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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Luxemburgo: Trabalhadores da construção civil manifestam-se hoje

Os sindicatos do sector da construção civil vão manifestar-se hoje. Tudo por causa do impasse nas negociações da nova convenção colectiva de trabalho para o sector. A manifestação acontece no Centro Atert, em Bertrange, a partir das 19h. .

Desde 2009 que patrões e sindicatos não chegam a acordo sobre o modelo de flexibilização proposto pelo patronato. Segundo os sindicatos, a proposta dos empresários esconde um aumento do tempo de trabalho que poderá chegar às 52 horas semanais.

"As negociações foram interrompidas porque o patronato quer aumentar as horas de trabalho. Ao início, a proposta do patronato era de 54 horas por semana e agora estão nas 52 horas", diz Jean-Paul Fischer, responsável do sector da construção e do artesanato do LCGB.

Actualmente, a lei luxemburguesa diz que o trabalho é de 40 horas por semana e pode chegar ao máximo de 48 horas, em caso de horas suplementares. A manifestação é convocada pelas duas centrais sindicais do Luxemburgo.

Se o impasse nas negociações continuar os sindicatos admitem avançar para a greve.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Trabalhadores portugueses são mais-valia para o Brasil

Foto: Lusa
Empresários brasileiros do sector do imobiliário residencial e turístico lembraram ontem em Lisboa que o Brasil tem grande falta de mão-de-obra, considerando a experiência dos trabalhadores portugueses uma mais-valia para o crescimento do país.

"Não temos mão-de-obra. Não só qualificada, mas também sem ser qualificada", disse Filipe Cavalcante, presidente da Associação para o Desenvolvimento do Imobiliário e Turismo do Brasil, adiantando que essa falta é notada na maioria das áreas de actividade. "Há meses que procuro 30 pedreiros. E são pedreiros, o que dirá engenheiros", adiantou Cavalcante, considerando "muito interessante" o actual movimento de portugueses para o Brasil. "Nos próximos anos o elo entre Brasil e Portugal vai fortalecer-se", dizia o empresário durante um seminário que juntou empresários dos dois países.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Construção: Patrões luxemburgueses querem semana de 52h

Foto: Lusa
Os patrões da construção civil do Luxemburgo pedem uma flexibilização das horas de trabalho.
Querem aumentar as horas de trabalho semanais entre Abril e Outubro até 52 horas semanais, contra as 48h actuais.
Argumentam que é para recuperar as horas perdidas durante a pausa de inverno devido às intempéries.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Luxemburgo: Férias colectivas na Construção Civil, a partir de sexta-feira

As férias colectivas na construção civil luxemburguesa têm este ano início na sexta-feira, 29 de Julho, e terminam na sexta-feira, 19 de Agosto. O regresso ao trabalho dá-se a 22 de Agosto.

São muitos os trabalhadores portugueses neste ramo e, assim, o início das férias colectivas no sector coincide habitualmente com o das partidas massivas de portugueses rumo a Portugal.

Aos que partem de automóvel convem informar que o próximo fim-de-semana está assinalado como "vermelho" nas auto-estradas luxemburguesas, francesas e espanholas rumo ao sul da Europa.

Foto: Manuel Silva (mars)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Luxemburgo: Negociações difíceis para uma nova convenção colectiva na construção civil

A adopção de uma nova convenção colectiva no sector da construção civil está a dar "dores de cabeça" a sindicatos e entidades patronais, já que as negociações têm vindo a arrastar-se desde 2009.

Na passada quinta-feira decorreu mais uma ronda de negociações, a sexta, sem que se vislumbrassem, por enquanto, resultados positivos. Para os sindicatos, uma das reivindicações patronais não pode ser aceite: a possibilidade de estender a semana de trabalho até às 52 horas, ou seja, mais 12 horas, numa altura em que ela já se estende até às 48 horas, ou seja, oito horas suplementares.

Mais negociações deverão ter lugar nas próximas duas semanas, antes das férias anuais dos mais de 15 mil trabalhadores abrangidos pela convenção colectiva.

Foto: Manuel Silva

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Luxemburgo: Mais de 3.000 novas habitações construídas em 2007, recorde nacional

O número de edifícios concluídos no ano de 2007 no Grão-Ducado foi de 1.176, o que representa uma subida de 27,8 % em relação ao ano anterior. Quem o revela é o Statec, o serviço de estatísticas luxemburguês, num relatório recente, que salienta que esse número não tem parado de crescer desde 2003.

No mesmo ano de 2007, o número de habitações criadas foi de 3.023, ou seja, mais 33,4% do que em 2006 e muito acima da média da década anterior, que foi de 2.295 habitações concluídas por ano.

No conjunto das construções, as superfícies disponíveis (721.487 m2) e a volumetria dos edifícios (2.702.472 m3) aumentaram respectivamente 9,5 % e 0,6 % relativamente a 2006.

Os investimentos totais relativos aos edifícios concluídos em 2007 atingiram os 1,05 mil milhões de euros, mais 61 milhões do que em 2006. Trata-se de um valor recorde desde a criação das estatísticas da construção civil, iniciada em 1970.

O custo de construção de uma casa unifamiliar (fora o custo do terreno) elevava-se em média em 2007 a 406.053 euros. Os investimentos totais do conjunto dos edifícios residenciais concluídos em 2007 passaram de 569 milhões de euros, em 2006, para 764 milhões, em 2007. O número de edifícios não residenciais baixou ligeiramente.

F. Pinto
Foto: Anouk Antony

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Luxemburgo: Ponte pedonal de Esch/Alzette inaugurada dia 24 de Novembro

Já há muito que os moradores de Esch/Alzette esperavam pela notícia: a abertura oficial da ponte pedonal que vai ligar o boulevard J.F. Kennedy e o centro da cidade à montanha do Galgebierg.

A inauguração oficial tem lugar na terça-feira, 24 de Novembro, às 15h15.

A obra começou a ser construída em Março deste ano e a sua conclusão estava prevista para Agosto. O elevador devia, esse, estar a funcionar em Setembro, de maneira a que o público dos concertos do Festival Terres Rouges, que tem anualmente lugar no Galgebierg, pudesse aceder ao local do evento.

As obras atrasaram-se e o público dos concertos teve, mais uma vez este ano, que voltar a subir a pé a montanha até ao estádio JF Kennedy, onde tem lugar o festival.

A ponte pedonal de Esch é uma estrutura em aço cinzento e vermelho, tem uma altura de 21 metros e 100 metros de comprimento, pesa 270 toneladas e custou 3,5 milhões de euros.

Foto: Nicolas Bouvy

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Tragédia num estaleiro de construção: Acidente num túnel em Andorra vitima cinco trabalhadores portugueses

Cinco trabalhadores portugueses morreram e outros seis ficaram feridos, no sábado, quando trabalhavam nas obras do túnel de Dos Valires, em Andorra. Os trabalhadores ficaram soterradas quando parte da estrutura se desmoronou ruiu a ponte exterior que liga a estrada principal à boca do túnel de Dos Valires, que une as localidades de Encamp e La Massana. As obras deveriam estar concluídas no próximo ano.

Fernando Pereira, um dos portugueses feridos sábado em Andorra, recorda que o acidente "foi muito rápido e confuso", encontrando-se agora a recuperar de uma cirurgia em Barcelona e com vontade de dizer à mulher e três filhos que está bem.

Residente em Andorra há mais de um ano e a trabalhar para a empresa Unifor, Fernando Pereira ficou ferido com gravidade quando parte da estrutura da obra do Túnel Dos Valires desabou, tendo sido transferido do Principado para o Hospital Vall d’Hebron.

À chegada ao hospital catalão, apresentava um traumatismo craniano e maxilofacial. Foi operado sábado à noite de urgência na unidade de Traumatismo e neste momento está fora de perigo, apesar de o seu prognóstico ser considerado grave.

Em declarações à Lusa, Fernando Pereira disse que a plataforma cedeu quando os trabalhadores se prontificavam para deitar o betão sobre o tabuleiro.

“Foi tudo muito rápido e muito confuso. Não tive tempo de ver nem ouvir nada. Senti como me doía a cabeça, o ouvido e a perna direita”, descreveu a vítima, que se encontra instalado num quarto com mais um doente.

O trabalhador português, de 40 anos, originário do concelho de Baião, lembra-se que quando parte do túnel desabou ele usava o capacete de segurança e começou a ouvir muitos gritos.

"Eu estava em cima do tabuleiro. Tinhamos estado a encher uns tubos e devia ser perto do meio-dia. De repente, ouvi um estoiro e caiu tudo. Senti dores na cara, nas costelas, no ouvido, na perna e braço direitos", descreveu.

Fernando Pereira lembra-se ainda de ter ouvido os seguranças da obra a falar com ele, e a informá-lo de que os bombeiros estavam a chegar para o retirar dos escombros.

Na altura do acidente não pensou no pior: "Estava à espera do que Deus quisesse. Mas não pensei que ía morrer porque sou muito novo", comentou.

A viagem de ambulância para Barcelona tornou-se eterna, “parecia que nunca mais tinha fim”, tendo em conta que sentia "muitas dores”.

A intervenção cirúrgica, disse, “correu bem”, agora “é preciso ver a recuperação que os médicos dizem que vai demorar um bocadinho”.

“Ninguém se pôs em contacto comigo por parte da empresa”, disse Fernando Pereira, mas já foi visitado no hospital pelo cônsul de Portugal em Barcelona, Bernardo Fuscher Pereira.

Fernando Pereira, cujo telefone no quarto do hospital não pára de tocar, já falou hoje com a família, a mulher e os três filhos.

O desabamento na obra aconteceu no sábado ao meio-dia, hora local, e do acidente resultaram cinco mortos e seis feridos, todos portugueses.

Hoje, o presidente do Governo de Andorra, Jaume Bartumeu, visitou o local da tragédia e o Hospital Nostra Senyora de Meritxell acompanhado por um dos chefes de Estado do país, o co-príncipe episcopal.

Jaume Bartumeu disse aos jornalistas que a “obra está parada” e que já está existe uma investigação judicial para averiguar as causas do acidente.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Luxemburgo: Regresso ao trabalho na construção civil

Terminou oficialmente há uma semana o período de férias colectivas para os trabalhadores do sector da construção civil no Luxemburgo. Muitos já regressaram, mas outros só chegam nos próximos dias.

Estes trabalhadores estão abrangidos por um contrato colectivo de trabalho que prevê o gozo de três semanas, ou um mês, de férias durante o mês de Agosto.

O período de descanso está acordado entre sindicatos e patrões e não pode ser negado aos trabalhadores pelas empresas.

O resto dos dias de férias dos trabalhadores do sector deverão ser gozados durante o Inverno: de 19 de Dezembro de 2009 a 6 de Janeiro de 2010.

Recorde-se que o sector da construção civil dá emprego a 36 mil pessoas no Luxemburgo, entre os quais milhares de portugueses. A maior parte regressou no último fim-de-semana de automóvel, autocarro ou avião.

Nas estradas de Espanha e França o fluxo de tráfico foi muito intenso durante o último fim-de-semana.

Uma situação que as autoridades prevêem que se possa agravar no próximo fim-de-semana, o último do mês de Agosto.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Luxemburgo/Construção Civil: duas empresas na falência

A empresa de construção civil EDTE-SA, em Foetz, declarou terça-feira falência, mandando para o desemprego 57 trabalhadores, anunciou hoje a central sindical LCGB.

Os sindicatos do sector, em conversações com a direcção da empresa conseguiram afectar 23 trabalhadores a outras empresas de construção civil, conservando assim o emprego.

Também a AC Construções abriu falência. Dezasseis trabalhadores vão para o desemprego. Neste caso, desde Maio que a empresa não paga os salários.

Em comunicado, o LCGB garante que vai continuar a tentar marcar uma reunião com a direcção da AC Construções, que fechou as suas portas em Bonnevoie, na capital.