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sábado, 12 de março de 2011

Luxair retoma voos para o Egipto, a partir de 8 de Abril

A companhia aérea luxemburguesa Luxair decidiu retomar os voos para o Egipto por considerar que "a situação das zonas balneares propostas, Sharm El Sheikh, Hurghada e Marsa Alam, já não são contra-indicadas".

O primeiro avião com destino a Marsa Alam levanta voo a 8 de Abril, às 7h30, a partir do Findel.

Foto: Serge Braun/LW

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Egipto: Exército começou a remover barricadas na praça Tahrir

O exército egípcio começou hoje a remover as barricadas e o arame farpado em torno da praça Tahrir, no Cairo, o epicentro da revolta que depôs o presidente Hosni Mubarak, constaram jornalistas da agência France Press (AFP).

Os militares estavam a retirar as barricadas situadas ao lado do Museu Nacional do Egipto, na entrada norte da praça, e as carcaças dos carros queimados, vestígios dos confrontos entre as forças de segurança, pró e anti-Mubarak, no auge da revolta.

O esforço dos militares a limpar a praça Tahir era assistido por civis. Também os tanques do exército que bloqueavam os caminhos em direção à praça Tahir libertaram a passagem.

Alguns milhares de egípcios ainda estavam hoje eufóricos na praça, na sequência da renúncia de Hosni Mubarak ao cargo e da entrega do poder aos militares após 18 dias de protestos populares que causaram a morte a 300 pessoas e deixaram milhares de feridos

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Egipto: Hosni Mubarak, o último “faraó”, não resistiu à vontade popular

Hosni Mubarak, que liderou o Egipto durante os últimos 30 anos, sucumbiu hoje à contestação popular, que provocou nas últimas duas semanas um autêntico “tsunami” político neste país do norte de África.

Um dia depois de ter reafirmado, num discurso à nação, que continuava determinado a presidir a uma transição política, Hosni Mubarak, que sempre se sentiu invencível, acabou por ser vulnerável ao julgamento do povo como qualquer outro líder.

Ao longo das três décadas que esteve no poder, Mubarak, de 82 anos, foi um sobrevivente em todos os sentidos, tanto político como até físico, ao escapar ileso de pelo menos seis tentativas de assassinato.

A 6 de Outubro de 1981, Mubarak assistia ao lado do então Presidente egípcio Anwar Sadat a uma parada militar no Cairo. Sadat seria assassinado nesse dia por radicais islâmicos.

Oito dias depois, Mubarak, um militar de carreira e que assumia na altura o cargo de vice-presidente, tornava-se o sucessor de Sadat.

Desde então foi o rosto de um regime autoritário, que os egípcios viam como uma dinastia de estilo faraónico, aparentemente, até hoje, impossível de enfrentar e derrubar.

O estilo rígido e austero como conduziu o país deu durante anos estabilidade interna ao Egipto e a aliança privilegiada que manteve com os Estados Unidos foi um garante para a influência externa do país.

O Egipto é também, juntamente com a Jordânia, um dos dois países árabes que mantém um acordo de paz com Israel, assinado em 1979, durante a presidência de Anwar Sadat, em troca da retirada, concretizada em 1982, de todos os territórios egípcios conquistados pelo exército israelita durante a guerra de Junho de 1967.

Nascido numa pequena aldeia da província de Menofya, no Delta do Nilo, em 1928, Mubarak formou-se aos 21 anos na Academia Militar Egípcia. No mesmo ano, em 1949, transitou para a Força Aérea.

Já chefe do Estado-maior da Força Aérea durante a Guerra do Yom Kippur, em 1973, Hosni Mubarak tornou-se uma figura de destaque, devido ao papel da aviação egípcia no conflito. Em 1974, foi promovido a marechal. Um ano depois, seria escolhido para a vice-presidência do país.

Desde 1981, Mubarak venceu três eleições sem oposição. Só em 2005 é que a oposição foi a votos, após intensa pressão internacional.

Nas últimas eleições legislativas, que decorreram entre Novembro e Dezembro do ano passado, o Partido Nacional Democrático, de Mubarak, conquistou mais de 80 por cento dos mandatos parlamentares. Valores que foram fortemente contestados pela oposição por alegadas irregularidades.

Quando anunciou a demissão do Governo, a 28 de Janeiro, e apresentou ao país, no dia seguinte, um vice-presidente, o primeiro em três décadas, Mubarak tentou controlar a vontade de um povo revoltado com a pobreza, corrupção e o desemprego que assolam o país.

Pouco dias depois, a 1 de Fevereiro, num novo discurso à nação, Mubarak anunciou que não iria recandidatar-se nas eleições presidenciais previstas para Setembro deste ano e que iria utilizar os meses que restavam do seu mandato para assegurar uma "transição pacífica do poder".

No mesmo discurso, o último "faraó" assegurou que tencionava morrer no Egito.

As últimas informações indicam que o Hosni Mubarak se encontra na estância balnear egípcia Charm el-Cheikh, onde tem uma residência.

Foto: Arquivo LW

Última hora: Mubarak renuncia e entrega poder aos militares

O presidente egípcio, Hosni Mubarak, decidiu renunciar ao cargo e entregar o poder às forças armadas, anunciou hoje o vice-presidente, Omar Suleiman.

Numa declaração na televisão pública, Suleiman disse que a decisão foi tomada "devido às difíceis circunstâncias que o país atravessa".

"O presidente Mohamed Hosni Mubarak decidiu renunciar ao cargo de Presidente da República e encarregou o Conselho Supremo das Forças Armadas de administrar os assuntos do país", disse Suleiman, numa breve mensagem, que durou apenas 30 segundos.

Desconhece-se qual será a partir de agora o papel do vice-presidente.

O anúncio foi recebido com júbilo na praça Tahrir, do Cairo, centro dos protestos nas últimas semanas.

Hosni Mubarak esteve 30 anos no poder e tinha partido horas antes para Charm el-Cheikh, uma estância turística a cerca de 250 quilómetros do Cairo.

Foto: Arquivo LW

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Opinião

Hieróglifos

Os acontecimentos na cidade dos mil minaretes pontificam, desde há mais de uma semana, nos inúmeros serviços noticiosos, mas raro é o analista que se atreve a delinear uma entre várias prováveis origens ou uma entre várias possíveis evoluções, reduzindo-se à evidente correlação (pelo menos temporal) com a insurreição tunisina. Os analistas andam perdidos nos anais.

Terá a quase aceite evidência de que o filhote mais novo de Mubarak se prepara, com o apoio da finança internacional, a suceder ao pai e assegurar essa dinastia faraónica numa república multipartidária em estado de sítio desde há décadas, forçando eventuais pretendentes a inflamar as massas? Algo já velho de dez anos mas que ganha amplitude com o aproximar de eleições presidenciais, as quais, desde o golpe de 1952, são de candidato único, não obstante as promessas de reforma.

Ou será que a instabilidade no mundo árabe, do Mediterrâneo ao Golfo Pérsico, e mais além, cuja emergência é facilitada pela presença ou de autocracias e similares ou de religiosos intolerantes, com as consequentes rivalidades internas e o afadigar diplomático, cai que nem sopa no mel nos esforços do povo escolhido para aligeirar o cerco e a pressão, após o relativo esquecimento da ameaça iraniana?

Parece, pois, inútil resumir o que todos leram, ouviram e viram, tanto como é despropositado, ou extemporâneo, teorizar sobre bases incertas ou não comprovadas. Porém, o repentino abalo num país que nos habituaram a ver estável obriga a deixar elementos de reflexão.

Que aqueles que tradicionalmente se tomam por donos do mundo, polícias, julgadores e correctores de tudo o que nele se passa, não se levantem contra os perturbadores da ordem estabelecida, antes com eles façam coro contra um seu amigo e aliado – é suspeito. Que um gasoduto expluda e arda, em acto de sabotagem, mas não aquele que se liga a um determinado país vizinho (Israel) – é suspeito. Que as forças do Bem reclamem, de repente, eleições, sabendo que recentemente dois processos desses deram a vitória ao Mal e que é grande a probabilidade de tal se repetir – é suspeito. De resto, o atraso evidente, e a timidez, com que os fazedores de chuva e os fabricantes de guarda-chuvas mencionaram as virtudes dos valores democráticos, também isso é suspeito. Que os serviços secretos egípcios sejam os principais parceiros da Grande Agência em todo o espaço muçulmano (contrariamente ao suposto) e não tenham pressentido a avalancha e prevenido que o ressentimento popular se faça contra o líder, directamente, mas contra a situação económica em geral – é suspeito.

Todos estes "laissez-faire" são motivo de interrogação. Uns suspeitos de directores do circo, outros de bobos da corte.

O actual nome do Egipto (Misr) significa "a terra" ou "fortificação". Bem... é verdade que os hieróglifos são difíceis de ler, mas mais ainda de decifrar.

Carlos Roso

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Egipto: Pelo menos 297 mortos nas manifestações - Human Rights Watch

Pelo menos 297 pessoas foram mortas durante os violentos protestos que tiveram início a 25 de Janeiro no Egipto, indicou hoje a organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch.

A organização não governamental indicou que pôde confirmar que 232 pessoas morreram no Cairo, 52 em Alexandria e 13 em Suez, explicou a investigadora Heba Morayef no site da Human Rights Watch.

A grande maioria das mortes ocorreu a 28 e 29 de Janeiro e as vítimas foram atingidas por balas verdadeiras durante confrontos entre manifestantes e polícia, acrescentou.

"Uma parte significativa [das mortes] foi resultado de balas de borracha e de bombas lacrimogéneas atiradas de perto para a multidão", precisou.

A polícia desapareceu depois das ruas, sendo substituída pelo exército e por comités populares de auto-defesa.

Segundo a organização, os hospitais receberam instruções para minimizarem o número de mortos.

"O número real de mortos será provavelmente mais elevado que os 297 porque a contagem se baseia nos principais hospitais das três cidades. Incluímos apenas o número de mortos que pudemos confirmar", acrescentou.

A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, apontou no passado dia 1 de Fevereiro o número de 300 mortos registados no Egito desde o início do movimento de contestação, mas indicou que se trava de "informações não confirmadas".

As autoridades egípcias não deram qualquer balanço das vítimas e anunciaram apenas 11 mortos durante os confrontos entre partidários do regime e manifestantes anti-Mubarak a 2 e 3 de Fevereiro.

Egipto: Entrada de jornalistas na praça Tahrir condicionada por Ministério da Informação

O Ministério da Informação egípcio passou a partir de hoje a controlar a entrada de jornalistas na praça Tahrir, no Cairo, centro da contestação ao regime do Presidente Hosni Mubarak.

Os militares que vigiam a principal entrada, junto a ponte Qasr Al Nil, têm ordens para recusar a entrada a jornalistas sem acreditação emitida pelo Serviço de Informações do Estado, um departamento do Ministério da Informação.

Uma fonte daquele serviço disse à Agência Lusa que a medida foi tomada depois de “jornalistas estrangeiros terem tido problemas de segurança”.

É a primeira vez que é condicionado oficialmente o acesso de jornalistas à praça por aquela entrada.

Hoje está marcada mais uma concentração de protesto contra o regime, além da manifestação permanente que decorre naquele local.

À hora de almoço, a fila para entrar através daquele que tem servido como principal acesso à praça atingia já centenas de metros de comprimento.

Egipto: Mubarak ordena criação de comissão de inquérito a violência na praça Tahrir

O presidente egípcio, fortemente contestado nas ruas, ordenou na segunda-feira à noite a criação de uma comissão de inquérito à violência na praça Tahrir, onde desde quarta-feira se registaram confrontos entre partidários e opositores do regime, anunciou a agência oficial Mena.

Hosni Mubarak "deu instruções para a criação de uma (...) comissão de inquérito transparente, independente e imparcial, [formada] por personalidades egípcias conhecidas pela sua honestidade e credibilidade, que investigará os acontecimentos, as violações terríveis e inaceitáveis que fizeram vítimas inocentes entre os manifestantes", refere a Mena.

Partidários de Mubarak irromperam na quarta-feira pela praça Tahrir (da Libertação), ocupada por manifestantes antigovernamentais, e envolveram-se em confrontos, que causaram 11 mortos e cerca de um milhar de feridos, segundo o balanço oficial.

O primeiro-ministro, Ahmed Chafic, pediu publicamente desculpas pela violência e exigiu a abertura de um inquérito.

O regime egípcio liderado por Mubarak enfrenta desde 25 de Janeiro um movimento de contestação popular sem precedentes, que exige a saída do presidente, no poder há perto de 30 anos. Desde o início da contestação pelo menos 300 pessoas morreram e milhares ficaram feridas, de acordo com um balanço não confirmado pelas Nações Unidas e citado pela agência AFP.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Egipto: Regime e oposição decidem criar comité para preparar mudanças da Constituição

Os participantes nas negociações entre o regime egipcio e a oposição, incluindo a Irmandade Muçulmana, combinaram hoje criar um comité para preparar as mudanças constitucionais até à primeira semana de Março, anunciou um porta-voz do governo.

Magdi Radi indicou que houve consenso para “a formação de um comité que incluirá o poder judicial e um certo número de personalidades políticas para estudar e propor emendas constitucionais e emendas legislativas requeridas (…) antes da primeira semana de Março”.

As negociações entre o poder e a Irmandade Muçulmana, principal força da oposição no Egipto e “ovelha negra” do regime, começaram hoje no âmbito do diálogo nacional lançado pelo vice-presidente Omar Souleimane, para o qual foram convidadas todas as forças políticas, segundo a agência Mena.

Além da Irmandade participaram nas negociações os partidos Wafd (liberal) e Tagammou (esquerda), membros de um comité escolhido por grupos pró-democracia que lançaram o movimento de contestação que exige desde 25 de Janeiro a partida do presidente egípcio, Hosni Mubarak, bem como figuras politicas independentes e homens de negócios.

Estas negociações traduziram-se na primeira vez em meio século que o poder egípcio e a Irmandade Muçulmana, oficialmente interdita, dialogaram publicamente.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

UE/Cimeira: 27 condenam violência no Egipto, transição deve começar imediatamente

Os chefes de Estado e de Governo da UE, reunidos hoje em Bruxelas, "condenaram veementemente" a violência que se tem verificado no Egipto, sublinhando que o processo de transição deve começar imediatamente.

"O Conselho condena veementemente a violência e aqueles que utilizam e encorajam a violência" no Egipto, e considera que “qualquer tentativa de restringir a livre circulação das informações é inaceitável, nomeadamente a agressão e as intimidações dirigidas a jornalistas”.

Numa declaração política aprovada pelos líderes europeus, os 27 exortam todas as partes “a darem provas de contenção e a evitarem mais actos de violência, e a darem rapidamente início a uma transição ordeira”.

"O Conselho Europeu sublinha que o processo de transição deve-se iniciar imediatamente", de acordo com o texto da declaração política.

A União Europeia está "determinada a dar todo o seu apoio" aos processos de transição para a governação democrática, o pluralismo, maiores oportunidades de prosperidade económica e de inclusão social e reforço da estabilidade regional.

Por fim, os líderes pedem à Alta Representante (da UE para os Negócios Estrangeiros), Catherine Ashton, para “elaborar um pacote de medidas com o objetivo de materializar o apoio da União Europeia aos processos de transição e transformação”.

Desde 25 de Janeiro que milhares de manifestantes exigem a demissão de Mubarak. A contestação, segundo um balanço provisório avançado pela ONU, terá provocado, até ao momento, pelo menos 300 mortos.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Egipto: Quatro mortos hoje de manhã no Cairo eleva para sete vítimas mortais em 24 horas

Quatro pessoas morreram hoje de manhã vítimas de tiros disparados contra manifestantes hostis ao Presidente egípcio, Hosni Moubarak, elevando para sete o número de mortos nas últimas 24 horas nos protestos no Cairo, avança a agência AFP.

“Tivemos quatro mortos vítimas de balas”, declarou hoje de manhã o médico Mohamed Ismail, que se encontra num hospital de campanha montada numa praça adjacente à Tahrir, centro das manifestações contra Mubarak.

Citando fontes médicas, a agência francesa refere que o balanço de hoje se junta aos pelo menos 300 mortos, contabilizados durante a última semana, nas manifestações iniciadas a 25 de janeiro, para reclamar a saída de Mubarak do poder.

Segundo o ministro da Saúde egípcio, citado pela televisão do Estado, mais de 600 pessoas ficaram feridas na praça de Tahrir, a grande maioria por arremesso de pedras nos confrontos de quarta-feira.

Foto: Arquivo LW

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Egipto: Forças armadas consideram "legítimas" as reivindicações populares

As forças armadas do Egipto consideram "legítimas" as reivindicações do povo, que há sete dias se manifesta nas ruas das principais cidades, diz um comunicado oficial dos militares egípcios.

Foto: Arquivo LW

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Egipto: Internet inacessível no país

A Internet estava inacessível hoje de manhã no Egipto, segundo utilizadores e hotéis do Cairo contactados pela agência francesa AFP, a poucas horas de novas manifestações contra o regime do presidente Hosni Mubarak.

"A rede Internet está cortada hoje no Egipto", indicou a receção de um hotel da capital egípcia, uma informação confirmada por outras unidades hoteleiras.

Vários utilizadores particulares contactados pela AFP em vários pontos do país disseram igualmente que não tinham acesso à rede.

A Internet foi amplamente utilizada na mobilização das manifestaçõões contra o regime de Mubarak realizadas no país desde terça-feira, de que resultaram pelo menos sete mortos, dezenas de feridos e centenas de detidos.

Para hoje, foram convocadas novas manifestações após as orações habituais de sexta-feira.

sábado, 21 de agosto de 2010

Recuperado quadro de van Gogh roubado de um museu do Cairo esta manhã

O quadro “Papoilas", de Van Gogh, avaliado em cerca de 40 milhões de euros, foi recuperado pela polícia egípcia horas após ser roubado do museu Mahmoud Khalil no Cairo, revelou hoje o ministro da Cultura do Egipto.

Faruq Hosni relatou que agentes de segurança confiscaram no aeroporto o quadro a um casal italiano que se preparava para sair do país, mas não deu mais pormenores sobre o assalto ou sobre a operação policial.

É a segunda vez que este quadro, conhecido tanto pelo nome de “Papoilas” como “Jarra com flores” é roubado do museu de Khalil. Ladrões desapareceram com a pintura em 1978, mas ela viria a ser recuperada no Kuwait dois anos depois num local não revelado.

Desta vez, a pintura, foi "tirada da moldura depois da abertura do museu, esta manhã", afirmou o ministério da cultura egípcio, em comunicado hoje difundido.

O Museu Mahmoud Khalil contém um importante acervo de arte europeia dos séculos XIX e XX, incluindo obras de Gauguin, Van Gogh, Renoir, Degas, Cezanne, Monet e Rodin. Este museu já foi um palácio de um parlamentar dos anos 1930 que lhe deu o nome e que possuía uma colecção de obras de arte.