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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Portugal: Universidades Clássica e Técnica de Lisboa fusionam em 2012

O reitor eleito da Universidade Técnica de Lisboa afirmou segunda-feira que o plano de fusão com a Universidade de Lisboa deverá estar pronto nos primeiros meses de 2012, considerando o mesmo como o caminho contra a "asfixia" da falta de autonomia.

"O que estamos a fazer com este movimento em Lisboa é uma nova universidade que reúne todas as valências, que permite ter um universidade em Lisboa que conte, que esteja no mapa, que nos permita competir pelos melhores talentos", disse António Cruz Serra no programa da RTP "Prós e Contras".

Assim, embora tudo, desde o nome da futura universidade, vá ainda ser discutido nos órgãos de gestão de cada instituição, o figurino deverá estar concluído "seguramente antes das férias" escolares, indicou.

O reitor eleito da Técnica e presidente do Instituto Superior Técnico lamentou que as universidades portuguesas se debatam com "a falta de autonomia".

"Ninguém acha normal que tenhamos que pedir autorização ao ministro das Finanças para fazer uma alteração orçamental sempre que um dos nossos professores ganha um projeto de milhões", afirmou.

Cruz Serra frisou que é o esforço dos docentes universitários - "gente muito dinâmica" - que permite às universidades sobreviver com receitas próprias, "porque não conseguiam só com as dotações do Orçamento de Estado".

As universidades têm assim "problemas de financiamento e de agilidade administrativa. É preciso dar cabo da burocracia que asfixia o funcionamento do Estado", defendeu.

Com as regras atuais, muitas vezes "não se sabe o que se pode fazer" no meio académico, concluiu.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Universidade de Aveiro lança estudo para saber como emigração pode ajudar o turismo português

Uma investigadora da Universidade de Aveiro está a realizar um estudo sobre o contributo do retorno e a fixação de emigrantes portugueses, enquanto potenciais promotores turísticos, para o desenvolvimento do turismo no seu local de origem, em Portugal, e procura pessoas, entre as comunidades portuguesas no estrangeiro, que respondam a um questionário online.

De acordo com Rossana Neves dos Santos, do Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial da universidade de Aveiro, "o questionário é anónimo e o seu preenchimento leva aproximadamente 20 minutos". Uma das secções é exclusivamente destinada aos emigrantes acima dos 40 anos e outra é "dirigida aos participantes que tenham entre 18 e 39 anos".

"A primeira página do questionário refere a duração do seu preenchimento, o objectivo do estudo, o seu local de realização, a entidade financiadora do projecto e a garantia de anonimato", acrescenta a investigadora.

Rossana Neves dos Santos realiza o estudo no âmbito de um projecto de investigação de Doutoramento, que é financiado por uma bolsa atribuída pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Os dados do estudo vão ser revelados a partir de Abril do próximo ano.

Os interessados podem obter mais informações junto do Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial através do tel. (+351) 234 370 361.

I.F.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Universidade do Luxemburgo acolhe colóquio sobre multilinguismo, de 4 a 7 de Fevereiro

A Universidade do Luxemburgo acolhe de 4 a 7 de Setembro (de quinta-feira a domingo) o quarto colóquio científico das universidades multilingues, depois das edições de Friburgo (Suíça), Helsínquia (Finlândia) e Bolzano (Itália).

Centrado sobre a questão do profissionalização do multilinguismo, o evento irá tratar inúmeros temas em função de múltiplas perspectivas, desde as políticas linguísticas, a dimensão económica do multilinguismo até à trajectória biográfica dos indivíduos plurilingues (estudantes, pessoal administrativo e docente, entre outros).

Sete anos após a criação da Universidade do Luxemburgo, o colóquio marca o reconhecimento crescente no plano internacional de uma das mais jovens universidades da Europa.

A Universidade do Luxemburgo é também uma das 30 instituições de ensino superior bilingues e multilingues do mundo.

Para o colóquio, cerca de 250 especialistas vindos de mais de 30 países irão reunir-se na Abadia Neumünster, no bairro do Grund na capital.

Estes irão analisar a formação dos profissionais plurilingues, demonstrando a importância do multilinguismo para o desenvolvimento económico e insistindo no valor das competências linguísticas no seio do mundo académico e profissional.

No final das discussões sublinhar-se-á o potencial das universidades multilingues que irão servir de modelo para as instituições do ensino superior do futuro.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

UE estuda classificação mais justa para Universidades europeias

Os ministros europeus da Educação, escaldados com as classificações internacionais das universidades muito mediatizadas mas muitas vezes rudimentares, apoiaram quinta-feira o trabalho de Bruxelas para traçar um "mapa" mais sofisticado.

"O que não é avaliado é desvalorizado", realçou o ministro da Educação espanhol, Angel Gabilondo Pujol, considerando as classificações imperfeitas mas "inevitáveis".

Para ele, os sistemas de classificação actuais carecem de indicadores transparentes e deveriam nomeadamente especificar os recursos das universidades que têm por vezes "um orçamento superior ao de um pequeno Estado".

A França, particularmente crítica da popular lista de "Xangai", considera que as "classificações simplistas empurram as universidades para reformas que não vêm ao encontro dos interesses dos estudantes".

A classificação académica das universidades mundiais ou classificação de Xangai baseia-se numa lista restrita de critérios, nomeadamente o número de publicações nas revistas científicas e o número de prémios Nobel atribuídos aos alunos.

Já o Reino Unido considera "difícil obter todos os dados necessários para reflectir com precisão a qualidade das universidades".

A Comissão Europeia lançou em Maio de 2009 uma estudo de viabilidade com uma duração de dois anos que visa a concepção de um sistema de classificação mundial "multidimensional" das universidades.

"Enquanto isto, os nossos principais concorrentes, na primeira fila dos quais estão a China e os Estados Unidos, investem somas colossais para garantir uma posição de líder no ensino superior", um vector de prosperidade, preveniu a presidência sueca da UE num documento divulgado quinta-feira.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Luxemburgo: Universidade do Luxemburgo deve ter mais autonomia, diz ministro do Ensino Superior

Criada em 2004, a ainda jovem Universidade do Luxemburgo (Uni.lu) tem conhecido um crescimento constante, atingindo agora, segundo o ministro do Ensino Superior e da Investigação, a sua "velocidade de cruzeiro". François Biltgen defende, aliás, um aumento da autonomia deste estabelecimento de ensino superior.

Desde a sua criação, a Universidade do Luxemburgo tem por regra a aplicação dos princípios do Processo de Bolonha. A constatação foi feita pelo ministro durante a recente abertura do novo ano académico, no campus do Kirchberg. Biltgen mostrou-se satisfeito por, decorridos cinco anos, o objectivo de construir uma pequena universidade de investigação de reputação internacional não ser agora posto em causa.

Aumentar o número de licenciados

No seu discurso, o ministro insistiu na necessidade de uma maior autonomia e responsabilidade da Universidade. Se o Governo define o enquadramento financeiro e os objectivos, o estabelecimento deve ser capaz de assegurar o seu próprio funcionamento. Biltgen espera que a Universidade aumente, no futuro, a sua autonomia em matéria de ensino e no plano material, nomeadamente ao nível da gestão dos edifícios.

Quanto à responsabilidade, ela manifesta-se através das avaliações externas de que a Universidade é alvo. O primeiro relatório foi efectuado este ano e o próximo está previsto para 2011.

O contrato quadrienal com o Governo, que termina este ano, será renegociado. O Executivo não estabeleceu ainda os novos eixos da investigação, explicou o ministro, recordando os dois papéis fundamentais do estabelecimento de ensino superior: aumentar o número de licenciados no ensino superior no Grão-Ducado e ser o motor da investigação, do desenvolvimento da economia e da sociedade.

Transferência para Belval entre 2013 e 2014

François Biltgen confirmou que o Governo mantém o objectivo de transferir a Universidade para Belval em 2013-2014. "Mantemos esse objectivo", disse, acrescentando que "acredita firmemente no cumprimento desse prazo", apesar dos problemas surgidos nas últimas semanas naquele estaleiro de obras gigante. As Faculdades de Finanças e de Direito continuarão, contudo, no Limpertsberg, na capital.

Quanto aos alojamentos para estudantes, o ministro reconheceu que "não estamos ainda onde gostaríamos de estar" e que é preciso fazer esforços no sentido de concretizar este objectivo.

A Universidade do Luxemburgo – cujo reitor Rolf Tarrach verá o seu mandato renovado por mais cinco anos – conta actualmente com estudantes de 94 nacionalidades e com um corpo docente de 20 nacionalidades.

Fernando Pinto
Foto: Maurice Fick

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Universidade do Luxemburgo na ilegalidade?

Está a Universidade do Luxemburgo na ilegalidade?

É o que deixa subetender uma questão parlamentar colocada na quarta-feira pelo deputado socialista Marc Angel (LSAP), e que é dirigida ao ministro do Ensino Superior, François Biltgen.

Em causa estão os serviços de inscrição da instituição que parecem não aplicar a recente lei (de 29 de Maio de 2009) que aboliu a obrigação de os estudantes fornecerem uma cópia certificada de um documento original.

Os estudantes que se têm apresentado na Universidade do Luxemburgo para se inscreverem têm-se confrontado, segundo o deputado, com esta exigência, o que consideram um obstáculo administrativo.

Marc Angel quer saber se o ministro é conhecedor desta situação e, caso esta seja verdade, como entende intervir junto do reitorado da instiutuição para rectificá-la.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Número de licenciados cresceu em Portugal acima da média da OCDE

O número de licenciados do ensino superior cresceu em Portugal acima da média dos países da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE), segundo um relatório divulgado esta semana em Paris.

Portugal, juntamente com a Irlanda, Polónia, Espanha e Turquia, é um dos países onde o aumento do número de licenciados superou os 7%, muito acima da média nos países de OCDE, que foi de 4,5% entre 1998 e 2006.

Este crescimento foi sublinhado pelo secretário-geral da OCDE, Angel Gurria, na apresentação do relatório anual da organização “Olhares Sobre a Educação”.

Portugal aparece também no segundo lugar da lista comparativa de ganhos salariais acumulados das mulheres com formação superior, em relação às mulheres que têm apenas formação secundária.

Segundo o relatório da OCDE, uma mulher com formação universitária em Portugal pode esperar uma vantagem salarial acumulada, ao longo da sua vida profissional, de cerca de 220 mil dólares norte-americanos (cerca de 152 mil euros) sobre uma mulher que completou apenas o ensino secundário.

Os Estados Unidos são o país onde é mais significativa a vantagem salarial acumulada entre formação superior e secundária, tanto para os homens (367 mil dólares = c. 253 mil euros) como para as mulheres (220 mil dólares = c. 152 mil euros).

No conjunto dos países da OCDE, um homem licenciado pode esperar, em média, uma vantagem acumulada ao longo da sua carreira de 186 mil dólares (c. 128 mil euros).

Ao apresentar estes números, Angel Gurria salientou que “os reflexos positivos de uma educação universitária traduzem-se mais tarde durante a vida, sob forma de salários mais elevados”.

O relatório de 2009 “demonstra que a diferença de nível de rendimentos entre indivíduos licenciados e os outros continua a alargar-se na maior parte dos países”.

“O período que sucederá à crise económica mundial será caracterizado por uma procura sem precedentes no ensino universitário”, declarou o secretário-geral da OCDE.

Neste contexto, Angel Gurria chamou a atenção para a tendência no espaço da OCDE de “os jovens continuarem mais e mais os seus estudos”, tanto pelas “vantagens líquidas de uma boa educação como pela manutenção provável dos níveis de desemprego elevados durante a saída da crise económica”.

“Olhares Sobre a Educação” salienta a importância da avaliação dos actores do processo educativo e a existência de incentivos.

Portugal (33%), atrás da Áustria (35%) e da Irlanda (39%), faz parte dos países onde “um terço ou mais dos professores do primeiro nível do ensino secundário não tiveram qualquer forma de avaliação escolar nos cinco anos precedentes”.

O relatório de 2009 é elaborado a partir dos dados disponíveis até 2007 e analisa as implicações dos níveis de escolaridade e formação no mercado de trabalho e na vulnerabilidade ao desemprego.

O documento introduz, pela primeira vez, dados sobre o impacto do nível de formação nos indicadores de saúde e sociais no espaço da OCDE.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Alemanha/Hamburgo: Conferência sobre Portugal e o Mundo Germanófilo

“Portugal, Hamburgo e O Mundo de Língua Alemã durante a Expansão Ultramarina Europeia” é o tema de um colóquio organizado pela Universidade Nova de Lisboa e pela Universidade de Hamburgo, de quinta-feira a sábado, nesta cidade alemã.

O evento destina-se a “aprofundar e trocar pontos de vista sobre as relações entre Portugal, Hamburgo e o mundo germanófilo”, durante a Idade Moderna, do séc. XVI ao séc. XVIII.

Na abertura, o professor Horst Pietschmann, da Universidade de Hamburgo, vai dissertar sobre os “Interesses Alemães entre a Expansão Portuguesa e Espanhola na Época do Imperador Maximiliano”.

Seguem-se intervenções de Marília dos Santos Lopes, da Universidade Católica, sobre Hamburgo e as notícias do além-mar na segunda metade do séc. XVII, e de Ana Maria Ramalheira, da Universidade de Aveiro, subordinada ao tema Alcácer Quibir, D. Sebastião e a ameaça turca na literatura volante alemã do século XVI.

Até sábado, haverá palestras de quase duas dezenas de investigadores alemães, austríacos e portugueses no colóquio, dividido em várias secções: Circulação de Notícias acerca de Portugal e do Império Português, Judeus de Origem Portuguesa em Portugal e Hamburgo, Relações Artísticas e Relações Políticas.

Na sessão de encerramento, no sábado, João Paulo Oliveira e Costa, da Universidade Nova de Lisboa, vai falar sobre “Adam Schall, um Homem entre a Igreja e os Impérios”, e Markus Klaus Schäffauer, da Universidade de Hamburgo, sobre "Hans Staden, Autor do Canibalismo”.

Com esta abordagem de estudiosos luso-germânicos sobre um tema pouco conhecido, a Universidade Nova de Lisboa e a Universidade de Hamburgo esperam “poder abrir linhas de investigação futuras”.