Os dirigentes dos países do G20 indicaram hoje que estão prontos para a adoção das novas regras bancárias, designadas Basileia III, destinadas a tornar as instituições financeiras mais resistentes, segundo o comunicado final da cimeira.
“Vamos estabelecer por completo as novas regras sobre o capital e a liquidez dos bancos”, afirmam no documento divulgado em Seul.
As regras ditas de Basileia III estão previstas para entrar em vigor a partir de 2013 e incluem nomeadamente o aumento dos fundos próprios dos bancos até 01 de janeiro de 2015.
Os líderes das economias desenvolvidas e emergentes pretendem também resolver os problemas colocados pelas instituições financeiras ditas sistémicas, que representam um risco para o conjunto do sistema financeiro se tiverem problemas.
No comunicado, não são referidos quaisquer pormenores sobre os meios que deverão ser estabelecidos para resolver o problema. O Conselho de Estabilidade Financeira apresentou um relatório sobre esta questão, que deverá ser divulgado mais tarde.
Mostrar mensagens com a etiqueta G20. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta G20. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Zona Euro/Dólar: Juncker critica medidas de estímulo da Reserva Federal americana
"O dólar não está no nível em que deveria estar face ao euro", disse Juncker, durante uma reunião da comissão do Parlamento Europeu, em Bruxelas.
De acordo com o também primeiro-ministro do Luxembrurgo, as taxas de câmbio "devem reflectir os fundamentos económicos" e "não devem dar lugar a comportamentos nacionais inspirados mais por sentimentos de egoísmo do que pelas preocupações globais da comunidade internacional”.
Os responsáveis europeus têm-se mostrado preocupados pelo elevado valor do euro face à moeda norte-americana, o que pode penalizar as exportações assim como a recuperação da economia europeia.
Juncker também criticou, na sequência do já dito pela Alemanha, o recente pacote de estímulo da Reserva Federal (Fed) norte-americana que apresenta, segundo ele, "riscos" para o resto do mundo.
"Vejo mais riscos do que benefícios nesta decisão da Fed", considerou.
Na cimeira do G20, que acontece na quinta e sexta-feira, 11 e 12 de Novembro, em Seúl, na Coreia do Sul, “não deixaremos de colocar estas questões aos nossos amigos americanos", avisou Juncker.
Guerra cambial?
O banco central dos Estados Unidos (Fed) decidiu a semana passada comprar títulos soberanos no valor de 600 mil milhões de dólares nos próximos meses para ajudar a estimular o consumo e a economia do país.
A decisão teve o efeito de fazer baixar o valor do dólar, o que gerou críticas e, segundo analistas internacionais, pode dar origem a uma "guerra cambial" e a desvalorizações competitivas entre os países.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
G20: UE clama vitória no final da cimeira
A União Europeia clamou vitória no final da cimeira do G20 em Toronto, considerando que os seus pontos de vista foram em grande parte adotados pelos dirigentes dos países ricos e emergentes que participaram na reunião.
"A UE veio a Toronto com uma ordem de trabalhos clara. O resultado da cimeira reflete uma ampla convergência em torno da perspetiva europeia”, afirmaram numa declaração comum os presidentes da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e do Conselho Europeu, Herman van Rompuy.
A justeza das políticas de austeridade anunciadas desde o início do ano na Europa, que suscitaram alguma inquietação nos Estados Unidos e entre os países emergentes, foi reconhecida pelo G20, que apelou para uma redução dos défices “favorável ao crescimento”.
"Os esforços da UE em prol da estabilização e do crescimento foram bastante bem acolhidos em Toronto”, congratularam-se ainda van Rompuy e Barroso.
"As economias avançadas adotaram planos orçamentais que reduzirão a menos de metade os défices até 2013 e estabilizarão ou reduzirão a dívida pública relativamente ao PIB até 2016”, refere o texto da declaração final da cimeira do G20.
A chancheler alemã, Angela Merkel, congratulou-se com esta resolução:
“É mais do que eu esperava, é um êxito”, sintetizou.
"A UE veio a Toronto com uma ordem de trabalhos clara. O resultado da cimeira reflete uma ampla convergência em torno da perspetiva europeia”, afirmaram numa declaração comum os presidentes da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e do Conselho Europeu, Herman van Rompuy.
A justeza das políticas de austeridade anunciadas desde o início do ano na Europa, que suscitaram alguma inquietação nos Estados Unidos e entre os países emergentes, foi reconhecida pelo G20, que apelou para uma redução dos défices “favorável ao crescimento”.
"Os esforços da UE em prol da estabilização e do crescimento foram bastante bem acolhidos em Toronto”, congratularam-se ainda van Rompuy e Barroso.
"As economias avançadas adotaram planos orçamentais que reduzirão a menos de metade os défices até 2013 e estabilizarão ou reduzirão a dívida pública relativamente ao PIB até 2016”, refere o texto da declaração final da cimeira do G20.
A chancheler alemã, Angela Merkel, congratulou-se com esta resolução:
“É mais do que eu esperava, é um êxito”, sintetizou.
sábado, 26 de setembro de 2009
G20: Líderes determinam bases para "crescimento sustentável"
Os líderes do G20, reunidos quinta e sexta-feira em Pittsburgh, Estados Unidos da América, comprometeram-se a "definir as bases para um crescimento vigoroso, sustentável e equilibrado para o século XXI".
Na declaração final da cimeira, as 20 economias mais desenvolvidas e as emergentes concluíram que é preciso deixar para trás "uma era de irresponsabilidade" para suportar uma recuperação económica que já se iniciou mas que está ainda "incompleta".
"Comprometemo-nos hoje a manter a nossa resposta vigorosa até que esteja assegurada uma recuperação duradoura. Actuaremos para nos assegurarmos de que quando voltar o crescimento, voltem também os empregos", lê-se no documento final.
"Vamos evitar a retirada prematura dos estímulos. Ao mesmo tempo, vamos preparar as nossas estratégias de saída e, quando for oportuno, vamos retirar os nossos apoios extraordinários de forma cooperante e coordenada, mantendo os nossos compromissos de responsabilidade fiscal", acrescenta.
Outra das resoluções que saiu de Pittsburgh foi a "reforma da arquitectura global para atender às necessidades do século XXI", em termos económicos e financeiros.
"Designamos o G-20 como o centro principal da nossa cooperação económica internacional. (…) Comprometemos-nos (no Fundo Monetário Internacional) a transferir como quota aos mercados emergentes dinâmicos e aos países em desenvolvimento pelo menos cinco por cento, utilizando a fórmula de atribuição de quotas actuais como ponto de partida para trabalhar".
As 20 potências do G20 acordaram ainda "levar a cabo novas medidas que incrementem o acesso a alimentos, produtos energéticos e finanças aos (países) mais pobres do mundo, uma vez que ponham fim aos fluxos ilícitos".
Do ponto de vista ambiental e energético, os líderes do G-20 decidiram "racionalizar e finalizar no médio prazo os subsídios ineficazes para o consumo de combustíveis fósseis", bem como "manter a abertura exterior até (que se alcance) um crescimento mais sustentável e verde".
"Lutaremos contra o protecciones. Estamos empenhados em encerrar a Ronda de Doha com sucesso em 2010", refere ainda a declaração final do encontro de Pittsburgh.
O G-20 agendou ainda dois encontros para o próximo ano, esperando que a partir de 2011 possa reunir-se apenas anualmente.
Na declaração final da cimeira, as 20 economias mais desenvolvidas e as emergentes concluíram que é preciso deixar para trás "uma era de irresponsabilidade" para suportar uma recuperação económica que já se iniciou mas que está ainda "incompleta".
"Comprometemo-nos hoje a manter a nossa resposta vigorosa até que esteja assegurada uma recuperação duradoura. Actuaremos para nos assegurarmos de que quando voltar o crescimento, voltem também os empregos", lê-se no documento final.
"Vamos evitar a retirada prematura dos estímulos. Ao mesmo tempo, vamos preparar as nossas estratégias de saída e, quando for oportuno, vamos retirar os nossos apoios extraordinários de forma cooperante e coordenada, mantendo os nossos compromissos de responsabilidade fiscal", acrescenta.
Outra das resoluções que saiu de Pittsburgh foi a "reforma da arquitectura global para atender às necessidades do século XXI", em termos económicos e financeiros.
"Designamos o G-20 como o centro principal da nossa cooperação económica internacional. (…) Comprometemos-nos (no Fundo Monetário Internacional) a transferir como quota aos mercados emergentes dinâmicos e aos países em desenvolvimento pelo menos cinco por cento, utilizando a fórmula de atribuição de quotas actuais como ponto de partida para trabalhar".
As 20 potências do G20 acordaram ainda "levar a cabo novas medidas que incrementem o acesso a alimentos, produtos energéticos e finanças aos (países) mais pobres do mundo, uma vez que ponham fim aos fluxos ilícitos".
Do ponto de vista ambiental e energético, os líderes do G-20 decidiram "racionalizar e finalizar no médio prazo os subsídios ineficazes para o consumo de combustíveis fósseis", bem como "manter a abertura exterior até (que se alcance) um crescimento mais sustentável e verde".
"Lutaremos contra o protecciones. Estamos empenhados em encerrar a Ronda de Doha com sucesso em 2010", refere ainda a declaração final do encontro de Pittsburgh.
O G-20 agendou ainda dois encontros para o próximo ano, esperando que a partir de 2011 possa reunir-se apenas anualmente.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
G20: Líderes mundiais chegam a acordo sobre limites dos prémios dos banqueiros
Os líderes mundiais chegaram a um acordo no que se refere aos limites dos prémios dos banqueiros, cujo comportamento contribuiu para a crise mundial, afirmou quinta-feira o secretário norte-americano do Tesouro, Timothy Geithner, em Pittsburgh.
Geithner anunciou que as potências do G-20 chegaram a um consenso em relação às "linhas base" da proposta de limitação das regalias dos banqueiros, que deverá estar pronta até ao final deste ano.
O secretário norte-americano do Tesouro explicou que o acordo vai incluir padrões diferentes em cada país, que serão supervisionados pelo Fundo Monetário Internacional, que reúne os bancos centrais.
Até ao momento, a Europa tem pressionado mais do que os Estados Unidos para fixar estes limites.
Em conferência de imprensa, Geithner mostrou-se ainda optimista em relação à possibilidade de os líderes do G-20, reunidos em Pittsburgh, nos Estados Unidos da América, aprovarem as linhas base da proposta norte-americana para regular os enormes desequilíbrios da economia mundial, como o superavit da China e o défice recorde dos Estados Unidos.
Geithner disse ainda que o seu país apoia os esforços da China para ganhar mais direitos de voto no Fundo Monetário Internacional, (FMI) apesar das reservas da União Europeia, que perderia influência.
Dado o aumento do poder económico da China, "é a melhor coisa" e a Europa sabe disso, disse ainda Geithner.
Geithner anunciou que as potências do G-20 chegaram a um consenso em relação às "linhas base" da proposta de limitação das regalias dos banqueiros, que deverá estar pronta até ao final deste ano.
O secretário norte-americano do Tesouro explicou que o acordo vai incluir padrões diferentes em cada país, que serão supervisionados pelo Fundo Monetário Internacional, que reúne os bancos centrais.
Até ao momento, a Europa tem pressionado mais do que os Estados Unidos para fixar estes limites.
Em conferência de imprensa, Geithner mostrou-se ainda optimista em relação à possibilidade de os líderes do G-20, reunidos em Pittsburgh, nos Estados Unidos da América, aprovarem as linhas base da proposta norte-americana para regular os enormes desequilíbrios da economia mundial, como o superavit da China e o défice recorde dos Estados Unidos.
Geithner disse ainda que o seu país apoia os esforços da China para ganhar mais direitos de voto no Fundo Monetário Internacional, (FMI) apesar das reservas da União Europeia, que perderia influência.
Dado o aumento do poder económico da China, "é a melhor coisa" e a Europa sabe disso, disse ainda Geithner.
Subscrever:
Mensagens (Atom)