da queda do regime de Ben Ali. O ditador foi deposto por uma revolução popular a 14 de Janeiro, depois de 23 anos no poder.

A revolta na Tunísia propagou-se depois ao resto da região, estendendo-se do Norte de África ao Médio Oriente, em países como o Egipto, Bahrein, Argélia, Iémen, Líbano e Síria.

Foto: Michel Brumat

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Luxemburgo: Luxair retoma voos para a Tunísia a partir do próximo domingo

A companhia aérea luxemburguesa Luxair decidiu retomar os voos para a Tunísia por considerar que a situação daquele país se "normalizou".

O primeiro avião com destino a Monastir e Djerba levanta voo no próximo domingo, 27 de Fevereiro, às 6h da manhã a partir do Findel.

Foto: Marc Wilwert/LW

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Tunísia: Presidente de transição promete "ruptura total" com o passado

O Presidente de transição na Tunísia, Foued Mebazaa (à esquerda, na foto, com o primeiro-ministro Mohamed Ghannouchi), prometeu ontem à noite “uma ruptura total com o passado”, enquanto milhares de tunisinos voltaram a reclamar na rua a saída do governo provisório dos elementos do antigo regime.

“Comprometo-me a que este governo de transição conduza a uma ruptura total com o passado”, disse Mebazaa, numa transmissão directa pela televisão do Estado.

Nesta primeira intervenção pública desde que assumiu a presidência interina da Tunísia, Mebazaa prometeu também “satisfazer todas as aspirações legítimas da revolta para que se concretize a revolução da liberdade e da dignidade”.

Mebazaa prometeu nomeadamente “uma amnistia geral, a liberdade total de informação, a independência da justiça e a separação entre o Estado e o partido”, uma referência à União Constitucional Democrática (RCD) de Ben Ali, símbolo da corrupção e da repressão, que os manifestantes exigem que seja banido da vida política.

A manutenção de membros do RCD em postos chave do governo (Interior, Defesa, Negócios Estrangeiros e Finanças) provocou a demissão na terça-feira de três ministros da União Geral dos Trabalhadores Tunisinos (UGTT) e na quarta-feira de um dirigente da oposição.