segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Otimismo, deceção e exceção no ativar do Acordo Ortográfico em Janeiro de 2010

Aprovado em 1990, objeto, nos anos seguintes, de intervenções diversas para lhe «acelerar o passo», ratificado por Portugal ao cabo de 18 anos, o Novo Acordo Ortográfico não gera unanimidades: tem quem o celebre, quem o rejeite, quem o acolha com indiferença.

As razões da celebração, como as da rejeição, têm sido nestes últimos anos amplamente publicitadas. Em declarações públicas, em petições, em debates, em audiências, apoiantes e opositores - talvez com menos visibilidade os indiferentes - foram dando a conhecer o que pensam e ambicionam para o Acordo.

Argumentam os primeiros que o Acordo é necessário, útil e, à face da legislação nacional e do direito internacional, perfeitamente correto, válido, sem mácula de dominações ou oportunísticas interpretações do texto legal.

Isto dito, confiam em que o Acordo, cumprindo o que no seu Primeiro Considerando se proclama, constituirá realmente «um passo importante para a defesa da unidade essencial da língua portuguesa e para o seu prestígio internacional».

Contra-argumentam os segundos que o Acordo não é necessário nem útil, está cheio de erros, de incoerências, de ambiguidades, de excessos e contém em si matéria suscetível de gerar perversões/aberrações várias, ao nível da escrita e ao nível da fala.

Mais: perguntam se, no actual «estado de coisas», a «unidade essencial da língua» foi acaso desmantelada e se caiu por terra o seu «prestígio internacional»...

Para os apoiantes, a ratificação do Acordo pela Assembleia da República a 16 de maio e a promulgação pelo Presidente da República a 21 de julho terão, conjugadas, constituído uma espécie de «travessia do Rubicão».

Assim como Júlio César rumou, conquistador, a Roma, acreditam eles que o Acordo seguirá, triunfal, rumo a uma unidade linguística consolidada, bem enraizada, e os falantes de Português passarão a ser senhores de uma língua preparada para todos os embates e programada para um futuro longo e auspicioso.

Para os opositores, o que a ratificação e a promulgação conseguiram foi menos glorioso: foi preparar o cenário de um «desastre» para cuja iminência alertaram em petições, folhetos, textos de jornal, entrevistas na rádio, livros, etc.

O resto, o que para trás ficou, é história mais ou menos conhecida: o Acordo teve como «pais» a Academia das Ciências de Lisboa, a Academia Brasileira de Letras e representantes dos cinco países africanos de língua oficial portuguesa, os PALOP.

Mais tarde, em meados de dezembro de 1990, numa reunião em Lisboa, os titulares da Cultura dos Sete aprovaram-no. A 4 de junho de 1991, a Assembleia da República consagrou o «sim» de dezembro e aprovou, «para ratificação, o Acordo».

Os anos passaram e passou também, vazia de efeitos, a data de 1 de janeiro de 1994 fixada no artigo terceiro do Acordo como a da sua entrada em vigor, «após depositados os instrumentos de ratificação de todos os estados junto do Governo da República Portuguesa». Que foi feito então? Aprovou-se um Protocolo Modificativo que não estabelecia qualquer data para a entrada em vigor.

Juntamente com aquela, uma outra data foi arredada do Acordo pelo Protocolo: a que apontava para a elaboração, até janeiro de 1993, de «um Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa referente às terminologias científicas e técnicas». Quase 17 anos depois da data-limite da prevista elaboração do Vocabulário, e 11 depois da assinatura do Protocolo, na Cidade da Praia, a 17 de julho de 1998, ainda não há notícia nem recado do Vocabulário.

Ao Protocolo Modificativo de 1998, outro se seguiu, em São Tomé, a 25 de julho de 2004. Em questão, neste, a ainda não ratificação por todas as partes contratantes.

Optando-se por simplificar o processo, o novo texto consagrou que o Acordo entraria em vigor «com o terceiro depósito de instrumento de ratificação junto do Governo da República Portuguesa».

À parte a questão de saber se há ou não, neste clausulado, «torção» do texto constitucional, do ordenamento jurídico interno dos Oito (com Timor) e do ordenamento jurídico internacional, facto é que os três depósitos necessários aconteceram entretanto. Só Moçambique e Angola ainda o não fizeram.

O acordo, portanto, vigora. Na Lusa, lá para o fim de Janeiro, a grafia das notícias será a que nele se consagra - e este texto, por antecipação, exemplifica.

Raul M. Marques,
da Agência Lusa

domingo, 27 de dezembro de 2009

EUA: Detido outro passageiro num voo entre Amesterdão e Detroit

As autoridades norte-americanas detiveram hoje um passageiro que viajava num voo da Northwest Airlines que fazia a ligação entre Amesterdão e Detroit, a mesma rota em que um cidadão nigeriano tentou detonar explosivos, segundo o canal CNN.

A estação de televisão indicou que o piloto do aparelho pediu aos controladores aéreos para efectuar uma aterragem de emergência devido ao comportamento estranho de um dos passageiros.

Uma porta-voz da Delta Airlines, companhia que detém a Northwest, já confirmou entretanto o incidente.

"Um passageiro levantou a voz e como medida de precaução a tripulação pediu às forças de segurança para irem ao encontro do avião" no solo, afirmou Susan Elliott.

A companhia aérea assegurou ainda que os 246 passageiros a bordo do avião estão bem.

No aeroporto de Detroit foram accionadas todas as medidas de segurança e o aparelho, que acabou por aterrar numa zona remota do aeroporto, foi rodeado pela polícia e bombeiros.

Segundo a CNN, a situação começou quando o passageiro em questão foi chamado à atenção por um elemento da tripulação por ter passado muito tempo dentro da casa de banho, o que provocou uma reacção exagerada da pessoa em causa.

A Casa Branca já anunciou que o Presidente norte-americano, Barack Obama, ainda em férias no Hawai, foi informado deste novo incidente.

Neste momento, todas as bagagens do voo 253 estão a ser examinadas.

As companhias aéreas norte-americanas permanecem em estado de alerta máximo depois do nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, 23 anos, ter tentado detonar um explosivo que transportava colado ao corpo.

Abdulmutallab, que também passou um grande período de tempo dentro da casa de banho, fez sexta-feira a mesma rota e viajou na mesma companhia do incidente de hoje.

Mundial2010: "Magriços" convictos que Portugal pode ir ao pódio

Os “magriços” Eusébio, António Simões e Mário Coluna estão convictos de que Portugal “tem capacidade” para subir ao pódio no Mundial2010 de futebol, repetindo pelo menos o seu terceiro lugar em 1966.

“Confio e espero que a selecção nacional faça uma boa figura. Está muito bem entregue e todos os que gostam de futebol e da selecção devem acreditar em Carlos Queiroz e nestes jogadores”, disse à Lusa Eusébio.

António Simões garante que “é possível o pódio” e lembra 1966: “Na altura, com o Brasil no nosso grupo, também ninguém esperava muita coisa. Portugal tem a virtude de surpreender pela positiva quando o grau de dificuldade é maior. Mas também tem a tendência para surpreender pela negativa quando as coisas são fáceis…”.

Na África do Sul, Portugal integra o Grupo G onde vai defrontar a Costa do Marfim (15 de Junho), a Coreia do Norte (21) e o Brasil (25): ficando num dos dois primeiros lugares, defrontará depois uma equipa do Grupo H composto por Espanha, Suíça, Chile e Honduras.

Mário Coluna lembra que “no futebol não há lógica” e acredita que Portugal vai contornar o “favoritismo do Brasil no grupo”: “Eu gostava de ver esta equipa ultrapassar a dos Magriços. Quero vê-la a chegar à final e ganhar o Mundial. Temos possibilidade de o fazer. Queiroz só tem de escolher os que são de facto os melhores jogadores”

Eusébio, “Rei” em 1966, recorda aos futebolistas o seu “papel fundamental”, considerando-os “factor chave para o sucesso”: “Têm muita responsabilidade. É preciso mostrar o que valem e não ir lá passar férias”.

Simões defende que “Portugal tem equipa para se bater com qualquer adversário” e, além disso, confia no talento individual de Cristiano Ronaldo, “um jogador top mundial que faz toda a diferença”.

“Em 1966 Eusébio (nove golos em seis jogos) fez a diferença numa excelente equipa de Portugal, agora que seja o Cristiano Ronaldo a faze-la”, desafiou.

No Mundial de Inglaterra, Portugal bateu o Brasil e Hungria por 3-1 e a Bulgária por 3-0, vencendo assim a fase de grupos.

Já nos quartos-de-final ganhou à Coreia do Norte por 5-3 (uma mítica reviravolta com quatro golos de Eusébio, depois de estar a perder 3-0), mas depois baqueou nas “meias” com a Inglaterra (1-2): os Magriços conquistaram, por fim, o terceiro lugar após vencer a União Soviética por 2-1.

Futebol/Mundial2010: África do Sul pode captar maior protagonismo para o continente negro

A África do Sul tem a responsabilidade de organizar o primeiro Campeonato do Mundo de futebol no Continente berço da civilização, um oportunidade de ouro para angariar maior atenção e protagonismo à escala global, muito além do desporto.

O desafio é imenso, bem como as expectativas, pois a conhecida paixão dos africanos pelo futebol esbarra na falta de infra-estruturas e na ameaçadora criminalidade urbana, com um número de assaltos e assassínios dos mais elevados do planeta.

Com maiores ou menores dificuldades, os estádios – houve uma greve geral dos trabalhadores que ameaçou o evento – parecem estar operacionais, mas ainda persistem muitas dúvidas quanto ao facto do país conseguir albergar o meio milhão de adeptos/turistas esperados só para o mundial.

Questões logísticas como capacidade hoteleira, serviços de transporte, segurança ou centros de imprensa também fazem também parte das preocupações da FIFA, que a 15 de Maio de 2004 optou pela candidatura dos “bafana bafana”, que em votação ganhou por 14-10 a Marrocos num Mundial já com Continente previamente definido.

Os altos índices de criminalidade preocupam a FIFA e governo sul-africano, que temem pela segurança de todos os envolvidos na festa do futebol: as autoridades têm feito um esforço significativo para reduzir esta ameaça, mas os perigos afiguram-se demasiados para serem totalmente controlados.

Se a organização vencer este conjunto de desafios, toda a África sai vencedora, abrindo as portas a outros países para receber importantes eventos internacionais: o mundial só por uma vez deixou a Europa ou América do Sul (Coreia/Japão em 2002) e os Jogos Olímpicos parecem um desafio apenas sonhado por qualquer das nações do Continente negro.

Tal como aconteceu com a China nos Jogos Pequim2008, também a África do Sul tem algo a mostrar ao Mundo, uma nova sociedade após o apartheid ("separação", em africânder, referindo-se à política de segregação racial imposta pelos brancos) e que só terminou na última década do século passado.

O país foi depois reintegrado na FIFA de pleno direito, colocando ponto final a um sistema de quatro federações de futebol, um para cada grupo racial: a FASA para os brancos, a SAIFA para os indianos, a SABFA para os negros e a SACFA para os mestiços.

Nelson Mandela e Frederik de Klerk receberam o prémio Nobel da Paz em 1993 pelo seu trabalho pelo fim pacífico do “apartheid” e estabelecer os princípios para uma nova África do Sul, democrática.

A África do Sul é hoje um potência regional e a mais bem sucedida economia africana e o Mundial 2010 é a oportunidade de mostrar ao planeta um país inter-racial, moderno e capaz de sobreviver unido ao passado racista.

Portugal/China: Futuro pertence à língua chinesa, acreditam pioneiros do ensino na Universidade do Minho

Representação de calígrafos chineses, na última Feira do Livro de Frankfurt (Outubro/2009), em que a China era o país convidado Foto: JLC

Quase 20 anos depois de terem iniciado o ensino da língua e cultura chinesas na Universidade do Minho, em Braga, Sun Lam e Luís Cabral estão mais certos do que nunca: "O chinês é uma língua de futuro."

"Há uma grande procura pelo ensino do chinês. Temos recebido convites de várias escolas para ir dar aulas de chinês ou organizar semanas de cultura chinesa", conta Sun Lam.

Luís Cabral realça que "a China, hoje, também está a projectar uma imagem muito diferente, associada à de um país de futuro".

A experiência começou em 1991, sob a forma de cursos livres, e evoluiu depois para uma Licenciatura em Línguas e Culturas Orientais, "centrada no chinês", que desde 2004 já formou 30 especialistas e tem hoje quase o dobro dos alunos.

Sun Lam e Luís Cabral são também os fundadores do Instituto Confúcio da Universidade do Minho, um dos primeiros do mundo, criado no final de 2005, em colaboração com a Universidade Nankai, em Tianjin, no Norte da China.

Em 2008, a Universidade de Lisboa abriu outro Instituto Confúcio, com professores do Instituto de Línguas Estrangeiras de Tianjin, onde há igualmente uma Licenciatura de Português.

"O nosso Instituto Confúcio tem sede em Braga, mas é uma instituição nacional", realça Sun Lam, a única professora de Portugal filiada na Associação Internacional de Ensino do Chinês como Língua Estrangeira e que pertence também à Associação Europeia de Estudos Chineses.

O Instituto Confúcio do Minho, que já formou centenas de pessoas, assegura ainda as aulas de chinês numa escola secundária do Porto e em dois colégios de Braga.

Com o apoio do Hanban, o organismo do governo chinês que tutela os institutos Confúcio espalhados pelo mundo, Sun Lam e Luís Cabral propõem-se também "formar professores locais de chinês para os países lusófonos".

Os dois docentes deslocaram-se este mês a Pequim para participar na reunião anual dos institutos Confúcio, que contou também com a participação da Universidade de Lisboa.

Criado em 2004 para promover internacionalmente a língua e cultura chinesas, o Instituto Confúcio está hoje implantado em mais de 80 países, da Islândia à Nova Zelândia.

Responsáveis do Hanban estimam que o número de estrangeiros que estão a aprender chinês ultrapassará os 40 milhões, o dobro dos interessados há cinco anos.

Portugal/Futebol: João Capela é o árbitro português que assinala mais penaltis

O árbitro João Capela, que já arbitrou esta época cinco jogos da Liga portuguesa de futebol, assinala em média uma grande penalidade por encontro, depois de ter ajuizado cinco castigos máximos, os mesmos que Artur Soares Dias, mas com mais um jogo.

Só em dois jogos, o árbitro lisboeta, de 35 anos, não ajuizou nenhum castigo máximo, mas elevou a média ao assinalar três grandes penalidades no confronto entre o Leixões e o Nacional (10.ª jornada), que terminou com a vitória dos “alvi-negros”, por 4-2.

Antes, este juiz, supervisor de profissão, apenas “viu” dois lances de grande penalidade, no jogo entre a União de Leiria e o Rio Ave (1-1), da 1.ª jornada, e outro, seis rondas depois, na goleada do Benfica sobre o Leixões (5-0).

Também Artur Soares Dias, do Porto, observou e assinalou castigos máximos na ronda inaugural, dois, no empate caseiro do Benfica frente ao Marítimo (1-1), assinalando apenas mais três, mas em jornadas alternadas, 4.ª, 7.ª e 10.ª.

Neste “ranking” seguem-se Carlos Xistra, Paulo Costa, Vasco Santos e Jorge Sousa, todos com três grandes penalidades assinaladas.

Estes cinco árbitros ajuizaram mais de metade (22) das 36 grandes penalidades assinaladas até à 14.ª jornada, enquanto Bruno Esteves, Elmano Santos, Hugo Pacheco, Jorge Tavares, Marco Ferreira, Olegário Benquerença, Paulo Baptista e Pedro Henriques ainda não apontaram para a marca de “penalty”.

Além de Soares Dias e Capela, também Luís Reforço, Paulo Costa e Vasco Santos já “bisaram”, ao assinalar duas grandes penalidades no mesmo jogo.

Apenas na 13.ª jornada não foram sancionadas faltas para castigos máximos.

sábado, 26 de dezembro de 2009

EUA/Atentado: Tentativa falhada de ataque terrorista por parte de passageiro nigeriano no voo Amsterdão-Detroit

Autoridades norte-americanas consideraram "ataque terrorista falhado" a acção de um passageiro nigeriano que, declarando obedecer à Al Qaeda, accionou na sexta-feira um engenho explosivo num avião da Northwest Airlines que preparava aterragem em Detroit, Michigan.

O voo 253, com 278 passageiros a bordo, estava a 20 minutos do aeroporto quando se ouviu um som de bombinha de Carnaval, disseram testemunhas.

Um passageiro saltou sobre outros e tentou subjugar o suspeito que, pouco depois, foi levado para as filas da frente com as calças rasgadas e as pernas com queimaduras.

A Casa Branca declarou considerar que tinha sido uma tentativa de acto terrorista e que foram rapidamente impostas medidas apertadas de segurança às viagens de avião, não tendo especificado quais.

Funcionários dos serviços de segurança identificaram o suspeito como Umar Farouk Abdul Mutallab, informando que o próprio declarara ter recebido instruções da Al Qaeda para provocar a explosão no avião em território norte-americano.

"Soou como bombinha de Carnaval a estoirar dentro de um fronha de almofada", disse Peter Smith, um passageiro vindo da Holanda. "Primeiro houve um estalido e depois apareceu fumo."

Smith disse que o passageiro que agiu prontamente contra o suspeito trepou sobre outros passageiros, avançou pelo corredor e tentou neutralizar o suspeito, aparentemente tendo também ficado queimado.

O incidente fez lembrar o protagonizado por Ricgard Reid, em 2001, que tentou destruir um voo transatlântico com explosivos escondidos nos sapatos, tendo sido neutralizado e condenado a prisão perpétua.

Ásia: Vários países recordam hoje as vítimas do tsunami de 2004

A Ásia recorda hoje a memória das vítimas do tsunami de 26 de Dezembro de 2004, o pior cataclismo das últimas décadas, que ceifou mais de 220 mil vidas e perturbou a vida de milhões de pessoas na região do Oceano Índico.

Na província indonésia de Aceh, que pagou o mais pesado tributo à catástrofe, uma jornada de oração está hoje a decorrer nas mesquitas em memória dos 168 mil mortos ou desaparecidos registados no arquipélago.

Famílias inteiras, por vezes numerosas, foram dizimadas pela fúria do mar que invadiu zonas terrestres arrasando casas, escolas, hospitais e outras infra-estruturas em poucas horas. Para muitas famílias, subsiste agora o drama de nem saberem onde estão soterrados os seus desaparecidos.

No porto de Ulee Lheu, o vice-presidente da Indonésia presidiu a uma cerimónia de evocação das vítimas do tsunami.

"Cinco anos passados, os habitantes de Aceh, com a ajuda da comunidade internacional, começam a recompor-se do drama e a reconstruir a sua vida social, económica e cultural", declarou o governante a um milhar de pessoas.

No Sri Lanka, onde as organizações humanitárias evocam o número de 31 mil falecimentos, foram hoje observados dois minutos de silêncio nacional em memória dos defuntos.

A rádio e a televisão públicas suspenderam a sua programação às 9h25 locais (04h55 no Luxemburgo), mesma hora a que o tsunami fustigou a região há cinco anos.

Cerimónias similares estão previstas na Tailândia, onde cerca de 20 mil pessoas foram mortas pela vaga gigante provocada por um sismo de magnitude 9,3.

Sistemas de alerta anti-tsunami foram entretanto instaurados em vários pontos da Ásia com vista a evitar uma repetição da catástrofe de 2004, mas subsistem "falhas significativas" no sistema, de acordo com Noeleen Heyzer, sub-secretário-geral da ONU.

"Os sistemas de alerta salvam vidas mas apenas se lograrem alertar a tempo e horas as pessoas em perigo", recordou Heyzer, advertindo que uma parte importante dos esforços deve concentrar-se na informação às comunidades costeiras sobre os riscos em que incorrem e as formas de os enfrentar.

Além disso, a reconstrução também tem esbarrado em certos países com problemas de corrupção, como por exemplo no Sri Lanka, onde hoje o governo de Colombo vai tornar públicas as contas relativas a metade dos cerca de 2,2 mil milhões de euros da ajuda prometida pelos doadores estrangeiros.

O Banco Mundial (BM), que concedeu um pacote de cerca de 150 milhões de dólares para a reconstrução, recuperou 134 mil dólares em Maio, depois das autoridades de Colombo terem, por exemplo, comprado 168 motorizadas com verbas do orçamento para o tsunami.

Na Indonésia, a agência especialmente criada para coordenar a reconstrução das regiões devastadas foi dissolvida em Abril.

A Agência de reabilitação e de reconstrução (BRR) afirmou que 6,7 mil milhões de dólares, dos 7,2 milhões comprometidos pelo governo e pelos doadores internacionais, foram gastos em diferentes projectos de reconstrução em Aceh e na vizinha ilha de Nias.

Permitiram, nomeadamente, construir mais de 140 mil casas, 1.759 escolas, 363 pontes e 13 aeroportos, segundo dados da agência.

Portugal: Sócrates tem esperança na recuperação económica com base no investimento público

O primeiro-ministro manifestou ontem à noite a sua esperança de que 2010 seja ano de recuperação económica, tendo como base o investimento público, numa mensagem de Natal em que prometeu auxílio aos que foram afectados pelas recentes intempéries.

"Os portugueses sabem que podem contar, da minha parte, com confiança, energia e determinação na resolução dos problemas do país. É com este espírito e com esta atitude que encaro o ano de 2010", declarou José Sócrates na sua tradicional mensagem de Natal.

"Esperança" e "solidariedade" foram este ano as palavras mais vezes usadas por José Sócrates na sua mensagem de Natal.

O primeiro-ministro começou por referir que 2009 "ficou marcado em Portugal, como, de resto, em todos os países do mundo, pelos efeitos da maior crise económica e financeira dos últimos 80 anos".

"Este foi, portanto, um ano de grande exigência para todos, famílias, trabalhadores e empresas. Mas com a intervenção do Estado, no momento certo, foi possível estabilizar o nosso sistema financeiro, apoiar as famílias, apoiar as empresas, estimular a economia", sustentou o líder do executivo.

Sócrates advertiu que esta conjuntura de "crise económica mundial persiste", mas, na sua perspectiva "há agora sinais claros de que estamos a retomar lentamente um caminho de recuperação".

"Temos, porém, ainda muito trabalho pela frente. Precisamos de investimento público que crie emprego", defendeu o primeiro-ministro, antes de especificar outros domínios em que o seu Governo promoverá uma política de intervenção na economia.

"Precisamos de investir nos domínios que são essenciais à modernização do nosso país: as infra-estruturas de transportes e comunicações, as escolas, os hospitais, as barragens, as energias renováveis. Precisamos de continuar a apoiar as nossas empresas, com particular atenção às pequenas e médias empresas, às empresas exportadoras, às empresas criadoras de emprego", acrescentou.

Neste capítulo, que dedicou às soluções para a recuperação económica, o primeiro-ministro assegurou que o seu Governo irá "continuar a apostar na qualificação dos portugueses, estendendo a escola para todos até ao 12º ano, promovendo a frequência do Ensino Superior, apostando no Ensino Profissional e no programa Novas Oportunidades, que já tem mais de um milhão de inscritos".

"A esperança num ano de 2010 com crescimento da economia e do emprego tem uma razão de ser: é a confiança nas capacidades dos portugueses. Esta é a nossa responsabilidade: estar à altura dos desafios dos tempos exigentes que atravessamos", afirmou.

Na sua mensagem de Natal, Sócrates falou também de "fraternidade" e "solidariedade", dizendo que "ser solidário é apoiar mais quem mais precisa".

"E é isso que temos procurado fazer, aumentando as pensões mais baixas, alargando a protecção no desemprego, atribuindo bolsas para a frequência do Ensino Secundário aos alunos mais carenciados, e, designadamente, aumentando mais uma vez, de forma significativa, o valor do salário mínimo. Mas ser solidário é também apoiar as famílias. E por isso temos feito subir o valor do abono de família e temos em curso o maior programa de sempre de investimento em creches, para ajudar as jovens famílias a cuidar dos seus filhos", advogou José Sócrates.

Na parte final da sua mensagem, José Sócrates abordou alguns dos episódios mais marcantes ocorridos este ano e lamentou os danos causados pelas recentes intempéries.

"Quero também dirigir uma palavra de solidariedade e de apoio aos que foram afectados pelas recentes intempéries. Quero garantir-lhes que o Governo usará todos os instrumentos para os ajudar a superar as dificuldades e para retomar a actividade económica nas zonas mais afectadas", prometeu.

Ao nível da política externa, José Sócrates defendeu que 2009 foi um ano "de afirmação de Portugal no mundo".

"No passado dia 01 de Dezembro entrou em vigor o novo Tratado da União Europeia, o Tratado de Lisboa. O nome da capital de Portugal ficará, a partir de agora, associado à construção de uma Europa mais forte e mais capaz de se afirmar no mundo para defender os valores da paz, do desenvolvimento, da coesão e da democracia", disse.

Neste contexto, o primeiro-ministro salientou o seu "profundo reconhecimento" em relação aos militares portugueses em missões de paz no estrangeiro, dizendo "que, com a sua acção, têm dado um contributo ímpar para a afirmação de Portugal no mundo".

Sócrates deixou ainda "uma palavra especial de saudação aos nossos compatriotas espalhados pelos vários cantos do mundo que nesta época têm no seu espírito as suas famílias, os seus entes queridos e o seu país".

Vaticano vai rever medidas de segurança após ataque ao Papa

O Vaticano anunciou que vai rever as medidas de segurança, após uma mulher envolvida numa falha de segurança ter saltado uma barreira na Basílica de São Pedro durante a missa de Natal e derrubado o Papa, na quinta-feira à noite.

O porta-voz do Vaticano, reverendo Federico Lombardi, disse não ser realista pensar que o Vaticano pode assegurar cem por cento de segurança ao Papa Bento XVI, tendo em conta que este está normalmente rodeado de dezenas de milhar de pessoas nas suas audiências, missas, bênçãos papais e outros eventos.

Mas os oficiais de segurança do Vaticano vão rever o episódio e "fazer as suas considerações", afirmou Lombardi à Associated Press, notando só ser razoável esperar que os responsáveis pela segurança do pontífice possam "tentar aprender com a experiência".

Recorde-se que quinta-feira à noite uma mulher saltou as barreiras de segurança colocadas dentro da basílica de São Pedro e empurrou o Papa Bento XVI, quando o pontífice percorria o corredor central da basílica.

Bento XVI, 82 anos, acabaria por cair, mas sem sofrer aparentemente nenhum ferimento, e retomou o caminho até ao altar para celebrar a tradicional Missa do Galo.

A mulher, que aparentemente sofre de perturbações mentais, foi detida pela polícia do Vaticano.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL


A equipa do jornal
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um Santo e Feliz Natal!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Tsunami/5 anos: Portugueses recordam férias de sonho transformadas em "cenário de guerra"

Várias famílias portuguesas viveram dias de angústia na Tailândia, onde contavam ter férias de sonho, interrompidas pela violência do tsunami a 26 de Dezembro de 2004, deixando 230 mil mortos na região, entre os quais cinco residentes de Macau.

Luís Oliveira, advogado, estava de férias com a mulher e o filho em Phuket, na Tailândia, e preparava-se para encontrar uns amigos na praia. Eram 08:30 e estava atrasado.

Só quando saiu do hotel se apercebeu da confusão, com gente a correr de um lado para o outro junto à praia de Karon, que tinha acabado de ser fustigada por uma onda gigante.

Regressado ao hotel “situado numa zona alta” e por isso, naquela altura, protegida, Luís Oliveira ajudou dezenas de pessoas no hospital de campanha improvisado, ao mesmo tempo que procurava os amigos que, afinal, também se tinham atrasado.

Uma amiga ainda foi colhida pela onda, mas, "felizmente, não sofreu lesões graves”, conta hoje o português.

“Entre fugas para zonas ainda mais altas, porque diziam que o pior estava para vir, foi só ao fim da manhã que começaram a surgir as primeiras notícias na televisão e só aí nos apercebemos de que a catástrofe tinha uma escala asiática”, recorda.

“Foi, então, tempo de ajudar", diz o advogado, e, quando prestava auxílio "aos que haviam sofrido severamente o embate”no norte da ilha de Phuket, em Kao Lac, a família de Luís Oliveira acolheu Mónica Ribeiro, cujos pais não resistiram ao tsunami, até à chegada à Tailândia de um tio da rapariga, dois dias depois.

Um ano depois da catástrofe, Luís Oliveira regressou à Tailândia com a família para homenagear “quem lá ficou”, referindo-se aos mortos.

Quando o tsunami varreu o Índico, Irina Carvalho estava de férias nas ilhas Phiphi, também na Tailândia, com o marido, enquanto o irmão se encontrava em Khao Lak com a mulher e a filha, Mafalda, que morreu no desastre.

Um passeio de barco decidido à última hora colocou Irina e António no meio do mar, e à medida que se reaproximaram da terra começaram a ter a percepção da tragédia.

“Foi tudo muito rápido, desde encontrarmos uma jovem no meio do mar que tinha estado a fazer snorkling e subitamente tinha sido puxada por uma corrente forte desde a costa de uma das ilhas, até um homem que tinha simplesmente perdido a família inteira a uma criança que não sabia dos pais”, recorda Irina.

Apreensivo com a situação da família noutro ponto da Tailândia, o casal resolve ir para Khao Lak, onde encontrou um “verdadeiro cenário de Guerra”

Os meses seguintes foram passado entre o emprego em Macau e contactos com as agências criadas pelos locais para identificar vítimas do tsunami.

A sobrinha Mafalda foi identificada quase cinco meses depois.

“Nunca tinha visto nada assim. São imagens que permanecem para sempre comigo. Lembro-me de ter visto uma fragata da marinha no meio da costa que tinha sido puxado pelo mar pelo menos uns quinhentos metros. Khao Lak estará para mim sempre associada a um momento muito difícil da minha vida, não só pelo sofrimento pessoal, mas também pelo peso que teve na história da humanidade em termos de desastres naturais”, dia Irina.

A 26 de Dezembro, as famílias de portugueses em Macau que perderam pessoas próximas na Tailândia deverão manter-se recolhidas e não estão previstas quaisquer cerimónias públicas.

Além dos pais de Mónica Ribeiro e de Mafalda, morreram mais dois portugueses residentes em Macau no tsunami.


Foto: Arquivos LW

2010/Desporto: Ciclismo e natação contra a moda das novas tecnologias

Ciclismo e natação vão regressar às origens e banir, já em 2010, alguns a material tecnológico, para humanizar um desporto cada vez mais vinculado a auxiliares "sobre-humanos".

Enquanto no ciclismo a retirada dos auriculares será progressiva, prevendo-se que a total eliminação do suporte rádio seja formalizada em 2012, na natação já ninguém poderá vestir os fatos de poliuretano a partir de 01 de Janeiro.

No caso das duas rodas, a União Ciclista Internacional (UCI) entendeu que as provas, sobretudo as etapas em linha, estavam a tornar-se previsíveis e enfadonhas por culpa das orientações dos directores-desportivos.

Os responsáveis técnicos das formações permitiam as fugas, que iam resistindo até à ordem de acelerar o ritmo para reagrupar o pelotão nos últimos quilómetros e permitir as habituais chegadas ao sprint.

Neste caso, e no entender da UCI, os auriculares não serviam de suplemento ao rendimento dos ciclistas, mas retiravam-lhes a iniciativa individual, em nome da táctica ordenada pelos directores-desportivos.

Bem diferentes foram as conclusões da Federação Internacional de Natação (FINA), assustada com a sucessão de recordes mundiais nos últimos anos, um fenómeno que coincidiu com utilização dos fatos sintéticos.

Em 2008, foram batidos 108 recordes mundiais e este ano os números chegaram aos 160, quando a média anual situava-se entre os 30 e 40 recordes.

Bem elucidativo desta "explosão" foram os 43 recordes do Mundo batidos nos últimos Mundiais, disputados em Julho, em Roma. O anterior "recorde dos recordes" foi absolutamente pulverizado, já que a cifra nunca tinha passado das... 14 marcas.

Graças a uma parceria com a Universidade de Lausana, e sob a orientação técnica de Jan-Anders Manson, a FINA creditou um laboratório que passará a validar os fatos a utilizar a partir de 2010.

A 01 de Janeiro só serão creditados fatos permeáveis e fabricados em materiais têxteis.

Os homens ficarão proibidos de vestir fatos de corpo inteiro (o máximo, um calção da cintura até ao joelho), enquanto as mulheres terão de voltar aos antigos fatos de alças, que também poderão estender-se até ao joelho.

Esta pequena revolução em modalidades de alta competição é um passo atrás nos recursos tecnológicos e um regresso às origens, numa altura em que o debate no futebol sobre a mesma matéria continua aceso, com FIFA e UEFA a manterem a intransigência relativamente a suportes da tecnologia.

Com o argumento da defesa da verdade desportiva e que um erro de arbitragem pode implicar prejuízos de milhões numa modalidade cada vez mais empresarial e industrializada, muita gente defende o recurso às imagens televisivas, como está a suceder, com êxito, no râguebi, ou a técnicas informáticas como o "olho de falcão", um precioso auxiliar no ténis na avaliação de pontos duvidosos.

Portugal: Um terço dos seis quilos de bacalhau que cada português consome é comido na época natalícia

Cada português consome, durante a época natalícia, um terço dos seis quilos de bacalhau que come durante todo o ano, o qual é proveniente do Atlântico Norte e do Pacífico.

Dados da Associação dos Industriais do Bacalhau (AIB) avançados à agência Lusa revelam que cada português consome, em média, seis quilos de bacalhau salgado seco por ano. Quase um terço (30 por cento) é consumido durante a época natalícia, segundo o secretário-geral da AIB, Paulo Mónica.

Esta é uma época em que as preferências dos portugueses em relação ao fiel amigo se alteram, o que se deve a um certo desafogamento financeiro.

No Natal, os portugueses “estão dispostos a pagar um pouco mais por um produto que lhes garanta um bom resultado na mesa”.

O preço do bacalhau depende de vários factores: “Desde logo, do tamanho do peixe. Peixes maiores correspondem a um preço mais elevado”, explicou Paulo Mónica.

“O tempo de cura (período em que o peixe está em contacto com o sal até estar pronto para sair para o mercado) tem, igualmente, influência no preço”, disse o secretário-geral da AIP, explicando que “tempos de cura maiores correspondem a preços mais elevados”.

Esta disponibilidade financeira dos portugueses para o bacalhau durante o Natal não corresponde, contudo, à registada durante o resto do ano.

Isto porque se tem verificado “uma procura crescente por produto com baixo preço, provavelmente como reflexo da crise que se vive”.

Já “o segmento de mercado que procura e valoriza a qualidade mantém-se estável”.

Dados da AIB indicam que, em 2008, o consumo de bacalhau no mercado nacional rondou as 58 mil toneladas.

No corrente ano, os preços da matéria-prima caíram cerca de 30 por cento relativamente a 2008.

A AIB estima que este ano haverá “um crescimento tímido no consumo, em grande medida devido à quebra dos preços relativamente a 2008”.

Contudo, Paulo Mónica refere que “convém não esquecer que a actual conjuntura económico-financeira das famílias tem um forte impacto, também, ao nível do consumo de bens alimentares, bacalhau incluído”.

Em 2008 e 2009, o valor do mercado nacional de bacalhau rondou os 500 milhões de euros.

A origem do bacalhau que os portugueses consomem é o Atlântico Norte (nas águas da Rússia, Islândia, Noruega e Canadá) e o Pacífico (Alasca, Estados Unidos da América).

O bacalhau salgado seco representa cerca de 80 por cento das vendas em Portugal, seguindo-se o demolhado ultracongelado (perto de 20 por cento).

Já a venda de bacalhau fresco é “absolutamente residual”, segundo Paulo Mónica.

Mau tempo: Presidente da República solidário com agricultores atingidos pela intempérie

O Presidente da República, Cavaco Silva, manifestou hoje solidariedade aos portugueses atingidos pelos temporais dos últimos dias, em particular os agricultores que viram as suas produções destruídas, e incentivou-os a recomeçar com "ânimo e coragem".

"Não quero deixar de dirigir uma palavra de conforto, de ânimo, e até de coragem a todos aqueles que foram atingidos, e eu penso de forma particular nos agricultores que viram as sua produções destruídas", afirmou Cavaco Silva.

O Presidente da República, que falava aos jornalistas no final de uma visita ao Centro Comunitário da Paróquia de Carcavelos, incentivou os agricultores a regressarem à produção e afirmou estar "certo de que os apoios que normalmente são disponibilizados nestas circunstâncias não irão faltar".

Cavaco Silva disse ter acompanhado com "muita atenção" o "sofrimento muito grande" causado pelos temporais dos últimos dias que afectaram a região do Oeste, em particular os concelhos de Torres Vedras, Mafra e Lourinhã, e também as regiões dos Açores e Madeira e o distrito do Porto.

"É aquilo que as câmaras e serviços públicos estão a fazer. Já ontem [quarta-feira] foram anunciados apoios extraordinários aos agricultores e eu penso que é o normal, ajudar de forma extraordinária aqueles que foram atingidos pela intempérie, com um grau de destruição que a todos nos surpreendeu", acrescentou.

Cavaco Silva agradeceu ainda às protecção civil e às autoridades municipais "que estão a trabalhar muito bem para ajudar todas as pessoas atingidas" e minorar os danos.

EUA: Senado aprova reforma do sistema de saúde

O Senado norte-americano aprovou hoje o plano de reforma do Sistema de Saúde proposto pelo Presidente Barack Obama, que alarga a cobertura de cuidados de saúde a mais 30 milhões de pessoas.

Luxemburgo: Objectos pessoais de personalidades do país vão ser leiloados

Por ocasião do Dia Mundial dos Leprosos, cinco alunos do Liceu Michel Lucius tiveram a ideia de organizar um jantar de beneficência no restaurante Parc Belle-Vue, em Belair na capital, acompanhado de um leilão de objectos pessoais pertecentes a celebridades luxemburguesas. O evento decorre no dia 26 de Janeiro, mas é preciso reservar antes do dia 15.

Várias personalidades da cena política, desportiva ou artística (Mars Di Bartolomeo, Lydie Polfer, Jean Asselborn, Guy Hellers, Jemp Schuster, Léa Linster, David Goldrake, Georges Kristen, entre outros) já ofereceram um objecto pessoal para apoiar o projecto dos cinco alunos do 12° ano da secção de Comércio do Liceu Michel Lucius para recolher fundos que revertem a favor da Fundação Follereau.

Será assim possível adquirir uma chávena de café do primeiro-ministro Jean-Claude Juncker, a camisola do ciclista Fränk Schleck, a raquete de ténis de Anne Kremer ou um pulover da modelo Mandy Graff.

Serão ainda vendidos esboços e pinturas originais de artistas como Foni Tissen.

Aconselha-se aos interessados que façam a reserva de lugares o mais rápido possível. A ementa (bebidas incluídas) custa 60 euros.

As inscrições serão tidas em conta por ordem de chegada após depósito das respectivas somas na conta bancária da Fundação Follereau: BCEE LU38 0019 1100 2081 3000 com a menção "Dîner de bienfaisance ltml" e o número de lugares desejados.

Para mais informações consulte o portal www.ffl.lu.

Portugal: Bakugan e Nancy são os brinquedos mais vendidos este Natal

Bakugan (na imagem), Gormiti, Nancy e Littlest Petshop estão a ser nesta época natalícia os brinquedos mais vendidos em Portugal, a avaliar pelo Top10 do Toys R Us, a loja que vende mais brinquedos no mercado nacional.

Os dez brinquedos do Top de vendas nacional são Bakugan Starter Pack, Nenuco cabeleireiro, Blister 4 personagens Gormiti, Câmara digital 3Mp Hello Kitty, Battle Pack Bakugan, Parque de atracções Polly Pocket, Lego Cool Convertivle Creator, Nancy e o seu Ponei Fantasy, Winx Believix e o sortido de mascotes Littlest Petshop.

Fonte da empresa, em declarações à Lusa, explicou que cada um destes brinquedos é o mais vendido dentro da sua categoria, uma vez que a marca divide os seus artigos por categorias de brinquedos tecnológicos, de construção, ciência, cozinhas e complementos, mundo das bonecas, figuras de acção, jogos ou ar livre, entre outras.

Comparando com o 'ranking' do Natal do ano passado, notam-se algumas diferenças nos pedidos dos mais pequenos: as meninas pedem menos Barriguitas e Polly Pocket, mas mantêm o interesse pelo Nenuco, enquanto os rapazes continuam interessados nos Gormitti, mas este ano as crianças estão a pedir menos videojogos.

Em 2008, o Top10 do Toys R Us integrava o Playset vulcão Gormiti, Figuras Transformáveis Ben 10, Barco Polly Pocket, Nenuco escola, Hospital Barriguitas, PES 2009, Mario Kart Wii, Buzz Corridas Loucas, Eye Clops e projector Princesas.

Um estudo produzido anualmente pela consultora Deloitte sobre as principais tendências de consumo na zona EMEA (Europa, Médio Oriente e África) durante a quadra natalicia revela, no entanto, diferentes conclusões.

Segundo a Deloitte, cerca de 53 por cento dos adultos portugueses pretende comprar jogos educativos para os mais novos, 52 por cento prefere livros e 41 por cento quer oferecer roupa e sapatos aos mais pequenos. Apenas 17 por cento dos pais escolhe as bonecas para presente e nove por cento prefere oferecer dinheiro aos filhos.

Quanto aos locais favoritos para as compras, o estudo da Deloitte indica que cerca de 70 por cento dos portugueses admite recorrer aos hipermercados para fazer as suas compras e 67 por cento prefere optar pelo comércio tradicional.

A Lusa pediu dados sobre a venda de brinquedos neste Natal a todas as grandes superfícies, mas não quiseram fornecer informação alegando confidencialidade.

Gripe A-H1N1: Vírus já fez 57 mortos em Portugal

A gripe A (H1N1) já matou em Portugal 57 pessoas, tendo na semana de 14 a 20 de Dezembro sido observados 10.221 doentes com sintomas gripais, segundo o mais recente balanço do Ministério da Saúde português, divulgado quarta-feira à noite.

Em comunicado, o Ministério da Saúde português refere que, na semana de 14 a 20 de Dezembro, "foram observados nos serviços de saúde 10.221 doentes com sintomas de gripe, independentemente da confirmação laboratorial do vírus" H1N1.

Neste período, em que foram registados sete mortos, "verificou-se uma desaceleração no número de novos casos" de infecção.

Na mesma semana estiveram internados 95 doentes, dos quais 20 em unidades hospitalares de cuidados intensivos.

Ainda de acordo com a mesma nota, 57 pessoas morreram em Portugal em consequência da gripe A, desde que a doença foi notificada no País, em Maio, e até domingo.

O Ministério da Saúde esclarece que "a actividade gripal continua predominantemente centrada em ambiente escolar".

Natal 2009: Portugueses riscam este ano duas pessoas da lista de presentes

Os portugueses vão riscar duas pessoas das listas de Natal. Tornaram-se os mais cautelosos da Europa e vão comprar apenas 13 prendas, segundo um estudo da consultora Deloitte. Os comerciantes já sentem os efeitos da crise e falam em perdas de 10 a 30 por cento nas vendas.

Este ano, cada português deverá gastar cerca de 390 euros (menos 15 euros que no ano passado), de acordo com o estudo Xmas Survey 2009 da consultora Deloitte, que coloca assim os portugueses como os "mais cautelosos" da União Europeia na hora de fazer as compras de Natal.

Os comerciantes dizem já estar a sentir os efeitos da crise. "As vendas este Natal estão, para já, dez a trinta por cento abaixo do ano passado", revelou à Lusa o vice-presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes.

As vendas nesta época "chegam a representar 50 por cento do volume de negócios anual", lembra João Viera Lopes. Por isso, o Natal é o momento de apostar forte e há quem comece a trabalhar em Fevereiro para ver resultados em Dezembro.

Os centros comerciais da Sonae Sierra contrataram, só para este período, mais 300 pessoas para actividades que vão desde o desenvolvimento e montagem das decorações até à animação dos espaços.

Também nos 14 shoppings da Multi Mall Management o Natal é visto como "a época do ano mais importante" e para garantir o sucesso da "operação" foram contratados mais 150 profissionais, entre "pais natais, fotógrafos, animadores", disse à Lusa o gabinete de comunicação daquele grupo.

Mas o trabalho na maioria dos centros comerciais começa muitos meses antes: na Sonae Sierra, a "operação Natal" arranca em Fevereiro enquanto na Multi Mall Management, Julho é sinónimo de começar a pensar no Natal.

Na Sonae Sierra há uma equipa responsável por todo o projecto, que em termos de marketing representa "um investimento de 10 por cento do orçamento total" do ano, disse à Lusa o gabinete de comunicação do grupo.

Ainda na ressaca das festas de ano novo, a "operação Natal" da equipa da Sonae começa em Fevereiro. "Espiar" o trabalho da concorrência e viajar pelo mundo para conhecer os projectos desenvolvidos nos centros comerciais de renome mundial são algumas das suas tarefas que passam por participar em feiras internacionais de apresentação de decorações natalícias. "As decorações de Natal funcionam como o Mundo da Moda": é preciso "perceber quais são as principais tendências e as peças "must have" da estação", explicou o gabinete de imprensa da Sonae Sierra.

Escolhidas as decorações e depois de elaborados os protótipos e testados nos centros, Novembro é o mês de enfeitar os espaços e esperar pelo retorno do trabalho e do investimento feito.

Sílvia Maia,
da Agência Lusa