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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Ensino de Português com mais alunos e menos cursos

Foto: Marc Wilwert
A rede de ensino de português no estrangeiro vai ter no próximo ano lectivo mais alunos mas menos cursos, disse o secretário de Estado das Comunidades, admitindo casos de maior concentração de alunos por turma.

"Na rede tradicional do Ensino de Português no Estrangeiro (EPE) vamos ter um número de alunos ligeiramente superior àquele com que terminámos o actual ano lectivo, ou seja, teremos 57.212 alunos (56.191 em 2011/2012), distribuídos por 3.603 cursos, que é um número ligeiramente inferior àquele com que terminamos este ano (3.621)", disse José Cesário.

O responsável admitiu que em alguns casos aumentou o número de alunos por turma. "Em alguns casos temos efectivamente mais alunos por turma. A regra dos 15 alunos por turma, que já existia, foi agora executada com maior rigor".

José Cesário, que está a negociar com os sindicatos de professores o Regime Jurídico do Ensino Português no Estrangeiro, adiantou que as conversações estão a decorrer "de forma satisfatória".

"Temos apenas um ponto de divergência em que é difícil haver acordo, que é a questão da introdução de propinas no sistema", disse o governante, ressalvando que, "em boa verdade não é um ponto de negociação".

quarta-feira, 11 de julho de 2012

"Estamos a assistir a uma das maiores ondas de emigração de sempre"

Foto: GGG
O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, afirmou hoje que o pior que se pode fazer é ignorar a existência do fenómeno da emigração nacional, que atravessa um dos maiores picos de sempre.

"O pior que podemos fazer é fazer de conta de que ela não existe", afirmou o secretário de Estado durante uma sessão de esclarecimento a trabalhadores do sector da construção sobre "Trabalhar no Estrangeiro", no Marco de Canavezes, no âmbito da campanha desse mesmo nome feita em parceria com o Sindicato da Construção de Portugal, com a Segurança Social e com as autoridades laborais.

Perante uma plateia de mais de 20 pessoas, José Cesário reconheceu que se está a assistir a "uma das maiores ondas de emigração de sempre", lembrando, ainda assim, que "o português sempre emigrou", citando os 30.000 cidadãos que saíram do país durante os primeiros anos da década de 1990, momentos de crescimento económico.

José Cesário alertou para os riscos que qualquer emigrante corre, conhecendo o secretário de Estado "alguns a quem aconteceram coisas inimagináveis", não só no sector da construção, mas também na agricultura, hotelaria e outros.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas apelou a que as pessoas se informem antes de sair do país e admitiu que há falhas no atendimento em países estrangeiros. "Há consulados que são actuantes, mas outros? Que Deus nos ajude!", disse.

Segundo José Cesário, há hoje 92 câmaras municipais com gabinetes de apoio ao emigrante, que podem dar apoio aos trabalhadores que estiveram no estrangeiro, de modo a que possam reclamar as reformas a que têm direito pelos anos passados no exterior.

Quando interpelado por um membro do público, um trabalhador de 58 anos que pediu ao Governo mais esforços para trazer até aos desempregados as ofertas de trabalho no estrangeiro, José Cesário deu os exemplos de "dezenas largas" de enfermeiros que foram para França e Alemanha e o caso "estranho" de centenas de aplicadores de estores pedidos pela Suíça ainda no mês passado.

Por outro lado, também se dá o caso contrário – como o do Luxemburgo, de onde chegou o pedido para que se passe a palavra: "Não venha para cá mais ninguém". (Lusa)

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Cesário quer reforçar laços entre Portugal e Comunidades

Foto: Gonçalo Guimarães Gomes
Na sua mensagem do 10 de Junho dirigida às comunidades portuguesas, o secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, chama a si o objectivo de "reforçar os laços entre Portugal e os cidadãos residentes no estrangeiro".

Os eixos principais desse reforço estendem-se à qualidade do ensino da língua, a proximidade dos consulados face às populações e o fomento da participação cívica, social e política das Comunidades quer nos países de acolhimento, quer na vida interna de Portugal.

No plano educativo, "está a ser a levado a cabo um rigoroso programa de avaliação do respectivo sistema e de certificação dos cursos de Português," refere Cesário, que, no entanto, reconhece "ajustes importantes e períodos de adaptação, que só a prática tornará patentes".

sexta-feira, 30 de março de 2012

"Não pagamos!"

Foto: Marc Wilwert
A partir do próximo ano, os emigrantes portugueses vão ter de pagar uma propina de 120 euros por cada filho que frequente os cursos de Português no ensino paralelo. A medida anunciada pelo Governo português está a indignar o Sindicato de Professores no Estrangeiro, que apela ao boicote.

"Não pagamos!". O grito de protesto celebrizado nos anos 90 pelos estudantes universitários pode vir a servir de lema para uma nova luta anti-propinas.

Em causa está a introdução de propinas nos cursos de Português no estrangeiro. A partir do próximo ano, os emigrantes portugueses vão ter de pagar uma propina de 120 euros por cada filho que frequente os cursos de Português no ensino paralelo, leccionados fora do horário escolar. Aulas que até agora eram gratuitas, como prevê a Constituição Portuguesa, mas que vão passar a ser pagas, anunciou o secretário de Estado das Comunidades na terça-feira. A medida está a indignar o Sindicato de Professores no Estrangeiro, que quer que os pais boicotem o pagamento.

"É óbvio que estamos contra. E dizemos que não pagamos!", diz Carlos Pato, responsável pelo SPE. O sindicalista, que vive no Luxemburgo, garante que o sindicato vai fazer tudo para que a medida não vá para a frente.

"A nossa mensagem é solicitar aos pais, mães e encarregados de educação que inscrevam os filhos nos cursos. E depois o senhor secretário de Estado que venha às salas de aula pedir aos pais que têm dois e três filhos nos cursos o dinheiro, que é um enorme rombo no orçamento familiar", diz Carlos Pato.

Para o responsável do SPE, a introdução de propinas é injusta e constitui uma dupla cobrança. O Governo português paga o salário dos professores, mas as salas são cedidas gratuitamente.

"Os Governos estrangeiros cedem as salas, as fotocopiadoras e os computadores a custo zero. Então porque é que o senhor secretário de Estado vem tirar dinheiro aos bolsos dos emigrantes, que enviam milhões de euros para Portugal?", indigna-se. "Ainda por cima numa altura em que há uma nova vaga de emigração que está em situações de miséria. Isto é um enorme desprezo pelo esforço que cada português faz para sair do país e encontrar uma vida melhor, uma vida que o nosso país não lhes pode proporcionar. O senhor secretário de Estado sofre de miopia social".

A medida também é discriminatória, acusa Carlos Pato.

"Os alunos que andam no ensino integrado, porque a tutela tem medo de mexer nos acordos bilaterias, não vão pagar a famigerada propina. Vai haver pessoas da mesma família, primos ou até irmãos, em que um paga e outro não, porque não têm acesso ao ensino integrado".

No Luxemburgo, a medida afecta pelo menos 2.028 alunos, o número de inscritos este ano no ensino paralelo. Isentos ficam os alunos do ensino integrado, que são actualmente 2.184.

Texto: P.T.A.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Instituto Camões "vai ter um responsável"

O conselheiro social da Embaixada de Portugal no Luxemburgo atinge a idade da reforma já em Abril. Carlos Correia é também responsável interino do Instituto Camões, o que já levou o deputado Paulo Pisco a questionar o Governo sobre a sua substituição. Ao CONTACTO, o secretário de Estado das Comunidades garantiu que aquele centro cultural "vai ter um responsável".

O deputado socialista Paulo Pisco apresentou na segunda-feira uma questão parlamentar sobre a substituição do responsável do Instituto Camões, que atinge a idade da reforma e vai regressar a Portugal. E dá como certo que o conselheiro social não vai ser substituído.

"Está em curso uma verdadeira sangria de diplomatas e técnicos na Embaixada e no Consulado-Geral de Portugal, que deixará o Luxemburgo sem Conselheiro Social na Embaixada, não estando prevista a sua substituição", diz o deputado. O secretário de Estado das Comunidades desmente-o.

"Ele não sabe! Isso é especulação, coisa que um responsável político não deve fazer", disse ao CONTACTO José Cesário, horas depois de a questão parlamentar ter sido divulgada. "O Centro Cultural do Luxemburgo terá um responsável", garante o secretário de Estado das Comunidades.

Em causa está a substituição do conselheiro social da Embaixada, Carlos Correia, que assegura também as funções de responsável interino do Instituto Camões no Luxemburgo. O conselheiro atinge a idade da reforma já no dia 25 de Abril, e o CONTACTO sabe que a Embaixada ainda não recebeu qualquer informação sobre se a sua permanência para além desse prazo vai ser autorizada por razões de serviço.

Ao CONTACTO, o secretário de Estado garantiu que Carlos Correia vai ter a comissão de serviço renovada "pelo menos até Junho". Depois, "no momento em que o conselheiro social terminar as suas funções, avaliaremos a sua substituição", diz José Cesário.

"Encontraremos uma solução para o Centro Cultural. Temos muito respeito por aquilo que o Estado luxemburguês nos cede, e queremos valorizar esse espaço", garantiu Cesário, referindo-se ao facto de a renda das instalações do IC ser paga pelo Governo do Luxemburgo.

Recorde-se que, ao abrigo de um protocolo de 1998 entre Portugal e o Luxemburgo, o Estado luxemburguês paga a renda das instalações do Instituto como contrapartida do desenvolvimento de actividades culturais no Grão-Ducado. Um montante que se eleva actualmente a 6.400 euros por mês.

GOVERNO SOCIALISTA É RESPONSÁVEL POR SITUAÇÃO NO CAMÕES

Carlos Correia
Carlos Correia não é formalmente director do Instituto Camões. O conselheiro social vem assegurando as funções de responsável daquele centro cultural desde que o anterior director foi exonerado por Freitas do Amaral, ministro dos Negócios Estrangeiros do primeiro governo de Sócrates, em 2006. Foi nessa altura que o Luxemburgo ficou sem adido cultural, que nunca foi substituído pelo Governo socialista, diz José Cesário.

"Se alguém pode ser responsabilizado por não haver adido cultural no Luxemburgo, é o anterior governo, que nunca nomeou um adido cultural e teve sete anos para o fazer", insurge-se o secretário de Estado das Comunidades.

Certo é que o Governo ainda não sabe quando vai substituir Carlos Correia, tanto nas funções de conselheiro social, como nas de responsável do Instituto Camões.

"No plano social, é uma questão que temos de avaliar. Há uma redução de conselheiros sociais e há vários que já saíram, como no Canadá e na Suíça", avisa José Cesário, que nega no entanto que o Governo tenha decidido não substituir o diplomata no Luxemburgo.

Quanto a saber quem vai ficar à frente do Instituto Camões no Luxemburgo, também ainda está tudo em aberto.

"Vamos encontrar uma solução para o centro cultural", diz Cesário. "Poderá ser por exemplo alguém que seja parte integrante do IC, como um professor ou um leitor, que exerça funções na área cultural. O que não quer dizer que não possa ser nomeado um novo adido cultural", diz.

Texto: Paula Telo Alves
Fotos: Marc Wilwert

sábado, 24 de março de 2012

Cesário quer eliminar do CCP os dez conselheiros nomeados

Foto: Gonçalo Guimarães
O secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, disse esta semana que no próximo modelo do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) pretende eliminar os dez membros nomeados, com o que vai reduzir a dimensão deste órgão.

O CCP, órgão de consulta do Governo em matéria de emigração, é constituído por 73 conselheiros, repartidos por 63 eleitos e dez nomeados.

"Estamos a trabalhar numa alteração muito grande do quadro legal do Conselho [das Comunidades Portuguesas]. Pretendemos repor os conselhos de países, os conselhos regionais, alterar o universo eleitoral, fazendo-o coincidir com a Assembleia da República (...). Em princípio, deverão desaparecer os [10 membros] nomeados, mas o modo de eleição mantém o sufrágio directo", apontou José Cesário.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Consulados "não escapam à redução do pessoal"

Foto: Gonçalo Guimarães
O secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, já respondeu às preocupações da comunidade com a decisão de não substituir o cônsul-geral, cujas funções passarão a ser asseguradas pelo futuro número dois da Embaixada, Rui Monteiro.

Cesário diz que o Consulado-geral vai manter o seu estatuto e que "a única alteração é que o responsável do posto acumula as funções de encarregado de negócios da embaixada e de cônsul-geral, o que é uma medida de racionalização da despesa e se justifica plenamente no Luxemburgo".
 

Sobre a falta de pessoal consular, Cesário admitiu que se tenham reformado alguns funcionários, que "vão sendo substituídos progressivamente", mas lembrou que "há uma política de redução dos funcionários da administração pública a que os consulados não escapam". 


domingo, 19 de fevereiro de 2012

Emigrantes em França querem ouvir José Cesário

A Comissão para a Defesa dos Direitos dos Portugueses em França anunciou que vai pedir uma "reunião formal" ao secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, para "pedir respostas em relação ao Ensino e à rede consular". O porta-voz da comissão, Parcídio Peixoto, disse que o objectivo do encontro "formal" que pretendem pedir ao secretário de Estado é "saber qual é a política que ele defende, quer para o Ensino, quer para a rede consular". "Até agora não tivemos uma resposta satisfatória em relação a nenhum destes assuntos, o secretário de Estado tem desprezado a comunidade", acrescentou. A comissão decidiu ainda pedir uma reunião à Coordenação do Ensino Português em França e "tentar chegar à comunidade", quer através dos meios de comunicação social, quer através do Facebook da comissão.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

José Cesário amanhã no Luxemburgo

O secretário de Estado das Comunidades vai estar amanhã no Luxemburgo. No programa estão encontros com dirigentes associativos e com a comunidade portuguesa.

José Cesário tem um programa apertado, nesta que é a segunda visita ao Luxemburgo desde que tomou posse como secretário de Estado das Comunidades do Governo de Passos Coelho. Começa o dia às 10h com uma entrevista à Rádio Latina, de onde segue, às 11h, para um encontro na Embaixada de Portugal com o conselheiro das Comunidades Portuguesas, Eduardo Dias. No encontro vai estar também Carlos Pereira, membro do comité executivo da central sindical OGB-L.

À tarde, José Cesário tem ainda encontros agendados com o adjunto da Coordenação de Ensino de Português no Luxemburgo, Joaquim Prazeres, e com o presidente da Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo (CCPL), José Coimbra de Matos.

De acordo com o programa divulgado ontem pela Embaixada de Portugal no Luxemburgo, o secretário de Estado vai ainda visitar o Centro de Apoio Social e Associativo (CASA) ao final da tarde, a partir das 18h.

À noite, Cesário participa nas comemorações do 15o aniversário da Associação Cultural e Humanitária da Bairrada (ACBL), em Strassen.

O governante regressa a Portugal na manhã de domingo.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Emigrantes indignados com o Governo

A Federação das Associações Portuguesas na Alemanha acusa o Governo de ter aumentado o preço dos emolumentos consulares para compensar a poupança que não foi conseguida com os encerramentos de vice-consulados.

O secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, refuta: "A actualização dos emolumentos consulares é feita periodicamente, todos os governos o têm feito. O principal objectivo é ajustar os preços aos dos emolumentos para actos idênticos praticados em Portugal".

A reforma consular anunciada pelo Governo visava poupar 12 milhões de euros. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, mandou encerrar os postos consulares de Nantes, Clermont-Ferrand, Lille (França), Frankfurt e Osnabrück (Alemanha).

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Secretário de Estado das Comunidades falta a audição parlamentar para espanto dos deputados

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, faltou hoje à audição na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, ausência que foi justificada com preparativos que envolvem a visita oficial que o primeiro-ministro realizará a Angola.

A ausência de José Cesário na comissão parlamentar provocou alguma estranheza e críticas de vários deputados presentes, que, não tendo possibilidade para ouvir o governante, passaram para a segunda parte dos trabalhos.

O presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, Alberto Martins, adiantou aos deputados que José Cesário dirigiu uma carta à comissão para justificar a sua ausência.

De acordo com o documento lido por Alberto Martins, a ausência do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas prende-se com preparativos que têm a ver com a visita oficial que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, realizará em breve a Angola.

Foto: DM