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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Caso "Bommeleeër" vai mesmo a julgamento

Foto: Le Sibenaler
O Tribunal de Cassação indeferiu ontem o último dos recursos dos dois arguidos no caso Bommeleeër, confirmando que o processo vai mesmo a julgamento. Quase trinta anos depois dos atentados que abalaram o Luxemburgo, o caso vai finalmente ser julgado.

Os dois arguidos no caso "Bommeleeër" negam estar implicados na série de atentados que abalou o Luxemburgo nos anos 80. À época, Marc Scheer e Jos Wilmes eram agentes das brigadas móveis da Polícia, mas só levantaram suspeitas em 2007, altura em que foram acusados de estar por detrás dos 19 atentados que durante dois anos semearam o pânico no Grão-Ducado, nos anos 80.

Em Abril do ano passado, o Tribunal já tinha ordenado que os dois antigos agentes fossem levados a julgamento, mas ambos recorreram da decisão.

Ontem, o Tribunal de Cassação indeferiu os recursos, os últimos que restavam aos antigos agentes.

"O Tribunal de Cassação negou provimento aos recursos apresentados pelos dois arguidos, com o que o despacho que ordena o reenvio [do processo] à Câmara do Conselho do Tribunal, em 25 de Janeiro de 2012, se tornou definitivo", indica a Procuradoria num comunicado divulgado ontem.

Isto é, o caso vai mesmo a julgamento. Só não se sabe ainda quando.

   

Um mistério com três décadas

Foto: Le Sibenaler
O caso "Bommeleeër" remonta a 1985. O primeiro atentado deu-se em Abril desse ano, com a explosão de uma casa em Bourscheid. A partir daí, sucederam-se os atentados. Os "bommeleeër" ("bombistas" em luxemburguês) destruíram postes de alta tensão da companhia de electricidade Cegedel, atacaram uma esquadra de polícia e uma conduta de gás em Hollerich.

A piscina olímpica, o Palácio da Justiça e o aeroporto do Luxemburgo foram também alvo de atentados bombistas, lançando o terror no país.

O inquérito, que chegou a contar com a ajuda do FBI e da Polícia alemã, arrastou-se durante quase três décadas. E deu origem a muitos rumores. O príncipe Jean, irmão do actual grão-duque, e o antigo responsável das brigadas móveis, Ben Geiben, foram alguns dos nomes que chegaram a ser referidos como estando por detrás dos atentados. Rumores que obrigaram mesmo a desmentidos oficiais e à apresentação pública de álibis.

No final do inquérito, a Justiça acabaria por constituir arguidos apenas Marc Scheer e Jos Wilmes, antigos agentes das brigadas móveis da Polícia. Quase trinta anos depois, o caso vai chegar finalmente a julgamento.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Caso Bommeleeër: O Governo luxemburguês sabia desde 1986

Para o FBI, os possíveis suspeitos dos atentados que assolaram o Luxemburgo entre 1984 e 1986 (caso dito "Bommeleeër") eram polícias. E foi essa informação que enviaram ao primeiro-ministro, ao ministro da Justiça e ao ministro da Defesa logo em Maio de 1986. Mas o relatório só terá sido descoberto em 2003.

É o que avançou ontem a RTL, segundo informações divulgadas esta semana pela comissão de inquérito encarregada do caso. Em declarações à RTL, o presidente do Partido Democrático (DP), Claude Meisch, diz que não entende como se extraviou um relatório que tinha sido enviado à Direcçâo da Polícia Grã-Ducal e a três ministros diferentes.