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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Director da Imigração esteve em Cabo Verde

Foto: Danielle Schumacher
O director da Imigração do Luxemburgo, Sylvain Wagner, regressa esta manhã de Cabo Verde, onde esteve reunido com o Grupo de Trabalho Conjunto entre aquele país e o Luxemburgo.

Depois da chegada ao arquipélago na terça-feira, Wagner encontrou-se com a ministra das Comunidades Cabo-Verdianas, Fernanda Fernandes, para reactivar o Grupo de Trabalho Conjunto (GTC) entre os dois países em matéria de imigração. Em cima da mesa estiveram também a revisão e o esclarecimento da Convenção de Segurança Social entre Cabo Verde e o Luxemburgo. As dificuldades no pagamento do abono aos menores não residentes no Luxemburgo foram igualmente abordadas na reunião.

O GTC é composto pelos ministérios cabo-verdianos das Comunidades, das Relações Externas, do Ensino Superior e da Educação e pelos seus homólogos luxemburgueses.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

ASTI e OLAI publicam brochura para recém-chegados lusófonos

(Da esq. p/a dta.:) Alcinda Lopes da Costa, presidente
da associação Cap-Vert Espoir et Développement (CVED),
Conny Heuertz, do Gabinete Luxemburguês de Acolhimento
e Integração (OLAI), Laura Zuccoli, presidente da Associação
de Apoio aos Trabalhadores Imigrantes (ASTI), e Shevon
Weber, assistente social estagiária na ASTI, apresentaram na
segunda-feira a brochura em português "Bem-vindo
ao Luxemburgo"                                                           Foto: Gerry Huberty
Que documentos são necessários para residir e trabalhar no Luxemburgo? Como fazer o reagrupamento familiar ou ter direito à segurança social luxemburguesa? Estas são as perguntas mais frequentes dos recém-chegados ao Luxemburgo. Para responder a estas questões, ASTI e OLAI lançam uma brochura de informação para lusófonos.

A brochura de informação "Bem-vindo ao Luxemburgo", concebida a pensar nos imigrantes lusófonos recém-chegados, sobretudo para os que vêm de países terceiros da União Europeia (UE), como Cabo Verde, Brasil, Guiné-Bissau, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, ou mesmo Timor, foi lançada na segunda-feira pela Associação de Apoio aos Trabalhadores Imigrantes (ASTI) e o Gabinete Luxemburguês de Acolhimento e de Integração (OLAI), em colaboração com as associações Amizade Cabo-Verdiana e Cap-Vert Espoir et Développement (CVED).

"Sabemos que haverá, por ventura, também muitos portugueses que vão querer ter acesso a este folheto, porque são informações que também lhes interessam. Para responder à chegada em grande número de portugueses nos últimos tempos já tínhamos lançado em Maio um guia em português, francês e inglês, e esse era apenas para cidadãos da UE", recorda Laura Zuccoli, presidente da ASTI.

No folheto agora editado, de 24 páginas, os recém-chegados de países terceiros lusófonos podem encontrar todo o tipo de informação sobre a permanência e o trabalho no Grão-Ducado, como fazer a inscrição na comuna, o reagrupamento familiar, o direito à cobertura médica e às prestações sociais, os cursos de luxemburguês existentes e onde são facultados, o funcionamento do sistema escolar luxemburguês e a escolarização das crianças, o sistema de bolsas universitárias para filhos de imigrantes, como proceder para mandar traduzir a carta de condução, como adquirir a nacionalidade luxemburguesa, o que é o Contrato de Acolhimento e Integração (CAI), a participação na vida cívica e política, além de todas as informações práticas e contactos úteis sobre as entidades luxemburguesas que ajudam na comunicação entre imigrantes e administração pública.

PERGUNTAS FREQUENTES

"Estas são mesmo as perguntas mais frequentes feitas à ASTI pelos recém-chegados e retomámos simplesmente esses assuntos por essa ordem na brochura", afirma Shevon Weber, assistente social estagiária que trabalha na ASTI e participou no projecto deste folheto. "É uma espécie de FAQ, Perguntas Frequentes!", resume Zuccoli. "Este folheto é o mesmo, mas em português, que já tínhamos editado em chinês, persa e em sérvio-bósnio há uns meses. Achámos que estava na altura de pensar nos lusófonos dos países terceiros, que são também cada vez mais a chegar ao Luxemburgo".

Alcinda Lopes da Costa, presidente do CVED, insiste que "agora o mais importante é fazer chegar esta brochura aos cidadãos".

"Muitas vezes, dada a sua situação de recém-chegados, porque não falam ainda bem a língua, ou mesmo porque ainda não estão legalizados, muitos imigrantes mostram-se acanhados, não fazem perguntas, não ousam, nem se dirigem a certas estruturas, como a ASTI, que existem para os ajudar".

Laura Zuccoli diz que o folheto vai ser distribuído às associações que trabalham ou têm membros lusófonos de países não-comunitários, mas adianta que esta brochura pode também ser facultada a qualquer associação, entidade ou privado que a solicite, através do tel. 43 83 33-1 (ou pelo e-mail partenariat@asti.lu ). "Vamos ainda contactar as comunas, as embaixadas e os consulados para ver se querem distribuir o folheto aos seus utentes. Vamos tentar fazer chegar este folheto ao máximo de gente".

A brochura vai ainda estar disponível nos expositores que a ASTI tem na gare central da cidade do Luxemburgo e no complexo Utopolis, em Kirchberg, bem como na sua sede (10-12, rue Auguste Laval, em Eich), na cidade do Luxemburgo, e pode ser descarregada no site da associação ( www.asti.lu ) ou no portal do OLAI ( www.olai.public.lu ).

"Este folheto foi financiado em 50 % pelo OLAI e em 50 % pelo Fundo Europeu para a Integração de Cidadãos de Países Terceiros", acrescenta, por seu lado, Conny Heuertz, do OLAI, para quem é muito importante, nesta brochura, "os imigrantes ficarem a conhecer, por exemplo, o CAI - Contrato de Acolhimento e Integração, que pode facilitar e muito a sua instalação no Luxemburgo".
Texto: José Luís Correia

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Luxemburgo: Direito ao reagrupamento familiar não é igual para todos

Foto: Serge Waldebillig
"A imigração é necessária à Europa. Acontece que esta é mais livre para uns imigrantes do que para outros". A declaração é do ministro luxemburguês do Trabalho, Nicolas Schmit, e foi feita durante a conferência "Politiques migratoires et vies familiales en transit", que decorreu terça e quarta-feira da semana passada no Cercle Cité, na capital. A conferência foi organizada pelo Point de Contact National au Luxembourg do Réseau Européen des Migrations.

Para Nicolas Schmit, o direito de cidadãos de países terceiros residentes no Luxemburgo ao reagrupamento familiar "é um problema social e político" e o ministro admite que o direito desses imigrantes a terem consigo a sua família "é um direito natural que não se deve recusar a ninguém". O ministro do Trabalho recorda que o direito ao reagrupamento familiar se dirige "a cidadãos de países terceiros que são membros da família de um cidadão da União Europeia (UE)".

Embora entenda que o direito ao reagrupamento familiar deva ser universal, Schmit reconhece que "na transposição da directiva europeia para a legislação nacional" se criaram mais obstáculos à obtenção desse estatuto aos cidadãos de países terceiros do que aos da UE. "Há que dar às pessoas o mesmo direito e o mesmo estatuto", afirma Schmit. "A partir do momento em que as pessoas são marginalizadas, temos problemas sociais. São estes problemas que estão na origem da xenofobia", alerta o ministro.

"O Governo luxemburguês atribuiu no ano passado duas mil 'cartes de séjour' (autorizações de residência) a cidadãos de países terceiros que são da família de cidadãos da UE residentes no Grão-Ducado". Cabo Verde lidera a lista dos pedidos, seguido pelo Brasil e por Montenegro. "Há ligações estreitas entre aqueles dois países lusófonos e Portugal. A comunidade portuguesa é a maior comunidade europeia estrangeira no Luxemburgo, o que gera fluxos migratórios no que toca ao reagrupamento familiar", explica Nicolas Schmit.

"Em 2011, um total de 8.500 cidadãos de países terceiros receberam uma autorização de permanência por motivo de reagrupamento familiar", divulga o ministro.
Texto: Irina Ferreira

sábado, 19 de maio de 2012

Gregos, espanhóis e portugueses chegam em massa ao Luxemburgo

Foto: Guy Jallay
Desde o início do ano, o Luxemburgo recebeu mais de quatro mil novos pedidos de autorização de residência de cidadãos provenientes do espaço da União Europeia. São sobretudo gregos, espanhóis e portugueses que procuram o Grão-Ducado como país de acolhimento.

Com a actual crise financeira que assola a Europa, e com os altas taxas de desemprego nos países de origem, os europeus procuram o Luxemburgo para encontrar trabalho. Mas a verdade é que o Grão- Ducado também conhece uma das mais elevadas taxas de desemprego dos últimos anos.

O tema foi discutido na semana passada na Câmara dos Deputados.

A deputada e burgomestre de Esch, Lydia Mutsch, afirmou na ocasião que a segunda cidade do país se confronta actualmente com alguns problemas ligados a este tipo de "imigração massiva". Para a burgomestre socialista, o Luxemburgo deve apostar em campanhas de informação para que os novos imigrantes não sejam surpreendidos negativamente ao chegar ao país.

Nicolas Schmit, ministro da Imigração, diz que este é um "problema real" que está ligado à pobreza nos países de origem dos novos imigrantes. "A livre circulação de cidadãos na UE é um direito sobre o qual não temos qualquer influência", sublinhou.

Aqui ao lado, a Alemanha é de longe o país eleito pelos novos imigrantes. Só nos últimos seis meses, 49 % dos espanhóis que decidiram imigrar escolheram a Alemanha para residir, e no caso dos gregos a percentagem chega aos 84 %.

quarta-feira, 28 de março de 2012

"É preciso pôr fim a isto"

Foto: M. Dias
CONTACTO - Segundo os números do Consulado de Portugal no Luxemburgo, os portugueses deverão ser neste momento mais de cem mil, e com as novas inscrições de 2011 e 2012, o número de portugueses no Luxemburgo poderá atingir os 115 mil no final deste ano. O Luxemburgo tem meios para receber toda esta gente?

Jean-Claude Juncker - Eu estou muito contente com o desempenho e com o trabalho que os portugueses têm feito no Luxemburgo. Sou um grande admirador de Portugal e dos portugueses que procuraram o Luxemburgo, mas eu considero que esta nova vaga de imigração não é saudável, porque as pessoas vêm com a ideia de que o Luxemburgo é um paraíso. Eles só comparam o salário português ao luxemburguês, mas não comparam, por exemplo, o preço das rendas de casa em Portugal e no Luxemburgo.

Eu tenho a impressão que os que chegam agora, na maior parte das vezes pouco qualificados, não vão ser capazes de se integrarem normalmente na sociedade luso-luxemburguesa, e por isso eu acho que é preciso pôr fim a esta imigração, que é uma imigração selvagem.

A imigração portuguesa foi sempre bem organizada, bem estruturada, e agora o que temos é uma imigração de desespero, porque as coisas estão mal em Portugal e os portugueses vêm para o Luxemburgo e vão acabar por ser infelizes.

Vamos tentar organizarmo-nos com o governo português para que em Portugal se explique, de forma clara, que o Luxemburgo não é um paraíso, mas que vai ser muito difícil para os novos imigrantes se integrarem. É preciso pôr fim a isto.

CONTACTO - E o que é que o governo do Luxemburgo pode fazer?

JCJ - Não podemos interferir nas escolhas pessoais de cada um, mas eu penso que os que chegam agora são mal acolhidos, ficam mal alojados, trabalham em condições inaceitáveis do ponto de vista social, e isso eu não posso aceitar. Não faz jus à imigração portuguesa.

CONTACTO - Mas a crise é muito grande.. .

JCJ - Eu percebo muito bem o percurso individual de cada um, aqueles que deixam Portugal para encontrar um sítio onde possam viver melhor, mas ao virem para o Luxemburgo correm o risco de não viver melhor aqui do que em Portugal. 

Domingos Martins

sexta-feira, 2 de março de 2012

Luxemburgo: Primeira jornada de orientação para imigrantes organizada amanhã

Foto: Serge Waldbillig
A primeira jornada de orientação para os imigrantes que assinaram um Contrato de Acolhimento e Integração (CAI) é já no sábado.

Organizada pelo Ministério da Família e da Integração e o Gabinete Luxemburguês de Acolhimento e de Integração (OLAI), a jornada informativa, que conta com a presença da ministra da Família, Marie-Josée Jacobs, arranca às 13h30 no centro de conferências da Câmara do Comércio do Luxemburgo, no Kirchberg (7, rue Alcide de Gasperi).

Desde que foi aprovado, o Contrato de Acolhimento e Integração já foi assinado por 371 estrangeiros, incluindo de nacionalidade portuguesa, soube o POINT24 junto de fonte próxima do OLAI.

O objectivo do CAI é favorecer a integração dos imigrantes. Os signatários comprometem-se a frequentar cursos de línguas, de instrução cívica e uma jornada de orientação.

A jornada conta com tradução simultânea para francês, inglês e português. Os participantes devem apresentar o cartão de signatário. Mais informações junto de Octávia Alves, do OLAI, pelo tel. 247 85 734.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Portugueses foram 25 por cento dos recém-chegados, em 2009, ao Luxemburgo

Os portugueses continuam a marcar os fluxos migratórios para o Luxemburgo, segundo um estudo divulgado esta semana pela OCDE, a Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económico.

Portugal, à frente da França e da Bélgica, é o primeiro país de origem dos imigrantes no Luxemburgo: mais de 25 % dos estrangeiros entrados no Grão-Ducado, segundo dados de 2009, sensivelmente iguais ao fluxo considerado entre 2000 e 2008.

Chegados ao Grão-Ducado, os portugueses "têm tendência" para ir trabalhar "na construção”, analisa, por sector de actividade, o estudo.

Segundo a OCDE, Portugal faz parte do grupo de países com “um grande número de trabalhadores enviados” para o estrangeiro, a par da Polónia, Alemanha, França e Luxemburgo.

Foto: Christian Mohr

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Luxemburguesa prepara tese de doutoramento sobre imigrantes portugueses

Aline Schiltz vive há sete anos em Lisboa e é ali que se sente em casa. A geógrafa luxemburguesa terminou a licenciatura com um estudo sobre o Fiolhoso, "a aldeia mais luxemburguesa de Portugal", e prepara agora uma tese de doutoramento sobre a emigração portuguesa no Luxemburgo. "Uma coisa que me motiva muito neste trabalho é dar voz aos portugueses", diz.

Para escrever a tese que deverá apresentar na Universidade do Luxemburgo, Aline Schiltz está a fazer inquéritos aos portugueses no Grão-Ducado. Os questionários podem ser pedidos por correio electrónico (alineschiltz@gmail.com).

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Luxemburgo: Lei que permitirá estrangeiros tornarem-se burgomestres é votada hoje no Parlamento

O projecto-lei que vai permitir a todos os estrangeiros, com residência há pelo menos cinco anos no Luxemburgo, concorrer aos cargos de burgomestre e de vereador vai hoje a votos na Câmara dos Deputados (Parlamento). As próximas eleições comunais estão marcadas para 9 de Outubro deste ano.

Até agora, os estrangeiros só podiam votar nas eleições e apenas exercer um mandato nos Conselhos Comunais, sob condição de residirem há pelo menos cinco anos em território luxemburguês.

No período que antecedeu as eleições europeias discutiu-se a possibilidade de reduzir o prazo de residência de cinco para dois anos. Porém, o projecto-lei previa abranger somente os cidadãos comunitários, acabando por não ser posta em prática. No final, a redução do prazo de residência apenas se aplicou para as eleições europeias. A nova proposta legislativa prevê não fazer distinções entre cidadãos comunitários e cidadãos vindos de países terceiros.

Durante o debate, discutir-se-á também a questão do domínio das línguas para se exercer altos cargos comunais. Actualmente os conselheiros comunais não são obrigados a falar luxemburguês, ao contrário dos burgomestres e vereadores. Embora o luxemburguês seja a língua "usual" num Conselho Comunal, os conselheiros podem igualmente falar em alemão ou francês, as outras duas línguas oficiais do país.

O ministro do Interior, Jean-Marie Halsdorf, afirmou na semana passada que dificilmente conseguia imaginar alguém exercer um mandato político sem dominar as línguas oficiais do país.

NC
Foto: Guy Wolff/LW

sábado, 20 de novembro de 2010

Luxemburgo: Ministra Jacobs promove Conferência Nacional para a Integração, este sábado, no Kirchberg

A Conferência Nacional para a Integração tem lugar hoje, sábado, 20 de Novembro, entre as 8h30 e as 17h50, no edifício Jean Monnet, no Kirchberg, na capital.

Promovido pela ministra da Família e da Integração, Marie-José Jacobs, pelo OLAI-Gabinete Luxemburguês de Acolhimento e Integração, e pelo Conselho Nacional de Estrangeiros (CNE), a edição deste ano corresponderia à quinta Conferência Nacional de Estrangeiros, que aproveita assim para mudar de nome.

A conferência articula-se este ano em torno da temática "Ouvir os outros e agir: hoje e amanhã" e pretende debater o papel tanto dos luxemburgueses como dos estrangeiros no processo de integração dos cidadãos não nacionais no Grão-Ducado. O encontro é aberto a todos.

Foto: Guy Jallay/LW

sábado, 6 de novembro de 2010

Luxemburgo: CLAE organiza hoje Fórum "Por uma cidadania igual para todos"

Sob o slogan "Por uma cidadania igual", o CLAE denuncia a lei luxemburguesa da imigração de 2008, que não só trata de forma diferente cidadãos europeus e não-comunitários, como distingue os imigrantes por categoria profissional. O CLAE considera a lei injusta e discriminatória.

"Uma cidadania igual para todos" é o objectivo e o tema central do fórum "A citoyenneté égale", que o Comité de Ligação das Associações Estrangeiras (CLAE) promove hoje, na Luxexpo, em Kirchberg, entre as 9h30 e as 20h.

"Desde que foi aprovada a nova lei luxemburguesa da imigração em 2008, há novas regras para cidadãos comunitários e de países terceiros. A lei não só trata o cidadão comunitário de forma diferente do cidadão de fora da União Europeia (UE), mas define-o segundo a sua categoria profissional. Isto é claramente uma imigração escolhida, injusta e discriminatória. Queremos uma só lei da imigração para todos. Uma cidadania igual para todos é a mensagem principal do fórum", diz Anita Helpiquet, coordenadora do projecto no seio do CLAE.

Política, emprego, escolarização, valorização da cultura de origem, migração e vida associativa são as seis temáticas que se vão declinar neste fórum nos grupos de trabalho respectivos, para discutir temas como a coesão social das sociedades de acolhimento, a política de imigração, os direitos dos estrangeiros no acesso ao voto, ao emprego, à formação e à habitação, entre outros pontos.

Os temas foram seleccionados por 30 associações que trabalham com estrangeiros no Grão-Ducado e na Grande Região e que participam no fórum. O encontro servirá para lançar o debate em torno destas problemáticas que afectam a imigração não só no Luxemburgo mas nas regiões vizinhas da França e da Alemanha (não participa nenhuma colectividade da Bélgica) e procurar pistas de reflexão e soluções para melhorar a vidas destes cidadãos.

No final do dia, os grupos de trabalho apresentarão as suas conclusões e recomendações aos ministros luxemburgueses da Integração e da Imigração, Marie-Josée Jacobs e Nicolas Schmit, respectivamente, que confirmaram já a sua presença. Marc Fischbach, provedor do cidadão ("Ombudsman" ou "Médiateur"), estará igualmente presente, e Viviane Reding, comissária europeia de Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania, intervirá a partir de Bruxelas, por vídeo-conferência.

"Dentro da UE, todos os cidadãos são iguais. Pelo menos no papel, já que na prática a França abriu este Verão um vergonhoso precedente ao expulsar cidadãos comunitários de volta para a Hungria e a Roménia. Do lado de fora, a UE mais parece uma fortaleza. E mesmo quando esses imigrantes conseguem passar para o lado de cá, deparam-se com mais dificuldades e vêem-se frequentemente excluídos da vida social e política", denunciam ainda os responsáveis do CLAE.

O encontro é organizado com o apoio do Gabinete Luxemburguês de Acolhimento e Integração (OLAI, na sigla em luxemburguês) e do fundo europeu para a integração dos cidadãos não-comunitários.

As línguas de trabalho do fórum são o francês e o alemão (com tradução simultânea). Para mais informações, contactar o CLAE, pelo tel. 29 86 86 (ou no site www.clae.lu).

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Alta-Comissária do Governo Português para a Imigração no Luxemburgo, dia 18

Rosário Farmhouse, Alta-Comissária do Governo Português para a Imigração, Minorias Étnicas e Diálogo Intercultural é a convidada do próximo jantar-conferência da Confraria dos Financeiros Lusófonos do Luxemburgo, que tem lugar na segunda-feira, 18 de Outubro, às 20h, no restaurante Sobogusto, na cidade do Luxemburgo (41, rue de Bouillon). Para mais informações e reservas, contactar a Confraria (pelo email: confraria.lusofonos@gmail.com).

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Luxemburgo: ASTI protesta contra novas expulsões de kosovares

A Associação de Apoio aos Trabalhadores Imigrantes (ASTI) criticou hoje a expulsão de 14 requerentes de asilo para o Kosovo, acusando o Governo luxemburguês de não observar "critérios transparentes" nos repatriamentos.

"O único critério aparente entre estas pessoas é o seu país de origem, o Kosovo", acusa a associação em comunicado.

O Governo luxemburguês expulsou hoje 14 requerentes de asilo para o Kosovo, incluindo uma família com três filhos menores que frequentavam a escola no Luxemburgo. Entre os requerentes de asilo expulsos, encontrava-se ainda outra família com duas crianças menores, uma de quatro anos e outra com dois meses, segundo a associação. A ASTI critica ainda a expulsão de um menor de minoria bósnia cuja mãe tinha um contrato-promessa de emprego no Grão-Ducado.

Alguns dos requerentes expulsos chegaram ao Luxemburgo em 2002, acusa a associação.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros diz que "todas as pessoas tinham sido informadas da decisão do Governo de não renovar ou recusar" o estatuto de tolerância no Luxemburgo, e que as expulsões foram acompanhadas pela Cruz Vermelha.

LCGB organiza debate "Os estrangeiros são pobres?", esta noite, em Sandweiler

"A pobreza dos estrangeiros: uma realidade?" é a questão que propõe debater o sindicato LCGB durante uma conferência que organiza hoje, quinta-feira, dia 7, às 18h30, no Centro Cultural de Sandweiler.

Participam neste debate a ministra da Família e Integração, Marie-Josée Jacobs, o presidente do LCGB, Robert Weber, o presidente da comissão de residentes estrangeiros de Sandweiler, João Ricacho, bem como representantes do Sesopi, Caritas, Fundação "Accès au Logement", OLAI-Gabinete Luxemburguês para o Acolhimento e a Integração, e Centro RTPH (Rede para o Trabalho e a Promoção Humana no Luxemburgo).

Para mais informações e inscrições (gratuitas), tel. 49 94 24-244.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Imigração: Aquisição da nacionalidade portuguesa dispara de 4447 para 22 408 em dois anos - Eurostat

A aquisição da nacionalidade portuguesa mais do que quintuplicou entre 2006, ano em que entrou em vigor a nova Lei da Nacionalidade, e 2008, revelam dados hoje divulgados pelo Eurostat.

Segundo o gabinete de estatísticas da União Europeia (Eurostat), 4447 estrangeiros adquiriram a nacionalidade portuguesa em 2006, número que dispara para 22 408 em 2008, não sendo apresentados dados relativos a 2007.

A nova Lei da Nacionalidade em Portugal, que entrou em vigor em dezembro de 2006, veio facilitar o processo de aquisição de cidadania portuguesa por parte de estrangeiros residentes no país e descendentes de emigrantes portugueses.

Os dados do Eurostat mostram que a aquisição da nacionalidade por estrangeiros está o decrescer na maior parte dos países da UE, enquanto em Portugal registou uma subida acentuada.

França, Reino Unido e Alemanha são os países que mais nacionalidades atribuiram na União Europeia, mas os alemães e os britânicos reduziram entre 2007 e 2008 o número de cidadanias, ao passo que os franceses aumentaram ligeiramente.

O Eurostat indica também que 98 por cento dos estrangeiros que adquiriram a nacionalidade portuguesa são oriundos de países fora da União Europeia.

Os novos portugueses são sobretudo oriundos de Cabo Verde (26,8 por cento), Brasil (18,2 por cento) e Guiné Bissau (12,3 por cento).