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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Kodak à beira da falência

A Kodak, que foi no século XX a maior empresa de fotografia do mundo e uma das mais inovadoras do sector, pode vir a declarar falência nas próximas semanas ou meses.

Segundo o Wall Street Journal de ontem à noite, a empresa criada por George Eastman nos anos 1880 está a tentar vender as suas patentes, de modo a lançar um plano de recuperação.Se não conseguir, vai mesmo fechar.


O valor de mercado da companhia chegou a um dos seus valores mais baixos ontem à noite, de tal modo que pode vir a deixar de ser cotada em bolsa. Ainda em 1997 a empresa valia cerca de 31 mil milhões de dólares na bolsa americana, e hoje está cotada em 300 milhões. Só no ano passado, a empresa desvalorizou 80 por cento.

Quando nos anos 30, um dos técnicos da Kodak apresentou aos seus directores uma imagem de fotografia que podia ser reproduzida num ecrã de televisão, a invenção não interessou os dirigentes. Essa "nega" ao que viria a ser chamado mais tarde "a fotografia digital", custou-lhes caro, porque décadas mais tarde, nos anos 80 e sem essa técnica, foi precisamente nesse segmento que perderam definitivamente terreno face aos principais concorrentes.


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Wall Street fecha no máximo desde Agosto graças à UE

A Bolsa de Nova Iorque encerrou na noite de segunda-feira a subir, no máximo desde 2 de Agosto, com o Dow Jones a ganhar 0,89 por cento e o Nasdaq 2,35 por cento.

De acordo com os números de fecho definitivos citados pela agência AFP, o índice industrial Dow Jones Industrial Average valorizou 104,83 pontos, para os 11.0113,62 pontos, e o tecnológico Nasdaq 61,98 pontos, para os 2.699,44 pontos.

Já o alargado Standard & Poor's 500 subiu 15,94 pontos (1,29 por cento), para os 1.254,19 pontos.

“Os investidores parecem encorajados por os dirigentes europeus estarem a progredir para um plano que resolva a crise da dívida”, comentou Scott Marcouiller, da operadora Wells Fargo Advisors.

“Ninguém espera que a crise europeia desapareça dentro de meses. Mas se deixar de estar nas primeiras páginas e se nos pudermos concentrar nos resultados [das empresas], podemos esperar acabar o ano com uma alta” [bolsista], acrescentou Mace Blicksilver, diretor da Marblehead, uma gestora de ativos.

Depois de uma primeira parte da cimeira dos dirigentes europeus, em Bruxelas, o horizonte na Zona Euro está em vias de desanuviar. Apesar de grandes incertezas, os europeus conseguiram no domingo esboçar as grandes linhas de um plano de saída da crise.

Entretanto, nos EUA, realçou Marcouiller, “os resultados positivos e os anúncios de fusões e aquisições empresariais conduziram o mercado para a alta”.

Gregori Volokhine, da Meeschaert Capital Market, avançou: “Não direi que chegámos a um ponto de viragem, mas temos a impressão de que a economia retomou um pouco de velocidade neste fim de ano”.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Hoje é "Portuguese Day" em Wall Street

Cerca de 14 empresas portuguesas cotadas na Euronext de Lisboa abrem esta segunda-feira a sessão de uma das maiores praças financeiras mundiais, a Bolsa de Nova Iorque, em plena Wall Street.

O evento, chamado de ‘Portuguese Day’, é organizado pela Euronext Lisboa e pelo Banco Português de Investimento (BPI) e leva ao New York Stock Exchange (NYSE) 14 das 20 empresas que compõem o índice PSI 20 de forma a dar a conhecer as oportunidades de investimento em Portugal num contexto de ajuda externa.

O ‘Portuguese Day’ na NYSE terá ainda a presença do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos e os principais responsáveis das 14 empresas portuguesas cotadas na Euronext Lisboa.

O dia de Portugal na Bolsa de Nova Iorque conta com a participação, entre outros, de Fernando Ulrich (BPI), Vasco de Mello (Brisa), Manuel Ferreira de Oliveira (Galp), Rui Cartaxo (REN), Carlos Duarte de Almeida(Banif), Paulo Fernandes (Altri), Ana Maria Fernandes (EDP Renováveis) e Francisco Lacerda (Cimpor).

O evento deste ano, que será particularmente interessante dado o contexto de ajuda externa a Portugal por parte da União Europeia e do FMI, está a despertar curiosidade junto dos investidores norte-americanos.

Em entrevista à Lusa, o presidente da NYSE Euronext Lisboa, Luís Laginha de Sousa, refere que, com a terceira edição do evento, as empresas portuguesas têm uma oportunidade de “ultrapassar e tornear alguns dos constrangimentos” de financiamento que o atual momento económico não permite.

“Um país não tem só um lado negativo e Portugal tem muitos aspetos dos quais se pode orgulhar”, diz o presidente da Euronext Lisboa, acrescentando que o ‘Portuguese Day’ pode “reforçar a ideia de que Portugal continua a ter oportunidades e continua a ser um país viável e deve merecer a atenção dos investidores”.

Tal como nas edições anteriores, os responsáveis das empresas portuguesas irão tocar o sino de abertura da bolsa nova-iorquina na segunda-feira, o chamado ‘opening bell’, e depois descerão para o ‘trading floor’ (sala de transações), o coração da NYSE.

“Começámos a dinamizar estas iniciativas em Nova Iorque a partir do momento em que o grupo Euronext, a qual a Bolsa de Lisboa pertence, se fusionou com a NYSE”, frisa Laginha de Sousa, acrescentando que “foi um dos benefícios do facto da bolsa portuguesa estar integrada num grupo mundial de bolsas”.

Para o presidente da NYSE Euronext Lisboa, “o acréscimo de visibilidade permitiu-nos colocar as empresas portuguesas naquele que é considerado um dos palcos financeiros de maior relevância a nível mundial”.

Questionado se o mercado norte-americano pode ser uma saída para as empresas portuguesas em termos de financiamento, Luis Laginha de Sousa observa que os Estados Unidos, pela sua dimensão, “continuará a ser um local importante de captação de recursos financeiros” mas acrescenta que as empresas portuguesas cotadas “já têm uma base acionista muito internacional”.

Ou seja, o presidente da NYSE Euronext Lisboa frisa que “as empresas, mesmo desenvolvendo a sua atividade em Portugal, têm conseguido ser atrativas ao ponto de poderem atrair investidores estrangeiros que apostam nessas empresas”.