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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Portugal com taxa de 15% em fevereiro, 3.ª mais elevada da UE

Portugal chegou ao final de fevereiro com uma taxa de desemprego de 15 por cento, uma subida de 0,2 por cento face a janeiro e a terceira mais elevada da União Europeia (UE), revelou hoje o Eurostat.

De acordo com o gabinete de estatísticas da UE, apenas Espanha (23,6 por cento) e a Grécia (21 por cento, em dados que remontam a dezembro de 2011) se encontram em pior situação que o português.

Segundo o Eurostat, a taxa de desemprego permaneceu inalterada em fevereiro na zona euro, nos 10,8 por cento, ao passo que no conjunto dos 27 da UE o valor avançou 0,1 por cento para 10,2 por cento.

Relativamente a Portugal, registou-se ainda uma subida do desemprego entre os jovens (menos de 25 anos) de 35,1 por cento em janeiro para 35,4 por cento em janeiro.

O Eurostat calcula mensalmente uma taxa harmonizada de desemprego para todos os países da UE. Esta taxa utiliza uma metodologia comum a todos os 27 para permitir comparações. Os resultados do Eurostat não são necessariamente iguais aos obtidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

domingo, 15 de janeiro de 2012

Produção recua 0,1 % na zona euro e 1,6 % em Portugal

Foto: AP
A produção industrial sofreu um recuo em Novembro, face a Outubro, de 0,1 %, tanto na zona euro como na União Europeia, registando uma queda mais acentuada em Portugal, de 1,6 %, revelou ontem o Eurostat.

Depois de em Outubro a produção já ter recuado 0,3 %, tanto no espaço monetário único como no conjunto da União, em Novembro passado voltou a sofrer um ligeiro recuo, o que já acontece pelo terceiro mês consecutivo.

Em Outubro, Portugal contrariou a tendência, ao registar um ligeiro crescimento, de 0,6 %, mas em Novembro voltou a cair (1,6 %). Na comparação com Novembro de 2010, a produção industrial caiu 0,3 % na zona euro, 0,2 % na UE a 27 e 2,3 % em Portugal.
O Luxemburgo não disponibilizou dados.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Eurostat valida défice português de 2010 em 9,1 por cento do PIB e dívida em 93 por cento

O Eurostat validou hoje o défice orçamental português de 2010 transmitido pelo INE fixando-o em 9,1 por cento do PIB, assim como a dívida pública em 93,0 por cento.

A evolução do défice orçamental português foi assim de 3,1 por cento do produto interno bruto (PIB) em 2007, 3,5 em 2008, 10,1 em 2009 e 9,1 por cento no ano passado.

Quanto à dívida pública, passou de 68,3 por cento do PIB em 2007 para 71,6 em 2008, 83,0 em 2009 e 93,0 no ano passado.

O organismo responsável pelas estatísticas comunitárias explica que os aumentos do défice e da dívida para os anos de 2007 até 2009, em relação à notificação feita em outubro passado, se deve “à classificação de três empresas públicas no setor das administrações públicas”.

Essas alterações implicaram um aumento do défice de 0,4 pontos por cento em 2007, 0,6 em 2008 e 0,8 em 2009 e da dívida de 5,5 em 2007, 6,3 em 2008 e 6,9 em 2009.

O Eurostat tem, por outro lado, reservas em relação à “qualidade” dos dados da Roménia e do Reino Unido.

Os défices públicos mais elevados em 2010 foram registados na Irlanda (32,4 por cento), Grécia (10,5), Reino Unido (10,4), Espanha (9,2), Portugal (9,1), Polónia (7,9), Eslováquia (7,9), Letónia (7,7), Lituânia (7,1) e França (7,0).

Os mais baixos foram observados no Luxemburgo (1,7), Finlândia (2,5) e Dinamarca (2,7).

A Letónia teve um ligeiro excedente de 0,1 por cento do PIB, enquanto que a Suécia teve um orçamento equilibrado (0,0).

No final de 2010, as dívidas públicas mais elevadas foram registadas na Grécia (142,8 por cento), Itália (119,0), Bélgica (96,8), Irlanda (96,2), Portugal (93,0), entre outras.

Os Estados-membros notificam duas vezes por ano (março e setembro) os saldos orçamentais dos anos anteriores com as últimas correções introduzidas.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Inflação na Zona Euro acelera em Outubro para 1,9 por cento, Portugal está nos 2,3 por cento

A taxa de inflação na Zona Euro acelerou para os 1,9 por cento em Outubro, face ao mesmo mês de 2009, com Portugal a subir para os 2,3 por cento, divulgou hoje o Eurostat, o serviço de estatísticas da União Europeia, sediado no Kirchberg.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Imigração: Aquisição da nacionalidade portuguesa dispara de 4447 para 22 408 em dois anos - Eurostat

A aquisição da nacionalidade portuguesa mais do que quintuplicou entre 2006, ano em que entrou em vigor a nova Lei da Nacionalidade, e 2008, revelam dados hoje divulgados pelo Eurostat.

Segundo o gabinete de estatísticas da União Europeia (Eurostat), 4447 estrangeiros adquiriram a nacionalidade portuguesa em 2006, número que dispara para 22 408 em 2008, não sendo apresentados dados relativos a 2007.

A nova Lei da Nacionalidade em Portugal, que entrou em vigor em dezembro de 2006, veio facilitar o processo de aquisição de cidadania portuguesa por parte de estrangeiros residentes no país e descendentes de emigrantes portugueses.

Os dados do Eurostat mostram que a aquisição da nacionalidade por estrangeiros está o decrescer na maior parte dos países da UE, enquanto em Portugal registou uma subida acentuada.

França, Reino Unido e Alemanha são os países que mais nacionalidades atribuiram na União Europeia, mas os alemães e os britânicos reduziram entre 2007 e 2008 o número de cidadanias, ao passo que os franceses aumentaram ligeiramente.

O Eurostat indica também que 98 por cento dos estrangeiros que adquiriram a nacionalidade portuguesa são oriundos de países fora da União Europeia.

Os novos portugueses são sobretudo oriundos de Cabo Verde (26,8 por cento), Brasil (18,2 por cento) e Guiné Bissau (12,3 por cento).

quinta-feira, 4 de março de 2010

Eurostat: Recuperação económica da Zona Euro quase paralisa, Portugal sem crescimento

A recuperação económica na zona euro quase parou no último trimestre de 2009, com um crescimento de 0,1 por cento, segundo dados que o Eurostat hoje divulgou e que mostram também uma variação nula no desempenho da economia portuguesa.

De acordo com a primeira estimativa do gabinete de estatística da União Europeia (UE), entre o terceiro e o quarto trimestre de 2009 o crescimento médio das 16 economias da zona euro fixou-se nos 01 por cento, comparado com um crescimento de 0,4 por cento no terceiro trimestre.

Tal como Portugal, a Alemanha não conseguiu crescer no último trimestre do ano, com uma variação de zero por cento em comparação com período de julho a setembro de 2009, quando tinha crescido 0,7 por cento.

As boas notícias da zona euro vieram de França e da Polónia. A economia francesa triplicou o ritmo de crescimento (de 0,2 para 0,6 por cento) entre os dois últimos trimestres de 2009 e a economia polaca - a que mais cresceu no total da UE no ano passado - dobrou o crescimento para 1,2 por cento.

O produto interno bruto (PIB) da zona euro no total de 209, segundo o Eurostat, fixou-se assim numa quebra de 4,1 por cento, contra uma queda de 2,3 por cento para o total da UE.

Para contrariar a queda da economia ou as taxas de crescimento "anémicas", a Comissão Europeia apresentou ontem uma nova estratégia de crescimento a 10 anos, que aposta na inovação e na economia sustentável.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

UE: Desemprego no segundo trimestre agrava-se em toda a Zona Euro

O desemprego em Portugal subiu 2,7% no segundo trimestre de 2009, face a período homólogo de 2008, e 0,9% face ao trimestre anterior, indicou esta segunda-feira o Eurostat.

Segundo os números divulgados hoje pelo gabinete oficial de estatística das comunidades europeias, no período entre Abril e Junho o desemprego na zona euro subiu 1,8% e no conjunto dos 27 países da União Europeia (UE) 1,9%, quando comparado com período homologo de 2008.

A taxa de desemprego em Portugal medida pelo Eurostat aponta para que 9,2% da população activa no nosso país se encontre sem trabalho actualmente.

O gabinete de estatísticas europeu explica ainda que a subida no desemprego verificou-se em praticamente todos os sectores da economia, à excepção dos "outros serviços" (maioritariamente compostos pelas administrações publicas, educação e saúde), em que a taxa caiu 0,5% na zona euro e 0,4 no conjunto da UE.

As áreas mais afectadas foram a produção (-1,6% na zona euro, -1,7% na UE), a construção (-1,4% zona euro, 1,7% na UE) e os serviços financeiros e negócios (-0,8% na zona euro, -0,9% na UE).

No total, cerca de 702 mil pessoas terão perdido o seu emprego nos 16 países da moeda única e cerca de 1,4 milhões quando contabilizado o total da UE.

A maior queda no conjunto dos 27, em comparação com a zona euro, explica-se pelos resultados mais negativos dos países de Leste, como a Estónia, que registou um aumento do desemprego de 10,2%, a Letónia de 13,1% e a Lituânia de 6,7%, valores comparados com período homólogo de 2009.

Destaque ainda para a Espanha, que viu o desemprego aumentar 7,1% no segundo trimestre deste ano, face a igual período de 2008, com o Eurostat a afirmar que a taxa de desemprego em Julho (últimos dados) se situa nos 18,5%.

A estimativa divulgada hoje pelo Eurostat não inclui os dados relativos ao Luxemburgo, no que diz respeito ao segundo trimestre deste ano, "por estes não estarem disponíveis", pode ler-se no comunicado emitido pelo Eurostat, sediado no Kirchberg.