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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Caso Casa Pia: Carlos Silvino retracta-se e diz que mentiu, em entrevista à Focus

O advogado de defesa de Carlos Cruz anunciou hoje que vai requerer a audição de Carlos Silvino na fase de recurso do processo Casa Pia, na sequência da entrevista do ex-motorista da instituição em que disse ter mentido em tribunal.

Em entrevista à revista Focus, Carlos Silvino, principal arguido neste caso, diz que mentiu em tribunal e que não conhecia os outros arguidos.

Contactado pela agência Lusa, o advogado de defesa de Carlos Cruz, Ricardo Sá Fernandes, considera que as declarações de Silvino, condenado a 18 anos de prisão no âmbito do processo Casa Pia, são “um facto novo” e, portanto, pretende juntar a entrevista ao processo, agora em fase de recurso no Tribunal da Relação de Lisboa.

O advogado das vítimas de abusos sexuais na Casa Pia afirmou hoje que estas estão “indignadas” e “revoltadas” com a confissão de Carlos Silvino de que terá mentido em tribunal, mas lembrou que esta “não tem qualquer relevância processual”.

O procurador-geral da República "vai reunir-se" com o procurador responsável pelo processo Casa Pia "para analisar as declarações" de Carlos Silvino, condenado a 18 anos por pedofilia, que numa entrevista hoje divulgada diz que mentiu em tribunal.

Processo Caso Pia

O julgamento do processo Casa Pia relativo a abusos sexuais de menores da instituição terminou em 2010, ao fim de quase seis anos, com um acórdão que condenou seis dos sete arguidos a penas de prisão e ao pagamento de indemnizações.

Carlos Silvino foi condenado 18 anos de prisão, Carlos Cruz a sete anos de prisão, igual pena foi aplicada ao médico João Ferreira Diniz, o embaixador Jorge Ritto foi condenado a seis anos e oito meses, Hugo Marçal a seis anos e dois meses, e Manuel Abrantes, ex-provedor adjunto da Casa Pia, a cinco anos e nove meses. Gertrudes Nunes, dona da casa de Elvas, foi absolvida do crime de lenocínio.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Casa Pia: Acórdão já não será entregue hoje aos advogados

O acordão final do processo Casa Pia já não será disponibilizado hoje às partes, de acordo com informação que a juiza presidente do coletivo que julgou o caso, Ana Peres, transmitiu esta tarde a advogados e que estes deram conta aos jornalistas.

Anteriormente, o advogado Adelino Granja, que defende uma das vítimas do caso, disse que um "problema informático" atrasou hoje a entega do acórdão do processo Casa Pia aos advogados, o que estava previsto para as 17:00 (hora portuguesa).

"O Conselho Superior da Magistratura (CSM) cometeu um erro crasso, porque na quarta feira anunciou que o acórdão não era entregue nesse dia por causa dos prazos, mas, afinal, era um problema informático", criticou Adelino Granja.

Num esclarecimento à agência Lusa, uma fonte oficial do CSM confirmou que, "conforme comunicou a juiza presidente, surgiu um problema informático devido à impressão e gravação do acórdão em suporte digital".

Fonte ligada ao processo explicou depois à Lusa que se tratava de um "problema de formatação dos textos" que compõem o acórdão e que a juiza Ana Peres estava a ter o apoio de um técnico da Direção Geral da Administração da Justiça.

Um comunicado de quarta feira do CSM refere que a juíza presidente do tribunal coletivo, Ana Peres, "muito embora tivesse já o acórdão pronto para depósito", entendeu fazê-lo só hoje, "logo pela manhã, pois que só então o tribunal disporá dos suportes informáticos e em papel para entrega a todos os intervenientes processuais".

"Este entendimento deveu-se à circunstância de, começando a correr o prazo para recurso com o depósito do acórdão, se garantir o efetivo exercício desse prazo com tal entrega", mencionou o CSM no seu site na Internet.

O CSM o órgão de gestão, administração e disciplina dos juízes.

Na sexta feira passada, durante a leitura da súmula do acórdão, a juiza presidente do coletivo que julgou o caso, Ana Peres, comunicou às partes que o acórdão seria disponibilizado na última quarta feira na íntegra.

No próprio dia em que foram conhecidas as condenações de seis dos sete arguidos, algumas das defesas criticaram o facto de não terem tido acesso imediato ao acórdão na íntegra com a fundamentação de todos os factos.

O julgamento do processo de abusos sexuais na Casa Pia chegou na sexta feira passada ao fim com a leitura do acórdão final, quase seis anos depois de ter começado.

A pena maior foi atribuída a Carlos Silvino, com o ex-funcionário da Casa Pia a ser condenado a 18 anos de prisão efetiva.

O apresentador de televisão Carlos Cruz foi condenado a sete anos de prisão efetiva, o diplomata aposentado Jorge Ritto a seis anos e oito meses e o ex-provedor-adjunto da Casa Pia Manuel Abrantes a cinco anos e nove meses.

A 8.ª Vara Criminal, no Campus de Justiça de Lisboa, aplicou ainda ao médico Ferreira Diniz a pena de sete anos de prisão efetiva e ao advogado Hugo Marçal a de seis anos e meio.

Gertrudes Nunes, dona de uma casa em Elvas onde alegadamente ocorreram abusos sexuais, foi absolvida.

Portugal/Casa Pia: Acórdão entregue às 17h (hora portuguesa)

Um "problema informático" atrasou hoje a entega do acórdão do processo Casa Pia aos advogados, o que está previsto apenas para as 17h (+ 1 h no Luxemburgo), disse aos jornalistas o advogado Adelino Granja, que defende uma das vítimas.

"O Conselho Superior da Magistratura (CSM) cometeu um erro crasso, porque na quarta-feira anunciou que o acórdão não era entregue nesse dia por causa dos prazos, mas, afinal, era um problema informático", criticou Granja.

Um comunicado de quarta-feira do CSM refere que a juíza presidente do tribunal colectivo, Ana Peres, "muito embora tivesse já o acórdão pronto para depósito", entendeu fazê-lo só hoje, "logo pela manhã, pois que só então o tribunal disporá dos suportes informáticos e em papel para entrega a todos os intervenientes processuais".

"Este entendimento deveu-se à circunstância de, começando a correr o prazo para recurso com o depósito do acórdão, se garantir o efetivo exercício desse prazo com tal entrega", mencionou o CSM no seu site na Internet.

O CSM é o órgão de gestão, administração e disciplina dos juízes.

Na sexta-feira passada, durante a leitura da súmula do acórdão, a juiza presidente do cole-tivo que julgou o caso, Ana Peres, comunicou às partes que o acórdão seria disponibilizado na quarta-feira na íntegra. No próprio dia em que foram conhecidas as condenações de seis dos sete arguidos, algumas das defesas criticaram o facto de não terem tido acesso imediato ao acórdão na íntegra com a fundamentação de todos os factos.

O julgamento do processo de abusos sexuais na Casa Pia chegou na sexta-feira passada ao fim com a leitura do acórdão final, quase seis anos depois de ter começado.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Casa Pia: Carlos Cruz condenado a sete anos de prisão efetiva

O apresentador televisivo Carlos Cruz, arguido no processo de abusos sexuais na Casa Pia, foi hoje condenado a sete anos de prisão efetiva pelo coletivo de juízes liderado por Ana Peres.

O tribunal considerou Carlos Cruz culpado de duas situações de abusos sexuais sobre menores ocorridos numa casa na avenida das Forças Armadas, em Lisboa, e pelo menos uma numa casa em Elvas.

Carlos Cruz foi pronunciado por seis crimes, mas o Ministério Público só deu como provados três de abuso sexual e um de ato com adolescente.

Além de Cruz, o julgamento, que terminou hoje no Campus da Justiça após cinco anos e dez meses, teve como arguidos o advogado Hugo Marçal, o ex-motorista da Casa Pia Carlos Silvino, o embaixador Jorge Ritto, o médico Ferreira Diniz, o ex-provedor adjunto da Casa Pia Manuel Abrantes e Gertrudes Nunes, dona de uma casa em Elvas onde alegadamente ocorreram abusos sexuais.

Condenações:

Carlos Silvino: 18 anos
Carlos Cruz: 7 anos
Ferreira Diniz: 7 anos
Jorge Ritto: 6 anos e 8 meses
Hugo Marçal: 6 anos e 2 meses
Manuel Abrantes: 5 anos e 9 meses

Absolvida:

Gertrudes Nunes


Foto: Lusa

Casa Pia: Factos criminais provados contra os sete arguidos

O coletivo dos juizes do caso Casa Pia, na leitura do acórdão do julgamento, já deu como provados factos criminais relativos a todos os sete arguidos.

O julgamento do processo de abusos sexuais na Casa Pia chega hoje ao fim com a leitura do acórdão final, quase seis anos depois de ter começado.

O coletivo de juízes presidido por Ana Peres, coadjuvada por Lopes Barata e Ester Santos, está a proferir a decisão sobre a inocência ou culpa dos sete arguidos, acusados de crimes de abuso sexual, ato sexual com adolescente e lenocínio, entre outros.

O início da sessão, que decorre no Campus da Justiça, em Lisboa, estava marcada para as 09:30, mas começou às 10:48.

Em tribunal respondem os arguidos Carlos Silvino, ex-motorista da Casa Pia, o ex-provedor da instituição Manuel Abrantes, o médico João Ferreira Diniz, o advogado Hugo Marçal, o apresentador de televisão Carlos Cruz, o embaixador Jorge Ritto e Gertrudes Nunes, dona de uma casa em Elvas onde alegadamente ocorreram abusos sexuais.

Casa Pia: Decisão ouvida hoje, após quase seis anos de julgamento

O julgamento do processo de abusos sexuais na Casa Pia chega hoje ao fim com a leitura do acórdão final, quase seis anos depois de ter começado.

Contactado pela Agência Lusa, Rogério Alves afirmou que é "improvável que a decisão [decorrente da leitura do acórdão marcada para hoje] seja um ponto final" no processo.

"Só seria se a sentença agradasse ao Ministério Público, aos assistentes e aos arguidos todos, levando a que não recorressem", afirmou, salientando que, no seu entender, esta é apenas uma "possibilidade académica".

Quanto ao tempo que poderá demorar o caminho dos recursos - "longo, não tão longo quanto o já percorrido, mas não tão curto quanto seria desejável" -, Rogério Alves prefere ser cauteloso, indicando que é "extremamente arriscado qualquer prognóstico".

"Dependerá do número de recursos e da sua extensão, é muitíssimo difícil projetá-lo com qualquer rigor", reforçou.

No entanto, "pelo menos" os recursos deverão demorar "entre seis meses a um ano" a serem analisados pelo Tribunal da Relação e "vamos ver se no final se resolverão assim", ressalvou.

"O mais provável é que haja recursos. De acordo com o teor do acórdão pode haver de todas as partes ou só de algumas, por aspetos distintos", vaticinou Rogério Alves.

O ex-bastonário da Ordem dos Advogados considerou que, com uma "visão distante e fria" do processo, os recursos são "a possibilidade mais consistente".

O início da leitura do acórdão do processo de abusos sexuais na Casa Pia está marcado para as 09:30 no Campus da Justiça, em Lisboa.

Em tribunal respondem os arguidos Carlos Cruz, apresentador de televisão, o ex-motorista da Casa Pia Carlos Silvino (na foto), o ex-provedor adjunto da instituição Manuel Abrantes, o advogado Hugo Marçal, o médico João Ferreira Diniz, o embaixador Jorge Ritto e Gertrudes Nunes, dona de uma casa de Elvas onde alegadamente ocorreram abusos sexuais.

Foto: Arquivo LW