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terça-feira, 31 de maio de 2011

No Luxemburgo, homens fumam mais que as mulheres

No Grão-Ducado do Luxemburgo os homens fumam mais que as mulheres.

Segundo um inquérito divulgado em vésperas do Dia Internacional do Fumador, que se assinala hoje, 31 de Maio, cerca de 27 por cento dos homens fumam, contra apenas 20 por cento das mulheres.

O estudo revela ainda que 80 por cento da população luxemburguesa se queixa do tabagismo passivo.

Foto: Shutterstock

terça-feira, 29 de março de 2011

Proibido fumar nos cafés e nas discotecas do Luxemburgo a partir de 2012

A proibição de fumar nos cafés e discotecas deverá entrar em vigor em 2012, indicou ontem o ministro da Saúde, Mars Di Bartolomeo, na sequência da publicação de um estudo que coloca o Luxemburgo nos derradeiros lugares na luta anti-tabaco.

"Ainda não o podemos jurar, porque há todo um processo administrativo pela frente, mas estamos no bom caminho", disse Di Bartolomeo. Os preços praticados no país contribuíram para a má classificação do Luxemburgo (29o lugar num total de 31 países), reconhece o ministro da Saúde.

O estudo da Associação das Ligas Europeias contra o Cancro aponta ainda falhas ao Luxemburgo no que respeita à falta de proibição de fumar em locais públicos ou em locais de trabalho, e às despesas do Estado destinadas a campanhas de informação. O Reino Unido lidera a classificação do ranking dos países que mais se esforçam na luta anti-tabaco. Portugal ocupa a 19a posição. O tabaco mata anualmente entre 500 a 600 pessoas no Luxemburgo, segundo dados da Fundação de Luta contra o Cancro.

Foto: Marc Wilwert/LW

quarta-feira, 2 de junho de 2010

"É urgente proibir o tabaco nos cafés e discotecas", defende Fundação Luxemburguesa Contra o Cancro

Por ocasião da Dia Mundial sem Tabaco, esta segunda-feira, a Fundação Luxemburguesa contra o Cancro (FLCC) apelou à "urgente proibição de fumar nos cafés e nas discotecas" bem como ao "aumento substancial do preço do tabaco".

A FLCC constata que "praticamente um ano após as eleições, nada ou quase nada se passou" em termos de combate ao tabagismo.

Em Maio de 2009, a organização instou o Governo e os deputados a aplicar medidas anti-tabágicas consideradas eficazes por peritos em saúde pública, nomeadamente, a proibição de fumar em cafés e espaços de diversão nocturna.

"A crise não ajudou em nada", reconhece a FLCC, sublinhando, contudo, que "o problema do tabagismo continua a existir e a matar inúmeras pessoas no Luxemburgo".

A de 2 de Fevereiro deste ano, um estudo do instituto de sondagens TNS Ilres, encomendado pela Fundação Luxemburguesa Contra o Cancro, revelou que, em 2009, cerca de um quarto da população do Luxemburgo (24 %) fumava, isto é, cerca de 90 mil pessoas.

Destes, 50 mil eram homens e 40 mil do sexo feminino. O estudo mostrou igualmente que 35 % dos fumadores tinham entre 25 e 34 anos e 29 % entre 18 e 24 anos.

Em termos de profissão, 44 % estavam desempregados, 34 % eram operários, 29 % funcionários e 26 % eram assalariados independentes. Os reformados (16 %) e as domésticas (20 %) eram os que fumavam menos.

O tabaco mata anualmente entre 500 a 600 pessoas, segundo dados da FLCC.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Luxemburgo/Lei anti-tabaco: Donos de cafés temem perder clientes

Os proprietários dos cafés temem perder clientela quando a lei anti-tabaco começar a ser aplicada em todos os estabelecimentos de restauração. O ministro da Saúde luxemburguês, Mars Di Bartlomeo, já anunciou que a interdição de fumar nos cafés, bares e discotecas está para breve.

Daí a Horesca, a Federação da Hotelaria e Restauração, ter lançado um inquérito junto dos seus sócios sobre este assunto. Os resultados do estudo não demonstram nenhuma tendência especial, as opiniões estão divididas. Mas o receio de perder clientes, é claro. Nessa medida, a Horesca propõe que seja dada a possibilidade aos proprietários de escolherem se o seu estabelecimento aceita fumadores ou é apenas para não-fumadores. Os números do inquérito mostram que 52 % das 2.008 pessoas interrogadas pensam que os fumadores deveriam poder continuar a poder fumar nos cafés, bares e discotecas, mesmo que isso implique obras de adaptação nos estabelecimentos. Por seu lado, 43 % dos inquiridos opõem-se à permissão de fumar. O mesmo estudo mostra que 37 % das pessoas interrogadas declaram que irão mais vezes ao café se for proibido fumar, contra 19 % que afirmam que diminuirão as suas idas ao café se não se puder fumar.

Será que esta lei é uma boa oportunidade para o sector? "Gostaria de dizer que sim", responde Jean Schintgen, secretário geral da Horesca, "mas não acredito nisso". E dá o exemplo da Irlanda, onde a frequentação dos pubs diminuiu 25 % depois da interdição de fumar.

Para a Horesca a interdição de fumar provocará uma diminuição do volume de negócios dos cafés e bares. A federação baseia esta opinião nos números registados pelos restaurantes: quando passou a ser proibido fumar nesses estabelecimentos, o volume de negócios baixou entre 15 e 20 % numa primeira fase, para se estabilizar actualmente em menos 4 % do que antes da lei entrar em vigor.

F. Pinto
Foto: Shutterstock

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Luxemburgo: Ministro da Saúde quer proibir tabaco nos bares e discotecas

O ministro da Saúde luxemburguês, Mars di Bartolomeo, anunciou segunda-feira que está a considerar alargar brevemente a proibição de fumar nos bares e discotecas do Grão-Ducado, depois de esta prática ser já interdita nos cafés e restaurantes, às horas das refeições.

O ministro diz que vai continuar a lutar pela saúde pública, pelos não-fumadores e contra o tabagismo. E adianta números para sustentar a sua "cruzada". Nos últimos anos, o número de fumadores no país diminuiu de 33 para 25%.

Foto: Arquivos LW

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

UE: Ministros das Finanças querem aumentar imposto sobre o tabaco para 60% do preço do maço de cigarros

Os ministros das Finanças da União Europeia (UE) acordaram terça-feira aumentar o imposto mínimo sobre o tabaco para promover a luta contra o tabagismo e limitar, durante um período transitório, as importações de cigarros oriundos de países com taxas menores.

O projecto de directiva prevê um aumento da taxa mínima sobre o tabaco que deve ser aplicada na UE, anunciou a presidência sueca da União, actualmente em exercício.

"É muito mais do que uma questão fiscal, é também uma questão se saúde pública", afirmou o comissário europeu para os Assuntos Fiscais, Laslo Kovacs, em conferência de imprensa.

Actualmente, os impostos sobre o tabaco (sobre o consumo) devem representar pelo menos 57% do preço do maço de 20 cigarros e pelo menos 64 euros por mil cigarros.

Espera-se agora aumentar o imposto para os 60% do preço do maço e para os 90 euros por mil cigarros, até 2014.

O compromisso autoriza um período de transição até 1 de Janeiro de 2018 para os estados que ainda não instauraram as taxas mínimas actuais ou que o fizeram recentemente, como a Bulgária, Grécia, Estónia, Letónia, Lituânia, Hungria, Polónia e Roménia.

As diferenças entre os impostos cobrados sobre o tabaco na UE atingem actualmente os 600 por cento (700 por cento em termos de preços praticados), estando o Reino Unido, França, Alemanha, Irlanda no topo da lista dos países que mais taxam o tabaco.

O texto aprovado hoje prevê também aumentar os impostos sobre o tabaco de enrolar, que tem agora um sistema de imposto muito inferior.

Os ministros europeus das Finanças também querem reforçar a cooperação entre administrações fiscais para uma luta mais eficaz contra a fraude fiscal.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Luxemburgo: Ministro da Saúde quer aumentar preço do tabaco e alargar espaços para "não-fumadores"


Enquanto a campanha europeia anti-tabaco "HELP" entra numa nova fase, o ministro luxemburguês da Saúde, Mars Di Bartolomeo, anunciou na semana passada que apresentará em 2010 um projecto-lei para reforçar a lei anti-tabaco de 2006. O que está, desde já, previsto, anunciou, é um aumento do preço do tabaco e um alargamento dos espaços para "não-fumadores".

Segundo o ministro, a legislação de 2006, que proíbe inclusive qualquer tipo de publicidade ao tabaco, está actualmente em fase de avaliação. Esta deveria resultar num novo "plano tabaco" cujo objectivo será reforçar a lei actual. O projecto-lei deverá ser apresentado em Conselho do Governo em 2010. O preço dos cigarros poderá assim vir a ser aumentado, ao mesmo tempo que as zonas de "não-fumadores" poderão ser alargadas ao conjunto do sector da Horeca (hotelaria e restauração).

Se, por um lado, no Luxemburgo o número de fumadores baixou sensivelmente nestes últimos anos, por outro, verificou-se um aumento do número de jovens fumadores entre os 15 e os 17 anos. Uma constatação bastante preocupante, diz o ministro, na medida em que os danos provocados pelo tabaco no organismo ainda em crescimento dos jovens são mais importantes do que aqueles que se verificam no organismo de um adulto.

Mars Di Bartolomeo anunciou também uma campanha nacional intitulada "Ne fous pas ta vie en l'air" ("Não jogues a tua vida pela janela", em tradução livre) que insiste nomeadamente na prevenção. Para o ministro da Saúde luxemburguês, que já se assumiu enquanto antigo fumador, a melhor forma de deixar de fumar é nunca ter começado.

Na União Europeia (UE), morrem por ano, cerca de 650 mil pessoas devido ao tabaco, sendo que dessas, 19 mil são fumadores passivos. No Luxemburgo, entre 500 a 600 mortes por ano são imputadas ao tabaco. Os números, que falam por si só, levaram a Comissão Europeia a lançar-se em 2005 numa vasta campanha anti-tabaco.

A campanha foi planeada para e com os jovens, depois de se ter constatado que as imagens chocantes não produziam sempre os resultados esperados. Se a campanha assenta sobretudo em estratégias concretas para deixar de fumar, o público-alvo desta vez são sobretudo os adolescentes. Assim, e desde 15 de Outubro, foi difundido um anúncio publicitário em 134 canais de televisão em toda a UE, que apresenta heróis de manga (desenhos animados japoneses) que no final de 11 episódios (um episódio por mês), ajudam personagens dependentes do tabaco a libertarem-se do cigarro a partir de situações absurdas.

O objectivo é levar os jovens a consultar o sítio www.help-eu.com , onde verdadeiras soluções, publicadas por outros internautas, podem ser visualizadas. O sítio conta já com mais de mil participantes.

Refira-se ainda que os 60 milhões de euros com que está orçamentada esta campanha provêm do orçamento agrícola da UE. Trata-se de fundos que até ao momento serviam para subvencionar as plantações de tabaco, subvenções que estão continuamente em baixa, por forma a desaparecerem por completo em 2010.

Foto: Tessy Hansen/Texto: Cristina Campos

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Luxemburgo: Nova campanha contra o tabaco dirigida aos adolescentes

A Fundação Luxemburguesa Contra o Cancro lançou uma nova campanha anti-tabaco destinada aos adolescentes sob o lema "Be smart. Don’t start" ("Sê esperto. Não comeces").

É com esta mensagem, simples mas eficaz, à qual se junta um simpático "smiley" não fumador (na foto), que a Fundação parte para uma nova campanha contra o tabagismo nos jovens. Desta vez, na mira está o primeiro cigarro, com a ideia subjacente de que a melhor maneira de parar é nem sequer começar.

No Luxemburgo, em 2008, havia 25 % de fumadores. "Trata-se de um bom número, mas um número que não diminui e estamos longe de passar a barreira dos 20 % como, por exemplo, no Canadá", comenta a Fundação. Para atingir este objectivo, a Fundação decidiu virar as suas campanhas para os adolescentes. Assim, paralelamente à 11a edição da sua já célebre "Mission Nicht-rauchen", que pede aos alunos das turmas participantes para imaginar uma original acção anti-tabaco, a Fundação inicia uma nova campanha em que lança mão de vários utensílios que fazem parte do universo dos adolescentes. Um poster em duas línguas em que se fornecem informações concretas sobre os cigarros e os seus perigos, ilustrados por desenhos humorísticos; um "smiley" autocolante com a frase "I am smokefree".

As turmas interessadas em participar no concurso "Mission Nicht-rauchen" têm até 20 de Outubro para se inscreverem e enfrentarem o desafio de não fumar até ao próximo mês de Maio. "É uma maneira de criar uma dinâmica de grupo positiva", explica Marie-Paule Prost-Heinisch, directora da Fundação. "Já temos cerca de 50 turmas inscritas. Em 2008, foram 160 as turmas no início e 90 a conseguir vencer o desafio. Em 10 anos, cerca de 32 mil alunos do secundário participaram nesta iniciativa. A força deste concurso é de manter o tabagismo na ordem do dia durante vários meses". Do ponto de vista político, as reivindicações da Fundação não mudam: "Pedimos a interdição de fumar nos cafés, bares e discotecas, bem como o aumento do preço do tabaco até uma harmonização com os preços praticados nos países vizinhos", afirma a directora.

Orientação aos pais sobre como ajudar o filho: falar cedo sobre os perigos do tabaco

A Fundação contra o Cancro bate-se para que os adolescentes encontrem dentro de si a força suficiente para dizer não ao primeiro cigarro, na maior parte das vezes consumido mais por fraqueza face à pressão do grupo do que por vontade própria. Os pais podem ajudar os filhos a ultrapassar este período de alto risco.

O primeiro conselho consiste em abordar o assunto suficientemente cedo com a criança, segundo a Fundação, entre os 11 e os 12 anos, altura em que a criança tem horror do fumo do tabaco. Deve falar-se sobre os perigos, os diferentes componentes de um cigarro e do fumo e das consequências para a saúde. Os pais devem encorajar os filhos a serem críticos em relação ao tabagismo e informá-los do facto de que os fumadores ficam dependentes da nicotina e não são livres de escolher se, quando e em que quantidade fumam. A Fundação aconselha também a encorajar a criança a ter confiança em si e nas suas capacidades, um bom meio de lutar contra as dependências.

No caso de o adolescentes já ser fumador, o importante, segundo a Fundação, é os pais definirem claramente o seu ponto de vista e estabelecer regras, explicando que não aprovam o cigarro e proibindo o fumo em casa.

Foto: Christian Mohr / Texto: F. Pinto