O dirigente falava no início da assembleia geral extraordinária, que decorreu no estádio do Bessa, no Porto, para discutir o futuro do Boavista.
Aos cerca de 600 associados presentes, o dirigente explicou que esse dinheiro é a soma dos custos com seguros, inscrição de jogadores, multas e outras despesas.
Nas multas, Álvaro Braga Junior discriminou os 180 mil que o Boavista tem de pagar só pela despromoção administrativa à Liga de Honra e ainda uma multa de 25 mil euros aplicada a João Loureiro, penúltimo presidente do clube e da SAD.
O presidente do Boavista lembrou ainda que o clube se candidatou no Verão de 2008 a um PEC (Procedimento extra-judicial de conciliaçáo), para pagar dívidas antigas ao fisco e à segurança social, não tendo obtido qualquer resposta até hoje.
"Se o PEC for extinto, podemos competir no campeonato nacional da II divisão, prova organizada pela FPF, mas não nos campeonatos profissionais, organizados pela Liga de Clubes", realçou Alvaro Braga Junior.
Mas se o PEC for aprovado, estima que o Boavista terá de pagar 13 milhões de euros em 60 prestações mensais, o que dá cerca de 217 mil euros por mês.
A tudo isto é preciso somar o orçamento para manter uma equipa de futebol sénior: na segunda divisão, segundo o dirigente, são necessários 50 mil euros por mês, e na Liga de Honra esse valor pode ir até aos 80 mil euros por mês.
Lusa

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