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quarta-feira, 16 de março de 2011

José Bové, hoje no Luxemburgo

O eurodeputado ecologista francês José Bové regressa hoje ao Luxemburgo, onde passou parte da sua infância. O convite surgiu da parte dos Verdes (Déi Gréng).

Igualmente sindicalista agrícola, "altermundialista", militante anti-OGM e europeu convicto, José Bové vai dar uma conferência pública esta tarde no hotel "Parc Belle-Vue", na av. Marie-Thérèse, no n. 5, na capital.

O ecologista francês defende que devemos "virar as costas ao modelo produtivista que eliminou milhões de agricultores, destruiu a qualidade dos alimentos e devastou o ambiente". Bové foi preso em 2002 pela destruição de um restaurante McDonald's em Millau (França). Também foi preso em 2003 e em 2005 por ataques a plantações de organismos geneticamente modificados.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Verdes luxemburgueses criticam Ensino Fundamental: "Reforma na educação foi mal preparada"

"Com a nova legislação, a situação das crianças com necessidades educativas especiais não foi melhorada". A afirmação foi feita na semana passada pelo partido ecologista "Os Verdes", que criticou duramente a reforma escolar levada a cabo pela ministra da Educação no início deste ano lectivo.

O deputado ecologista Claude Adam garante que a reforma foi "mal preparada" e que os professores se queixam de terem sido mal preparados para aplicarem o Ensino Fundamental.

Os Verdes dizem ainda que as escolas não estão a pôr em prática um dos pilares da reforma, ou seja, uma maior atenção às necessidades especificas de cada aluno, e exigem uma alteração às estruturas das escolas.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Verdes luxemburgueses defendem que bombas de gasolina deveriam estar abertas sete dias sobre sete

O partido luxemburguês Os Verdes ("Déi Gréng") quer acabar com o dia de encerramento das bombas de gasolina.

Por lei e com algumas excepções à regra (por exemplo: as estações de serviço das auto-estradas), as bombas de gasolina devem encerrar, no mínimo, um dia por semana no Luxemburgo, o que acontece, normalmente, ao domingo.

Mas a actual situação pode vir a mudar, já que os Verdes luxemburgueses defendem que as estações de serviço deveriam estar abertas sete dias sobre sete e pediram já que este assunto fosse discutido na próxima reunião da comissão parlamentar das Classes Médias.

Os horários laborais no comércio voltam "à baila"

Adivinha-se já uma contra-ofensiva por parte dos sindicatos, que no Luxemburgo têm lutado afincadamente nos últimos anos contra todo o tipo de alargamento de horários laborais nos estabelecimentos comerciais.

Nesta luta, os sindicatos têm-se confrontado com os sindicatos do patronato, com várias uniões de comerciantes locais, com a Câmara Luxemburguesa do Comércio e até contra os pareceres e as indicações do Governo.

O executivo e os comerciantes preconizam mais flexibilidade e alargamento dos horários de abertura dos comércios no Luxemburgo, sobretudo depois das 18h e aos fins-de-semana, por forma a não deixar "fugir" o poder de compra dos residentes para as zonas comerciais que se têm vindo a instalar nas zonas fronteiriças alemã, francesa e belga, onde as lojas ficam abertas até muito mais tarde, sábados e domingos, inclusive. Têm igualmente alertado para a situação de crise económica e para essa concorrência desleal contra a qual não podem lutar.

O Governo luxemburguês lançou até uma campanha que visa promover o Grão-Ducado como "principal pólo comercial da Grande Região" (zona que inclui a Valónia, a Lorena, o Luxemburgo, a Sarre e a Renânia Palatinato), mas a realidade é que na última década o país foi sendo literalmente "cercado" por parques comerciais, grandes superfícies e zonas de outlets (lojas de fábrica com venda directa ao público) que se têm instalado e concentrado do outro lado da fronteira luxemburguesa e à qual acorrem residentes luxemburgueses e transfronteiriços, atraídos pelos horários mais compatíveis com a sua vida profissional e familiar, bem como pelos preços praticados.

Os sindicatos luxemburgueses, por seu lado, de cada vez que os horários laborais no comércio vêm "à baila" sobem o tom e denunciam o facto de o patronato querer avançar com essas "flexibilidades" em detrimento das condições de trabalho e dos direitos dos trabalhadores.

JLC

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Alemanha: Prémio Eurosolar para eurodeputado luxemburguês Claude Turmes

O eurodeputado Claude Turmes, dos Verdes luxemburgueses (Déi Gréng), foi distinguido sexta-feira em Berlim com o Prémio "Eurosolar 2009".

O galardão recompensa o empenho do deputado enquanto relator da directiva europeia sobre as energias renováveis. Recorde-se que esta directiva obriga os Estados-membros da União Europeia a investir de forma consequente nas energias renováveis até 2020.

O prémio é igualmente atribuído anualmente a uma empresa, autarquia ou organização que se tenha distinguido na área da luta ambientalista, prémio que em 2008 foi atribuído à autarquia luxemburguesa de Beckerich.

Foto: Anouk Antony

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Luxemburgo: "Déi Gréng" lançam Fundação Verde, um organismo para promover debate de ideias

O partido ecologista luxemburguês ("Déi Gréng") apresentou recentemente a associação sem fins lucrativos "Gréng Stëftung", ou Fundação Verde, em português.

A "Gréng Stëftung" visa promover o debate e o diálogo sobre os problemas inerentes á sociedade luxemburguesa, á sociedade europeia e internacional. Os problemas serão discutidos á luz dos movimentos ecológicos, verdes e sociais. Para além deste, outros objectivos figuram nos seus estatutos: desenvolver um trabalho sem fins lucrativos; associar-se a outras associações europeias ecológicas que defendam os mesmos princípios; organizar eventos com esses mesmos parceiros afim de consciencializar um maior número de pessoas; editar ou apoiar publicações que apoiem e divulguem os princípios e as acções desta associação e dos seus parceiros.

Para que estes objectivos se concretizem com sucesso, a associação elaborou um programa de trabalho que servirá de fio condutor, e os membros decidirão quais os temas a tratar anualmente. O programa de 2010 será determinado no final deste ano, mas alguns temas são já dados como certos: "Um centro financeiro pode evoluir num sentido ético quando o dinheiro é usado para o desenvolvimento económico sustentável?"; "A liberdade dos cidadãos: o individualismo e responsabilidade social e ambiental", entre outros.

A associação é formada por um conjunto de sócios e por um Conselho de Administração. Este último terá como funções a organização de eventos e formações internas e externas. Assim que a associação obtiver o estatuto de fundação, será criado um conselho científico com personalidades de várias áreas e com cidadãos comuns. Para além dos elementos dos Verdes, qualquer pessoa pode ser membro da fundação, independentemente de ser filiado ou não no partido.

Robert Garcia, ex-deputado dos Verdes, ocupa o cargo de presidente da fundação, enquanto a vice-presidência é formada pelos eurodeputado Claude Turmes e o deputado Sam Tanson.

Apesar de os princípios da fundação serem muito próximos da ideologia dos Verdes, o financiamento da "Gréng Stëftung" será independente do partido. A fundação vai subsistir através de receitas provenientes de contribuições e doações dos membros, doações exteriores e cooperação financeira com outras instituições.

A "Gréng Stëftung" faz parte da Fundação Europeia Verde (GEF) e promete lançar debates construtivos para que os cidadãos se interessem por um verdadeiro desenvolvimento sustentável da nossa sociedade e do planeta.

Aneli Silva

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Luxemburgo: Verdes querem publicar actas parlamentares online

O partido Os Verdes ("Déi Gréng") lançou um site com o objectivo de dar a conhecer as actas das comissões parlamentares. Em www.chamber.lu , o partido “verde” quer estimular o debate e a transparência das sessões do Parlamento.

"Queremos incitar a Câmara de Deputados a aderir ao jogo da transparência. Já temos o nome do domínio há algum tempo. Na legislatura anterior avançámos a ideia de tornar público o trabalho dos parlamentares. Mas havia reticências sobre as actas das comissões parlamentares. A partir do momento em que Laurent Mosar (n.d.R.: presidente do Parlamento) disse que queria reforçar o diálogo com os cidadãos, decidimos fazer coincidir as suas palavras com o projecto”, explica Abbes Jacoby, secretário parlamentar dos Verdes.

Aproveitando o aniversário de 10 de Outubro de 1989 – quando os deputados não inscritos bloquearam o acesso à sala das sessões do Parlamento para apresentar as suas reivindicações –, os Verdes passaram à acção e esperam que a iniciativa suscite uma reacção positiva.

"Não se trata tanto de provocar, mas de relançar o debate sobre a transparência das sessões parlamentares. Os debates no seio das comissões parlamentares não são de natureza privada, são a preparação do terreno para as votações nas sessões públicas. O grande público poderá, assim, conhecer o que se passa antes e compreender as razões que antecedem as tomadas de decisão", precisa o secretário parlamentar ecologista.

O problema – se problema existe – é que os Verdes não preveniram a Câmara de Deputados e os seus colegas deputados de outros partidos desta iniciativa.

Mas os Verdes dizem estar tranquilos: "Estamos prontos a passar o testemunho se amanhã a Câmara o desejar. Aliás, esperamos que esta assuma a iniciativa rapidamente".

O site do Parlamento (www.chd.lu) acaba precisamente de lançar uma nova imagem há algumas semanas, apresentando uma grande quantidade de informações. Na quinta-feira, Laurent Mosar não adiantou pormenores "enquanto o assunto não for abordado no seio da conferência dos presidentes". Os debates não deverão limitar-se à questão da colocação online das actas das comissões, mas também sobre esta operação dos Verdes, que muitos denunciam ter sido feito sem a consulta dos outros partidos.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Liberais e Verdes luxemburgueses opõem-se à recondução de Durão Barroso

Os partidos luxemburgueses DP (liberais) e Déi Gréng (Os Verdes) opõem-se à recondução de José Manuel Durão Barroso à frente da Comissão Europeia, o que está previsto acontecer no Outono, por ocasião da rentrée do Parlamento Europeu (PE).

Os responsáveis deste partidos vieram a público afirmar que discordam com a recondução (prevista pelos partidos da Direita, maioritários no PE) de Durão Barroso.

Segundo Charles Goerens, eurodeputado do DP, Durão Barroso "abandonou os pequenos [países]". Na segunda-feira, Goerens veio anunciar a sua intenção de votar contra a recondução do português, no Outono.

Goerens lamenta que Durão Barroso considerasse "a sua reeleição como uma prioridade superior à defesa dos países pequenos", e referiu-se aos ataques ao sigilo bancário no Luxemburgo, na Bélgica e na Áustria.

Para os Verdes, Durão Barroso "não serve bem a União Europeia" (UE) e "privilegia os interesses dos industriais à protecção do ambiente". Claude Turmes, eurodeputado pelos "Déi Gréng" argumenta que o actual presidente da Comissão "seria mau para o Luxemburgo", porque tende a "apoiar as grandes nações, prejudicando assim os países pequenos". Turmes exemplifica com a inclusão do Luxemburgo na lista negra da OCDE, depois de uma das últimas reuniões do G20, acusando Barroso de nada ter feito para evitar que isso acontecesse.

Para Goerens, Barroso já não é "homem da situação" e o eurodeputado luxemburguês propõe o presidente do grupo ALDE, Guy Verhofstadt (ex-primeiro-ministro belga) como candidato para o cargo de presidente da Comissão Europeia.

O eurodeputado explicou ainda que o seu partido vai elaborar um memorandum nos próximos dias que será submetido a Durão Barroso. O texto propõe medidas anti-crise, para coordenar os esforços dos estados-membros da UE e aborda a luta contra as mudanças climáticas e as questões institucionais.

Os Verdes prepararam na segunda-feira uma lista de reivindicações sobre a politica europeia e as suas consequências para o Luxemburgo. Os verdes reivindicam a proibição de mandatos duplos para deputados e burgomestres para que eles possam seguir melhor os dossiês políticos europeus.

Cristina Casimiro

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Luxemburgo/Política: Juncker diz que "só faz sentido" governar com socialistas

Com base nos resultados das eleições legislativas de domingo, o grão-duque Henri nomeou terça-feira o primeiro-ministro cessante Jean-Claude Juncker "formador de Governo", pelo que este terá até 15 de Julho para apresentar o novo Executivo.

O comité nacional alargado do Partido Cristão-Social (CSV) reuniu-se terça-feira à noite e Juncker deixou claro que "uma coligação governamental só faria sentido do ponto de vista aritmético e do ponto de vista dos programas políticos com os socialistas do LSAP", parceiros da coligação governamental 2004-2009.

O comité do CSV aprovou a decisão.

O CSV saiu vencedor das eleições legislativas de domingo com 38,04% dos votos. O LSAP foi o segundo partido mais votado com 21,56% dos votos.

Os liberais do DP e os Verdes (Déi Gréng) haviam, já no domingo à noite, afastado a hipótese de aceitarem uma eventual futura coligação com os cristãos-sociais.

Terça-feira, François Biltgen, presidente do CSV, disse-se espantado com as decisões dos dois partidos, anunciadas mesmo antes da nomeação do formador de Governo.

Biltgen acrescentou irónico: "Eu até percebo. É difícil fazer parte de um Governo em tempos de crise!"

JLC