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domingo, 6 de maio de 2012

Grécia/Eleições: Conservadores em vantagem mas forte recuo dos partidos pró-austeridade - sondagem à boca das urnas


 As sondagens à boca das urnas na Grécia dão a vitória dos conservadores da Nova Democracia (ND), sem maioria absoluta, um forte recuo dos partidos pró-austeridade e a entrada da extrema-direita no Parlamento.
A ND de Antonis Samaras está creditada com 20 a 17 por cento dos votos e o PASOK de Evangelos Venizelos entre 14 e 17 por cento. Estes dois partidos integram desde novembro o governo de coligação cessante dirigido pelo tecnocrata Lucas Papademos.

domingo, 12 de junho de 2011

Turcos elegem novo Parlamento

Um total de 199.207 urnas abriram hoje na Turquia às 7h locais (6h no Luxemburgo) para 50,19 milhões de pessoas elegerem o novo parlamento.

As urnas estarão abertas até às 17h locais (16 no Luxemburgo) para que os turcos possam eleger os 550 deputados para os próximos quatro anos entre 15 partidos políticos.

As sondagens dão como vencedor o Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), liderado pelo primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan, que conquistou 46,7 por cento dos votos nas últimas legislativas, em 2007, garantindo a eleição de 341 deputados.

De acordo com as últimas sondagens, o AKP deverá conseguir entre 41 por cento e 50 por cento dos votos e uma cómoda maioria absoluta de mais de 276 deputados, o Partido Republicano do Povo (CHP) entre 24,5 por cento e 30 por cento dos votos e o Partido de Ação Nacionalista (MHP) entre 10 e 15 por cento dos votos.

Os primeiros resultados oficiais deverão ser anunciados cerca das 21h locais (20h no Luxemburgo).

Foto: Salih K. (Wikipedia/CreativeCommons)

domingo, 5 de junho de 2011

PORTUGAL: PSD VENCE LEGISLATIVAS DE 5 DE JUNHO DE 2011

PSD é o partido mais votado nas eleições legislativas de hoje, com 44.6 por cento dos votos às 20h01 (hora portuguesa), quando estão apurados os resultados provisórios em 1823 das 4260 freguesias.

Projeções das três televisões dão vitória ao PSD e maioria de direita

As três estações de televisão coincidem nas primeiras projeções que apontam para a vitória do PSD e uma maioria PSD/CDS no novo parlamento.

De acordo com a sondagem da Católica para a RTP, o PSD deverá eleger entre 104 e 114 deputados, seguido do PS com 67 a 55 parlamentares. O CDS deverá eleger entre 22 e 28 deputados, a CDU 18 e o Bloco de Esquerda 11. A RTP avança ainda com a possibilidade do PAN eleger um deputado.

A projeção da Eurosondagem para a SIC prevê que o PSD eleja entre 102 e 109 deputados, o PS entre 69 e 77, o CDS entre 22 e 25, a CDU entre 15 e 16 e o BE entre sete e dez.

Segundo a sondagem da Intercampus para a TVI, o PSD deve eleger entre 107 e 121 deputados, seguido do PS com 64 a 78 deputados.O CDS deverá eleger entre 12 e 28 deputados, a CDU entre 11 e 20 e o Bloco de Esquerda entre quatro e 12.

De acordo com a projeção da RTP, elaborada pelo Centro de estudos e sondagens de opinião da Universidade católica, o PSD obtém entre 37 e 42 por cento dos votos, seguido do PS (entre 26 e 30 por cento) e o CDS, com uma percentagem entre os 11 e os 14 pontos. A CDU garante o quarto lugar nas previsões, com sete a nove por cento das intenções de voto e o Bloco de Esquerda fixa-se entre os cinco e os sete por cento.

A projeção da Eurosondagem para a SIC atribui uma votação de 40 a 41 por cento ao PSD, seguido do PS com 28-29 por cento. O CDS fica-se pelo intervalo 11-12 por cento, seguido da CDU no intervalo 7-8 por cento. O Bloco de Esquerda é apontado pela SIC como a força politica menos votada dos partidos com representação parlamentar: entre os cinco e os seis por cento.

O estudo da Intercampus para a TVI prevê entre entre 37,7 e 42 por cento dos votos para o PSD, enquanto PS garante 24 a 28,8 por cento, o CDS entre os 10,1 e os 13,7 por cento, a CDU a oscilar entre os 6,1 e os 9,4 por cento e o Bloco de Esquerda entre os 3,8 e os sete por cento.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Portugal/Legislativas: O programa da troika não esgota a agenda da governação, diz Sócrates

O secretário-geral do PS advertiu ontem à noite que Portugal não pode ter um primeiro-ministro “ziguezagueante” e “instável” e defendeu que, para além do programa da troika, há espaço para o futuro Governo continuar a investir na economia.

José Sócrates falava no encerramento do comício do PS em Setúbal, no pavilhão da Naval, onde contou com o apoio do presidente da Câmara de Sines, Manuel Coelho, que foi eleito pela CDU nas últimas eleições autárquicas.

Nas primeiras palavras que dirigiu aos apoiantes, Sócrates surgiu com um tom de voz denotando uma rouquidão, o que motivou um sonoro “ohhh!” proveniente da plateia e das bancadas do comício.

“Vou dirigir-me a todos vós num tom de voz mais calmo”, preveniu o secretário-geral do PS falando baixinho, embora pouco minutos depois tivesse regressado ao seu tom de voz elevado de discurso.

Na sua intervenção, o secretário-geral do PS sustentou que o programa da troika “não esgota a agenda da governação e esses que dizem que está tudo definido não sabem do que estão a falar”.

“O nosso dever é naturalmente cumprir o compromissos que assinámos [com o Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu], mas, para além disso, há uma infinidade de temas e assuntos que compete ao Governo escolher. Nós temos de continuar a investir na nossa economia e modernizá-la”, disse, numa intervenção em que também considerou que seria “irresponsável”, na atual situação do país, “deixar cair as redes de proteção social”.

No seu discurso, Sócrates voltou a fazer duras críticas ao presidente do PSD, dizendo que “Portugal não precisa de uma liderança instável” – isto a propósito de Passos Coelho ter admitido mudanças no seu programa da educação.

“O que o país menos precisa é de uma liderança política em ziguezague, que não enfrenta oposições, que não tem convicções para prosseguir em frente quando os obstáculos são muitos. O país precisa de uma liderança segura de si e convicta do caminho que há a percorrer”, contrapôs.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Eleições: Cartão do Cidadão já está a dar problemas aos emigrantes

O deputado social-democrata Carlos Gonçalves diz que há portugueses no estrangeiro que não estão a receber o boletim de voto porque quando fizeram o cartão do cidadão em Portugal lhes foi atribuída uma morada em território nacional.

"O que acontece", explicou Carlos Gonçalves, "é que quando as pessoas fornecem uma morada portuguesa para fazer o cartão de cidadão essa morada é automaticamente associada ao recenseamento eleitoral em território nacional". Para o deputado, este problema tem origem na falta de informação das pessoas sobre as regras de funcionamento do novo documento.

Foto: Lusa

terça-feira, 10 de maio de 2011

Comunidades: RTPinternacional transmite debates com candidatos pela emigração a 14 e 15 de Maio

A RTPinternacional vai transmitir, a 14 e 15 de maio, debates com os candidatos pelos círculos da emigração às eleições legislativas de 05 de junho, disse hoje à agência Lusa fonte da televisão estatal.

Os debates serão gravados quinta-feira, 12 de maio, nos estúdios da RTP no Porto, e contam com a participação de representantes dos cinco partidos com assento parlamentar, não tendo ainda sido definido o horário em que os programas serão emitidos.

Paulo Pisco (PS), Carlos Gonçalves (PSD), Isaías Afonso (CDS-PP), Cristina Semblano (BE) e Maria da Encarnação Galvão (CDU) são os cabeças de lista pelo círculo da Europa.

Por Fora da Europa concorrem Carolina Almeida (PS), José Cesário (PSD), Augusto Cymbron (CDS-PP), Gustavo Behr (BE) e Maria Helena e Cunha (CDU).

sábado, 7 de maio de 2011

Luxemburgo: Candidato a deputado, pelo PSD, defende: "Comunidade está acima dos partidos"

Define-se como um dinamizador e como um idealista. Custódio Portásio é funcionário bancário, militante do PSD, dirigente e animador associativo. O CONTACTO conversou com este homem multifacetado, que faz parte das listas do PSD pelo círculo eleitoral da Europa para as eleições legislativas antecipadas de 5 de Junho, em Portugal.

Custódio Portásio tem 32 anos e, como o próprio diz, "16 anos de actividade associativa". O braço direito no Luxemburgo do deputado social-democrata Carlos Gonçalves acumula diversas actividades, a par com a sua carreira profissional no sector financeiro, trabalhando num banco brasileiro no Grão-Ducado.

Participante activo em associações como a Amizade Portugal-Luxemburgo (APL), a primeira na qual se envolveu quando chegou ao Luxemburgo em 2006, e co-fundador da Confraria dos Financeiros Lusófonos, Custódio Portásio acredita que "uma cidadania activa é a vontade individual de fazer algo pelo bem colectivo". Essa vontade, tem-na traduzido ao longo dos anos de "várias maneiras".

A actividade associativa já a trouxe de Portugal. O seu primeiro projecto associativo em terras lusitanas foi feito de mão dada com a associação "O Ninho", em Lisboa, que tinha em marcha, na altura, um programa de luta contra a pobreza. "Lancei a ideia de um grupo de teatro, que servia como forma de integração em meio rural". Lado a lado com Felisbela Rilhó, fundadora daquela associação, envolve-se no projecto de luta contra a pobreza e dinamiza diversas actividades, e distingue-se por "juntar todas as forças vivas de duas freguesias, a do Poceirão e a de Águas de Moura".

O trabalhar em prol do bem comum parece ser para Custódio uma enorme fonte de realização pessoal. O funcionário bancário define-se como "um idealista" e acha que "vale a pena lutar por ideais".

Hernâni Gomes, dirigente sindical da OGBL e amigo de Custódio, define-o como "alguém que se entrega às coisas", que "faz um trabalho sério" e que "se interessa por grupos que são esquecidos pela classe política". Custódio confessa que tem "um fascínio enorme" por pessoas que pensam "eu quero mudar o mundo", mas tem consciência que a sua contribuição é apenas uma gota num oceano. "O mundo não mudamos; mudamos aqueles que estão à nossa volta. No entanto, não percamos a oportunidade de dar o nosso pontapé. No fundo, é isso que tento fazer: dar o meu pontapé no mundo."

Os pontapés que Custódio dá no mundo têm produzido resultados no Luxemburgo. Aqui co-fundou a Confraria dos Financeiros Lusófonos, em 2008, "por desafio do deputado Carlos Gonçalves e da anterior cônsul, Cristina Almeida". Tornou-se uma iniciativa bem-sucedida, que logo na primeira reunião juntou cerca de 40 pessoas. "A Confraria dos Financeiros é um projecto que se dirige aos lusófonos e aos lusófilos, isto é, dirige-se aos que falam a língua e para aqueles que, não a falando, se interessam pela Língua Portuguesa".

Hernâni Gomes diz que "por onde ele passa, deixa marcas e deixa trabalho". A Confraria é disso exemplo: "Ele desenvolveu um projecto no qual as pessoas podiam debater ideias e deu a conhecer a portugueses o trabalho de outros portugueses".

Adormecida desde Outubro do ano passado, a Confraria vai regressar e com uma novo corpo dirigente. Custódio afasta-se devido ao seu envolvimento nas eleições legislativas. "Temos que criar as nossas crianças, deixá-las crescer e depois dar-lhes autonomia".

SÁ CARNEIRO, O PSD E AS LEGISLATIVAS DE JUNHO

O enorme fascínio que tem por Francisco Sá Carneiro ditou a sua entrada na política. Foi em 1997, no mesmo ano em que entrou para a Universidade. "Eu tinha na altura, e ainda tenho, uma admiração muito especial por Sá Carneiro", conta Custódio Portásio. "Entrei na universidade, cheguei a Lisboa e fui inscrever-me no PSD. Não houve dúvidas."

Custódio, tal como Sá Carneiro, encara a política como motor de mudança da sociedade e defende que a intervenção política deve ser "subversiva". Hernâni Gomes, o seu bom amigo, usa a mesma palavra. "Ele sempre utilizou a palavra subversão, no sentido de ser preciso entrar nos partidos e fazer a mudança de dentro". Custódio quer é trabalhar como sempre fez e não lhe interessa particularmente se está "numa posição elegível" nas listas do PSD para as eleições legislativas de 5 de Junho em Portugal e encara esta luta política como mais um desafio a superar com distinção: "Um desafio que tenho nas próximas semanas é reactivar o PSD no Luxemburgo".

O candidato a deputado social-democrata acha que a actividade política em países como o Luxemburgo, onde há uma vasta comunidade portuguesa, deve estar virada para essa mesma comunidade: "A comunidade portuguesa está acima de tudo, acima dos partidos". E fala da necessidade dos políticos prestarem um serviço efectivo a essas comunidades, até porque "convenhamos, há uma série de estruturas a favor das comunidades que não funcionam".

Hêrnani Gomes acha que "Carlos Gonçalves o escolheu (n.d.r.: Custódio Portásio) porque ele é alguém que tem ideias inovadoras e é uma pessoa incansável, que mostra trabalho, que movimenta as estruturas das quais faz parte", mas receia que o amigo seja engolido pelo sistema: "Se tiver capacidade e força de vontade, se não se deixar influenciar pelo aparelho, pelo sistema", Custódio vai ser uma força transformadora do PSD no Luxemburgo, em prol das comunidades, diz o amigo.

Ávido consumidor de jornais e principalmente de revistas, tanto generalistas como temáticas, Custódio lamenta não ter tanto tempo quanto gostaria para praticar desporto, devido à sua movimentada vida política, e ainda não desistiu de um dia concluir o mestrado em História Contemporânea, vertente de Estudos Económicos, que iniciou na Sorbonne, em Paris.

Texto e foto: Irina Ferreira

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Português residente no Luxemburgo na lista da CDU para as legislativas portuguesas de 5 de Junho

António Ribeiro Antunes, residente no Luxemburgo, integra a lista da CDU para o círculo eleitoral da Europa.

O candidato a deputado, que está em posição não elegível na lista da CDU (coligação do PCP com o partido Os Verdes), foi delegado sindical e é actualmente membro do PCP no Luxemburgo.

Serralheiro mecânico de profissão, Ribeiro Antunes é o quarto na lista, que é encabeçada por Maria Conceição Belo, residente na Suíça, seguida de Raúl Fernando Lopes (Paris) e Vitória Palma Brito (Bruxelas).

terça-feira, 3 de maio de 2011

Portugal/Eleições: Paulo Portas contra "continuidade" do PS num governo maioritário PSD/CDS

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, disse hoje que está a preparar-se para ser candidato a primeiro-ministro nas legislativas e admitiu que se PSD e CDS formarem um Governo maioritário o PS não deve ser chamado a integrá-lo.

“Se eu digo que Portugal precisa de um Governo de mudança, acha que eu estou a defender a continuidade? As minhas palavras são claras”, respondeu Paulo Portas, após ser questionado se o PS deve ser chamado a integrar um Governo caso o PSD e o CDS formem maioria.

Em entrevista à RTP, o líder do CDS-PP defendeu que “o que Portugal precisa é de um Governo de mudança e que essa mudança é tanto mais forte quanto mais longe for o CDS” e disse estar convicto de que o primeiro-ministro “está a umas semanas de sair”.

Questionado se se assume como candidato a primeiro-ministro, Paulo Portas disse que há pessoas no seu partido e na sociedade que o pedem e que está a preparar-se para isso mas só o dirá quando entender que “esse gesto é considerado natural e necessário por uma parte considerável dos portugueses”.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Portugal: Cavaco Silva marca eleições para 5 de Junho

Numa declaração oficial ao país, desde o Palácio de Belém, o Presidente da República Aníbal Cavaco Silva disse há momentos ter aceitado a demissão do Governo de José Sócrates, e resolveu por isso dissolver a Assembleia da República e marcar as eleições legislativas antecipadas para o próximo dia 5 de Junho.

Portugal: Eleições legislativas antecipadas - recenseamento pode terminar já na próxima semana

Quem ainda não está inscrito para votar no Consulado de Portugal no Luxemburgo pode já ter pouco tempo para o fazer, no máximo até à próxima semana.

A lei eleitoral portuguesa impõe que os cadernos eleitorais sejam fechados 60 dias antes do acto eleitoral. Por isso, se Cavaco Silva marcar as eleições para 5 de Junho – a data preferida pela maioria dos partidos –, o prazo para a inscrição nos cadernos eleitorais terminará dia 6 de Abril. Ou seja, já na próxima quarta-feira. Se o Presidente da República agendar o escrutínio para o último fim-de-semana de Maio (a data preferida pelo PSD e pelo CDS-PP), já não será possível reabrir os cadernos eleitorais: nesse caso, o prazo terminaria hoje.

No Consulado de Portugal no Luxemburgo, os cadernos eleitorais estão neste momento "disponíveis para consulta e eventuais alterações", disse ao CONTACTO o vice-cônsul, Martins Antunes. E quem quiser inscrever-se nos cadernos eleitorais só tem de levar o bilhete de identidade ou cartão de cidadão e fazer prova de residência no Luxemburgo (através da antiga "carte de séjour" ou com atestado de residência emitido pelas comunas). O que Martins Antunes não sabe, nem sabe ninguém, é até quando os portugueses que vivem no estrangeiro vão poder inscrever-se para votar na próximas eleições.

"Nós não temos mais informação que a que ouvimos na rádio ou lemos na imprensa. O Governo ainda não está demitido, e até é possível que o senhor Presidente da República venha a decidir formar um Governo de Junta Nacional", disse o vice-cônsul ao CONTACTO.

ELEIÇÕES ATÉ JUNHO

Possível é, mas muito improvável. Depois do pedido de demissão de José Sócrates, Cavaco Silva poderia ou não marcar eleições antecipadas, um dos dois cenários previstos na Constituição. Mas a alternativa é cada vez mais improvável: convidar o Partido Socialista a apresentar outro Governo ou tentar um consenso com a oposição. O Presidente da República já ouviu os partidos com assento parlamentar, na sexta-feira passada, e todos reclamam eleições antecipadas.

Para que estas se realizem, Cavaco Silva tem de cumprir os passos previstos na lei, e só pode dissolver a Assembleia da República depois de "ouvidos os partidos nela representados e o Conselho de Estado”, impõe o arto 133 da Constituição. O primeiro passo já foi dado na semana passada, e Cavaco vai ouvir o Conselho de Estado já na próxima sexta-feira.

Depois, ainda tem mais um limite legal: as eleições têm de ser marcadas com uma "antecedência mínima de 55 dias”, ao abrigo da Lei Eleitoral em vigor.

Ou seja, para as eleições se realizarem no último fim-de-semana de Maio (dia 29), teriam de ser marcadas até 4 de Abril. Se as eleições forem marcadas até 11 de Abril, ainda será possível o acto eleitoral realizar-se a 5 de Junho, a data preferida pela maioria dos partidos, antes da sucessão de feriados que levará muitos portugueses a marcar férias para essa altura.

Num caso ou noutro, resta muito pouco tempo para os portugueses se inscreverem nos cadernos eleitorais. "Esperemos que o legislador, quando marcar as eleições, tenha em conta os 60 dias [do prazo para o encerramento dos cadernos eleitorais] e mais alguns, para dar às pessoas a oportunidade de se inscreverem", diz o vice-cônsul de Portugal.

Na dúvida, mais vale inscrever-se quanto antes.

P.T.A. (com agências)
Foto: Lusa

quarta-feira, 23 de março de 2011

Portugal: Eleições antecipadas deverão acontecer em meados de Junho, Sócrates já disse que se recandidata

Demissionário, Sócrates afirmou na sua declaração ao país em que anunciou a demissão do Governo, que a crise política só se resolve com eleições, às quais vai concorrer.

Eleições legislativas antecipadas não deverão acontecer antes de 15 de Maio. Provavelmente serão marcadas para meados de Junho!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Cabo Verde/Legislativas: Carlos Veiga promete criar 12º

O líder do Movimento para a Democracia (MpD), e antigo primeiro-ministro Carlos Veiga prometeu ontem na cidade da Praia aumentar de 9 para 12 anos a escolaridade obrigatória, caso vença as eleições legislativas de 6 de Fevereiro.

Falando perante centenas de pessoas concentradas na Achada de Santo António, no comício que encerrou uma jornada dedicada ao contacto com o eleitorado da capital, Carlos Veiga dedicou a maior parte dos 45 minutos que durou a sua intervenção a medidas de apoio à juventude.

Além de criar o 12º ano de escolaridade obrigatória, Carlos Veiga garantiu que dedicará um por cento do Orçamento de Estado para a cultura, e que vai adotar “as medidas indispensáveis” para combater o desemprego, que afeta oficialmente cerca de 13 por cento da população ativa.

Assim, reafirma a promessa feita ao longo da campanha eleitoral: a criação de 30 mil postos de trabalho.

“Tenham esperança, porque tem mudança”, salientou, invocando a principal palavra de ordem do MpD “Mesti Muda” (expressão em crioulo que significa “É preciso mudar”).

Carlos Veiga, que foi Primeiro-ministro de 1991 a 2000, assinalou as diferenças entre o MpD e o atual partido no poder, o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), apelando a que “ninguém falte” na hora de votar.

“A opção é clara. Em causa está o futuro do arquipélago. O MpD é o único partido capaz de protagonizar a mudança”, concluiu.

Foto: Manuel Dias/CONTACTO

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Luxemburgo quer introduzir na legislação conceito de co-parentalidade

O Governo luxemburguês quer introduzir na legislação a noção de "co-parentalidade", em que a responsabilidade parental continua a existir quando o casal se separa Foto: Shutterstock

A Provedoria dos Direitos da Criança ("Ombudscomite fir d'Rechter vum Kand", ORK, em luxemburguês) aprova nas grandes linhas o projecto-lei relativo à responsabilidade parental.

Com este projecto-lei, o Governo quer introduzir na legislação a noção de "co-parentalidade", em que a responsabilidade parental continua a existir mesmo quando o casal se separa, quer este tenha sido ou não casado.

A ORK emite, no entanto, algumas reservas, criticando, por exemplo, a substituição da expressão "autoridade parental" pela de "responsabilidade parental". A ORK considera que o termo "autoridade", no contexto familiar, comporta uma conotação protectora, enquanto que a palavra "responsabilidade" é redutora.

Sobre a obrigação de pensão alimentar, a Provedoria reivindica que a lei mantenha a disposição que prevê privar da responsabilidade parental o pai ou a mãe que não assumam esse dever perante o filho.

Da mesma forma, a ORK gostaria que o texto legal recomendasse que os pais mantivessem contacto regular com os filhos, mas o organismo diz que não seria aconselhável tornar esta medida uma obrigação legal.

A ORK diz-se igualmente satisfeita por este diploma prever o reagrupamento das questões jurídicas sob uma só jurisdição, a do juiz que decide a tutela de menores, mas questiona o Governo sobre por que razão estas não dependem do Tribunal de Menores.

Preocupada com esta dispersão de competências, a ORK preferia a criação de um juiz que tratasse todas as questões familiares, como é o caso em França.

Foto: Shutterstock / LW

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Legislativas'09: Politólogos dizem que Paulo Portas e CDS foram grandes vencedores

A "qualidade" da liderança de Paulo Portas foi hoje destacada por politólogos contactados pela Lusa como "decisiva" na conquista do "eleitorado volátil" situado ao centro do espectro político.

O politólogo José Adelino Maltez destacou à Lusa a importância da qualidade de liderança e voluntarismo nas campanhas eleitorais, realçando a do CDS-PP e do PS.

"Foi um jogo de voluntarismo, com uma estratégia clara, e o CDS original já tinha este projecto", sustentou, admitindo que não ficou surpreendido com a subida "natural" desta força de direita.

Para o professor do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa, os resultados eleitorais revelam o regresso do panorama eleitoral de 1974, ou seja, o regresso da proporcionalidade entre forças políticas e a necessidade de procurar governos de estabilidade com base no consenso e na negociação.

"Agora, sim, a democracia funciona em plenitude. A funcionalidade e criatividade voltaram ao país", sublinhou, referindo ainda que "o Cavaquismo já não funciona" em Portugal.

Manuel Meirinho, por seu turno, acredita que o carácter "uninominal" do CDS-PP, assente no "capital" de Paulo Portas, foi "decisivo" na subida dos votos no partido.

O docente do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) define como "vencedora" a "estratégia diferenciadora" do CDS-PP e do seu líder: "Portas geriu a campanha estrategicamente muito bem", assinala.

Sobre o BE, o politólogo destaca como trunfo do partido o facto de ter "estancado" a noção de "voto útil", lançada em particular pelo PS.

Já António Costa Pinto, também do ICS, acha "prudente" aguardar por "alguns estudos pós-eleitorais" para a procura de uma "melhor definição das movimentações do eleitorado" nas eleições de domingo, mesmo admitindo que o resultado do CDS-PP se deve em parte ao eleitorado "volátil" de centro-direita.

"Algum eleitorado de esquerda descontente com Sócrates votou BE. De qualquer modo algum eleitorado geralmente abstencionista acabou por votar, provavelmente, no PS. Já parte do eleitorado volátil de centro-direita foi parar ao CDS-PP", analisa Costa Pinto.

O politólogo referiu ainda a percentagem total de votos de PS e PSD (65,65 por cento) como "dos mais baixos de sempre" nas legislativas, "evidência" de uma "mobilidade eleitoral" para outros partidos nas margens do esprectro partidário, "notoriamente CDS-PP e BE".

O CDS-PP saiu das legislativas de domingo como um partido vencedor ao eleger 21 deputados à Assembleia da República e a passar a terceira força política em Portugal.

Autárquicas'09: Autarcas socialistas confiantes depois da vitória de domingo

O presidente da Associação dos Autarcas Socialistas, Rui Solheiro, congratulou-se hoje com a vitória do PS nas eleições legislativas de domingo considerando que o resultado veio "criar embalagem para as eleições autárquicas de 11 de Outubro".

Para o também autarca de Melgaço, as legislativas constituíram "um grande resultado" que demonstra a "confiança dos portugueses no governação" do PS e criou uma dinâmica que pode contagiar as autárquicas.

"O PSD está em banho-maria até às eleições autárquicas como se percebeu nas declarações de Manuela Ferreira Leite e depois vão tratar da nova liderança", referiu.

Na opinião de Rui Solheiro, o PS estará "sólido e unido como esteve na campanha para as legislativas e vai continuar neste processo para tentar também uma vitória nas autárquicas".

"Acho que foi um grande resultado do PS num contexto de grande crise internacional com as consequências que teve para o país e da campanha negra que foi feita contra o secretário-geral do PS e primeiro-ministro durante os últimos tempos", afirmou Rui Solheiro.

No entender do presidente da Associação dos Autarcas Socialistas, a vitória é "gratificante e demonstra a confiança dos portugueses na governação do PS".

O PS venceu as eleições legislativas de domingo com 36,56% dos votos, mais 7,47% do que o PSD (29,09%), enquanto o CDS-PP passou a ser a terceira força política, com 10,46%.

De acordo com dados da Direcção-Geral da Administração Interna, e quando faltam apurar os quatro deputados eleitos pelos círculos eleitorais no estrangeiro (o que deverá acontecer até 7 de Outubro), o PS conquistou 96 mandatos, o PSD 78 e o CDS-PP 21.

O Bloco de Esquerda conquistou 9,85% dos votos e 16 deputados, enquanto a CDU, que passou de terceira para quinta força política do Parlamento, obteve 7,88% e 15 deputados.

Legislativas'09: Se Sócrates quiser maioria absoluta vai ter que coligar-se com PSD ou CDS


O PS ganhou as eleições legislativas de domingo em Portugal com 36,56% dos votos (96 deputados) mas se quiser governar em maioria absoluta terá de fazer entendimentos à direita com o PSD (29,09%, 78 mandatos) ou com o CDS-PP (10,46%, 21 mandatos).

Tanto o Bloco de Esquerda (9,85%, 16 deputados) como a CDU (7,88%, 15 deputados) anunciaram nas suas campanhas eleitorais que recusariam qualquer acordo de coligação caso o PS vencesse.

Mas mesmo que o PS decidisse coligar-se com um destes dois partidos não alcançaria a maioria absoluta (para a qual são necessários 116 deputados!). A não ser que se coligasse com ambos os partidos, o que é pouco provável.

No seu discurso de vitória, ontem à noite, cerca das 23h (hora de Lisboa), José Sócrates disse, no entanto, ser "cedo" para revelar se governará sozinho ou coligado, reservando o anúncio da "solução governativa" para depois da indigitação.

JLC/com agências
Foto: Lusa

Análise/Legislativas'09: Manuela "está arrumada"

O antigo ministro da Indústria de Cavaco Silva, Luis Mira Amaral, não perdeu tempo a despachar a lider do seu partido, com quem nunca simpatizou muito, apesar de terem sido colegas de Governo. Mal foram conhecidas as projecções disse que Manuela Ferreira Leite "está arrumada" e "politicamente morta".

Perante isso, defendeu a sua imediata demissão, acrescentando que ela não tem capacidade, nem condições polìticas, para conduzir o PSD, na campanha autárquica que começa esta segunda-feira.

Mira Amaral só não disse qual era a data do "funeral político" de Manuela Ferreira Leite.

Sérgio Ferreira Borges,
em Lisboa

Foto: Lusa

Legislativas'09/Análise: Cavaco também perdeu

Fosse qual fosse o resultado destas eleições, Cavaco Silva seria sempre um derrotado, depois do escândalo da encomenda de notícias, sobre a "vigilância" polìtica do Governo à Presidência da República.

Ninguém o disse abertamente, mas à boca calada foi um dos comentários mais ouvidos na noite eleitoral.

Agora há quem diga que esta derrota é para gozar a prazo, porque as presidências são em 2011. E é bem possível que Cavaco consiga interromper a tradição, e que o presidente em funções, não seja eleito.

Autarcas do PSD com receio

O autarcas do PSD fugiram, a sete pés dos jornalistas, na noite eleitoral.

Há uma primeira explicação imediata: a duas semanas de irem a votos, não queriam, naturalmente, associar a sua imagem a uma derrota desta natureza. Mas também não queriam aceitar a oferta de solidariedade e ajuda que lhes foi feita pela lider do partido.

Manuela Ferreira Leite, no discurso de derrota, prometeu vir para a rua, já esta segunda-feira, em apoio dos candidatos social-democratas. Mas parece que nenhum deles quer tal ajuda. Percebe-se porquê.

Sérgio Ferreira Borges,
em Lisboa

Foto: Lusa

Portugal/Legislativas'09: "País endoidou e Nação está doente", diz Jardim

O presidente da Região Autónoma da Madeira, Alberto João Jardim (PSD), afirmou que os resultados das eleições legislativas nacionais demonstram que "o país endoidou e a Nação está doente".