terça-feira, 26 de abril de 2011

Aol Travel elege Francesinha entre as melhores sanduíches do mundo

O site Aol Travel elegeu a Francesinha como uma das 10 melhores sanduíches do mundo, considerando que esta iguaria portuense, apesar do seu diminutivo, de "pequena tem muito pouco".

A Francesinha é uma sanduíche recheada com linguiça, salsicha fresca, fiambre e bife, coberta de queijo, sendo depois "regada" com um molho picante, considerado a alma da receita, que tem por base tomate e cerveja.

As variantes da Francesinha são muitas (com outras carnes no recheio, com ovo estrelado ou camarão por cima, por exemplo), sendo muito apreciada quando acompanhada por batatas fritas.

Nesta seleção feita pelo Aol Travel, a Francesinha aparece ao lado das sanduíches Roujimao, da China, Smorrebrod, da Dinamarca, Kati Roll, da Índia, Pan Bagnat, de França, Gelato Sandwich, de Itália, da Indian (navajo) Taco, dos Estados Unidos da América, do Chip Butty, do Reino Unido e da mexicana Cemita.

O Aol conta que a Francesinha, oriunda do Porto, foi criada por um emigrante português que, quando voltou de França para a sua terra natal, decidiu adaptar o famoso Croque Monsieur à cultura nacional.

O site, que fornece informação sobre destinos turísticos e lazer, escreve que as fatias de pão, depois de recheadas com uma combinação de salsicha, bife e fiambre, são "coroadas" com queijo derretido e "encharcadas" com um molho.

"Adicionar batatas fritas e/ou ovo tornam-na especial", acrescenta.

Apresentando 10 sanduiches, o Aol Travel pretende apontar "uma lista de alguns exemplos dignos de babar", afirmando que as sanduíches são o alimento perfeito para qualquer ocasião e um "bem amado em todo o mundo".

A Francesinha é muito apreciada no Porto, sendo uma especialidade de vários restaurantes locais, desde requintados aos mais populistas.

Esta especialidade portuense surgiu na década de 60, pelas mãos do português Daniel da Silva.

Desastre de Chernobyl aconteceu há 25 anos

Na madrugada de 26 de abril de 1986, uma explosão no quarto reator da Central de Chernobyl, na antiga república soviética da Ucrânia, provocou o maior acidente nuclear da história, cujos efeitos ainda hoje são sentidos.
Segundo dados dos peritos, a explosão provocou fugas de radioatividade para a atmosfera equivalentes a 100-500 bombas atómicas como a que foi lançada sobre Hiroshima.

Construída em 1976, era a maior central nuclear do mundo e, por isso, as autoridades comunistas deram-lhe o nome de Vladimir Lénine, fundador da União Soviética.

«A maior das centrais nucleares passou a produzir energia para a construção do comunismo», anunciou a televisão soviética no dia da sua inauguração.

Dez anos depois, a explosão no quarto reator abalou irremediavelmente as bases do comunismo soviético, tendo dado um grande contributo para a desintegração da União Soviética em 1991.

A central, constituída por quatro reatores em funcionamento e dois em construção, não só produzia energia elétrica, mas também plutónio para uso militar.

Porém, o seu funcionamento apresentava graves problemas de segurança. Os reatores careciam de um sistema que impedisse a fuga de radioatividade em caso de acidente, ou seja, não eram protegidos por sarcófago. Além disso, tinha problemas na refrigeração e podia funcionar com os sistemas de segurança desativados.

A explosão poderá ter ocorrido devido a erro humano, durante a realização de um teste de segurança.

A nuvem lançada pela explosão do quarto reator atingiu a Bielorrússia e a Rússia, países da Escandinávia, da Europa Central e Reino Unido.

O número de vítimas é muito dispare, oscilando entre os 100 e 200 mil. Atualmente, a radiação continua a fazer sentir-se na Bielorrússia, Ucrânia e Rússia, onde há uma área de 200 mil quilómetros quadrados de terras contaminadas.

Luxemburgo/Festival Portugal Pop: Bilhetes à venda a partir de hoje

Estão à venda a partir de hoje os bilhetes para o Festival Banque BCP Portugal Pop, que a Rockhal acolhe a 28 de Maio.

Nuno Guerreiro (ex-Ala dos Namorados), Miguel Gameiro (ex-Pólo Norte), João Portugal (ex-Excesso) e Ricardo Azevedo (ex-EZ Special) são os convidados desta segunda edição do festival. A primeira edição aconteceu durante o 18° aniversário da Rádio Latina no passado mês de Outubro.

Os bilhetes (18 euros) estão à venda exclusivamente nos balcões do BCP no Grão-Ducado.

Mais informações em http://www.portugalpop.com/

Eurostat valida défice português de 2010 em 9,1 por cento do PIB e dívida em 93 por cento

O Eurostat validou hoje o défice orçamental português de 2010 transmitido pelo INE fixando-o em 9,1 por cento do PIB, assim como a dívida pública em 93,0 por cento.

A evolução do défice orçamental português foi assim de 3,1 por cento do produto interno bruto (PIB) em 2007, 3,5 em 2008, 10,1 em 2009 e 9,1 por cento no ano passado.

Quanto à dívida pública, passou de 68,3 por cento do PIB em 2007 para 71,6 em 2008, 83,0 em 2009 e 93,0 no ano passado.

O organismo responsável pelas estatísticas comunitárias explica que os aumentos do défice e da dívida para os anos de 2007 até 2009, em relação à notificação feita em outubro passado, se deve “à classificação de três empresas públicas no setor das administrações públicas”.

Essas alterações implicaram um aumento do défice de 0,4 pontos por cento em 2007, 0,6 em 2008 e 0,8 em 2009 e da dívida de 5,5 em 2007, 6,3 em 2008 e 6,9 em 2009.

O Eurostat tem, por outro lado, reservas em relação à “qualidade” dos dados da Roménia e do Reino Unido.

Os défices públicos mais elevados em 2010 foram registados na Irlanda (32,4 por cento), Grécia (10,5), Reino Unido (10,4), Espanha (9,2), Portugal (9,1), Polónia (7,9), Eslováquia (7,9), Letónia (7,7), Lituânia (7,1) e França (7,0).

Os mais baixos foram observados no Luxemburgo (1,7), Finlândia (2,5) e Dinamarca (2,7).

A Letónia teve um ligeiro excedente de 0,1 por cento do PIB, enquanto que a Suécia teve um orçamento equilibrado (0,0).

No final de 2010, as dívidas públicas mais elevadas foram registadas na Grécia (142,8 por cento), Itália (119,0), Bélgica (96,8), Irlanda (96,2), Portugal (93,0), entre outras.

Os Estados-membros notificam duas vezes por ano (março e setembro) os saldos orçamentais dos anos anteriores com as últimas correções introduzidas.

Luxemburgo: Inscrições para Seminário "Innovating Portugal" terminam hoje


As inscrições para o seminário "Innovating Portugal" terminam hoje, no âmbito da missão empresarial de Portugal no Luxemburgo, que decorre depois de amanhã na Câmara do Comércio, em Kirchberg, na capital.

Organizada pela Câmara de Comércio do Luxemburgo e o AICEP Portugal Global, esta missão empresarial pretende mostrar aos empresários luxemburgueses uma nova faceta de Portugal em termos de oportunidades de negócio, dando a conhecer empresas portuguesas que são líderes nos seus segmentos de mercado e que assentam a sua produção numa forte inovação tecnológica, e que são competitivos em termos globais.

"Innovating Portugal" foi pensado para dar a conhecer à empresas do Grão-Ducado o que o mercado português tem para oferecer em termos de oportunidades de negócio, quer seja nos sectores tradicionais de actividade (alimentar e bebidas, produtos frescos) que seja na área das tecnologias de ponta e das energias renováveis.

O evento tem lugar na quinta-feira, dia 28 de Abril, a partir das nove horas, na Câmara de Comércio do Luxemburgo (7, rue Alcide De Gasperi, Luxemburgo-Kirchberg).

Para informações adicionais, clique aqui, onde pode encontrar o programa da missão empresarial bem como a ficha de inscrição no seminário, que deve ser enviada directamente para o departamento internacional da Câmara do Comércio.

Foto: Guy Jallay

Luxemburgo: Crescimento do mercado de trabalho travado pela crise

A crise económica não poupou o mercado de trabalho luxemburguês, que sentiu os seus efeitos a partir de Novembro de 2008, como explica Jacques Brosius, autor de um estudo publicado nos cadernos "População & Emprego" do instituto CEPS/Instead.

"Foi a partir desse momento que o emprego assalariado interior começou a estagnar e isto depois de um longo período de crescimento de, em média, 4 % ao ano", lê-se no estudo.

Assim, em 2009, "a criação líquida de emprego é quase nula: registaram-se 95.193 contratações e 94.465 fins de contrato (voluntários ou não) em todos os sectores de actividade do Luxemburgo (incluindo o sector de trabalho temporário)". Nesta categoria, 25 mil pessoas encontraram de imediato emprego e 70 mil viveram um período de desemprego de pelo menos um mês.

O sector da intermediação financeira diferencia-se pelo facto de a diminuição de recrutamentos se ter apresentado "mais cedo do que noutros sectores e de forma mais intensa", o que é natural, uma vez que a crise começou por ser "financeira". Por exemplo, segundo o estudo, "nos três últimos trimestres de 2009, a taxa de contratações era inferior em mais de 60 % à registada antes da crise". Pelo contrário, o sector do comércio foi o menos tocado em termos de recuo do recrutamento.

Esta diminuição de contratações atinge sobretudo os trabalhadores com menos de 35 anos. Com efeito, "em 2009, a respectiva taxa de emprego era em média inferior a 25 % em relação à média de 2007", enquanto que essa diferença era apenas de 9 % para os maiores de 45 anos. Segundo o estudo, entre outras explicações, os jovens, desencorajados pela crise, prolongaram provavelmente os seus estudos ou decidiram consagrar-se à vida familiar. O país terá registado, portanto, uma baixa das ofertas de emprego para jovens.

Outra diferença: "Os homens foram ligeiramente mais atingidos pelo recuo das contratações do que as mulheres, sobretudo no início da crise. A respectiva taxa de emprego recuou 26 % em 2009 em relação a 2007, enquanto a mesma baixa foi de 19 % para as mulheres", segundo o autor do estudo.

Finalmente, os fronteiriços registaram a diminuição mais acentuada das contratações depois do surgimento da crise. Para os residentes imigrantes, as novas contratações também diminuíram, mas menos que para os fronteiriços.

Foto: Shutterstock

Três mil pessoas pedem fecho da central nuclear de Cattenom




Mais de três mil pessoas, entre as quais muitos luxemburgueses e alemães, manifestaram-se ontem, segunda-feira (feriado), em Cattenom, na França, a escassos quilómetros da fronteira luxemburguesa, reclamando o fecho daquela central nuclear.

Leia a reportagem completa amanhã no CONTACTO.

Fotos: Gerry Huberty

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Xutos apoteóticos na Rockhal

Um grande reencontro entre amigos, sem pretensão, com emoção, muita alegria, e toda a potência e o lirismo do rock cantado em português, assim foi o concerto este domingo à noite com os roqueiros Xutos & Pontapés no domingo na Rockhal, em Esch-Belval.

Leia a reportagem completa na quarta-feira, no CONTACTO.

Fotos: Paulo Lobo

sábado, 23 de abril de 2011

Coreógrafo brasileiro Moa Nunes regressa ao Luxemburgo, a 13 e 14 de Maio

O coreógrafo e bailarino brasileiro Moa Nunes apresenta o novo espectáculo de dança "Um olhar a dois" nos dias 13 e 14 de Maio, às 20h, na Sala Robert Krieps, na Abadia de Neumünster, no Grund, na cidade do Luxemburgo.

Moa Nunes disse ao CONTACTO que no novo espectáculo "aborda questões como os sentimentos de humanidade (respeito mútuo, generosidade, gratidão e amor) e faz menção à vida, à fertilidade dos seres e da terra num só espaço." "Por meio do gestual simbólico e músicas, busco despertar sensações que façam reflectir sobre o ser humano", acrescenta.

Em termos técnicos, o coreógrafo define "Um olhar a dois" como uma dança contemporânea que alia dança moderna à dança pós-moderna.

"'Um olhar a dois' não é apenas um espectáculo de dança para jovens talentosos dançarinos, vai além da dimensão educativa. Há também um forte desejo de trazer a dança para as audiências de todos os géneros", sublinha Moa Nunes. O artista brasileiro relembra que a dança foi sempre uma parte importante da nossa sociedade cultural.

"O mais importante é fazer o público dançar através dos olhos e da alma, juntamente com os bailarinos", defende.

Moa Nunes nasceu em Joinville, no Brasil, em 1969, e começou a dançar aos 11 anos. Desde então, a dança tem sido a sua vida. Depois de uma carreira no Brasil, o artista chegou ao Luxemburgo em 1997, onde começou por ser professor de dança, passando, por exemplo, pela escola de dança de Li Marteling. Entre 2002 e 2009, mudou-se para Bruxelas, onde continuou a ensinar.

Uma parte das receitas do espectáculo reverte a favor da associação Red Line Children Charity, que tem como objectivo ajudar crianças carenciadas no Brasil. Os bilhetes custam 28 euros. Para reservas ou mais informações, os interessados podem ligar para o tel. 661 260 769.

Foto: Manuel Dias

Opinião: O princípio do fim do YouTube

A Rede Social conta a história, ou uma possível história, das origens do Facebook. Mas há outro sítio internet com origens romanceadas e um impacto social tremendo conseguido em apenas seis anos: o YouTube supostamente começou quando dois amigos de São Francisco fizeram um jantar em casa de um deles e queriam mostrar a um céptico terceiro amigo vídeos dessa festa. O resto é conhecido de nós todos que somos utilizadores, ainda que casuais, da internet: é difícil passar um dia sem dar de caras com pelo menos um vídeo alojado nos servidores da empresa da Califórnia – uma das mais lucrativas do mundo, e provavelmente também uma das mais poderosas. Um nome que será dentro de poucas décadas mais conhecido que a Coca-Cola ou os Beatles. Certo? Errado.

Os futurologistas (atenção: isto é profissão com muito futuro) que têm a audácia de se debruçar sobre como vai ser o panorama das tecnologias de informação daqui a 30 anos são unânimes em afirmá-lo: as maiores empresas tecnológicas dessa altura ainda nem sequer nasceram hoje, tal é o dinamismo do mercado. Tal aprendeu a Netscape, que em 1997 detinha com o seu Navigator 80 % do mercado mundial de browsers e cinco anos depois tinha virtualmente desaparecido... As actuais dominadoras têm poucas probabilidades de manter o seu estatuto de quase-monopólio por mais de alguns anos; por outras palavras, quase ninguém aposta que nomes como Google, Apple, Facebook ou Twitter tenham a relevância de que gozam agora nestes seus "15 minutos" de fama. O YouTube, então, está à bica para cair de maduro: com o seu visual datadíssimo, as suas regras por vezes arbitrárias (como suspender utilizadores sem aviso ou não os deixar recuperar a sua conta), a baixa qualidade – tanto técnica como conceptual – da esmagadora maioria dos seus vídeos e as batalhas legais em que se tem visto envolvida, a "velha senhora" dos vídeos pela internet pode já ter passado o seu apogeu. Até porque basta uma pequena pesquisa para descobrir concorrentes mais pequenos que são bem melhores a alojar vídeos: desde o Vimeo privilegiado por Obama até ao excelente Exposure Room, o meu favorito.

O próprio YouTube decidiu esta semana dar uma enorme machadada no seu interesse ao criar um sistema que elimina as contas dos utilizadores ao terceiro vídeo que eles coloquem em linha que "infrinja direitos de autor". Isto é: quase todos, com jeitinho. Desde imagens de futebol a videoclips de música, de sátiras a filmes ou vedetas até à utilização de uma música romântica como fundo para o filme do casamento, são poucos os que não cabem nessa categoria. E os que até o fazem (exemplos aleatórios retirados da página inicial do sítio: "Assaltando a geladeira" ou "Renove o seu guarda-roupa") podem divertir uma ou outra vez, mas não são a base para um fenómeno social. Sejamos mais claros: ninguém vai voltar ao sítio só para ver material deste estilo, nem os jornais e blogues vão embeber estes vídeos nas suas próprias páginas.

A ideia de base para este tipo de medidas é sempre a mesma: a suposta "luta anti-pirataria". A ganância das multinacionais dos "conteúdos artísticos" (eufemismo para quem prospera com a criatividade alheia) ainda não lhes permitiu ver para além da nuvem: a popularidade é o que interessa, o dinheiro só vem depois. A repressão online, essa, só vai apressar o início do fim.

Hugo Guedes

Luxemburgo manifesta-se contra Cattenom

O Luxemburgo manifesta-se no dia 26 de Abril às 18 horas, na capital, a favor do encerramento da central nuclear de Cattenom. A iniciativa acontece 25 anos depois da catástrofe de Chernobyl.

Na véspera, decorre outra acção de protesto diante da central de Cattenom, entre as 14 e as 17 horas. Ambas as iniciativas exigem não só o encerramento daquela infra-estrutura, mas também o fim da energia nuclear e a aposta nas energias renováveis.

O Colectivo Internacional contra a Central Nuclear de Cattenom espera mobilizar entre 3 mil a 5 mil manifestantes. Aquele organismo representa mais de trinta organizações, partidos políticos, ONGs, sindicatos e grupos de cidadãos do Luxemburgo, da Lorena, da região do Sarre, da Renânia-Palatinado e da província do Luxemburgo belga. "É a primeira vez que nos dão autorização para nos manifestarmos tão perto da central", lançou Dan Michels, dos Verdes ("Déi Gréng") na conferência de imprensa de segunda-feira ao ar livre, diante da central de Cattenom.

"À vossa frente podem ver um recipiente de trítio [resíduo nuclear]. Nele encontramos as taxas autorizadas mais elevadas de toda a Europa", disse o ecologista alemão Henry Selzer, apontando para o lago artificial que se encontra nas imediações da central nuclear. "Hoje, os cidadãos perguntam se um fenómeno idêntico ao de Fukushima pode acontecer em França. Não estamos ao abrigo de um erro humano", estima a ecologista francesa, Marie-Anne Isler-Béguin. Para a manifestação na Segunda-feira de Páscoa em Cattenom, as pessoas interessadas podem deslocar-se de autocarro a partir da estação ferroviária do bairro da Gare e da localidade de Pétange (informações no portal www.greng.lu ).

A acção de protesto do dia seguinte acontece na cidade do Luxemburgo, na place Clairefontaine, em frente aos edifícios governamentais, às 18 horas.


Foto: Guy Jallay

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Comunidades: Emigrantes "alarmados" com situação de Portugal mas dispostos a ajudar - deputado Carlos Gonçalves (PSD)

O deputado social-democrata Carlos Gonçalves disse hoje que os emigrantes portugueses estão "alarmados" com a situação económica em Portugal, mas mostram-se dispostos a ajudar na resolução dos problemas do país.

"As pessoas estão alarmadas com a situação que se vive em Portugal no plano económico", disse Carlos Gonçalves.

O deputado e cabeça-de-lista do PSD pela Europa às eleições legislativas de 5 de Junho falava à agência Lusa, por telefone, após uma visita à área consular de Bordéus, França.

Carlos Gonçalves disse à Lusa que a comunidade portuguesa naquela região, que está "bem integrada" e apresenta um "tecido empresarial importante", lhe transmitiu um "sentimento de desencanto muito grande" em relação à situação económica portuguesa. Acrescentou que os emigrantes lhe fizeram sentir também que "há da parte de todos vontade de colaborar e ajudar o país, assim saiba o país ter políticas que permitam atrair o investimento e o contributo deles".

Na deslocação a Bordéus, Carlos Gonçalves visitou o consulado de Portugal e várias associações portuguesas da região, tendo participado ainda num jantar com representantes da comunidade.

Luxemburgo: Liberais querem polítíca de emprego proactiva

O Partido Democrático (DP) diz-se preocupado com os números do desemprego no Luxemburgo e sugere algumas alterações na programada transformação da Administração do Emprego (ADEM) em "Agência para o Desenvolvimento do Emprego".

Primeiro, os liberais não concordam com o futuro nome da ADEM, pois "o nome induz em erro" e deixa pensar que "esta vai criar emprego", o que não será o caso. O DP diz que preferia que a ADEM fosse antes "uma agência de formação contínua".

O DP defende também formações específicas para cada um dos "placeurs", os funcionários da ADEM responsáveis pelos dossiês dos desempregados, além de um atendimento mais personalizado e uma melhor orientação profissional para cada inscrito.

O DP propõe ainda uma colaboração mais estreita e reforçada entre as empresas e a ADEM.

Para combater o desemprego dos jovens, o DP é lapidar: o sistema de ensino tem que mudar.

Os liberais preconizam, entre outras medidas, mais apoio aos alunos para fazer baixar drasticamente os números do abandono escolar e uma melhor orientação profissional directamente no seio do ensino secundário.

No Luxemburgo, o desemprego atinge actualmente aos 6,3 por cento e o desemprego jovem chega mesmo a uns preocupantes 17,6%.

Luxemburgo: Associações de pais contra criação de base de dados de alunos

A Federação das Associações de Pais (FAPEL) está preocupada com o projecto de lei de criação de uma base de dados no sector da Educação nacional. Não é tanto o projecto de ficheiro nacional dos alunos que preocupa a Federação, mas as possíveis derivas no uso desses dados.

O governo assegura ter tomado todas as precauções, mas mesmo assim a FAPEL pondera a hipótese de apresentar uma queixa na Comissão Nacional para a Protecção dos Dados.

O Ministério da Educação Nacional projecta criar uma nova base de dados sobre os estudantes do país. A base incluirá informações precisas sobre as carreiras dos alunos, mas também, e é aqui que surgem as preocupações, informações sobre o seu meio sociocultural e familiar.

O projecto de lei foi aprovado na quarta-feira passada e suscita já inquietudes dos pais dos alunos.

Para já, a FAPEL vai manter-se atenta. "Somos muito críticos", afirma Michèle Retter, presidente da FAPEL. "É verdade que é necessário acompanhar os projectos escolares mas daí a fazer-se algo generalizado... O que para nós pode ser um problema é a utilização desses dados sobre os estudantes: quem poderá realmente ter acesso a eles? Temos que nos manter muito vigilantes, sobretudo num pequeno país como o nosso, onde toda a gente se conhece. Se este género de dados cai nas mãos do patronato, por exemplo, poderá ser grave". A FAPEL não conhece ainda o texto do projecto de lei. Está à espera de mais pormenores, mas anuncia desde já que um recurso será introduzido se necessário: "Não hesitaremos a apresentar uma queixa na Comissão Nacional para a Protecção dos Dados", adianta Michèle Retter.

Só há um problema: a Federação foi consultada pelo Ministério da Educação e deu luz verde. Por isso, são poucas as esperanças de que um recurso dê algum resultados, e a própria FAPEL está consciente disso: "O projecto de lei parece ser de betão".


Texto: F. Pinto
Foto: Anouk Antony

Óbito: João Maria Tudela morreu hoje de manhã no hospital de Cascais

O cantor e apresentador de televisão João Maria Tudela morreu hoje de manhã, no hospital de Cascais, dois dias depois de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) "fulminante", afirmou à Lusa fonte familiar.

A mulher de João Maria Tudela informou que o AVC ocorreu na quarta-feira, tendo o artista entrado depois em "coma profundo".

Segundo informações do hospital, João Maria Tudela morreu às 09:30 desta manhã.

João Maria Tudela nasceu em Moçambique em 1929 na antiga capital Lourenço Marques, actual Maputo, começando a actuar como solista no Liceu Salazar. Sem saber música tocava vários instrumentos como piano, guitarra, viola e harmónica.

Os seus estudos continuaram em Coimbra antes de voltar a Moçambique, onde trabalhou como comercial em empresas.

Segundo notas biográficas encontradas em vários sites da Internet, Tudela destaca-se nesta altura como jogador de ténis.

Mas continuaria a cantar, sobretudo fado de Coimbra, começando também a ter sucesso na música africana.

Em 1959 surge o primeiro e maior êxito da sua carreira, Kanimambo, que levou Tudela a Portugal, Estados Unidos e América do Sul.

João Maria Tudela afirma-se depois no meio artístico português e soma vários prémios na televisão.

Em 1968, depois de ter cantado "Ao Vento e às Andorinhas" no Festival nacional da Canção, Tudela interpretou um poema de Ary dos Santos e Nuno Nazareth Fernandes intitulado “Cama 4, Sala 5” que foi censurado e o cantor foi proibido de voltar a trabalhar na RTP, decidindo terminar a sua carreira.

Depois do 25 de Abril de 1974, Tudela voltou a participar em programas da RTP e em peças de teatro e noutros espetáculos.

Entre os seus principais êxitos estão: Kanimambo, Hambanine, O Meu Chapéu, Diz que Gostas de Mim, Menina das Tranças, No País do Sol, Soldado Português, Moçambique, Liberdade, Fuzilaram um Homem num País Distante.

Luxemburgo: Posto fronteiriço de Zoufftgen vai ser desmantelado

O posto fronteiriço de Zoufftgen (fronteira sul Luxemburgo/França) vai ser desmantelado ainda este ano, anunciou o ministro das Infra-estruturas, Claude Wiseler.

A decisão foi tomada ontem durante uma reunião no Castelo de Senningen entre ministro do Interior luxemburguês, Jean-Marie Halsdorf, e o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Laurent Wauquiez.

Recorde-se que em meados de Janeiro, acabou-se com o limite de velocidade de 10 km/h, passando para os 70 km/h, naquele local.

Foto: Serge Waldbillig

Deputado eleito pelo círculo da Europa, Carlos Gonçalves de visita ao Luxemburgo, na próxima terça-feira

O deputado do PSD eleito pelo circulo da Europa, Carlos Gonçalves, vai estar no Luxemburgo na próxima terça-feira, dia 26 de Abril, regressando a Paris no dia seguinte.

Na capital francesa vai ser apresentada a lista de candidatos a deputados do PSD pelo círculo da Europa.

Foto: Gerry Huberty

Luxemburgo: Juncker diz que já mentiu para proteger mercados

O primeiro-ministro luxemburguês e presidente do Eurogrupo admitiu esta semana, em Bruxelas, ter mentido ao longo da sua carreira para proteger os mercados financeiros.

"Estou pronto a ser insultado e ser acusado de não ser democrata, mas quero ser justo", declarou Juncker durante uma conferência do Movimento Europeu.

"Se revelarmos certas decisões, alimentamos as especulações nos mercados financeiros e pomos na miséria aqueles que queremos proteger", defendeu.

O primeiro-ministro assume que por vezes a mentira é necessária, sobre tudo quando se trata da política económica da Zona Euro. Esta deve ser levada a cabo "no maior segredo", para evitar que os mercados financeiros disparem.

O presidente do Eurogrupo disse ainda que os debates do Eurogrupo não podem ser revelados publicamente para evitar rumores. "Nem sempre estamos de acordo quanto à política monetária, mas, entretanto, os mercados reagem", frisou Juncker.

Foto: Serge Waldbillig

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Opinião: Passos Coelho une Partido Socialista

Como se previa, o congresso do Partido Socialista foi transformado num gigantesco comício de lançamento da campanha eleitoral, para as legislativas de 5 de Junho. José Sócrates tinha sido reeleito secretário-geral com uma votação superior a 90 por cento e seria de todo improvável que qualquer outra das moções de estratégia lhe fizesse o mais leve estorvo.

Com estas questões resolvidas, a reunião de Matosinhos estava destinada à grande encenação que projectasse o PS para uma campanha eleitoral que vai ser dura e, como já afirmei noutras alturas, não resolverá nenhum problema do país, independentemente dos seus próprios resultados. Mas, Sócrates conseguiu transmitir uma imagem ao país de força e de unidade, juntando à sua volta muitos dos que o criticaram, ao longo dos últimos anos. Os casos mais notórios foram os de Manuel Alegre e Eduardo Ferro Rodrigues. No primeiro, só o facto de ele ter ido a um congresso já foi relevante, porque isso não acontecia desde 2005 e, nessa altura, foi pela estrita obrigação de ser ele próprio também candidato à liderança. O caso de Ferro Rodrigues é diferente. Ele vai regressar de Paris, onde tem sido embaixador de Portugal na OCDE, para agora encabeçar a lista socialista por Lisboa, o mais importante círculo eleitoral do país. Trata-se de um homem competentíssimo, economista de formação, que já liderou o partido em condições de extrema dificuldade e que conseguiu recuperá-lo nas sondagens, acabando por perder as eleições legislativas, pela margem mínima, para Durão Barroso. É quase certo que se a campanha tivesse durado mais uma semana, Ferro Rodrigues teria vencido.

E porquê esta unidade, quando dias antes o cepticismo interno em relação a Sócrates era enorme? Essa desconfiança mantém-se, ninguém acredita que Sócrates possa ser a solução do problema. Mas acredita-se menos ainda que Passos Coelho possa fazer alguma coisa, que tenha alguma ideia para retirar Portugal do atoleiro em que está metido. E sobretudo, as figuras que se escondem atrás de Passos Coelho causam ainda mais insegurança aos portugueses, como são os casos dos ultraliberais Nogueira Leite ou António Carrapatoso. Portanto, é fácil concluir que Passos Coelho contribuiu mais para a unidade do PS que o próprio José Sócrates. O que se viu este fim-de-semana, em Matosinhos, foi uma unidade anti-neoliberal. E bastará para isso ouvir o discurso de Eduardo Ferro Rodrigues, um homem que conhece os meandros da economia internacional como poucos.

A resposta do PSD, de certo modo esperada, foi o anúncio da candidatura à Assembleia da República de Fernando Nobre, ex-candidato à Presidência da República. E o PSD promete ainda, em caso de vitória eleitoral, levar Nobre à presidência da Assembleia da República. Isto demonstra muita irresponsabilidade política, porque os barões do PSD não vão admitir facilmente que um homem que, nem sequer é militante, ocupe o lugar que, por via de regra, estaria destinado a um deles. Além disso, a inexperiência política de Fernando Nobre não o recomenda para tais funções. Como se viu na recente campanha, tem um discurso politicamente vácuo, trouxe para a campanha apenas o chavão da "cidadania" que nunca conseguiu explicar a ninguém.

Se este homem for colocado no segundo lugar da hierarquia do Estado, Portugal fica com o grave problema de ter, no topo, duas figuras sem bagagem, o que é grave.

As reacções foram imediatas e basta ver as redes sociais para se perceber que Fernando Nobre não vai acrescentar ao PSD os votos de esquerda que conseguiu na campanha presidencial. Ele teve 14 por cento dos sufrágios, mas trata-se de uma quota eleitoral que hoje está desfeita.

Mais surpreendente foi a notícia de que o padre franciscano Victor Melícias, na sua qualidade de membro do Conselho Económico e Social, declarou ao Tribunal Constitucional uma pensão mensal de 7.450 euros, o que, na antiga moeda, ronda os 1.500 contos. Trata-se de um homem que fez voto de pobreza, que vive num convento, portanto, existe em tudo isto uma aparente e flagrante incongruência, tanto mais que Victor Melícias conhece as dificuldades financeiras do sistema.

Espera-se a todo o momento um esclarecimento do próprio que eu acho que ele vai dar, mas que não aconteceu até à hora a que escrevo. Mas eu quero continuar a pensar de Victor Melícias o que sempre pensei.

Sérgio Ferreira Borges

Luxemburgo: Fernanda Quintas expõe nova colecção de quadros, até sábado

A artista portuguesa Fernanda Quintas tem uma nova colecção de quadros em exposição no City Concorde, em Bertrange, até sábado.

Depois do sucesso da primeira exposição no City Concorde, em Bertrange, e da sua exposição no bar Marx, na

capital, ambos no ano passado, Fernanda Quintas está de volta ao centro comercial de Bertrange, onde tem uma nova série de quadros em exposição, que ficam patentes ao público até sábado, em frente à loja Bram. "É a convite do City Concorde que estou presente nesta exposição", explica Fernanda Quintas. "Pediram-me 12 quadros e apresento sete novos, que são um trabalho mais abstracto do que costumo habitualmente fazer".

Com uma formação de base como decoradora e desenhadora de construção civil, feita no Liceu des Arts et Métiers, no Luxemburgo, e com quatro anos de trabalho como desenhadora técnica nessa área, Fernanda Quintas nunca imaginou conhecer tal sucesso com o seu trabalho artístico.

A sua primeira exposição no City Concorde, no ano passado, foi bem sucedida, e a artista vendeu muitos dos quadros que estiveram patentes naquele espaço. O seu nome já conhece alguma projecção em Portugal e dois dos seus quadros foram vendidos a um mesmo comprador. O sucesso da primeira exposição ditou o regresso de Fernanda Quintas ao City Concorde. O convite da direcção do espaço comercial que, segundo a artista portuguesa, "quer lançar e dar a conhecer novos talentos", deixou Fernanda surpreendida, mas reconhece que vendeu "muitos quadros da exposição anterior" e que a direcção talvez goste de estar associada a artistas bem sucedidos junto do público.

Segundo Cidália Alves, responsável pela organização de eventos no City Concorde, Fernanda Quintas chamou à sua atenção quando, no ano passado, procurava "novos talentos para uma exposição no centro comercial". Cidália contactou Fernanda Quintas porque esta "tem um estilo diferente, porque mistura vários materiais e várias técnicas. Não é uma arte figurativa." É com bastante expectativa que a artista portuguesa olha para a sua terceira exposição no Luxemburgo e confessa-se "curiosa" em relação à reacção das pessoas, até porque esta nova colecção de quadros marca uma viragem no seu trabalho, com o uso de novas técnicas e materiais pouco habituais. "Estou muito satisfeita com os trabalhos e com as matérias que utilizei nos quadros. Usei todo o tipo de materiais, alguns deles fora do comum, como o vinho tinto, especiarias, sal. Utilizei também ferrugem, para ver que tipo de efeito esta matéria dava aos trabalhos", explica.

O seu percurso como artista plástica está agora a dar os primeiros passos, mas Fernanda já reconhece alguma evolução no seu trabalho e recorda, com óbvia alegria e alguma nostalgia, a sua entrada no mundo das artes, em 2008.

"A minha primeira exposição foi em 2008, em Capellen, numa sala de uma empresa, a convite de um amigo", conta Fernanda Quintas. Nessa altura, "através do Facebook, conheci Roman Pax, que me incentivou a entrar no mundo da arte. Ele disse-me que tinha visto os meus quadros e que eu tinha muito potencial". A partir daí, as oportunidades foram-se sucedendo, até regressar a uma casa que já lhe é familiar, o City Concorde.

Questionada sobre se tem alguma referência no mundo da pintura, Fernanda não hesita e cita dois nomes: Joan Miró e Van Gogh. "Desde nova, sempre gostei de Miró e de Van Gogh. Mas o meu preferido é mesmo Van Gogh, sempre fui fascinada por ele e pela sua maneira de pintar, pelo seu uso das técnicas de pintura".

A artista portuguesa não se deixa deslumbrar com o sucesso alcançado e, de forma realista, realça que hoje em dia "muita gente pinta quadros, muita gente trabalha em fotografia. Há muita concorrência".

De momento em Portugal, porque a "direcção do City Concorde não exige a presença dos artistas na exposição", Fernanda Quintas está de regresso amanhã ao Luxemburgo e vai marcar presença naquele espaço comercial, em Bertrange, para conversar com todos os interessados na sua obra.

Para qualquer informação adicional, pode entrar em contacto com a artista através do tel. 621 251 225 (ou pelo email fquintas@internet.lu ).

Irina Ferreira
Foto: City Concorde