O governo luxemburguês decidiu desbloquear uma primeira tranche de cinco milhões de euros para auxiliar os agricultores contra a seca, que se fez sentir entre Março e Junho e que já lhes fez perder entre 30 % a 70 % das suas colheitas.
Estes cinco milhões correspondem a um terço dos prejuízos para este ano. Uma nova quantia será atribuída quando forem contabilizados os prejuízos totais, no final do ano.
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terça-feira, 5 de julho de 2011
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Luxemburgo: Associações contra nova localização do novo Agrocenter de Mersch
No fim-de-semana, a associação BUSNA, criada com o objectivo de impedir a construção das novas instalações do Agrocenter junto de Pettingen, distribuiu em todas as caixas de correio da comuna de Mersch, um panfleto onde relembra todos argumentos que várias associações e entidades apresentam contra a futura localização daquele centro.
No panfleto lê-se, por exemplo, que o Observatório do Ambiente Natural também criticou o local escolhido.
Para esta segunda-feira, uma das federação dos agricultores luxemburgueses, a "Verband", convocou uma conferência de imprensa para fazer o ponto da situação sobre este dossiê litigioso.
No panfleto lê-se, por exemplo, que o Observatório do Ambiente Natural também criticou o local escolhido.
Para esta segunda-feira, uma das federação dos agricultores luxemburgueses, a "Verband", convocou uma conferência de imprensa para fazer o ponto da situação sobre este dossiê litigioso.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Luxemburgo: Produtores de leite conseguem apoio de 280 milhões de euros
Entre 1.500 e 2.000 agricultores segundo a polícia e 3 mil segundo os organizadores manifestaram-se ontem no Kirchberg contra as quotas leiteiras impostas pela Comissão Europeia e o preço do leite ao produtor praticado na União Europeia (UE).
Os manifestantes afluiram de toda a Europa até à Luxexpo, no Kirchberg, onde estavam ontem reunidos os ministros da Agricultura dos 27 estados-membros da UE.
A comissária europeia da Agricultura, Mariann Fischer Boel garantiu ontem a criação de uma ajuda financeira de 280 milhões de euros pour apoiar este sector em crise, o que representa cerca de mil euros para cada produtor.
Apesar de este anúncio ter sido feito ainda na segunda-feira de manhã, os agricultores e produtores de leite europeus não desistiram da manifestação e invadiram o Kirchberg com centenas de tractores.
A polícia luxemburguesa tinha feito apelo à sua congénere belga para criar no bairro do Kirchberg um perímetro de segurança com barricadas, arame farpado, polícia de choque e camiões com canhões de água.
Impedidos de chegar perto da Luxexpo, onde estavam reunidos os ministros da UE, os manifestantes tentaram forçar as barreiras de segurança e chegaram a atear fogo junto de um dos muros exteriores da Luxexpo, rapidamente circunscrito pelas forças de ordem. Tractores e manifestantes não arredaram pé do Kirchberg antes da noite de segunda-feira.
O bairro europeu da cidade do Luxemburgo esteve paralisado durante todo o dia de segunda-feira, o trânsito esteve condicionado, o centro comercial Auchan e o pavilhão de exposições Luxexpo haviam decidido nem sequer abrir portas ao público.
Os manifestantes afluiram de toda a Europa até à Luxexpo, no Kirchberg, onde estavam ontem reunidos os ministros da Agricultura dos 27 estados-membros da UE.
A comissária europeia da Agricultura, Mariann Fischer Boel garantiu ontem a criação de uma ajuda financeira de 280 milhões de euros pour apoiar este sector em crise, o que representa cerca de mil euros para cada produtor.
Apesar de este anúncio ter sido feito ainda na segunda-feira de manhã, os agricultores e produtores de leite europeus não desistiram da manifestação e invadiram o Kirchberg com centenas de tractores.
A polícia luxemburguesa tinha feito apelo à sua congénere belga para criar no bairro do Kirchberg um perímetro de segurança com barricadas, arame farpado, polícia de choque e camiões com canhões de água.
Impedidos de chegar perto da Luxexpo, onde estavam reunidos os ministros da UE, os manifestantes tentaram forçar as barreiras de segurança e chegaram a atear fogo junto de um dos muros exteriores da Luxexpo, rapidamente circunscrito pelas forças de ordem. Tractores e manifestantes não arredaram pé do Kirchberg antes da noite de segunda-feira.
O bairro europeu da cidade do Luxemburgo esteve paralisado durante todo o dia de segunda-feira, o trânsito esteve condicionado, o centro comercial Auchan e o pavilhão de exposições Luxexpo haviam decidido nem sequer abrir portas ao público.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Luxemburgo: Kirchberg, Auchan e Feira de Outono fechados hoje devido a mega-manif com 700 tractores e 3.500 manifestantes vindos de toda a Europa
Devido à ameaça de manifestação dos agricultores e produtores de leite durante a reunião dos ministros da Agricultura europeus no Kirchberg, esta segunda-feira, 19 de Outubro, o centro comercial Auchan e os organizadores da Feira de Outono, que decorre, na Luxexpo, decidiram não abrir hoje ao público.
Vários sindicatos de agricultores e produtores de lacticínios da Europa anunciaram voltar a invadir o Kirchberg esta segunda-feira, como já o haviam feito em Junho, como forma de protestar contra o preço do leite ao produtor que consideram muito baixo.
São esperados cerca de 3.500 manifestantes e 700 tractores e máquinas agrícolas vindos de toda a Europa.
Em todo o bairro do Kirchberg, o trânsito será condicionado durante todo o dia. Dada a dimensão da manifestação, são esperados problemas com o trânsito um pouco por todo o país.
Desde as 8h e até às 10h30, patrulhas da polícia grã-ducal vão escoltar os tractores dos manifestantes desde vários pontos do país até ao Kirchberg, prevendo-se que este processo cire problemas de trânsito nos seguintes locais: Wemperhardt (fronteira norte do Luxemburgo), Echternach, Grevenmacher, Perl (fronteiras a leste do país), Frisange, Esch/Alzette (fronteiras sul), Steinfort e Pommerloch (fronteiras oeste) em direcção da cidade do Luxemburgo.
As autoridades não sabem nem têm, para já, indicações da hora possível do fim da manifestação.
A polícia mete à disposição um número de telefone de serviço: 26 12 90 90.
Vários sindicatos de agricultores e produtores de lacticínios da Europa anunciaram voltar a invadir o Kirchberg esta segunda-feira, como já o haviam feito em Junho, como forma de protestar contra o preço do leite ao produtor que consideram muito baixo.
São esperados cerca de 3.500 manifestantes e 700 tractores e máquinas agrícolas vindos de toda a Europa.
Em todo o bairro do Kirchberg, o trânsito será condicionado durante todo o dia. Dada a dimensão da manifestação, são esperados problemas com o trânsito um pouco por todo o país.
Desde as 8h e até às 10h30, patrulhas da polícia grã-ducal vão escoltar os tractores dos manifestantes desde vários pontos do país até ao Kirchberg, prevendo-se que este processo cire problemas de trânsito nos seguintes locais: Wemperhardt (fronteira norte do Luxemburgo), Echternach, Grevenmacher, Perl (fronteiras a leste do país), Frisange, Esch/Alzette (fronteiras sul), Steinfort e Pommerloch (fronteiras oeste) em direcção da cidade do Luxemburgo.
As autoridades não sabem nem têm, para já, indicações da hora possível do fim da manifestação.
A polícia mete à disposição um número de telefone de serviço: 26 12 90 90.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Luxemburgo: Produtores de leite voltam a invadir hoje a capital
Três dezenas de tractores, camiões e carrinhas de uma centena de produtores de leite luxemburgueses voltam a invadir esta quinta-feira, 24 de Setembro, a partir das 11h15, as ruas da capital para mais uma mega-manifestação.
Os manifestantes vão passar pelo Kirchberg, o boulevard Pierre Frieden, o boulevard Konrad Adenauer, em direcção ao centro da cidade e na place Guillaume II (Knuedler) entendem distribuir leite gratuitamente, a partir das 13h.
Às 15h está prevista uma conferência de imprensa frente à Câmara dos Deputados, no Marché-aux-Herbes, a 200 m da place Guillaume II.
Desta vez, os manifestantes foram mobilizados pelo "Luxembourg Dairy Board (LDB)", representante dos produtores de leite do país, que entendem protestar contra o preço do leite preconizado pela Comissão Europeia.
Recorde-se que esta é já a quarta manifestação em menos de duas semanas dos produtores de leite.
Na segunda, na terça e na sexta-feira da semana passada os agricultores tinham-se manifestado com acções de impacto mediático, que visavam chocar a opinião pública e acordar as consciências dos políticos.
Na segunda-feira, numa acção concertada entre agricultores luxemburgueses e belgas, bloquearam com tractores a fronteira belgo-luxemburguesa da auto-estrada A6 entre o Luxemburgo e Sterpenich (B).
Na terça-feira, mobilizados por três federações de agricultores - a "Centrale Paysanne", a FLB e a "Bauerenallianz" - manifestaram-se em Diekirch e derramaram 50 mil litros de leite numa pradaria em Erpeldange.
Finalmente, na sexta-feira, as mesmas três federações invadiram as ruas da capital com meia centena de tractores e máquinas agrícolas, o que culminou no derrame de 150 mil litros de leite numa pradaria de Kockelscheuer.
O resultado foi nessa mesma sexta-feira conseguirem uma reunião com o primeiro-ministro e os ministros da Agricultura e das Finanças que lhes prometeram 2,6 milhões de euros em ajudas financeiras indirectas (deduções fiscais, reduções nos custos de produção, apoio nas quotizações da segurança social e para as reformas, etc.)
Os manifestantes vão passar pelo Kirchberg, o boulevard Pierre Frieden, o boulevard Konrad Adenauer, em direcção ao centro da cidade e na place Guillaume II (Knuedler) entendem distribuir leite gratuitamente, a partir das 13h.
Às 15h está prevista uma conferência de imprensa frente à Câmara dos Deputados, no Marché-aux-Herbes, a 200 m da place Guillaume II.
Desta vez, os manifestantes foram mobilizados pelo "Luxembourg Dairy Board (LDB)", representante dos produtores de leite do país, que entendem protestar contra o preço do leite preconizado pela Comissão Europeia.
Recorde-se que esta é já a quarta manifestação em menos de duas semanas dos produtores de leite.
Na segunda, na terça e na sexta-feira da semana passada os agricultores tinham-se manifestado com acções de impacto mediático, que visavam chocar a opinião pública e acordar as consciências dos políticos.
Na segunda-feira, numa acção concertada entre agricultores luxemburgueses e belgas, bloquearam com tractores a fronteira belgo-luxemburguesa da auto-estrada A6 entre o Luxemburgo e Sterpenich (B).
Na terça-feira, mobilizados por três federações de agricultores - a "Centrale Paysanne", a FLB e a "Bauerenallianz" - manifestaram-se em Diekirch e derramaram 50 mil litros de leite numa pradaria em Erpeldange.
Finalmente, na sexta-feira, as mesmas três federações invadiram as ruas da capital com meia centena de tractores e máquinas agrícolas, o que culminou no derrame de 150 mil litros de leite numa pradaria de Kockelscheuer.
O resultado foi nessa mesma sexta-feira conseguirem uma reunião com o primeiro-ministro e os ministros da Agricultura e das Finanças que lhes prometeram 2,6 milhões de euros em ajudas financeiras indirectas (deduções fiscais, reduções nos custos de produção, apoio nas quotizações da segurança social e para as reformas, etc.)
A Polícia grã-ducal não previu o encerramento de nenhuma rua, mas avisa o público que a manifestação vai afectar o tráfego apesar de estar previsto o seu enquadramento por patrulhas.
Texto e Foto: JLC
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Luxemburgo: Produtores de leite derramam 150 mil litros de leite e paralisam meia-capital com tractores
despejaram 150 mil litros de leite que transportavam nos campos (Imagens: JLC)
Os produtores de leite organizaram esta sexta-feira, uma manifestação pelas ruas da cidade do Luxemburgo, para protestaram pelos preços baixos que lhes são pagos pelo produto.
Os protestos estenderam-se da Cloche d'Or, a Kockelscheuer, Hollerich e ao centro da capital, pelo que o trânsito foi afectado nessas zonas e bairros contíguos quando passou o cortejo de tractores.
Cerca das 11h30, os manifestantes entraram na capital com uma caravana de 50 tractores e pesadas máquinas agrícolas e desfilaram pela route d'Esch até à sede da "Federação das Associações Agrícolas do Luxemburgo" (Landwirtschaft Verband), situada na rue Raiffeisen, na Cloche d'Or (junto à Gamm Vert).
Depois disso, os tractores sairam da cidade, no sentido Kockelscheuer, onde onze camiões-cisterna derramaram cerca de 150 mil de litros de leite numa pradaria, situada junto ao centro desportivo, como já o haviam feito na terça-feira em Diekirch e Erpeldange.
Os manifestantes regressaram à capital pela route d'Esch, atravessaram a Cloche d'Or e Gasperich até Hollerich, para protestar cerca das 13h30 frente ao edifício da Administração dos Serviços Técnicos da Agricultura, na rue de Hollerich.
A rue de Hollerich esteve completamente encerrada ao tráfego, nos dois sentidos do trânsito, durante cerca de 45 minutos.
As outras ruas por onde o cortejo de tractores passou não fecharam ao trânsito e apesar de patrulhas da polícia enquadrarem a manifestação, houve uma forte perturbação na circulação.
O desfile de tractores deixou depois a rue de Hollerich pela route d'Esch, seguiu até à av. Marie Thérèse e até ao edifício Pôle Nord (no cruzamento da ponte Adolphe com o boulevard Royal), continuou pelo boulevard Roosevelt e a rue Notre-Dame até à place Guillaume II (Knuedler) e a place Clairefontaine, junto ao Ministério do Estado, onde fica situado o gabinete do primeiro-ministro, Jean-Claude Juncker, onde chegou cerca das 15h.
A manifestação foi dada por terminada pelas 17h, depois da saída da delegação dos produtores de leite de uma reunião com o chefe do Governo e pelo ministro da Agricultura, Romain Schneider.
Enquanto a reunião decorria, os produtores de leite haviam estacionado os tractores na place Guillaume II e distribuiram leite gratuitamente aos transeuntes e curiosos que passavam pelo local.
JLC
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Luxemburgo: Produtores de leite derramaram 50 mil litros em Erpeldange
Os produtores distribuiram ainda gratuitamente leite junto de um supermercado em Diekirch, duas acções que visam protestar pela crise no sector e pelo preço do leite que lhes é pago (cerca de 0,20 a 0,40 euros por litro), que consideram injusto por não cobrir as despesas de produção.
A acção foi uma concertação conjunta de uma centena dos 350 membros do sindicato de leitarias do Luxemburgo que reúne 40% dos produtores do país, segundo um dos responsáveis, Fredy de Martines.
Vinte produtores de leite luxemburgueses começaram uma greve "ilimitada" na quinta-feira da semana passada "por solidariedade" com os parceiros europeus, afirmou Martines, embora muitos outros produtores do Grão-Ducado tenham desistido desta greve por considerarem que esta só pode piorar ainda mais a situação do sector no Luxemburgo.
O presidente da Federação dos Produtores de Leite do Luxemburgo (FMB) estima que os produtores luxemburgueses de leite deverão perder 28 mil milhões de euros em 2009, devido à queda do preço deste produto.
Confrontado com o descontentamento crescente, a comissária europeia da agricultura, Mariann Fischer Boel, afirmou que vai apresentar "novas propostas" amanhã, quinta-feira.
Estas ideias, que a comissária prefere avançar primeiro na comissão de assuntos agrícolas do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, "não constituem uma reviravolta política" em relação às medidas propostas até aqui pela Comissão Europeia, explicou o seu porta-voz.
Mariann Fischer Boel está disposta a "procurar meios para assegurar que os agricultores recebem o preço justo, desde que isso não contrarie as regras do mercado".
A comissária para a Agricultura recusou, no entanto, pôr em questão as decisões tomadas pelos 27 países da União Europeia, na reunião de Junho, como a supressão a termo do sistema de quotas leiteiras e a redução de várias subvenções agrícolas.
Texto: JLC/com Lusa
Foto: Nico Muller/LW
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Luxemburgo: Agricultores bloquearam fronteira belgo-luxemburguesa para exigir aumento do preço do leite pago ao produtor
Ontem, dezenas de produtores de leite belgas e luxemburgueseses bloquearam a fronteira em Sterpenich, para reclamar o aumento do preço do leiteBastou uma dúzia de tractores para dificultar a passagem de camiões e automóveis, o que provocou de imediato um enorme engarrafamento, já que era a hora de fecho de expediente em muitos empregos no Luxemburgo e eram várias dezenas de milhares os automobilistas a circular naquela auto-estrada, no sentido Grão-Ducado - Bélgica.
Segundo o que os porta-vozes dos manifestantes disseram às patrulhas de polícia belgas e luxemburguesas enviadas para o local, os produtores de leite pretendiam desviar os camiões para o parque de estacionamento do posto-fronteira para controlar as mercadorias transportadas.
Esta tarde, em Ettelbruck e Erpeldange: 50 mil litros de leite derramados num descampado
No Luxemburgo está prevista outra acção esta terça-feira.
Os produtores de leite vão distribuir gratuitamente leite aos transeuntes que cruzarem e têm também previsto, pelas 14h15, despejar 50 mil litros de leite em pradarias nas imediações de Ettelbruck e Erpeldange.
Quanto custa o leite?
O preço do leite pago ao produtor ronda, no Luxemburgo, os 0,30 a 0,40 euros por litro, isto depois de a principal compradora da produção leiteira nacional, a Luxlait, ter aceite, em Agosto de 2008, as reivindicações das federações dos agricultores e produtores de lacticíneos.
Mas a média no resto da União Europeia não ultrapassa os 0,24 euros/litro pagos ao produtor e em muitos estados-membros, como na Bélgica por exemplo, o preço não ultrapassa os 0,20 euros/litro.
Os produtores insurgem-se por considerarem que a diferença entre o preço que lhes é pago e a margem de lucro dos revendedores é colossal e porque o preço ao qual o leite lhes é comprado actualmente não cobre os custos de produção.
"Por isso, preferimos dá-lo ou despejá-lo na valeta", argumentavam ontem em Sterpenich os agricultores furiosos.
O protesto dos produtores de leite arrasta-se em toda a Europa há meses. Já em 22 de Junho, centenas haviam-se manifestado no Kirchberg, bloqueando aquele bairro durante horas.
Fotos: Anouk Antony/Bossmann
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Luxemburgo: Produtores de leite desistem das ameaças de greve
As principais associações de agricultores e produtores de leite do Grão-Ducado, a "Centrale Paysanne", a Federação Luxemburguesa de Agricultores (FLB) e a "Bauerenallianz" (Aliança dos Agricultores) anunciaram quarta-feira que não pensam chegar a organizar uma greve que poderia apenas agravar a situação já precária para muitos produtores.
No entanto, os representantes dos agricultores dizem-se não estar satisfeitos com o conselho de ministros europeus de 7 de Setembro e acusam a Comissão Europeia de inflexibilidade.
As associações não se opõem à suspensão das quotas leiteiras, mas insurgem-se ao verificarem que nenhuma medida imediata foi tomada para sanear o mercado, da parte do grupo de 16 estados-membros, que havia prometido "respostas a curtop prazo" que acompanhassem a saída progressiva do regime das quotas leiteiras.
Os agricultores do Luxemburgo dizem ainda que a Comissão Europeia está a fugir às suas responsaibilidades ao deixar as decisões nesta matéria serem tomadas pelos governos nacionais.
No entanto, os representantes dos agricultores dizem-se não estar satisfeitos com o conselho de ministros europeus de 7 de Setembro e acusam a Comissão Europeia de inflexibilidade.
As associações não se opõem à suspensão das quotas leiteiras, mas insurgem-se ao verificarem que nenhuma medida imediata foi tomada para sanear o mercado, da parte do grupo de 16 estados-membros, que havia prometido "respostas a curtop prazo" que acompanhassem a saída progressiva do regime das quotas leiteiras.
Os agricultores do Luxemburgo dizem ainda que a Comissão Europeia está a fugir às suas responsaibilidades ao deixar as decisões nesta matéria serem tomadas pelos governos nacionais.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
União Europeia: Dezasseis países europeus concordam em ajudar produtores de leite
Dezasseis dos 27 estados-membros da União Europeia (UEl) votaram a favor de uma nova regulamentação no sector do leite, a par da supressão de quotas.
Na referida declaração comum, Alemanha e França, iniciadoras da proposta, bem como a Áustria, Bélgica, Bulgária, Eslovénia, Eslováquia, Estónia, Finlândia, Hungria, Irlanda, Letónia, Lituânia, Roménia, Luxemburgo e Portugal, consideram que "a crise do sector do leite obriga a um reforço da organização das fileiras".
Num documento anexo, Alemanha, Áustria, Eslováquia, França, Hungria e Portugal pedem "a suspensão temporária do aumento das quotas leiteiras" prevista para 2010-2011.
A proposta franco-alemã surgiu segunda-feira em Bruxelas, aquando de uma reunião dos ministros da Agricultura comunitários, em que foi debatida a crise no sector do leite na UE.
O texto aprovado pelos 16 estados-membros pede "respostas a curto prazo para que se acabe com o regime das quotas leiteiras" e propõe aumentar temporariamente o "preço da intervenção", ou seja, o preço mínimo a que a UE compra as quantidades de leite que não são vendidas, medida que visa, equilibrar a procura dentro da UE e fazer com os preços parem a sua descida, estabilizem e até subam ligeiramente.
A declaração pede igualmente que as ajudas públicas nacionais sejam autorizadas sem necessitarem previamente a aprovação da Comissão Europeia e que as embalagens de leite possam passar a indicar origem do produto (por ex.: "Leite português" ou "Lait du Luxembourg"), já que actualmente o leite produzido na UE não tem rotulagem obrigatória.
Segundo dados da Comissão Europeia para a totalidade dos 27 estados-membros da UE, enquanto os preços ao produtor dos produtos lácteos baixaram em média, desde o final de 2007, 39% para a manteiga, 49 para o leite em pó desnatado, 18 para o queijo e 31 para o leite, do lado do consumidor o preço do leite e derivados só diminuiu em cerca de 2%.
Para o ministro da Agricultura português, Jaime Silva, a UE deve tomar "medidas adicionais" de apoio aos produtores de leite para contrariar a continuação da baixa dos preços no produtor que está a pôr em causa a sobrevivência do sector.
"São necessárias medidas adicionais. Os preços na produção de leite não podem continuar a cair porque isso poderá por em causa a sobrevivência do sector", disse Jaime Silva na segunda-feira à entrada da reunião com os seus homólogos.
De acordo com Jaime Silva, o preço do leite no produtor em Portugal é o quarto mais elevado da UE, "bastante acima da média europeia", mas tal não impediu "uma quebra acentuada dos rendimentos" dos produtores.
Os produtores de leite belgas realizaram segunda-feira uma manifestação nas ruas de Bruxelas para pedir apoios comunitários para o sector.
Na próxima semana, os ministros da Agricultura dos 27 voltam a reunir-se num conselho informal de troca de impressões em Vaxjo, na Suécia.
No dia 28 de Setembro, em Bruxelas, deverá haver já uma tomada de decisões.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Greenpeace começa campanha europeia contra arroz LL62 no Luxemburgo

A organização ecologista Greenpeace começou no Luxemburgo a sua campanha europeia contra o arroz geneticamente modificado LL62, na sexta-feira.
A campanha dirige-se contra o grupo farmacêutico alemão Bayer que produz este OGM (organismo geneticamente modificado) e visa sensibilizar a Comissão Europeia para que não autorize a comercialização deste produto transgénico, decisão que Bruxelas deverá tomar em Outubro.
A campanha foi lançada através da projecção de três filmes nas muralhas do Bock desde o adro da Abadia de Neumünster, no Grund, na capital, sexta-feira à noite.
A Bayer argumenta que o arroz OGM LL62 resiste ao pesticida glufosinate, produto que o grupo alemão também fabrica.
A lógica da empresa alemã é a seguinte: comercializar os dois produtos juntos, o que vai possibilitar a um agricultor dizimar as ervas daninhas que aparecerem junto às plantações deste arroz sem que o LL62 seja afectado pelo pesticida, o que, por consequência, aumentará a produção.
A Greenpeace contra-argumenta que o dito pesticida contém elevados níveis de toxicidade, ao ponto que a nova regulamentação europeia 2009 em matéria de pesticidas prevê a sua retirada do mercado.
A organização ecologista diz ainda que este tipo de comportamentos produtivos na agricultura só levarão ao uso de mais e mais pesticidas, já que muitas espécies de ervas daninhas têm vindo a adaptar-se aos pesticidas utilizados, o que só leva à criação de novos químicos.
Ao começar esta campanha europeia no Grão-Ducado, a Greenpeace sabe que "está a pregar junto de convertidos", já que o ministro da Saúde luxemburguês, Mars di Bartolomeo, já se pronunciou contra o arroz LL62.
Além disso, a maioria das cadeias de supermercados instalados no país já declararam não desejar vender produtos OGM, em geral. Esta decisão dos supermercados deve-se, e a Greenpeace sabe-o também, ao facto de a população do Luxemburgo continuar a ser maioritariamente avessa aos OGMs.
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