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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

"Merkel é arrogante", diz Rebelo de Sousa

O comentador televisivo Marcelo Rebelo de Sousa considerou hoje que a chanceler alemã tem “muitas vezes” uma postura de arrogância e achou uma “grande injustiça” as críticas que Angela Merkel fez à governação da Madeira.

Merkel apontou na terça-feira o arquipélago português como um mau exemplo da aplicação dos fundos estruturais europeus, sublinhando que, naquela região autónoma, as verbas "serviram para construir túneis e autoestradas muito bonitos, mas não para aumentar a competitividade".

Ao falar em Lisboa aos jornalistas depois de ter apresentado a revista “Terra de Lei”, da Associação de Juristas da Pampilhosa da Serra, Marcelo Rebelo de Sousa disse que a líder do governo alemão desconhece a realidade da Madeira e não sabe que a principal atividade na ilha é o turismo, pelo que as vias de comunicação “contribuem para a competitividade da Madeira”.

Já sobre as críticas do presidente do Parlamento Europeu, acerca da visita do primeiro-ministro português a Angola em novembro, o comentador e professor catedrático de Direito disse que Martin Schulz, também alemão, se “esqueceu das ligações de Portugal aos restantes países de língua portuguesa”, situação de que a Alemanha não beneficia.

Schulz criticou, num debate gravado em vídeo e na quarta-feira noticiado pelo jornal Público, a visita-relâmpago que o primeiro-ministro português fez em novembro a Angola, na qual admitiu ir à procura de capital angolano para as privatizações em curso.

“Não é feliz querer dizer aos portugueses que só podem ter relações com a Europa e não com países que falem a mesma língua”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, considerando que a Alemanha política ainda não descobriu uma maneira de lidar com os outros países da Europa”.

“Sabemos que ela é muito poderosa, que é economicamente liderante”, mas, como disse o ex-chanceler alemão Helmut Schmidt, “tem que ter a humildade dos grandes”, salientou o comentador.

Ainda sobre Merkel, disse que a líder do governo alemão “aparece muitas vezes com uma arrogância que afasta os outros, não aproxima”.

“É muito arrogante”, acusou, estendendo a crítica a Schulz e afirmando que “isso não é bom para os europeus”.

"Governo perdeu a batalha", ao recusar tolerância de ponto no Carnaval

O comentador político Marcelo Rebelo de Sousa disse hoje que a recusa da tolerância de ponto no dia de Carnaval ”é uma batalha perdida pelo Governo” de coligação PSD/CDS.

A ideia “tinha alguma lógica de conteúdo”, mas “o tempo e a forma estragaram o conteúdo”, afirmou o antigo presidente do PSD, em Lisboa, depois de ter apresentado o primeiro número da revista Terra de Lei, da Associação de Juristas da Pampilhosa da Serra.

O Governo “perdeu a nível nacional, regional e local”.

“Está perdido”, rematou Marcelo Rebelo de Sousa.

Foto: Lusa

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Euro/Crise: Merkel sugere perda de soberania para países que não cumpram critérios de estabilidade

A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu o agravamento de sanções a países da zona euro que não cumpram os critérios de estabilidade, incluindo a perda de soberania, em entrevista no domingo à televisão pública ARD.

Na opinião da chanceler alemã, os países que violem o limite de três por cento do défice orçamental em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), ou o limite de 60 por cento da dívida pública em relação ao PIB, “terão de abdicar de parte da sua soberania, se se verificar que o país em questão não cumpriu os seus próprios compromissos”.

Para Merkel, “quem não cumprir, tem de ser obrigado a cumprir”, e os prevaricadores deverão, se necessário, ter de responder pelos seus atos perante o tribunal europeu de justiça.

“Se um país da zona euro não respeitar os critérios de estabilidade, deverá poder ser processado no Tribunal Europeu de Justiça”, afirmou a chefe do governo alemão na entrevista ao principal canal da televisão pública.

O Tratado de Maastricht impõe um limite de três por cento para o défice orçamental e um limite máximo de endividamento de 60 por cento do PIB aos países da União Europeia.

Portugal por exemplo, teve um défice orçamental de 9,1 por cento em 2010, que tenciona baixar para 5,9 por cento este ano, e traçou a meta de voltar a cumprir o limite de três por cento em 2013.

Quanto à dívida pública portuguesa, ronda atualmente os 90 por cento do PIB, bem acima do máximo permitido no tratado que antecedeu a introdução do euro.

Merkel disse ainda que a crise das dívidas soberanas “é muito séria”, advogando a permanência da Grécia na zona euro, pelo menos enquanto a União Europeia e o FMI, através da chamada ‘troika’, atestarem que Atenas cumpre o programa de ajustamento económico.

A chanceler alemã alertou ainda para os riscos de contágio de outros países em dificuldades, como Portugal e a Irlanda, caso a Grécia entre em incumprimento, apesar de esta solução ser defendida por muitos economistas

A chanceler mostrou-se ainda confiante em obter na quinta-feira a necessária maioria parlamentar na votação sobre o alargamento do âmbito do fundo de resgate europeu (FEEF), apesar de vários deputados da coligação governamental, sobretudo do Partido Liberal, terem anunciado que votarão contra.

O fundo permitiu, nomeadamente, a concessão de um empréstimo de 78 mil milhões de euros a Portugal, depois de o país ter começado a ter dificuldade em financiar-se no mercado de capitais a juros razoáveis.

A aprovação das alterações ao FEEF no parlamento alemão está, no entanto, garantida, porque dois dos partidos da oposição - os sociais-democratas e os verdes - já anunciaram que votarão a favor.

Para Merkel, no entanto, é importante também manter unidas as fileiras dos partidos do governo e fazer valer a sua própria maioria no hemiciclo, para evitar uma crise política que poderia, em última instância, culminar em eleições antecipadas, segundo vários analistas.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Euro/Crise: Primeiro-ministro grego, Merkel e Sarkozy analisam hoje crise da dívida

A crise da dívida grega estará hoje em análise numa conferência telefónica entre o primeiro-ministro grego, a chanceler alemã, Angela Merkel e o presidente francês, numa altura em que surgem rumores sobre o possível incumprimento do país.

Fontes do governo grego citadas pela agência Efe, que pediram o anonimato, afirmaram que na conferência telefónica será abordada a vontade da Grécia de cumprir os compromissos para poder continuar a receber apoio financeiro.

Na conferência será também abordada a possibilidade de os credores privados comprarem títulos da dívida soberana grega, segundo a mesma fonte.

Os rumores sobre uma possível declaração de incumprimento por parte de Atenas têm-se sucedido nos últimos dias, numa altura em que o Governo grego continua os contactos com os parceiros europeus para obter a entrega dos 8.000 milhões de euros da sexta tranche do programa de resgate e um segundo programa de ajuda, no valor de 160.000 milhões de euros.

Os 8.000 milhões de euros da sexta tranche são essenciais para que a Grécia continue a assegurar o pagamento dos salários e das pensões, já que o país anunciou que só tem os compromissos assegurados até outubro.

Também hoje, o Fundo Monetário Internacional (FMI) realiza uma reunião sobre a Grécia para analisar se o país tem cumprido os seus compromissos para poder continuar a receber as tranches do programa de assistência financeira, no montante global de 110.000 milhões de euros, aprovado em maio de 2010.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Euro/Crise: Merkel espera "claros progressos" na cimeira extraordinária de quinta-feira

A chanceler alemã, Angela Merkel, espera que a cimeira de chefes de Estado e de governo da zona euro, na quinta-feira, em Bruxelas, traga “claros progressos” para resolver a crise da dívida soberana da Grécia.

Em declarações aos jornalistas hoje em Berlim, o porta voz do governo alemão, Steffen Seibert, disse que “a chanceler está confiante” de que a cimeira extraordinária terminará com um acordo sobre o novo pacote de ajuda financeira a Atenas.

Em entrevista à televisão pública ARD, no domingo à noite, Merkel voltou a exigir a participação dos credores privados no novo resgate da dívida grega, e defendeu ainda a criação de uma agência de 'rating' europeia.

Acrescentou, no entanto, que a iniciativa para criar uma tal agência não deve partir dos Estados, para que não haja a ideia de que a futura agência ficará dependente dos mesmos.

Merkel reiterou ainda a promessa feita aos alemães no início da crise económica e financeira internacional, em finais de 2008, de que as suas poupanças estão garantidas pelo Estado.

Quanto à crise das dívidas soberanas em alguns países da zona euro, a chanceler afirmou que esta “não ameaça a moeda única como um todo”.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Crise do Euro: Merkel e Juncker em rota de colisão

A chanceler alemã Angela Merkel rejeitou segunda-feira as propostas para a emissão de títulos de dívida pública europeus (eurobonds), proposta feita pelo presidente do Eurogrupo e também primeiro-ministro luxemburguês, Jean-Claude Juncker, em entrevista ao Financial Times.

Merkel argumenta que o Tratado de Lisboa não o permite, assim como também não permite juros unificados, já que elminaria um importante factor da concorrência.

Juncker e o ministro das Finanças italiano, Giulio Tremonti, defendem que a criação dos eurobonds seria uma ajuda para acabar com a crise do euro. A sua criação seria "uma mensagem clara para os mercados globais e [para] os cidadãos europeus sobre o nosso compromisso político com a União Económica e Monetária», defendem os dois governantes.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Juros/Dívida: Se o euro falhar, então a Europa falhará - Angela Merkel

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou num congresso do seu partido que o euro é a cola que mantém a Europa junta e que se o projecto da moeda única falhar, a Europa falha também.

Segundo Angela Merkel, que falava num congresso do seu partido (CDU), citada pela Bloomberg, o papel da Alemanha é de “garantir uma nova cultura de estabilidade na Europa” e elevou o papel do euro a uma questão de vida ou morte.

“Se o euro falhar, então a Europa falhará”, afirmou Angela Merkel, explicando que o colapso do projecto da moeda única iria sinalizar a “ideia unificadora” que deu paz e prosperidade ao velho continente após a segunda guerra mundial.

No entanto, a líder alemã voltou a defender a ideia de que os investidores também devem pagar a sua parte, caso existam reestruturações, afirmando que foram os “excessos” dos mercados que causaram a crise e que os “mercados têm de arcar com as consequências dos seus actos”.

A chanceler alemã tem sido criticada por agudizar a crise da dívida soberana ao afirmar que os investidores deverão ser chamados a suportar parte das perdas caso um país entre em incumprimento financeiro, o que terá feito subir o prémio exigido pelos mercados internacionais para comprarem as dívidas públicas dos países periféricos, como é o caso da Irlanda e Portugal.

sábado, 17 de abril de 2010

Portugal: Angela Merkel voa de Lisboa para Roma

A chanceler alemã Angela Merkel já chegou ao aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa, de onde deverá partir às 11h30 (12h30 no Luxemburgo) com destino a Roma, disse esta manhã à agência Lusa um elemento da comitiva.

Os aeroportos alemães estarão encerrados pelo menos até às 10h de domingo devido à nuvem de cinzas de origem vulcânica proveniente da Islândia, que está a perturbar fortemente a aviação comercial europeia.

Angela Merkel, que regressava da Califórnia, depois de uma viagem oficial aos Estados Unidos, teve de fazer escala na sexta feira em Lisboa, devido às perturbações do tráfego aéreo.

Inicialmente, a partida estava prevista do aeroporto de Figo Maduro hoje às 8h30, mas o voo foi adiado.

De acordo com fonte da comitiva da chanceler alemã, o avião da Força Aérea alemã está previsto partir com destino a Roma às 11h30 (+ 1 hora no Luxemburgo).

domingo, 27 de setembro de 2009

Alemanha: Angela Merkel anuncia que vai governar com liberais

A chanceler alemã Angela Merkel reivindicou a vitória nas eleições legislativas de hoje e anunciou que vai governar a Alemanha com os liberais do FDP.

"Conseguimos obter uma sólida maioria, para formar um novo governo da CDU/CSU [dois partidos 'irmãos' da direita democrata-cristã e conservadora] e do FDP [Liberais], e assim está bem", afirmou Merkel, a partir da sede do seu partido, em Berlim.

"Quero ser a chanceler de todos os alemães, para melhorar a situação do nosso país", adiantou.

Pouco antes, o dirigente do FDP, Guido Westerwelle, congratulou-se pelo "excelente resultado".

O político agradeceu aos "eleitores pela obtenção do melhor resultado de sempre do (seu) partido", que recebeu mais de 14% dos votos, segundo estimativas avançadas pelas televisões públicas.

Merkel governa há quatro anos, em coligação com os social-democratas (SPD) que já reconheceram a derrota.

Alemanha: Angela Merkel foi hoje reeleita e deverá coligar-se com liberais

A Alemanha também foi hoje a votos. Mais de 62 milhões de alemães elegem hoje um novo Parlamento Federal, um novo Governo e um novo chanceler (equivale ao posto de primeiro-ministro).

Os eleitores alemães deram a vitória à conservadora Ângela Mergel, mas a actual chanceler deverá ter de fazer uma coligação de centro-direita com os liberais para formar Governo, segundo sondagens feitas à boca das urnas.

As estações de televisão ARD e ZDF avançaram que os conservadores de Merkel (CDU/CSU) e os seus aliados liberais do FDP conseguiram uma maioria confortável de mandatos parlamentares: entre 320 e 324 num total de 598.

JLC/Lusa