sábado, 20 de junho de 2009

Euromilhões: português é único totalista

É português o único totalista do sorteio do Euromilhões desta semana que receberá 15 milhões de euros.

Com o segundo prémio foram escrutinadas sete apostas, duas delas portuguesas, cada uma premiada com 423 mil euros.

Seis apostas foram galardoadas com o terceiro prémio, recebendo cada uma 140 mil euros.

A combinação vencedora do concurso desta semana do Euromilhões é composta pelos números 04 - 16 - 17 - 20 - 29 e as estrelas 05 e 07.


Verão começa amanhã

O Verão chega domingo às 07:46, marcando o início da estação mais quente do ano, que irá manter-se até ao dia 22 de Setembro.
O Solstício de Verão no Hemisfério Norte prolonga-se por 93,65 dias até ao próximo Equinócio, que ocorre no dia 22 de Setembro às 22:19.
A palavra de origem latina "Solstitium" está associada à ideia de que o Sol devia estar estacionário, ao atingir a sua mais alta ou mais baixa posição no céu.

Terceiro caso de Gripe A no Luxemburgo

O Ministério da Saúde revelou esta manhã que o Luxemburgo regista mais um caso de gripe A.
Trata-se de uma criança da região Centro do país que chegou recentemente dos Estados Unidos, mais precisamente da região de Washington.
A criança foi consultada na passada quinta-feira por um médico assistente que perante os sintomas de uma gripe normal, submeteu a criança aos testes de despistagem da Gripe A.
Os resultados das análises efectuadas pelo Laboratório Nacional de Saúde confirmaram que o rapaz foi contagiadop pelo vírus da gripe A (H1N1).
O tratamento, como nos outros dois casos que já se registaram no país, é feito através do Tamiflu, e a criança está de quarentena em sua casa.
Todos os familiares do rapaz estão a ser também sujeitos a tratamentos com antivirais.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

UE/Cimeira: Sócrates acredita que socialistas europeus também apoiarão Barroso

O primeiro-ministro, José Sócrates, disse hoje acreditar que Durão Barroso terá o apoio de uma grande maioria do Parlamento Europeu, incluindo dos socialistas, para um segundo mandato à frente da Comissão Europeia.

José Sócrates falava em Bruxelas no final de uma cimeira de dois dias de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, na qual José Manuel Durão Barroso recebeu o "apoio unânime" dos 27 com vista à sua recondução na liderança do executivo comunitário, que terá de ser apoiada por uma maioria da nova assembleia, numa votação que poderá ter lugar já em Julho."Acho que essa maioria existirá e acho que será uma maioria maior do que aquela que muitos estão à espera", comentou hoje o primeiro-ministro português.José Sócrates disse acreditar que Durão Barroso "não apenas terá uma maioria no Parlamento, mas será apoiado pelas famílias políticas que são pró-europeias e que querem uma Europa mais forte", como a do Partido dos Socialistas Europeus (PSE), a segunda maior força do hemiciclo, na qual está integrada a delegação do PS.

"Tenho também orgulho em poder dizer que dei uma contribuição para que o presidente da Comissão possa ser escolhido pelas duas principais famílias políticas, porque isso é importante para o dr.Durão Barroso - tenho a certeza que é esse o seu desejo -, e para a Europa e para o projecto europeu", afirmou.Sustentando que Durão Barroso "não é e não pretende ser um candidato de uma facção", mas sim "do Conselho e da Europa", José Sócrates disse esperar uma atitude construtiva por parte da família socialista no Parlamento Europeu."Não posso responder pelos outros e por outras delegações, mas tenho a certeza que muitos socialistas perceberão que este não é o momento para afirmar posições sectárias do ponto de vista ideológico, mas sim de contribuir para uma solução ao nível europeu que reforce a legitimidade das instituições", afirmou.Escusando-se a falar "da delegação portuguesa e da posição dos socialistas portugueses", já que para tal teria que falar "na condição de secretário-geral do PS", José Sócrates observou no entanto que todos "conhecem qual é a posição oficial" do partido (de apoio a Durão Barroso).O primeiro-ministro reiterou hoje a "satisfação da delegação portuguesa" com o facto, "raro", de o nome de José Manuel Durão Barroso ter reunido a unanimidade do Conselho, repetindo que a recondução de um português como presidente da Comissão Europeia é "um dado muito positivo para Portugal".

Ténis: Wimbledon - Neuza Silva defronta Serena Williams

A tenista portuguesa Neuza Silva, 155.ª do “ranking” mundial, vai defrontar a norte-americana Serena Williams, segunda cabeça-de-série e número dois do Mundo, na primeira ronda do Torneio de Wimbledon, terceiro “Grand Slam” da temporada.

Serena Williams conta 33 títulos WTA e já venceu por duas vezes na relva de Wimbledon (2002 e 2003), para um total de 10 torneios do “Grand Slam”: quatro triunfos na Austrália (2003, 05, 07 e 09), um em Roland-Garros (2002) e três no Open dos Estados Unidos (1999, 2002 e 08).

Por seu lado, Michelle Brito, 91.ª da hierarquia feminina e presente no quadro principal devido a um “wild card” (convite), vai enfrentar a checa Klara Zakopalova, actual 123.ª, mas que já foi 27.ª (06 de Março de 2006).

No quadro masculino, Frederico Gil, 83.º jogador mundial, vai encontrar o francês Paul-Henri Mathieu, 38.º e ex-número 12 (07 de Abril de 2008).

O Torneio de Wimbledon disputa-se de 22 de Junho a 05 de Junho.

Air France avança pagamento de 17,5 mil euros às famílias das vítimas

A Air France vai pagar 17.500 euros como primeiro avanço às famílias de cada uma das vítimas do acidente aéreo do voo 447 entre Rio de Janeiro e Paris, anunciou hoje o director executivo da companhia.

Numa entrevista à estação de rádio RTL, Phillipe Gourgeon disse que os advogados da Air France estão a contactar as famílias das 228 vítimas de 32 países para garantir que o dinheiro lhes chega às mãos.A Air France também tenciona organizar uma cerimónia de homenagem a todas as vítimas do desastre aéreo de 31 de Maio, acrescentou.Alguns familiares de vítimas francesas acusaram a companhia de falta de simpatia e de não lhes ter fornecido informação atempada sobre a investigação às causas do acidente."Vamos estar muito centrados no primeiro avanço a pagar a cada vítima", disse Gourgeon, acrescentando que a localização dos familiares não é uma tarefa fácil por falta de contactos.Disse ainda que estavam a ser resolvidas as dificuldades surgidas na troca de informação entre representantes da agência de investigação da Air France, a BEA, e as autoridades médicas brasileiras que têm realizado as autópsias aos corpos recuperados.As autópsias revelaram fracturas de pernas, ancas e braços das vítimas do acidente, o que a par das grandes peças de destroços retiradas do Atlântico, sugerem fortemente que o avião se despedaçou no ar, segundo peritos.Fontes oficiais francesas e norte-americanas disseram não haver sinais de terrorismo no sinistro, e o ministro da Defesa brasileiro afirmou que essa possibilidade não estava a ser considerada, mas a França não a excluiu.

Gripe A (H1N1): Ministério da Saúde confirma sexto caso em Portugal

Um novo caso de infecção por vírus da Gripe A (H1N1) foi já confirmado pelo Ministério da Saúde, que contabiliza agora em seis o número de casos registados em Portugal.

O caso positivo corresponde a um homem de 26 anos que regressou dia 14 de Junho dos Estados Unidos da América e cuja infecção foi confirmada laboratorialmente ao longo da última noite.
"O doente está internado no Hospital Curry Cabral e a situação clínica é estável. Os contactos próximos deste indivíduo estão a ser identificados", refere o Ministério da Saúde numa nota divulgada.
Ao todo, durante esta noite, estiveram em investigação quatro casos suspeitos de infecção por aquele vírus, tendo sido confirmado um deles e afastados outros dois.
"Mantém-se em investigação um destes casos e iniciaram investigação laboratorial mais dois casos, num total de três. Os resultados são esperados para o final do dia ", acrescenta o Ministério da Saúde.
A notificação à Organização Mundial da Saúde desta alteração está a ser realizada nos termos previstos pelo Regulamento Sanitário Internacional.
Além do caso hoje confirmado, mantém-se internado um homem de 39 anos infectado com o vírus A (H1N1), que está desde o dia 17 no Hospital Curry Cabral, mas cuja situação clínica se mantém estável.
O Ministério da Saúde considera que a existência de seis casos "não representa uma preocupação acrescida".
Quanto à situação dos 13 cidadãos nacionais embarcados no cruzeiro Ocean Dream, o Ministério da Saúde afirma continuar a acompanhar a sua situação, estando em contacto com o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Lusa

Dulce Rodrigues lança novo livro juvenil: "Il était une fois... une maison", obra já premiada

A escritora portuguesa Dulce Rodrigues acaba de publicar um novo livro infantil, "Il était une fois... une maison" ("Era uma vez... uma casa"), sobre o tema da harmonia entre o Homem e a Natureza.

Numa edição em francês, centrada à volta das bolandas de uma casa e das visitas que esta vai albergando, a autora escreveu sobre como viver em paz e respeito, com os outros e com os animais.

A história da peça centra-se numa casa que, tendo sido um dia habitada, se encontra vazia e triste, sem cores no jardim ou vida nos pomares e estábulos. Mas por pouco tempo: rapidamente a situação se altera, e a autora, que em anterior entrevista ao CONTACTO já havia mencionado a importância da inspiração que lhe trazem os seus animais de estimação, volta a colocar cães, gatos e patos, entre muitos outros, como personagens-chave do enredo.

São ainda abelhas, formigas e ratos, juntamente com uma ovelha, uma galinha e uma aranha, que se juntam em vida harmoniosa e assim devolvem a felicidade à casa, por entre os seus vários afazeres.

E se é a chegada do Homem que traz à história o egoísmo, míope e abusador, a acção encarrega-se de fazer jus às palavras com que se finaliza o livro: "Tout est bien qui finit bien", ou seja, "tudo está bem quando acaba bem". No entretanto, o livro descreve os animais e as estações do ano aos leitores mais jovens e introduz os valores da amizade e interdependência, e da partilha, entreajuda e solidariedade.

O texto, escrito para "jovens e todos os que se mantiveram jovens no coração", foi ele também escrito com um olhar de criança, que nos mantém o interesse páginas fora.

A obra agora editada ganhou em 2004 o 3° Prémio do concurso literário da associação francesa CIELA (Cercle International d'Expression Litéraire et Artistique).

As palavras da escritora, nascida em Lisboa e radicada na Bélgica, são acompanhadas pelas ilustrações de Cristina Polocoser, propositadamente desenhadas a preto e branco, para que os pequenos leitores as possam colorir.

O livro "Il était une fois... une maison", editado pela Persée, está disponível por 11 euros.

Mais informações sobre este e outros trabalhos de Dulce Rodrigues podem ser encontrados em www.dulcerodrigues.info , o portal da autora na internet.

Artur Novais
in Contacto, 17.06.09

De comer e suspirar por mais


Diz que foi Deus que o chamou para a gastronomia, e não falta quem assegure que a sua cozinha tem inspiração divina. Conhecido como o "Papa da gastronomia portuguesa", Luís Suspiro esteve no Luxemburgo para confeccionar dois jantares organizados pelo Instituto Camões. De comer e suspirar por mais...


Miguel Esteves Cardoso chama-lhe "o Fernando Pessoa da cozinha portuguesa", o Expresso coloca-o no "top 10" dos chefes portugueses, Vasco Graça Moura não lhe regateia elogios. Luís Suspiro, chefe auto-didacta com 54 anos, desperta paixões – e sabe-o. Mas em vez dos filtros e poções com que se enfeitiçam os tolos, o chefe português usa um ingrediente que vai rareando na cozinha lusa: o amor.

"Amor, carinho, paixão, sentimento, fazem parte dos ingredientes. Gosto de provocar prazer, luxúria, levar as pessoas ao extâse, a sensações quase orgásmicas", diz
Suspiro.

O vocabulário é carnal, terreno e com substância, a mesma de que se faz a cozinha que Luís Suspiro pratica com requinte mas sem artificiosismos. Estamos longe dos rodriguinhos da "nouvelle cuisine" portuguesa, e se Suspiro é considerado, a justo título, um renovador do património culinário português, a reinvenção passa pela redescoberta das matérias-primas, pela selecção cuidada dos ingredientes e por uma confecção apurada e genuína – o oposto à "mediocridade reinante" na generalidade dos restaurantes portugueses, acusa o chefe, a quem o tema faz subir a mostarda ao nariz. "A mediocridade na cozinha é a conspurcação de um património que é nosso: chama-se português ao molotov, à baba de camelo, a uns doces horrorosos feitos com natas e bolachas; nos salgados, é o bitoque ou a francesinha, que é belga, enquanto a verdadeira cozinha portuguesa desaparece", lamenta.

Há 15 anos de volta das panelas, Luís Suspiro é um autodidacta guiado pelo "instinto". E pela inspiração divina, garante. Engenheiro agrónomo de formação, nada fazia prever que viesse a tornar-se cozinheiro, para mais de renome: a cozinha já era uma memória que vinha da infância – "cozinhava-se muito bem na minha casa" – e uma paixão – "viajava longas distâncias para comer bem" –, mas enquanto amador, sentado à mesa ou à frente do fogão a preparar pratos para os amigos.

A vocação ("que vem do latim 'vocatio' e quer dizer 'chamamento'", recorda) haveria de chegar numa fase difícil da vida em que procurou respostas na religião.

"A 10 de Agosto de 1994 fui a Fátima pedir à Virgem que me iluminasse, num período nublado da minha vida. No dia seguinte, quando acordei, disse para a minha ex-mulher: vamos abrir um restaurante".

Três meses depois, nascia o Condestável no Cartaxo, o primeiro dos cinco restaurantes de que é hoje proprietário.

Em Lisboa, além da Ordem – que resultou da conversão dos restaurantes da Ordem dos Médicos –, abriu mais recentemente o Turricado e o Portucalidades, onde pratica a "haute-cuisine" a preço democrático. Decorados com mobiliário de Philip Starck, aqueles restaurantes propõem uma ementa a 15 euros, preço quase simbólico permitido pela elevada frequência – "diariamente servimos 300 pessoas", explica Suspiro –, sem que a qualidade sofra. Uma aposta que é também uma missão: democratizar o gosto. "Eu gosto é de ver as pessoas felizes, seja o cliente dos 70 euros ou o cliente dos 15", garante. Foi também esse sentido missionário de quem divulga um património que o trouxe ao Luxemburgo, pela mão do Instituto Camões, para confeccionar este fim-de-semana dois jantares, no Country Grill, na capital, e no Lusitânia, em Dippach, ambos com lotação esgotada. "Para divulgar Portugal vou a todo o lado, mas o Portugal verdadeiro, da dignidade, não o Portugal dos medíocres", disse ao CONTACTO.

Luís Suspiro tem um livro de receitas editado e um novo no prelo. Dia 24 de Julho, o chefe português lança "Memórias de um rural refinado", autobiografia e receituário em partes iguais que descreve como "uma análise antropológica dos usos e costumes do povo, o povo de onde eu venho". Editado pela Gradiva, o livro, que inclui 60 receitas, tem prefáco de Mário Soares.

Paula Telo Alves

Copyright foto: Luís Suspiro

Luxemburgo é o pais que mais gasta com protecção social

Em 2006, o Luxemburgo gastou em média 13.458 euros por habitante em medidas de protecção social, valor bem acima da média europeia com 6.350 euros, relegando o Grão-Ducado para o primeiro lugar entre os 27 países da União Europeia.Além do Luxemburgo (13.458 euros), as despesas por habitante mais elevadas na União Europeia registaram-se na Holanda (9.099 euros) e na Suécia (8.998 euros).

Já os valores mais baixos verificaram-se na Roménia (1.277 euros) e na Bulgária (1.294). Por sua vez, a Bélgica, França e Alemanha gastaram 8.520, 8.200 e 7.706 euros respectivamente. Portugal despendeu 4.451 euros.

Em 2006, nos 27 países da UE, as pensões de velhice e de sobrevivência representaram 46 % das despesas totais da protecção social, as prestações de doença e os cuidados de saúde 29 %, as prestações de invalidez e familiares 8 % cada uma, as prestações do desemprego 6 % e as prestações ligadas ao alojamento e à exclusão social 4 %.

O estudo do Eurostat sobre a protecçao social demonstrou as disparidades dos 27 países da UE ao comparar as despesas por habitante em padrão de poder de compra (SPA, vulgo "standard de pouvoir d'achat") que permite eliminar as diferenças de nível de preço entre os países.

UE CONSAGRA MAIS DE UM QUARTO DO PIB À PROTECÇÃO SOCIAL

Nos 27 países da UE, as despesas para com a protecção social representaram 26,9 % do produto interno bruto (PIB) em 2006. Em 2005 e 2004, a taxa era de 27,1 % e 27,2 em 2003.

A média da UE continua a ocultar fortes disparidades de um Estado para outro. Sob o prisma da percentagem do PIB no que respeita os gastos com a protecção social, o Luxemburgo situa-se abaixo da média europeia com 20,4 %.

A França (31,1 %), a Suécia (30,7 %) e a Bélgica (30,1 %) lideram a classificação.

Já os países bálticos, nomeadamente a Letónia (12,2 %), a Estónia (12,4 %) e a Lituânia ocupam as últimas posições.

Por sua vez, Portugal gasta 25,4 % do seu PIB.

O estudo do Eurostart reflecte as diferenças do nível de vida, ilustrando também a diversidade dos sistemas nacionais de protecção social assim como das estruturas demográficas, económicas, sociais e institucionais próprios de cada país.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Premios talento:Amizade Portugal-Luxemburgo e Letícia Ferreira seleccionados


A Associação Amizade Portugal-Luxemburgo (APL) e a karateca Letícia Ferreira, residente no Luxemburgo, fazem parte da lista dos 36 finalistas seleccionados para os Prémios Talento 2008, cuja gala volta a ser transmitida pela RTP Internacional a 26 de Junho.

Inicialmente foram apresentadas mais de 300 candidaturas, tendo o júri escolhido três finalistas por cada uma das 12 categorias a concurso. Apenas um será distinguido na Gala dos Talentos.

A APL concorre na categoria de "Associativismo" e Letícia Ferreira, que é indicada pelo segundo ano consecutivo, na de "Desporto".

A APL assinalou este ano, em Fevereiro, 40 anos de existência. Criada em 1969 por Lucien Huss e Carlos de Pina (igualmente fundadores do jornal CONTACTO, em Janeiro de 1970) para dar apoio social (alojamento, vestuário, utensílios domésticos, entre outros) à primeira vaga de imigrantes portugueses na década de 1960. A APL organizou igualmente a primeira peregrinação a Nossa Senhora de Fátima de Wiltz no ano da sua fundação. Este evento perpetuou-se até aos nossos dias, atraindo anualmente cerca de 20 mil pessoas, na sua maioria portugueses.

Actualmente, a APL conta seis secções regionais. Dispondo ainda de um Centro de Formação denominado Lucien Huss (em homenagem a um dos seus fundadores), a APL disponibiliza cursos de línguas e de informática.

Paralelamente, a associação é responsável pela organização de festas de cariz popular no Luxemburgo como as Marchas de Santo António, em Dudelange, ou o Portugal em Festa, em Echternach.

Na categoria de "Associativismo", a APL terá como concorrentes o Centro Português de Caracas (Venezuela) e o Real Hospital Português de Beneficência (Brasil).

LETÍCIA: KARATECA DE NÍVEL MUNDIAL

Letícia Ferreira nasceu em Madrid, filha de pais portugueses, em 18 de Outubro de 1988. Residente no Grão-Ducado há nove anos, Letícia pratica karaté no KC Strassen há apenas cinco, contando já com inúmeros troféus e medalhas no seu currículo.

A saga de sucessos começou em 2007, ano em que se tornou campeã de juniores e vice-campeã de seniores no Luxemburgo. No mesmo ano, sagrou-se campeã de juniores e alcançou o terceiro lugar no campeonato de seniores, em Portugal.

Em 2008, é campeã de juniores e terceira no campeonato de seniores no Grão-Ducado. Ainda no ano passado, obteve ainda a medalha de prata nos campeonatos internacionais na Finlândia, na categoria de seniores femininos e foi vencedora na categoria de juniores de -53 kg da "Lion Cup International" de karaté em Strassen. Em Novembro de 2008, Letícia defendeu no Porto, o título nacional no campeonato português de karaté de sub-21, terminando a prova no terceiro lugar. Em Dezembro, alcança o título nacional de juniores em Portimão.

O ano de 2009 volta a ser sinónimo de êxitos, tendo a atleta lusa sagrado-se campeã nacional de Portugal de karaté, na categoria de -55 kg em seniores femininos. O último feito de Letícia remonta a 23 de Maio, quando venceu o torneio internacional de Differdange da modalidade, na categoria sénior de -55 kg, ao representar o Karaté Club de Strassen. Entretanto, a karateca portuguesa integra há cerca de ano e meio a selecção nacional portuguesa e tem como grande objectivo representar o seu país nos campeonatos da Europa e do Mundo e também nos Jogos Olímpicos. No ano passado, na Gala dos Talentos, o judoca Ivo Alexandre Mira Santos, residente na Austrália, levou a melhor. Este ano, Letícia Ferreira terá a concorrência do jogador e treinador de Futebol José Luís da Graça Barroso, vindo dos EUA, e do ciclista Michaël d'Almeida, residente em Paris.

Guimarães e Viseu disputam-se berço de D. Afonso Henriques

A atribuição da Medalha de Ouro da Cidade a D. Afonso Henriques, no próximo dia 24 de Junho (Dia de S. João Baptista), vem reacender a discussão sobre o local de nascimento do primeiro rei de Portugal, em Guimarães ou Viseu.

Sem dados históricos absolutamente fiáveis, Guimarães fundamenta-se na “tradição”, disse hoje à Lusa o presidente da autarquia.

“Não é nosso propósito que o programa comemorativo venha responder a qualquer questão, nem, tão pouco, é nossa intenção aclarar dúvidas históricas que, de quando em vez se animam, e que apenas encontrarão resposta no labor de investigadores e medievalistas”, acrescentou António Magalhães.

O autarca socialista assina o documento de apresentação das comemorações dos 900 anos de nascimento de D. Afonso Henriques.

A par com Viseu, a cidade minhota, que a tradição considera berço da nacionalidade, comemora o aniversário do fundador de Portugal.

As duas cidades apresentam "pareceres" históricos e documentos que tentam provar o local onde, efectivamente, nasceu o primeiro rei de Portugal.

“Não há nenhum tipo de dúvida de que D. Afonso Henriques nasceu em Guimarães”, disse à Lusa o historiador Barroso da Fonte que, sexta-feira, apresenta o livro ‘Afonso Henriques - um Rei Polémico”.

Em 300 páginas, o antigo vereador da cultura na câmara vimaranense e ex-director do Paço dos Duques de Bragança e do Castelo de Guimarães, tenta provar que filho do Conde D. Henrique e de D. Teresa, nasceu em 1111, na cidade-berço.

“A Câmara de Guimarães antecipou, em dois anos, as comemorações dos 900 anos, talvez para mostrar a Viseu que está atenta”, frisou Barroso da Fonte.

Batalha de S. Mamede - O Dia em que nasceu Portugal

Para comemorar a Batalha de S. Mamede, a 24 de Junho, o "Dia Um de Portugal", como referem os vimaranenses, a autarquia iniciou uma festa que vai durar 900 horas.

Hoje à tarde, três centenas de crianças, vestidas com roupas semelhantes às usadas no tempo de D. Afonso Henriques, elaboraram um cortejo pelas ruas do centro histórico.

No Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, foi inaugurada a exposição “Afonso Henriques: o ‘Dux’ que se fez Rei”.

Na discussão sobre qual terá sido a cidade-berço de Portugal, entrou também a Sociedade Martins Sarmento (SMS), em Guimarães.

“Não há documento algum que esclareça com exactidão o dia e o local de nascimento do primeiro rei de Portugal e, sendo assim, ganha a força da tradição”, salientou hoje Amaro das Neves, presidente da Sociedade.

No entanto, segundo Barroso da Fonte “todos aprendemos na escola que D. Afonso Henriques nasceu em Guimarães, em 1111. Só porque um historiador vem questionar essa data, não se pode mudar a história”.

Também Diogo Freitas do Amaral, natural de Guimarães, escreveu um romance histórico sobre D. Afonso Henriques e aponta a cidade minhota como o berço da nacionalidade.

A tese de que o primeiro rei terá nascido em Viseu foi sustentada, em livro, pelo medievalista Almeida Fernandes e é também defendida pelo historiador José Mattoso.

Aos argumentos históricos, a Câmara de Guimarães responde: “Aqui Nasceu Portugal”, “Cidade-Berço”, “Capital Histórica de Portugal” são alguns dos rótulos que se colaram à cidade “em resultado da epopeia fundadora que em Guimarães teve inicio. Um olhar um pouco mais atento descobrirá muitas outras formas como a figura do nosso primeiro rei faz parte do nosso quotidiano, ainda hoje”.

A tese de Viseu incontestada há 19 anos

A Fundação Mariana Seixas está convencida de que, 19 anos após o historiador Almeida Fernandes ter avançado a tese do nascimento de D. Afonso Henriques em Viseu, não será a obra de Barroso da Fonte a enfraquecê-la.

A polémica tese "Viseu, Agosto de 1109, nasce D. Afonso Henriques", do medievalista Armando de Almeida Fernandes, foi publicada pela primeira vez na revista Beira Alta, depois em livro pelo Governo Civil de Viseu (1993), tendo este sido reeditado em 2007 pela Fundação Mariana Seixas, da mesma cidade.

"Durante estes 19 anos nunca ninguém contestou a tese com bases científicas. E não será com certeza um publicista (pessoa que divulga ideias) a contestar a tese de um historiador", afirmou hoje à Agência Lusa António José Coelho, editor da Fundação Mariana Seixas, que criou em 2004 um prémio de História Medieval Portuguesa com o nome de Almeida Fernandes.

No entanto, considera que o livro "Afonso Henriques: um Rei Polémico", do investigador Barroso da Fonte - a apresentar sexta-feira, em Guimarães - poderá ser "um contributo interessante para fazer os historiadores virem à liça debater o assunto".

No ano em que, quer em Viseu, quer em Guimarães, se comemoram os 900 anos do nascimento do primeiro rei de Portugal, António José Coelho congratula-se por a tese de Almeida Fernandes ter "cada vez mais ecos favoráveis e apoios entre os investigadores de História Medieval".

"A partir da reedição do livro em 2007 voltou a surgir o debate e, desta vez, no meio académico. Hoje existe um conjunto de medievalistas reputadíssimos a subscrever a tese", frisou.

Destacou a posição de Bernardo Vasconcellos e Sousa, professor catedrático da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Lisboa, que considerou que "com base em informações indirectas sobre o paradeiro dos pais do monarca, creio que a hipótese de Viseu é a mais provável".

"Viseu é, quase, com muita probabilidade a terra de nascimento de D. Afonso Henriques", defendeu em Março passado António Borges Coelho, professor jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Numa carta enviada a Almeida Fernandes, em 1992, e que só recentemente foi descoberta, o cónego Avelino de Jesus da Costa, que era professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra escreveu: "Quanto ao nascimento de D. Afonso Henriques em Viseu, os documentos apresentados por V.ª Ex.ª não permitem outra conclusão".

António José Coelho admitiu que a biografia sobre D. Afonso Henriques do Círculo de Leitores (2006), escrita pelo historiador José Mattoso, "foi um contributo importante" para que outros lhe seguissem o exemplo, até porque ele manteve, durante mais de duas décadas, um diferendo com Almeida Fernandes devido a diferentes perspectivas históricas.

"A demonstração feita por Almeida Fernandes alcança verosimilhança suficiente para se admitir como possível, ou mesmo a mais provável. É de facto admissível, com base nos documentos por ele invocados, que D. Afonso Henriques tivesse nascido em Viseu por meados do mês de Agosto de 1109", escreveu José Mattoso.

A tese de Almeida Fernandes surgiu, curiosamente, depois de, em 1990, ter sido posta em causa a "tradição" de que Guimarães foi o "berço" do fundador da nacionalidade, com o aparecimento da hipótese de Coimbra.

Almeida Fernandes explica na sua obra que esta resulta de uma encomenda feita pela Unidade Vimaranense - Associação para o Desenvolvimento de Guimarães e sua Região, que lhe pediu para "averiguar, se possível, onde nasceu D. Afonso Henriques".

"A doutrina encontrou silêncios, mais sintomáticos em quem pedira o estudo; mas não suscitou polémica à altura, muito menos capaz de a infirmar, por um argumento que fosse. Passado o tempo, verifica-se que, ao contrário, a hipótese colheu ecos, favoráveis", refere Maria Alegria Marques, da Universidade de Coimbra, no prefácio da obra reeditada em 2007.


Imagens: D. Afonso Henriques e a sua bandeira quando se declarou rei de Portugal

Irão/Manifestações: Já lhe chamam a Revolução Verde

Dezenas de milhares de apoiantes do candidato derrotado nas presidenciais iranianas Mir Hussein Mussavi juntaram-se hoje, pelo sexto dia consecutivo, nas ruas de Teerão para uma nova manifestação, na qual esteve presente Mussavi.

A manifestação de hoje foi convocada pelo próprio Mussavi, que pediu aos apoiantes para se vestirem de preto em sinal de luto pelos sete manifestantes mortos em confrontos com a polícia na manifestação de segunda-feira passada.

Muitos dos manifestantes usavam faixas verdes nos pulsos e levavam flores enquanto marchavam para a praça Imã Khomeini, segundo testemunhas.

Os manifestantes marcharam silenciosamente até chegarem à praça, onde gritaram palavras de ordem como "Morte ao ditador" e "Onde estão os nossos votos?".

O protesto realiza-se um dia depois de dezenas de milhares de apoiantes do candidato derrotado terem marchado pacificamente por uma das principais ruas da capital, brandindo retratos de Mussavi e fazendo com os dedos o "V" de vitória, de acordo com imagens difundidas por vídeo-amadores.

As agências e cadeias de televisão internacionais foram proibidas de cobrir as manifestações que se sucedem desde as eleições de sexta-feira, ganhas pelo Presidente Mahmud Ahmadinejad com mais de 60% dos votos.

As faixas e bandeiras verdes usadas pelos manifestantes fazem com que alguns jornalistas tenham já apelidado de "Revolução Verde" esta onda de contestações contra o regime teocrático de Teerão, que se faz sentir desde sexta-feira.

UE/Cimeira: José Sócrates convencido do apoio unânime dos líderes europeus a Durão Barroso

O primeiro-ministro, José Sócrates mostrou-se hoje convencido de que os líderes europeus, reunidos em Bruxelas até sexta-feira, irão apoiar de uma forma unânime a recondução de Durão Barroso como presidente da Comissão Europeia.

"Eu julgo que o Conselho vai apoiar unanimemente Durão Barroso", disse José Sócrates à chegada a uma reunião do Partido dos Socialistas Europeus, a família política europeia do PS, que antecedeu o Conselho Europeu de hoje e sexta-feira.

O primeiro-ministro defendeu que o actual presidente da Comissão Europeia fez "um bom trabalho" nos primeiros cinco anos à frente do executivo comunitário e essa é uma das razões que levam mesmo os chefes de governo socialistas também a apoiarem José Manuel Durão Barroso.

"Mas para além disso é preciso também que tenhamos consciência que é da maior importância para Portugal que Durão Barroso presida à Comissão Europeia", disse José Sócrates.

O chefe do governo referiu que ter um português como presidente da Comissão Europeia é "prestigiante" e do "interesse nacional".

Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia iniciam hoje em Bruxelas, uma cimeira de dois dias que será dominada pelo processo de recondução de Durão Barroso na presidência da Comissão Europeia.

Fadista Ana Lains actua sábado em Contern

Dia 20 de Junho a jovem fadista Ana Lains está de regresso ao Luxemburgo para mais uma Noite de Fado.

A fadista faz-se acompanhar à guitarra portuguesa por José Pinto (também vindo especialmente de Portugal para esta ocasião), e por Joaquim Caniço, à viola.

O jantar-espectáculo tem lugar no restaurante "7Art", em Contern (8, rue de l'Etang).

Reservas, tel. 27 99 10 94.

Ana Lains, de 27 anos, começou a cantar em público aos seis no festival inter-escolas em Malpique, que reunia
todas as escolas primárias do Concelho de Abrantes, certame que venceu por três vezes. Ao longo dos anos foi participando em concursos de música e de revelação de novos valores.

Aos 16 anos grava o seu pimeiro disco para a editora Tecnovox e começa a actuar em prestigiosas salas de espectáculos um pouco por todo o país. É convidada para cantar fora de Portugal, e desloca-se pela primeira vez ao Luxemburgo no princípio dos anos 2000.

Em 2006, participa com dois fados no CD "Les Divas du Fado Novo", ao lado de grandes estrelas internacionais como Mísia, Mafalda Arnauth, Cristina Branco e Ana Moura.

Em 2007, sai o seu primeiro álbum de originais "Sentidos". Na digressão de promoção do álbum, actua em toda a Europa, da Grécia, à República Checa passando por Espanha, Itália, Holanda, Alemanha, França, Bélgica, e, claro, Luxemburgo.

Além de fado novo, Ana Lains continua a cantar o fado tradicional.

Ana Lains começa a preparar o seu segundo álbum a partir de Junho, mais uma vez com Diogo Clemente, o seu produtor e actual viola de Mariza.

Morreu Carlos Candal, um dos fundadores do Partido Socialista

Carlos Candal, fundador do PS, faleceu hoje nos Hospitais da Universidade de Coimbra, disse à Lusa fonte hospitalar.

Carlos Manuel Natividade da Costa Candal, nascido a 1 de Junho de 1938, foi membro fundador do Partido Socialista e deputado por aquele partido na Assembleia Constituinte, na Assembleia da República em diversas legislaturas e no Parlamento Europeu.

Em 1995, foi cabeça-de-lista pelo círculo eleitoral de Aveiro e enfrentou nessa eleição, entre outros, Paulo Portas e Pacheco Pereira. A disputa desse círculo foi uma das mais polémicas, devido ao "Breve manifesto anti-Portas em português suave", um texto da sua autoria.

Em 2001, Carlos Candal candidatou-se ao cargo de bastonário da Ordem dos Advogados, perdendo as eleições para José Miguel Júdice.

O funeral, que se deverá realizar em Aveiro, ainda não tem data marcada.

Lusa

Crónica/Avenida da Liberdade : Cristiano Ronaldo e Durão Barroso

Quando a presente edição do CONTACTO começar a circular, o nome de Durão Barroso será, com toda a certeza, dos mais falados por essa Europa fora, só superado pelo de outro português: Cristiano Ronaldo. Mas esta é a única semelhança entre os dois.

O Conselho Europeu reúne, por estes dias, os chefes de Estado e de Governo da União Europeia para discutir, entre outros assuntos, o nome que irá propor ao Parlamento Europeu para presidir à Comissão. O favoritismo mantém-se do lado de Durão Barroso. Primeiro, porque já tem o apoio expresso de grande parte dos governos da Europa, depois, porque o seu partido-família, o Partido Popular Europeu, ganhou as eleições, com uma maioria muito mais relativa do que as aparências podem fazer crer.

São dois bons indicadores, mas apesar de tudo, insuficientes. Contrariamente ao que acontecia no passado, o Parlamento Europeu tem a possibilidade de chumbar, sem apelo nem agravo, o nome proposto pelo Conselho, e se isso acontecer, podemos assistir a um braço de ferro entre os dois órgãos. Numa tal circunstância, espero que seja suficientemente motivador para um debate sobre a Europa e que não se reduza a um simples jogo de teimosias.

Comecemos por esta questão prévia e indesmentível. Os apoios que Barroso tem recebido dos chefes de governo não são muito entusiásticos. São provocados pela tradição de renovar o mandato por uma vez, uma tradição só quebrada com Jacques Santer e Romano Prodi.

O presidente Nicolas Sarkozy foi o primeiro a enviar um presente envenenado a Barroso. Apoia-o, mas gostava que o assunto fosse adiado para depois do referendo irlandês sobre o Tratado de Lisboa. Quer dizer que, quando o nome de Barroso fosse escrutinado pelo Parlamento Europeu, já o Tratado de Lisboa teria revogado o de Nice, que o mesmo é dizer, o nome do presidente da Comissão teria de ser aprovado por uma maioria absoluta, quando, agora, precisa apenas de uma maioria simples.

O homem que chefiou o gabinete da presidência francesa da União, Jean Pierre Jouyet, tem dado uma ajuda, e publicou recentemente um texto onde chama "camaleão" a Durão Barroso, acusando-o de falta de firmeza e imputando-lhe até uma traição a Sarkozy.

Como é que Barroso pode antecipar a questão? Dando a Sarkozy aquilo que ele quer, isto é, o lugar de Comissário da Agricultura, para o seu actual ministro daquela pasta, Michel Barnier. Portanto, Sarkozy pode estar a criar dificuldades para obter uma facilidade. Mas não será só isso. A realidade é outra e as autoridades francesas, se tiverem uma oportunidade de descartar Barroso, não a desperdiçarão.

Angela Merkel também gostava de ver a questão adiada. Em Setembro, terá eleições legislativas e quer evitar, a todo o custo, que o assunto entre na campanha eleitoral. Mais, como não terá uma maioria absoluta, terá de negociar uma coligação, ou com os social-democratas do SPD, com quem tem governado, ou então reeditará a coligação de Kohl, com os liberais. E nem os liberais nem os social-democratas querem Durão Barroso em Bruxelas. Portanto, qualquer decisão que Merkel tome agora pode constituir um elemento de perturbação nas difíceis negociações que terá com liberais ou com social-democratas.

Estas são as dificuldades no Conselho Europeu. Mas na segunda instância deste processo, o Parlamento, as dificuldades podem ser ainda maiores. O partido a que Barroso pertence, o PPE, foi claramente vencedor destas eleições, mas ficou longe de uma maioria absoluta. Precipitou-se, propondo de imediato o nome do antigo primeiro-ministro português, como seu candidato. Mas precisa de alianças para concretizar esse desejo, e isso está a tornar-se difícil.

A segunda maior força do hemiciclo, o Partido Socialista Europeu, já disse que o seu candidato será outro. Pode ser, por exemplo, o antigo primeiro-ministro belga, Guy Verofsthad, que conta com outros apoios. Concretamente, com os Liberais, que não formam grupo parlamentar, mas que têm 50 deputados. Mas outros grupos se podem juntar nesta coligação anti-Barroso. Por exemplo, os Verdes, os eurocépticos, os eurofóbicos e os conservadores ingleses. Se assim for, os votos terão de ser contados, um a um, para se saber se Durão Barroso vai passar mais cinco anos em Bruxelas.

O outro português mais falado é, sem a menor sombra de dúvida, Cristiano Ronaldo. A sua transferência para o Real Madrid bateu todos os recordes, num momento de grave crise económica e financeira. Por esta razão, em Espanha, nem toda a gente aprova a escolha de Florentino Perez. Dão-lhe o benefício da dúvida, porque já fez coisa semelhante com a célebre equipa dos galácticos. Na altura, a aposta foi desportivamente um fracasso. Mas, financeiramente, um sucesso.

Será que desta vez as coisas se vão repetir? Os próximos meses darão resposta a esta e outras questões. Confesso que não percebo que um presidente que prefere treinadores baratos, como Carlos Queiroz ou Bernard Schuster, seja tão generoso na contratação de jogadores. Porque ao lado de Cristiano Ronaldo vai estar outro que, esse sim, para mim, é o melhor jogador do mundo. Chama-se Kaká e ainda hoje recordo a sua estreia no S. Paulo a que, por mera coincidência, assisti. Ele esteve em campo escassos 20 minutos, o suficiente para um leigo, como eu, ter concluído que estava ali qualquer coisa de genial.

Sérgio Ferreira Borges
in Contacto, 17.06.09

Herman José e Padre Borga nas comemorações do 10 de Junho em Londres

Herman José e o padre Borga vão animar as comemorações populares em Londres do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que este ano foram adiadas para dia 21 de Junho, anunciou a organização.

Além do comediante português e do padre Borga e a sua banda, vão viajar de Portugal o artista Zé do Pipo e as Docemania, enquanto Armando Ferreira, Núria, Hélder Lopes e Ana Free são artistas locais.

De acordo com António Cunha, organizador das comemorações e conselheiro das Comunidades Portuguesas, a localização em Streatham Common, um parque no sul de Londres, é “provisória”.

“No próximo ano queremos fazer uma festa durante três dias, com música e produtos portugueses num local com maior capacidade”, disse à Agência Lusa.

Nos anos anteriores, a festa, que tem a forma de um arraial com barracas que servem comida e bebida, realizou-se no Kennington Park, também no sul de Londres.

A comunidade portuguesa no Reino Unido está estimada em cerca de 350 mil pessoas, das quais entre 35 mil e 50 mil residem no conselho de Lambeth, no sul da capital britânica

Cidade do Luxemburgo: Casamatas do Bock já reabriram ao púiblico

Símbolo secular da história do Grão-Ducado, as casamatas do Bock (galerias subterrâneas), cuja entrada se situa na Montée de Clausen, na cidade do Luxemburgo, reabriram ao público em meados de Junho, após sete meses para obras de restauro e segurança. A operação custou 1,4 milhões de euros mas revelava-se necessária já que o monumento é visitado anualmente por mais de 100 mil pessoas, sendo a primeira atracção turística do pais.

Património mundial da Unesco desde 1994, estas grutas foram submetidas a alterações estéticas e de segurança: "Os pontos de iluminação foram aumentados nos percursos de visita subterrâneos, as sinalizações das saídas de emergência e as barreiras de protecção foram melhorados, e foram acrescentados telefones de emergência", explica Jean Schmit, da "Engineering", empresa responsável pelas obras.

As casamatas foram ainda equipadas com uma rede de cabos de fibra óptica que servirá para instalar um sistema de guia áudio interactivo para turistas.

No séc. XV, estas galerias subterrâneas, com cerca de 23 kms de comprimento, foram utilizadas pela população e autoridades da capital luxemburguesa como meio de defesa dos ataques inimigos. As casamatas podiam albergar soldados com o seu equipamento, canhões e muito mais.

No séc. XVII, as casamatas foram aumentadas, construíram-se vários andares e túneis até 40 metros de profundidade, num total de 1.500 m2.

As casamatas do Bock estão abertas ao público até 31 de Outubro, das 10 às 17h.

Gualter Veríssimo

Gripe A: Portugueses de quarentena em navio

O cruzeiro espanhol Ocean Dream está isolado ao largo da Venezuela por existirem casos de gripe A entre os tripulantes. Há 13 portugueses a bordo.
Fontes sanitárias venezuelanas confirmaram hoje a existência de 13 portugueses entre os 749 passageiros que viajavam a bordo do navio cruzeiro espanhol Ocean Dream que se encontra de quarentena na Venezuela.
Até ao momento estão confirmados três casos de Gripe A H1N1, entre os 14 tripulantes que apresentavam sintomas de infecção.
A bordo do Ocean Dream encontram-se 470 tripulantes e 749 passageiros, dos quais 376 são venezuelanos, 198 espanhóis, 151 colombianos, 13 portugueses, 11 argentinos, 11 peruanos, sete norte-americanos, cinco holandeses, quatro brasileiros, quatro panamenses, quatro chilenos, três uruguaios, dois russos, dois romenos, dois franceses,
dois britânicos, um italiano, um belga e um irlandês.
O Ocean Dream chegou a Margarita depois das autoridades dos portos marítimos de Granada e Barbados não autorizarem a paragem por risco de contágio.
A empresa organizadora do cruzeiro pelas Caraíbas, a Pullmantur, anunciou que foram adoptados os mecanismos exigidos pelos protocolos sanitários para estes casos.
Os casos confirmados são de 14 tripulantes que apresentaram sintomas da gripe e que permanecem isolados, dentro do barco.
O Ocean Dream previa realizar um cruzeiro de nove dias pelas Caraíbas, com paragem em Aruba, Curaçau, Ilha de Margarita, Granada, Santa Lucia e Barbados.