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sexta-feira, 13 de julho de 2012

EXCLUSIVO CONTACTO: Banco Espírito Santo abre na cidade do Luxemburgo na próxima terça-feira

A nova sucursal do Banco Espírito Santo abre na próxima terça-feira na capital luxemburguesa.

Para já, o banco tem dez funcionários, mas admite recrutar mais no futuro.

A informação foi avançada ontem ao nosso jornal pelo director-geral da sucursal do Banco Espírito Santo (BES) no Luxemburgo, José Antunes.

A agência do BES na avenue de la Liberté, na capital, abre ao público na próxima terça-feira. No atendimento ao público vão estar cinco funcionários e mais cinco na administração, mas o banco admite vir a criar mais postos de trabalho. "A prazo, admito que sim, mas para já vamos trabalhar com estas cinco pessoas", disse ao nosso jornal o director-geral da sucursal.

O BES, que já estava representado no Luxemburgo com uma holding financeira, abre agora uma sucursal com "praticamente todas as operações correntes". O crédito à habitação "não faz parte da estratégia actual", diz José Antunes, mas o banco vai desenvolver "as operações tradicionais: depósitos, poupança e transferências".

 "Quem tiver conta no BES em Portugal vai ter transferências facilitadas e praticamente imediatas", garante o director-geral da sucursal luxemburguesa, que não precisou se as transferências para Portugal vão ou não ser gratuitas. O objectivo principal da sucursal é conquistar clientela junto da comunidade portuguesa. "O foco principal é a comunidade portuguesa em geral, mas queremos ser um banco generalista, aberto a todas as comunidades", disse.

Texto: P.T.A.
Foto: Manuel Dias

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Caixa Geral de Depósitos no Luxemburgo sofre desfalque de 3,5 milhões


A sucursal da Caixa Geral de Depósitos no Luxemburgo sofreu um desfalque de 3,5 milhões de euros. O caso está a ser investigado pela Procuradoria do Luxemburgo.

A sucursal da Caixa Geral de Depósitos (CGD) no Luxemburgo foi alvo de um desfalque, no último trimestre de 2011, no montante de 3,5 milhões de euros, avançou o jornal i na edição de ontem.

Ao jornal português, a CGD confirmou a ocorrência de uma "situação anormal" na sucursal no Grão-Ducado, que "está a ser objecto de investigação por parte das autoridades judiciais e policiais competentes a nível nacional e internacional", mas recusou confirmar aquele montante.

O POINT24 sabe que foi a própria CGD quem apresentou queixa por desvio de fundos na Procuradoria do Luxemburgo. O responsável do departamento de crimes económicos da Procuradoria, Jean-Paul Frising, confirmou ao POINT24 que a queixa foi registada já em Outubro do ano passado.

O banco apresentou queixa "por desvio de fundos, de um montante que ronda os dois ou três milhões de euros", confirmou Jean Paul-Frising a este jornal. Na queixa, o banco do Estado indica como suspeitos um indivíduo devidamente identificado e outro desconhecido.

Por detrás do desfalque poderá estar um antigo funcionário daquela sucursal, soube o POINT24 junto de fontes da CGD. Na sequência do desvio de fundos, um alto funcionário do banco terá mesmo sido "convidado a demitir-se", alegadamente por ter falhado os deveres de fiscalização dos funcionários na altura em que se deu o desfalque.

Uma informação que este jornal tentou confirmar junto dos responsáveis daquele banco, sem sucesso.

Até à hora do fecho desta edição, o POINT24 fez várias tentativas para ouvir os responsáveis da sucursal da CGD no Luxemburgo, mas recebeu como resposta a informação de que o director, Nuno Almeida, se encontrava reunido em Lisboa com os responsáveis do banco, e que estaria a ser preparado um comunicado oficial. Que não chegou até à hora do fecho deste jornal.

Ao i, os responsáveis do banco em Portugal garantiram que o desvio não lesou os clientes. "A Caixa procurou evitar que algum cliente fosse lesado com esta situação”, assegurou o porta-voz da CGD ao diário português.

Texto: Paula Telo Alves & José Luís Correia  
Foto: J.L.Correia
in Point24-edição portuguesa de 13/04/2012

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Banco Central do Luxemburgo admite erro com garantias de bancos portugueses

O Banco Central do Luxemburgo (BCL) terá avaliado mal as garantias prestadas por vários bancos portugueses em troca de um empréstimo de dois mil milhões de euros, revelava no sábado o jornal alemão Der Spiegel.

Segundo aquele jornal, o BCL teria aceitado o depósito de 63 títulos de bancos portugueses para garantir empréstimos junto do Banco Central Europeu (BCE). Garantias que foram mal avaliadas pelo banco luxemburguês, denuncia o jornal, o que obrigou já o BCE a recusar 11 dos títulos aprovados, no valor de mil milhões de euros.

A maior parte das garantias foram prestadas pelo Banco Santander Totta, um total de 51 títulos depositados como contrapartida de mil milhões de euros, avança o Der Spiegel num artigo publicado no passado sábado.

O caso, primeiro denunciado pelo jornal alemão em Setembro, foi agora confirmado pelo Banco Central do Luxemburgo. Em carta enviada ao Der Spiegel, citada pelo jornal, o BCL admite os erros cometidos e afirma que tomou "as medidas necessárias para melhorar os procedimentos em casos semelhantes".


Foto;: Guy Jallay

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Funcionários do Itaú-Luxemburgo em protesto: Banco e sindicatos não se entendem

Os trabalhadores do Itaú estão fartos de esperar pelo plano social da empresa, e organizaram na quarta-feira um protesto em frente à sede do banco.

O Itaú tem estado a negociar com os trabalhadores e com os sindicatos o plano de rescisões, mas as negociações não chegaram a bom termo, denuncia o sindicato dos trabalhadores bancários (ALEBA).

No Luxemburgo desde meados da década de noventa, o banco, que dá emprego a 60 funcionários, anunciou em Setembro que vai transferir as actividades de private banking para a Suíça.

Foto: Marc Wilwert

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Europa tem dez dias para encontrar uma forma de ajudar os bancos

Os líderes europeus querem apresentar uma estratégia comum para a recapitalização dos bancos no próximo Conselho Europeu, para evitar o contágio da crise da dívida, mas vão ter de superar divergências sobre o caminho a seguir.

“A Grécia não é o principal problema, o grande problema são os bancos”, adiantou uma fonte diplomática à AFP que confirmou o objetivo de chegar “a um consenso” sobre este tema no Conselho Europeu que decorrerá entre 17 e 18 de outubro em Bruxelas.

A ideia é chegar a um acordo de princípio sobre o montante a injetar no capital dos bancos e o calendário a seguir, disse outro diplomata.

Uma fonte próxima deste dossier estima que o montante "se aproxima mais dos 100 mil milhões" do que dos 200 mil milhões de euros mencionados esta semana pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

A Autoridade Bancária Europeia (EBA) deve fazer uma avaliação destas necessidades, antes do encontro dos líderes europeus, levando em conta o impacto de uma forte depreciação da dívida grega sobre o balanço dos bancos.

A situação da banca tem vindo a degradar-se e o receio do incumprimento grego é omnipresente.

Os bancos europeus têm assistido à queda do seu valor bolsista e são relutantes a financiarem-se entre si, emperrando todo o sistema.

Só o Banco Central Europeu tem evitado o pânico, continuando a manter a torneira da liquidez aberta.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Banco Espírito Santo abre agência no Luxemburgo

O Banco Espírito Santo (BES) terá dado entrada de um pedido para abrir uma agência no Luxemburgo, avança o portal Bomdia.lu, citando fonte ligada ao processo.

Segundo o portal, o BES poderá vir a abrir um balcão já este ano no norte do país.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Commerzbank lança certificados sobre a dívida portuguesa

O banco alemão Commerzbank apresentou hoje em Lisboa um produto estruturado que permite aos investidores de retalho investirem em certificados de obrigações do tesouro português.

“É importante começar a aguçar o apetite pela poupança através da dívida portuguesa”, disse aos jornalistas Hélio da Silva Cláudio, do Commerzbank, durante a apresentação do produto na NYSE Euronext Lisboa.

Segundo o responsável, estes certificados, que serão transacionados a partir de quarta-feira na bolsa portuguesa, “estão virados para o retalho e são interessantes para concorrer com os depósitos a prazo”.

Neste momento, o Commerzbank vai distribuir este produto através do Banco BiG, estando em negociações para fazer a comercialização também através do Banco Best e do ActivoBank.

“Lançámos este produto porque recebemos manifestações de interesse de vários investidores, sendo a primeira vez que um produto exposto à dívida está cotado no mercado”, salientou Hélio Cláudio.

Foto: Anouk Antony

terça-feira, 22 de março de 2011

Análise: BCE quer conter inflação / Crédito mais caro a partir de Abril?

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, admitiu a 3 de Março que é possível que a instituição que lidera venha a aumentar as taxas de juro já em Abril.

A acontecer, é a primeira vez em dois anos que o BCE subirá as taxas de juro com o objectivo de travar a inflação, que está a subir em virtude da escalada dos preços dos alimentos, das matérias-primas e do petróleo.

Apesar do BCE manter inalterada a taxa de juro de referência da Zona Euro em 1 % pelo 22o mês consecutivo, Trichet garantiu que a instituição vai continuar a vigiar as pressões inflacionistas depois de em Fevereiro a inflação da Zona Euro ter aumentado 2,4 % face ao mesmo mês em 2010. Trichet afirmou assim ser possível um aumento das taxas de juro na próxima reunião do Conselho de Governadores, a 7 de Abril.

Estas declarações do presidente do BCE surpreendem os próprios analistas e economistas que aguardavam por um aumento da taxa de referência apenas no segundo semestre do ano.

A verdade é que, quer seja agora ou mais tarde, o aumento dos juros na zona euro terá consequências para bancos, empresas e pessoas. Tal como desejado pelo BCE, um aumento nas taxas de juro pode vir a conter a inflação da procura, ou seja, o aumento dos preços causado pelo excesso de consumo.

A ideia subjacente é restringir o consumo através do encarecimento dos empréstimos. O mecanismo é simples: como a taxa directora do BCE é utilizada como referência na determinação dos juros cobrados pelos bancos aos consumidores e às empresas, o seu aumento causa um aumento nos custos de um crédito. E se o crédito é mais caro, os clientes terão tendência a pedir menos crédito e a consumir menos o que, pelo menos teoricamente, contribui para conter a inflação.

Na prática, um aumento do juro de 0,25 % significa um encarecimento de 2,5 euros por mil euros de crédito contraído. Um crédito hipotecário de 300 mil euros custará assim mais 750 euros por ano.

No entanto, se por um lado o aumento dos juros garante um maior controle da inflação, por outro lado acaba por diminuir o potencial de crescimento da economia e do emprego.

É o lado perverso do sistema, pois com as taxas de juro mais elevadas, as empresas têm de arcar com o custo mais elevado de financiar o crescimento das suas actividades e o aumento de uma produção para a qual temem não encontrar consumidores suficientes.

Claro que os consumidores ou as empresas que optaram por um empréstimo a taxa fixa não sofrerão quaisquer degradações do seu poder de compra, pois o seu juro não é afectado pelas decisões do BCE. Contudo, ao contrário dos países limítrofes, no Luxemburgo existe pouco o costume de contrair empréstimos com taxa fixa.

Mas recorde-se ainda que um aumento da taxa de juro é também um incentivo à poupança, já que os juros das aplicações também aumentam e garantem um rendimento maior aos depósitos efectuados. Também aqui, por regra, os bancos tendem em adaptar os aumentos dos juros nos créditos dos seus clientes e são, no entanto, um pouco mais lentos a nivelar as condições da poupança. A tendência é observar o comportamento da concorrência e proceder aos ajustes depois.

Pedro Castilho, analista financeiro
Foto: Marc Wilwert

sexta-feira, 18 de março de 2011

Bancos portugueses testam recessão superior a 2,5% do PIB em dois anos

Os bancos portugueses que enfrentarem os novos testes de stress terão de aplicar um cenário hostil que implica calcular os efeitos de uma contração económica superior a 2,5 por cento em dois anos consecutivos nas suas contas.

Os números base para os testes são as previsões económicas de outono da Comissão Europeia, que previu para Portugal uma contração do produto interno bruto (PIB) de 1 por cento em 2011 e um crescimento de 0,8 em 2012.

Mas a recém criada Autoridade Bancária Europeia (ABE), responsável pela condução desta ronda de testes, construiu um cenário mais difícil para testar a resistência dos bancos europeus.

No cenário criado para Portugal, o PIB sofreria uma contração de 3 por cento este ano e de 2,6 por cento em 2012, enquanto a taxa de desemprego aumentaria, respetivamente, para 11,6 por cento e 12,9 por cento.

Neste cenário, as taxas de juro a curto prazo cresceriam para 2,8 por cento em 2011 e 3,1 por cento em 2011, enquanto as de longo prazo subiriam para 9,4 em 2011 e 9,6 por cento em 2012.

Os bancos terão também de testar os seus negócios perante uma queda da inflação para 1,2 por cento em 2011 e de -0,3 por cento em 2012 e uma depreciação do valor das casas de 10 por cento em 2011 e 16,9 por cento em 2012.

Os organismos envolvidos neste exercício, que incluem o Banco de Portugal e o Banco Central Europeu, pretendem que estes testes sejam mais rígidos e mais credíveis do que no ano passado, quando se verificou que bancos que tiveram nota positiva tinham afinal problemas de capital.

Assim, por uma questão de robustez e consistência, serão realizados com base nas contas de 2010 dos bancos, que terão de estimar os efeitos destes cenários e fazer simulações sobre os ativos e ainda eventuais lucros ou prejuízos.

No final, o estudo do impacto deve resultar em previsões sobre rendimento, despesas e necessidade de capital.

Os testes começarão em março e os resultados de cada banco deverão ser divulgados até ao final de junho.

Ainda não se conhecem os nomes dos bancos europeus que serão sujeitos a esta nova ronda de testes, deverão representar mais de 65 por cento dos ativos do sistema bancário europeu e pelo menos 50 por cento dos setor bancário nacional de cada país.

Em 2010 foram submetidos aos testes de stress quatro bancos portugueses – Espírito Santo Financial Group, Caixa Geral de Depósitos, BPI e BCP –, que passaram nos testes, assim com o BES e o Santander Totta, cujos resultados foram divulgados apenas no início de agosto.

A EBA foi criada em janeiro deste ano com a missão de garantir a estabilidade do sistema financeiro da União Europeia, sendo os testes de stress um dos instrumentos de supervisão de que dispõe para avaliar a resistência dos bancos europeus a hipotéticos choques externos.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Reguladores da Banca aprovaram regras mais exigentes para o sector

Os reguladores financeiros mundiais aprovaram domingo, em Basileia, na Suíça, as novas regras para o sector bancário, com exigências de capital mais elevadas, que visam limitar o risco excessivo tomado pelas instituições no período que antecedeu à crise financeira.

Os bancos serão obrigados a deterem mais capital e activos menos arriscados, de forma a limitarem os riscos tomados na concessão de crédito e na negociação de ativos, o que deverá torná-los mais resistentes a choques financeiros semelhantes aos que se têm assistido nos últimos anos.

Alguns bancos protestaram sobre as medidas introduzidas, já que consideram que as mesmas lhes vão afectar a rentabilidade e poderão levar a uma redução no financiamento da economia, comprometendo a recuperação económica global.

A Federação Europeia de Bancos avisou, ainda no início do ano, que as novas regras globais que obrigam os bancos a deterem mais capital poderão manter a economia da Zona Euro num cenário de recessão, ou próximo disso, até 2014.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Banco Deka compra filial do LBBW no Luxemburgo

O banco alemão Deka vai comprar a filial do banco LBBW, também alemão, no Luxemburgo, anunciaram as duas instituições na terça-feira.

A compra é efectivada a 1 de Janeiro de 2011, data em que os cerca de 40 funcionários que o LBBW emprega no Luxemburgo passarão a integrar a Deka.

Esta decisão faz parte da vasta restruturação que o LBBW está a efectuar. Recapitalizado no ano passado pelos accionistas à altura de 5 mil milhões de euros, o banco foi obrigado pela Comissão Europeia a reduzir as suas actividades em 40% até 2013. Foi assim que já em Março o banco havia vendido o seu serviço de corretagem ao americano Guggenheim Partners.

O banco Deka emprega actualmente 330 pessoas no Luxemburgo.

Foto: JLC

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Zona Euro: Bancos portugueses e luxemburgueses passam testes de stress

A solidez dos quatro instituições financeiras portuguesas - BCP, BPI, CGD e Espírito Santo Financial Group - analisadas pelo Comité de Supervisores Bancários Europeu (CEBS) foi avaliada com nota positiva, revelou hoje o Banco de Portugal.

"Os quatro grupos bancários portugueses revelaram um elevado grau de resistência ao cenário adverso. Todos os grupos bancários apresentam rácios de capital Tier 1 superiores a 6 por cento em 2010 e 2011, apesar de uma significativa redução nos níveis de rendibilidade e solvabilidade no cenário adverso, por comparação com o cenário de referência", informou hoje em comunicado o Banco de Portugal.

De acordo com as conclusões do supervisor bancário, "o exercício não implica medidas de recapitalização no caso dos bancos portugueses".

Os resultados dos testes de resistência realizados a 91 bancos da zona euro, incluindo quatro portugueses - que correspondem a cerca de 74 por cento do sistema bancário nacional -, foram hoje divulgados pela entidade liderada por Carlos Costa, após o fecho do mercado bolsista.

"Os cenários de referência e adverso foram desenvolvidos pelo CEBS, em estreita cooperação com o BCE [Banco Central Europeu] e com a Comissão Europeia, e incluem uma combinação de choques adversos em termos de risco de mercado e de crédito, incluindo o risco soberano, para os anos 2010 e 2011", explicou o supervisor da banca portuguesa.

O Banco de Portugal referiu também que "o ponto de partida do exercício no que diz respeito a informação contabilística e prudencial é Dezembro de 2009".

Os mercados financeiros solicitaram a publicação destes testes para que se conheça a exposição dos bancos europeus à dívida da Grécia e outros países da zona do euro.

O objectivo foi analisar a resistência do sector bancário europeu e a capacidade que os bancos têm de suportar condições adversas e riscos nos mercados financeiros.

Bancos do Luxemburgo passam com distinção


Os dois únicos bancos do Luxemburgo sujeitos a estes testes de stress, o BCEE (Banque et Caisse d'Epargne de l'Etat) e o banco Raiffeisen passaram este exame com distinção, muito acima dos cenário de crise.

Sete bancos europeus falham stress-test

O banco alemão Hypo Real Estate Holdings, totalmente nacionalizado, o Agricultural Bank of Greece (ATEbank), e as "cajas" espanholas Diada, Cajasur, Espiga, Unnim e Banca Cívica foram as instituições que falharam nos testes hoje divulgados.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Luxemburgo: Banco HSH despede 74 pessoas

Os despedimentos continuam no sector bancário. Ontem foi a vez do banco de Hamburgo, o HSH Nordbank, anunciar que vai despedir 74 pessoas, num total de 168 que o grupo emprega no Luxemburgo. O HSH vai ainda pôr à venda duas das suas filiais no Grão-Ducado.

O banco vai vender nomeadamente a HSH Nordbank Securities SA e a HSH Nordbank AG Luxembourg Branch, especializadas respectivamente na gestão de fortuna e nos fundos de investimento.

Desde o início da crise financeira em 2008, foram já anunciados os despedimentos de mais de um milhar de pessoas deste sector no Luxemburgo.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Portugal/Caso BPP: Clientes querem que Governo nacionalize megafundo e voltam a manifestar-se hoje

Os clientes do Banco Privado Português (BPP) estão mobilizados para fazerem um novo protesto, hoje, terça-feira, e o objectivo é pedir ao Governo a nacionalização dos activos de retorno absoluto.

"A solução justa e equilibrada passa, como já o disse o presidente do BPI [Fernando Ulrich], pelo Estado ficar com o Fundo [Especial de Investimento] e respectivos activos - que até são bons segundo a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Banco Privado Português (BPP) e o Governo - pagando de imediato aos clientes e esperando aqueles 4 anos ou mais para recuperar todo o capital", revelou à agência Lusa Ruy Ribeiro, um dos organizadores do protesto.

De acordo com a mesma fonte, os clientes consideram que "o Estado não morre e pode esperar, ao contrário de muitos clientes vítimas do BPP".

A manifestação terá início às 8h30 (9h30 no Luxemburgo), de forma a aproveitar a entrada de Vítor Constâncio, governador do Banco de Portugal e de Vieira da Silva, ministro da Economia (cujas intervenções decorrerão durante a manhã), mas estender-se-á para a tarde, de forma a apanhar a entrada de Teixeira dos Santos, ministro das Finanças, que fará o discurso de encerramento da conferência "O Estado e a Competitividade da Economia Portuguesa", no auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa.

Os clientes querem também entregar às autoridades uma carta, a que a Lusa já teve acesso, na qual denunciam um conjunto de alegadas irregularidades que consideram que o BPP tem cometido desde a intervenção do Banco de Portugal.

"Os clientes do BPP do chamado retorno absoluto sentem-se injustiçados face à distinção de que foram alvo ao serem discriminados na afectação do montante de 450 milhões de euros cujo financiamento foi concedido mediante aval do Estado e que serviu para pagar a credores como as Caixas de Crédito Agrícola, Municípios e Bancos Estrangeiros que, num cenário de falência do Banco, nada teriam a receber", lê-se na missiva.

No mesmo documento, os clientes assinalam que "houve, assim, alegadamente, 'favorecimento de credores', pagando-se a uns em detrimento de outros, o que subsume um crime. Mas mais grave ainda foi aquele aval/empréstimo ter sido concedido com penhor de activos do BPP que são de todos credores".

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Banca: Estão a acabar-se os super-prémios para os banqueiros

O banco de investimento Goldman Sachs, o mais poderoso de Wall Street, anunciou quinta-feira que os seus dirigentes não vão receber prémios em dinheiro este ano, numa altura em que se discutem as remunerações da banca.

Em vez dos tradicionais pagamentos por cheque indexados ao desempenho do banco e dos diferentes serviços pelos quais estejam responsáveis, os 30 principais dirigentes da Goldman Sachs vão receber acções, ficando proibidos de as liquidarem antes de cinco anos cumpridos.

Os prémios representam "a maior parte" da remuneração dos seus dirigentes, afirmou o banco, em comunicado, sem, no entanto, precisar o montante em causa.

O banco apenas torna públicos os salários anuais de cinco dos seus principais dirigentes.

O banco estabeleceu ainda um mecanismo que vai permitir retirar estas acções aos seus beneficiários "se um funcionário tenha participado em análises de risco claramente insuficientes ou não assinalar vigorosamente determinados riscos" tomados.

"Acreditamos que a nossa política de remuneração é a mais forte do sector e permite que a remuneração reflicta bem o desempenho do estabelecimento, encorajando comportamentos que são do interesse público e dos nossos accionistas", afirmou Lloyd Blankfein, director-geral do banco, citado no comunicado.

Alemanha, França e Reino Unido optam por taxar bónus de banqueiros

Também na quinta-feira, a chanceler alemã Ângela Merkel tinha acolhido favoravelmente a proposta franco-britânica de taxar de forma excepcional os bónus dos banqueiros, considerando-a uma boa ideia.

De acordo com a chanceler alemã, a ideia de introduzir, a título excepcional, um imposto sobre os bónus dos banqueiros é muito boa e poderá ter um efeito pedagógico.

A chefe do governo alemão lembrou que os contribuintes não devem suportar sozinhos as consequências da crise económica, mas “os banqueiros e os seus empregados também”.

Numa conferência conjunta realizada quinta-feira no Wall Street Journal, o primeiro-ministro britânico Gordon Brown e o presidente francês Nicolas Sarkozy avançaram com a hipótese de criarem “um imposto excepcional” sobre os bónus dos banqueiros, uma vez que estes “são, em parte, o resultado dos apoios estatais dados ao sistema bancário”.

De acordo com a imprensa francesa, a França vai taxar a 50% os bónus superiores a 27 mil euros.

A margem de manobra da Alemanha deverá ser menor, uma vez que Merkel governa em coligação com os liberais do FDP, tradicionais defensores dos meios empresariais e de negócios e pouco inclinados à criação de novas taxas ou impostos.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Luxemburgo: Mil despedimentos num ano no sector bancário

Um ano após o início da crise económica e financeira, o número de despedimentos na praça financeira luxemburguesa atinge já o milhar, anuncia o sindicato dos empregados do sector SESF-LCGB. O balanço indica que a crise custou 20 planos sociais e 1.000 despedimentos.

Ao mesmo tempo que critica vivamente a decisão do RBC Dexia de deslocalizar uma parte das suas actividades, o sindicato explica também por que razão preferiu prolongar a convenção colectiva do sector que tinha recusado assinar há dois anos.

Segundo Gabriel di Letizia, presidente do SESF, os 20 planos sociais e os 1.000 despedimentos são apenas a ponta do icebergue, uma vez que o número de contratos temporários não renovados é difícil de calcular.

E foi para não complicar ainda mais a situação que o sindicato decidiu assinar o prolongamento do acordo colectivo, que entrou em vigor há dois anos, pela mão de ALEBA, o sindicato maioritário do sector. É que, mesmo criticando a convenção relativamente à evolução das carreiras que considera demasiado lentas, o SEST reconhece que algumas disposições, nomeadamente os pré-avisos duas vezes mais longos impostos pela lei, mostraram-se particularmente importantes nestes tempos de crise.

Quanto à acção de salvamento por parte do Governo do antigo banco Fortis, Gabriel di Letizia gostou da atitude do BGL, salientando tanto o compromisso do Governo como o do grupo BNP Paribas de não recorrer a planos sociais. Já o RBC Dexia merece as críticas do presidente do SESF, que lamenta a decisão de transferir postos de trabalho do Luxemburgo para a Malásia: "Pedimos ao Estado que intervenha, eles (Dexia) foram ajudados e agora têm uma responsabilidade social".

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Luxemburgo: Dexia manda para o desemprego mais 143 trabalhadores

O Banco Dexia anunciou hoje que vai despedir 143 trabalhadores no Luxemburgo.
Uma medida que se vai também estender à França e à Bélgica.

A estes novos despedimentos juntam-se os 900 já anunciados em Janeiro, nestes três países.

O Dexia garante que se trata de cumprir o plano de reestruturação do banco, anunciado em Novembro do ano passado. Um plano que vai permitir, nos próximos três anos, poupanças na ordem dos 600 milhões de euros.

G20: Líderes mundiais chegam a acordo sobre limites dos prémios dos banqueiros

Os líderes mundiais chegaram a um acordo no que se refere aos limites dos prémios dos banqueiros, cujo comportamento contribuiu para a crise mundial, afirmou quinta-feira o secretário norte-americano do Tesouro, Timothy Geithner, em Pittsburgh.

Geithner anunciou que as potências do G-20 chegaram a um consenso em relação às "linhas base" da proposta de limitação das regalias dos banqueiros, que deverá estar pronta até ao final deste ano.

O secretário norte-americano do Tesouro explicou que o acordo vai incluir padrões diferentes em cada país, que serão supervisionados pelo Fundo Monetário Internacional, que reúne os bancos centrais.

Até ao momento, a Europa tem pressionado mais do que os Estados Unidos para fixar estes limites.

Em conferência de imprensa, Geithner mostrou-se ainda optimista em relação à possibilidade de os líderes do G-20, reunidos em Pittsburgh, nos Estados Unidos da América, aprovarem as linhas base da proposta norte-americana para regular os enormes desequilíbrios da economia mundial, como o superavit da China e o défice recorde dos Estados Unidos.

Geithner disse ainda que o seu país apoia os esforços da China para ganhar mais direitos de voto no Fundo Monetário Internacional, (FMI) apesar das reservas da União Europeia, que perderia influência.

Dado o aumento do poder económico da China, "é a melhor coisa" e a Europa sabe disso, disse ainda Geithner.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Luxemburgo: RBC Dexia quer suprimir 110 postos de trabalho

O grupo RBC Dexia informou os seus funcionários que prevê eliminar 110 postos de trabalho no Luxemburgo, no âmbito de uma reestruturação a efectuar nas próximas semanas.

A direcção do banco assegurou que não estava a prever lançar nenhum plano social e que a supressão de postos far-se-ia sem recorrer a nenhum despedimento. O que está previsto, ainda segundo a direcção da Dexia, são reformas, planos de pré-reforma e a redução de pessoal externo.

Cerca de 50 dos 110 postos que deverão ser eliminadas no Grão-Ducado estão relacionados com a deslocalização para Kuala Lumpur (Malásia) do serviço de contabilidade dos fundos que o banco gere.

As negociações entre parceiros sociais - patronato e sindicatos - deverão começar nos próximos dias.

Depois desta notícia, anunciada no início da semana passada, na sexta-feira o Dexia BIL veio divulgar que o banco registou lucros líquidos de 136 milhões de euros e rendimentos de 301 milhões de euros no primeiro semestre de 2009.

A RBC Dexia é, desde Janeiro de 2006, uma joint-venture entre a Royal Bank of Canada e o banco belgo-luxemburguês Dexia BIL.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Luxemburgo/Sector Bancário: Convenção colectiva reconduzida por mais um ano sem aumentos previstos para o pessoal

Foto: P. Castilho

Os empregados que trabalham no sector bancário não deverão contar com aumentos lineares dos seus salários nos próximos 12 meses.

A ABBL, sindicato que representa o patronato da área bancária, e os três principais sindicatos que representam os trabalhadores desse sector - ALEBA, OGB-L e LCGB - , chegaram esta semana a acordo para prolongarem durante mais um ano as disposições da convenção colectiva vigente (2007 -2009), mas sem que estejam previstos aumentos lineares nos ordenados dos assalariados até Outubro de 2010.

O patronato aponta como uma das razões para esta decisão a crise financeira global e as incertezas que pairam no sector a nível mundial e nacional e que poderão continuar a afectar o mercado do emprego da praça financeira luxemburguesa durante um tempo incerto.

A assinatura do prolongamento da convenção colectiva deverá ainda ser analisada pelas instâncias dos quatros sindicatos em Setembro e ser assinada em Outubro.