Os "credit default swaps" (CDS) para a dívida a cinco anos da França e da Bélgica atingiram hoje novos máximos históricos, ao passo que os dos países periféricos - Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha -, que até agora eram o principal alvo dos especuladores, aliviam dos recordes.
Vários especialistas internacionais explicam o fenómeno como uma propagação das tensões sobre a dívida pública desses países periféricos aos seus congéneres da Europa Ocidental.
Para tal, muito contribuíram as declarações dos responsáveis da Pimco - a maior gestora do mundo de fundos de obrigações - que colocaram na segunda-feira no mesmo saco a Espanha, a Itália e a Bélgica, considerando que os três países necessitam de uma intervenção externa para conseguirem recuperar da crise.
A Bélgica está também a ser afectada pela revisão em baixa das suas perspectivas feita pelas agências de notação financeira, justificada com o clima de instabilidade política do país.
Até a França tem sido alvo de inúmeros rumores de que poderá ver reduzido a notação financeira devido ao elevado patamar em que se encontra a sua dívida pública, que pode ultrapassar os 90% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2012. Os analistas não escondem a sua preocupação com o efeito que um eventual corte de 'rating' de uma das principais economias europeias poderá ter.
Estas advertências seguem-se às declarações no início do mês do director executivo da bolsa londrina (London Stock Exchange), Xavier Rolet, que apontou a França como a próxima vítima da crise da dívida soberana na zona euro.
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terça-feira, 21 de dezembro de 2010
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Luxemburgo: Jovens da Esquerda manifestam-se hoje contra Tratado de Lisboa
Os Jovens do partido luxemburguês "A Esquerda" ("Jonk Lénk", do partido "Déi Lénk") manifestam-se esta quarta-feira, das 16h30 às17h, na place de l'Europe, no Kirchberg (junto ao adro da Philarmonie), frente ao secretariado geral do Parlamento Europeu, contra o Tratado de Lisboa.A juventude partidária quer com esta acção simbólica solidarizar-se com a campanha do "Não" ao Tratado de Lisboa levado a cabo na Irlanda, por forma a "denunciar a chantagem que a Comissão Europeia tem vindo a fazer para forçar a decisão da Irlanda", lamentam em comunicado, divulgado esta manhã.
"Aquando do primeiro referendo [naquele país], em Junho de 2008, os irlandeses haviam rejeitado o Tratado de Lisboa com 53,4% [dos votos contra]", recorda a "Jonk Lénk", que acusa a UE de ser dirigida por "elites anti-democráticas" que estão a impôr a Dublim um novo voto para ratificar um tratado que a juventude partidária e os partidos de esquerda em geral na Europa consideram "neoliberal e militarista".
Os irlandeses voltam a ser chamados às urnas para se pronunciar sobre se aceitam ou rejeitam o Tratado de Lisboa, esta sexta-feira, 2 de Outubro.
Batalha entre o "sim" e o "não" continua na Irlanda
Segundo um inquérito de opinião publicado recentemente no diário irlandês Irish Times, os defensores do Tratado surgiam em vantagem, com 46% das intenções de voto. Contudo, comparando com o estudo anterior, de Maio, o número de indecisos aumenta 7%, de 18 para 25%, e os opositores à ratificação sobem de 28 para 29%.
De acordo com o que considerava na altura o chefe do serviço político do jornal, Stephen Collins, "a maior parte dos que deixaram o campo do 'Sim' são mais indecisos do que os adeptos do 'Não'".
A Irlanda é o único Estado da União Europeia obrigado pela sua Constituição a submeter a referendo o Tratado de Lisboa, destinado, segundo as instâncias europeias, a melhorar o funcionamento das instituições europeias.
JLC
sábado, 26 de setembro de 2009
UE: 55% de irlandeses votarão "sim" ao Tratado de Lisboa, revela sondagem
Uma clara maioria dos eleitores irlandeses (55%) deverá pronunciar-se, no referendo de 2 de Outubro, pelo "sim" à ratificação do Tratado de Lisboa, segundo uma sondagem hoje divulgada.São 55% os inquiridos que pensam dizer "sim" contra 27% que se mantêm pelo "não" à ratificação do Tratado adoptado durante a presidência portuguesa da União Europeia (UE), em finais de 2007, em Lisboa.
De acordo com a sondagem, realizada pelo Instituto Red C para o jornal Sunday Business Post, 18% dos inquiridos afirmam estar ainda indecisos.
"Entre os eleitores que afirmam que vão votar, o 'sim' mantém uma clara vantagem", comentou hoje Pat Leahy, responsável pela coluna política do Sunday Business Post.
Uma sondagem anterior, publicada sexta-feira pelo jornal Irish Times, indicava que 48 por cento dos irlandeses são a favor do "sim".
Em 2008, os irlandeses rejeitaram, em referendo, o Tratado de Lisboa, por 53,4% de votos, lançando a UE numa profunda crise institucional.
A Irlanda é o único país europeu obrigado pela sua Constituição a realizar um referendo sobre o Tratado.
Integrando o grupo de quatro países que ainda não ratificaram o Tratado, a Alemanha viu esta semana o seu Presidente, Horst Koehler, assinar os diplomas que conferem mais poderes aos órgãos legislativos face à UE, penúltimo acto antes da ratificação alemã do Tratado.
Além da Irlanda, que realiza novo referendo a 2 de Outubro, a Polónia e a República Checa, anunciaram que ratificarão o Tratado se o referendo na Irlanda der ao vitória ao "sim".
O Tratado de Lisboa destina-se a substituir o Tratado de Nice, actual base de trabalho da UE, e a conferir maior operacionalidade à UE, após o alargamento a 27 estados-membros.
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