A derrocada de 21 de Agosto na praia Maria Luísa era "imprevisível", mas o Estado tem "algumas responsabilidades" sobre a falta de esclarecimentos adequado à população, indica um parecer científico a que a Agência Lusa teve hoje acesso.
A vibração, a força da água, a queda de pequenas pedras e blocos, contrastes térmicos, vento, compressão e descompressão provocada pelas ondas ou a vegetação são alguns dos muitos eventos que apresentam "um grau muito elevado de imprevisibilidade na ocorrência temporal" de derrocadas, lê-se no documento científico da Universidade do Algarve.
A imprevisibilidade de derrocada é também em áreas com "vulnerabilidade muito elevada", acrescenta o documento científico realizado no âmbito da derrocada na Praia Maria Luísa, que vitimou cinco pessoas em Agosto no Algarve.
O documento científico imputa, por outro lado, e de forma genérica, "algumas responsabilidades ao Estado" no capítulo da falta de adequado esclarecimento à população.
"Este lamentável acidente, que no seu processo geológico é absolutamente natural, regista-se de forma gravosa pela existência de pessoas no local, porventura devido à falta de adequado esclarecimento dessas mesmas pessoas sobre os riscos que corriam, o que permite assacar algumas responsabilidades ao Estado, de forma genérica", lê-se no documento científico.
Segundo adiantou à Lusa o geólogo Óscar Ferreira, um dos especialistas responsáveis pelo parecer científico denominado de "Nota Pública sobre a derrocada na Praia Maria Luísa", o documento foi elaborado "cerca de uma semana depois do acidente de 21 de Agosto de 2009".
O documento, assinado pelos especialistas João Alveirinho Dias e Óscar Ferreira, recomenda às autoridades "uma cuidada revisão de sinalética e de informação auxiliar em todas as praias com riscos similares" aos da Maria Luísa.
"Identificação de áreas mais frágeis, estabelecer perímetros de segurança, efectuar desmantelamento de blocos e proceder à alimentação de praias para evitar a acção do mar na arriba", são algumas das recomendações que se podem ler no documento.
O parecer da Universidade do Alarve, enviado esta semana para o Ministério do Ambiente com um anexo ao relatório da Administração da Região Hidrográfica do Algarve (ARH), indica ainda ser "essencial e urgente que se disponibilizem folhetos atractivos e de fácil leitura para que os frequentadores do litoral possam fruir (…) adoptando as normas de precaução adequadas".
"Após a ocorrência do acidente parece evidente que a sinalética utilizada não foi suficiente para evitar a ocupação pelas pessoas, pelo que é recomendável uma cuidada revisão de sinalética e de informação auxiliar em todas as praias com riscos similares".
Fonte da assessoria do Ministério do Ambiente adiantou hoje à Lusa que não estava prevista ser feita nenhuma declaração sobre o relatório da ARH a propósito do acidente da Maria Luísa, mas que até final do dia poderia haver alguma alteração de planos.
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Portugal: Relatório da derrocada em Albufeira entregue hoje ao Ministério do Ambiente
O relatório elaborado na sequência do acidente na Praia Maria Luísa, que há um mês vitimou cinco pessoas, foi entregue hoje, quarta-feira, ao Ministério do Ambiente, que deverá depois divulgá-lo até ao final da semana.
A acompanhar o relatório elaborado pela Administração da Região Hidrográfica do Algarve estão dois anexos com pareceres da Universidade do Algarve e do Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências de Lisboa.
Fonte da Administração da Região Hidrográfica do Algarve disse à Lusa que o Ministério do Ambiente decidirá depois a forma como as conclusões do relatório serão tornadas públicas, sendo certo que a sua divulgação acontecerá até ao final da semana.
O relatório será conhecido na semana em que se completa um mês sobre o acidente que matou cinco pessoas - quatro das quais da mesma família - a 21 de Agosto, na praia Maria Luísa, em Albufeira.
Entretanto, a Administração da Região Hidrográfica do Algarve desmentiu na terça-feira as notícias vindas a público "nas últimas horas" que davam conta de uma derrocada na praia de Olhos de Água, Albufeira, duas semanas após o acidente da praia Maria Luisa.
Aquele organismo garante em comunicado que não houve "movimentação de blocos" entre 26 de Agosto - data da avaliação técnica naquela praia - e o dia de hoje, "ao contrário do que referem as notícias".
A Administração da Região Hidrográfica do Algarve diz que a alegada queda de blocos a que as notícias se referem ocorreu no Inverno passado e que a situação fora já registada pelos serviços.
O local foi vedado logo após a avaliação técnica de 26 de Agosto, acrescenta aquele organismo.
A acompanhar o relatório elaborado pela Administração da Região Hidrográfica do Algarve estão dois anexos com pareceres da Universidade do Algarve e do Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências de Lisboa.
Fonte da Administração da Região Hidrográfica do Algarve disse à Lusa que o Ministério do Ambiente decidirá depois a forma como as conclusões do relatório serão tornadas públicas, sendo certo que a sua divulgação acontecerá até ao final da semana.
O relatório será conhecido na semana em que se completa um mês sobre o acidente que matou cinco pessoas - quatro das quais da mesma família - a 21 de Agosto, na praia Maria Luísa, em Albufeira.
Entretanto, a Administração da Região Hidrográfica do Algarve desmentiu na terça-feira as notícias vindas a público "nas últimas horas" que davam conta de uma derrocada na praia de Olhos de Água, Albufeira, duas semanas após o acidente da praia Maria Luisa.
Aquele organismo garante em comunicado que não houve "movimentação de blocos" entre 26 de Agosto - data da avaliação técnica naquela praia - e o dia de hoje, "ao contrário do que referem as notícias".
A Administração da Região Hidrográfica do Algarve diz que a alegada queda de blocos a que as notícias se referem ocorreu no Inverno passado e que a situação fora já registada pelos serviços.
O local foi vedado logo após a avaliação técnica de 26 de Agosto, acrescenta aquele organismo.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Portugal/Derrocada em Albufeira: Ministério Público abriu inquérito-crime
O Ministério Público já abriu um inquérito à derrocada de uma arriba na praia Maria Luísa, em Albufeira, que sexta-feira matou cinco pessoas e provocou ferimentos em mais três.
Numa resposta enviada à agência Lusa, a Procuradoria-Geral da República (PGR) refere que "foi determinada a abertura de um inquérito, tendo por base a participação da Polícia Marítima".
A PGR adianta que "o inquérito foi instaurado em Portimão e vai ser remetido ao Tribunal de Albufeira".
Entretanto, o auto da notícia relativo à trágica derrocada foi entregue esta manhã no Ministério Público de Albufeira.
O Ministério do Ambiente já garantiu que vai colaborar com o MP no inquérito-crime aberto ao acidente".
O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) considerou domingo que o MP tinha “necessariamente que abrir um inquérito-crime" à tragédia ocorrida sexta-feira na praia Maria Luísa, em Albufeira, para "averiguar eventuais responsabilidades pelo sucedido".
A zona do acidente da praia Maria Luísa já não está delimitada por grades de ferro, nem tem a presença de nenhum dispositivo policial no local.
Numa resposta enviada à agência Lusa, a Procuradoria-Geral da República (PGR) refere que "foi determinada a abertura de um inquérito, tendo por base a participação da Polícia Marítima".
A PGR adianta que "o inquérito foi instaurado em Portimão e vai ser remetido ao Tribunal de Albufeira".
Entretanto, o auto da notícia relativo à trágica derrocada foi entregue esta manhã no Ministério Público de Albufeira.
O Ministério do Ambiente já garantiu que vai colaborar com o MP no inquérito-crime aberto ao acidente".
O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) considerou domingo que o MP tinha “necessariamente que abrir um inquérito-crime" à tragédia ocorrida sexta-feira na praia Maria Luísa, em Albufeira, para "averiguar eventuais responsabilidades pelo sucedido".
A zona do acidente da praia Maria Luísa já não está delimitada por grades de ferro, nem tem a presença de nenhum dispositivo policial no local.
Portugal/Derrocada em Albufeira: Ministro do Ambiente garante colaboração com o Ministério Público
O Ministério do Ambiente vai colaborar com o Ministério Público se este abrir um inquérito-crime ao acidente de sexta-feira na praia Maria Luísa, em Albufeira, como defendeu domingo o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP).
"Se o Ministério Público entender abrir um inquérito-crime, daremos toda a colaboração e informação necessária", assegurou hoje o ministro do Ambiente, Francisco Nunes correia.
O governante falava em Albufeira onde se deslocou para assistir aos trabalhos da demolição controlada da parte da arriba que resistiu à derrocada de sexta-feira, e que provocou cinco mortos e três feridos.
O presidente do SMMP, João Palma, disse estar "convencido" de que o inquérito-crime já terá sido aberto, sublinhando que "se não foi, terá que ser, o mais urgentemente possível, uma vez que se impõem diligências de investigação imediatas que passam desde logo pela preservação do próprio local onde a tragédia ocorreu para análise das características do terreno e do grau de previsibilidade da derrocada, que acabou por se verificar".
Por seu lado, Nunes Correia disse não concordar com a posição manifestada hoje pelo presidente do SMMP, João Palma, de que a zona de arriba que não caiu sexta-feira não deveria ser demolida para não destruir eventuais provas.
"Não concordo com essa posição. O que deve prevalecer é a eliminação de uma situação de risco. Houve já técnicos que observaram a zona e o processo foi natural. Não houve acção do homem no acidente", salientou o governante, garantindo que houve sempre acompanhamento da situação.
Nunes Correia destacou que no início da época balnear foi feita uma primeira avaliação, a que se seguiu uma segunda exactamente uma semana antes do acidente e, salientou, desde 2007 houve três demolições na praia Maria Luísa.
O ministro disse ainda estar a ponderar se avança com uma iniciativa legislativa que permita passar contra-ordenações aos banhistas que se coloquem debaixo de arribas em zonas consideradas de risco.
"Vamos reflectir no seio do governo sobre esta iniciativa legislativa que creio ser oportuna. As pessoas e a consciência são a principal factor de segurança. Mas se a autoridade marítima passar contra-ordenações, as pessoas que se colocarem nas zonas de risco vão pensar melhor", defendeu.
Nunes Correia admitiu, todavia, que o calendário eleitoral não é favorável à aprovação desta legislação por este governo, dada a proximidade do acto eleitoral, e admitiu deixar a iniciativa como sugestão ao executivo que resultar das próximas eleições.
"Deixaremos como proposta ao próximo governo, uma vez que uma iniciativa destas leva dois a três meses a ser aprovada e não sabemos quem vai ser o próximo executivo", destacou.
"Se o Ministério Público entender abrir um inquérito-crime, daremos toda a colaboração e informação necessária", assegurou hoje o ministro do Ambiente, Francisco Nunes correia.
O governante falava em Albufeira onde se deslocou para assistir aos trabalhos da demolição controlada da parte da arriba que resistiu à derrocada de sexta-feira, e que provocou cinco mortos e três feridos.
O presidente do SMMP, João Palma, disse estar "convencido" de que o inquérito-crime já terá sido aberto, sublinhando que "se não foi, terá que ser, o mais urgentemente possível, uma vez que se impõem diligências de investigação imediatas que passam desde logo pela preservação do próprio local onde a tragédia ocorreu para análise das características do terreno e do grau de previsibilidade da derrocada, que acabou por se verificar".
Por seu lado, Nunes Correia disse não concordar com a posição manifestada hoje pelo presidente do SMMP, João Palma, de que a zona de arriba que não caiu sexta-feira não deveria ser demolida para não destruir eventuais provas.
"Não concordo com essa posição. O que deve prevalecer é a eliminação de uma situação de risco. Houve já técnicos que observaram a zona e o processo foi natural. Não houve acção do homem no acidente", salientou o governante, garantindo que houve sempre acompanhamento da situação.
Nunes Correia destacou que no início da época balnear foi feita uma primeira avaliação, a que se seguiu uma segunda exactamente uma semana antes do acidente e, salientou, desde 2007 houve três demolições na praia Maria Luísa.
O ministro disse ainda estar a ponderar se avança com uma iniciativa legislativa que permita passar contra-ordenações aos banhistas que se coloquem debaixo de arribas em zonas consideradas de risco.
"Vamos reflectir no seio do governo sobre esta iniciativa legislativa que creio ser oportuna. As pessoas e a consciência são a principal factor de segurança. Mas se a autoridade marítima passar contra-ordenações, as pessoas que se colocarem nas zonas de risco vão pensar melhor", defendeu.
Nunes Correia admitiu, todavia, que o calendário eleitoral não é favorável à aprovação desta legislação por este governo, dada a proximidade do acto eleitoral, e admitiu deixar a iniciativa como sugestão ao executivo que resultar das próximas eleições.
"Deixaremos como proposta ao próximo governo, uma vez que uma iniciativa destas leva dois a três meses a ser aprovada e não sabemos quem vai ser o próximo executivo", destacou.
sábado, 22 de agosto de 2009
Portugal/Derrocada de rochedo em praia de Albufeira: Buscas concluídas às 22h
As autoridades que conduziram as operações de socorro na praia Maria Luísa, em Albufeira, no Algarve, onde hoje morreram cinco pessoas devido à derrocada de uma arriba, deram as buscas por concluídas às 22h (+ 1h no Luxemburgo).
O responsável pela condução das operações, comandante Marques Pereira, explicou que as buscas foram terminadas porque "toda a área onde caíram os desprendimentos da arriba foi batida e não deve haver mais vítimas no local".
Marques Pereira adiantou que a hipótese de a maré ter levado um corpo "foi acautelada" porque "foi feito balizamento no mar com redes" para evitar a situação.
O balanço final do acidente, de acordo com o comandante distrital de operações de socorro de Faro, Vaz Pinto, é de cinco mortos, dois feridos ligeiros e um grave.
Os mortos, segundo Vaz Pinto, são de nacionalidade portuguesa e as autoridades concentram-se agora na sua identificação por familiares.
A área onde ocorreu a derrocada, de acordo com o comandante Marques Pereira, vai ficar interdita até domingo, altura em que será demolida a parte da arriba que não caiu.
A zona balnear vai continuar aberta.
O responsável pela condução das operações, comandante Marques Pereira, explicou que as buscas foram terminadas porque "toda a área onde caíram os desprendimentos da arriba foi batida e não deve haver mais vítimas no local".
Marques Pereira adiantou que a hipótese de a maré ter levado um corpo "foi acautelada" porque "foi feito balizamento no mar com redes" para evitar a situação.
O balanço final do acidente, de acordo com o comandante distrital de operações de socorro de Faro, Vaz Pinto, é de cinco mortos, dois feridos ligeiros e um grave.
Os mortos, segundo Vaz Pinto, são de nacionalidade portuguesa e as autoridades concentram-se agora na sua identificação por familiares.
A área onde ocorreu a derrocada, de acordo com o comandante Marques Pereira, vai ficar interdita até domingo, altura em que será demolida a parte da arriba que não caiu.
A zona balnear vai continuar aberta.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
ÚLTIMA HORA/Portugal: Cinco vítimas mortais na derrocada de rochedo numa praia de Albufeira: quatro mulheres e um homem
notícia actualizada às 22h40
O comandante da Protecção Civil de Faro, Vaz Pinto, confirmou esta noite que as cinco vítimas mortais da queda de uma arriba na praia Maria Luísa, em Albufeira, no Algarve, eram quatro mulheres e um homem, sem avançar as suas nacionalidades.
Os mortos são: Um homem de 60 anos, que faleceu a caminho do Hospital de Faro, uma mulher de 38 anos que estava em estado crítico no mesmo hospital e acabou por falecer e mais três mulheres que estavam soterradas sob os escombros do rochedo que desabou, duas delas com menos de 25 anos e outra na casa dos 50, segundo fonte do Inem.
O comandante disse também que “as buscas vão continuar até ser removida toda a área onde houve movimento de terras”, precisando que a noite não determinará o final das buscas.
Marques Pereira, responsável pela capitania local, explicou que o limite para o prosseguimento das operações de busca deverá ser as 4h da manhã, altura em que se dá de novo a praia-mar.
O responsável do INEM do Algarve, Richard Glied, garantiu que as vítimas que ficaram soterradas “não tinham hipótese de sobrevivência”, mesmo que tivessem sido assistidas com todos os meios logo após o acidente.
Richard Glied deu assim a entender que estas três vítimas, todas mulheres, morreram devido aos ferimentos provocados pela derrocada.
O comandante da Protecção Civil de Faro, Vaz Pinto, confirmou esta noite que as cinco vítimas mortais da queda de uma arriba na praia Maria Luísa, em Albufeira, no Algarve, eram quatro mulheres e um homem, sem avançar as suas nacionalidades.
Os mortos são: Um homem de 60 anos, que faleceu a caminho do Hospital de Faro, uma mulher de 38 anos que estava em estado crítico no mesmo hospital e acabou por falecer e mais três mulheres que estavam soterradas sob os escombros do rochedo que desabou, duas delas com menos de 25 anos e outra na casa dos 50, segundo fonte do Inem.
O comandante disse também que “as buscas vão continuar até ser removida toda a área onde houve movimento de terras”, precisando que a noite não determinará o final das buscas.
Marques Pereira, responsável pela capitania local, explicou que o limite para o prosseguimento das operações de busca deverá ser as 4h da manhã, altura em que se dá de novo a praia-mar.
O responsável do INEM do Algarve, Richard Glied, garantiu que as vítimas que ficaram soterradas “não tinham hipótese de sobrevivência”, mesmo que tivessem sido assistidas com todos os meios logo após o acidente.
Richard Glied deu assim a entender que estas três vítimas, todas mulheres, morreram devido aos ferimentos provocados pela derrocada.
ÚLTIMA HORA/Portugal: Derrocada de rochedo em Albufeira faz um morto, dois feridos graves, dois soterrados e dois desaparecidos

Notícia em actualização/última actualização às 18h05
A derrocada de uma arriba (rochedo à beira-mar) hoje, cerca das 12h (+ 1h no Luxemburgo), na praia Maria Luísa em Albufeira, no Algarve, provocou um morto, um homem de 60 anos, além de uma mulher de 38 anos que está em estado crítico e de um homem de 35 anos que ficou também ferido.
Encontram-se ainda desaparecidas duas pessoas e duas estão soterradas: um homem e uma criança que não apresentam sinais de vida, segundo fonte do INEM.
Outras sete pessoas estão a ser assistidas no Hospital de Faro e no Hospital do Barlavento em Portimão, para onde as vítimas foram transportadas.
A grande preocupação das equipas de socorro agora é a subida da maré, cuja preia-mar começou às 16h (17h no Luxemburgo) e pode atrapalhar os trabalhos, disse o comandante Marques Pereira.
Um homem e uma criança ainda soterrados podem estar mortos
As autoridades continuam a proceder a buscas para encontrar o homem e a criança que se encontram soterradas junto à arriba que desabou, disse à Lusa o comandante do porto de Faro.
O resto do rochedo, adiantou o comandante, apresentava alguma perigosidade de derrocada pelo que foi desfeita, com máquinas rectroescavadoras, e agora prosseguem as buscas para encontrar mais duas pessoas no terreno onde ocorreu o desababamento.
"Há indícios que as duas pessoas estejam mortas", adiantou o comandante.
"Estão no terreno elementos da protecção civil, da Autoridade Marítima, dos Bombeiros e do INEM" a dar apoio aos feridos e a participar nas buscas e restantes trabalhos.
As autoridades estão ainda em busca de duas pessoas que estariam naquela praia no momento do ocorrido e que se encontram ainda desaparecidas, não se sabendo se se encontram sob os escombros da arriba que desabou ou noutro local.

Testemunhas oculares falam em grande estrondo e nuvem de poeira
Um barulho ensurdecedor, uma nuvem de poeira e gritos pela praia foi o cenário descrito por Joaquim Ribeiro, um dos primeiros veraneantes a socorrer hoje as vítimas da derrocada na praia Maria Luísa em Albufeira.
"Estava aqui. Ouviu-se um barulho ensurdecedor, viu-se uma nuvem de poeira e as pessoas começaram a gritar", disse à Lusa Joaquim Ribeiro.
Afirmando que estavam largas centenas de pessoas na praia o turista foi um dos primeiros a ajudar o nadador-salvador no socorro às vítimas.
"Demos assistência com o banheiro, levámos espreguiçadeiras para socorrer os feridos", relatou afirmando que na altura viram duas pessoas atingidas pela falésia.
"Havia também pessoas soterradas", acrescentou sem saber precisar quantas serão.
Também Joaquina Martins estava na praia quando se deu a derrocada tendo pensado na altura que se tratava de um avião a cair: "fez muito barulho, parecia que era um avião a despenhar-se", contou.
A testemunha frisou à Lusa a insegurança do local notando que "a falésia estava muito inclinada e parecia que podia ser perigoso".
Joaquina Martins disse que existia apenas uma placa "muito discreta" a alertar para o perigo.
Apurar responsabilidades
A arriba que hoje cedeu na praia Maria Luísa em Albufeira provocando um morto e dois feridos, para além de dois soterrados, já apresentava sinais de perigo de derrocada e encontrava-se sinalizada, disse fonte da Autoridade Marítima.
"Esta era das situações mais graves. O arenito da rocha era bastante frágil e havia um risco de derrocada a ponto de levar a Autoridade Marítima a colocar avisos", disse o comandante Marques Pereira no primeiro briefing aos jornalistas.
O comandante da capitania sublinhou que "era previsível" a queda da arriba e frisou que as pessoas devem salvaguardar-se de situações de risco, o que infelizmente não foi o caso".
Esta tarde as autoridades provocaram uma derrocada na falésia junto à zona do acidente, o que levantou a dúvida de se saber porque razão não foi feita operação igual na zona perigosa cuja rocha caiu esta manhã, para evitar acidentes.
Questionado sobre o assunto, o comandante do Porto de Faro explicou que a questão deve ser colocada à Administração da Região Hidráulica do Algarve (ARH).
Por sua vez, contactada pela Lusa, fonte da ARH remeteu quaisquer explicações para o Instituto da Água, cujo presidente, Orlando Borges, estava a caminho do local do acidente.
Quercus questiona: "É preciso saber quem e porquê autorizou" acesso à praia
O vice-presidente da Quercus defendeu hoje o lançamento de um inquérito para apurar "quem e porquê" autorizou o acesso dos banhistas à praia Maria Luísa, Albufeira, onde uma derrocada causou hoje pelo menos um morto.
Em declarações à Lusa, o responsável da associação ambientalista, Francisco Ferreira, afirmou que noutros casos de risco, nomedamente na Nazaré e na Figueirinha (Arrábida), optou-se pela interdição, e neste segundo caso foi mesmo feita uma intervenção urgente de reforço com recurso a betão e vigas de metal.
A praia Maria Luísa "estava identificada [como zona de perigo], mas se calhar não se percebeu que o risco era tão elevado (...) fez-se apenas um aviso às pessoas que penetram na área (...) é preciso saber quem tomou essa decisão e porquê", adiantou Ferreira.
O comandante Marques Pereira, da Autoridade Marítima, afirmou hoje que "era previsível" a queda da arriba e frisou que as pessoas devem salvaguardar-se de situações de risco, o que "infelizmente não foi o caso".
O comandante do Porto de Faro explicou que a questão deve ser colocada à Administração da Região Hidráulica do Algarve (ARH).
Por sua vez, contactada pela Lusa, fonte da ARH remeteu quaisquer explicações para o Instituto da Água, cujo presidente, Orlando Borges, estava a caminho do local do acidente.
O Plano de Ordenamento da Orla Costeira de Burgau-Vilamoura, datado de 27 de Abril de 1999, era Elisa Ferreira ministra do Ambiente, identifica a falésia da praia Maria Luísa como zona de risco.
A decisão de interdição, segundo Francisco Ferreira, da Quercus, é "difícil", e compete especificamente à Administração da Região Hidrográfica do Algarve, apesar de ser o Instituto da Água (INAG) a gerir o domínio público marítimo.
Carlos Teixeira, vice-presidente da Liga de Protecção da Natureza, sublinha que as entidades responsáveis "muitas vezes têm problemas de recursos para assegurar o cumprimento" e a fiscalização destas zonas.
"Confio nos nossos técnicos e cientistas responsáveis pela avaliação de risco. Temos óptimas pessoas a trabalhar. Não sei é se os institutos responsáveis integram esses estudos (...) Mas, se são tomadas decisões, tem de investir-se em segurança ", disse à Lusa.
"O risco avaliado poderia não representar um perigo imediato de desabamento, mas apenas o desprendimento de pedras". adianta, sublinhando não conhecer o caso específico da praia Maria Luísa
Apesar de os planos de ordenamento serem desenvolvimentos no sentido positivo, o "risco só tem vindo a aumentar", nomeadamente devido à construção excessiva junto às zonas costeiras, levando a que "este tipo de acidentes aconteça com alguma regularidade".
"Há decisões tomadas sobre projectos junto à costa que vão causar erosão a montante com mais intensidade", afirma.
Francisco Ferreira, da Quercus, sublinha que a observação da zona através da aplicação informática Google Earth permite verificar que existe construção e caminhos sobre a falésia, parte da qual hoje caiu.

Fotos: Lusa
ÚLTIMA HORA/Portugal: Derrocada de falésia em Albufeira faz um morto, dois feridos graves / Um homem e uma criança ainda soterrados
(notícia em actualização)
A derrocada de uma arriba (rochedo à beira-mar) hoje, cerca das 12h (+ 1h no Luxemburgo), na praia Maria Luísa em Albufeira, no Algarve, provocou um morto, um homem de 60 anos, além de uma mulher de 38 anos que está em estado crítico e de um homem de 35 anos que ficou também ferido.
Encontram-se ainda desaparecidas duas pessoas e duas estão soterradas: um homem e uma criança que não apresentam sinais de vida, segundo fonte do INEM.
Outras sete pessoas estão a ser assistidas no Hospital de Faro e no Hospital do Barlavento em Portimão, para onde as vítimas foram transportadas.
A derrocada de uma arriba (rochedo à beira-mar) hoje, cerca das 12h (+ 1h no Luxemburgo), na praia Maria Luísa em Albufeira, no Algarve, provocou um morto, um homem de 60 anos, além de uma mulher de 38 anos que está em estado crítico e de um homem de 35 anos que ficou também ferido.
Encontram-se ainda desaparecidas duas pessoas e duas estão soterradas: um homem e uma criança que não apresentam sinais de vida, segundo fonte do INEM.
Outras sete pessoas estão a ser assistidas no Hospital de Faro e no Hospital do Barlavento em Portimão, para onde as vítimas foram transportadas.
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