O líder do maior partido da oposição de São Tomé e Príncipe, e sexto candidato mais votado na primeira volta das eleições presidenciais de domingo, anunciou segunda-feira disponibilidade para apoiar Pinto da Costa na segunda volta.
Aurélio Martins, eleito líder do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social-Democrata (MLSTP/PSD) em Janeiro, fez o anúncio em conferência.
“Telefonei (segunda-feira) a Pinto da Costa e mostrei a minha disponibilidade de falarmos daquilo que é necessário para a sua vitória nas eleições, e dar a nossa contribuição”, disse Aurélio Martins, que na primeira volta foi o sexto candidato mais votado, com 4,5 por cento, dos 10 que concorreram à sucessão do presidente cessante, Fradique de Menezes.
“Abri uma janela. Estou à espera que possamos trilhar momentos que possam levar a cabo este projeto”, acrescentou.
Para o líder do MLSTP-PSD, que manifestou a intenção de cumprir o mandato de três anos de liderança para que foi eleito em congresso, em Janeiro, Pinto da Costa “faz parte da família” do MLSTP-PSD.
“O camarada Pinto da Costa faz parte desta família e se pedir o apoio a esta direção vamos reunir o nosso conselho nacional e a partir daí traçarmos um projecto para levarmos a cabo estas eleições”, vincou.
Manuel Pinto da Costa, líder histórico do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP-PSD), actualmente na oposição, apresentou-se nestas eleições como independente. Entre 1975 e 1991 ocupou o cargo de chefe de Estado, tendo-se apresentado às presidenciais de 1996 e 2001, perdendo ambas. Na primeira volta das presidenciais que teve lugar no domingo obteve 35,82 por cento.
O segundo candidato mais votado, Evaristo Carvalho, foi primeiro-ministro em duas ocasiões (Julho a Outubro de 1994 e de Setembro de 2001 a Março de 2002), e é o actual presidente do parlamento são-tomense. Nas eleições recebeu o apoio do partido Acção Democrática Independente, vencedor das legislativas de Agosto de 2011, liderado por Patrice Trovoada, e alcançou os 21,82 por cento.
A segunda volta das presidenciais são-tomenses realiza-se a 7 de Agosto.
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terça-feira, 19 de julho de 2011
terça-feira, 7 de junho de 2011
Luxemburgo: Sardinhada a 10 de Junho em prol das crianças de São Tomé
Que melhor dia para pensar na lusofonia do que o 10 de Junho. Se festejar Portugal, a língua mátria, as comunidades e o nosso poeta Luiz Vaz é de rigor durante a festa nacional, porque não pensar também nos mais desfavorecidos da lusofonia. Foi a pensar assim que duas portuguesas decidiram organizar uma sardinhada, cuja parte das receitas servirá para comprar livros e material escolar para as crianças de São Tomé.
A sardinhada tem lugar no restaurante Caravela (10, rue des Forains, em Weimerskirch), na capital, nesta sexta-feira, 10 de Junho, às 20h30. O preço por pessoa é de 19,50 euros e inclui sardinhas assadas, salada de pimentos, broa de milho, caldo verde, sangria, vinho tinto, sumos e água.
No preço do jantar está incluída uma participação simbólica para a causa “Um livro para São Tomé”. Com o montante total, será efectuada a compra de livros para a AISEC - Associação Instituto Sócioeducativo da criança em São Tomé. A AISEC foi criada pela professora e escritora são-tomense Olinda Beja e apoia cerca de 200 crianças.
A professora Paula Pombo, docente de Português no Luxemburgo, abraçou esta causa com os seus alunos, tendo como objectivo angariar material escolar, brinquedos e roupa, bem como enriquecer a biblioteca de uma escola são-tomense com obras em língua portuguesa, melhorando assim a qualidade das actividades das crianças daquele arquipélago.
Para contribuir para esta causa, estará colocado no local do jantar, um cesto onde todos os interessados poderão colocar livros e material escolar (cadernos, lápis, canetas, lápis de cor, etc.), que serão depois enviados para São Tomé.
O convite dirige-se a todos os que gostarem de uma boa sardinha, de dois dedos de conversa e quiserem associar-se a esta causa.
A capacidade máxima é de 85 pessoas na esplanada panorâmica do restaurante, em regime de jantar volante, pelo que a reserva é obrigatória, contactando as organizadoras Liliane Martins, tel. 661 391 403 (email: lilianedmartins@ gmail.com) e/ou Mariana da Cunha Veríssimo, tel. 621 228 648 (email: marianaveris @gmail.com).
JLC
A sardinhada tem lugar no restaurante Caravela (10, rue des Forains, em Weimerskirch), na capital, nesta sexta-feira, 10 de Junho, às 20h30. O preço por pessoa é de 19,50 euros e inclui sardinhas assadas, salada de pimentos, broa de milho, caldo verde, sangria, vinho tinto, sumos e água.
No preço do jantar está incluída uma participação simbólica para a causa “Um livro para São Tomé”. Com o montante total, será efectuada a compra de livros para a AISEC - Associação Instituto Sócioeducativo da criança em São Tomé. A AISEC foi criada pela professora e escritora são-tomense Olinda Beja e apoia cerca de 200 crianças.
A professora Paula Pombo, docente de Português no Luxemburgo, abraçou esta causa com os seus alunos, tendo como objectivo angariar material escolar, brinquedos e roupa, bem como enriquecer a biblioteca de uma escola são-tomense com obras em língua portuguesa, melhorando assim a qualidade das actividades das crianças daquele arquipélago.
Para contribuir para esta causa, estará colocado no local do jantar, um cesto onde todos os interessados poderão colocar livros e material escolar (cadernos, lápis, canetas, lápis de cor, etc.), que serão depois enviados para São Tomé.
O convite dirige-se a todos os que gostarem de uma boa sardinha, de dois dedos de conversa e quiserem associar-se a esta causa.
A capacidade máxima é de 85 pessoas na esplanada panorâmica do restaurante, em regime de jantar volante, pelo que a reserva é obrigatória, contactando as organizadoras Liliane Martins, tel. 661 391 403 (email: lilianedmartins@ gmail.com) e/ou Mariana da Cunha Veríssimo, tel. 621 228 648 (email: marianaveris @gmail.com).
JLC
sábado, 18 de setembro de 2010
Grão-Ducado, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe desenvolvem projecto comum
“Fizemos um balanço das acções que já estão em curso, temos iniciativas novas, designadamente a cooperação tripartida, Cabo Verde/São Tomé e Príncipe/Luxemburgo”, disse Neves. “É um projecto extremamente importante, sobretudo nas áreas do ambiente, agricultura e desenvolvimento rural, mas também na área da educação e formação profissional”, acrescentou. Para Neves, entre Cabo Verde e São Tomé “há relações muito fortes”, que “são relações históricas”, cimentadas por “uma grande comunidade que temos aqui em São Tomé”, sublinhou.
Realçando a importância da cooperação entre os dois arquipélagos em diferentes domínios, o chefe do executivo cabo-verdiano enfatizou ser necessário fazer com que essa cooperação “possa atingir novos patamares”.
“Há um novo Governo que acaba de assumir funções em São Tomé e temos de fazer o ponto da situação da cooperação entre os dois países e continuarmos a trabalhar juntos, para reforçar essa parceria”, realçou.
O primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada, considerou, por seu lado, que os dois países “vão avançar com projectos concretos”, e disse que o seu Governo vai “apostar” nesse projecto tripartido. “Vamos dar exemplos muito concretos para que os povos e, particularmente, a comunidade cabo-verdiana residente em São Tomé e Príncipe fique mais confiante na evolução dessas relações e nos reflexos que irão ter no apoio à sua vida quotidiana”, sublinhou Trovoada.
José Luís Correia
Fotos: Marc Thill/José Luís Correia
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Comentário
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O (des)interesse do Luxemburgo pelo mundo lusófono
A propósito do projecto tripartido entre Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e o Luxemburgo (ver artigo anexo), recorde-se que o Grão-Ducado tem demonstrado cada vez mais interesse em alargar as suas relações com os países lusófonos, nomeadamente os africanos.
Cabo Verde figura desde 1993 num lugar de topo na lista dos países que beneficiam da ajuda financeira do Luxemburgo na cooperação ao desenvolvimento.
Mas recentemente o Luxemburgo abriu os seus horizontes.
Em Fevereiro último, dois responsáveis do Ministério da Economia luxemburguês – Jean-Claude Knebeler, director do Comércio Exterior, e André Kemmer, analista financeiro do mesmo ministério – deslocaram-se a Luanda para se encontrar com dirigentes angolanos. O objectivo, confiaram na altura os dois responsáveis em exclusivo ao CONTACTO, era "investir em Angola".
Também o ministro dos Negócios Estrangeiros de São Tomé, Carlos Alberto Pires Tiny, esteve no Luxemburgo a 9 de Junho último, para uma primeira reunião de trabalho com o seu homólogo luxemburguês, Jean Asselborn. Um primeiro passo de aproximação entre os dois países e que dois meses depois resultaria no projecto tripartido já referido.
Outro indicador e não de somenos importância foi quando o Luxemburgo pediu para participar, em 23 de Julho, na cimeira de chefes de Estado e de Governo da CPLP – a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa –, que teve lugar em Luanda. O Grão-Ducado enviou inclusive um representante do Ministério dos Negócios Estrangeiros à dita cimeira. Na altura, os responsáveis desse ministério resguardaram-se de confirmar ao CONTACTO se o Luxemburgo pensava pedir ou não a adesão ao grupo de países associados (observadores) da CPLP.
Como se ainda houvesse dúvidas, o ministro da Economia luxemburguês, Jeannot Krecké, disse na semana passada, durante a visita de Estado dos grão-duques a Portugal, que "o Luxemburgo está interessado em investir em África", utilizando Portugal como uma ponte priviligiada para o fazer (ver também artigo sobre a visita de Estado, nas páginas centrais).
Além do óbvio interesse económico do Grão-Ducado nesses países, refira-se a facilidade para o Luxemburgo de penetrar nesses mercados emergentes recorrendo a uma mão-de-obra residente que é uma verdadeira mais-valia e cujas potencialidades ainda não foram utilizadas a cem por cento: os seus residentes lusófonos e o seu "know-how" inato, a Língua Portuguesa.
Residentes que representam quase um quarto da população. Senão vejamos: vivem actualmente no Grão-Ducado entre 95 e 100 mil portugueses (dados do Consulado de Portugal), que constituem cerca de 18 % da população total e 37 % dos residentes estrangeiros. A esses devem ainda ser adicionados os cidadãos dos países de língua portuguesa: cerca de nove mil cabo-verdianos, cerca de cinco mil brasileiros, 500 a mil guineenses e mais algumas centenas de outros lusófonos provenientes de países como Angola, Moçambique e São Tomé e Príncipe, como apurou o CONTACTO no seu Suplemento Especial "Imigração Lusófona do Luxemburgo", que publicámos em 17 de Março último. Se ainda forem contabilizados os cidadãos de nacionalidade luxemburguesa mas lusodescendentes, estima-se que entre um quarto e um quinto da população do Luxemburgo fale português, ou seja, cerca de 110 a 115 mil pessoas num total de 506 mil. Números que, mesmo assim, devem estar aquém da realidade.
Que o número de lusofalantes no Luxemburgo era importante já se sabia, mas, na semana passada, foi a primeira vez que um alto representante do Estado luxemburguês – neste o caso o seu representante máximo, o chefe de Estado – falou sobre os 20 % da população que no Luxemburgo falam português, durante a sua visita a Coimbra (ver páginas centrais sobre a visita de Estado a Portugal).
Na véspera, o ministro dos Negócios Estrangeiros luxemburguês, Jean Asselborn, reiterara em Lisboa, aos jornalistas que acompanhavam a visita de Estado dos grão-duques a Portugal, que o Luxemburgo não precisa de uma Escola Portuguesa.
Uma no cravo, outra na ferradura?
E por isso pergunto: quando um quarto a um quinto da população de um país fala português, pode-se falar em "país lusófono"?
Em Julho de 2007 a Guiné Equatorial adoptou o português como língua oficial, que se veio juntar ao espanhol, ao francês e ao "fang", mesmo se esta última é a língua nacional e a mais falada no país. Na Guiné Equatorial, esta medida foi claramente uma decisão económica, para uma aproximação aos países da CPLP.
E no Luxemburgo, que tem com certeza uma proporção maior de lusofalantes do que aquele país africano, que estatuto merece a língua portuguesa?
José Luís Correia
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
São Tomé e Príncipe: ADI venceu eleições legislativas – não oficial
A Acção Democrática Independente (ADI, na oposição), liderada pelo ex-primeiro ministro Patrice Trovoada, venceu as eleições legislativas de domingo em São Tomé e Príncipe, anunciou hoje a Rádio Nacional.
Com este resultado, a ADI derrota o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP-PSD), vencedor das eleições autárquicas realizadas há uma semana.
Quando faltam apurar os resultados do distrito de Mé-Zóchi, em que a ADI foi o partido mais votado há uma semana, e quando se encontram já atribuídos 42 dos 55 deputados que integram o parlamento são-tomense, a Rádio Nacional dá 18 assentos à ADI e 16 ao MLSTP-PSD.
Os restantes assentos já atribuídos cabem ao Partido da Convergência Democrática (PCD), com seis, ao Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM-PL), do Presidente da República Fradique de Menezes, com um, e outro à União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), que entra assim pela primeira vez na Assembleia Nacional.
O distrito de Mé-Zóchi elege 13 deputados.
As eleições legislativas de domingo foram disputadas por oito partidos e uma coligação, com 78796 eleitores inscritos.
A confirmação oficial dos resultados não tem ainda hora marcada, devendo o presidente da CNE, José Carlos Barreiros, fazer o anúncio nas próximas horas.
Apesar do anúncio não oficial feito pela emissora pública são-tomense não há quaisquer sinais de festejos na capital.
Lusa
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Com este resultado, a ADI derrota o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP-PSD), vencedor das eleições autárquicas realizadas há uma semana.
Quando faltam apurar os resultados do distrito de Mé-Zóchi, em que a ADI foi o partido mais votado há uma semana, e quando se encontram já atribuídos 42 dos 55 deputados que integram o parlamento são-tomense, a Rádio Nacional dá 18 assentos à ADI e 16 ao MLSTP-PSD.
Os restantes assentos já atribuídos cabem ao Partido da Convergência Democrática (PCD), com seis, ao Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM-PL), do Presidente da República Fradique de Menezes, com um, e outro à União para a Democracia e Desenvolvimento (UDD), que entra assim pela primeira vez na Assembleia Nacional.
O distrito de Mé-Zóchi elege 13 deputados.
As eleições legislativas de domingo foram disputadas por oito partidos e uma coligação, com 78796 eleitores inscritos.
A confirmação oficial dos resultados não tem ainda hora marcada, devendo o presidente da CNE, José Carlos Barreiros, fazer o anúncio nas próximas horas.
Apesar do anúncio não oficial feito pela emissora pública são-tomense não há quaisquer sinais de festejos na capital.
Lusa
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
São Tomé e Príncipe: País caminha para "caos" político
São Tomé e Príncipe está a caminhar para um "caos" político que está a dificultar a actividade do governo, afirmou hoje o primeiro-ministro, Rafael Branco.
O chefe do governo são-tomense reagia, em declarações à imprensa, ao anúncio de que o Movimento Democrático Força da Mudança-Partido Liberal (MDFM-PL), liderado pelo chefe de Estado, Fradique de Menezes, vai retirar os seus quatro representantes do governo de coligação no país.
"O país está a caminhar para uma situação que aponta para um clima de instabilidade, de um caos que torna difícil ao governo exercer a sua actividade", disse Rafael Branco, líder do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe.
O presidente são-tomense, Fradique de Menezes, foi eleito no dia 19 líder do MDFM-PL, cargo que já disse que pretende assumir, apesar de os outros partidos da coligação governamental questionarem a constitucionalidade da sua decisão.
São Tomé e Príncipe vai ter eleições legislativas em Abril de 2010.
Hoje, o primeiro-ministro são-tomense disse aguardar ainda "posição oficial do Presidente da República" sobre a decisão. "Aguardo tão depressa quanto possível a clarificação dessa intenção", afirmou.
Quando tal acontecer, Rafael Branco diz que irá revelar o conteúdo das discussões que tem mantido com o presidente, que, para já, são consideradas "assunto de Estado".
A retirada dos ministros do MDFM-PL "põe em causa a tranquilidade de que todos precisamos para em 2010 realizarmos as eleições legislativas e autárquicas", afirmou o chefe de governo.
Mesmo sem o apoio do MDFM-PL, o actual governo de coligação continua a gozar de maioria parlamentar.
Dos 55 lugares do parlamento são-tomense, 20 pertencem ao MLSTP e 11 ao Partido da Convergência Democrática, que tem quatro ministros no actual executivo.
Outros 12 deputados foram eleitos pelo MDFM-PL e os restantes pela ADI (Acção Democrática Independente).
Foi o próprio Fradique de Menezes quem informou o chefe do governo de que os quatro ministros indicados pelo MDFM-PL vão abandonar o executivo, segundo disse à Lusa fonte governamental.
Saem do governo são-tomense o ministro da Administração Interna e do Território, Raul Cravid, o ministro da Justiça, Administração Pública e Assuntos Parlamentares, Justino Veiga (também porta-voz do executivo), a ministra do Ambiente, Recursos Naturais e Energia, Cristina Dias, e a ministra do Trabalho, Solidariedade e Família, Maria Tomé.
O chefe do governo são-tomense reagia, em declarações à imprensa, ao anúncio de que o Movimento Democrático Força da Mudança-Partido Liberal (MDFM-PL), liderado pelo chefe de Estado, Fradique de Menezes, vai retirar os seus quatro representantes do governo de coligação no país.
"O país está a caminhar para uma situação que aponta para um clima de instabilidade, de um caos que torna difícil ao governo exercer a sua actividade", disse Rafael Branco, líder do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe.
O presidente são-tomense, Fradique de Menezes, foi eleito no dia 19 líder do MDFM-PL, cargo que já disse que pretende assumir, apesar de os outros partidos da coligação governamental questionarem a constitucionalidade da sua decisão.
São Tomé e Príncipe vai ter eleições legislativas em Abril de 2010.
Hoje, o primeiro-ministro são-tomense disse aguardar ainda "posição oficial do Presidente da República" sobre a decisão. "Aguardo tão depressa quanto possível a clarificação dessa intenção", afirmou.
Quando tal acontecer, Rafael Branco diz que irá revelar o conteúdo das discussões que tem mantido com o presidente, que, para já, são consideradas "assunto de Estado".
A retirada dos ministros do MDFM-PL "põe em causa a tranquilidade de que todos precisamos para em 2010 realizarmos as eleições legislativas e autárquicas", afirmou o chefe de governo.
Mesmo sem o apoio do MDFM-PL, o actual governo de coligação continua a gozar de maioria parlamentar.
Dos 55 lugares do parlamento são-tomense, 20 pertencem ao MLSTP e 11 ao Partido da Convergência Democrática, que tem quatro ministros no actual executivo.
Outros 12 deputados foram eleitos pelo MDFM-PL e os restantes pela ADI (Acção Democrática Independente).
Foi o próprio Fradique de Menezes quem informou o chefe do governo de que os quatro ministros indicados pelo MDFM-PL vão abandonar o executivo, segundo disse à Lusa fonte governamental.
Saem do governo são-tomense o ministro da Administração Interna e do Território, Raul Cravid, o ministro da Justiça, Administração Pública e Assuntos Parlamentares, Justino Veiga (também porta-voz do executivo), a ministra do Ambiente, Recursos Naturais e Energia, Cristina Dias, e a ministra do Trabalho, Solidariedade e Família, Maria Tomé.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Computador "Magalhães" chega às escolas de São Tomé e Príncipe
Mais de 800 computadores de mesa e 750 portáteis da marca portuguesa “Magalhães” serão instalados em todas Escolas Básicas são-tomenses até 2010, através de uma iniciativa público privada, revelou segunda-feira a Companhia São-Tomense de Telecomunicações (CST).
O primeiro-ministro Rafael Branco, que presidiu ao acto de lançamento do projecto “Net Escola”, na Escola Básica de Bombom, na periferia da capital, considerou que esta acção “revela o interesse das autoridades em potenciar a qualidade de ensino, capacitando as novas gerações para os desafios do século XXI”.
Para este ano, está prevista a instalação de um total de 400 computadores de mesa e a distribuição de 500 portáteis “Magalhães”. A distribuição dos portáteis será feita de forma uniforme em todas as Escolas Básicas do país.
“No contexto de São Tome e Príncipe, a tecnologia é muito importante, porque queremos transformar o nosso país num país de prestação de serviços nesta região africana”, sublinhou Rafael Branco.
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