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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Oposição vence novamente autárquicas em Cabo Verde

O MpD melhora os resultados da vitória de 2008                                                                                            Foto: Moisés Santiago
O Movimento para a Democracia (MpD) foi o vencedor das eleições autárquicas deste domingo em Cabo Verde, ganhando mais duas câmaras que em 2008 e subindo em termos de votação.

O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) conseguiu ganhar ao MpD um concelho em Santo Antão (Porto Novo), mas perdeu três municípios para o principal partido da oposição: Tarrafal de São Nicolau, Paul e Brava.

O MpD fica com 13 concelhos, o PAICV desce para oito e o Grupo Independente da Mudança para a Confirmação e Consolidação das Cidades, que tem o apoio do Movimento para a Democracia, mantém o concelho do Sal.

"Há uma vitória clara do MpD e uma derrota clara do PAICV. Continuamos a ser o maior partido a nível local", sintetizou Carlos Veiga (MpD), para quem o resultado das eleições constitui um "recado claro do descontentamento da população" em relação ao Governo de José Maria Neves, primeiro-ministro desde 2001. Veiga lamentou ainda assim a perda do município de Porto Novo para o PAICV.

José Maria Neves, por seu lado, reconheceu a derrota do PAICV nas eleições. "Não atingimos os objectivos preconizados", que passavam pela "manutenção das 10 câmaras ganhas em 2008 e a conquista de pelo menos mais duas". Neves mostrou-se surpreendido pela perda das edilidades do Paul de Santo Antão e do Tarrafal de São Nicolau, admitindo o "desgaste" de 21 anos de poder na Brava para justificar a derrota na ilha mais a sul do arquipélago.

Garantindo que cumprirá o mandato de primeiro-ministro até às próximas legislativas, em 2016, a que já disse que não se vai candidatar, José Maria Neves defendeu que não foi o Governo que esteve a ser avaliado nas autárquicas e que "não se pode misturar as coisas". 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Angola conhece experiência autárquica de Cabo Verde

Angola está interessada em conhecer a experiência cabo-verdiana no domínio das eleições autárquicas e assuntos parlamentares. O chefe da delegação angolana que se encontra em Cabo Verde, o presidente da Assembleia Nacional Basílio Ramos, afirmou que o seu país tem em vista a realização de eleições autárquicas em “alguns municípios”, pelo que lhe interessa conhecer a experiência cabo-verdiana nesse domínio. Assegurou ainda que a sua comitiva ficou com a impressão de que o Parlamento cabo-verdiano é “muito activo e com um sentido democrático muito forte”. A delegação angolana termina hoje uma visita de cinco dias a Cabo Verde, cujo objectivo também era mostrar um pouco do “progresso de Angola nos últimos anos" às autoridades políticas cabo-verdianas.

sábado, 25 de junho de 2011

Portugueses no LSAP de Echternach

Dois portugueses integram a lista de candidatos do LSAP (partido socialista luxemburguês) às eleições autárquicas em Echternach, agendadas para 9 de Outubro.

Os dois candidatos são Joni Colaço, funcionário público, de 37 anos, e Carina Ribeiro, professora, de 27.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Walferdange: DP tem candidato português

Arlindo Rodrigues, de 54 anos, é um dos candidatos do Partido Democrático (DP) à autarquia de Walferdange. Carpinteiro de profissão, o português é um dos 13 candidatos do DP às eleições comunais.

LSAP tem mais um candidato português em Ettelbruck

A lista apresentada pelos socialistas de Ettelbruck às eleições comunais de 9 de Outubro tem um candidato português. Martinho Freitas da Cunha, reformado de 57 anos, faz parte dos candidatos do LSAP àquela autarquia do norte do país. Em comunicado enviado a esta redacção, Martinho Freitas da Cunha apela aos portugueses e cabo-verdianos para que se inscrevam nos cadernos eleitorais.

sábado, 18 de junho de 2011

Luxemburgo/Eleições Comunais: Hoje é Dia Nacional da Inscrição nos cadernos eleitorais

Algumas comunas luxemburguesas vão estar abertas hoje, sábado, para facilitar a inscrição dos estrangeiros nos cadernos eleitorais.

A data, baptizada "Jornada Nacional de Inscrição", foi proposta a todas as autarquias pelos Ministérios da Família e do Interior. Mas a um dia da acção, ninguém sabe quantas aderiram.

Na circular enviada em Março às 116 comunas do país, os dois Ministérios propõem que as autarquias abram hoje, "a fim de facilitar a inscrição dos residentes não-luxemburgueses". Mas abrir ou não é uma decisão que cabe exclusivamente às comunas, e a um dia da acção, ninguém sabe quantas responderam ao apelo.

Fonte do Gabinete Luxemburguês de Acolhimento e Integração (OLAI), responsável por coordenar a campanha para promover as inscrições de estrangeiros nos cadernos eleitorais, disse ao nosso jornal que não tem uma lista das autarquias que vão aderir à iniciativa.

"Sabemos que há muitas comunas que o vão fazer, porque nos contactaram a pedir material de informação, mas não temos nenhuma lista completa. E não temos como as obrigar a fornecer-nos essa informação, por causa da autonomia comunal".

O nosso jornal contactou algumas autarquias no país, e sabe que pelo menos Bertrange, Differdange, Dudelange, Esch-sur-Alzette, Ettelbruck e a comuna da cidade do Luxemburgo vão estar abertas no sábado, a maioria entre as 9h e as 12h.

Na cidade do Luxemburgo, o "Bierger-center" (Loja do Cidadão) está aberto das 9h às 14h. Esch-sur-Alzette tem um gabinete aberto das 10h às 12h e das 14h às 18h. Na segunda maior cidade do país, a Comissão Consultiva de Integração tem também um stand em frente ao edifício da comuna com informações sobre as eleições, que regressa à place de l'Hôtel de Ville também no dia 25 de Junho e a 2 e 9 de Julho, sempre das 14h às 18.

Em Differdange, a abertura da Loja do Cidadão aos sábados já é a norma, por isso este sábado não vai ser diferente: o "Biergeramt" está aberto das 9h às 11h.

Além das autarquias referidas, vão estar também abertos os gabinetes das comunas de Dippach, Bettembourg, Schifflange, Hesperange, Koerich, Steinfort, Remich, Frisange, Medernach, Kopstal, Boevange-Attert, Grosbous, Hobscheid e Eischen, segundo informações divulgadas no portal da Associação de Apoio aos Trabalhadores Imigrantes (ASTI). Aquela associação lamentou na semana passada "a falta de coordenação" da iniciativa.

Foto: Guy Wolff

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Differdange tem três candidatos lusos para as eleições comunais (autárquicas) de 9 de Outubro

Maria José Silva, João Silva e Vânia Fernandes são os candidatos portugueses que integram a lista do Partido Socialista luxemburguês (LSAP) para Differdange.

Com estes três candidatos, passam a ser cinco os portugueses já em liça para as eleições comunais de Outubro. O CSV de Esch/Alzette tem dois (José Silva e Maria Ganeto) e o LSAP de Pétange um (Cátia Gonçalves).

Luxemburgo: "É preciso motivar os estrangeiros a votar", defende a "Refresh Democracy"

A plataforma "Refresh Democracy" – que engloba as seis juventudes partidárias do país e a Associação de Apoio aos Trabalhadores Imigrantes (ASTI) – quer que os políticos luxemburgueses se esforcem mais para sensibilizar os residentes estrangeiros a inscrever-se para poderem votar nas eleições comunais de 9 de Outubro.

Até agora, lamentam, apenas 4.100 dos 47 mil estrangeiros residentes no Grão-Ducado, estão inscritos nos cadernos eleitorais.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Luxemburgo/Autárquicas: Caras conhecidas apelam ao voto

A cantora Raquel Barreira (na foto, à direita), o padre Belmiro Narino e o dirigente associativo João da Luz são algumas das personalidades da comunidade lusófona que dão a cara na exposição "Je peux voter" ("Eu posso votar"), para promover a inscrição nas listas eleitorais. Na mostra, organizada pela Associação de Apoio aos Trabalhadores Imigrantes (ASTI) em colaboração com oito associações, uma dúzia de pessoas de várias nacionalidades apelam ao voto, em português, crioulo de Cabo Verde, italiano, espanhol, luxemburguês, francês e inglês.

Além da exposição, que pode ser visitada na sede da ASTI, a campanha vai circular por todo o país. Um autocarro com sete ecrãs tácteis explica o processo eleitoral e as competências das autarquias no Luxemburgo. As associações interessadas em obter materiais de campanha ou receber o autocarro, podem contactar Joaquim Monteiro, pelo tel. 43 83 33 60. A campanha conta com o apoio do governo luxemburguês, e une os esforços de nove associações de estrangeiros, incluindo a Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo e a Amizade Portugal-Luxemburgo.

Para poder votar nas eleições comunais, agendadas para 9 de Outubro, basta ter mais de 18 anos e residir há pelo menos cinco no Grão-Ducado. Os estrangeiros devem inscrever-se nos cadernos eleitorais até 14 de Julho, na comuna da área da residência.

Foto: Nicole Godziewski/La Voix du Luxembourg

Reunião de informação sobre as eleições comunais, esta sexta-feira, em Dudelange

Tem lugar nesta sexta-feira, dia 18 de Março, às 19h30, uma sessão de informação sobre as eleições comunais (autárquicas) de 9 de Outubro no Boulodrome no bairro Itália, em Dudelange.

As inscrições nos cadernos eleitorais decorrem até ao próximo dia 14 de Julho. Podem inscrever-se para votar nas eleições comunais todos os cidadãos estrangeiros que residam no Grão-Ducado há, pelo menos, cinco anos.

Mais informações sobre estas eleições e sobre as inscrições nas listas eleitorais podem ser encontradas no site www.jepeuxvoter.lu , na internet.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Crónica Política: As eleições que todos ganharam

Numa primeira análise aos resultados das eleições autárquicas portuguesas de domingo, não se consegue retirar uma conclusão, em relação a uma eventual vitória nacional, ainda que PS e PSD a reclamem.

No caso dos social-democratas, percebe-se essa preocupação, porque uma vitória seria a última possibilidade de Manuela Ferreira Leite se manter na liderança. À hora a que escrevo, a direcção social-democrata reclamava essa vitória, com base numa vantagem do número de mandatos.

A direcção do PS pretendia, por seu lado, reduzir esse efeito de vitória quantitativa e valorizava a qualidade de algumas das vitórias, em municípios importantes - casos de Beja e Leiria, e a reconquista da Figueira da Foz que, no tempo de Mário Soares, era o maior concelho do socialista. Mas nenhuma destas estratégias resultou.

O problema é também do Partido Comunista que, através da sua CDU, não tem grandes motivos para proclamar vitória, apesar de manter resultados apreciáveis, sobretudo na península de Setúbal. E conseguiu recuperar três câmaras que já dirigiu – Alvito, Crato e Alpiarça. Mas perdeu três, entre elas a de Beja. E o Bloco de Esquerda voltou a mostrar que não é um partido autárquico, perdendo mesmo o mandato que tinha alcançado em Lisboa há quatro anos e confirmado há dois. Manteve, apesar de tudo, a presidência em Salvaterra de Magos.

Com os partidos em baixa, é de salientar que as candidaturas independentes, de um modo geral, também não conseguiram boas votações, embora geralmente sejam animadas por um populismo insuportável. É o caso de Isaltino Morais, em Oeiras, que esmagou a concorrência, mas sem chegar à maioria absoluta. Um resultado que deixou a candidata do PSD, Isabel Meireles, na casa dos 16 por cento. Mas o PS tem muitas lições a retirar, porque com a direita dividida Marcos Perestrelo ficou longe dos 30 por cento.

Em Gondomar, Valentim Loureiro, o maior dos populistas, repetiu a vitória, mas, tal como Isaltino, perdendo a maioria absoluta. Só Fátima Felgueiras foi derrotada, mas por uma coligação de direita. Noutro plano, merece destaque a boa votação do ex-PS, Narciso Miranda que, como independente, não conseguiu evitar a vitória clara de Guilherme Pinto. Mas conseguiu uma votação fortíssima, acima dos 30 por cento.

O PS teve ainda uma noite amarga, com a derrota das duas "duplas candidatas", Elisa Ferreira, no Porto, e Ana Gomes, em Sintra. Nenhuma das duas deputadas europeias conseguiu, sequer, retirar a maioria absoluta a Rui Rio e Fernando Seara. E as coisas também correram mal em Faro, onde cerca de 130 votos serviram para a Câmara mudar de mãos, ficando a partir daqui confiada a Macário Correia, do PSD. Uma derrota atenuada pela vitória socialista em Tavira, autarquia que Macário abandonou para se candidatar à principal câmara do Algarve.

Uma qualquer leitura nacional é também prejudicada pelo facto de os dois partidos de direita, CDS e PSD se terem apresentado coligados. Em 13 desses concelhos, a coligação saiu vencedora, mas perdeu a mais importante câmara do país, a de Lisboa. Santana Lopes chegou a ameaçar António Costa, tanto em percentagem como em número de mandatos.

Quando faltavam apurar 10 freguesias, Costa tinha uma vantagem percentual de 2.4, mas em mandatos, as duas coligações estavam empatadas - três vereadores para cada uma. Este facto provocou o adiamento da declaração dos dois líderes partidários. À meia-noite, nem José Sócrates nem Manuela Ferreira Leite tinham falado. A mais aguardada era a presidente do PSD e percebe-se porquê. Uma vitória de Santana Lopes podia adiar a sua demissão da liderança do partido, embora a questão estivesse agendada para o Conselho Nacional, marcado para a noite de ontem, terça-feira. Feitas as contas e como o bloco desapareceu, Costa conseguiu a maioria absoluta, apesar de uma vitória apertada, só confirmada sobre a meta.

Os próximos dias vão ser de ressaca, sobretudo, no PSD. Pedro Passos Coelho pede um debate interno, mas o presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, vai mais longe e exige a demissão da líder. Ele foi um dos vencedores da noite e aproveitou esse facto para dizer que Manuela Ferreira Leite não consegue liderar a oposição.

José Sócrates já pode deixar de pensar nas autárquicas, para se dedicar à formação do novo Governo, para o que já foi indigitado pelo Presidente da República. Ele prometeu iniciar os contactos com os outros partidos ainda esta semana, mas sem adiantar o que lhes vai dizer. O momento é bom, porque o Bloco de Esquerda perdeu um pouco do gás conseguido nas legislativas, tal como o CDS. O PSD não terá um interlocutor forte, porque ninguém tem a certeza que Ferreira Leite resista ao Conselho Nacional da noite passada. O PCP, sempre igual a si próprio, conta pouco neste campeonato.

Sérgio Ferreira Borges*,
analista político

(o* autor assina a crónica "Avenida da Liberdade" publicada semanalmente no jornal CONTACTO)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Portugal/Autárquicas: 52 Câmaras Municipais mudam de cor política

Nas autárquicas de domingo em Portugal 52 câmaras mudaram de cor política, menos duas do que nas eleições municipais realizadas há quatro anos, aquelas que já tinham apresentado o menor de concelhos com diferente “rosto”.

O número de ‘mudanças de mãos’ registado este domingo ficou, aliás, bastante abaixo da média registada ao longo de 30 anos de eleições autárquicas, que é de cerca de 86.

Nas eleições de domingo, o PS foi o partido que conquistou mais novas autarquias, conseguindo ganhar 35 câmaras municipais a outras forças políticas, mas também perdeu 12.

O PSD teve um saldo mais negativo, ganhando 10 novas autarquias e perdendo 20.

Para a CDU, o resultado também não foi positivo, com os comunistas a perderem sete câmaras municipais e a conquistar apenas 3 novos municípios.

Quanto aos movimentos independentes, conseguiram conquistar quatro novos municípios e perderam 3.

A Câmara Municipal de Mondim de Basto, que era do PSD, também deverá mudar de cor política, passando para as mãos dos socialistas. A confirmar-se, esta alteração significará a mudança de cor política em 53 autarquias.

Contudo, tal mudança ainda não é certa, já que falta realizar eleições na freguesia de Ermelo, onde esta manhã, ainda antes da abertura das urnas, à entrada de uma mesa de voto em Fervença, um homem foi morto a tiro.

Segundo fonte policial, a vítima era marido da presidente da Junta de Freguesia (PSD) e o autor do disparo, que se encontra em fuga, é o candidato do PS ao mesmo órgão autárquico.

Portugal/Autárquicas: PSD mantém mais câmaras mas vê PS aproximar-se

O PSD manteve domingo o estatuto de força política com maior número de presidências de câmara, com 138, mas viu o PS aproximar-se e atingir as 131, nas eleições autárquicas.

Ainda com dois municípios dos 308 por apurar, os sociais-democratas garantiram 116 lideranças de câmaras municipais, às quais se somam 22 vitórias em coligação: 19 coligações com o CDS-PP, duas em que participam também o PPM e o MPT e uma outra em que os "laranjas" se juntaram aos monárquicos.

Os socialistas garantiram 130 mandatos presidenciais locais, seguindo-se a CDU, com 28.

Os movimentos de cidadãos independentes alcançaram a vitória em sete municípios, enquanto CDS-PP e BE mantiveram cada um apenas uma câmara.

Nas eleições de 2005, o país já se tinha mantido maioritariamente "laranja", com o PSD a conseguir 158 presidentes de autarquias, seguido do PS, com 109, e da CDU com 32.

Em Outubro de 2005, os sociais-democratas tinham 20 coligações locais com os seus habituais parceiros: CDS-PP, PPM ou MPT.

O escrutínio provisório será retomado às 10h (hora de Lisboa, + 1 no Luxemburgo).

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Autárquicas'09: Autarcas socialistas confiantes depois da vitória de domingo

O presidente da Associação dos Autarcas Socialistas, Rui Solheiro, congratulou-se hoje com a vitória do PS nas eleições legislativas de domingo considerando que o resultado veio "criar embalagem para as eleições autárquicas de 11 de Outubro".

Para o também autarca de Melgaço, as legislativas constituíram "um grande resultado" que demonstra a "confiança dos portugueses no governação" do PS e criou uma dinâmica que pode contagiar as autárquicas.

"O PSD está em banho-maria até às eleições autárquicas como se percebeu nas declarações de Manuela Ferreira Leite e depois vão tratar da nova liderança", referiu.

Na opinião de Rui Solheiro, o PS estará "sólido e unido como esteve na campanha para as legislativas e vai continuar neste processo para tentar também uma vitória nas autárquicas".

"Acho que foi um grande resultado do PS num contexto de grande crise internacional com as consequências que teve para o país e da campanha negra que foi feita contra o secretário-geral do PS e primeiro-ministro durante os últimos tempos", afirmou Rui Solheiro.

No entender do presidente da Associação dos Autarcas Socialistas, a vitória é "gratificante e demonstra a confiança dos portugueses na governação do PS".

O PS venceu as eleições legislativas de domingo com 36,56% dos votos, mais 7,47% do que o PSD (29,09%), enquanto o CDS-PP passou a ser a terceira força política, com 10,46%.

De acordo com dados da Direcção-Geral da Administração Interna, e quando faltam apurar os quatro deputados eleitos pelos círculos eleitorais no estrangeiro (o que deverá acontecer até 7 de Outubro), o PS conquistou 96 mandatos, o PSD 78 e o CDS-PP 21.

O Bloco de Esquerda conquistou 9,85% dos votos e 16 deputados, enquanto a CDU, que passou de terceira para quinta força política do Parlamento, obteve 7,88% e 15 deputados.