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sexta-feira, 4 de maio de 2012

UE prepara-se para Hollande mas ele não tem “varinha mágica” para resolver problemas, diz académico francês

O investigador do Instituto de Estudos Políticos de Paris Bruno Cautrès considera que os líderes europeus estão “a preparar-se” para a possível eleição presidencial de François Hollande, mas adverte que o socialista “não tem uma varinha mágica”.

François Hollande disputa no domingo a segunda volta da eleição para o Eliseu com Nicolas Sarkozy, recandidato à presidência da República.

As sondagens apontam-no como vencedor. O socialista tem feito da Europa – e da mudança que promete operar na União, para atacar a crise – uma bandeira de campanha: Hollande quer renegociar o Pacto Orçamental Europeu para que ele “integre medidas de apoio ao crescimento dos países, para além da austeridade”.

No debate que o opôs, na quarta-feira à noite, a Nicolas Sarkozy, Hollande afirmou que já sente a Europa “a mexer” em relação a este tema e considerou que uma das questões da eleição de domingo será perceber se o Presidente eleito terá a “capacidade de fazer a Alemanha ceder”.

Bruno Cautrès, especialista em assuntos europeus, disse à agência Lusa que, “efectivamente, a Europa começa a preparar-se para a possível eleição de Hollande”. É por isso, explicou, “que a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, começam a falar de crescimento. Estão a preparar uma posição intermédia para evitar conflitos e permitir que todos fiquem bem no retrato”. No entanto, o académico destaca – como Sarkozy no debate – que esta ideia de crescimento não é “absolutamente inovadora”.

O Pacto Orçamental Europeu “refere já o estímulo ao crescimento da economia”. “Portanto, um ‘efeito Hollande’ nas posições dos líderes europeus, se existe, é um efeito indirecto. É mais a busca de um compromisso pragmático do que uma conversão às suas propostas”, acrescentou. Bruno Cautrès afirmou ainda que não coloca em causa as “boas intenções” de nenhum dos dois candidatos, mas argumenta que “o Presidente francês eleito não terá uma varinha mágica para resolver problemas que são de toda a União e que são complexos”.

 O investigador lembrou que, quem quer que chegue ao Eliseu, não terá só que lidar com os problemas da Europa: “A França tem uma dívida elevadíssima. Os mercados vão exercer uma pressão forte para mostrar que os problemas do país são sérios, seja quem for o eleito”, disse. Olhando para as propostas de Sarkozy, Cautrès considera que ele fez, durante a campanha, uma “inflexão” no comunitarismo do seu mandato, para falar aos eleitores da extrema-direita, levantando a questão das fronteiras”, e ameaçando suspender unilateralmente as fronteiras se os acordos de Schengen não fossem revistos.

“Como Hollande, Sarkozy olhou para a insegurança que todos os europeus estão a sentir em relação ao modelo da União. E, como o socialista, o Presidente recandidato tentou mostrar que o novo Presidente francês terá capacidade de impor coisas. Mas não é bem assim, seja qual foi o resultado da eleição”, terminou.

A campanha para a segunda volta das presidenciais em França termina às 00h00 (zero horas) de sábado.

domingo, 9 de outubro de 2011

Hoje/França: Duelo de esquerdas na primária socialista para 2012

Seis candidatos, num espetro político que, segundo os analistas, vai da "esquerda mole" à "esquerda radical", disputam este domingo a nomeação pelo Partido Socialista (PS) francês à eleição presidencial de 2012.

A primária socialista, inédita em França, antecipou para 2011 a luta eleitoral contra o Presidente Nicolas Sarkozy, prevista para abril de 2012, com meses de campanha e combate eleitoral no seio dos socialistas e também da esquerda francesa.

A principal inovação da primária, a sua abertura a todos os cidadãos eleitores inscritos nos cadernos eleitorais, alargou politicamente o âmbito do debate e das propostas, salientam vários analistas na imprensa, uma vez que o candidato do PS será escolhido também por votos de eleitores da extrema-esquerda, do centro e, até, potencialmente, da direita.

O favorito das sondagens é François Hollande, antigo dirigente do PS, que consolidou a sua vantagem após o terceiro debate televisivo entre os candidatos, no dia 05 de outubro.

Hollande, que segundo os comentadores políticos franceses, escolheu uma estratégia de "primus inter pares", realizou a sua campanha com a postura e a serenidade de quem se assume, já, como o escolhido para enfrentar Nicolas Sarkozy.

A principal proposta do antigo líder socialista, e a mais polémica dentro da própria esquerda francesa, é um "contrato geracional" para a criação de 60 mil postos de trabalho para jovens profissionais.

Os "hollandeses", como a imprensa designa os apoiantes de François Hollande, elogiam a sua cultura política e a capacidade de gerar consensos e de "federar" as várias sensibilidades no seio da família socialista e de atrair parte do eleitorado do centro.

A principal rival de Hollande é Martine Aubry, secretária nacional do PS (que suspendeu essas funções para a campanha da primária), líder do partido e presidente da Câmara de Lille (norte), identificada normalmente com "militância" e "partido".

Aubry afirma que "governar é escolher" e que "não se pode vencer uma direita dura com uma esquerda mole". No centro do seu programa eleitoral está uma reforma da Educação, que Martine Aubry promete pôr em prática "logo a 07 de maio", no primeiro dia de mandato se chegar à chefia de Estado.

Os outros candidatos à primária socialista são Ségolène Royal, presidente da Região de Poitou-Charentes (sudoeste), candidata derrotada em 2007 por Nicolas Sarkozy, e ex-mulher de François Hollande; Manuel Valls, presidente da Câmara de Evry; o deputado Arnaud Montebourg e Jean-Michel Baylet, senador e presidente do Partido Radical de Esquerda, único candidato não socialista.

Ségolène Royal apresenta um Contrato com a Nação 2012, para uma "República do respeito pela ordem social justa". Royal, que diz ter "unido os franceses em 2007", pretende "agir para transformar" e promete uma "revolução ecológica" no centro das suas propostas sociais de "proteção dos trabalhadores contra os patrões ladrões".

Arnaud de Montebourg tem-se distinguido como o "outsider" da campanha, defendendo "o protecionismo europeu", "o repatriamento de capitais" e uma série de medidas que ele resume com a expressão "desmundialização", um programa considerado "lírico" para muitos analistas políticos, para quem o deputado "não para de sonhar com Obama".

Manuel Valls, de origem catalã, tem sido apelidado nesta campanha como "a ala direita do PS", refugiando-se em temas como a segurança interna e a competitividade nos debates com os seus rivais da primária.

Jean-Michel Baylet, presidente do Partido Radical de Esquerda, é o único candidato exterior ao PS e decidiu apresentar a sua candidatura para, explicou, "evitar que [a líder da Frente Nacional, extrema-direita] Marine Le Pen seja a adversária de Nicolas Sarkozy na segunda volta da presidencial". Baylet defende uma "Europa federal" como único caminho a seguir no atual momento de crise económica.

Uma segunda volta da primária socialista está prevista para dia 16 de outubro, no caso provável de nenhum dos seis candidatos conseguir mais de 50 por cento dos sufrágios à primeira volta, neste domingo.

Pedro Rosa Mendes,
da Agência Lusa

terça-feira, 21 de junho de 2011

Hoje: Republicano Jon Huntsman apresenta candidatura formal à Casa Branca

O republicano Jon Huntsman, que foi embaixador na China durante a administração de Barack Obama, deverá apresentar esta terça-feira a candidatura formal à presidência dos Estados Unidos.

Analistas referem que as fortes credenciais de política internacional de Huntsman, antigo governador do Utah, que vai financiar a sua campanha através de fundos próprios, podem ser prejudicadas pela sua postura moderada em alguns temas e por ter estado ao serviço da administração Obama, apesar de também ter servido três presidentes republicanos.

A fé na igreja Mórmon também pode condicionar as hipóteses de Huntsman, pois de acordo com uma sondagem divulgada segunda-feira, um em cada cinco norte-americanos disse que não votaria no candidato do seu partido para presidente, se este fosse um mórmon.

Esta crença religiosa pode ser também um problema para o candidato republicano Mitt Romney, antigo governador de Massachusetts, que também enfrenta críticas das bases do partido por apoiar, nesse estado, um sistema de saúde similar ao defendido por Barack Obama a nível nacional, projeto que os conservadores são veementemente contra.

Embora Romney seja visto como o líder dos Republicanos, a disputa, na ala conservadora, pela corrida à presidência dos Estados Unidos pode ainda incluir outros nomes como Sarah Palin, antiga governadora do Alaska, ex-candidata à vice-presidência e figura proeminente do Tea Party, e Rick Perry, governador do Texas que sucedeu a George W. Bush.

São ainda apontados como possíveis candidatos Ron Paul, representante do Texas e apoiado pela ala mais liberal do partido Republicano, e Michele Bachmann, representante do Minnesota, que conta com o apoio do Tea Party e social-conservadores.

Huntsman concentra o maior apoio na questão do aborto e direito de armas, mas tem posições mais liberais no que respeita às alterações climáticas e uniões civis do mesmo sexo.

Hunstman seria forte oponente a Obama

Apesar das dificuldades em angariar apoios da base conservadora do Partido Republicano, o candidato pode ser um forte oponente a Barack Obama se conseguir passar a nomeação, atraindo os moderados e independentes.

Qualquer nomeado republicano vai ter de enfrentar um Obama que continua popular nas sondagens e que poderá angariar até mil milhões de dólares americanos (698,17 milhões de euros) na campanha de reeleição.

Depois do anúncio de hoje, Huntsman vai viajar para New Hampshire, estado onde decorrem as primeiras eleições primárias da campanha, e para a Florida, estado anfitrião da convenção do partido em 2012, Utah e Nevada.

Foto: United States Department of State (public domain)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Recenseamento para cabo-verdianos no Luxemburgo só até 3 de Junho

Os cabo-verdianos que vivem no Grão-Ducado têm até ao próximo dia 3 de Junho para se recensearem para as eleições presidenciais de 7 de Agosto, avisa a Comissão de Recenseamento.

O recenseamento deve ser feito na Embaixada de Cabo Verde no Luxemburgo, situada no n° 117, Val Ste-Croix, na cidade do Luxemburgo. Tel.: 26 48 09 48, Fax.: 26 48 09 49
Horário de funcionamento: 2a e 6a feira: 9h-12h / 14h30-17h30; 3a, 4a e 5a feira: 9h-15h .

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Portugal/Presidenciais: SIC e TVI admitem não emitir tempos de antena por corte nas verbas do Ministério das Finanças

A SIC e a TVI admitem não emitir os tempos de antena referentes às presidenciais devido a uma divergência com o Ministério das Finanças sobre o pagamento daquele espaço televisivo, revelaram fontes das estações privadas.

"A manter-se a situação pode não haver tempos de antena na SIC", reconheceu à agência Lusa fonte da estação de Carnaxide, posição corroborada por fonte da estação de Queluz de Baixo.

De acordo com as fontes das privadas, o Ministério das Finanças propôs que o montante transferido para as televisões fosse menor em 30 por cento em relação ao pago no último ato eleitoral, em 2009. A SIC e a TVI estão dispostas a aceitar uma redução de 5 por cento, enquanto a RTP terá alegadamente aceitado uma redução de 15 por cento.

O valor pago diz respeito a uma compensação financeira em resultado da transmissão das mensagens dos candidatos presidenciais.

Fonte ligada ao processo negocial confirmou à Lusa que "não há entendimento" e que decorrerá na sexta-feira uma nova reunião sobre o assunto.

A Lusa tentou chegar ao contacto com o Ministério das Finanças, mas até ao momento não foi possível obter uma resposta.

As eleições presidenciais realizam-se no dia 23 de janeiro.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Portugal/Presidenciais: Cavaco Silva inaugura hoje sede de campanha

O Presidente da República Aníbal Cavaco Silva inaugura hoje, quinta-feira, a sede nacional da candidatura à Presidência da República, em Lisboa, um dia depois da aprovação, na generalidade, do Orçamento do Estado para 2011.

Cavaco Silva visitou segunda-feira a sede, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, ainda em fase de acabamentos, e reuniu-se com o diretor de campanha, Luís Palha da Silva, e outros elementos da direção como Luís Correia da Silva e Joaquim Biancard. Alexandre Relvas, que foi diretor da campanha de Cavaco Silva nas eleições de 2006, também esteve na sede da Avenida da Liberdade, bem como Nunes Liberato, chefe da Casa Civil do Presidente da República.

Na inauguração da sede serão apresentados os mandatários distritais da candidatura.

As eleições presidenciais portuguesas têm lugar a 23 de Janeiro.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Brasil/Presidenciais: Dilma Rousseff quer continuar obra de Lula e erradicar miséria

A Presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, reforçou que uma das metas do seu Governo será a erradicação da miséria e assumiu como seus primeiros compromissos “honrar as mulheres brasileiras” e “valorizar a democracia” em todas as suas dimensões.

"O meu primeiro compromisso é honrar as mulheres brasileiras. A minha alegria é ainda maior, porque a presença de uma mulher na Presidência da República dá-se pela via democrática", destacou, na sua primeira declaração após o anúncio de sua vitória nas urnas.

O segundo compromisso da primeira mulher Presidente do Brasil foi zelar pela democracia, respeitando a “mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa e de culto”, e zelar pelo cumprimento dos direitos humanos.

“Zelarei, enfim, pela nossa Constituição", assinalou, destacando que, ao ser eleita, recebeu a missão mais importante de sua vida.

Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), reforçou que não descansará “enquanto houver fome” no Brasil e pediu a ajuda de todos para que o Brasil possa tornar-se num país desenvolvido: “Esta ambiciosa meta é um chamado à nação. Peço, humildemente, o apoio de todos para superar este abismo que ainda nos separa de ser uma nação desenvolvida.”

Dilma Rousseff agradeceu os mais de 55 milhões de votos que recebeu e também ao Presidente Lula da Silva, que se empenhou totalmente em sua campanha presidencial.

Segundo a candidata vitoriosa, o Governo Lula criou uma "nova era de prosperidade" e promoveu a mobilidade social no país, “tornando possível um sonho impossível”.

Brasil/Presidenciais: Dilma Rousseff vence com 56 por cento dos votos

Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), venceu as presidenciais com 56,01 por cento do total dos votos válidos, o que representa 55,5 milhões de eleitores.

José Serra, do Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB), obteve 43,99 por cento dos votos, ou 43,62 milhões de votos.

A diferença entre os dois candidatos foi de 11,92 milhões de votos, segundo a contabilização de 99,64 por cento das urnas contabilizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), instituição responsável pelas eleições.

Os resultados eleitorais mostram um país praticamente dividido entre os dois candidatos.

Dilma Rousseff venceu em todos os estados do Nordeste e do Norte (exceto Roraima, Acre e Rondônia), as duas regiões mais pobres do Brasil.

José Serra, por seu turno, foi vitorioso no sul, centro-oeste (exceto Brasília) e no sudeste (exceto Minas Gerais e Rio de Janeiro), regiões mais ricas e desenvolvidas do país.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Brasil: Sondagens continuam a dar a vitória a Dilma Rousseff

A candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) à Presidência do Brasil, Dilma Rousseff, vai vencer as eleições no domingo, segundo as últimas sondagens que lhe dão mais de 55 por cento dos votos.

A sondagem da Datafolha dá a Dilma Rousseff 56 por cento dos votos válidos e 44 por cento ao seu adversário, o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), José Serra.

O critério de votos válidos exclui as intenções de voto em branco e nulo e os indecisos.

Na pesquisa anterior, divulgada na terça-feira, a Datafolha também dava a Dilma Rousseff 56 por cento dos votos válidos e a José Serra 44 por cento.

Com o critério dos votos totais, que incluem brancos, nulos e indecisos, a candidata do PT surge com 50 por cento das intenções de voto e o seu adversário com 40 por cento.

Segundo o Datafolha, as intenções de voto em branco ou nulo atingem os cinco por cento, enquanto quatro por cento dos eleitores revela-se indeciso.

Para esta sondagem, que tem uma margem de erro de dois por cento e foi encomendada pelo jornal Folha de S. Paulo, a Datafolha entrevistou 4205 eleitores.

Por seu lado, a sondagem realizada pelo Ibope dá a Dilma Rousseff 57 por cento dos votos válidos, contra 43 por cento de José Serra.

Na pesquisa anterior daquele instituto, a candidata do PT tinha 56 por cento dos votos válidos e o candidato do PSDB 44 por cento.

Esta sondagem foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo e tem uma margem de erro de dois pontos percentuais.

O Ibope entrevistou 3010 eleitores, de 26 a 28 de outubro.

A segunda volta das eleições presidenciais brasileiras realiza-se no domingo.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Mili Tasch-Fernandes é mandatária de Manuel Alegre para o Luxemburgo

Mirandolina Tasch-Fernandes – mais conhecida por Mili Tasch – é a mandatária para o Luxemburgo da campanha de Manuel Alegre às presidenciais portuguesas de 23 de Janeiro de 2011.

"O meu nome foi proposto pelo deputado da Emigração Paulo Pisco, teve o apoio da secção do Partido Socialista português no Luxemburgo, e foi aceite pela campanha de Manuel Alegre. Informaram-me na sexta-feira", explica a mandatária.

"Primeiro fiquei admirada, depois muito sensibilizada, porque Manuel Alegre é alguém que admiro muito como pessoa, como figura política e cultural, como homem de letras e resistente à ditadura, ditadura que eu também vivi", conta-nos.

Para a mandatária, esta nomeação "é como a quadratura do círculo, a soma de muitas experiências a nível associativo, trabalhando em prol da comunidade e pela participação cívica desta."

Para já, Mili Tasch está a reunir um comité de acção para a pré-campanha e prevê para meados de Novembro os primeiros encontros para publicitar a campanha de Alegre.

"Parce-me que o eleitorado de esquerda já está quase todo conquistado, mas há muitos que podemos ainda conseguir para o nosso lado, nomeadamente os indecisos", considera a mandatária.

Manuel Alegre desloca-se brevemente a Bordéus e Paris e a mandatário do Luxemburgo não esconde que gostaria também de o ver no Grão-Ducado.

Mili Tasch-Fernandes é uma defensora e divulgadora incansável há mais de 40 anos da cultura portuguesa e dos direitos dos imigrantes portugueses no Luxemburgo. No Luxemburgo desde 1968, foi colaboradora da primeira hora do jornal CONTACTO, em 1970, quando integrava a associação Amizade Portugal-Luxemburgo (APL). Actualmente é funcionária da Comissão Europeia onde, paralelamente ao seu trabalho de gestora financeira, ocupa desde há cinco anos o cargo de presidente do Círculo Cultural das Instituições Europeias (fundado em 1954), sendo a primeira mulher e a primeira portuguesa a ocupar este cargo. É também presidente do Círculo de Cultura Portuguesa das Instituições Europeias. Tem organizado inúmeras exposições de artes plásticas, animado grupos teatrais, círculos de leitura, traduzido obras literárias e livros de arte. Faz ainda parte do Conselho da Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo (CCPL), além de estar muito particularmente ligada aos problemas da mulher migrante, aos problemas escolares das crianças e dos jovens, bem como à problemática dos seniores.

Todas estas e muitas outras actividades em que esteve e continua a estar empenhada serviram de fundamento para que em 2001 recebesse da Presidência da República Portuguesa o Grau de Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique.

JLC
Foto: Anouk Antony/LW

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Portugal: Cavaco marca data das presidenciais para 23 de Janeiro, mas não revela se será candidato

As eleições para a Presidência da República terão lugar a 23 de Janeiro de 2011, anunciou ontem o actual chefe de Estado português, Aníbal Cavaco Silva.

As candidaturas às eleições presidenciais portuguesas de Janeiro terão de ser apresentadas até 23 de Dezembro e a campanha eleitoral inicia-se no dia 9 desse mês.

Cavaco Silva nada adiantou, no entanto, sobre se será ou não candidato à sua própria sucessão.

Até agora já anunciaram que se candidatam às eleições presidenciais Manuel Alegre, apoiado pelo PS e pelo BE, o independente Fernando Nobre, Francisco Lopes, que é apoiado pelo PCP, e o independente Defensor de Moura.

Caso seja necessário a realização de uma segunda volta nas presidenciais de Janeiro, esta irá decorrer a 13 de Fevereiro.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Brasil: Dilma Rousseff e José Serra preparam já segunda volta das presidenciais

Dilma Rousseff e José Serra, os dois candidatos mais votados nas presidenciais brasileiras, iniciam hoje as negociações políticas para disputar a segunda volta a 31 de Outubro.

Dilma, candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) e do actual Presidente Lula da Silva, venceu domingo a primeira volta com 46,8 milhões de votos, ou 46,7 por cento dos votos válidos, e prometeu uma conferência de imprensa para a tarde de hoje.

José Serra, do Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB), da oposição, obteve 32,8 milhões de votos, 32,7 por cento dos votos válidos.

Ambos vão tentar conquistar o apoio de Marina Silva, do Partido Verde (PV), terceira colocada na primeira volta e apontada como uma das responsáveis pela realização da segunda volta.

Marina obteve 19,5 milhões de votos (19,45 por cento), num desempenho que surpreendeu analistas e garantiu matematicamente a realização da segunda volta.

Apesar do favoritismo apontado pelas sondagens de opinião, a candidata apoiada por Lula da Silva não obteve mais da metade dos votos válidos para vencer a disputa na primeira volta.

A realização de uma segunda volta surpreendeu grande parte dos especialistas, inclusive os institutos de opinião que apontavam um amplo favoritismo de Dilma durante a campanha.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Presidenciais: PCP escolhe operário Francisco Lopes para corrida a Belém

“Operário” eletricista, 54 anos, Francisco José de Almeida Lopes integrou desde cedo as fileiras do PCP e tornou-se hoje o candidato escolhido pelo Comité Central do partido para disputar as presidenciais de 2011.

Em 1973, com 18 anos, o deputado comunista eleito pelo círculo eleitoral de Setúbal militava já na União dos Estudantes Comunistas (UEC) e no Movimento Democrático (MD).

Eletricista de formação, Francisco Lopes fez depois parte da célula de trabalhadores da Applied Magnetics, tendo sido membro da comissão de trabalhadores da mesma empresa.

Mais tarde, foi membro do Sindicato dos Electricistas do Distrito de Lisboa. Em Setúbal, Francisco Lopes foi responsável pela Organização Regional do partido.

Conotado com a ala mais ortodoxa do PCP, Francisco Lopes é atualmente um membro influente da comissão política do partido, bem como do secretariado do Comité Central.

Em 2005, aquando da morte do antigo líder do PCP Álvaro Cunhal, coube-lhe ler um texto de elogio à vida e obra do líder histórico comunista e transmitir publicamente os pormenores sobre o funeral.

Na Assembleia da República, Francisco Lopes é membro suplente das comissão de Obras Públicas, Transportes e Comunicações, bem como da comissão de Trabalho, Segurança Social e Administração Pública.

De acordo com a biografia oficial disponibilizada pelo Parlamento, Francisco Lopes concluiu o ensino secundário e frequentou a licenciatura em Eletrotecnia.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Portugal: PCP anuncia hoje o seu candidato às presidenciais

O candidato à Presidência da República apoiado pelo PCP será anunciado hoje após a reunião do Comité Central comunista, afirmou uma fonte do partido à agência Lusa.

“Está na ordem de trabalhos e [na terça-feira] será anunciado”, afirmou a fonte.

O anúncio será feito pelas 17h (+ 1h no Luxemburgo), após a reunião do Comité Central.

O candidato apoiado pelo PCP vai juntar-se na corrida a Belém a Manuel Alegre, apoiado pelo PS e BE, bem como a Defensor Moura, deputado e militante socialista e ex-autarca de Viana do Castelo, e a Fernando Nobre, presidente da Assistência Medida Internacional.

O actual Presidente da República, Cavaco Silva, não anunciou ainda uma eventual recandidatura.

A realização das eleições presidenciais em Portugal estão previstas para o primeiro trimestre de 2011.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Presidenciais: Deputado do PS Defensor de Moura pondera avançar com candidatura alternativa a Alegre

O deputado socialista Defensor de Moura, ex-presidente da Câmara de Viana do Castelo, está a ponderar avançar com uma candidatura presidencial alternativa à de Manuel Alegre.

“Estou a ponderar uma candidatura a Presidente da República. Tenho recebido muitos apoios dentro do Grupo Parlamentar do PS e fora dele. Nos próximos dias anunciarei a minha decisão”, disse à agência Lusa o ex-presidente da Câmara de Viana do Castelo.

Defensor de Moura recusou-se a esclarecer à agência Lusa quem no Grupo Parlamentar do PS o apoia, assim como se já contactou o líder socialista, José Sócrates, sobre a sua possível disponibilidade para protagonizar uma candidatura alternativa à de Manuel Alegre.

“Já tenho feito muitos contactos, mas não quero falar em nomes”, justificou.

Defensor de Moura apenas adiantou que, na sequência da decisão do PS de apoiar formalmente a candidatura presidencial de Manuel Alegre, começou a receber “incentivos” no sentido de avançar com uma alternativa.

“Primeiro não levei a sério essas conversas. Mas, como a insistência foi grande, agora estou a ponderar”, justificou.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Portugal/Presidenciais: Capoulas Santos demarca-se de Alegre e quer candidato mais ao centro

Capoulas Santos, vice-presidente da Comissão Política do PS, afirma que lhe custa que os socialistas tenham o mesmo candidato presidencial que o Bloco de Esquerda, contrapondo que a candidatura ideal deverá disputar o eleitorado do centro.

"Custa-me a acreditar que o candidato do PS possa vir a ser o candidato do Bloco de Esquerda", sustenta Capoulas Santos, um dos dirigentes socialistas considerados mais próximos do secretário geral, José Sócrates.

Estas posições do eurodeputado socialista, que expressam sérias reservas a um apoio do PS à candidatura presidencial de Manuel Alegre, constam de um artigo de opinião publicado no semanário alentejano "Registo" e que foi enviado à agência Lusa.

Para Capoulas dos Santos, "a eleição de Passos Coelho e a derrota de Manuela [Ferreira Leite no PSD] responsabilizam assim ainda mais o PS na questão presidencial".

"Com um CDS consolidado, com um setor do eleitorado radicalizado à esquerda e com um 'liberal' à frente do PSD, o bloco conservador e liberal acantona-se ainda mais à direita, deixando completamente vazio o espaço eleitoral da esquerda moderada e do centro, o tal que só quem o conquista ganha eleições em Portugal", aponta o eurodeputado socialista, que deixa uma advertência aos dirigentes do PS:

"Custa-me por isso a acreditar que o candidato do PS possa vir a ser o candidato do Bloco de Esquerda", salienta.

Na perspetiva do ex-ministro da Agricultura de António Guterres e diretor de várias campanhas de José Sócrates, "arrumada a questão da liderança do PSD, ficou clarificada a questão da governabilidade a curto prazo - isto é, por um ano - mas abriu-se a campanha presidencial".

"E o que é curioso é que se abriu a questão [presidencial] não para os próximos cinco anos, como seria natural, mas para os próximos 15", advoga Capoulas Santos.

Explicando esta sua tese, Capoulas dos Santos refere que em Portugal, "como a história recente demonstra, um Presidente faz facilmente os dois mandatos".

"Cavaco Silva é o primeiro a pôr em causa essa 'lei', com um desempenho sob alguns aspetos desastrado, como o grave episódio das 'escutas' ilustra. É talvez o primeiro presidente a não poder contar como certa a sua reeleição. Se a ganhar - e o PS parece estar a querer dar-lhe uma ajuda - o PSD terá, além do próximo, os dois mandatos seguintes na presidência, pois já todos percebemos que [José Manuel Durão] Barroso vai usar o seu último mandato na Comissão Europeia como a pré campanha das presidenciais de 2016", adverte o eurodeputado do PS.