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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

"Os portugueses do Luxemburgo estão desligados do trabalho comunitário"

Tem 75 anos, é avó, está reformada há quase uma década, mas não lhe falta trabalho. Elza Chambel é a coordenadora nacional do Ano Europeu do Voluntariado em Portugal e veio ao Luxemburgo para um encontro internacional. A mulher que dedicou a vida inteira ao voluntariado aproveitou para sentir o pulso ao trabalho voluntário no Luxemburgo. Deixa duas críticas: diz que o coordenador luxemburguês foi "um erro de casting", e gostava de ver os imigrantes portugueses mais activos no voluntariado.

O CONTACTO apanhou Elza Chambel entre duas conferências organizadas pela Maison des Associations, na sexta-feira. "Apanhou" é o termo certo: Elza Chambel já é avó, mas quem a conhece sabe que a vida da coordenadora nacional do Ano Europeu do Voluntariado em Portugal é sempre a correr. A caminho do aeroporto de Findel, já tem plano traçado: "Se o avião chegar a horas, chego a Lisboa às 23h30, meto-me no carro, vou para Santarém, durmo um bocadinho, e amanhã volto a apanhar o avião às 10 da manhã para ir para a Volta do Voluntariado nos Açores".

É assim a vida de Elza Chambel, uma feminista "avant la lettre" que lutou pela integração das mulheres na Função Pública e montou de raiz o Instituto de Segurança Social em Angola, a pedido da Organização Internacional do Trabalho: sempre a correr.

CONTACTO: Para quem está reformada há já quase 10 anos, tem muito trabalho… Tem tempo para dormir?

Elza Chambel: No outro dia houve uma revista que me perguntou, então quantas horas é que você faz? E eu disse "não sei, mas olhe que há dias que são mais de 12”. Mas olhe que eu quando me reformei não era para parar, sabe? Eu acho que, contrariamente àquilo que muita gente pensa, a reforma não é para a pessoa ficar parada num canto, é para fazer aquilo que gosta de fazer, mas também é para não esquecer as competências. E eu há uma competência que ao longo dos meus 42 anos de serviço público fui adquirindo.

CONTACTO: O voluntariado. É um bichinho que já mexe desde o liceu, não é?

Elza Chambel: Sim. Mas tenho jeito para formar equipas, sabe? Como sou muito preguiçosa, ponho toda a gente a trabalhar [risos]. Eu entrei no voluntariado, que na altura não se chamava assim, na Conferência de São Vicente de Paulo com uma professora de física no liceu de Bragança. Foi no meu terceiro ano de liceu, tinha para aí 14 anos, não tinha 15 sequer, e ela desafiou-nos a irmos visitar as famílias mais pobres que moravam na vila. A vila em Bragança, ainda hoje se chama assim, é a parte murada ao pé do castelo onde moravam as famílias mais pobres. E eu depois fui ficando.

CONTACTO: É licenciada em Direito, mas foi convidada para montar o contencioso da Segurança Social e fez lá a maior parte da carreira. Foi a primeira chefe de divisão, o que na altura não era possível.

Elza Chambel: Pois, as mulheres só iam como chefe de secção, era um regulamento de 73. Eu fui a uma reunião do sindicato, quatro meses depois de estar na Segurança Social, e no fim perguntaram-me o que é que eu achava do estatuto. E eu disse: “Olhe, penso muito mal, porque eu admito perfeitamente não ser promovida, agora por ser mulher, uma discriminação sexual, não admito. E os homens entram como directores de serviço ou como chefes de divisão. Eu tenho licenciatura em Direito, sou mais qualificada do que eles, mas entro como chefe [de secção], não admito". O que é certo é que ao fim de um ano e meio conseguimos que as mulheres deixassem de ser descriminadas. E depois deu-se o 25 de Abril e fez-se a junção da Previdência com as Casas do Povo, e eu fui convidada para ser directora. Disse que não. Dizia-me então um secretário de Estado: "Ah, então tem de ir um coronel”. E eu: "Ah, não, tropas não. Então eu vou". Fui a primeira presidente do Centro Regional de Segurança Social de Santarém. Em 90 saí, mudou o governo, e consideravam-me um bocado colorida demais, era muito cor-de-rosa.

CONTACTO: Foi nessa altura que foi para Angola, criar o Instituto Nacional de Segurança Social de raiz.

Elza Chambel: Eu tinha o meu lugar lá mas a Organização Mundial do Trabalho propôs-me um trabalho em Angola, no tempo da guerra ainda. Entre Março de 91 e Setembro de 92. Não foi fácil. Mas foi bom. Formámos a equipa com um jovem alemão que era o "focal point" no programa de apoio ao desenvolvimento, e com o director nacional também criámos uma equipa, de tal maneira que fazíamos as coisas antes e só mandávamos dizer que já estavam feitas para o ministro assinar. A Organização Mundial de Trabalho considerou que realmente tinha sido um bom trabalho.

CONTACTO: É uma apaga-fogos.

Elza Chambel: Eu costumo brincar a dizer que hei-de pôr no meu cartão de visita "arrumadora profissional". E depois era preciso arrumar uma casa, que eram os serviços sociais, e lá fui eu para presidente dos serviços sociais da luta contra a pobreza.

CONTACTO: Nasceu no Rio de Janeiro mas veio muito cedo para Trás-os-Montes. É uma carioca transmontana?

Elza Chambel: Os meus pais viviam no Brasil, eram emigrantes. Eu nasci no Rio de Janeiro, em Ipanema. Andei no colégio até aos 10 anos, e vim para Portugal por acidente. O meu pai morreu quando eu tinha nove anos, eu sou a mais velha dos meus três irmãos, e a minha mãe ficou com três crianças. Tinha umas coisas poucas, que em Trás-os-Montes era tudo pouco, umas propriedades no concelho de Vinhais, em Sobreiró de Baixo. Fui transplantada em 1946 de Copacabana para Vinhais. Não havia telefones, não havia telemóveis, não havia telex, não havia nada nessa ocasião, muito menos computadores.

CONTACTO: Essa transição tão cedo, esse choque entre dois modos de vida completamente diferentes, foi seminal? Estruturou-a, de alguma forma?

Elza Chambel: Ouça, quando eu penso nisso (durante muito tempo não pensei nisso), penso que realmente valeu a pena, sabe, porque se calhar foi aí que eu comecei a aprender a dar importância ao que é fundamental e não ao que é acessório. E mesmo quando o mundo todo está a tombar, eu acho que é possível ir lá buscar uma pedrinha e fazer qualquer coisa. E aprendi também a não me levar muito sério, por exemplo…

PORTUGAL É UM "CASE-STUDY"

CONTACTO: É a presidente do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado e foi convidada para chefiar também a Coordenação do Ano Europeu do Voluntariado em Portugal. Com bons resultados.

Elza Chambel: Sim, Portugal está a ser está a ser considerado um "case study" da União Europeia. Isto é público, cada vez que lá vai alguém diz "ah, vou a Portugal ver como é que é".

CONTACTO: O que é que Portugal está a fazer melhor do que os outros países?

Elza Chambel: Olhe, é simples. Para já, eu tenho uma vantagem, conheço o terreno todo. Já estava no negócio, digamos assim. O prazo para apresentar o projecto que cada país tinha era dia 15 de Setembro. Se calhar por eu ter sido notária, o prazo para mim era para cumprir, e a 14 de Setembro o projecto foi. A maior parte dos outros países consideraram que era um prazo indicativo e não vinculativo. Resultado: no dia 13 de Outubro nós já tínhamos o financiamento e os outros países ainda não tinham apresentado a candidatura.

CONTACTO: Durante estes dois dias, teve tempo para sentir o pulso do Ano do Voluntariado aqui no Luxemburgo?

Elza Chambel: Ouça, esta associação [Maison des Associations] trabalha lindamente. A Nicole, que é mulher do Guy Reger [presidente da APL], era a presidente da agência de Bénévolat do Luxemburgo, a fazer um trabalho notável. Mas eu quanto a mim, não tenho nada a ver com isso, acho que houve um erro de “casting”. E a pessoa que foi nomeada coordenador nacional do Ano Europeu do Voluntariado [Jacques Küntziger, funcionário], acho que foi um erro de “casting”… Encontrei-o duas vezes lá nas reuniões, mas mesmo eles dizem que a agência de Bénévolat é que fazia as coisas e ele aparecia.

CONTACTO: Cá, durante estes dois dias, falou-se muito de portugueses e da integração dos portugueses…

Elza Chambel: Que é muito boa, aqui no Luxemburgo.

CONTACTO: Foi a impressão com que ficou?

Elza Chambel: Tenho desde sempre realmente a impressão que, comparativamente a outros países, é uma boa integração. Mas também tenho a sensação que os portugueses da segunda geração já não passaram os problemas que passaram os da primeira geração e estão um bocadinho desligados do trabalho comunitário em prol da sociedade.

CONTACTO: A Elza Chambel propôs aliás, durante um dos encontros aqui no Luxemburgo, tentar recuperar esta segunda geração para o trabalho voluntário, nomeadamente para trabalhar na integração da primeira geração ou da nova vaga de imigrantes…

Elza Chambel: Absolutamente, porque são cultos, são integrados, estão bem colocados, podem realmente devolver aos seus concidadãos algo de que eles aproveitaram por estarem neste país. É uma questão de reciprocidade.

CONTACTO: Um estudo apresentado durante este encontro indica que os imigrantes participam menos em acções de voluntariado que os nacionais. Os portugueses no Luxemburgo estão pouco activos nesta área?

Elza Chambel: Se calhar ainda estão numa primeira fase. São activos nas festas, nas associações culturais, de desporto, recreativas, o que é importante, e até são solidários com certeza com o seu vizinho. Agora o trabalho social mais profundo, passar de um acto de solidariedade, de uma acção social, para um voluntariado organizado, comprometido, em que realmente é preciso, se eu me comprometo a fazer uma determinada actividade, ser àquela hora que eu vou e ser naqueles dias da semana, isso já não é tão fácil.

CONTACTO: Para isso tudo é preciso haver estruturas. Além das tais associações recreativas, parece-lhe que há estruturas em que o trabalho de voluntariado dos portugueses é possível, aqui no Luxemburgo?

Elza Chambel: Ouça, eu realmente não posso falar daquilo que não sei, mas a minha sensibilidade diz-me que a APL [Amizade Portugal-Luxemburgo] pode realmente ser uma boa estrutura de enquadramento. Não pode é fazer pesca de arrasto, tem de ser pesca à linha.

CONTACTO: Atrair um a um cada voluntário…

Elza Chambel: E cada um trazer um amigo, como realmente na cantiga do Zeca Afonso. Traz outro amigo também. Porque o voluntariado é um instrumento de cidadania, mas também é proximidade e afectividade.

Texto e foto: Paula Telo Alves

domingo, 9 de outubro de 2011

Luxemburgo: Jantar solidário ajuda crianças de Cabo Verde

O Comité Spencer organiza um jantar de recolha de fundos para ajudar crianças de Cabo Verde no sábado, 15 de Outubro, em Niederkorn. Na ementa há pratos típicos cabo-verdianos e especialidades luxemburguesas, ao preço de 25 euros por pessoa (12 euros para crianças). O jantar começa às 20h, na sala Home Saint Joseph (rue Paul Eyschen, no 37, em Niedercorn). Reservas até 10 de Outubro junto da associação de jovens cabo-verdianos, pelos tel. 30 86 18 ou 691 67 70 15, ou por email (henri.fischbach@education.lu ou delmonge@hotmail.com).

sábado, 17 de setembro de 2011

Luxemburgo: Projecto "Millefeuilles" recebe prémio "Osons Vivre Ensemble"

"Millefeuilles", o projecto de saraus literários interculturais, recebeu o prémio "Osons vivre ensemble" (Ousemos viver juntos), no valor de 2.500 euros, atribuído pelo "Fonds Interculturel" (Fundo Intercultural), um organismo de utilidade pública. A atribuição do prémio decorreu segunda-feira na Biblioteca Nacional, na capital.

"Millefeuilles" é uma iniciativa conjunta criada em 2010 pelo Institut Culturel Luxemburgeois-Péruvien (ICLP), a Maison des Associations (MA), o Movimento das Mulheres Africanas (AWM), e a Confederação da Comuniudade Portuguesa no Luxemburgo (CCPL).

Para José António Coimbra de Matos, presidente da CCPL, que falou para a audiência presente na Sala das Artes, na Biblioteca Nacional, o prémio atribuído pelo Fonds Interculturel "dá um impulso ao projecto intercultural" das associações que o organizam e que é uma prova que "pode existir uma convivência intercultural entre as diversas comunidades no Luxemburgo".

Também Monique Kieffer, directora da Biblioteca Nacional, sublinhou a importância do projecto, considerando que este "está em linha com o trabalho e os objectivos da biblioteca", que é "uma instituição aberta ao exterior". Para a responsável, "o projecto Millefeuilles é importante para a criação de uma nova comunidade no Luxemburgo", uma comunidade intercultural, assente na partilha e na convivência de pessoas de diversas nacionalidades através da literatura, da música e da dança.

O projecto "Millefeuilles" tem uma periodicidade mensal. Na segunda quinta-feira de cada mês há um sarau literário que, desde que o projecto foi criado em 2010, tem decorrido em diversos locais, como na Abadia de Neumünster, na Mediateca da Caixa Geral de Depósitos, ambas na capital, no Centro de Documentação de Migrações Humanas, em Dudelange, no Centro de Iniciativa e de Gestão Local, em Esch-sur-Alzette. A iniciativa tem visto crescer a adesão do público e actualmente uma média de entre 40 a 70 pessoas assistem a cada um dos saraus literários, um crescimento que também se verifica no que toca aos participantes. Em média, 14 pessoas participam por noite na iniciativa.

Na Sala das Artes da Biblioteca Nacional, três pessoas declamaram poesia, sendo que uma delas era o português João Raposo, e houve ainda lugar para a música cabo-verdiana e argentina.

Texto e foto: Irina Ferreira

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Directora do OLAI visita Associação Amizade Cabo-Verdiana, esta tarde

Christiane Martin, directora do OLAI – o "Office luxembourgeois de l'accueil et de l'intégration", i.e. o Gabinete Luxemburguês de Acolhimento e Integração –, visita a associação Amizade Cabo-Verdiana hoje, às 17h, na sede da colectividade, no n°19, rue Michel Welter, na cidade do Luxemburgo.

O encontro serve para dar a conhecer as actividades do ano anterior e as deste ano à representante do Ministério da Família. Serve também para agradecer o apoio e a confiança que este ministério tem depositado na associação, colectividade cabo-verdiana fundada no Grão-Ducado em 1987, que se tem destacado nas áreas da cultura, cooperação com Cabo Verde e desporto.

Ultimamente, a associação tem apostado igualmente na formação para adultos e aproveita para informar que tem abertas as inscrições para os cursos de línguas: francês, luxemburguês, português, ateliê de escrita e leitura. As inscrições podem ser efectuadas na sede da associação. Para mais informações, contactar a associação pelos telefs.: 26 19 62 16, 691 651 399 e/ou 691 630 030.

A associação informa igualmente que neste domingo, 18 de Setembro, organiza uma “cachupada” a partir das 12h, na sua sede, para membros, simpatizantes, ex-alunos e comunidade em geral. O prato de cachupa é gratuito e não vai faltar animação cabo-verdiana.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

As inscrições para os cursos de língua e cultura portuguesas podem ser feitas a partir de amanhã

A Coordenação de Ensino da Embaixada de Portugal no Luxemburgo informa todos os pais e encarregados de educação que os cursos de língua e cultura portuguesas vão reabrir, à semelhança de anos anteriores, em simultâneo com o início do ano lectivo no Luxemburgo, em 15 de Setembro.
Em comunicado enviado às redacções, o Serviço de Ensino relembra que as matrículas são feitas directamente junto dos professores, nas escolas onde funcionam cursos de português, durante a semana de 19 a 24 de Setembro e estarão abertas até 7 de Outubro.
Para a inscrição no 7° ano (nas localidades de Diekirch, Echternach, Esch-sur-Alzette, Ettelbruck, Grevenmacher, Luxemburgo e Pétange) além de um documento de identificação é necessário um comprovativo em como concluiu o 6°ano nos cursos integrados ou paralelos.
Para mais informações os serviços de Ensino da Embaixada podem ser contactados através do telefone 45 24 03 ou consultar a página www.portugaledu.lu

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Clausen: Torneio de sueca arranca domingo

O Café Popkorn, em Clausen, na capital, organiza um torneio de sueca que se inicia domingo, dia 11 de Setembro, estando a fase final agendada para o dia 18 (também um domingo).

Para inscrições e informações, tel. 26 43 21 89.

Foto: Sheila Arendt


sábado, 4 de junho de 2011

Esta noite/Schifflange: Festa de Solidariedade para ajudar crianças de Cabo Verde

Os Amigos de Cabo Verde levam a cabo neste sábado à noite uma festa de solidariedade que visa angariar fundos para ajudar as crianças pobres de Cabo Verde.

A festa tem lugar no Centro Polivalente de Schifflange, a partir das 22h. A animação fica a cargo de artistas como David Brazão, Jhey, LT, DJ Félix e DJ Bruno.

Este evento conta com a parceria da Embaixada de Cabo Verde.

Para mais informações e venda de bilhetes, tel. 621 233 439 e/ou 691 857 181.

quinta-feira, 31 de março de 2011

ACBL organiza jantar de solidariedade a 8 de Abril, em Bonnevoie

A Associação Cultural da Bairrada no Luxemburgo (ACBL) organiza na sexta-feira, dia 8 de Abril, às 20h, um jantar convívio a favor da jovem Mónica Monteiro da Associação Equestre "Entre Amigos", de Carragosela (Seia).

O jantar tem lugar no restaurante Lisboa II, em Bonnevoie (90, rue du Dernier Sol), na capital.

Para mais informações e/ou reservas até sexta-feira, 1 de Abril, contactar a ACBL: tel. 31 94 37, 53 07 46 e/ou o 31 27 08.

sábado, 26 de março de 2011

Festival de Folclore em Remich, neste domingo

Neste próximo domingo, 27 de Março, decorre o 1° Festival de Folclore do Rancho de Remich, que terá início às 10h30 com uma missa na igreja paroquial local, durante a qual se procederá à benção da bandeira do rancho.

A partir das 14h começa um desfile com os vários ranchos convidados e com a banda filarmónica municipal "Concordia" de Remich. Esta estará à cabeça do cortejo, que desfilará desde o edifício da comuna até à sala "Gewannchen" (rue des Champs), onde terão lugar as actuações dos ranchos.

"Estamos ansiosos e contentes com o festival que vamos organizar. É a melhor forma de mostrar aos sócios e a todos aquilo que de melhor temos para dar. Vamos contar com a participação de vários ranchos, em particular o Rancho Folclórico de Challons-en-Champagne, proveniente de uma cidade francesa situada a 200 km do Luxemburgo. Vamos ainda contar com os ranchos de Contrexville, Thionville, Dudelange e o rancho Dançares e Cantares das Aldeias de Portugal de Steinfort", conta orgulhoso ao CONTACTO o presidente e encenador do Rancho de Remich, Agostinho Nunes da Silva ao CONTACTO.

"A ideia nasceu quando fundámos o rancho a 15 de Março de 2008 e optámos por fazer entoar as danças e os cantares típicos do Alto Douro Litoral nestas belas paisagens de Remich e da Mosela".

"O rancho é constituído por 47 elementos, que se empenham de alma e coração, por isso não posso estar mais contente e ansioso para ver o resultado desta nossa primeira edição do festival de folclore", disse Nunes da Silva.

Na festa, não faltarão os petiscos portugueses e uma tômbola. A entrada é gratuita.

Foto e texto: Ricardo Rodrigues Silva

sábado, 5 de março de 2011

Luxemburgo: Folcore luso no Bazar das Missões, este fim-de-semana

A paróquia do Sacré-Coeur da cidade do Luxemburgo organiza este fim-de-semana o seu tradicional Bazar das Missões no Home do Sacré-Coeur (2, rue du Fort Elisabeth), na capital.

No sábado, o bazar abre portas entre as 15 e as 19h; no domingo, entre as 10h30 e as 19h. O folclore português estará presente com o grupo folclórico Estrelas do Minho, que actua no domingo, pelas 16h30. No local há também animação para os mais pequenos e no domingo há almoço com pratos internacionais (reserva necessária: tel. 48 83 69-1).

As receitas angariadas durante o evento serão distribuídas por obras de beneficência. Em 2010, o Bazar das Missões colectou mais de 20 mil euros que foram enviados a doze associações de caridade.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Luxemburgo: Feira da Saúde e do Bem-estar, este sábado no Limpertsberg

A Feira “Saúde e Bem-estar dos zero aos 100 anos”, organizada pelo Centro de Apoio Social e Associativo (CASA), tem lugar neste sábado, 12 de Fevereiro, das 15h30 às 19h, no Centro Cultural Tramschapp, n°47, rue Ermesinde, em Limpertsberg, na capital.

Durante três horas e meia os participantes terão oportunidade de testar a sua saúde (IMC-índice de massa corporal, pressão arterial, teste à glicemia - diabetes, e verificar a sua condição física) e recolher informações pertinentes em português.

O certame é aberto a todas as pessoas, de todas as idades e nacionalidades. Estarão presentes profissionais qualificados, desde enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e professores de educação física, que poderão esclarecer todas as dúvidas sobre saúde e bem-estar. Estarão também presentes a Cruz Vermelha luxemburguesa, a Maison du diabète, entre outras entidades e associações Participarão também neste evento outras entidades tais como a APL (Amitié Portugal Luxembourg), ASTI (Association de Soutien aux Travailleurs Immigrés), CCPL (Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo), EGIPA (Entente des Gestionnaires des Institutions pour Personnes Agées), Luxair, Santa Casa da Misericórdia, Taki-Talá, entre outras.

Estão ainda previstas actividades físicas e jogos para todas as idades. A entrada é gratuita.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Associação Cultural da Bairrada no Luxemburgo organiza Ceia de Natal para os Sem-Abrigo

A Associação Cultural da Bairrada no Luxemburgo (ACBL) organiza a 4a Ceia de Natal para os sem-abrigo do Luxemburgo no dia 18 de Dezembro, pelas 19h, no Foyer Ulysse, n°3, rue du Dernier Sol, em Bonnevoie, na cidade do Luxemburgo. Esta iniciativa conta com o apoio da Caritas-Luxemburgo e dirige-se a todos os sem-abrigo do país, qualquer que seja a sua nacionalidade.

Para angariar os géneros necessários à confecção da refeição, a associação apela a todos os empresários, comerciantes e privados que contribuam para esta iniciativa fornecendo alimentos e/ou através de donativos.

Para informações adicionais, os interessados podem contactar a ACBL pelos telefs.: 31 94 37 / 691 507 175 / 621 185 144 e/ou 691 349 851.

sábado, 13 de novembro de 2010

Magustos portugueses em terras luxemburguesas

O dia de São Martinho comemora-se tradicionalmente a 11 de Novembro, mas no passado fim-de-semana esta festa tão portuguesa começou já a ser celebrada pela comunidade lusa do Luxemburgo (na foto, o magusto organizado no passado domingo pela Associação Recreativa dos Portugueses de Vianden, naquela localidade do Norte do Luxemburgo).

As festas continuam este fim-de-semana, com magustos, castanhadas e bailes de S. Martinho um pouco por todo o país, onde não faltarão as tradicionais castanhas assadas, água-pé, jeropiga, vinho e petiscos à portuguesa.

Sábado: Café Colmer-Stuff, em Colmar-berg, a partir das 22h, com Los Gasolina; Café Um Rond Point, em Kayl, às 21h, com Musikdance; entre outras festas.

Domingo: no Café Etoile Touristique, em Consdorf, a partir das 15h30, com Los Gasolina.

No sábado seguinte, dia 20, há Baile de S. Martinho com Musikdance na sede do Rancho da Nazaré, no Pfaffenthal (1, rue Vauban), na capital; e no Veräinshaus, em Lintgen, a partir das 21h30, com o duo As Duas Irmãs; e na sala Bauma-self, em Wiltz, com Nova Era e Onda Norte.

Para ficar a conhecer mais festas e magustos que a comunidade lusófona do Luxemburgo organiza, pode consultar a Agenda de Festas do CONTACTO.

Foto: Joaquim Pedreira

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Hesperange: Abóboras gigantes numa horta portuguesa


José Matos nem queria acreditar. Quando chegou de férias de Portugal, deparou-se com três abóboras gigantes. O tamanho das cucurbitáceas atraiu a curiosidade da vizinhança e José Matos confessa ao CONTACTO que "tem medo que lhas roubem". "Esta (a maior) tem seguramente mais de cinquenta quilos. Eu não a consegui pesar, mas já estou farto de tentar movê-la e não consigo", diz José Matos. Visivelmente orgulhoso das suas plantas, este português, radicado há sete anos no Luxemburgo, conta que as sementes das abóboras vieram de Portugal, daí a qualidade das suas abóboras. "Foi a minha irmã que mas deu no ano passado; de uma abóbora que tinha 75 Kg. E dessa não há dúvidas, porque a pesámos na altura". Mas nem as "enormes abóboras" fazem esquecer a José Matos o frio do Luxemburgo. "Eu quero voltar o mais depressa possível para Portugal. Vim para aqui porque a minha mulher não se calava que queria vir viver para perto do neto, mas agora já basta. Se ela quiser ficar que fique, mas eu vou voltar para a minha terra, Sangalhos, em Aveiro. Eu não me dou com este clima".

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo propõe aulas gratuitas de teatro

A Oficina de Teatro da Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo (CCPL) vai propor aulas gratuitas de teatro (“O caminho da expressão – um corpo que fala”). O curso começa a 11 de Outubro e tem lugar na Casa das Associações (n°46, rue de Mühlenbach), na cidade do Luxemburgo. O curso tem a duração de 60 horas e as aulas são interrompidas durante o período das férias escolares. Do conteúdo programático constam o aquecimento físico e vocal, jogos teatrais, dinâmicas de grupo, técnicas de respiração, improvisação, etc. No final do curso haverá a representação pública de uma peça.

A CCPL procura igualmente voluntários para integrar outros projectos teatrais, como o “Projecto Palcos” (cujo objectivo é a prevenção do HIV-sida) ou o projecto “O imaginário teatral ao serviço da realidade social”, que conta com pessoas em situação de deficiência. Para fazer parte da Oficina de Teatro, não há limite de idade, a partir dos 14 anos.

A CCPL relembra que, em continuação das actividades desenvolvidas, no dia 20 de Novembro, a Oficina de Teatro apresenta a peça “Se perguntarem por mim, não estou”, às 21h, no Centro Cultural de Troisvierges, no norte do Grão-Ducado.

domingo, 26 de setembro de 2010

Hoje: 4a Festa da Amizade do bairro de Clausen, na cidade do Luxemburgo

Pelo quarto ano consecutivo tem lugar hoje, entre as 11 e as 21h, a Festa da Amizade na place Cunégonde, junto à igreja de Clausen, na capital. A festa inclui folclore, danças e cantares portugueses.

Esta é um evento do Centro de Apoio Social e Associativo (CASA), uma das associações portuguesas com sede naquele bairro.

Luxemburgo: Grupo Terras de Maia festeja 3° aniversário, em Pétange

O Grupo Regional Terras da Maia comemora este domingo o seu 3° aniversário numa festa que conta com a actuação de vários grupos folclóricos, cantares e baile e que decorre na sala "Am Home", em Pétange, das 14h às 20h30.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Maison d'Afrique organiza cursos de luxemburguês

A Maison d'Afrique no Luxemburgo vai organizar cursos de luxemburguês de nível debutante e de conversação a partir de 7 de Outubro.
Os cursos são gratuitos para os participantes.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 27125453 ou através da internet na página www.maisondafrique.lu