À Lusa, Ramos-Horta reafirmou que não fará apelos ao voto e garante que, se tiver de comparecer em algum evento de carácter político, social ou cultural, durante a campanha eleitoral, não haverá cartazes referentes à sua candidatura. "Não direi uma única palavra de apelo para votarem em mim. Pelo contrário, quase que tenho vindo a fazer campanha pelos outros candidatos".
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domingo, 4 de março de 2012
Xanana Gusmão não apoia recandidatura de Ramos Horta
Nestas eleições o chefe de Estado timorense, ao contrário da votação há cinco anos, não conta com o apoio do Congresso Nacional da Reconstrução de Timor-Leste (CNRT, de Xanana Gusmão). Ramos Hortas diz no entanto que não gasta muito tempo a pensar no resultado das eleições, deixando em aberto o seu futuro político depois de 17 de Março. "Se eu não ganhar tenho muitas outras coisas para fazer na vida, no plano pessoal ou até no plano político. Quem sabe até não participo nas eleições legislativas de Junho apoiando um dos partidos. Levaria os meus votos e os meus apoiantes para esse partido que eu escolher apoiar", admitiu. Segundo o Presidente timorense, "alguns já ouviram esses zunzuns e estão muito interessados num possível apoio a um dos partidos que se vão digladiar para o parlamento nas eleições legislativas em Junho".
Ramos-Horta: "Se perco é uma grande lição de democracia"
| Foto: Lusa |
O Presidente de Timor-Leste e candidato às presidenciais de 17 de Março, José Ramos-Horta, disse à agência Lusa que não vai fazer campanha eleitoral e considera que uma eventual derrota seria "uma grande lição de democracia para o país".
José Ramos-Horta afirma que decidiu avançar, no final de Janeiro, para as presidenciais, depois de uma petição nesse sentido, assinada por 120 mil pessoas, mas também pensa na possibilidade de perder. "O que mais pesou foi a petição", afirmou. "Também pensei: 'candidato-me e perco e é também uma grande lição de democracia no nosso país'. Faria um discurso de aceitação da derrota, de uma forma pedagógica, madura, equilibrada, serena. Será óptimo, é uma grande educação para o nosso país."
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Timor-Leste: Ramos Horta recandidata-se
| Foto: Lusa |
José Ramos-Horta tomou posse como Presidente de Timor-Leste a 20 de Maio de 2007, após ter ganho a segunda volta das eleições presidenciais contra Francisco Lu Olo Guterres (apoiado pela Fretilin) com 69,12 % dos votos.
Antes de ser eleito para Presidente da República timorense, Ramos-Horta já tinha ocupado funções de ministro dos Negócios Estrangeiros durante dois governos provisórios. Ramos-Horta assumiu também funções de primeiro-ministro em 2006 depois de Mari Alkatiri ter apresentado a demissão em consequência da crise político-militar nesse ano.
sábado, 12 de novembro de 2011
Santa Cruz foi há 20 anos
A 12 de Novembro de 1991, mais de duas mil pessoas marchavam até ao cemitério de Santa Cruz, em Díli, para prestarem homenagem ao jovem Sebastião Gomes, morto em Outubro do mesmo ano por elementos ligados aos invasores indonésios.
Durante o percurso, perto do Palácio do Governo, dão-se os primeiros confrontos entre timorenses e elementos da defesa e segurança indonésios. Há feridos nas duas partes.
A marcha fica dividida em duas, mas os timorenses em protesto voltam a reunir-se novamente. Já no cemitério encontravam-se polícias e militares indonésios. Durante cerca de meia hora disparam e espancam os manifestantes fora e dentro do cemitério. As imagens ficaram registadas e percorreram o mundo, dando mais tarde origem à liberdade do povo maubere.
Durante o percurso, perto do Palácio do Governo, dão-se os primeiros confrontos entre timorenses e elementos da defesa e segurança indonésios. Há feridos nas duas partes.
A marcha fica dividida em duas, mas os timorenses em protesto voltam a reunir-se novamente. Já no cemitério encontravam-se polícias e militares indonésios. Durante cerca de meia hora disparam e espancam os manifestantes fora e dentro do cemitério. As imagens ficaram registadas e percorreram o mundo, dando mais tarde origem à liberdade do povo maubere.
Timor: Massacre foi "mal necessário" para a luta
Faz hoje 20 anos que ocorreu o massacre no cemitério de Santa Cruz em Díli, Timor-Leste. Um "mal necessário" para a luta pela independência, afirma Gregório Saldanha, um dos organizadores da manifestação que antecedeu o ataque de 12 de Novembro de 1991."Tenho a convicção de que o acontecimento de Santa Cruz foi um mal necessário para esta luta, sem isso não éramos livres como país", considera Gregório Saldanha.
Segundo o antigo deputado da Fretilin, o massacre "aconteceu dentro de outras tragédias" que levaram o "mundo a reconhecer que o povo de Timor-Leste continuava a lutar pela sua independência e pela sua fé, e que os indonésios continuavam a violar os direitos deles". Saldanha deixou a carreira política para coordenar o Comité de 12 de Novembro, criado para encontrar as pessoas desaparecidas depois do massacre de Santa Cruz e apoiar as famílias das vítimas e sobreviventes.
Segundo o antigo deputado da Fretilin, o massacre "aconteceu dentro de outras tragédias" que levaram o "mundo a reconhecer que o povo de Timor-Leste continuava a lutar pela sua independência e pela sua fé, e que os indonésios continuavam a violar os direitos deles". Saldanha deixou a carreira política para coordenar o Comité de 12 de Novembro, criado para encontrar as pessoas desaparecidas depois do massacre de Santa Cruz e apoiar as famílias das vítimas e sobreviventes.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Timor diz-se pronto a comprar parte da dívida portuguesa, mas depende das propostas de Lisboa
“Se Portugal estiver interessado nisso, os detalhes terão que ser discutidos muito antes da vinda do primeiro ministro José Sócrates, que penso ser em janeiro, para permitir ao governo timorense estudar o dossiê”, disse.
Ramos-Horta falava à chegada a Díli, de regresso do Fórum Macau entre a China e os países da CPLP, e adiantou que “o Governo (liderado por Xanana Gusmão) já começou o processo de diversificação das aplicações do Fundo Petrolífero, nos 10 por cento que a lei permite diversificar, além das obrigações do tesouro americano”.
A possibilidade da compra da dívida portuguesa, no âmbito desse processo, é defendida por Ramos-Horta por considerar que não é um investimento arriscado para Timor-Leste e pode ter um retorno “bastante elevado”.
“Portugal não nos abordou nesta questão mas se o primeiro ministro José Sócrates quando vier a Timor, que penso ser em janeiro, colocar essa questão será bem recebida.
Foto: Lusa
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Timor-Leste: Ramos-Horta condecora hoje Durão Barroso
Durão Barroso recebe, assim, o Grande Colar de Timor-Leste, condecoração normalmente reservada a chefes de Estado.
A cerimónia decorrerá num encontro entre Ramos-Horta e Durão Barroso, na sede da Comissão Europeia, no âmbito da deslocação do Presidente timorense a Bruxelas.
Ramos-Horta, chega hoje a Bruxelas para uma visita que tem como ponto alto um discurso que proferirá amanhã perante a sessão plenária do Parlamento Europeu (PE).
O Presidente timorense é também um dos oradores hoje numa conferência sobre a situação na Birmânia (Myanmar), organizada pela eurodeputada Maria da Graça Carvalho (PSD), no âmbito das próximas eleições legislativas naquele país, marcadas para 7 de Novembro.
Foto: Lusa
sábado, 11 de julho de 2009
Timor-Leste: Morreu Manuel Carrascalão, um dos rostos da independência do país
O político timorense Manuel Carrascalão morreu este sábado aos 78 anos no hospital Guido Valadares, em Díli, vítima de complicações de saúde na sequência de uma embolia cerebral, disse à agência Lusa fonte familiar."O meu irmão morreu hoje cerca das 14h30 de Lisboa no hospital Guido Valadares, em Díli, rodeado de familiares e amigos", disse à agência Lusa Gabriela Carrascalão, que se encontra em Portugal em trabalho e regressa domingo a Timor-Leste.
Manuel Carrascalão foi uma das principais figuras associadas ao processo de consulta popular em 30 de Agosto 1999, que conduziu o território à independência, após 27 anos de ocupação indonésia, e liderou, após a votação, o Conselho Nacional da Resistência Timorense (CNRT), a coligação independentista timorense, sucedendo a Xanana Gusmão.
O irmão mais velho da família Carrascalão estava doente há oito meses, quando sofreu uma embolia cerebral, segundo adiantou Gabriela Carrascalão. Apesar de ter recuperado, há cerca de dois meses começaram a surgir complicações que ditaram a sua hospitalização desde essa data.
Gabriela Carrascalão disse à Lusa que a data das cerimónias fúnebres só será anunciada depois do regresso ao território de todos os familiares de Manuel Carrascalão. Gabriela Carrascalão é assessora do Ministro dos Negócios Estrangeiros timorense, Zacarias da Costa, e está em Lisboa a preparar a participação de Timor-Leste no conselho de ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que se realiza na próxima semana em Cabo Verde.
Um outro irmão, João Carrascalão, que é presidente do Comité Olímpico de Timor-Leste, chegou hoje a Lisboa, acompanhando a comitiva timorense que vai participar na segunda edição dos Jogos da Lusofonia.
Manuel Carrascalão tinha ainda filhos em Cabo Verde e nos Estados Unidos e só depois do seu regresso a Timor-Leste será decidida a data do funeral.
Em Abril de 1999, a sua residência em Díli foi cenário de um massacre executado por milícias pró-indonésias, que mataram o seu filho adolescente, "Manelito", e dezenas de civis que estavam refugiados na casa de Lecidere.
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