Mostrar mensagens com a etiqueta CLAE. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta CLAE. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Há 107 mil portugueses no Luxemburgo: Comunidade lusa é a que mais cresce

Foto: Carlos de Jesus
Há actualmente 107 mil portugueses no Luxemburgo e a comunidade lusa é a que mais tem crescido. Os números são do cônsul de Portugal no Luxemburgo, José Carvalho Rosa, e foram apresentados na mesa-redonda organizada pelo Comité de Ligação das Associações de Estrangeiros (CLAE), dedicada às novas vagas de migração na Europa vinda de países como Portugal, Espanha ou Itália. O debate teve lugar na sede da associação em Gasperich, na capital, na quinta-feira.

De acordo com José Carvalho Rosa, o número de inscrições no Consulado passou de 4.400 em 2009 para 4.900 no ano passado. O número de cidadãos portugueses inscritos no consulado é actualmente de 107.118 pessoas. O cônsul estima que pelo menos 100 mil portugueses vivem actualmente no Luxemburgo, um número que está longe dos 85 mil registados pelo Statec. José Carvalho Rosa advertiu, no entanto, que estes números não são fidedignos, visto que nem todos os óbitos e saídas do Grão-Ducado são comunicados às autoridades consulares portuguesas.

Para o cônsul, muitos destes novos imigrantes não são mão-de-obra qualificada, chegam ao Luxemburgo sem contrato de trabalho ou arranjam apenas contratos temporários. José Carvalho Rosa entende ainda que a comunicação social em Portugal vê o Luxemburgo como um paraíso mas que esquece o elevado custo de vida e da habitação, apesar dos salários mais altos e das regalias sociais.

José Trindade, presidente do Centro de Apoio Social e Associativo (CASA), recusa "a imagem simplista" descrita por José Carvalho Rosa. O CASA, que de acordo com José Trindade, recebe uma média de seis pedidos de ajuda por dia de pessoas que chegam de Portugal, viu até agora cerca de 7 mil pessoas baterem à sua porta para pedir informações ou assistência.

"Durante uma das minhas últimas estadias em Portugal, perguntaram-me se ainda poderiam emigrar para o Luxemburgo. Eu respondi que não e expliquei porquê. Mas temo que não sirva para nada", declarou o presidente do CASA.

Chiara Petracca, primeira secretária da Embaixada da Itália, disse que há um ligeiro aumento do número de cidadãos italianos a virem para o Grão-Ducado. De acordo com Petracca, 22.700 italianos registaram-se no consulado em 2006. No início deste ano, eram pouco mais de 25 mil no início deste ano.

O Cônsul da Espanha disse registar uma tendência idêntica. De acordo com Sergio Cuesta Franscisco, o número de cidadãos espanhóis inscritos no consulado passou de 300 em 2010 para 400 no ano passado. Actualmente, são 4.500 os espanhóis registados no Luxemburgo. Números que o cônsul acredita serem mais altos (6 mil pessoas, no total), uma vez que o registo no consulado é agora opcional.

Segundo os consulados espanhol e italiano, os novos imigrantes são na sua maioria licenciados ou trabalhadores qualificados. Se esta população de licenciados é bem absorvida pelo mercado de trabalho luxemburguês, o mesmo não acontece aos menos qualificados. Ambos os responsáveis acreditam que, a curto prazo, este enorme fluxo de recém-chegados vai constituir um desafio para as autoridades luxemburguesas.

"São as associações de imigrantes que, ao longo dos anos, adquiriram uma certa experiência na organização de eventos culturais e festivos, e fazem muitas vezes o papel de assistentes sociais. Mas é preciso chamar a atenção das autoridades sobre as consequências deste fluxo migratório para o Luxemburgo e sobre a necessidade de ajudar as associações nesta tarefa", concluiu Antoni Montserrat, vice-presidente do Centro Catalá no Luxemburgo. Carlos de Jesus

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Amanhã e domingo: Imigração em debate no Congresso do CLAE

O sétimo congresso do Comité de Ligação das Associações de Estrangeiros (CLAE) decorre amanhã e domingo na Luxexpo, em Kirchberg.

Este congresso serve de fórum de discussão entre as associações-membro deste organismo, sindicatos e representantes políticos. Este ano, os temas em debate são: o estatuto e a participação dos cidadãos estrangeiros; escola, vida profissional e formação profissional contínua; as práticas culturais e linguísticas; e as condições de vida dos imigrantes. Será também discutida a situação dos cidadãos de países terceiros, que constituem entre 6 e 7% dos moradores do país. Estas discussões servirão de base de plataforma de trabalho para o CLAE nos cinco próximos anos. Este congresso, que decorre de cinco em cinco anos é aberto ao público.
Texto: P.T.A.

sexta-feira, 18 de março de 2011

28° Festival das Migrações, a partir de hoje e até domingo na Luxexpo

Os escritores portugueses Gonçalo M. Tavares e José Maria Pimentel e os cantores cabo-verdianos Cassandra Lobo e David Brazão são alguns dos arrtistas que o Festival das migrações traz este ano ao Luxemburgo.

Desde 1983 que o Comité de Ligação e de Acção dos Estrangeiros (CLAE) organiza, em meados de Março, o célebre Festival das Migrações, das Culturas e da Cidadania, na Luxexpo, em Kirchberg, na capital, onde acorrem anualmente entre 25 e 30 mil pessoas.

Como o próprio nome indica, o certame, que decorre, este ano, entre os dias 18 e 20 de Março, assume-se como o local privilegiado de encontro entre os estrangeiros que residem, trabalhem e vivem no Grão-Ducado e os luxemburgueses.

É a verdadeira praça pública onde todas as culturas se cruzam, misturam e interagem. Uma manifestação que tem como objectivo fomentar uma maior tolerância entre ambas as partes, para que todos se sintam, cada vez mais, cidadãos do Grão-Ducado.

Este evento constitui para muitos um dos eventos mais esperados do ano porque consegue juntar num mesmo espaço todos os quadrantes da sociedade deste país, uma grande maioria das associações de estrangeiros ou interculturais, organizações não-governamentais, instituições públicas e políticas, além de muitos outros intervenientes da vida política, social e cultural nacional.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Luxemburgo: CLAE lança concurso "Fábrica de Escritas"

Na sequência do enorme sucesso que obteve junto do público em 2010, o Comité de Ligação das Associações de Estrangeiros (CLAE) volta a lançar este ano o projecto "La Fabrique des écritures" (Fábrica das Escritas).

Os textos dos participantes serão apresentados no Salão do Livro do 28° Festival das Migrações, marcado para 18, 19 e 20 de Março, na Luxexpo, no Kirchberg, na cidade do Luxemburgo. O projecto destina-se a todos os que queiram enviar trabalhos, seja em texto (verso ou prosa), fotografia, desenho, colagem, graffiti, vídeo ou outro suporte. A iniciativa está aberta a pessoas de todas as idades e nacionalidades, mesmo que não residentes no Luxemburgo. Os trabalhos podem ser realizados em qualquer língua, mas devem inscrever-se na filosofia geral do festival.

As obras podem ser enviadas até 20 de Fevereiro por via postal ou correio electrónico, em CD ou DVD ou em qualquer outro suporte, devidamente assinados e com o contacto do autor, para o e-mail info@clae.lu ou para a seguinte morada: CLAE, La Fabrique des écritures, 26, rue de Gasperich, L-1617 Luxembourg. Todas as informações estão disponíveis em www.clae.lu , na internet.

JLC
(texto e foto)

sábado, 6 de novembro de 2010

Luxemburgo: CLAE organiza hoje Fórum "Por uma cidadania igual para todos"

Sob o slogan "Por uma cidadania igual", o CLAE denuncia a lei luxemburguesa da imigração de 2008, que não só trata de forma diferente cidadãos europeus e não-comunitários, como distingue os imigrantes por categoria profissional. O CLAE considera a lei injusta e discriminatória.

"Uma cidadania igual para todos" é o objectivo e o tema central do fórum "A citoyenneté égale", que o Comité de Ligação das Associações Estrangeiras (CLAE) promove hoje, na Luxexpo, em Kirchberg, entre as 9h30 e as 20h.

"Desde que foi aprovada a nova lei luxemburguesa da imigração em 2008, há novas regras para cidadãos comunitários e de países terceiros. A lei não só trata o cidadão comunitário de forma diferente do cidadão de fora da União Europeia (UE), mas define-o segundo a sua categoria profissional. Isto é claramente uma imigração escolhida, injusta e discriminatória. Queremos uma só lei da imigração para todos. Uma cidadania igual para todos é a mensagem principal do fórum", diz Anita Helpiquet, coordenadora do projecto no seio do CLAE.

Política, emprego, escolarização, valorização da cultura de origem, migração e vida associativa são as seis temáticas que se vão declinar neste fórum nos grupos de trabalho respectivos, para discutir temas como a coesão social das sociedades de acolhimento, a política de imigração, os direitos dos estrangeiros no acesso ao voto, ao emprego, à formação e à habitação, entre outros pontos.

Os temas foram seleccionados por 30 associações que trabalham com estrangeiros no Grão-Ducado e na Grande Região e que participam no fórum. O encontro servirá para lançar o debate em torno destas problemáticas que afectam a imigração não só no Luxemburgo mas nas regiões vizinhas da França e da Alemanha (não participa nenhuma colectividade da Bélgica) e procurar pistas de reflexão e soluções para melhorar a vidas destes cidadãos.

No final do dia, os grupos de trabalho apresentarão as suas conclusões e recomendações aos ministros luxemburgueses da Integração e da Imigração, Marie-Josée Jacobs e Nicolas Schmit, respectivamente, que confirmaram já a sua presença. Marc Fischbach, provedor do cidadão ("Ombudsman" ou "Médiateur"), estará igualmente presente, e Viviane Reding, comissária europeia de Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania, intervirá a partir de Bruxelas, por vídeo-conferência.

"Dentro da UE, todos os cidadãos são iguais. Pelo menos no papel, já que na prática a França abriu este Verão um vergonhoso precedente ao expulsar cidadãos comunitários de volta para a Hungria e a Roménia. Do lado de fora, a UE mais parece uma fortaleza. E mesmo quando esses imigrantes conseguem passar para o lado de cá, deparam-se com mais dificuldades e vêem-se frequentemente excluídos da vida social e política", denunciam ainda os responsáveis do CLAE.

O encontro é organizado com o apoio do Gabinete Luxemburguês de Acolhimento e Integração (OLAI, na sigla em luxemburguês) e do fundo europeu para a integração dos cidadãos não-comunitários.

As línguas de trabalho do fórum são o francês e o alemão (com tradução simultânea). Para mais informações, contactar o CLAE, pelo tel. 29 86 86 (ou no site www.clae.lu).

sábado, 20 de março de 2010

Festival das Migrações, este fim-de-semana: Destaques lusófonos

Sábado

– Stand da Amizade Portugal-Luxemburgo (APL): Presença dos escritores portugueses residentes no Luxemburgo : António Moreira, António de Vasconcelos Nogueira e Jaime Baião.

– 16h40, hall 3 (palco principal): Actuação do conjunto Jamatodos (músicos portugueses e do Burkina Faso); às 18h40, o grupo de dança 100% Tugas .

– 16h30, hall 2 (pequeno palco): Actuação dos conjuntos cabo-verdianos “Melodia d’nos Terra” e, às 18h, “Lua Nova”.

– 15h30, sala 2, Salão do Livro: Encontro com o escritor luso-guineense Celestino Monteiro de Macedo.

– 15h30, sala 3, Salão do Livro: Encontro com a escritora infanto-juvenil Rosário Alçada Araújo.

– 18h, no espaço infantil do Salão do Livro: Peça de teatro em português "O macaco que queria ser gente" , da autoria de Margarida Cachada e interpretado pela trupe da CCPL-Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo.

– 21h, hall 3: Espectáculo com o conjunto brasileiro do Luxemburgo "Aki da Samba” e os grupos vindos da Alemanha, "Brazil Connection" e "Aquarelas do Brasil” . Entrada: 5 euros. (ver artigo principal nesta página).

Domingo

– 14h, hall 3 (palco principal): Actuação do conjunto de dança cabo-verdiano de Wiltz, Deixa Mundo Papia ; às 14h50, Cabo Verde New Generation ; às 16h, Cantares Portugueses de Gilsdorf ; às 16h30, African Dancers , da Guiné-Bissau; às 17h40, Campinos da União ; e às 18h20, as danças e os batuques tradicionais dos "Cabo Verde Nos Kultura” .

– 16h30, hall 2 (pequeno palco): Actuação do grupo cabo-verdiano Tradiçon ;

–15h30, espaço infantil do Salão do Livro: Encontro com a escritora portuguesa Vanda Furtado Marques.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Salão do Livro / Festival das Migrações: Escritores da Lusofonia

Os escritores de língua portuguesa não foram esquecidos no 10° Salão do Livro e das Culturas. Celestino Monteiro Macedo (Guiné-Bissau/Portugal), Rosário Alçada Araújo (Portugal) e Vanda Furtado Marques (Portugal) são os três escritores lusófonos que se deslocam de Portugal para participar pela primeira vez neste certame.

No sábado, dia 20, pelas 15h30, há um encontro com Celestino Monteiro Macedo na sala 2, do Salão do Livro. Nascido na Guiné-Bissau e hoje residente em Portugal, o autor fundou em Lisboa o Centro de Ciências e da Cultura para o Desenvolvimento de África e é também professor de Filosofia na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia de Lisboa. O encontro com o escritor é proposto pelo Comité Spencer e a associação luso-guineense Bissau-Lanta, e decorre em língua portuguesa com interpretação simultânea em francês.

No mesmo dia, à mesma hora, tem lugar, na sala 3 do Salão do Livro, um encontro com Rosário Alçada Araújo. A escritora nasceu em Lisboa em 1973 e em 2002 publicou o seu primeiro livro para crianças, "A História da Pequena Estrela". Este encontro é uma proposta da associação Amizade Portugal-Luxemburgo.

No domingo, pelas 15h30, o encontro literário é com Vanda Furtado Marques no espaço de animação infantil (hall da entrada principal da Luxexpo, à esquerda). A escritora nasceu em 1969 em Portugal e além de ser uma brilhante contadora de histórias para crianças, é licenciada em História e trabalha como professora no concelho de Alcobaça. Este encontro é uma iniciativa da associação Os Amigos do 25 de Abril (A25A).

Para além dos escritores vindos de Portugal, estão ainda presentes vários autores portugueses residentes no Luxemburgo: António Moreira (poesia), Jaime Baião (romance) e António de Vasconcelos Nogueira (historiador e investigador), vão estar no stand da associação Amizade Portugal-Luxemburgo (APL), que conta também com outras presenças já habituais, como a escritora de literatura infantil Dulce Rodrigues e o escritor Antero Fernandes Monteiro.

Jessica Lobo

Festival das Migrações, este fim-de-semana: As exposições que sugerimos

Entre as muitas actividades propostas no âmbito do 27° Festival das Migrações, há várias exposições. Os nossos destaques vão para:

26 rostos de Tondela
– "Memória: A Marca Humana de 26 Freguesias do Concelho de Tondela", na entrada principal do festival. Trata-se de uma mostra sobre 26 memórias recolhidas em diversos suportes: fotografía, vídeo e registro sonoro. A exposição, concebida em 2006 por Carlos Teles (fotos), José Rui Martins (textos) e Zé Tavares (composição gráfica), é uma produção da ACERT (Associação Cultural e Recreativa de Tondela) e já foi mostrada em Portugal e Galiza, chegando este ano ao Luxemburgo.

Carnaval da Guiné
– "Carnaval Animista na Guiné-Bissau”, fotografias do francês Jean-Marc Cotta, no hall 3. Durante a colonização da Guiné-Bissau pelos portugueses, estes transmitiram aos guineenses a tradição do Carnaval. Hoje, esta subsiste, no entanto, de uma forma muito peculiar. As 46 etnias do país, essencialmente animistas, misturam os rituais ancestrais e as modas carnavalescas, adaptando-as às suas danças, cantos e músicas. Uma reportagem fotográfica realizada dias antes do assassinato (em 2 de Março de 2009) do presidente da República guineense, João Bernardo Vieira, mais conhecido por "Nino" Vieira. Esta exposição é organizada pelas associações Calliope e Bissau-Lanta, e conta também com fotos de dois fotógrafos de origem guineense radicados no Luxemburgo, Davidson Cruz e Ednei Jauando Baldé.

Pintura de Cabo Verde
– Mostra de obras dos jovens pintores cabo-verdianos residentes no Luxemburgo, Tomaz Medina e Lucas Teixeira , no hall 3.

Jessica Lobo

Festival das Migrações: Salão do Livro à procura do reconhecimento das autoridades culturais

Lançado no ano 2000, o Salão do Livro e das Culturas, integrado no Festival das Migrações, tem crescido de ano para ano, granjeando a simpatia e o carinho do público e alcançando o sucesso e a legitimidade de um Salão do Livro que nunca existiu a nível nacional no Grão-Ducado.

"É com satisfação que chegamos a este 10° aniversário. Quando lançámos o Salão do Livro nunca pensámos chegar a uma décima edição, dados os custos que desde logo o projecto acarretou. O salão é algo muito dispendioso que absorve quase um terço do orçamento global do festival, ou seja, cerca de 120 mil euros dos 400 que custa o festival. Até agora temos apenas contado com um subsídio por parte do Ministério da Integração e da autarquia da capital. O Ministério da Cultura não reconhece o nosso salão e apesar dos pedidos insistentes, os subsídios desse Ministério também nunca chegaram", diz Jean-Philippe Ruiz, do CLAE.

"Este Salão do Livro emana da nossa maneira de pensar as culturas presentes no Luxemburgo. Não é um certame para profissionais, os escritores e autores convidados são-no através das associações participantes no festival. Claro que sabemos que este não é um salão como os das grandes cidades europeias como Paris ou Frankfurt. Apesar disso, saliente-se que enquanto no último Salão do Livro de Paris estiveram 80 escritores convidados, o nosso contará este ano com mais de uma centena de escritores, vindos dos quatro cantos do mundo", faz questão de precisar Ruiz.

"A própria maneira como concebemos o certame é próprio à filosofia que lhe queremos imprimir. Não existem espaços nacionais, mas por línguas: temos as literaturas hispânicas, lusófonas, francófonas, anglófonas... As literaturas são por definição espaços abertos propícios às interpenetrações e à interculturalidade. É disso que queremos que o salão seja o reflexo, algo a que poderíamos chamar ‘as modernas humanidades’, ou seja, uma outra forma de apreender o mundo e os outros", diz Ruiz..

O Salão do Livro e das Culturas abre oficialmente esta sexta-feira às 18h e prolonga-se até domingo à mesma hora. O certame conta este ano com mais de 100 escritores, dos quais cerca de meia dúzia representando a Lusofonia, 40 debates e encontros literários, 20 espaços literários e cerca de 30 mil livros. A Formosa (Taiwan) participa pela primeira vez no salão. Em anos anteriores, o certame recebeu uma média de 10 mil visitantes por dia.

JLC

Festival das Migrações: Debates que destacamos

– Sábado, 14h, sala do 2° andar: Debate sobre "A educação da diversidade no sistema escolar luxemburguês” , com vários especialistas da educação e das migrações

– Sábado, 15h30, hall 1: Conferência "Os Portugueses no Luxemburgo – história e memória: da época moderna à época contemporânea” , com o investigador António de Vasconcelos Nogueira, organizado pelo jornal CONTACTO.

– Domingo, 15h30, hall 1: "A situação das pessoas a quem foi recusado o direito de asilo”, com o ministro da Imigração, Nicolas Schmit, a ministra da Família e da Integração, Marie-Josée Jacobs, Christiane Mergen, da Comissão Parlamentar da Imigração, Antoni Monserrat (CLAE), Jean Lichtfous (ASTI) e Sylvain Besch (Sesopi-Centro Intercomunitário)

– Domingo: 15h30, sala 2: "A comunidade cigana na Europa”

27° Festival das Migrações, das Culturas e da Cidadania

As malhas interculturais que a imigração tece

Todos os anos, o mês de Março é a oportunidade deste encontro ímpar, o festval das Migrações, das Culturas e da Cidadania, verdadeira montra do patchwork cultural e identitário que constituem as comunidades estrangeiras radicadas no Luxemburgo.

De sexta a domingo (de 19 a 21 de Março) decorre na Luxexpo, em Kirchberg, na cidade do Luxemburgo, o 27°Festival das Migrações, das Culturas e da Cidadania.

Todos os anos, o mês de Março é a oportunidade deste encontro ímpar, verdadeira montra do p atchwork cultural e identitário que constituem as comunidades estrangeiras radicadas no Luxemburgo.

O Festival das Migrações é o palco no qual os não-luxemburgueses e o mundo associativo que dele emana exponham a cultura que trouxeram consigo na bagagem quando para aqui imigraram.

Mas longe de ser apenas uma vitrina cultural e lúdica, as comunidades estrangeiras têm imprimido ao evento um cariz e um conteúdo cada vez mais social e político e este passou a ser uma tribuna privilegiada onde o mundo associativo que representa os imigrantes no Grão-Ducado aproveita para lançar, discutir e debater novas formas de diálogo com a sociedade de acolhimento, bem como com as outras comunidades. E assim têm forjado, ao longo dos anos, novos conceitos, novas definições, novos horizontes, novas identidades, novas culturas, um novo Luxemburgo.

Este festival, afirma-o que o conhece, lança anualmente verdadeiras pedras basilares para que juntos, luxemburgueses e não-luxemburgueses, possamos continuar a recriar a ideia do Luxemburgo como país de acolhimento e como nação, sem que seja forçosamente em detrimento (entenda-se "perda de identidade") de uns ou de outros.

Integrado no Festival das Migrações, tem lugar desde o ano 2000 o Salão do Livro e das Culturas.

Ambos os eventos arrancam sexta-feira e decorrem até domingo numa organização do Comité de Ligação das Associações de Estrangeiros (CLAE). Este ano, o festival acolhe mais de 300 stands emanando das cerca de 180 comunidades, culturas e nacionalidades radicadas no Luxemburgo.

Como habitualmente, a cerimónia oficial de abertura do festival tem lugar no sábado, às 15h, no palco principal (hall 3), com uma palavra de boas-vindos do presidente do CLAE, Furio Berardi, seguindo-se o discurso da ministra da Família e da Integração, Marie-Josée Jacobs, e do burgomestre da capital, Paul Helminger, na presença das autoridades, convidados, representantes do corpo diplomático e das associações participantes.

Noite brasileira é momento alto

Este ano, o país em destaque é o Brasil. Assim, os concertos de sábado à noite, dia 20 de Março, acolhem no palco principal do festival, no hall 3, a partir da 21h.no 27° os grupos Aki da Samba, do Luxemburgo, e dois vindos da Alemanha: Brazil Connection e Aquarelas do Brasil. "Aquarelas do Brasil", o que significa o mesmo do que as cores (aguarelas) do Brasil, é já há 15 anos um dos melhores espectáculos de música e danças brasileiras na Europa. O grupo, que se faz acompanhar pela sua orquestra Brazil Connection, convida o público a descobrir as culturas do Brasil (Entrada: 5 euros).

Tubo de ensaio para uma mundialização mais humana

Para o CLAE, que organiza o Festival das Migrações desde 1981, o evento reivindica-se cada vez mais como "uma manta de retalhos", um tubo de ensaio, plataforma privilegiada para "uma mestiçagem cultural" que "permite reduzir a descontinuidade do Mundo", pode ler-se no manifesto de intenções desta 27a edição.

O mundo, em rápida transformação, em pleno processo de mundialização, vai alterando, considera Jean-Phillippe Ruiz, do CLAE, "os intercâmbios, as heranças, as memórias, as tradições, as identidades" e até "os tempos colectivos, os hábitos e os rituais", que parecem "desvanecer-se em nações que se reinventam(…), se supranacionalizam (…) ou procuram um equilíbrio entre fé e razão (…)".

Tudo isso conduz, ainda segundo os responsáveis do CLAE, à "recomposição das referências políticas, das solidariedades e obriga a redefinir conceitos como a cidadania". A cidadania que é precisamente um dos títulos que o festival assumiu desde o ano de 2000.

O CLAE pretende assim afirmar que preconiza a integração pela cidadania de todos os estrangeiros do país. O CLAE defende ainda que o evento é primordial nesse sentido, pois promove o encontro e o debate entre as associações, visitantes, artistas, escritores, autóctones e alóctones, todos os que vivem neste país.

É esta promoção e dinamização da interculturalidade e esta interacção que contribuem, defende o CLAE, para "discutir, tecer, tricotar, experimentar novos conceitos de identidade e de cidadania" e até para redefinir relações intercomunitárias e internacionais.

JLC

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Reportagem: A guerra das bibliotecas - discórdia entre CLAE, CCPL e associação "Il était une fois"

A Biblioteca "Ermesinde" da CCPL
fica situada no n°6, rue René Weimerskirch, em Gasperich
...

...a cem metros dali, no n°6, rue Tony Bourg,
fica situada a Biblioteca "Il était une fois"
Fotos: Serge Waldbillig

A Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo (CCPL) contesta a atribuição por parte do Comité de Ligação e de Acção dos Estrangeiros (CLAE) de instalações à associação "Il était une fois" para a criação de uma biblioteca de bairro, em Gasperich, na capital.

A CCPL diz que já havia pedido ao Fundo de Alojamento, à autarquia da capital e até ao CLAE um espaço nesse bairro para instalar a sua biblioteca. A CCPL, com sede nesse bairro (no n°6, rue René Weimerskirch), garante que não entende a decisão do CLAE (26, rue de Gasperich) uma vez que já existia a biblioteca da CCPL, apenas a 100 metros do espaço onde abriu agora a nova biblioteca (n°6, rue Tony Bourg).

"Há já um ano e meio que a confederação apresentou uma candidatura ao Fundo de Alojamento para instalar nesse espaço desocupado a sua própria biblioteca, a funcionar desde há cerca de um ano na sede da CCPL", explica Mili Tasch-Fernandes da direcção da confederação e uma das mentoras deste projecto.

"O pedido de auxílio foi aceite pela autarquia, o burgomestre ofereceu todo o mobiliário das antigas instalações da Biblioteca Municipal, que colocámos num depósito para móveis e pelo qual estamos a pagar 300 euros por mês de aluguer", indigna-se a responsável. "Mas", acrescenta, "o Fundo de Alojamento nunca nos respondeu". Recentemente a Confederação viu um espaço desocupado em Gasperich ser atribuído a uma outra associação para a criação de uma biblioteca semelhante. O espaço foi atribuído ao CLAE pelo Fundo de Alojamento e através deste à associação "Il était une fois".

"A CCPL não entende a decisão até porque", explica Mili Tasch, "também pedimos ao CLAE a cedência de um espaço e este não respondeu favoravelmente".

O presidente do CLAE, Franco Barilozzi explica em sua defesa, ao CONTACTO, que só soube da existência da biblioteca da CCPL depois de ter atribuído o espaço à associação "Il était une fois".

Por seu lado, Luciana Griz, da associação "Il était une fois", conta que há já cinco anos que o projecto de biblioteca da sua associação procurava um local. Haviam dirigido pedidos ao Fundo de Alojamento e outras entidades, sem nunca terem obtido resposta. Depois de entrarem em contacto com o CLAE, foi finalmente esta associação que lhes cedeu um espaço.

Mas a responsável da CCPL diz ter ficado sobretudo indignada não só porque o espaço para criar essa biblioteca foi entregue a uma associação que nunca desenvolveu qualquer trabalho social, associativo ou cultural nesse bairro, "como até sabemos que alguns dos serviços que vai prestar serão pagos, quando os que a nossa estrutura presta são todos gratuitos".

Luciana Griz admite que a sua associação não desenvolveu até agora trabalho cultural "especificamente" em Gasperich, "mas é activa há cinco anos em todo o país". E acrescenta: "Quando solicitámos um local ao Fundo de Alojamento não pedimos que fosse em Gasperich. Ao contactar o CLAE tivemos sorte que eles nos cedessem um espaço que, por acaso, é nesse bairro".

Quanto ao pagamento de serviços, Luciana Griz explica que para consultar livros na biblioteca o acesso é público e gratuito, mas que o empréstimo de livros se faz apenas aos membros da associação ou aos detentores de um cartão de leitor, o que custa 15 euros anuais. "Temos também oficinas de música para crianças até aos três anos e ateliês de leitura, cuja participação custa 2 euros, o que é um preço simbólico e constitui uma ajuda financeira para dinamizar a associação que não tem outras entradas de dinheiro", explica Luciana. Por seu lado, Mili Tasch anuncia que já enviou uma carta ao presidente do Fundo de Alojamento e à ministra da Família para explicar toda a situação e para apurar os motivos que levaram esta instituição a não responder às cartas da CCPL. Mili Tasch faz questão de lembrar que a CCPL é uma organização sem fins lucrativos e, como tal, não possui meios próprios para acarretar sozinha o aluguer de um espaço que reuna todas as condições para o bom funcionamento da biblioteca. Actualmente, a biblioteca da CCPL, denominada "Biblioteca Ermesinde", está a funcionar na sede da associação "num espaço exíguo que também inclui uma mediateca, levando a que muitas das obras que foram doadas estejam em caixotes numa cave, correndo o risco de se danificarem e dificultando o trabalho dos funcionários", lamenta Mili Tasch.

A Biblioteca Intercultural Ermesinde" possui cerca de cinco mil obras disponíveis em 10 línguas (português, francês, inglês, luxemburguês e alemão), desde o romance à poesia, passando pela economia, a história e a literatura infantil. Todos os livros foram oferecidos à biblioteca por particulares que desejam apoiar este projecto. Segundo a CCPL, 300 leitores frequentam assiduamente este espaço. A Biblioteca Ermesinde está aberta ao público das 10h ao 12h e das 15h às 18h. Para requisitar livros basta ser titular de um cartão de leitor, cuja aquisição é gratuita.

A cerca de 100 metros dali, no n°6, rue Tony Bourg, funciona a Biblioteca "Il était une fois", com um espólio que conta cerca de mil obras. Esta estrutura aberta às segundas, das 8 às 11h; às terças e sábados, das 15 às 17h.

Até à hora do fecho desta edição todos os contactos tentados com os serviços do Fundo de Alojamento para falar com um responsável sobre esta questão revelaram-se infrutíferos.

Quem lucra com este estado das coisas? Os moradores de Gasperich, com certeza, cujo bairro, zona de habitação mista que conta moradias unifamiliares e alojamentos sociais, passam a poder usufruir de duas bibliotecas interculturais quando tantos outros bairros e até localidades deste país nem uma têm. Pelo menos, é a ilação que tiramos disto tudo depois de ouvirmos as partes envolvidas nesta "guerra de bibliotecas".

José Luís Correia/Aneli Silva

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Luxemburgo: CLAE organiza debates sobre reinserção dos estrangeiros

A partir de Dezembro e no âmbito do projecto da Grande Região "Por uma cidadania Igual", decorrem três mesas redondas sobre a reinserção socioprofissional dos estrangeiros oriundos de países terceiros, numa organização do Comité de Ligação das Associações Estrangeiras (CLAE) que também integra o projecto.

O primeiro debate sobre "O acesso ao emprego dos imigrantes" tem lugar a 3 de Dezembro, das 9h30 às 16h, no Home St.Jean, na av. Gaston Diederich, n°110, na capital. O segundo, decorre em Trier, a 14 de Janeiro do próximo ano, e tem por tema "As novas experiências à volta da luta contra as discriminações". Finalmente, a terceira mesa redonda acontece em Metz, a 11 de Fevereiro de 2010 e trata da "Igualdade social e cultural". Os debates estão abertas ao público e requerem reserva.

Mais informações podem ser obtidas pelo tel. 29 86 86-1, por correio electrónico anita.helpiquet@clae.lu ou no portal www.clae.lu, na internet.

sábado, 14 de novembro de 2009

Luxemburgo: Associação de pais cabo-verdianos organiza debate sobre drogas, este sábado

A Associação de pais cabo-verdianos organiza este sábado, 14 de Novembro, um debate sobre drogas e toxicodependência em colaboração com a Polícia.

A conferência visa informar os pais sobre os perigos das drogas, alertando-os para os sinais de alarme a que devem estar atentos. O tipo de drogas que atraem os adolescentes, quais são as drogas legais e as ilegais, como podem os pais aperceber-se de que os adolescentes consomem drogas, são alguns dos temas incluídos no programa.

A conferência, proferida por Steve Goedert, do Centro de Prevenção da Polícia, realiza-se este sábado, dia 14, às 17h, na sala de reuniões do Comité de Ligação das Associações Estrangeiras (CLAE), que fica no número 26, rue de Gasperich, na cidade do Luxemburgo.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

ASTI: "Cidadãos estrangeiros devem ter acesso a cargos da Função Pública"

A Associação de Apoio aos Trabalhadores Imigrantes (ASTI) reivindicou na quarta-feira da semana passada a "abertura da Função Pública aos cidadãos estrangeiros".

A associação considera positiva a intenção do novo Governo de tornar os cargos da Função Pública acessíveis a cidadãos comunitários, pois a ASTI vê esse direito como sendo "uma extensão da democracia".

Contudo, a ASTI não concorda com o facto de os residentes não-comunitários, apesar de poderem ser eleitos para os cargos de burgomestre e vereador, e até decidir a atribuição de empregos a nível municipal, estes apenas abertos a cidadãos luxemburgueses, estarem excluídos dos mesmos – contradição esta completamente incompreensível para a associação.

Além disso, a ASTI clama pelo fim do da cláusula de residência de cinco anos que autoriza a participação dos residentes estrangeiros oriundos da União Europeia e de países terceiros nas eleições comunais. Os três meses necessários para as formalidades de inscrição nas listas eleitorais são suficientes, defende a associação.

Por seu lado, o Comité de Ligação das Associações Estrangeiras (CLAE) queixa-se do novo Executivo por não ter previsto rever a lei sobre a nacionalidade que aumentou o prazo de residência de cinco para sete anos. No que respeita as exigências linguísticas, a plataforma de associações estrangeiras advoga a substituição dos testes de avaliação por certificados de participação em aulas de língua e cultura luxemburguesas.

Em reacção à disposição dos ministérios do novo Executivo, ASTI e CLAE deploram que a pasta da Imigração e o Gabinete de Acolhimento e Integração ("Office d'accueil et d'intégration" ou OLAI) não façam parte de um só ministério.

O CLAE diz ainda lamentar que o Governo não tenha avançado pormenores no seu programa quanto à forma de pôr em prática a lei sobre a imigração e integração dos estrangeiros, votada em Novembro de 2008.

NC

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Luxemburgo/Vida Associativa: Furio Berardi é novo presidente do CLAE


O italiano Furio Berardi é o novo presidente do Comité de Ligação das Associações de Estrangeiros (CLAE), sucedendo ao catalão Antoni Montserrat, que liderou a plataforma associativa nos últimos seis anos.

O novo presidente quer que o CLAE continue a ser "reivindicativo, incisivo, dentro de uma base sindical", mas que estas acções sejam "interpretadas numa base de parceria e diálogo importantes e abertos, quando chega a hora de apresentar soluções e de as ver aplicadas".

Sustentado pelas resoluções adoptadas a 17 de Junho em Assembleia Geral, Furio Berardi já enviou essas mesmas propostas ao formador do novo Governo, Jean-Claude Juncker.

No documento, a associação reclama a redução do período de residência para pedir a nacionalidade, de sete para cinco anos, assim como o aligeiramento das exigências linguísticas relativas ao luxemburguês, passando pelos direitos eleitorais (diminuição do tempo de residência para votar).

O CLAE exige ainda a atribuição automática de cuidados mínimos de saúde para todos os imigrantes ainda não legalizados que vivam em território luxemburguês.

A educação também não é esquecida, propondo o CLAE que as formações profissionais sejam dadas em língua francesa e alemã.

Rejeitando o termo "comunitarismo", Furio Berardi é fiel aos valores interculturais preconizados pelo CLAE desde o início. "A nossa missão é de dar uma resposta a todas as associações, seja qual for a sua origem, que nos pedem ajuda. No entanto, um apoio social e associativo mais particular e individual pode ser encontrado no CLAE Serviços", o braço logístico e administrativo do CLAE, subvencionado pelo Ministério da Família e dirigido por Franco Barilozzi.

Berardi recorda que "grande parte das leis relacionadas com os direitos de cidadania e da imigração hoje em vigor foram reivindicadas pelo CLAE já há alguns anos".

"Como conhecemos plenamente os problemas das associações, porque trabalhamos no terreno, somos portanto parceiros sérios e incisivos quando chega a hora de negociar e reivindicar junto das autoridades no interesse do mundo associativo no Luxemburgo", defende o novo presidente.

Além de Furio Berardi, os novos dirigentes do CLAE incluem Evelyne Dossou-Santos, vice-presidente; Acácio Pinheiro, vice-presidente; Susana Galaviz Magallanes, tesoureira; João Ricacho, vogal; Bashkim Hazizaj, vogal; e Tommaso Panza, vogal.

Texto e foto: Gualter Veríssimo