sábado, 30 de abril de 2011

Luxemburgo: Festival "Nightshift" dá início à época turística em Lasauvage

O festival "Nightshift" marca este sábado o início da época turística do Parque Industrial e Ferroviário de Fond-de-Gras, em Lasauvage, e coincide com a apresentação da nova brochura turística de Lasauvage.

Entre as 18h e a uma da manhã, há um vasto programa de actividades, que inclui, concertos, animações musicais e teatrais, exposições, visitas de comboio às minas e leituras para crianças e adultos.

Vai haver também um desfile de artistas de rua pela localidade com o espectáculo "O10C".

Informações adicionais no site de Differdange em www.differdange.lu

Novela luxemburguesa procura actriz portuguesa

A série televisiva luxemburguesa "Weemseesdet" procura uma actriz portuguesa para o elenco da novela, que vai para o ar este ano, no Outono, na RTL.

A produtora Deal Productions procura uma mulher de ascendência portuguesa, com cerca de 55 anos, que fale português e francês e que saiba cantar canções folclóricas e eventualmente fado. A actriz deve estar disponível durante todo o Verão de 2011.

A sitcom vai ser difundida na RTL no Outono e vai ter 24 episódios de meia-hora.

As interessadas devem contactar a produção por correio electrónico (casting@ dealproductions.com).

Carlos de Jesus
Foto: Guy Jallay

Luxemburgo: Jantar com António Veloso no "Chez Celeste", este sábado

António Veloso, ex-jogador do SL Benfica, vai estar neste sábado no Grão-Ducado para um jantar-convívio no café "Chez Celeste", na capital, a partir das 19h.

Reservas pelo tel. 26 12 33 42.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Fundação Gates financia projecto português que visa curar a SIDA

O projecto do português João Gonçalves, de 44 anos, para a cura da SIDA, foi um dos escolhidos pela fundação Bill e Melissa Gates entre 2.500 propostas de todo o mundo e vai receber um financiamento de cem mil dólares no primeiro ano.

O projecto insere-se na categoria de concepção de “novas abordagens para curar a infecção pelo HIV”, uma das seis definidas por aquela prestigiada entidade norte-americana para esta ronda de bolsas (a sexta desde que a Fundação lançou a iniciativa). A meta da equipa de João Gonçalves é “encontrar as células infectadas pelo HIV, mesmo que ele esteja completamente adormecido, e matar essas células”.

Comunidades: Ex-secretário Estado “impressionado” com dimensão da nova emigração

O ex-secretário de Estado das Comunidades e social-democrata José Cesário afirmou hoje que a dimensão da nova emigração portuguesa atingiu níveis “impressionantes”, principalmente na Europa e em África.

“Há muito mais [emigração]. É um movimento impressionante. Não tem discrição”, disse à Lusa Cesário, que na qualidade de ex-deputado e Coordenador do Secretariado das Comunidades Portuguesas do PSD tem visitado as comunidades portuguesas no estrangeiro.

“Esse fluxo é mais evidente de alguns anos a esta parte, em 4-5 anos agudizou-se bastante. As estatísticas do desemprego em Portugal não correspondem à realidade, porque escondem este mundo de gente que foge e se afasta”, adiantou Cesário, que estará nos próximos dias de visita a comunidades nos Estados Unidos e Canadá.

Fora da Europa, Angola é também “caso muito evidente” da chegada de novos emigrantes, enquanto nos Estados Unidos o fenómeno é mais esbatido, dado que a permanência legal é mais difícil para trabalhadores estrangeiros.

A emigração de “quadros qualificados e com formação académica” é a maior dos últimos anos, mas atinge “pessoas de todos os níveis”.

“Temos gente a emigrar com 50 anos, pessoas que ficaram desempregadas, adquiriram bens, recorreram a crédito e não deixaram de ter condições para os suportar”, afirma.

Do seu contacto com os emigrantes de gerações anteriores, o ex-secretário de Estado relata “muita preocupação” com a situação de crise económica no país, e mesmo “alguma vergonha com o que se está a passar lá”, mas dizem que “estão interessadas em ajudar”.

“Estas pessoas que saíram de Portugal há alguns anos têm uma cultura diferente de muitos que lá ficaram. Uma cultura de poupança que desapareceu, estavam habituados a olhar para Portugal como um país com dificuldades, mas equilibrado. E hoje vêm com desespero esse sentimento a desaparecer”.

O manifesto eleitoral do PSD para a área das comunidades portuguesas, recentemente apresentado, traça como prioridades a captação das poupanças e investimentos dos emigrantes, voto misto, combinando os métodos por correspondência e presencial, e consulados “de nova geração”.

Outra “bandeira” é o alargamento da nacionalidade portuguesa até aos netos, por efeito de vontade, que “responde à necessidade de captar esses jovens que não podem ser portugueses por os pais não terem pedido nacionalidade”, afirma.

Para Cesário, é preciso melhorar a “rede” de apoio à nova emigração, não só ao nível dos consulados, mas também das associações locais.

“Já existiram no passado essas redes, agora é preciso ressuscitá-las. E não pode ser só o Estado, tem de se envolver as instituições [das comunidades], um trabalho em rede”, adianta.

De Newark, Nova Jérsia, onde chegou quinta-feira à noite, Cesário segue hoje para Providence, Rhode Island.

Vai participar ainda na festa do clube português de Hudson, arredores de Boston, e em Montreal, Canadá, no aniversário do jornal Voz de Portugal, um dos mais antigos da imprensa das comunidades.

A visita, afirma, é feita na condição de deputado e a nível partidário, mas “não em pré-campanha”,

“Nunca fiz campanha eleitoral enquanto fui eleito por este círculo. Faço contacto com as pessoas ao longo do ano. As campanhas aqui fora não fazem sentido, fruto do fator distância, de não encontrarmos eleitores concentrados”, afirma.

Cesário lidera as listas do PSD pelo Círculo de Fora da Europa, onde estão ainda Carlos Páscoa Gonçalves e Maria João Ávila e Gonçalo Nuno dos Santos.

Foto: Manuel Dias

Luxemburgo: Autocarros RGTR mudam de horários a partir deste domingo

Neste domingo, dia 1 de Maio, 50 horários de autocarros públicos RGTR sofrem alteração.

A mudança de horários visa reforçar os autocarros escolares, bem como as linhas transfronteiriças.

Mais informações em www.mobiliteit.lu

Vestido de Kate Middleton é de Sarah Burton para a marca Alexander McQueen

A noiva elegeu um modelo criado por de Sarah Burton para Alexander McQueen. Saiba tudo sobre o vestido, o véu, as jóias, os sapatos e o 'bouquet'.

Alexander McQueen. Está revelado o segredo mais bem guardado dos últimos cinco meses. A noiva do príncipe William escolheu um modelo criado pela designer Sara Burton para a marca do falecido estilista britânico. Com uma cauda de 2,3 metros e aplicações de renda inglesa feitas à mão, a criação surpreendeu pela simplicidade elegância.

O vestido: combinando "tradição e modernidade", de acordo informação oficial da casa real britânica, a criação da sucessora do falecido estilista inglês, o modelo clássico tem aplicações de renda feitas à mão pela Royal School of Needlewoork. Pequenas flores de renda foram aplicadas manualmente na seda de tule cor marfim. O corpo e saia do vestido são compostos por rendas inglesa Cluny e francesa de Chantilly, seda marfim e cetim branco. A saia alude à forma de uma flor a desabrochar e a cauda tem 2,70 m.

O véu e a tiara: fabricado em tule de seda e rematado com flores bordadas à mão, está seguro por uma tiara 'Cartier' de 1936, comprada pelo rei Jorge VI para a rainha-mãe, três semanas antes da sua subida ao trono. A jóia foi oferecida à rainha Isabel II por altura do seu 18º aniversário. Foi a soberana que cedeu a magnífica peça de joalharia a Kate Middleton.

As jóias: Kate Middleton usou brincos desenhados por Robinson Pelham. A peças de joalharia, em forma de folhas de carvalho, têm diamantes e um pavé de diamante em forma de bolota suspenso no centro, em alusão ao brasão dos Middleton. Os brincos foram oferecidos à noiva pelos pais.

Os sapatos: Feitos à mão pela mesma equipa que criou o vestido, são feitos de cetim marfim e adornados com renda inglesa.

O bouquet: Mirtilos (símbolo do casamento e do amor), Lírios-do-vale (que significam o regresso da felicidade) e jacintos (em alusão à constância do amor) compõe o ramo da noiva. Criado por Shane Connolly, inclui flores com significado para as duas famílias.

Foto: AP

William e Kate já estão casados

Kate Middleton já não é plebeia e será a primeira rainha sem origem na nobreza da história inglesa. A cerimónia religiosa do casamento real terminou ao final da manhã na abadia de Westminster e segue-se esta tarde uma festa no Palácio de Buckingham para 600 convidados.

Passavam 16 minutos das 11 horas (12 horas no Luxemburgo) quando William e Kate disseram o tão aguardado "sim" - um acto presenciado por muitos milhões de pessoas pelos quatro cantos do mundo.

O tão esperado beijo do casal aconteceu na varanda do Palácio de Buckingham (na foto), onde milhares de pessoas esperavam pelo casal.

O casal real recebeu esta manhã o título de duques de Cambridge. O herdeiro do trono, terceiro na linha de sucessão, seguirá agora o sonho dos contos de fadas juntamente com Kate para - assim se espera - "viverem felizes para sempre".


Foto: AFP

Luxemburgo: Dia do Trabalhador festejado em Wiltz e na cidade do Luxemburgo

1° de Maio do LCGB em Wiltz

O sindicato LCGB festeja no domingo o Dia do Trabalhador em Wiltz. Um cortejo parte às 9h15 da rue G.-D. Charlotte, em direcção à place du Festival, onde terão lugar os discursos do presidente do sindicato, Robert Weber, e do presidente da secção local, às 10h (9h30, caso chova). Segue-se às 11h15 uma recepção no castelo de Wiltz.

OGBL festeja Dia do Trabalhador no Grund

A central sindical OGB-L transformou há anos o Dia do Trabalhador em "Festa do Trabalho, das Culturas e do Diálogo", que costuma celebrar na Abadia de Neumunster, no Grund, na capital. No domingo, as celebrações começam pelas 10h45, com os discursos oficiais. Segue-se a festa multicultural, até às 18h, com stands gastronómicos e muita animação musical. Entrada livre.

BPI reduz pessoal mas "poupa" sucursal do Luxemburgo

O BPI vai acabar com mais de 200 postos de trabalho e fechar 47 balcões em Portugal. Mas a sucursal do Luxemburgo não vai ser afectada, garantiu ao Point24 a administração do banco .

Apesar de ter registado lucros de 45,3 milhões de euros no primeiro trimestre, o BPI vai reduzir o quadro de pessoal. Nos próximos meses, o banco quer reduzir os actuais 7.234 colaboradores para sete mil funcionários, anunciou ontem o presidente Fernando Ulrich durante a apresentação das contas trimestrais. Até final do semestre, o banco também vai encerrar 47 balcões do BPI e nove lojas de habitação em Portugal. Mas os funcionários da sucursal do Luxemburgo não vão ser afectados pelo plano de redução de pessoal, garantiu ao Point24 José Amaral , administrador do banco . "Não há nada previsto" para o Grão-Ducado, disse José Amaral.

O administrador também garantiu que está fora dos planos do banco encerrar a sucursal neste país, ainda recentemente alvo de buscas pelas autoridades luxemburguesas por suspeita de estar a operar de forma ilegal no país, mas recusou comentar o caso.

P.T.A. (com agências)
Foto: Manuel Dias

Reino Unido: Príncipe William e Kate Middleton casam hoje na Abadia de Westminster

O casamento do príncipe William, segundo na linha de sucessão ao trono britânico, e de Kate Middleton, realiza-se hoje na Abadia de Westminster, em Londres.

A cerimónia religiosa, com início previsto para as 11h (hora local, + 1h no Luxemburgo), vai contar com a presença de cerca de 1.900 convidados, incluindo perto de 40 representantes de casas reais europeias e diversos chefes de Estado e de Governo internacionais.

Dos 1.900 convidados, cerca de 650 serão acolhidos ao início da tarde no Palácio de Buckingham, residência oficial de Isabel II em Londres, para uma receção.

Após uma pausa no Palácio de Saint James, os noivos regressam a Buckingham para um jantar oferecido pelo príncipe Carlos.

O jantar, mais íntimo (cerca de 300 convidados), com a família e amigos, será seguido por uma soirée dançante.

O casamento de William e Kate poderá transformar-se num dos eventos mais mediáticos das últimas décadas, ao ser acompanhado por dois mil milhões de telespectadores em todo o mundo, segundo o Governo britânico.

Estão em Londres perto de oito mil jornalistas dos quatros cantos do globo para fazer a cobertura mediática do evento.

Para proteger a família real e impedir eventuais atentados ou ações de grupos extremistas, a polícia britânica montou um forte dispositivo de segurança, com perto de cinco mil agentes destacados.

Luxemburgo lidera procura por dívida portuguesa

O Luxemburgo liderou, durante o primeiro trimestre deste ano, a concretização de ordens sobre títulos de dívida portuguesa, adianta a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. De acordo com o último relatório desta entidade, "na dívida pública, o valor intermediado no primeiro trimestre foi de 3.376,9 milhões de euros, menos 4 % do que no mesmo período de 2010". Em contrapartida, o número de ordens subiu 39 %.

A França, os EUA e a Espanha dominaram as ordens sobre as acções nacionais no mesmo período de tempo.

Juncker: pacote de ajuda a Portugal concluído em Maio

O primeiro-ministro luxemburguês e presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, afirmou ontem esperar que o pacote de ajuda financeira a Portugal esteja concluído em meados de Maio, apesar da ausência de Governo na Finlândia.

"Não há problema nas negociações, mas temos um problema com a Finlândia", disse Juncker aos jornalistas em Paris, citado pela agência financeira Bloomberg. O presidente do Eurogrupo avançou, no entanto, que em meados de Maio deverão estar concluídas as modalidades de ajuda que "os nossos amigos finlandeses poderão apoiar".

Requerentes de asilo exigem resposta do Governo luxemburguês

Na quarta-feira à tarde, um grupo uma dezena e meia de requerentes de asilo manifestou-se ruidosamente na avenue Monterey, na capital, frente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Oriundos de países como o Iraque, Palestina, Tunísia, Libano e Nigéria, estes disseram ao CONTACTO querer assim expressar o seu desespero, a sua angústia e a das famílias, por não terem tido ainda resposta aos seus pedidos de asilo da parte das autoridades luxemburguesas.

Alguns estão a aguardar há meses, outros há quase dois anos. Queixam-se estar a viver uma "morte lenta" em centros de refugiados como em Weilerbach, no Marienthal, ou em certos parques de campismo, como em Wiltz, e denunciam as péssimas condições desses centros.

"Somos tratados como cães", dizem, e o facto de não puderem fazer absolutamente nada sem ser esperar - não podem trabalhar nem seguir formações - , deixa-os angustiados, queixam-se.

Alguns denunciam falta de respeito humano da parte das administrações luxemburguesas e gritam várias vezes em unissono "Luxemburgo racista". Lembram que são seres humanos com a sua dignidade e os seus sonhos. "Não somos criminosos e muitos de nós têm qualificações profissionais avançadas".

Mais protestos se não houver resposta até 10 de Maio

O grupo de manifestantes avisa que vai haver mais manifestações no futuro próximo se o Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Imigração nao acelerar os prazos de respostas aos seus dossiers. E fixam uma data: se até 10 de Maio não houver respostas concretas, os manifestantes estão determinados a efectuar demonstrações mais fortes, pacificas precisam, mas com mais impacto. E não afastam a possibilidade de encetarem greves das fome em frente ao ministério.

"Só queremos uma resposta. Se não nos querem cá, digam-nos, mas dêem-nos uma reposta".

Texto e Fotos: Jorge Rodrigues

Cidade do Luxemburgo: Cercle Municipale inaugurado hoje, após cinco anos em obras

O Cercle Municipale da cidade do Luxemburgo é inaugurado esta sexta-feira após ter estado cinco anos em obras.

Todo o interior do emblemático e histórico palacete da capital, que data de 1909 (embora o "Cercle littéraire" tenha sido criado em 1826), foi restaurado, bem como a fachada.

O Cercle Municipale está a partir de agora igualmente ligado ao edifício Cité (antigo cinema Cité) por uma ponte pedonal envidraçada. O Cité (rue Génistre), que funciona desde Setembro de 2008, acolhe a Biblioteca Municipal, uma mediateca, salas de conferência e de exposição, um restaurante e um ciber-café.

Nos magníficos salões do novo Cercle Muncipale funcionam agora um centro de conferências, uma galeria de arte, um posto de informação sobre as lojas da capital e um serviço dirigido para os jovens.

Os dois edifícios, até agora separados, vão funcionar como uma só estrutura denominada "Cercle Cité", completamente direccionada para a cultura e para os eventos oficiais da comuna da capital.

O Cercle Cité pretende ainda aproveitar a sua localização privilegiada, na place d'Armes, o coração da capital, para atrair o grande público às suas instalações e eventos.

As obras no Cercle Municipale ficaram orçadas em 21 milhões de euros. As obras no Cité haviam custado 16,9 milhões de euros.

JLC
Fotos: Serge Waldbillig

EUA: Juiz nova-iorquino decide validade da confissão de Renato Seabra no caso Carlos Castro

O juiz do Supremo Tribunal do Estado de Nova Iorque vai anunciar hoje a sua decisão sobre a validade da confissão feita à polícia pelo jovem modelo português Renato Seabra no caso do homicídio do colunista Carlos Castro.

O requerimento sobre a validade da confissão é um de vários, apresentados nas últimas sessões pela acusação e defesa, sobre os quais o juiz se vai pronunciar na audiência preliminar de hoje, segundo disse à Lusa o gabinete do Procurador de Nova Iorque.

A mesma fonte adiantou que “só após a sessão” de sexta feira se saberá se o caso irá de facto para julgamento, ou se há possibilidade de um acordo extra-judicial entre as partes.

Pelo homicídio em segundo grau de que é acusado, o jovem pode ser condenado a prisão perpétua, com um mínimo de 25 anos.

O seu advogado mantém em aberto o recurso à chamada “defesa psiquiátrica”, alegando perturbação psicológica ou emocional no momento do crime, que, se admitida pelo juiz, permitiria baixar a moldura penal para homicídio involuntário, com uma pena de prisão de 5 a 25 anos.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Marrocos: Explosão em Marraquexe foi "atentado", autoridades suspeitam de ataque suicida

A explosão que matou hoje 14 pessoas, 11 delas estrangeiras, em Marraquexe foi “um atentado, segundo as primeiras informações”, disse fonte oficial citada pela France Presse.

Segundo um responsável da prefeitura de Marraquexe citado pela AFP, as autoridades suspeitam ter-se tratado de um ataque suicida.

O balanço do atentado foi estabelecido por um porta-voz governamental em 14 mortos, 11 dos quais estrangeiros, e 20 feridos. Fontes policiais citadas pela agência espanhola EFE indicaram que o ataque fez 18 mortos, nove dos quais estrangeiros, e 20 feridos.

Não foram reveladas até ao momento as nacionalidades dos estrangeiros mortos.

A explosão ocorreu entre as 11:30 e as 12:00 locais no café Argana, muito frequentado por turistas, que ficou completamente destruído.

Portugal: Ministro das Obras Públicas garante que "não há nenhuma alteração” ao TGV

O ministro das Obras Públicas, António Mendonça, garantiu hoje que “não há nenhuma alteração” ao projeto do TGV, que aguarda o visto do Tribunal de Contas, embora o programa eleitoral do PS não faça referência à obra.

“Não aparece nem deixa de aparecer no programa eleitoral. Não sou a pessoa mais indicada para fazer comentários a esse respeito. Não há nenhuma alteração relativamente ao que é do conhecimento público sobre esse projeto [do TGV]”, afirmou António Mendonça, em declarações aos jornalistas à margem da inauguração do novo cais de cruzeiros do Porto de Leixões, em Matosinhos.

Questionado sobre se o projeto do TGV “não caiu”, o ministro insistiu que “não há nada de novo que mereça ser dito”.

“Não tenho nada de novo a dizer para além do que já é conhecido publicamente sobre os custos os benefícios e a importância para a economia do país de uma obra dessa natureza”, frisou.

De acordo com António Mendonça, o contrato do troço de alta velocidade ferroviária Poceirão-Caia “está no Tribunal de Contas (TC) para apreciação em termos do visto prévio”, pelo que o Governo aguarda “com toda a serenidade apreciação” que aquele organismo fizer.

Síria: Rússia anuncia abertamente apoio ao regime de Bashar al-Assad

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia manifestou hoje o seu apoio ao regime do Presidente sírio Bashar al-Assad e sublinha que a violência vem também da parte da oposição.

Num comunicado publicado a propósito da sessão especial do Conselho para os Direitos Humanos das Nações Unidas, convocada para sexta-feira em Genebra por iniciativa dos Estados Unidos, da União Europeia e de outros estados, Moscovo chama a atenção para o facto de a violência vir também do lado dos que contestam o atual regime sírio.

“Em Moscovo continuamos a seguir com preocupação a agudização da situação na Síria”, lê-se no comunicado, onde se sublinha que “a violência, no contexto dos acontecimentos na Síria, parte também dos que protestam”.

“Deve-se pôr fim a quaisquer manifestações de violência. Partimos do princípio de que as autoridades sírias cumprem plenamente os seus compromissos em matéria de defesa da sociedade civil no território do país”, considera a diplomacia russa.

Segundo Moscovo, “a saída da situação criada é apenas possível no quadro legal, na base da concórdia civil na Síria”.

As críticas russas dirigem-se também a organizações de defesa dos direitos humanos.

Luxemburgo: Salão da energia, este fim-de-semana, na Luxexpo

Decorre entre sexta-feira e domingo (29 de Abril e 1 de Maio) a primeira edição do salão "myenergy days" na Luxexpo, em Kirchberg.

O certame visa promover o investimento no transformação energética de edifícios, sobretudo os comerciais e os de habitação, já que estes consomem na União Europeia cerca de 40 % da energia total.

O salão pretende reunir os profissionais do sector da construção, da distribuição e da revenda de energia e os consumidores, de modo a sensibilizar todos os envolvidos para o assunto. O objectivo a longo prazo é diminuir o consumo de electricidade no Luxemburgo.

O salão está dividido em quatro espaços temáticos: "Exterior do edifício", centrado sobre os materiais de isolamento; o espaço "Técnica da estrutura" trata dos sistemas de aquecimento, ventilação, energia solar e iluminação; a parte "Serviços" é dedicada aos arquitectos, engenheiros e consultores em energia; o espaço "Encontros" inclui, durante os três dias, conferências e apresentação de novos produtos e materiais.

Mais informações em www.myenergy.lu, na internet.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Embaixador do Luxemburgo, Paul Schmit, apresenta credenciais em Cabo Verde

O embaixador luxemburguês Paul Schmit esteve em 14 de Abril na Praia, capital de Cabo Verde, para apresentar oficialmente as suas credenciais ao presidente do arquipélago, Pedro Pires.

Schmit é embaixador extraordinário e plenipotenciário do Luxemburgo em Portugal desde 15 de Outubro, data em que substituiu Alain de Muyser, que estava no posto desde Setembro de 2004.

À semelhança do seu antecessor, também Paul Schmit assume, a partir de Lisboa, o cargo de embaixador do Grão-Ducado em Cabo Verde. Mas só em Abril foi possível ao diplomata assumir oficialmente este cargo, após ter sido recebido pelo chefe de Estado cabo-verdiano.

JLC
Foto: Laura Haanpaa

Luxemburgo: Requerentes de asilo vão poder recorrer em caso de recusa

O Governo luxemburguês apresentou na sexta-feira, durante o Conselho de Ministros, um projecto-lei que vai permitir aos requerentes de asilo recorrerem da decisão em caso de recusa do pedido de asilo.

Para evitar longos trâmites administrativos e judiciais, o projecto-lei prevê que esse pedido inclua simultaneamente o recurso contra o eventual indeferimento e a suspensão da ordem de expulsão em caso de recusa.

Uma possibilidade aberta mesmo em caso de procedimento acelerado (quando o requerente não preenche manifestamente as condições para o pedido que solicitou, em caso de pedido fraudulento, de perigo para a ordem pública ou quando o requerente é originário de um país considerado "seguro"). Até aqui, a lei previa este tipo de processo, sem possibilidade de recurso, sempre que o ministro da Imigração assim o entendesse. Em 3 de Fevereiro de 2010, o tribunal administrativo do Luxemburgo entregou ao Tribunal de Justiça da União Europeia (UE) um documento em que denunciava a violação por parte do Grão-Ducado das directivas europeias nesta matéria. Desde essa data, o Governo luxemburguês deixou de efectuar procedimentos "acelerados". Enquanto aguarda uma decisão do Tribunal de Justiça da UE, o Executivo decidiu introduzir a possibilidade de recurso para os requerentes de asilo.

Vinte empresas portuguesas em missão económica no Luxemburgo, amanhã

O Fórum Económico "Innovating Portugal" traz 20 empresas portuguesas ao Luxemburgo com o objectivo de fomentar as relações bilaterais de negócios.

Para Luís Barreira (à direita, na foto), presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Luxemburguesa (CCILL), organizadora deste encontro, esta é uma oportunidade única para empresários portugueses, numa altura de marcada crise económica em Portugal.

Este fórum económico acontece no seguimento da missão empresarial luxemburguesa em Portugal, que aconteceu no ano passado, aquando da visita oficial dos Grãos-Duques, e incide sobre oportunidades de negócio em cinco áreas: energias renováveis e mobilidade eléctrica; tecnologias da informação; finança; logística; e alimentação e bebidas.

Do lado luxemburguês vão estar presentes 35 empresas e entidades governamentais como o Ministério da Economia.

Foto: Irina Ferreira

PSD apresenta candidato do Luxemburgo à Assembleia da República

Custódio Portásio (na foto), de 32 anos, funcionário bancário, dirigente e animador associativo, residente no Luxemburgo, é candidato pelo PSD à Assembleia da República, pelo Círculo da Europa, nas eleições legislativas de 5 de Junho.

A notícia foi revelada ontem, durante a visita do deputado social-democrata Carlos Gonçalves ao Luxemburgo. Carlos Gonçalves veio afirmar que, se o PSD vencer as eleições, o novo governo vai ter uma outra atitude na sua política para as comunidades, e o facto de ter sido escolhido um candidato da comunidade portuguesa do Grão-Ducado para integrar a lista do PSD é prova disso mesmo, sustenta.

Destaques da edição de 27 de Abril de 2011 do semanário CONTACTO


Na edição desta semana, o jornal CONTACTO faz manchete com a actuação dos Xutos e Pontapés no último domingo no Luxemburgo. O emblemático grupo português atraiu cerca de 3.500 pessoas à conhecida sala de concertos luxemburguesa, a Rockhal.

Nas páginas interiores, damos destaque ao casamento real entre o príncipe William e Kate Middleton na sexta-feira. Damos a conhecer o perfil dos noivos bem como detalhes sobre a organização do evento.

Na actualidade luxemburguesa, acompanhámos a visita ao Luxemburgo do deputado do PSD pelo círculo da Europa, Carlos Gonçalves. O deputado aproveitou a ocasião para apresentar o candidato do Luxemburgo à Assembleia da República. Trata-se de Custódio Portásio funcionário bancário, dirigente e animador associativo.

Fizemos ainda uma antevisão do Fórum Económico “Innovating Portugal” que traz amanhã 20 empresas ao Luxemburgo com o objectivo de fomentar as relações bilaterais de negócios. O CONTACTO falou com o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Luxemburguesa, Luís Barreira, e Francisco Silva, membro da mesma organização.

Estas e outras notícias no Jornal CONTACTO, o seu semanário em língua portuguesa no Luxemburgo.

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terça-feira, 26 de abril de 2011

Portugal: Juros da dívida a 2 e 5 anos batem máximos e ultrapassam barreira dos 11,4%

Os juros exigidos pelos investidores para deter títulos de dívida soberana portuguesa a dois e a cinco anos estão hoje em máximos históricos no mercado secundário, ultrapassando a barreira dos 11,4 por cento.

Às 9h11 os juros exigidos para deter títulos de dívida soberana portuguesa a dois anos transacionavam, em média, nos 11,467 por cento, acima dos 11,466 por cento de segunda-feira, de acordo com a agência de informação financeira Bloomberg.

O 'spread' face à dívida portuguesa neste prazo atingiu hoje o máximo histórico de 973,2 pontos base.

Máximos históricos também para os juros exigidos para deter títulos de dívida soberana a cinco que negociavam, em média, nos 11,498 por cento, face aos 11,493 por cento a que negociavam na segunda-feira, com um 'spread' de 888,6 pontos base.

Já os juros exigidos para deter títulos de dívida soberana portuguesa a dez anos negociavam, em média, nos 9,493 por cento, ligeiramente abaixo dos 9,500 por cento registados na segunda-feira.

No sábado, o Instituto Nacional de Estatística (IN) voltou a rever em alta o défice de 2010 para 9,1 por cento do PIB, um valor longe do objetivo traçado pelo Governo para esse ano, de 7,3 por cento. Em causa estiveram alterações na forma de contabilização de três investimentos realizados mediante Parcerias Público-Privadas (PPP): as concessões Scut do Norte Litoral, Costa de Prata e Túnel do Marão.


Foto: AP

China/Habitantes de Pequim: Podem ter dois filhos, mas só querem um

Mais de dois terços dos casais de Pequim autorizados a ter um segundo filho não o desejam, por dificuldades económicas, indica um estudo divulgado hoje na imprensa local.

A drástica política de controlo da natalidade imposta há 30 anos sob a formula “um casal, um filho” prevê que os casais em que marido e mulher são ambos filhos únicos podem ter um segundo, mas de acordo com uma sondagem feita nas áreas urbanas do município de Pequim, apenas 26,13 por cento tencionam aproveitar essa possibilidade.

Entre a população rural do município, a percentagem dos pretendem ter mais do que um filho é um pouco maior: 36,33 por cento.

A sondagem foi conduzida pela Academia Chinesa de Ciências Sociais de Pequim junto de duas mil pessoas entre os 20 e os 34 anos.

O município de Pequim tem uma área equivalente à da Bélgica e cerca de vinte milhões de habitantes.

A sondagem apurou ainda que 64 por cento dos jovens casais urbanos já não partilham a tradicional preferência por filhos do sexo masculino, ao contrário do que acontece no campo, onde 73 por cento dizem concordar com a tradição.

A política de “um casal, um filho” foi imposta na China em 1980, quando o país ultrapassou os mil milhões de habitantes.

Três décadas depois, a China tem “apenas” cerca de 1.341 milhões de habitantes, mas a sociedade envelheceu.

Cerca de 12 por cento dos chineses têm mais de 60 anos, mas nas grandes cidades, como Pequim ou Xangai, a percentagem já excede os 18 por cento por cento.

Aol Travel elege Francesinha entre as melhores sanduíches do mundo

O site Aol Travel elegeu a Francesinha como uma das 10 melhores sanduíches do mundo, considerando que esta iguaria portuense, apesar do seu diminutivo, de "pequena tem muito pouco".

A Francesinha é uma sanduíche recheada com linguiça, salsicha fresca, fiambre e bife, coberta de queijo, sendo depois "regada" com um molho picante, considerado a alma da receita, que tem por base tomate e cerveja.

As variantes da Francesinha são muitas (com outras carnes no recheio, com ovo estrelado ou camarão por cima, por exemplo), sendo muito apreciada quando acompanhada por batatas fritas.

Nesta seleção feita pelo Aol Travel, a Francesinha aparece ao lado das sanduíches Roujimao, da China, Smorrebrod, da Dinamarca, Kati Roll, da Índia, Pan Bagnat, de França, Gelato Sandwich, de Itália, da Indian (navajo) Taco, dos Estados Unidos da América, do Chip Butty, do Reino Unido e da mexicana Cemita.

O Aol conta que a Francesinha, oriunda do Porto, foi criada por um emigrante português que, quando voltou de França para a sua terra natal, decidiu adaptar o famoso Croque Monsieur à cultura nacional.

O site, que fornece informação sobre destinos turísticos e lazer, escreve que as fatias de pão, depois de recheadas com uma combinação de salsicha, bife e fiambre, são "coroadas" com queijo derretido e "encharcadas" com um molho.

"Adicionar batatas fritas e/ou ovo tornam-na especial", acrescenta.

Apresentando 10 sanduiches, o Aol Travel pretende apontar "uma lista de alguns exemplos dignos de babar", afirmando que as sanduíches são o alimento perfeito para qualquer ocasião e um "bem amado em todo o mundo".

A Francesinha é muito apreciada no Porto, sendo uma especialidade de vários restaurantes locais, desde requintados aos mais populistas.

Esta especialidade portuense surgiu na década de 60, pelas mãos do português Daniel da Silva.

Desastre de Chernobyl aconteceu há 25 anos

Na madrugada de 26 de abril de 1986, uma explosão no quarto reator da Central de Chernobyl, na antiga república soviética da Ucrânia, provocou o maior acidente nuclear da história, cujos efeitos ainda hoje são sentidos.
Segundo dados dos peritos, a explosão provocou fugas de radioatividade para a atmosfera equivalentes a 100-500 bombas atómicas como a que foi lançada sobre Hiroshima.

Construída em 1976, era a maior central nuclear do mundo e, por isso, as autoridades comunistas deram-lhe o nome de Vladimir Lénine, fundador da União Soviética.

«A maior das centrais nucleares passou a produzir energia para a construção do comunismo», anunciou a televisão soviética no dia da sua inauguração.

Dez anos depois, a explosão no quarto reator abalou irremediavelmente as bases do comunismo soviético, tendo dado um grande contributo para a desintegração da União Soviética em 1991.

A central, constituída por quatro reatores em funcionamento e dois em construção, não só produzia energia elétrica, mas também plutónio para uso militar.

Porém, o seu funcionamento apresentava graves problemas de segurança. Os reatores careciam de um sistema que impedisse a fuga de radioatividade em caso de acidente, ou seja, não eram protegidos por sarcófago. Além disso, tinha problemas na refrigeração e podia funcionar com os sistemas de segurança desativados.

A explosão poderá ter ocorrido devido a erro humano, durante a realização de um teste de segurança.

A nuvem lançada pela explosão do quarto reator atingiu a Bielorrússia e a Rússia, países da Escandinávia, da Europa Central e Reino Unido.

O número de vítimas é muito dispare, oscilando entre os 100 e 200 mil. Atualmente, a radiação continua a fazer sentir-se na Bielorrússia, Ucrânia e Rússia, onde há uma área de 200 mil quilómetros quadrados de terras contaminadas.

Luxemburgo/Festival Portugal Pop: Bilhetes à venda a partir de hoje

Estão à venda a partir de hoje os bilhetes para o Festival Banque BCP Portugal Pop, que a Rockhal acolhe a 28 de Maio.

Nuno Guerreiro (ex-Ala dos Namorados), Miguel Gameiro (ex-Pólo Norte), João Portugal (ex-Excesso) e Ricardo Azevedo (ex-EZ Special) são os convidados desta segunda edição do festival. A primeira edição aconteceu durante o 18° aniversário da Rádio Latina no passado mês de Outubro.

Os bilhetes (18 euros) estão à venda exclusivamente nos balcões do BCP no Grão-Ducado.

Mais informações em http://www.portugalpop.com/

Eurostat valida défice português de 2010 em 9,1 por cento do PIB e dívida em 93 por cento

O Eurostat validou hoje o défice orçamental português de 2010 transmitido pelo INE fixando-o em 9,1 por cento do PIB, assim como a dívida pública em 93,0 por cento.

A evolução do défice orçamental português foi assim de 3,1 por cento do produto interno bruto (PIB) em 2007, 3,5 em 2008, 10,1 em 2009 e 9,1 por cento no ano passado.

Quanto à dívida pública, passou de 68,3 por cento do PIB em 2007 para 71,6 em 2008, 83,0 em 2009 e 93,0 no ano passado.

O organismo responsável pelas estatísticas comunitárias explica que os aumentos do défice e da dívida para os anos de 2007 até 2009, em relação à notificação feita em outubro passado, se deve “à classificação de três empresas públicas no setor das administrações públicas”.

Essas alterações implicaram um aumento do défice de 0,4 pontos por cento em 2007, 0,6 em 2008 e 0,8 em 2009 e da dívida de 5,5 em 2007, 6,3 em 2008 e 6,9 em 2009.

O Eurostat tem, por outro lado, reservas em relação à “qualidade” dos dados da Roménia e do Reino Unido.

Os défices públicos mais elevados em 2010 foram registados na Irlanda (32,4 por cento), Grécia (10,5), Reino Unido (10,4), Espanha (9,2), Portugal (9,1), Polónia (7,9), Eslováquia (7,9), Letónia (7,7), Lituânia (7,1) e França (7,0).

Os mais baixos foram observados no Luxemburgo (1,7), Finlândia (2,5) e Dinamarca (2,7).

A Letónia teve um ligeiro excedente de 0,1 por cento do PIB, enquanto que a Suécia teve um orçamento equilibrado (0,0).

No final de 2010, as dívidas públicas mais elevadas foram registadas na Grécia (142,8 por cento), Itália (119,0), Bélgica (96,8), Irlanda (96,2), Portugal (93,0), entre outras.

Os Estados-membros notificam duas vezes por ano (março e setembro) os saldos orçamentais dos anos anteriores com as últimas correções introduzidas.

Luxemburgo: Inscrições para Seminário "Innovating Portugal" terminam hoje


As inscrições para o seminário "Innovating Portugal" terminam hoje, no âmbito da missão empresarial de Portugal no Luxemburgo, que decorre depois de amanhã na Câmara do Comércio, em Kirchberg, na capital.

Organizada pela Câmara de Comércio do Luxemburgo e o AICEP Portugal Global, esta missão empresarial pretende mostrar aos empresários luxemburgueses uma nova faceta de Portugal em termos de oportunidades de negócio, dando a conhecer empresas portuguesas que são líderes nos seus segmentos de mercado e que assentam a sua produção numa forte inovação tecnológica, e que são competitivos em termos globais.

"Innovating Portugal" foi pensado para dar a conhecer à empresas do Grão-Ducado o que o mercado português tem para oferecer em termos de oportunidades de negócio, quer seja nos sectores tradicionais de actividade (alimentar e bebidas, produtos frescos) que seja na área das tecnologias de ponta e das energias renováveis.

O evento tem lugar na quinta-feira, dia 28 de Abril, a partir das nove horas, na Câmara de Comércio do Luxemburgo (7, rue Alcide De Gasperi, Luxemburgo-Kirchberg).

Para informações adicionais, clique aqui, onde pode encontrar o programa da missão empresarial bem como a ficha de inscrição no seminário, que deve ser enviada directamente para o departamento internacional da Câmara do Comércio.

Foto: Guy Jallay

Luxemburgo: Crescimento do mercado de trabalho travado pela crise

A crise económica não poupou o mercado de trabalho luxemburguês, que sentiu os seus efeitos a partir de Novembro de 2008, como explica Jacques Brosius, autor de um estudo publicado nos cadernos "População & Emprego" do instituto CEPS/Instead.

"Foi a partir desse momento que o emprego assalariado interior começou a estagnar e isto depois de um longo período de crescimento de, em média, 4 % ao ano", lê-se no estudo.

Assim, em 2009, "a criação líquida de emprego é quase nula: registaram-se 95.193 contratações e 94.465 fins de contrato (voluntários ou não) em todos os sectores de actividade do Luxemburgo (incluindo o sector de trabalho temporário)". Nesta categoria, 25 mil pessoas encontraram de imediato emprego e 70 mil viveram um período de desemprego de pelo menos um mês.

O sector da intermediação financeira diferencia-se pelo facto de a diminuição de recrutamentos se ter apresentado "mais cedo do que noutros sectores e de forma mais intensa", o que é natural, uma vez que a crise começou por ser "financeira". Por exemplo, segundo o estudo, "nos três últimos trimestres de 2009, a taxa de contratações era inferior em mais de 60 % à registada antes da crise". Pelo contrário, o sector do comércio foi o menos tocado em termos de recuo do recrutamento.

Esta diminuição de contratações atinge sobretudo os trabalhadores com menos de 35 anos. Com efeito, "em 2009, a respectiva taxa de emprego era em média inferior a 25 % em relação à média de 2007", enquanto que essa diferença era apenas de 9 % para os maiores de 45 anos. Segundo o estudo, entre outras explicações, os jovens, desencorajados pela crise, prolongaram provavelmente os seus estudos ou decidiram consagrar-se à vida familiar. O país terá registado, portanto, uma baixa das ofertas de emprego para jovens.

Outra diferença: "Os homens foram ligeiramente mais atingidos pelo recuo das contratações do que as mulheres, sobretudo no início da crise. A respectiva taxa de emprego recuou 26 % em 2009 em relação a 2007, enquanto a mesma baixa foi de 19 % para as mulheres", segundo o autor do estudo.

Finalmente, os fronteiriços registaram a diminuição mais acentuada das contratações depois do surgimento da crise. Para os residentes imigrantes, as novas contratações também diminuíram, mas menos que para os fronteiriços.

Foto: Shutterstock

Três mil pessoas pedem fecho da central nuclear de Cattenom




Mais de três mil pessoas, entre as quais muitos luxemburgueses e alemães, manifestaram-se ontem, segunda-feira (feriado), em Cattenom, na França, a escassos quilómetros da fronteira luxemburguesa, reclamando o fecho daquela central nuclear.

Leia a reportagem completa amanhã no CONTACTO.

Fotos: Gerry Huberty

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Xutos apoteóticos na Rockhal

Um grande reencontro entre amigos, sem pretensão, com emoção, muita alegria, e toda a potência e o lirismo do rock cantado em português, assim foi o concerto este domingo à noite com os roqueiros Xutos & Pontapés no domingo na Rockhal, em Esch-Belval.

Leia a reportagem completa na quarta-feira, no CONTACTO.

Fotos: Paulo Lobo

sábado, 23 de abril de 2011

Coreógrafo brasileiro Moa Nunes regressa ao Luxemburgo, a 13 e 14 de Maio

O coreógrafo e bailarino brasileiro Moa Nunes apresenta o novo espectáculo de dança "Um olhar a dois" nos dias 13 e 14 de Maio, às 20h, na Sala Robert Krieps, na Abadia de Neumünster, no Grund, na cidade do Luxemburgo.

Moa Nunes disse ao CONTACTO que no novo espectáculo "aborda questões como os sentimentos de humanidade (respeito mútuo, generosidade, gratidão e amor) e faz menção à vida, à fertilidade dos seres e da terra num só espaço." "Por meio do gestual simbólico e músicas, busco despertar sensações que façam reflectir sobre o ser humano", acrescenta.

Em termos técnicos, o coreógrafo define "Um olhar a dois" como uma dança contemporânea que alia dança moderna à dança pós-moderna.

"'Um olhar a dois' não é apenas um espectáculo de dança para jovens talentosos dançarinos, vai além da dimensão educativa. Há também um forte desejo de trazer a dança para as audiências de todos os géneros", sublinha Moa Nunes. O artista brasileiro relembra que a dança foi sempre uma parte importante da nossa sociedade cultural.

"O mais importante é fazer o público dançar através dos olhos e da alma, juntamente com os bailarinos", defende.

Moa Nunes nasceu em Joinville, no Brasil, em 1969, e começou a dançar aos 11 anos. Desde então, a dança tem sido a sua vida. Depois de uma carreira no Brasil, o artista chegou ao Luxemburgo em 1997, onde começou por ser professor de dança, passando, por exemplo, pela escola de dança de Li Marteling. Entre 2002 e 2009, mudou-se para Bruxelas, onde continuou a ensinar.

Uma parte das receitas do espectáculo reverte a favor da associação Red Line Children Charity, que tem como objectivo ajudar crianças carenciadas no Brasil. Os bilhetes custam 28 euros. Para reservas ou mais informações, os interessados podem ligar para o tel. 661 260 769.

Foto: Manuel Dias

Opinião: O princípio do fim do YouTube

A Rede Social conta a história, ou uma possível história, das origens do Facebook. Mas há outro sítio internet com origens romanceadas e um impacto social tremendo conseguido em apenas seis anos: o YouTube supostamente começou quando dois amigos de São Francisco fizeram um jantar em casa de um deles e queriam mostrar a um céptico terceiro amigo vídeos dessa festa. O resto é conhecido de nós todos que somos utilizadores, ainda que casuais, da internet: é difícil passar um dia sem dar de caras com pelo menos um vídeo alojado nos servidores da empresa da Califórnia – uma das mais lucrativas do mundo, e provavelmente também uma das mais poderosas. Um nome que será dentro de poucas décadas mais conhecido que a Coca-Cola ou os Beatles. Certo? Errado.

Os futurologistas (atenção: isto é profissão com muito futuro) que têm a audácia de se debruçar sobre como vai ser o panorama das tecnologias de informação daqui a 30 anos são unânimes em afirmá-lo: as maiores empresas tecnológicas dessa altura ainda nem sequer nasceram hoje, tal é o dinamismo do mercado. Tal aprendeu a Netscape, que em 1997 detinha com o seu Navigator 80 % do mercado mundial de browsers e cinco anos depois tinha virtualmente desaparecido... As actuais dominadoras têm poucas probabilidades de manter o seu estatuto de quase-monopólio por mais de alguns anos; por outras palavras, quase ninguém aposta que nomes como Google, Apple, Facebook ou Twitter tenham a relevância de que gozam agora nestes seus "15 minutos" de fama. O YouTube, então, está à bica para cair de maduro: com o seu visual datadíssimo, as suas regras por vezes arbitrárias (como suspender utilizadores sem aviso ou não os deixar recuperar a sua conta), a baixa qualidade – tanto técnica como conceptual – da esmagadora maioria dos seus vídeos e as batalhas legais em que se tem visto envolvida, a "velha senhora" dos vídeos pela internet pode já ter passado o seu apogeu. Até porque basta uma pequena pesquisa para descobrir concorrentes mais pequenos que são bem melhores a alojar vídeos: desde o Vimeo privilegiado por Obama até ao excelente Exposure Room, o meu favorito.

O próprio YouTube decidiu esta semana dar uma enorme machadada no seu interesse ao criar um sistema que elimina as contas dos utilizadores ao terceiro vídeo que eles coloquem em linha que "infrinja direitos de autor". Isto é: quase todos, com jeitinho. Desde imagens de futebol a videoclips de música, de sátiras a filmes ou vedetas até à utilização de uma música romântica como fundo para o filme do casamento, são poucos os que não cabem nessa categoria. E os que até o fazem (exemplos aleatórios retirados da página inicial do sítio: "Assaltando a geladeira" ou "Renove o seu guarda-roupa") podem divertir uma ou outra vez, mas não são a base para um fenómeno social. Sejamos mais claros: ninguém vai voltar ao sítio só para ver material deste estilo, nem os jornais e blogues vão embeber estes vídeos nas suas próprias páginas.

A ideia de base para este tipo de medidas é sempre a mesma: a suposta "luta anti-pirataria". A ganância das multinacionais dos "conteúdos artísticos" (eufemismo para quem prospera com a criatividade alheia) ainda não lhes permitiu ver para além da nuvem: a popularidade é o que interessa, o dinheiro só vem depois. A repressão online, essa, só vai apressar o início do fim.

Hugo Guedes

Luxemburgo manifesta-se contra Cattenom

O Luxemburgo manifesta-se no dia 26 de Abril às 18 horas, na capital, a favor do encerramento da central nuclear de Cattenom. A iniciativa acontece 25 anos depois da catástrofe de Chernobyl.

Na véspera, decorre outra acção de protesto diante da central de Cattenom, entre as 14 e as 17 horas. Ambas as iniciativas exigem não só o encerramento daquela infra-estrutura, mas também o fim da energia nuclear e a aposta nas energias renováveis.

O Colectivo Internacional contra a Central Nuclear de Cattenom espera mobilizar entre 3 mil a 5 mil manifestantes. Aquele organismo representa mais de trinta organizações, partidos políticos, ONGs, sindicatos e grupos de cidadãos do Luxemburgo, da Lorena, da região do Sarre, da Renânia-Palatinado e da província do Luxemburgo belga. "É a primeira vez que nos dão autorização para nos manifestarmos tão perto da central", lançou Dan Michels, dos Verdes ("Déi Gréng") na conferência de imprensa de segunda-feira ao ar livre, diante da central de Cattenom.

"À vossa frente podem ver um recipiente de trítio [resíduo nuclear]. Nele encontramos as taxas autorizadas mais elevadas de toda a Europa", disse o ecologista alemão Henry Selzer, apontando para o lago artificial que se encontra nas imediações da central nuclear. "Hoje, os cidadãos perguntam se um fenómeno idêntico ao de Fukushima pode acontecer em França. Não estamos ao abrigo de um erro humano", estima a ecologista francesa, Marie-Anne Isler-Béguin. Para a manifestação na Segunda-feira de Páscoa em Cattenom, as pessoas interessadas podem deslocar-se de autocarro a partir da estação ferroviária do bairro da Gare e da localidade de Pétange (informações no portal www.greng.lu ).

A acção de protesto do dia seguinte acontece na cidade do Luxemburgo, na place Clairefontaine, em frente aos edifícios governamentais, às 18 horas.


Foto: Guy Jallay

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Comunidades: Emigrantes "alarmados" com situação de Portugal mas dispostos a ajudar - deputado Carlos Gonçalves (PSD)

O deputado social-democrata Carlos Gonçalves disse hoje que os emigrantes portugueses estão "alarmados" com a situação económica em Portugal, mas mostram-se dispostos a ajudar na resolução dos problemas do país.

"As pessoas estão alarmadas com a situação que se vive em Portugal no plano económico", disse Carlos Gonçalves.

O deputado e cabeça-de-lista do PSD pela Europa às eleições legislativas de 5 de Junho falava à agência Lusa, por telefone, após uma visita à área consular de Bordéus, França.

Carlos Gonçalves disse à Lusa que a comunidade portuguesa naquela região, que está "bem integrada" e apresenta um "tecido empresarial importante", lhe transmitiu um "sentimento de desencanto muito grande" em relação à situação económica portuguesa. Acrescentou que os emigrantes lhe fizeram sentir também que "há da parte de todos vontade de colaborar e ajudar o país, assim saiba o país ter políticas que permitam atrair o investimento e o contributo deles".

Na deslocação a Bordéus, Carlos Gonçalves visitou o consulado de Portugal e várias associações portuguesas da região, tendo participado ainda num jantar com representantes da comunidade.

Luxemburgo: Liberais querem polítíca de emprego proactiva

O Partido Democrático (DP) diz-se preocupado com os números do desemprego no Luxemburgo e sugere algumas alterações na programada transformação da Administração do Emprego (ADEM) em "Agência para o Desenvolvimento do Emprego".

Primeiro, os liberais não concordam com o futuro nome da ADEM, pois "o nome induz em erro" e deixa pensar que "esta vai criar emprego", o que não será o caso. O DP diz que preferia que a ADEM fosse antes "uma agência de formação contínua".

O DP defende também formações específicas para cada um dos "placeurs", os funcionários da ADEM responsáveis pelos dossiês dos desempregados, além de um atendimento mais personalizado e uma melhor orientação profissional para cada inscrito.

O DP propõe ainda uma colaboração mais estreita e reforçada entre as empresas e a ADEM.

Para combater o desemprego dos jovens, o DP é lapidar: o sistema de ensino tem que mudar.

Os liberais preconizam, entre outras medidas, mais apoio aos alunos para fazer baixar drasticamente os números do abandono escolar e uma melhor orientação profissional directamente no seio do ensino secundário.

No Luxemburgo, o desemprego atinge actualmente aos 6,3 por cento e o desemprego jovem chega mesmo a uns preocupantes 17,6%.

Luxemburgo: Associações de pais contra criação de base de dados de alunos

A Federação das Associações de Pais (FAPEL) está preocupada com o projecto de lei de criação de uma base de dados no sector da Educação nacional. Não é tanto o projecto de ficheiro nacional dos alunos que preocupa a Federação, mas as possíveis derivas no uso desses dados.

O governo assegura ter tomado todas as precauções, mas mesmo assim a FAPEL pondera a hipótese de apresentar uma queixa na Comissão Nacional para a Protecção dos Dados.

O Ministério da Educação Nacional projecta criar uma nova base de dados sobre os estudantes do país. A base incluirá informações precisas sobre as carreiras dos alunos, mas também, e é aqui que surgem as preocupações, informações sobre o seu meio sociocultural e familiar.

O projecto de lei foi aprovado na quarta-feira passada e suscita já inquietudes dos pais dos alunos.

Para já, a FAPEL vai manter-se atenta. "Somos muito críticos", afirma Michèle Retter, presidente da FAPEL. "É verdade que é necessário acompanhar os projectos escolares mas daí a fazer-se algo generalizado... O que para nós pode ser um problema é a utilização desses dados sobre os estudantes: quem poderá realmente ter acesso a eles? Temos que nos manter muito vigilantes, sobretudo num pequeno país como o nosso, onde toda a gente se conhece. Se este género de dados cai nas mãos do patronato, por exemplo, poderá ser grave". A FAPEL não conhece ainda o texto do projecto de lei. Está à espera de mais pormenores, mas anuncia desde já que um recurso será introduzido se necessário: "Não hesitaremos a apresentar uma queixa na Comissão Nacional para a Protecção dos Dados", adianta Michèle Retter.

Só há um problema: a Federação foi consultada pelo Ministério da Educação e deu luz verde. Por isso, são poucas as esperanças de que um recurso dê algum resultados, e a própria FAPEL está consciente disso: "O projecto de lei parece ser de betão".


Texto: F. Pinto
Foto: Anouk Antony

Óbito: João Maria Tudela morreu hoje de manhã no hospital de Cascais

O cantor e apresentador de televisão João Maria Tudela morreu hoje de manhã, no hospital de Cascais, dois dias depois de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) "fulminante", afirmou à Lusa fonte familiar.

A mulher de João Maria Tudela informou que o AVC ocorreu na quarta-feira, tendo o artista entrado depois em "coma profundo".

Segundo informações do hospital, João Maria Tudela morreu às 09:30 desta manhã.

João Maria Tudela nasceu em Moçambique em 1929 na antiga capital Lourenço Marques, actual Maputo, começando a actuar como solista no Liceu Salazar. Sem saber música tocava vários instrumentos como piano, guitarra, viola e harmónica.

Os seus estudos continuaram em Coimbra antes de voltar a Moçambique, onde trabalhou como comercial em empresas.

Segundo notas biográficas encontradas em vários sites da Internet, Tudela destaca-se nesta altura como jogador de ténis.

Mas continuaria a cantar, sobretudo fado de Coimbra, começando também a ter sucesso na música africana.

Em 1959 surge o primeiro e maior êxito da sua carreira, Kanimambo, que levou Tudela a Portugal, Estados Unidos e América do Sul.

João Maria Tudela afirma-se depois no meio artístico português e soma vários prémios na televisão.

Em 1968, depois de ter cantado "Ao Vento e às Andorinhas" no Festival nacional da Canção, Tudela interpretou um poema de Ary dos Santos e Nuno Nazareth Fernandes intitulado “Cama 4, Sala 5” que foi censurado e o cantor foi proibido de voltar a trabalhar na RTP, decidindo terminar a sua carreira.

Depois do 25 de Abril de 1974, Tudela voltou a participar em programas da RTP e em peças de teatro e noutros espetáculos.

Entre os seus principais êxitos estão: Kanimambo, Hambanine, O Meu Chapéu, Diz que Gostas de Mim, Menina das Tranças, No País do Sol, Soldado Português, Moçambique, Liberdade, Fuzilaram um Homem num País Distante.

Luxemburgo: Posto fronteiriço de Zoufftgen vai ser desmantelado

O posto fronteiriço de Zoufftgen (fronteira sul Luxemburgo/França) vai ser desmantelado ainda este ano, anunciou o ministro das Infra-estruturas, Claude Wiseler.

A decisão foi tomada ontem durante uma reunião no Castelo de Senningen entre ministro do Interior luxemburguês, Jean-Marie Halsdorf, e o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Laurent Wauquiez.

Recorde-se que em meados de Janeiro, acabou-se com o limite de velocidade de 10 km/h, passando para os 70 km/h, naquele local.

Foto: Serge Waldbillig

Deputado eleito pelo círculo da Europa, Carlos Gonçalves de visita ao Luxemburgo, na próxima terça-feira

O deputado do PSD eleito pelo circulo da Europa, Carlos Gonçalves, vai estar no Luxemburgo na próxima terça-feira, dia 26 de Abril, regressando a Paris no dia seguinte.

Na capital francesa vai ser apresentada a lista de candidatos a deputados do PSD pelo círculo da Europa.

Foto: Gerry Huberty

Luxemburgo: Juncker diz que já mentiu para proteger mercados

O primeiro-ministro luxemburguês e presidente do Eurogrupo admitiu esta semana, em Bruxelas, ter mentido ao longo da sua carreira para proteger os mercados financeiros.

"Estou pronto a ser insultado e ser acusado de não ser democrata, mas quero ser justo", declarou Juncker durante uma conferência do Movimento Europeu.

"Se revelarmos certas decisões, alimentamos as especulações nos mercados financeiros e pomos na miséria aqueles que queremos proteger", defendeu.

O primeiro-ministro assume que por vezes a mentira é necessária, sobre tudo quando se trata da política económica da Zona Euro. Esta deve ser levada a cabo "no maior segredo", para evitar que os mercados financeiros disparem.

O presidente do Eurogrupo disse ainda que os debates do Eurogrupo não podem ser revelados publicamente para evitar rumores. "Nem sempre estamos de acordo quanto à política monetária, mas, entretanto, os mercados reagem", frisou Juncker.

Foto: Serge Waldbillig

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Opinião: Passos Coelho une Partido Socialista

Como se previa, o congresso do Partido Socialista foi transformado num gigantesco comício de lançamento da campanha eleitoral, para as legislativas de 5 de Junho. José Sócrates tinha sido reeleito secretário-geral com uma votação superior a 90 por cento e seria de todo improvável que qualquer outra das moções de estratégia lhe fizesse o mais leve estorvo.

Com estas questões resolvidas, a reunião de Matosinhos estava destinada à grande encenação que projectasse o PS para uma campanha eleitoral que vai ser dura e, como já afirmei noutras alturas, não resolverá nenhum problema do país, independentemente dos seus próprios resultados. Mas, Sócrates conseguiu transmitir uma imagem ao país de força e de unidade, juntando à sua volta muitos dos que o criticaram, ao longo dos últimos anos. Os casos mais notórios foram os de Manuel Alegre e Eduardo Ferro Rodrigues. No primeiro, só o facto de ele ter ido a um congresso já foi relevante, porque isso não acontecia desde 2005 e, nessa altura, foi pela estrita obrigação de ser ele próprio também candidato à liderança. O caso de Ferro Rodrigues é diferente. Ele vai regressar de Paris, onde tem sido embaixador de Portugal na OCDE, para agora encabeçar a lista socialista por Lisboa, o mais importante círculo eleitoral do país. Trata-se de um homem competentíssimo, economista de formação, que já liderou o partido em condições de extrema dificuldade e que conseguiu recuperá-lo nas sondagens, acabando por perder as eleições legislativas, pela margem mínima, para Durão Barroso. É quase certo que se a campanha tivesse durado mais uma semana, Ferro Rodrigues teria vencido.

E porquê esta unidade, quando dias antes o cepticismo interno em relação a Sócrates era enorme? Essa desconfiança mantém-se, ninguém acredita que Sócrates possa ser a solução do problema. Mas acredita-se menos ainda que Passos Coelho possa fazer alguma coisa, que tenha alguma ideia para retirar Portugal do atoleiro em que está metido. E sobretudo, as figuras que se escondem atrás de Passos Coelho causam ainda mais insegurança aos portugueses, como são os casos dos ultraliberais Nogueira Leite ou António Carrapatoso. Portanto, é fácil concluir que Passos Coelho contribuiu mais para a unidade do PS que o próprio José Sócrates. O que se viu este fim-de-semana, em Matosinhos, foi uma unidade anti-neoliberal. E bastará para isso ouvir o discurso de Eduardo Ferro Rodrigues, um homem que conhece os meandros da economia internacional como poucos.

A resposta do PSD, de certo modo esperada, foi o anúncio da candidatura à Assembleia da República de Fernando Nobre, ex-candidato à Presidência da República. E o PSD promete ainda, em caso de vitória eleitoral, levar Nobre à presidência da Assembleia da República. Isto demonstra muita irresponsabilidade política, porque os barões do PSD não vão admitir facilmente que um homem que, nem sequer é militante, ocupe o lugar que, por via de regra, estaria destinado a um deles. Além disso, a inexperiência política de Fernando Nobre não o recomenda para tais funções. Como se viu na recente campanha, tem um discurso politicamente vácuo, trouxe para a campanha apenas o chavão da "cidadania" que nunca conseguiu explicar a ninguém.

Se este homem for colocado no segundo lugar da hierarquia do Estado, Portugal fica com o grave problema de ter, no topo, duas figuras sem bagagem, o que é grave.

As reacções foram imediatas e basta ver as redes sociais para se perceber que Fernando Nobre não vai acrescentar ao PSD os votos de esquerda que conseguiu na campanha presidencial. Ele teve 14 por cento dos sufrágios, mas trata-se de uma quota eleitoral que hoje está desfeita.

Mais surpreendente foi a notícia de que o padre franciscano Victor Melícias, na sua qualidade de membro do Conselho Económico e Social, declarou ao Tribunal Constitucional uma pensão mensal de 7.450 euros, o que, na antiga moeda, ronda os 1.500 contos. Trata-se de um homem que fez voto de pobreza, que vive num convento, portanto, existe em tudo isto uma aparente e flagrante incongruência, tanto mais que Victor Melícias conhece as dificuldades financeiras do sistema.

Espera-se a todo o momento um esclarecimento do próprio que eu acho que ele vai dar, mas que não aconteceu até à hora a que escrevo. Mas eu quero continuar a pensar de Victor Melícias o que sempre pensei.

Sérgio Ferreira Borges

Luxemburgo: Fernanda Quintas expõe nova colecção de quadros, até sábado

A artista portuguesa Fernanda Quintas tem uma nova colecção de quadros em exposição no City Concorde, em Bertrange, até sábado.

Depois do sucesso da primeira exposição no City Concorde, em Bertrange, e da sua exposição no bar Marx, na

capital, ambos no ano passado, Fernanda Quintas está de volta ao centro comercial de Bertrange, onde tem uma nova série de quadros em exposição, que ficam patentes ao público até sábado, em frente à loja Bram. "É a convite do City Concorde que estou presente nesta exposição", explica Fernanda Quintas. "Pediram-me 12 quadros e apresento sete novos, que são um trabalho mais abstracto do que costumo habitualmente fazer".

Com uma formação de base como decoradora e desenhadora de construção civil, feita no Liceu des Arts et Métiers, no Luxemburgo, e com quatro anos de trabalho como desenhadora técnica nessa área, Fernanda Quintas nunca imaginou conhecer tal sucesso com o seu trabalho artístico.

A sua primeira exposição no City Concorde, no ano passado, foi bem sucedida, e a artista vendeu muitos dos quadros que estiveram patentes naquele espaço. O seu nome já conhece alguma projecção em Portugal e dois dos seus quadros foram vendidos a um mesmo comprador. O sucesso da primeira exposição ditou o regresso de Fernanda Quintas ao City Concorde. O convite da direcção do espaço comercial que, segundo a artista portuguesa, "quer lançar e dar a conhecer novos talentos", deixou Fernanda surpreendida, mas reconhece que vendeu "muitos quadros da exposição anterior" e que a direcção talvez goste de estar associada a artistas bem sucedidos junto do público.

Segundo Cidália Alves, responsável pela organização de eventos no City Concorde, Fernanda Quintas chamou à sua atenção quando, no ano passado, procurava "novos talentos para uma exposição no centro comercial". Cidália contactou Fernanda Quintas porque esta "tem um estilo diferente, porque mistura vários materiais e várias técnicas. Não é uma arte figurativa." É com bastante expectativa que a artista portuguesa olha para a sua terceira exposição no Luxemburgo e confessa-se "curiosa" em relação à reacção das pessoas, até porque esta nova colecção de quadros marca uma viragem no seu trabalho, com o uso de novas técnicas e materiais pouco habituais. "Estou muito satisfeita com os trabalhos e com as matérias que utilizei nos quadros. Usei todo o tipo de materiais, alguns deles fora do comum, como o vinho tinto, especiarias, sal. Utilizei também ferrugem, para ver que tipo de efeito esta matéria dava aos trabalhos", explica.

O seu percurso como artista plástica está agora a dar os primeiros passos, mas Fernanda já reconhece alguma evolução no seu trabalho e recorda, com óbvia alegria e alguma nostalgia, a sua entrada no mundo das artes, em 2008.

"A minha primeira exposição foi em 2008, em Capellen, numa sala de uma empresa, a convite de um amigo", conta Fernanda Quintas. Nessa altura, "através do Facebook, conheci Roman Pax, que me incentivou a entrar no mundo da arte. Ele disse-me que tinha visto os meus quadros e que eu tinha muito potencial". A partir daí, as oportunidades foram-se sucedendo, até regressar a uma casa que já lhe é familiar, o City Concorde.

Questionada sobre se tem alguma referência no mundo da pintura, Fernanda não hesita e cita dois nomes: Joan Miró e Van Gogh. "Desde nova, sempre gostei de Miró e de Van Gogh. Mas o meu preferido é mesmo Van Gogh, sempre fui fascinada por ele e pela sua maneira de pintar, pelo seu uso das técnicas de pintura".

A artista portuguesa não se deixa deslumbrar com o sucesso alcançado e, de forma realista, realça que hoje em dia "muita gente pinta quadros, muita gente trabalha em fotografia. Há muita concorrência".

De momento em Portugal, porque a "direcção do City Concorde não exige a presença dos artistas na exposição", Fernanda Quintas está de regresso amanhã ao Luxemburgo e vai marcar presença naquele espaço comercial, em Bertrange, para conversar com todos os interessados na sua obra.

Para qualquer informação adicional, pode entrar em contacto com a artista através do tel. 621 251 225 (ou pelo email fquintas@internet.lu ).

Irina Ferreira
Foto: City Concorde

Pais do Luxemburgo contra criação de base de dados de alunos

A Federação das Associações de Pais (FAPEL) está preocupada com o projecto de lei de criação de uma base de dados no sector da Educação nacional. Não é tanto o projecto de ficheiro nacional dos alunos que preocupa a federação, mas as possíveis derivas no uso desses dados.

O governo assegura ter tomado todas as precauções, mas mesmo assim a FAPEL pondera a hipótese de apresentar uma queixa na Comissão Nacional para a Protecção dos Dados.

O Ministério da Educação Nacional projecta criar uma nova base de dados sobre os estudantes do país. A base incluirá informações precisas sobre as carreiras dos alunos, mas também, e é aqui que surgem as preocupações, informações sobre o seu meio sociocultural e familiar.

O projecto de lei foi aprovado na quarta-feira passada e suscita já inquietudes dos pais dos alunos.

Para já, a FAPEL vai manter-se atenta. "Somos muito críticos", afirma Michèle Retter, presidente da FAPEL. "É verdade que é necessário acompanhar os projectos escolares mas daí a fazer-se algo generalizado... O que para nós pode ser um problema é a utilização desses dados sobre os estudantes: quem poderá realmente ter acesso a eles? Temos que nos manter muito vigilantes, sobretudo num pequeno país como o nosso, onde toda a gente se conhece. Se este género de dados cai nas mãos do patronato, por exemplo, poderá ser grave". A FAPEL não conhece ainda o texto do projecto de lei. Está à espera de mais pormenores, mas anuncia desde já que um recurso será introduzido se necessário: "Não hesitaremos a apresentar uma queixa na Comissão Nacional para a Protecção dos Dados", adianta Michèle Retter.

Só há um problema: a Federação foi consultada pelo Ministério da Educação e deu luz verde. Por isso, são poucas as esperanças de que um recurso dê algum resultados, e a própria FAPEL está consciente disso: "O projecto de lei parece ser de betão".

F. Pinto
Foto: Anouk Antony

Ministro das Finanças da Finlândia defende "posição clara" sobre Portugal

O ministro das Finanças da Finlândia, que se prepara para liderar o próximo Governo, defendeu hoje que o país deve ter uma posição clara sobre a ajuda a Portugal, de acordo com o o jornal espanhol El Economista.

"O futuro Governo deve ter uma posição clara sobre a questão de Portugal, bem como sobre os mecanismos permanentes e temporárias", disse hoje Katainen aos jornalistas, depois de a Coligação Nacional, liderada pelo partido conservador Kokoomus, ter vencido no domingo.

As declarações do ministro das Finanças, Jyrki Katainen, acontecem depois de o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, ter defendido hoje que a Finlândia tem de decidir até meados de maio se vai apoiar ou não o resgate de Portugal.

Segundo o jornal finlandês "Helsingin Sanomat", citado pela agência Bloomberg, a Finlândia deverá dizer se apoiará a ajuda externa a Portugal até à reunião de 16 de maio do Ecofin.

Após a reunião, o parlamento da Finlândia deverá votar o pacote logo que possível e no máximo até 25 de maio de forma a dar tempo suficiente para efetuar o pagamento a Portugal, disse Rehn.

A especulação sobre a decisão finlandesa está a levantar alguma polémica, uma vez que a primeira-ministra demissionária, Mari Kiviniemi (centrista), e o ministro das Finanças, Jyrki Katainen (conservador), discordam sobre a forma como a Finlândia deverá lidar com a questão em torno do pacote de resgate proposto pela União Europeia a Portugal.

Portugal/Greve dos Transportes: Acordo com a empresa criou condições para suspender greve

Os sindicatos que representam os trabalhadores da CP afirmam que o acordo alcançado hoje com a empresa criou condições para suspender as greves previstas, disseram à Lusa fontes sindicais.

Três sindicatos que representam os trabalhadores da CP – Comboios de Portugal comprometeram-se hoje a suspender as greves, entre as quais a paralisação prevista para o período da Páscoa, disse hoje à Lusa a porta-voz da empresa, Ana Portela.

“Pensamos que estão criadas as condições para suspender as greves em curso e dar por findo durante a próxima semana o conflito” entre sindicatos e a empresa, afirmou à Lusa o coordenador do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF), José Manuel Oliveira.

Forte sismo sentido em Tóquio

Um sismo de magnitude 6 foi hoje registado na prefeitura de Chiba, a leste da capital nipónica, e sentido em Tóquio, anunciou a agência de meteorologia japonesa.

A agência não desencadeou um alerta de tsunami. O abalo foi sentido às 22:37 locais (15h37 no Luxemburgo) e o epicentro situou-se perto da costa leste, acrescentou.

Desconhece-se, até ao momento, a existência de vítimas ou danos.

Situado na confluência de quatro placos tectónicas, o Japão sofre todos os anos mais de 20 por cento dos sismos mais violentos registados no mundo.

A atividade telúrica mantém-se particularmente intensa no arquipélago desde o sismo de magnitude 9, seguido de um devastador tsunami, abalou a região nordeste da ilha de Honshu, sobretudo a zona de Sendai, a 11 de março, causando mais de 28 mil mortos e desaparecidos, de acordo com dados oficiais.

Centenas de réplicas foram registadas desde de 11 de Março.

Bangladesh: Pelo menos 17 mortos e dezenas de desaparecidos em naufrágio

Pelo menos 17 pessoas morreram hoje afogadas e dezenas de passageiros foram dados como desaparecidos após o naufrágio de um «ferry» no leste do Bangladesh, anunciou a polícia.

«Até ao momento encontrámos 17 corpos», declarou por telefone à agência noticiosa francesa AFP um agente da polícia local, Chandan Kumar. «Há mais corpos... Os mergulhadores estão a retirá-los», acrescentou.

Os passageiros dormiam quando o «ferry» embateu com destroços de um cargueiro que tinha naufragado alguns dias antes em Sarail, a 90 quilómetros de Dacca, indicou outro polícia, Abbas Uddin.

Pelo menos 60 passageiros do «ferry», de dois andares completamente lotado, conseguiram alcançar as margens a nado, de acordo com Uddin. Desconhece-se o número total de passageiros.

Os acidentes marítimos devidos ao incumprimento das normas de segurança a bordo dos navios são frequentes no Bangladesh, um dos países mais pobres do mundo atravessado por 230 cursos de água.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Desemprego: Portugal é o país da OCDE com maior percentagem de desemprego de longa duração

Portugal era em 2010 o país da OCDE com maior percentagem de desempregados de longa duração, segundo um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico intitulado “Persistência da taxa de desemprego: Quais os riscos? Que Políticas?”.

De acordo com o documento, em pelo menos dez países (Canadá, Dinamarca, Hungria, Irlanda, Nova Zelândia, Noruega, Espanha, Portugal, Reino Unido e os Estados Unidos) a proporção de desempregados de longa duração aumentou significativamente durante a crise.

Em Portugal, salienta o documento da OCDE, mais de 50 por cento do total de desempregados em 2010 era de longa duração. Em 2007 esse valor estava abaixo dos 50 por cento.

Dados do Instituto Nacional de Estatística revelam que Portugal terminou 2010 com mais de 600 mil desempregados.

O estudo da OCDE coloca a Hungria em segundo lugar em matéria de desemprego de longa duração, também com valores acima dos 50 por cento, muito próximo de Portugal.

A bater a linha dos 50 por cento estão países como Itália e Irlanda.

Em 2007 nenhum destes países chegava perto destas percentagens de desemprego de longa duração, registando valores abaixo dos 50 por cento.

Em contraponto, a OCDE revela que um outro grupo de países registou uma quebra de desemprego de longa duração durante a crise tais como a Eslováquia, a Alemanha, a Republica Checa, a Grécia, a Polónia, a Bélgica, a Holanda e a Áustria.

Preocupações sobre a persistência do desemprego são particularmente pronunciadas em países que passaram por grandes aumentos no desemprego de longa duração e a OCDE aponta para a necessidade de apostar na formação durante este período.

Contudo, alerta, em países onde o espaço de manobra financeira é limitada pelas severas restrições orçamentárias (por exemplo, Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha), a intensificação dos programas de formação pode ser difícil.

O estudo revela ainda que apesar do elevado nível de desemprego os mercados de trabalho têm reagido bem face à magnitude da recessão económica, resultado que, acrescenta, se deve em parte a reformas para estimular o emprego.

Os últimos dados referentes ao desemprego nos países da OCDE retratam um decréscimo do desemprego revelando que no conjunto dos 30 países que formam a OCDE, o desemprego desceu para 8,2 por cento em fevereiro de 2011 face aos 8,3 por cento registados em janeiro. Portugal é o quinto pais com mais desemprego.

No final de Fevereiro de 2011 existiam 44,9 milhões de desempregados na zona da OCDE, o que representa um aumento de 14,3 milhões em relação a Julho de 2008.

CONTACTO - Edição de 20 de Abril


Na edição desta semana do CONTACTO antecipamos a comemorações do 25 de Abril em Portugal. Já se sabe que este ano não há sessão solene no Parlamento português. Tudo por causa da dissolução da Assembleia da República na sequência da demissão do primeiro-ministro José Sócrates.
A decisão foi tomada pelos líderes dos grupos parlamentares e é criticada da esquerda à direita.
Recuperamos ainda uma entrevista a Otelo Saraiva de Carvalho que garante estar arrependido de ter feito a revolução.

Da actualidade Luxemburguesa damos conta de uma manifestação marcada para o dia 25 de Abril em frente a Cattenom.
A central nuclear está a escassos quilómetros da cidade do Luxemburgo e no caso de um acidente nuclear como o que aconteceu agora no Japão, o país corria o risco de desaparecer do mapa.
Por tudo isto, são cada vez mais as vozes que se insurgem contra o funcionamento da central aqui ao lado, em França. No Luxemburgo, como no dia 25 de Abril é feriado, a manifestação realizar-se-á no dia 26.

Tudo isto e muito mais na edição desta semana do CONTACTO, o primeiro jornal de língua portuguesa no Luxemburgo.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Chernobil/25 anos: Betão para sarcófago de reactor é “português”

O betão do novo sarcófago para o quarto reactor da central de Chernobil é produzido na Fábrica de Cimento de Odessa, no Sul da Ucrânia, propriedade da «joint-venture» portuguesa C+PA.

Esta «joint-venture» foi constituída por duas empresas portuguesas: a Teixeira Duarte, que detém 52 por cento das ações, e a Cimpor, com os restantes 48 por cento.

“Os consórcios franceses Bouygues e Vinci, que vão dar início à construção de um novo sarcófago no quarto reactor abriram um concurso internacional para a aquisição de cimento para a obra. Participaram numerosas empresas ucranianas e estrangeiras, mas fomos escolhidos porque o nosso cimento é o de melhor qualidade”, disse à Agência Lusa Miguel Machado, diretor-geral da Fábrica de Cimento de Odessa.

“Gostaria de salientar que a nossa fábrica encontra-se longe da central nuclear de Chernobil [norte da Ucrânia], mas fomos os escolhidos devido precisamente à qualidade do cimento que produzimos”, frisou Miguel Machado.

A Fábrica de Cimento de Odessa irá fornecer 25 mil toneladas para a obra que se encontra na fase de construção de alicerces, acrescentou.

A empresa C+PA adquiriu 51 por cento das ações dessa fábrica de cimento ucraniana em maio de 2005 e os restantes 49 por cento em novembro do ano seguinte.

De acordo com fontes oficiais ucranianas, a construção do novo sarcófago, que deverá evitar fugas de radioatividade do quarto reator da central nuclear de Chernobil, estava orçada em cerca de 600 milhões de euros, mas os custos já subiram para 900 milhões e poderão atingir 1,54 mil milhões de euros.

A nova cobertura do quarto reator terá 150 metros de altura, 150 metros de comprimento e 260 metros de largura.

A obra, com uma garantia de cem anos, é financiada principalmente pela União Europeia.

Fontes das empresas francesas de construção do sarcófago disseram à Lusa que a obra já tem um ano de atraso devido a entraves burocráticos levantados pelas autoridades ucranianas.