Mostrar mensagens com a etiqueta indexação salarial. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta indexação salarial. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Jean-Claude Trichet é contra o "índex" no Luxemburgo

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, declarou ontem com firmeza ser contra a indexação automática de salários praticada no Luxemburgo.

"O fim deste sistema impõe-se", insistiu o presidente do BCE, "porque numa zona monetária única, a indexação não é coisa boa. A nossa missão foi de manter a estabilidade dos preços. Nós temo-la desde há onze anos e meio e considero isso uma conquista da Zona Euro. Se abdicarmos dela, teremos um problema", avisou Trichet, em Bruxelas, à saída de uma reunião informal dos ministros das Finanças dos países onde circula a moeda única.

O comissário europeu para os Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rhen, reconheceu que a questão da competitividade do Luxemburgo é diferente de outros países, nomeadamente Portugal, Espanha ou Irlanda. Contudo, "não devemos subestimar a sua situação a longo prazo, porque as perspectivas são menos optimistas devido ao envelhecimento da população e devido à necessidade de reformar o sistema de pensões, uma vez que os trabalhadores luxemburgueses deixam de trabalhar mais cedo do que nos outros países".

"O sector financeiro é importante para o Grão-Ducado, oferecendo vantagens ao país, mas também tem alguma vulnerabilidade devido ao seu carácter único", acrescentou Olli Rehn.

Foto: Arquivo LW

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Luxemburgo: "Aumentos salariais estão fora de questão", diz patronato

"São necessárias reformas profundas", diz a União das Empresas Luxemburguesas (UEL) na sua análise anual da situação económica do país.

O patronato luxemburguês, no seu "Anuário da Competitividade 2010", denuncia a "derrapagem" dos custos salariais e deixa muito claro que manterá as suas posições na próxima reunião tripartida (Governo, sindicatos e empregadores) dentro de algumas semanas. Este "Anuário da Competitividade 2010" tem por objectivo, segundo a UEL, relançar o debate da competitividade no Luxemburgo.

Para isso, a UEL escolheu 22 indicadores e comparou-os com os países vizinhos. Por exemplo, os custos salariais unitários (que representam o custo do trabalho por unidade de mais-valia produzida) aumentaram em 33,4 % no Luxemburgo, contra 22,9 % na Bélgica, 20,8 % em França e, sobretudo, apenas 8% na Alemanha. "Derrapamos em termos de custos salariais unitários", lamenta Nicolas Soisson, da UEL, prosseguindo: "Apesar da Tripartida de 2006, a evolução salarial foi tudo menos moderada nestes últimos anos".

O anuário revela ainda que as transferências sociais (pensões, segurança social, etc.) são de longe mais elevadas no Luxemburgo do que nos países vizinhos.

Seja como for, a UEL chega a uma conclusão: o Luxemburgo necessita de reformas profundas, porque, se a política não mudar, vai ser preciso alcançar pelo menos 6 % de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) por ano para restabelecer o equilíbrio das finanças públicas e 5 % para restabelecer o equilíbrio financeiro da segurança social. Ora, antes da crise, a média luxemburguesa era de 4 %. Assim, a UEL defende que as pensões, a segurança social e as prestações sociais devem ser reformadas, ou seja, custar menos, mas sem que isso implique um aumento das cotizações ou dos impostos para as empresas.

Quanto aos salários, está fora de questão que continuem a aumentar. É por isso que a UEL defende a uma moratória da indexação automática.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Luxemburgo: "Index" gera discórdia na coligação CSV/LSAP

A questão da competitividade foi debatida, ontem, na Câmara dos Deputados, a pedido dos cristãos-sociais. O debate acabou por se focalizar na indexação automática dos salários, evidenciando diferenças no seio da coligação governamental.

Nas últimas reuniões tripartidas, o ministro da Economia, Jeannot Krecké (LSAP), apresentou 65 medidas para melhorar a competitividade do país. Todas são consensuais no seio da coligação governamental entre os cristãos sociais (CSV) e socialistas (LSAP), excepto a n° 49 que diz respeito à modulação da indexação automática dos salários.

O líder da bancada parlamentar do CSV, Jean-Louis Schiltz, defende que a questão seja resolvida com a maior celeridade. Esta tomada de posição contraria a do primeiro-ministro Jean-Claude Juncker que, no discurso sobre o Estado da Nação, em Maio, remeteu a sua discussão para o Outono.

Já a proposta do Governo em retirar os produtos petrolíferos do índice de cálculo da indexação dos salários tem o aval dos cristãos-sociais.

Em contrapartida, o presidente da fracção parlamentar socialista, Lucien Lux, defende o timing sugerido por Juncker e a inalteração do "index".

Os partidos da oposição não perderam tempo em aproveitar as divergências no seio da coligação para criticar com veemência o Governo.

Exceptuando o partido "Déi Lénk" ("A Esquerda"), todos os partidos da oposição concordam, no entanto, em alterar o actual sistema de indexação. Os liberais (DP) propõem que o próximo "index", previsto pelo STATEC para o início de 2012, seja congelado. Além disso, também são a favor da retirada dos produtos petrolíferos do índice de cálculo da indexação salarial. Os Verdes ("Déi Gréng") subscrevem igualmente esta segunda proposta.

Por sua vez, o ADR (Partido Alternativo Reformador Democrático) sugere a supressão do álcool e do tabaco do mesmo cálculo.

Robert Weber distancia-se do CSV


O deputado cristão-social e simultaneamente presidente do sindicato LCGB, Robert Weber, manifestou, ontem, em comunicado a sua oposição perante a tomada de posição do vice-presidente do grupo parlamentar do CSV, Lucien Thiel. Thiel defendeu a imediata modulação da indexação de salários com ou sem o acordo de uma reunião tripartida.

Robert Weber afirma conformar-se com a agenda proposta pelo primeiro-ministro e esperar pelas discussões sobre o assunto no Outono.

Esta dissonância foi aproveitada pela oposição para criticar o CSV. O presidente da bancada socialista, Lucien Lux, fala de uma equipa, "não de 26, mas de 25 deputados mais um".

Em contrapartida, o presidente dos Verdes, François Bausch, felicitou Robert Weber pela sua coragem, "por não se deixar influenciar".

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Luxemburgo: STATEC confirma indexação salarial a 1 de Julho

O instituto de estatísiticas luxemburguês, STATEC, confirmou esta tarde a indexação automática salarial já para o início do próximo mês. Salários e pensões vão aumentar 2,5%.