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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Luxemburgo: Partido ADR quer referendar eléctrico

Esboço do eléctrico na avenue de la Liberté, segundo concebido pelo gabinete de arquitectos londrino "Lifschutz Davidson Sandilands" vencedor do concurso para a construção da linha do futuro eléctrico na capital luzxemburguesa Imagem: Lifschutz Davidson Sandilands

O Partido Alternativo Reformador Democrático (ADR) entregou recentemente no Parlamento luxemburguês uma proposta de lei para obter a realização de um referendo com o objectivo de consultar a população se é favorável à construção do eléctrico ("Tram") ou se prefere uma linha de metro ("City Tunnel") para a cidade do Luxemburgo.

"Nas questões importantes, deve-se consultar o povo", lança o deputado do ADR, Jacques-Yves Henckes, sublinhando que já foram gastos 10 milhões de euros do erário público em projectos e estudos.

Henckes acrescenta que "nunca houve um verdadeiro debate" e estima que "o investimento no futuro projecto de mobilidade será consequente e irá determinar em que condições as pessoas irão trabalhar e fazer compras na cidade".

O presidente do grupo parlamentar do ADR, Gast Gibéryen, propõe que o referendo tenha lugar ao mesmo tempo que as próximas eleições comunais (autárquicas) em Outubro de 2011.

Importa relembrar que a 10 de Março de 2009 foi apresentado o vencedor do concurso para a construção do futuro eléctrico da capital, nomeadamente o gabinete de arquitectos londrino "Lifschutz Davidson Sandilands".

Na mesma ocasião, o então ministro dos Transportes, Lucien Lux, previu que as obras arrancassem em 2011, devendo a primeira linha do eléctrico estar a funcionar em 2014.

Do seu lado, o ADR sempre defendeu a construção de uma linha ferroviária subterrânea para a capital, inspirando-se do projecto já em execução na cidade alemã de Leipzig.

NC

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Luxemburgo: Eléctrico na capital, um projecto que tarda, que tarda...

Projecto de eléctrico para a cidade do Luxemburgo (na imagem, a place de Paris em 2015 ou 2020), segundo a Lifschutz Davidson Sandilands, empresa que venceu o concurso da GIE Luxtram

"O dossier do eléctrico está a avançar bem", garantiu esta semana o novo ministro dos Transportes e do Desenvolvimento Sustentável, Claude Wiseler (CSV).

"Não vejo outra alternativa para a mobilidade do que o conceito já elaborado pelo Governo", disse o ministro referindo-se ao projecto "Mobilidade 2020", que prevê as infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias e as conexões intermodais a criar até ao ano 2020. O eléctrico é uma das pedras basilares do projecto "Mobilidade 2020".

A declaração de Wiseler surge como resposta ao que dissera a sua colega de partido, Martine Stein-Mergen, dias antes em entrevista ao Wort.

"Enquanto as finanças públicas não estiverem saneadas, deveríamos voltar a analisar mais uma vez as soluções alternativas ao projecto do eléctrico para a capital", disse a deputada, que é também chefe de secção do Partido Cristão-Social (CSV) na cidade do Luxemburgo. A deputada quer que o orçamento do projecto volte a ser calculado e que se estude também o custo eventual de um eléctrico subterrâneo.

Na sequência da declaração de Stein-Mergen, o Partido Alternativo Reformador Democrático (ADR) - desde sempre opositor do eléctrico e defensor do projecto de um metro - aproveitou a deixa e critica não só a deputada de ter "copiado os projectos do ADR", como acusa o CSV de ter utilizado o eléctrico como promessa eleitoral, não acreditando, lê-se num comunicado, que o projecto seja um dia realidade.

Também os socialistas (LSAP), parceiros de coligação do CSV, criticam Stein-Mergen, acusando-a de "torpedear" os projectos do seu próprio partido e do Governo.

O antigo ministro dos Transportes, o socialista Lucien Lux (que lançou o projecto "Mobilidade 2020" em 2007), insta o seu sucessor, Claude Wiseler, a dar garantias de que o projecto do eléctrico vai mesmo avante, segundo o que estipulavam os acordos feitos entre o CSV e o LSAP.

O projecto do eléctrico na capital deverá numa primeira fase (2015-2020) ligar o aeroporto do Findel à gare central, atravessando o Kirchberg, o Glacis, o boulevard Royal (na imagem), a ponte Adolphe e a avenue de la Liberté.

Numa segunda fase, deverá passar por estações periféricas situadas em Cessange, Hollerich, Howald, entre outras.

Com este projecto, o objectivo do Governo luxemburguês é promover a mobilidade fácil e rápida dentro da capital, através de um transporte público agradável e ecológico, em detrimento dos automóveis, que têm vindo a aumentar exponencialmente, nos últimos anos, o tráfego e os engarrafamentos dentro da cidade.

Uma ideia do fim dos anos 80

Facilitar a circulação e a mobilidade entre a capital, o resto do país e as regiões fronteiriças era a ambição primeira do BTB ("bus-tram-bunn", ou autocarro-eléctrico-comboio), quando foi apresentado em 1993.

Hoje, essa necessidade é ainda mais premente. A população do país aumentou três vezes mais do que o previsto, o número de postos de trabalho na capital viu-se multiplicado por 20 e o movimento de trabalhadores transfronteiriços é hoje quase 30 vezes superior ao do princípio dos anos 90.

Acresce que o aumento constante do fluxo dos utentes nos autocarros urbanos da capital faz com que as projecções alertem para que bem antes de 2020 se atinja o limite da capacidade de transporte e gestão de passageiros. Em 2020 deverão registar-se entre a Gare e o Centro Hamilius entre 60 e 80 mil movimentos de passageiros nos dias úteis, o que representa a passagem de cerca de 10 a 12 mil utentes nas horas de ponta naquele eixo.

A ideia de um eléctrico para a capital como meio de transporte prioritário tinha sido lançado desde o fim dos anos 80 pelo "Movimento Ecológico".

José Luís Correia

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Luxemburgo: Dossier do eléctrico "está a avançar bem", garante ministro dos Transportes

"O dossier do eléctrico está a avançar bem", garantiu esta semana o novo ministro dos Transportes e do Desenvolvimento Sustentável, Claude Wiseler (CSV).

"Não vejo outra alternativa para a mobilidade do que o conceito já elaborado pelo Governo", disse Wiseler.

Esta declaração de Wiseler surge para responder ao que disse há dias a sua colega de partido, Martine Stein-Mergen, em entrevista ao Wort.

"Enquanto as finanças públicas não estiverem saneadas, deveria voltar a analisar-se mais uma vez as soluções alternativas ao projecto do eléctrico para a capital", disse a deputada que é também chefe de secção do partido na cidade do Luxemburgo.

Na sequência da declaração de Stein-Mergen, o partido ADR - desde sempre opositor do eléctrico e defensor do projecto de um metro subterrâneo - voltou a dizer que o CSV utilizou o eléctrico como promessa eleitoral e não acredita que o projecto seja um dia realidade.

O projecto do eléctrico na cidade do Luxemburgo deverá numa primeira fase (2015-2020) ligar o aeroporto do Findel à gare central, atravessando o Kirchberg, o Glacis, a ponte Adolphe e a avenue de la Liberté.

Numa segunda fase deverá passar por estações periféricas situadas em Cessange, Hollerich, Howald, entre outras.

Com este projecto, o objectivo do Governo luxemburguês é promover a mobilidade fácil e rápida dentro da capital através de um transporte público agradável e ecológico, em detrimento dos automóveis, que têm vindo a aumentar exponencialmente nos últimos anos o tráfego e os engarrafamentos dentro da cidade.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Luxemburgo: ADR quer riscar eléctrico do Orçamento de Estado

Projecto da Lifschutz para o eléctrico que deverá chegar à cidade do Luxemburgo em 2015 (na imagem, projecto para a avenue de la Liberté)

Com apenas quatro deputados, o ADR (Partido Alternativo Reformador Democrático) marca a sua rentrée parlamentar com ataques à coligação governativa CSV-LSAP. Agora o visado é o projecto de Orçamento de Estado (OE) para 2010, as despesas nele previstas e a política financeira do Executivo. O primeiro ataque é desferido contra o projecto do eléctrico na capital (previsto para ser uma realidade em 2015).

"É preciso acabar com as despesas e os estudos para o eléctrico. Muitos políticos dizem que o eléctrico não será construído. Então não vale a pena conservar as aparências, é preciso riscá-lo do OE", insiste o líder do partido, Gast Gibéryen. Na mesma ordem de ideias, o ADR quer acabar com o projecto de construção de uma linha férrea entre a gare e o aeroporto do Findel.

"O ADR sabia e tinha-o previsto", denuncia Gibéryen, relativamente ao défice orçamental de 1,6 mil milhões de euros que a administração pública deverá registar em 2010. Às promessas eleitorais, o ADR opõe números. "Vinte anos de boom económico, 20 anos de receitas recordes, 20 anos com o mesmo ministro das Finanças e agora os cofres do Estado estão vazios em tempos de crise", ataca o líder do ADR. Mas admite que "o Governo não tem, efectivamente, outra solução senão pedir um empréstimo" para assegurar uma política anti-cíclica.

Os deputados do ADR querem explicações detalhadas sobre a situação financeira e um plano quinquenal de evolução orçamental.

O ADR exprimiu ainda os seus receios quanto a um desmantelamento social na próxima reunião da Tripartida, sublinhando que "nem os cidadãos nem as PME (Pequenas e Médias Empresas) devem pagar a crise".

F. Pinto

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Luxemburgo: Sindicalistas querem eléctrico para a capital

Os sindicatos do sector ferroviário, Landesverband e Syprolux, uniram esforços para reclamar a construção do eléctrico (tram) na cidade do Luxemburgo com a máxima urgência.

Para levar a cabo este objectivo, as delegações dos dois sindicatos manifestaram-se a 8 de Julho frente ao Ministério do Trabalho. No local, estavam representantes dos cristãos-sociais (CSV) e dos socialistas (LSAP), que negoceiam actualmente os termos da futura coligação governamental.

Para os sindicatos do sector ferroviário, esta foi a forma encontrada para incentivar o Governo a pôr em marcha o projecto-lei que prevê a construção do eléctrico. Os sindicatos querem que o investimento necessário seja previsto no Orçamento do Estado de 2010 e exigem que a gestão do eléctrico fique nas mãos do sector público.

Para Georges Bach, presidente da Syprolux e eurodeputado pelo CSV, é impensável diminuir as verbas destinadas à construção das infra-estruturas destinadas ao eléctrico, apesar da conjuntura económica actual.

"O eléctrico é um investimento para o futuro e é igualmente um meio de transporte que ajudará a preservar o ambiente", defendeu.

O ministro do Emprego, François Biltgen, reeleito pelo CSV, e Lucien Lux (antigo ministro do Ambiente, reeleito pelo LSAP), garantem que a construção do eléctrico se fará. os dois responsáveis políticos não avançaram, no entanto, quaisquer datas.

A. Silva