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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Eleições Comunais/9 de Outubro: Mais quatro candidatos lusófonos

O número de candidatos lusófonos às eleições comunais de 9 de Outubro continua a aumentar.

Déi Lénk - Em Sanem, o partido "Déi Lénk" (A Esquerda) tem Manuel da Silva entre os nove candidatos apresentados em finais de Agosto.

Da lista fazem ainda parte o conhecido advogado Serge Urbany, antigo deputado daquele partido, Hubert Hollerich, Laurie Menster, Josy Steffen, Luc Theisen, Carlo Wersand, Eugenie Armani e Leo Kunnert.

ADR- O Partido Reformador Alternativo Democrático (ADR) apresentou recentemente as suas listas de candidatos pelas comunas de Dudelange e Esch-sur-Alzette, com vista às eleições comunais de 9 de Outubro.

Em Esch, o partido não apresenta candidatos de origem portuguesa, mas em Dudelange tem dois: Carlos Silva, 46 anos, comerciante; e Filipe Loureiro Marques, 41 anos, ferroviário.

Actor Nilton Martins é candidato pelos Verdes

O actor luso-descendente Nilton Martins (na foto) é um dos 11 candidatos dos Verdes (Déi Gréng) às eleições comunais em Remich.

O actor de 29 anos, que ficou conhecido do grande público pela sua participação no filme "Trouble no More", do realizador luxemburguês Andy Bausch, integra uma lista com mais um candidato lusófono, o auxiliar de enfermagem André Bernardo, também com 29 anos.

Nilton Martins é um dos protagonistas da primeira telenovela luxemburguesa, ainda em fase de produção. Em "Weemseesdet", a sitcom que deverá ser exibida na RTL, Nilton interpreta o papel do empregado bancário Raúl Teixeira dos Santos, filho de uma empregada doméstica portuguesa.

Listas fecham na sexta-feira

As listas de candidatos devem estar fechadas até sexta-feira, 9 de Setembro, um mês antes do sufrágio.

Foto: Carlos de Jesus

terça-feira, 4 de maio de 2010

Partido luxemburguês ADR quer lei para enquadrar "politicamente" a ajuda à Grécia

O Partido Alternativo Democrático Reformador (ADR) quer que o envelope a ser enviado à Grécia por parte do Luxemburgo - cerca de 200 milhões de euros (de um total de 110 mil milhões que a UE e o FMI vão enviar) - seja aprovado em Parlamento.

"Todo e qualquer investimento financeiro do Governo que ultrapasse os 40 milhões de euros deve ser sujeito a um texto de lei específico e à aprovação da Câmara dos Deputados", recorda o presidente do partido, Gast Gibéryen.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Luxemburgo: Dossier do eléctrico "está a avançar bem", garante ministro dos Transportes

"O dossier do eléctrico está a avançar bem", garantiu esta semana o novo ministro dos Transportes e do Desenvolvimento Sustentável, Claude Wiseler (CSV).

"Não vejo outra alternativa para a mobilidade do que o conceito já elaborado pelo Governo", disse Wiseler.

Esta declaração de Wiseler surge para responder ao que disse há dias a sua colega de partido, Martine Stein-Mergen, em entrevista ao Wort.

"Enquanto as finanças públicas não estiverem saneadas, deveria voltar a analisar-se mais uma vez as soluções alternativas ao projecto do eléctrico para a capital", disse a deputada que é também chefe de secção do partido na cidade do Luxemburgo.

Na sequência da declaração de Stein-Mergen, o partido ADR - desde sempre opositor do eléctrico e defensor do projecto de um metro subterrâneo - voltou a dizer que o CSV utilizou o eléctrico como promessa eleitoral e não acredita que o projecto seja um dia realidade.

O projecto do eléctrico na cidade do Luxemburgo deverá numa primeira fase (2015-2020) ligar o aeroporto do Findel à gare central, atravessando o Kirchberg, o Glacis, a ponte Adolphe e a avenue de la Liberté.

Numa segunda fase deverá passar por estações periféricas situadas em Cessange, Hollerich, Howald, entre outras.

Com este projecto, o objectivo do Governo luxemburguês é promover a mobilidade fácil e rápida dentro da capital através de um transporte público agradável e ecológico, em detrimento dos automóveis, que têm vindo a aumentar exponencialmente nos últimos anos o tráfego e os engarrafamentos dentro da cidade.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Luxemburgo: ADR quer riscar eléctrico do Orçamento de Estado

Projecto da Lifschutz para o eléctrico que deverá chegar à cidade do Luxemburgo em 2015 (na imagem, projecto para a avenue de la Liberté)

Com apenas quatro deputados, o ADR (Partido Alternativo Reformador Democrático) marca a sua rentrée parlamentar com ataques à coligação governativa CSV-LSAP. Agora o visado é o projecto de Orçamento de Estado (OE) para 2010, as despesas nele previstas e a política financeira do Executivo. O primeiro ataque é desferido contra o projecto do eléctrico na capital (previsto para ser uma realidade em 2015).

"É preciso acabar com as despesas e os estudos para o eléctrico. Muitos políticos dizem que o eléctrico não será construído. Então não vale a pena conservar as aparências, é preciso riscá-lo do OE", insiste o líder do partido, Gast Gibéryen. Na mesma ordem de ideias, o ADR quer acabar com o projecto de construção de uma linha férrea entre a gare e o aeroporto do Findel.

"O ADR sabia e tinha-o previsto", denuncia Gibéryen, relativamente ao défice orçamental de 1,6 mil milhões de euros que a administração pública deverá registar em 2010. Às promessas eleitorais, o ADR opõe números. "Vinte anos de boom económico, 20 anos de receitas recordes, 20 anos com o mesmo ministro das Finanças e agora os cofres do Estado estão vazios em tempos de crise", ataca o líder do ADR. Mas admite que "o Governo não tem, efectivamente, outra solução senão pedir um empréstimo" para assegurar uma política anti-cíclica.

Os deputados do ADR querem explicações detalhadas sobre a situação financeira e um plano quinquenal de evolução orçamental.

O ADR exprimiu ainda os seus receios quanto a um desmantelamento social na próxima reunião da Tripartida, sublinhando que "nem os cidadãos nem as PME (Pequenas e Médias Empresas) devem pagar a crise".

F. Pinto

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Luxemburgo/Política: "Ministério do Trabalho é prenda envenenada" do CSV ao LSAP, acusam Verdes

Os partidos políticos da oposição e organizações não governamentais (ONG) não esperaram (ler aqui) pela declaração do primeiro-ministro, Jean-Claude Juncker, esta quarta-feira, no Parlamento, e reagiram, já, na semana passada, de forma veemente à composição e ao programa da nova coligação governamental CSV-LSAP.

Os Verdes ("Déi Gréng") consideram a atribuição do Ministério do Trabalho aos socialistas uma "prenda envenenada" por parte dos cristãos-sociais. Em tom irónico, o presidente dos Verdes, François Bausch, felicita o partido cristão-social (CSV) que, após 25 anos à frente do Ministério do Trabalho "em estado vegetativo", entrega a tutela deste último aos socialistas (LSAP) no "momento mais perigoso", isto é, no momento, em que vão ser transpostos uma série de projectos-lei que deveriam ter sido aplicados sob a égide de François Biltgen, ex-ministro do Trabalho e actual ministro da Justiça, das Comunicações, Ensino Superior e Investigação, e da Função Pública.

Bausch lamenta que a delegação do Partido Socialista luxemburguês não se tenha suficientemente defendido nas negociações que antecederam a assinatura do acordo com os cristãos-sociais para a formação da coligação governamental dos próximos cinco anos (ver nossa edição de 22 de Julho).

"O CSV manteve competências que lhe permitem construir o futuro, enquanto que o LSAP terá de gerir os problemas", conclui Bausch.

Os Verdes consideram igualmente "demasiado vagos" os objectivos aos quais se propõe o novo Governo, considerando-o demasiado "impreciso" quanto à ordem de prioridades dos seus projectos.

"Todos os projectos estão colocados sob uma abordagem de prudência financeira, ou seja, tudo é relativo", critica Bausch, lamentando que não se saiba "em que domínios será apertado o cinto em primeiro e último lugar".

"Na questão da mobilidade, não se sabe se o Governo irá privilegiar a extensão das auto-estradas com três vias ou o desenvolvimento dos transportes públicos", exemplifica o presidente dos Verdes, que é também vereador na autarquia da capital no pelouro "circulação e mobilidade".

Bausch lamenta que a discussão sobre a separação entre Igreja e Estado não tenha sido levada a cabo durante as negociações entre os cristãos-sociais e socialistas. Uma vez que ambos têm posições diferentes quanto ao ensino da Religião nas escolas, tal poderia ter comprometido o entendimento dos dois partidos, conclui o presidente ecologista.

Os "Déi Gréng" congratulam-se com a intenção do novo Governo de modernizar algumas leis da sociedade, nomeadamente o casamento entre homossexuais e a reforma da lei do aborto (ler aqui).

ADR recusa burgomestres estrangeiros

O Partido Reformador Alternativo Democrático (ADR) persiste na sua índole nacionalista. Na quinta-feira, antes da tomada de posse do novo Governo, o seu secretário-geral, Roy Reding, manifestou a sua oposição à vontade do Executivo de permitir que os residentes estrangeiros (comunitários e não-comunitários) possam vir a ocupar o cargo de burgomestre ou de vereador, argumentando que essas funções são exercícios "de soberania nacional".

Por sua vez, o presidente do ADR, Robert Mehlen (não foi eleito nestas legislativas para o Parlamento), criticou a repartição dos ministérios, estimando que apenas prevaleceu "a lógica de regateio entre os dois partidos".

"Treze ministérios (em vez de 15) teriam sido suficientes. O Governo perdeu a oportunidade de dar o exemplo em termos de poupança", lamenta Mehlen, considerando que a pasta da Imigração poderia ter sido associada à da Cooperação, da Defesa ou ainda a do Comércio Externo. Já os liberais (DP), acusam o Governo "de querer continuar como até aqui, desde que haja dinheiro, em vez de procurar novas formas de encher as caixas do Estado".

O presidente do DP, Claude Meisch, considera igualmente o programa da coligação CSV-LSAP "demasiado vago e com demasiadas banalidades", e deplora a ausência de uma mensagem de esperança para os jovens e para as classes médias.

Exceptuando o anúncio de que os impostos não serão aumentados em tempos de crise, os liberais criticam o Governo de deixar demasiadas questões suspensas.

O DP teme que após esta acalmia fiscal se siga uma forte subida dos impostos provocando uma espiral negativa, isto é, uma diminuição do consumo que se irá repercutir de forma negativa nas produções que, por sua vez, baixam o nível de confiança na economia.

Também o recém-eleito e único deputado do partido "Déi Lénk" (A Esquerda), André Hoffmann, qualifica os acordos da coligação demasiado imprecisos.

"Não foi dado nenhum pormenor, o que diz muito acerca do funcionamento da democracia neste país", sublinha Hoffmann.

Além disso, estes acordos não espelham nenhuma reflexão sobre a actual conjuntura económica, realça Marco Baum, membro do partido da Esquerda, lançando que "o neo-liberalismo praticado até agora é o culpado desta crise".

A "Déi Lénk" pleiteia a partilha de riquezas e não o prosseguimento do "business as usual" (manutenção das tendências actuais). André Hoffmann insiste que "a ideologia da competitividade prima sobre a de uma sociedade com vocação social".

Justin Turpel, também membro do "Déi Lénk", acusa os cristãos-sociais e os socialistas de não se referir à situação em que se encontram muitos trabalhadores e as 30 mil pessoas que se manifestaram em 16 de Maio último contra o desmantelamento social, apontando ainda o dedo aos repetidos ataques do patronato contra o sistema da segurança social do Estado.

NC