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terça-feira, 5 de julho de 2011

Governo luxemburguês vai dar cinco milhões de euros aos agricultores devido à seca

O governo luxemburguês decidiu desbloquear uma primeira tranche de cinco milhões de euros para auxiliar os agricultores contra a seca, que se fez sentir entre Março e Junho e que já lhes fez perder entre 30 % a 70 % das suas colheitas.

Estes cinco milhões correspondem a um terço dos prejuízos para este ano. Uma nova quantia será atribuída quando forem contabilizados os prejuízos totais, no final do ano.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Luxemburgo: Associações contra nova localização do novo Agrocenter de Mersch

No fim-de-semana, a associação BUSNA, criada com o objectivo de impedir a construção das novas instalações do Agrocenter junto de Pettingen, distribuiu em todas as caixas de correio da comuna de Mersch, um panfleto onde relembra todos argumentos que várias associações e entidades apresentam contra a futura localização daquele centro.

No panfleto lê-se, por exemplo, que o Observatório do Ambiente Natural também criticou o local escolhido.

Para esta segunda-feira, uma das federação dos agricultores luxemburgueses, a "Verband", convocou uma conferência de imprensa para fazer o ponto da situação sobre este dossiê litigioso.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Luxemburgo: Produtores de leite conseguem apoio de 280 milhões de euros

Entre 1.500 e 2.000 agricultores segundo a polícia e 3 mil segundo os organizadores manifestaram-se ontem no Kirchberg contra as quotas leiteiras impostas pela Comissão Europeia e o preço do leite ao produtor praticado na União Europeia (UE).

Os manifestantes afluiram de toda a Europa até à Luxexpo, no Kirchberg, onde estavam ontem reunidos os ministros da Agricultura dos 27 estados-membros da UE.

A comissária europeia da Agricultura, Mariann Fischer Boel garantiu ontem a criação de uma ajuda financeira de 280 milhões de euros pour apoiar este sector em crise, o que representa cerca de mil euros para cada produtor.

Apesar de este anúncio ter sido feito ainda na segunda-feira de manhã, os agricultores e produtores de leite europeus não desistiram da manifestação e invadiram o Kirchberg com centenas de tractores.

A polícia luxemburguesa tinha feito apelo à sua congénere belga para criar no bairro do Kirchberg um perímetro de segurança com barricadas, arame farpado, polícia de choque e camiões com canhões de água.

Impedidos de chegar perto da Luxexpo, onde estavam reunidos os ministros da UE, os manifestantes tentaram forçar as barreiras de segurança e chegaram a atear fogo junto de um dos muros exteriores da Luxexpo, rapidamente circunscrito pelas forças de ordem. Tractores e manifestantes não arredaram pé do Kirchberg antes da noite de segunda-feira.

O bairro europeu da cidade do Luxemburgo esteve paralisado durante todo o dia de segunda-feira, o trânsito esteve condicionado, o centro comercial Auchan e o pavilhão de exposições Luxexpo haviam decidido nem sequer abrir portas ao público.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Luxemburgo: Kirchberg, Auchan e Feira de Outono fechados hoje devido a mega-manif com 700 tractores e 3.500 manifestantes vindos de toda a Europa

Devido à ameaça de manifestação dos agricultores e produtores de leite durante a reunião dos ministros da Agricultura europeus no Kirchberg, esta segunda-feira, 19 de Outubro, o centro comercial Auchan e os organizadores da Feira de Outono, que decorre, na Luxexpo, decidiram não abrir hoje ao público.

Vários sindicatos de agricultores e produtores de lacticínios da Europa anunciaram voltar a invadir o Kirchberg esta segunda-feira, como já o haviam feito em Junho, como forma de protestar contra o preço do leite ao produtor que consideram muito baixo.

São esperados cerca de 3.500 manifestantes e 700 tractores e máquinas agrícolas vindos de toda a Europa.

Em todo o bairro do Kirchberg, o trânsito será condicionado durante todo o dia. Dada a dimensão da manifestação, são esperados problemas com o trânsito um pouco por todo o país.

Desde as 8h e até às 10h30, patrulhas da polícia grã-ducal vão escoltar os tractores dos manifestantes desde vários pontos do país até ao Kirchberg, prevendo-se que este processo cire problemas de trânsito nos seguintes locais: Wemperhardt (fronteira norte do Luxemburgo), Echternach, Grevenmacher, Perl (fronteiras a leste do país), Frisange, Esch/Alzette (fronteiras sul), Steinfort e Pommerloch (fronteiras oeste) em direcção da cidade do Luxemburgo.

As autoridades não sabem nem têm, para já, indicações da hora possível do fim da manifestação.

A polícia mete à disposição um número de telefone de serviço: 26 12 90 90.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Luxemburgo: Produtores de leite voltam a invadir hoje a capital

Três dezenas de tractores, camiões e carrinhas de uma centena de produtores de leite luxemburgueses voltam a invadir esta quinta-feira, 24 de Setembro, a partir das 11h15, as ruas da capital para mais uma mega-manifestação.

Os manifestantes vão passar pelo Kirchberg, o boulevard Pierre Frieden, o boulevard Konrad Adenauer, em direcção ao centro da cidade e na place Guillaume II (Knuedler) entendem distribuir leite gratuitamente, a partir das 13h.

Às 15h está prevista uma conferência de imprensa frente à Câmara dos Deputados, no Marché-aux-Herbes, a 200 m da place Guillaume II.

Desta vez, os manifestantes foram mobilizados pelo "Luxembourg Dairy Board (LDB)", representante dos produtores de leite do país, que entendem protestar contra o preço do leite preconizado pela Comissão Europeia.

Recorde-se que esta é já a quarta manifestação em menos de duas semanas dos produtores de leite.

Na segunda, na terça e na sexta-feira da semana passada os agricultores tinham-se manifestado com acções de impacto mediático, que visavam chocar a opinião pública e acordar as consciências dos políticos.

Na segunda-feira, numa acção concertada entre agricultores luxemburgueses e belgas, bloquearam com tractores a fronteira belgo-luxemburguesa da auto-estrada A6 entre o Luxemburgo e Sterpenich (B).

Na terça-feira, mobilizados por três federações de agricultores - a "Centrale Paysanne", a FLB e a "Bauerenallianz" - manifestaram-se em Diekirch e derramaram 50 mil litros de leite numa pradaria em Erpeldange.

Finalmente, na sexta-feira, as mesmas três federações invadiram as ruas da capital com meia centena de tractores e máquinas agrícolas, o que culminou no derrame de 150 mil litros de leite numa pradaria de Kockelscheuer.

O resultado foi nessa mesma sexta-feira conseguirem uma reunião com o primeiro-ministro e os ministros da Agricultura e das Finanças que lhes prometeram 2,6 milhões de euros em ajudas financeiras indirectas (deduções fiscais, reduções nos custos de produção, apoio nas quotizações da segurança social e para as reformas, etc.)

A Polícia grã-ducal não previu o encerramento de nenhuma rua, mas avisa o público que a manifestação vai afectar o tráfego apesar de estar previsto o seu enquadramento por patrulhas.

Já na sexta-feira, os agricultores tinham derramado 150 mil litros de leite numa pradaria em Kockelscheuer, depois de quatro dias antes terem feito o mesmo com 50 mil litros em Erpeldange
Texto e Foto: JLC

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Luxemburgo: Produtores de leite derramam 150 mil litros de leite e paralisam meia-capital com tractores

Foto tirada às 13h em Kockelscheuer, quando onze camiões-cisternas
despejaram 150 mil litros de leite que transportavam nos campos (Imagens: JLC)

Os produtores de leite organizaram esta sexta-feira, uma manifestação pelas ruas da cidade do Luxemburgo, para protestaram pelos preços baixos que lhes são pagos pelo produto.

Os protestos estenderam-se da Cloche d'Or, a Kockelscheuer, Hollerich e ao centro da capital, pelo que o trânsito foi afectado nessas zonas e bairros contíguos quando passou o cortejo de tractores.

Cerca das 11h30, os manifestantes entraram na capital com uma caravana de 50 tractores e pesadas máquinas agrícolas e desfilaram pela route d'Esch até à sede da "Federação das Associações Agrícolas do Luxemburgo" (Landwirtschaft Verband), situada na rue Raiffeisen, na Cloche d'Or (junto à Gamm Vert).

Depois disso, os tractores sairam da cidade, no sentido Kockelscheuer, onde onze camiões-cisterna derramaram cerca de 150 mil de litros de leite numa pradaria, situada junto ao centro desportivo, como já o haviam feito na terça-feira em Diekirch e Erpeldange.

Os manifestantes regressaram à capital pela route d'Esch, atravessaram a Cloche d'Or e Gasperich até Hollerich, para protestar cerca das 13h30 frente ao edifício da Administração dos Serviços Técnicos da Agricultura, na rue de Hollerich.

A rue de Hollerich esteve completamente encerrada ao tráfego, nos dois sentidos do trânsito, durante cerca de 45 minutos.

As outras ruas por onde o cortejo de tractores passou não fecharam ao trânsito e apesar de patrulhas da polícia enquadrarem a manifestação, houve uma forte perturbação na circulação.

O desfile de tractores deixou depois a rue de Hollerich pela route d'Esch, seguiu até à av. Marie Thérèse e até ao edifício Pôle Nord (no cruzamento da ponte Adolphe com o boulevard Royal), continuou pelo boulevard Roosevelt e a rue Notre-Dame até à place Guillaume II (Knuedler) e a place Clairefontaine, junto ao Ministério do Estado, onde fica situado o gabinete do primeiro-ministro, Jean-Claude Juncker, onde chegou cerca das 15h.

A manifestação foi dada por terminada pelas 17h, depois da saída da delegação dos produtores de leite de uma reunião com o chefe do Governo e pelo ministro da Agricultura, Romain Schneider.

Enquanto a reunião decorria, os produtores de leite haviam estacionado os tractores na place Guillaume II e distribuiram leite gratuitamente aos transeuntes e curiosos que passavam pelo local.

JLC

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Luxemburgo: Produtores de leite derramaram 50 mil litros em Erpeldange

Os produtores luxemburgueses de leite derramaram 50 mil litros deste produto num campo em Erpeldange, no Norte do país, num acção de protesto que supreendeu jornalistas e curiosos que haviam acorrido ao local.

Os produtores distribuiram ainda gratuitamente leite junto de um supermercado em Diekirch, duas acções que visam protestar pela crise no sector e pelo preço do leite que lhes é pago (cerca de 0,20 a 0,40 euros por litro), que consideram injusto por não cobrir as despesas de produção.

A acção foi uma concertação conjunta de uma centena dos 350 membros do sindicato de leitarias do Luxemburgo que reúne 40% dos produtores do país, segundo um dos responsáveis, Fredy de Martines.

Vinte produtores de leite luxemburgueses começaram uma greve "ilimitada" na quinta-feira da semana passada "por solidariedade" com os parceiros europeus, afirmou Martines, embora muitos outros produtores do Grão-Ducado tenham desistido desta greve por considerarem que esta só pode piorar ainda mais a situação do sector no Luxemburgo.

O presidente da Federação dos Produtores de Leite do Luxemburgo (FMB) estima que os produtores luxemburgueses de leite deverão perder 28 mil milhões de euros em 2009, devido à queda do preço deste produto.

Confrontado com o descontentamento crescente, a comissária europeia da agricultura, Mariann Fischer Boel, afirmou que vai apresentar "novas propostas" amanhã, quinta-feira.

Estas ideias, que a comissária prefere avançar primeiro na comissão de assuntos agrícolas do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, "não constituem uma reviravolta política" em relação às medidas propostas até aqui pela Comissão Europeia, explicou o seu porta-voz.

Mariann Fischer Boel está disposta a "procurar meios para assegurar que os agricultores recebem o preço justo, desde que isso não contrarie as regras do mercado".

A comissária para a Agricultura recusou, no entanto, pôr em questão as decisões tomadas pelos 27 países da União Europeia, na reunião de Junho, como a supressão a termo do sistema de quotas leiteiras e a redução de várias subvenções agrícolas.

Texto: JLC/com Lusa
Foto: Nico Muller/LW

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Luxemburgo: Agricultores bloquearam fronteira belgo-luxemburguesa para exigir aumento do preço do leite pago ao produtor

Ontem, dezenas de produtores de leite belgas e luxemburgueseses bloquearam a fronteira em Sterpenich, para reclamar o aumento do preço do leite

Ontem, segunda-feira, pouco depois das 17h, agricultores e produtores de leite belgas e luxemburgueses começaram a concentrar-se junto ao posto de fronteira da auto-estrada A6, para bloquear a passagem aos camiões com os seus tractores.

Bastou uma dúzia de tractores para dificultar a passagem de camiões e automóveis, o que provocou de imediato um enorme engarrafamento, já que era a hora de fecho de expediente em muitos empregos no Luxemburgo e eram várias dezenas de milhares os automobilistas a circular naquela auto-estrada, no sentido Grão-Ducado - Bélgica.

Segundo o que os porta-vozes dos manifestantes disseram às patrulhas de polícia belgas e luxemburguesas enviadas para o local, os produtores de leite pretendiam desviar os camiões para o parque de estacionamento do posto-fronteira para controlar as mercadorias transportadas.

Esta tarde, em Ettelbruck e Erpeldange: 50 mil litros de leite derramados num descampado

No Luxemburgo está prevista outra acção esta terça-feira.

Os produtores de leite vão distribuir gratuitamente leite aos transeuntes que cruzarem e têm também previsto, pelas 14h15, despejar 50 mil litros de leite em pradarias nas imediações de Ettelbruck e Erpeldange.



Quanto custa o leite?

O preço do leite pago ao produtor ronda, no Luxemburgo, os 0,30 a 0,40 euros por litro, isto depois de a principal compradora da produção leiteira nacional, a Luxlait, ter aceite, em Agosto de 2008, as reivindicações das federações dos agricultores e produtores de lacticíneos.

Mas a média no resto da União Europeia não ultrapassa os 0,24 euros/litro pagos ao produtor e em muitos estados-membros, como na Bélgica por exemplo, o preço não ultrapassa os 0,20 euros/litro.

Os produtores insurgem-se por considerarem que a diferença entre o preço que lhes é pago e a margem de lucro dos revendedores é colossal e porque o preço ao qual o leite lhes é comprado actualmente não cobre os custos de produção.

"Por isso, preferimos dá-lo ou despejá-lo na valeta", argumentavam ontem em Sterpenich os agricultores furiosos.

O protesto dos produtores de leite arrasta-se em toda a Europa há meses. Já em 22 de Junho, centenas haviam-se manifestado no Kirchberg, bloqueando aquele bairro durante horas.

Fotos: Anouk Antony/Bossmann

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Luxemburgo: Produtores de leite desistem das ameaças de greve

As principais associações de agricultores e produtores de leite do Grão-Ducado, a "Centrale Paysanne", a Federação Luxemburguesa de Agricultores (FLB) e a "Bauerenallianz" (Aliança dos Agricultores) anunciaram quarta-feira que não pensam chegar a organizar uma greve que poderia apenas agravar a situação já precária para muitos produtores.

No entanto, os representantes dos agricultores dizem-se não estar satisfeitos com o conselho de ministros europeus de 7 de Setembro e acusam a Comissão Europeia de inflexibilidade.

As associações não se opõem à suspensão das quotas leiteiras, mas insurgem-se ao verificarem que nenhuma medida imediata foi tomada para sanear o mercado, da parte do grupo de 16 estados-membros, que havia prometido "respostas a curtop prazo" que acompanhassem a saída progressiva do regime das quotas leiteiras.

Os agricultores do Luxemburgo dizem ainda que a Comissão Europeia está a fugir às suas responsaibilidades ao deixar as decisões nesta matéria serem tomadas pelos governos nacionais.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

União Europeia: Dezasseis países europeus concordam em ajudar produtores de leite


Dezasseis dos 27 estados-membros da União Europeia (UEl) votaram a favor de uma nova regulamentação no sector do leite, a par da supressão de quotas.

Na referida declaração comum, Alemanha e França, iniciadoras da proposta, bem como a Áustria, Bélgica, Bulgária, Eslovénia, Eslováquia, Estónia, Finlândia, Hungria, Irlanda, Letónia, Lituânia, Roménia, Luxemburgo e Portugal, consideram que "a crise do sector do leite obriga a um reforço da organização das fileiras".

Num documento anexo, Alemanha, Áustria, Eslováquia, França, Hungria e Portugal pedem "a suspensão temporária do aumento das quotas leiteiras" prevista para 2010-2011.

A proposta franco-alemã surgiu segunda-feira em Bruxelas, aquando de uma reunião dos ministros da Agricultura comunitários, em que foi debatida a crise no sector do leite na UE.

O texto aprovado pelos 16 estados-membros pede "respostas a curto prazo para que se acabe com o regime das quotas leiteiras" e propõe aumentar temporariamente o "preço da intervenção", ou seja, o preço mínimo a que a UE compra as quantidades de leite que não são vendidas, medida que visa, equilibrar a procura dentro da UE e fazer com os preços parem a sua descida, estabilizem e até subam ligeiramente.

A declaração pede igualmente que as ajudas públicas nacionais sejam autorizadas sem necessitarem previamente a aprovação da Comissão Europeia e que as embalagens de leite possam passar a indicar origem do produto (por ex.: "Leite português" ou "Lait du Luxembourg"), já que actualmente o leite produzido na UE não tem rotulagem obrigatória.

Segundo dados da Comissão Europeia para a totalidade dos 27 estados-membros da UE, enquanto os preços ao produtor dos produtos lácteos baixaram em média, desde o final de 2007, 39% para a manteiga, 49 para o leite em pó desnatado, 18 para o queijo e 31 para o leite, do lado do consumidor o preço do leite e derivados só diminuiu em cerca de 2%.

Para o ministro da Agricultura português, Jaime Silva, a UE deve tomar "medidas adicionais" de apoio aos produtores de leite para contrariar a continuação da baixa dos preços no produtor que está a pôr em causa a sobrevivência do sector.

"São necessárias medidas adicionais. Os preços na produção de leite não podem continuar a cair porque isso poderá por em causa a sobrevivência do sector", disse Jaime Silva na segunda-feira à entrada da reunião com os seus homólogos.

De acordo com Jaime Silva, o preço do leite no produtor em Portugal é o quarto mais elevado da UE, "bastante acima da média europeia", mas tal não impediu "uma quebra acentuada dos rendimentos" dos produtores.

Os produtores de leite belgas realizaram segunda-feira uma manifestação nas ruas de Bruxelas para pedir apoios comunitários para o sector.

Na próxima semana, os ministros da Agricultura dos 27 voltam a reunir-se num conselho informal de troca de impressões em Vaxjo, na Suécia.

No dia 28 de Setembro, em Bruxelas, deverá haver já uma tomada de decisões.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Greenpeace começa campanha europeia contra arroz LL62 no Luxemburgo


A organização ecologista Greenpeace começou no Luxemburgo a sua campanha europeia contra o arroz geneticamente modificado LL62, na sexta-feira.

A campanha dirige-se contra o grupo farmacêutico alemão Bayer que produz este OGM (organismo geneticamente modificado) e visa sensibilizar a Comissão Europeia para que não autorize a comercialização deste produto transgénico, decisão que Bruxelas deverá tomar em Outubro.

A campanha foi lançada através da projecção de três filmes nas muralhas do Bock desde o adro da Abadia de Neumünster, no Grund, na capital, sexta-feira à noite.

A Bayer argumenta que o arroz OGM LL62 resiste ao pesticida glufosinate, produto que o grupo alemão também fabrica.

A lógica da empresa alemã é a seguinte: comercializar os dois produtos juntos, o que vai possibilitar a um agricultor dizimar as ervas daninhas que aparecerem junto às plantações deste arroz sem que o LL62 seja afectado pelo pesticida, o que, por consequência, aumentará a produção.

A Greenpeace contra-argumenta que o dito pesticida contém elevados níveis de toxicidade, ao ponto que a nova regulamentação europeia 2009 em matéria de pesticidas prevê a sua retirada do mercado.

A organização ecologista diz ainda que este tipo de comportamentos produtivos na agricultura só levarão ao uso de mais e mais pesticidas, já que muitas espécies de ervas daninhas têm vindo a adaptar-se aos pesticidas utilizados, o que só leva à criação de novos químicos.

Ao começar esta campanha europeia no Grão-Ducado, a Greenpeace sabe que "está a pregar junto de convertidos", já que o ministro da Saúde luxemburguês, Mars di Bartolomeo, já se pronunciou contra o arroz LL62.

Além disso, a maioria das cadeias de supermercados instalados no país já declararam não desejar vender produtos OGM, em geral. Esta decisão dos supermercados deve-se, e a Greenpeace sabe-o também, ao facto de a população do Luxemburgo continuar a ser maioritariamente avessa aos OGMs.