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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

"Indignados" vão fazer acampamento frente à AR

Os "indignados", movimento que tem criticado o capitalismo e as decisões financeiras actuais, decidiram que vão acampar em frente à Assembleia da República (AR), no dia 11 deste mês.

A informação foi avançada ao jornal Público por um dos elementos do "Occupy" Lisboa, que especificou que a decisão do movimento surgiu numa assembleia popular realizada na noite de quarta-feira.

O objectivo dos "indignados" é montar entre 150 a 200 tendas, acrescenta o jornal. Os "indignados", que seguem o movimento "Occupy Wall Street", anti-capitalista, estão desde o dia 17 de Outubro em frente à AR em protesto.

Texto: DM
Foto: Lusa

quinta-feira, 31 de março de 2011

Portugal: Cavaco Silva marca eleições para 5 de Junho

Numa declaração oficial ao país, desde o Palácio de Belém, o Presidente da República Aníbal Cavaco Silva disse há momentos ter aceitado a demissão do Governo de José Sócrates, e resolveu por isso dissolver a Assembleia da República e marcar as eleições legislativas antecipadas para o próximo dia 5 de Junho.

Portugal: Eleições legislativas antecipadas - recenseamento pode terminar já na próxima semana

Quem ainda não está inscrito para votar no Consulado de Portugal no Luxemburgo pode já ter pouco tempo para o fazer, no máximo até à próxima semana.

A lei eleitoral portuguesa impõe que os cadernos eleitorais sejam fechados 60 dias antes do acto eleitoral. Por isso, se Cavaco Silva marcar as eleições para 5 de Junho – a data preferida pela maioria dos partidos –, o prazo para a inscrição nos cadernos eleitorais terminará dia 6 de Abril. Ou seja, já na próxima quarta-feira. Se o Presidente da República agendar o escrutínio para o último fim-de-semana de Maio (a data preferida pelo PSD e pelo CDS-PP), já não será possível reabrir os cadernos eleitorais: nesse caso, o prazo terminaria hoje.

No Consulado de Portugal no Luxemburgo, os cadernos eleitorais estão neste momento "disponíveis para consulta e eventuais alterações", disse ao CONTACTO o vice-cônsul, Martins Antunes. E quem quiser inscrever-se nos cadernos eleitorais só tem de levar o bilhete de identidade ou cartão de cidadão e fazer prova de residência no Luxemburgo (através da antiga "carte de séjour" ou com atestado de residência emitido pelas comunas). O que Martins Antunes não sabe, nem sabe ninguém, é até quando os portugueses que vivem no estrangeiro vão poder inscrever-se para votar na próximas eleições.

"Nós não temos mais informação que a que ouvimos na rádio ou lemos na imprensa. O Governo ainda não está demitido, e até é possível que o senhor Presidente da República venha a decidir formar um Governo de Junta Nacional", disse o vice-cônsul ao CONTACTO.

ELEIÇÕES ATÉ JUNHO

Possível é, mas muito improvável. Depois do pedido de demissão de José Sócrates, Cavaco Silva poderia ou não marcar eleições antecipadas, um dos dois cenários previstos na Constituição. Mas a alternativa é cada vez mais improvável: convidar o Partido Socialista a apresentar outro Governo ou tentar um consenso com a oposição. O Presidente da República já ouviu os partidos com assento parlamentar, na sexta-feira passada, e todos reclamam eleições antecipadas.

Para que estas se realizem, Cavaco Silva tem de cumprir os passos previstos na lei, e só pode dissolver a Assembleia da República depois de "ouvidos os partidos nela representados e o Conselho de Estado”, impõe o arto 133 da Constituição. O primeiro passo já foi dado na semana passada, e Cavaco vai ouvir o Conselho de Estado já na próxima sexta-feira.

Depois, ainda tem mais um limite legal: as eleições têm de ser marcadas com uma "antecedência mínima de 55 dias”, ao abrigo da Lei Eleitoral em vigor.

Ou seja, para as eleições se realizarem no último fim-de-semana de Maio (dia 29), teriam de ser marcadas até 4 de Abril. Se as eleições forem marcadas até 11 de Abril, ainda será possível o acto eleitoral realizar-se a 5 de Junho, a data preferida pela maioria dos partidos, antes da sucessão de feriados que levará muitos portugueses a marcar férias para essa altura.

Num caso ou noutro, resta muito pouco tempo para os portugueses se inscreverem nos cadernos eleitorais. "Esperemos que o legislador, quando marcar as eleições, tenha em conta os 60 dias [do prazo para o encerramento dos cadernos eleitorais] e mais alguns, para dar às pessoas a oportunidade de se inscreverem", diz o vice-cônsul de Portugal.

Na dúvida, mais vale inscrever-se quanto antes.

P.T.A. (com agências)
Foto: Lusa

Portugal: Conselho de Estado reúne-se hoje para se pronunciar sobre dissolução da Assembleia da República

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, reúne hoje o Conselho de Estado, que terá como único ponto em agenda “pronunciar-se sobre a dissolução da Assembleia da República”.

Pela sétima vez desde 2006, o Presidente da República ouve esta quinta-feira o seu órgão político de consulta, mas será a primeira vez que o Conselho de Estado da ‘era’ Cavaco Silva se irá pronunciar sobre a dissolução do Parlamento.

Apesar de ter confessado durante a campanha eleitoral ter “pouco apetite” para utilizar a “bomba atómica” da dissolução da Assembleia da República, a precipitação de uma crise política provocada pela demissão há uma semana do primeiro-ministro, vai mesmo obrigar o chefe de Estado a dar esse passo.

Com um único ponto em agenda - “pronunciar-se sobre a dissolução da Assembleia da República” - a reunião do órgão político de consulta de Cavaco Silva terá início às 15h (hora portuguesa).

No final, é admissível que Cavaco Silva faça uma declaração, para explicar as razões que o levaram a ‘acionar a bomba atómica’ e anunciar a data das eleições legislativas antecipadas, que deverão realizar-se a 29 de Maio ou a 5 de Junho.

Já no final do último Conselho de Estado, que decorreu a 29 de outubro de 2010 e tinha na agenda o impasse então vivido em relação à aprovação do Orçamento do Estado para 2011, o Presidente da República falou ao país, reconhecendo a gravidade da situação financeira de Portugal.

Antes ainda do início da reunião de quinta-feira do Conselho de Estado tomarão posse as cinco personalidades designadas no início da semana pelo Presidente da República para aquele órgão.

Dos cinco nomes escolhidos por Cavaco Silva para integrarem o Conselho de Estado no seu segundo mandato em Belém, apenas há uma ‘estreia’ em relação aos conselheiros de Estado designados pelo chefe de Estado em 2006: o ex-ministro do CDS-PP António Bagão Félix, que irá substituir o também democrata-cristão Anacoreta Correia.

Continuam ainda a fazer parte do Conselho de Estado designados pelo Presidente da República João Lobo Antunes, Marcelo Rebelo de Sousa, Leonor Beleza e Vítor Bento.

Além das cinco personalidades, fazem ainda parte do Conselho de Estado outros cinco membros eleitos pela Assembleia da República: Almeida Santos, Pinto Balsemão, Manuel Alegre, António Capucho e Gomes Canotilho.

O Conselho de Estado é ainda constituído por membros que o são por inerência dos cargos que desempenham ou que ocuparam: o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, o primeiro-ministro, José Sócrates, o presidente do Tribunal Constitucional, juiz Conselheiro Rui Moura Ramos, o Provedor de Justiça, juiz Conselheiro Alfredo José de Sousa, os presidentes dos Governos Regionais dos Açores e da Madeira, Carlos César e Alberto João Jardim, e os ex-Presidentes da República, Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio.

De acordo com a Constituição, o chefe de Estado só poderá dissolver a Assembleia da República - um passo indispensável para a marcação de eleições antecipadas - depois de ouvir os partidos com assento parlamentar e o Conselho de Estado.

Na sexta-feira, Cavaco Silva já recebeu em audiência os partidos com representação parlamentar (PS, PSD, CDS-PP, BE, PCP e PEV) e ouviu de todos a indicação de que a realização de eleições antecipadas será a única alternativa para o impasse criado pela demissão do primeiro-ministro.

Na segunda-feira de manhã, Cavaco Silva ouviu ainda o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Delegação da Câmara dos Deputados do Luxemburgo em visita a Lisboa

De visita a Lisboa, o presidente da Câmara dos Deputados do Luxemburgo, Laurent Mosar, avistou-se segunda-feira com o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva

No primeiro dia da visita a Portugal, Laurent Mosar encontrou-se ainda com o seu homólogo português, Jaime Gama

Ontem segunda-feira, no primeiro dia da visita oficial do novo Gabinete da Câmara dos Deputados luxemburguesa a Lisboa, o presidente do Parlamento, Laurent Mosar, bem como os membros do gabinete que o acompanharam - Lucien Lux, Xavier Bettel e François Bausch - encontraram-se com uma delegação do gabinete da Assembleia da República.

Na reunião foram essencialmente abordadas questões europeias. Segundo o presidente do Parlamento português, Jaime Gama, "modificar os processos, como prevê o Tratado de Lisboa, não será suficiente, é preciso que as mentalidades evoluam".

Gama garantiu ao seu homólogo luxemburguês que preconiza uma maior colaboração entre os parlamentos nacionais dos estados-membros da União Europeia.

A delegação luxemburgesa foi ainda recebida, na segunda-feira à tarde, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado. O chefe da diplomacia português aproveitou para dizer que se regozijava com as excelentes relações bilaterais existentes entre os dois paises, frisando que no que diz respeito às relações comerciais, essas podiam ser alargadas e aprofundadas.

No final do dia, Laurent Mosar foi ainda recebido em audiência pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

José Luís Correia


(Da esquerda para a direita): o embaixador do Luxemburgo em Portugal, Alain de Muyser, o deputado François Bausch, o presidente do Parlamento luxemburguês, Laurent Mosar, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, o deputado Lucien Lux e o deputado Xavier Bettel Fotos: CHD

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Portugal/Legislativas: Carlos Gonçalves e Ana Maria Albuquerque em campanha no Luxemburgo





O deputado social-democrata Carlos Gonçalves, eleito pelo círculo Europa na Assembleia da República, vai estar no Luxemburgo em campanha para as eleições legislativas (marcadas para 27 de Setembro), esta quarta e quinta-feira, dias 9 e 10 de Setembro.

A número três da lista do PSD pelo círculo Europa é Ana Maria Albuquerque, conhecida animadora da Rádio Latina.

Na quarta-feira, às 20h, haverá um jantar no restaurante Lisboa II (90, rue du dernier Sol), em Bonnevoie, na capital, que permitirá aos presentes interpelar o cabeça-de-lista e a representante do Luxemburgo relativamente ao programa do PSD para as Comunidades Portuguesas.

Reservas (preço do jantar: 35 euros) pelo e-mail: custodio. portasio@hotmail.com ou pelo tel. 26 48 18 80.

Fotos: M. Dias/G. Veríssimo