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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Eurobarómetro: Portugueses descontentes com situação do país e acreditam que vai piorar

A esmagadora maioria dos portugueses (96 %) considera que a situação económica do país está mal e quase três em cada quatro (71 %) acreditam que vai piorar, segundo um Eurobarómetro divulgado segunda-feira em Bruxelas. Segundo a sondagem, que foi realizada em Junho – antes do anúncio das novas medidas de austeridade –, apenas 3 % dos inquiridos dizem-se satisfeitos com a situação económica portuguesa, 5 % prevêem melhorias nos próximos 12 meses e 20 % crêem que ficará na mesma.

A média europeia (UE 27) é de 67 % de descontentes com a situação nacional, contra 30 % de insatisfeitos.

Em relação ao futuro, 36 % dos europeus pensam que será pior, 20 que será melhor e 40 % julgam que estará na mesma.

Questionados sobre a situação do emprego no seu país, 95 % dos portugueses (73 % UE27) dizem ser má e apenas 4 % estão optimistas (24 % UE27).

No próximo ano será pior, na opinião de 69 % dos portugueses (33 % UE27), melhor para 5 % (21 % UE27) e 22 % acham que não vai mudar(41 % UE27).

Por outro lado, 95 % dos inquiridos criticam o custo de vida (73 % viver bem (26 % UE27).

Sobre a evolução do custo de vida nos próximos 12 meses, 75 % acham que vai subir (59 % UE27), 3 % respondem que vai descer (9 % UE27) e 18 % dizem que estará na mesma (30 % UE27).

O sistema de reformas em Portugal desagrada a 88 % das pessoas (53 % UE27) contra 10 % que se dizem satisfeitos (39 % UE27).

Por outro lado, 76 % mostram-se desagradados com o sistema de subsídios de desemprego (48 % UE27), contra 13 % (37 % UE27).

A sondagem Eurobarómetro foi realizada em Portugal pela TNS Euroteste, tendo sido realizadas cerca de 1.500 entrevistas entre 4 e 19 de Junho.

Lusa
Foto: Á. Cruz

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Cascais: Cerca de 30 restaurantes de luxo baixam preços em novembro

Cerca de 30 restaurantes de luxo de Cascais vão aderir pela primeira vez ao projeto Restaurant Week em novembro, depois de vários estabelecimentos de Lisboa, Loulé e Porto terem reduzido os preços dos pratos.

Entre 05 e 15 de novembro, “cerca de 30 restaurantes de alta cozinha” de Cascais, abrem as portas a 20 euros por uma refeição completa, a que acresce o custo da bebida consumida, avançou o diretor do Restaurant Week, Rui Amaral.

Rui Amaral espera que a primeira edição da Cascais Restaurant Week venha a servir “pelo menos 10 mil refeições” e acredita que esta vila vai ser o ‘ex-líbris’ do evento.

“O cliente de Cascais é mais sofisticado, janta mais vezes fora, quase que vive numa micro cultura que liga muito à gastronomia”, disse o organizador, que especifica que o conceito da iniciativa continua a ser “democratizar o acesso à alta cozinha”.

Além disso, este evento conta com o apoio da Câmara de Cascais, que tem como “estratégias económicas o turismo e uma aposta muito forte na gastronomia”.

Do preço cobrado pelas refeições em Cascais, um euro será destinado a duas organizações não governamentais, o Movimento Mulheres de Vermelho, que é parceira da organização, e uma segunda ainda por definir.

Em Lisboa, a Restaurant Week arranca a sua sexta edição com 62 restaurantes.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Ajuda Externa: Comissão Europeia dá aval a assistência financeira na terça-feira

A Comissão Europeia deverá dar na terça-feira em Estrasburgo (na foto) o seu aval político ao programa de assistência financeira a Portugal que em seguida terá de receber a aprovação definitiva dos ministros das Finanças europeus.

Um porta-voz do executivo comunitário informou que o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, vai fazer uma “exposição breve” do acordo técnico alcançado com Portugal esta semana antes de o colégio dar o seu acordo político ao compromisso.

Olli Rehn dará em seguida uma conferência de imprensa sobre a questão às 15:30 (14:30 de Lisboa).

Os ministros das Finanças da Zona Euro (16 de maio) e da União Europeia (17 de maio) reunidos em Bruxelas irão tomar uma decisão final sobre o resgate a Portugal.

Os responsáveis da Zona Euro terão de aprovar a parte da ajuda financeira relacionada com o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF)e os da UE a parte do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF).

Portugal vai beneficiar de um empréstimo de 78 mil milhões de euros por parte do FEEF, do MEEF e do Fundo Monetário Europeu (FMI).

As duas entidades europeias são responsáveis por dois terços do montante (52 mil milhões) e o FMI por um terço (26 mil milhões).

Foto: Arquivo LW

terça-feira, 26 de abril de 2011

Eurostat valida défice português de 2010 em 9,1 por cento do PIB e dívida em 93 por cento

O Eurostat validou hoje o défice orçamental português de 2010 transmitido pelo INE fixando-o em 9,1 por cento do PIB, assim como a dívida pública em 93,0 por cento.

A evolução do défice orçamental português foi assim de 3,1 por cento do produto interno bruto (PIB) em 2007, 3,5 em 2008, 10,1 em 2009 e 9,1 por cento no ano passado.

Quanto à dívida pública, passou de 68,3 por cento do PIB em 2007 para 71,6 em 2008, 83,0 em 2009 e 93,0 no ano passado.

O organismo responsável pelas estatísticas comunitárias explica que os aumentos do défice e da dívida para os anos de 2007 até 2009, em relação à notificação feita em outubro passado, se deve “à classificação de três empresas públicas no setor das administrações públicas”.

Essas alterações implicaram um aumento do défice de 0,4 pontos por cento em 2007, 0,6 em 2008 e 0,8 em 2009 e da dívida de 5,5 em 2007, 6,3 em 2008 e 6,9 em 2009.

O Eurostat tem, por outro lado, reservas em relação à “qualidade” dos dados da Roménia e do Reino Unido.

Os défices públicos mais elevados em 2010 foram registados na Irlanda (32,4 por cento), Grécia (10,5), Reino Unido (10,4), Espanha (9,2), Portugal (9,1), Polónia (7,9), Eslováquia (7,9), Letónia (7,7), Lituânia (7,1) e França (7,0).

Os mais baixos foram observados no Luxemburgo (1,7), Finlândia (2,5) e Dinamarca (2,7).

A Letónia teve um ligeiro excedente de 0,1 por cento do PIB, enquanto que a Suécia teve um orçamento equilibrado (0,0).

No final de 2010, as dívidas públicas mais elevadas foram registadas na Grécia (142,8 por cento), Itália (119,0), Bélgica (96,8), Irlanda (96,2), Portugal (93,0), entre outras.

Os Estados-membros notificam duas vezes por ano (março e setembro) os saldos orçamentais dos anos anteriores com as últimas correções introduzidas.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Ministro das Finanças da Finlândia defende "posição clara" sobre Portugal

O ministro das Finanças da Finlândia, que se prepara para liderar o próximo Governo, defendeu hoje que o país deve ter uma posição clara sobre a ajuda a Portugal, de acordo com o o jornal espanhol El Economista.

"O futuro Governo deve ter uma posição clara sobre a questão de Portugal, bem como sobre os mecanismos permanentes e temporárias", disse hoje Katainen aos jornalistas, depois de a Coligação Nacional, liderada pelo partido conservador Kokoomus, ter vencido no domingo.

As declarações do ministro das Finanças, Jyrki Katainen, acontecem depois de o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, ter defendido hoje que a Finlândia tem de decidir até meados de maio se vai apoiar ou não o resgate de Portugal.

Segundo o jornal finlandês "Helsingin Sanomat", citado pela agência Bloomberg, a Finlândia deverá dizer se apoiará a ajuda externa a Portugal até à reunião de 16 de maio do Ecofin.

Após a reunião, o parlamento da Finlândia deverá votar o pacote logo que possível e no máximo até 25 de maio de forma a dar tempo suficiente para efetuar o pagamento a Portugal, disse Rehn.

A especulação sobre a decisão finlandesa está a levantar alguma polémica, uma vez que a primeira-ministra demissionária, Mari Kiviniemi (centrista), e o ministro das Finanças, Jyrki Katainen (conservador), discordam sobre a forma como a Finlândia deverá lidar com a questão em torno do pacote de resgate proposto pela União Europeia a Portugal.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Juncker diz que processo de ajuda externa está oficialmente lançado e preparativos começam imediatamente

O processo de assistência financeira a Portugal foi hoje oficialmente lançado pelos ministros das Finanças da Zona Euro e da União Europeia, anunciou em Godollo, Hungria, o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker.

O mesmo responsável acrescentou que os preparativos vão começar de imediato, com o início das negociações entre Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) e as autoridades portuguesas, a quem Juncker pediu desde já um "ambicioso" programa de ajustamento orçamental, que deverá estar concluído em meados de Maio e ser implementado pelo Governo saído das eleições de 5 de Junho próximo.

O programa de ajuda a Portugal atingirá provavelmente os 80 mil milhões de euros e poderá abranger um período de três anos, estimou hoje em Godollo, Hungria, o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn.

Foto: Arquivo LW