"É uma saída técnica da recessão", diz Bastien Larue, economista do departamento de conjuntura do Statec, que explica que as estatísticas falam de recessão técnica quando o PIB recua durante dois trimestres em variação trimestral.
"Este salto de 4,2 % é bastante forte", considera Larue, que precisa que a hipótese de base previa uma subida de apenas 1 a 2 %. A zona euro conheceu, em média, uma subida de 0,3 %. Contudo, o PIB parte de um nível muito baixo e, comparado com o mesmo trimestre de 2008, os números continuam negativos, com -2,6 %. A preços constantes (fora a taxa de inflação), o PIB luxemburguês do terceiro trimestre eleva-se a 7,182 mil milhões de euros.
Números provisórios
Como sempre acontece nestes casos, os números são provisórios, avisa o Statec. Basta ver como as previsões dos trimestres anteriores foram revistas pelo Statec. O cálculo para o quarto trimestre de 2008 aponta agora para -4,7 % em vez dos -3,9 % então previstos. "Os cálculos para os dois primeiros trimestres de 2009, foram também revistos em baixa: -6,3 % em vez de -5,9 % para o primeiro trimestre, e -7,3 % em vez de -5,3 % para o segundo trimestre", revela o serviço de estatísticas no seu comunicado.
O Statec explica que estas revisões devem-se a uma correcção metodológica e estatística do sector financeiro. Assim, o Statec alterou o seu método de cálculo no que diz respeito aos serviços de auxiliares financeiros, estando alguns sujeitos à declaração do IVA e outros não. "Esta alteração melhora a qualidade dos dados e a coerência, – salienta Larue –, mas influencia necessariamente os dados estatísticos precedentes".
No que respeita ao futuro próximo, se os dados trimestrais se mantiverem ao nível dos números conhecidos, o quarto trimestre deverá ser de novo positivo em variação mensal e estagnar ao ano, prevê Larue. O Statec previu um recuo de -3,9 % do PIB para o ano de 2009 no seu todo e um crescimento de 2,1 % para 2010.
InflaçÃo nos 1,8 % em Dezembro
A taxa de inflação luxemburguesa atingiu os 1,8 % ao ano no mês de Dezembro último. Contudo, os preços recuaram de 0,14 % em relação ao mês anterior, revela ainda o Statec. Esta evolução mensal deve-se a um recuo da inflação subjacente (que exclui nomeadamente os produtos petrolíferos) e a um recuo de 0,8 % do preço da gasolina.
Foto: Arq. LW
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