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domingo, 8 de julho de 2012

Oscar Pistorius vai aos Jogos Olímpicos

O corredor sul-africano Oscar Pistotius, de 25 anos, é o primeiro atleta do mundo a participar nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, que se realizam ambos em Londres.

Pistorius, que sofreu a amputação de ambas as pernas aos onze anos de idade, apurou-se para os 400 metros estafetas e acabou também por ser repescado para a prova dos 400 metros livres.

Apelidado de "Blade Runner" por correr com lâminas de carbono, Oscar Pistorius manifestou grande satisfação ao receber a notícia por parte da sua federação de atletismo.

terça-feira, 9 de março de 2010

Olímpicos/Rio de Janeiro2016: "Brasil preparado para os melhores Jogos", garante Lula da Silva

O Presidente Lula afirmou segunda-feira, na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, que a cidade está preparada para realizar os melhores Jogos Olímpicos de sempre em 2016.

As Olimpíadas representam um passo a mais para a autoestima do povo brasileiro, disse Lula, acrescentando: “O Rio está preparado, o Brasil está preparado”.

Lula da Silva inaugurou segunda-feira um complexo desportivo na favela da Rocinha, onde vivem cerca de 100 mil pessoas.

“Em 2016, essa meninada toda que está aqui vai estar a disputar uma Olimpíada. Quem sabe a molecada (… possa conquistar uma medalha olímpica no futebol, que o Brasil ainda não conseguiu”, disse.

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, também presente na cerimónia, disse que os brasileiros poderão “erguer a cabeça” em 2016.

“Nós vamos apresentar o maior número de atletas”, garantiu Rousseff.

Com 15 mil metros quadrados, o Centro de Integração possui piscinas, um campo de futebol, uma escola de surf, uma pista de skate, uma escola de boxe e ainda um centro de judo, com uma área de mais de mil metros quadrados.

Foto: Arquivo LW

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Portugal: País só pode organizar Jogos Olímpicos "se houver união", diz Comité Olímpico Internacional

O presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), o belga Jacques Rogge, considerou hoje que Portugal precisa de "enorme união" em todos os sectores sociais para sonhar com a organização de uns Jogos Olímpicos.

"Primeiro, Portugal tem de perceber se há união entre o Governo, a economia e o mundo desportivo. É também fundamental o apoio da opinião pública. Se tudo isto se conjugar, então poderá ser possível", afirmou Rogge, que hoje foi agraciado com o título Honoris Causa pela Universidade do Porto.

Jacques Rogge lembrou que Portugal tem capacidade organizativa e lembrou a Expo98 e o Euro2004 em futebol, mas também reconheceu que uns Jogos Olímpicos têm uma dimensão "muito grande".

"Este é um título para todo o movimento olímpicos e não o entendo como um título pessoal. É uma grande honra, já que a Universidade do Porto tem muito prestígio a nível mundial", concluiu.

Também presente na cerimónia esteve o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias, que admitiu que Portugal não tem condições para organizar uma competição com as exigências de uns Jogos Olímpicos.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Jogos Olímpicos 2016: Cidade anifitriã é anunciada hoje

O Rio de Janeiro pode entrar na história como a primeira cidade sul-americana a receber os Jogos Olímpicos de Verão, em 2016, necessitando para isso de vencer esta sexta-feira a feroz competição com Tóquio, Chicago e Madrid.

A cidade que vai suceder a Londres (2012) como sede da mais importante competição desportiva mundial é conhecida hoje em Copenhaga, no primeiro dia da 121ª sessão do Comité Olímpico Internacional (COI).

Rio de Janeiro, Tóquio, Chicago e Madrid são as quatro cidades finalistas, depois de o Comité Olímpico Internacional (COI) ter excluído as candidaturas de Doha (Qatar), Baku (Azerbeijão) e Praga (República Checa).

Rio de Janeiro investiu a fundo, mas falta de segurança na cidade pode jogar tudo a perder

A candidatura brasileira não regateou esforços para garantir a organização dos Jogos de Verão de 2016, tendo apresentado um mega-orçamento de 28,9 mil milhões de reais (19,8 mil milhões de euros), o suficiente para construir o TGV português e dois novos aeroportos de Alcochete.

O critério segurança é também um dos "calcanhares de Aquiles" do Rio de Janeiro, tendo em conta os seus índices de criminalidade, que não chegaram para demover a FIFA de entregar ao Brasil a fase final do Mundial de futebol de 2014. Outro é a escassez da oferta hoteleira na "cidade maravilhosa".

O Brasil, que procura afirmar-se em todos os palcos como potência emergente da nova ordem mundial, aposta forte na beleza natural da cidade carioca, concentrando as estruturas da candidatura no distrito da Barra da Tijuca.

Madrid dificilmente sucederá a Londres, JO têm de alternar de continente

Madrid ocupa a segunda posição neste "ranking", com 3,7 mil milhões de euros, seguido de Tóquio, com 3,5 mil milhões de dólares (2,41 mil milhões de euros), e de Chicago, com 1,83 mil milhões de dólares (1,29 mil milhões de euros), exclusivamente suportados pelo sector privado.

A capital espanhola tem, contudo, dois fortes "handicaps": um relativo à segurança - devido à possibilidade de ataques terroristas internacionais, como refere o relatório do Grupo de Trabalho do COI - e outro o facto de a edição anterior ser organizada na Europa (Londres2012).

Chicago: uma candidatura sólida, mas demasiado dispendiosa

Chicago também pode ser afectada pela proximidade temporal com os Jogos Olímpicos de Atlanta1996 e Los Angeles1984. Os Estados Unidos acolheram ainda as edições de 1904, em St. Louis, e 1932, igualmente em Los Angeles.

O empenho pessoal do presidente Barack Obama joga a favor da candidatura da terceira maior cidade norte-americana, situada nas margens do Lago Michigan, que apresenta a proposta mais "compacta" das quatro, com um anel olímpico concentrado em apenas nove quilómetros.

O ponto mais fraco da candidatura de Chicago é o excessivo peso financeiro do sector privado, sobretudo pelas dúvidas em torno da capacidade de gerar receitas para suportar o seu orçamento, o que levou mesmo a câmara da cidade a apresentar uma garantia de 750 milhões de dólares (527 milhões de euros).

Tóquio carece de apoio popular

Apesar da reconhecida qualidade da candidatura de Tóquio - recolheu as melhores notas na apreciação do Grupo de Trabalho do COI -, o Japão pode vir a ser prejudicado pelo "item" segurança, sobretudo pela frequência de desastres naturais, como terramotos e "tsunamis".

A capital japonesa, que acolheu os Jogos em 1964, tem ainda contra si o fraco apoio popular (apenas 55,5% dos cidadãos apoiam a candidatura e 7,8% estão firmemente contra) e as dúvidas em relação à preservação de solos com vista às infra-estruturas, tendo em conta a forte pressão imobiliária de uma das áreas mais caras do planeta.