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sábado, 23 de junho de 2012

Luc Besson abre Escola de Cinema com inscrições gratuitas

O realizador e produtor Luc Besson anunciou esta quarta-feira a abertura das inscrições para a Escola de Cinema que criou, em Saint-Denis (Paris), baptizada "Les Studios de la Cité". As inscrições, gratuitas para o ano lectivo que começa em Setembro, destinam-se a jovens entre os 18 e 25 anos, sem quaisquer qualificações especiais.

O processo de admissão vai ser feito em duas etapas, diz Luc Besson em comunicado. Em primeiro lugar, os candidatos devem preencher no local o dossier de candidatura, antes do dia 5 de Julho. Posteriormente, vai haver três provas de admissão em Julho, cujo objectivo é "avaliar a criatividade e a motivação dos candidatos." A formação vai ter lugar ao longo de dois anos, a tempo inteiro. www.in-cite.info

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

"José e Pilar" afastado dos Óscares

O documentário "José e Pilar", sobre a relação entre o escritor José Saramago e a companheira, Pilar del Río, não está entre os nove finalistas seleccionados para a nomeação ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro.

O filme, realizado por Miguel Gonçalves Mendes e co-produzido pelo realizador brasileiro Fernando Meirelles e o espanhol Pedro Almodóvar, tinha sido escolhido para representar Portugal em Hollywood, mas não obteve o número de votos necessários para passar à fase seguinte.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Fast and Furious 5 foi o filme mais sacado da internet este ano

Os filmes “Fast and Furious 5”, “The Hangover Part 2” e “Thor” foram os mais descarregados da internet em 2011, a nível mundial, de acordo com o blogue Torrent Freak, especializado em partilha de ficheiros online.

“Fast and Furious 5”, protagonizado por Vin Diesel, lidera a lista compilada pelo blogue com 9,2 milhões de downloads, seguido de “The Hangover Part 2”, com 8,8 milhões, e “Thor”, com 8,3 milhões.

A lista do Torrent Freak foi elaborada a partir de dados fornecidos pelo programa de downloads BitTorrent.

Em quarto lugar dos filmes mais pirateados em 2011 surge “Source Code”, com 7,9 milhões de downloads, seguido de “I Am Number Four”, com 7,6 milhões, e de “Sucker Punch”, com 7,2 milhões.

O top 10 dos filmes mais pirateados este ano fica completo com “127 Hours” (6,9), “Rango” (6,4), “The Speech of the King” (6,2), que venceu este ano os Óscares de Melhor Filme e Melhor Realizador, e “Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2”.

Em 2010, o filme mais pirateado tinha sido “Avatar”, de James Cameron, que foi descarregado 16 milhões de vezes.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Brazil Film Festival quer acabar com clichés - de 24 a 27 de Outubro no Utopia

A actriz Sarito Rodrigues (à esq.) já está no Luxemburgo para participar no Brazil Film Festival. Ao lado, Pieca Levy, organizadora da mostra, e o casal Niky Shillinglaw e Ana Cláudia, ambos da associação Made in Brazil Foto: Á. Cruz

O Brazil Film Festival arranca segunda-feira com a melhor e mais recente produção cinematográfica brasileira. A mostra é um convite para descobrir um país que representa muito mais que os clichés do samba, sol, praia e futebol. Sarito Rodrigues, uma das actrizes do filme de abertura, já está no Luxemburgo.

OLuxemburgo acolhe pela primeira vez um festival de filmes brasileiros. O Brazil Film Festival, dirigido pelo cineasta brasileiro Alex Heller, arranca na próxima segunda-feira no cinema Utopia, na capital, e prolonga-se até 27 de Outubro (quinta-feira).

O festival apresenta quatro filmes contemporâneos que já participaram em certames cinematográficos internacionais na Austrália, Estados Unidos, Portugal, Escócia e Nova Zelândia, com assinalável sucesso. "5x Favela, agora por nós mesmos", "Dzi Croquettes", "Tamboro" e "Lula, o filho do Brasil" são os filmes do programa.

Pieca Levy é uma das grandes responsáveis pela organização do evento. Para a brasileira radicada na Bélgica, a realização deste festival "vai mostrar ao público o verdadeiro país que nós somos". "A evolução do Brasil no panorama internacional a nível económico, político e cultural nos últimos anos tem sido extraordinária. Mas muitas pessoas ainda estão agarradas aos clichés mais vulgares de que o Brasil é o país do samba, sol, praia e futebol", explica.

"O leque de filmes deste festival vai mostrar uma realidade mais concreta do país. No Brasil existe uma interculturalidade bastante acentuada. Somos um país em franca expansão. Além da ideia que as pessoas fazem normalmente dos brasileiros, queremos mostrar às pessoas a nossa verdadeira realidade. Existem outras coisas boas e interessantes a todos os níveis. É essa imagem que queremos passar com o festival", sublinha Pieca.

Sarito Rodrigues interpreta uma das personagens do filme "5x Favela, agora por nós mesmos", e já está no Luxemburgo para participar no festival. Para a actriz carioca que recentemente terminou cursos de teatro na Dinamarca e Itália, "o Brazil Film Festival é uma oportunidade fantástica de poder mostrar na Europa o que vem acontecendo no cinema brasileiro". "Nos últimos anos houve uma evolução enorme em termos quantitativos e qualitativos da produção cinematográfica do Brasil. Esta porta que se abre no Luxemburgo é importante para a divulgação de artistas consagrados e também da nova geração que está a aparecer no nosso cinema", diz a actriz. O filme "5x Favela, agora por nós mesmos, que abre o festival, "é um marco no cinema brasileiro", garante a actriz.

"O cineasta Cacá Diegues subiu ao morro e fez um trabalho muito importante com várias comunidades carentes do Rio de Janeiro, perfeitamente retratadas nas cinco histórias do filme", revela. "Com estes trabalhos cinematográficos, ele possibilitou que muitas das pessoas ali residentes pudessem desenvolver os seus projectos, e hoje continuem a trabalhar de forma mais profissional", explica.

A colecta de fundos para a realização do evento foi "um parto difícil", garante Pieca Levy.

"Batemos a muitas portas que se fecharam, mas felizmente outras se abriram. A Embaixada do Brasil em Bruxelas, o Utopia, a associação Made in Brazil, sediada no Luxemburgo, a TAM, companhia aérea brasileira, a empresa Paul Würth no Luxemburgo e outras pessoas da comunidade brasileira nos ajudaram a tornar possível este nosso sonho, e estamos muito agradecidos a todos", regozija-se Pieca. A organizadora do festival termina com um desafio: "Venham todos ver a qualidade do nosso festival. É através do feedback do público que para o ano poderemos trazer outros filmes".

Á. Cruz (texto e fotos)

domingo, 25 de setembro de 2011

Cerca de 95 % das hortas do Luxemburgo estão nas mãos de portugueses

Documentário "Schrebergaart" retrata a vida dos horticultores na zona industrial de Esch

Na maior associação luxemburguesa de horticultores, 95 % dos membros são portugueses, revela o documentário "Schrebergaart", de Yann Tonnar. O realizador luxemburguês passou um ano a filmar as hortas urbanas na cintura industrial de Esch, a maioria nas mãos dos portugueses. O resultado é um retrato dos conflitos latentes na sociedade luxemburguesa.

"Vai demorar muito?". António Rodrigues Martins é um dos portugueses que aparecem no documentário "Schrebergaart", e foi convidado para assistir à ante-estreia nos cinemas Belval, na quarta-feira passada. Levou a mulher, os três filhos e o irmão, que também aparece no documentário. Mas mal a projecção acaba, quando o CONTACTO tenta entrevistá-lo, já só pensa nas dez ovelhas e nos muitos animais que o esperam no talhão comunitário que cultiva em Esch. "Ainda tenho de ir deitar os animais. Tenho de ir, senão a raposa vai lá."

São quase dez da noite, mas este chefe de obras de 51 anos ainda vai passar na horta que arrenda à autarquia de Esch-sur-Alzette. No talhão que cultiva há vinte anos com a ajuda do irmão, há de tudo: feijão verde, tomate, couves, batatas, até videiras em latadas, como é tradição no Minho – ou não viessem os irmãos de Terras do Bouro, no Gerês. Produtos que são "um bocadinho de Portugal", diz o irmão mais novo, Miguel, numa cena do filme. E galinhas, gansos, patos, ovelhas. "Eu até gostava de ter mais animais (e tenho: alguns estão escondidos, porque não se pode mostrar tudo)", conta António, evocando os conflitos que o documentário expõe.

António garante que "tudo o que [faz] no jardim é com autorização assinada pela burgomestre", mas entre os luxemburgueses há quem queira proibir as galinhas nos talhões geridos pelas associações hortícolas. Ou quem ache que as hortas devem ser desenhadas a régua e esquadro, como se fossem jardins, e critique quem, como os portugueses, cultiva cada centímetro de terra sem preocupações estéticas.

Os irmãos Martins fazem parte da maior associação nacional de horticultores, a "Coin de Terre et du Foyer" ("Gaart an Heem" em luxemburguês), que tem 95 % de portugueses. Mas os portugueses estão em maioria na generalidade das associações. "Há imensos portugueses em todas as associações. Talvez não haja 95% em todas, mas têm todas muitos portugueses", garante o realizador, para quem os conflitos que o filme retrata não fazem sentido.

"Os portugueses que vemos no filme, para mim, têm uma relação muito mais directa com a natureza que outras pessoas que querem ver (as hortas) mais regulamentadas, que não querem que haja galinhas, por exemplo. Para mim, isto é ridículo. As pessoas têm hortas para estarem em contacto com a natureza, e há cinquenta anos os luxemburgueses também tinham galinhas. Porquê proibi-las?", insurge-se.

A ideia de filmar estes "agricultores de domingo" que desafiam os solos altamente poluídos da zona industrial de Esch surgiu-lhe quando era jornalista na RTL e teve de fazer uma reportagem sobre as hortas urbanas. "Vi que havia um interesse sociológico no tema, e decidi que se um dia tivesse meios, queria fazer alguma coisa mais profunda sobre isto".

O documentário, actualmente em exibição, levou um ano a filmar e quase quatro meses a ser montado. Isabel Bento dos Reis, que assina a montagem, passou muitas horas a ver e a seleccionar as imagens que integram o documentário, e acabou mesmo por "criar empatia" com os horticultores que o filme retrata.

"A ideia é falar das hortas luxemburguesas para falar da sociedade luxemburguesa, que é uma sociedade mista e intercultural", resume Isabel Bento dos Reis. "Alguns acham que não se devem misturar as couves com as flores, e outros misturam tudo. Cada um tem a sua ideia do 'jardim perfeito', da 'horta perfeita'", sintetiza. Visões díspares que ateiam conflitos mesmo na forma de plantar batatas.

A ver nos cinemas Belval e Ariston, em Esch, no cinema Utopia, na cidade do Luxemburgo, e no Starlight, em Dudelange.

Paula Telo Alves

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Filme luxemburguês conta história que se desenrola entre Luxemburgo e Portugal

As filmagens de "Les Fameux Gars", o mais recente filme de Adolf El Assal (na foto supra, de camisola verde), um jovem realizador luxemburguês de origem egípcia, contam uma história que se passa entre o Luxemburgo e Portugal.

"Les Fameux Gars" conta a história de Steve, um aluno de uma turma luxemburguesa, que descobre que a sua escola ganhou uma viagem a Alcabideche, em Portugal. Steve fica eufórico já que é uma oportunidade para visitar o seu país natal. Uma vez lá chegado, decide passar lá as suas férias.

Nilton Martins é um dos actores envolvidos no projecto. Não é a primeira vez que o actor luxemburguês de origem portuguesa trabalha com El Assal. A sua colaboração cinematográfica começou com "La Fameuse Route", realizado em 2009, filme que esteve presente em vários festivais de cinema do mundo. Mais antiga que a sua colaboração artística, é a amizade que une o actor e o realizador. "Somos colegas de escola, amigos desde sempre", resume Nilton Martins que, em "Les Fameux Gars", tem um papel secundário.

As filmagens de "Les Fameux Gars" terminam na próxima semana. Adolf El Assal tem grandes ambições para a longa-metragem, que está ser inteiramente rodada no Grão-Ducado, e pretende levá-la a concurso ao "Lëtzebuerger Filmpräis" (Prémio do Filme Luxemburguês), em 2012, bem como apresentá-la no festival de cinema "Discovery Zone". O CONTACTO esteve em Esch-sur-Alzette na segunda-feira, à conversa com o realizador e com os actores do filme.

O filme, financiado por particulares e pelo próprio El Assal, tem enfrentado uma série de peripécias. "Até agora não houve nada que fosse difícil, desde arranjar quem faça sanduíches, até locais de filmagem", diz, bem-humorado, o músico e actor Steven splif d’Herbes. "Ainda procuramos uma mercearia ou um supermercado onde filmarmos uma cena do filme", acrescenta Adolf El Assal. "Não tem sido fácil encontrar um plateau para realizar essa cena", confia o cineasta.

O filme já foi rodado praticamente nos quatros cantos do país. "Já filmámos em Dommeldange, Differdange, Esch", enumera Adolf El Assal, que é interrompido por um dos actores. "Kayl, estivemos em Kayl", acrescenta Steven splif d’Herbe, bem como em Lausavage e Leudelange.

O elenco do filme é composto por Caty Baccega, Jean-François Wolff, Gilles Soeder, Dieudonné Kabongo e pelos rappers luxemburgueses Godié, Nytt, Taipan, Cico e Last’Ar. A longa-metragem conta com as participações especiais de David Mesquita (ex-actor da série de televisão "Morangos com Açúcar"), de Marylène Bergmann, conhecida apresentadora luxemburguesa, que já passou pela RTL-9 e RTL-TVI, e de Andy Bausch, realizador luxemburguês.

"Les Fameux Gars" deverá estar pronto em Fevereiro do próximo ano. Quanto à sua distribuição, Adolf El Assal não dá certezas: "Não sei ainda em que países poderá ser distribuído".

As filmagens, que decorreram em Esch-sur-Alzette no início desta semana, continuam amanhã no CarréRotondes, em Hollerich, na capital.

A produção do filme continua à procura de figurantes para a cena que vai ser filmada naquele espaço cultural da cidade do Luxemburgo. Adolf El Assal procura jovens portugueses. Os interessados devem contactar o realizador por telefone (621 397 947) ou por email ( shoot@isprod.lu ).

Irina Ferreir/Rdc
Fotos: Alex Ridicchi

terça-feira, 17 de maio de 2011

Luxemburgo e Suíça assinam acordo para estreitar colaboração cinematográfica

Em Cannes, no âmbito do Festival de Cinema, o ministro da Comunicação, François Biltgen (à esquerda, na foto), assinou no domingo um acordo de co-produção com a Suíça para a produção de filmes.

Para o ministro, "o acordo vai desenvolver as relações económicas e culturais entre os dois países".

O filme "La petite chambre", de Stéphanie Chuat e Véronique Reymond, é um dos filmes recentemente produzido pelo Luxembugo, em colaboração com produtoras suíças.

Foto: Governo luxemburguês

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Cinema: IndieLisboa começa hoje com menos dinheiro, menos filmes e menos sessões

A oitava edição do IndieLisboa, que hoje começa e se prolonga até 15 de maio, apresenta menos filmes e menos sessões do que as anteriores, redução justificada pela organização com a falta de dinheiro.

O festival de cinema vai fazer-se este ano com 1,1 milhões de euros, o que representa um corte de quase um terço da verba investida no ano passado, segundo os organizadores.

Em 2010, o festival exibiu 270 filmes, número que tinha vindo sempre a aumentar de edição para edição. Até este ano, em que os filmes foram reduzidos a 247, bem como as sessões. As salas de exibição também não são as mesmas: Cinema São Jorge e Culturgest mantêm-se, juntando-se a Cinemateca Portuguesa e o Teatro do Bairro.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Cinema: Portugal vai ter uma Academia de Artes e Ciências

Portugal vai ter este ano uma Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, tal como existe nos Estados Unidos, Espanha ou França, para "dignificar o cinema e os seus profissionais", disse à Lusa um dos promotores do projeto, Paulo Trancoso.

A futura Academia Portuguesa de Artes e Ciências Cinematográficas, que deverá ficar formalizada entre finais de Abril e começo de Maio, pretende aproximar o cinema português do público, premiar a produção nacional e promover estudos e trabalhos sobre o sector.

"É também um voto de confiança no cinema português e que os agentes estejam mais unidos do que separados", explicou o produtor Paulo Trancoso, que acalentava há vários anos a ideia de criação de uma academia.

Portugal dá assim os primeiros passos para constituir uma organização que já existe em países como os Estados Unidos, Reino Unido, França e Espanha, que atribui prémios às produções anuais que são estreadas no país, atribuindo Óscares, BAFTAs, Césares e Goyas, respetivamente.

Até ao momento a academia tem cerca de 150 inscrições para futuros membros, como Manoel de Oliveira, Maria de Medeiros e Joaquim de Almeida, assim como agentes de todas as áreas do sector - do guarda-roupa ao técnico de som - e espera atingir os 200 para avançar com uma assembleia constituinte e aprovar os estatutos.

A Academia Portuguesa das Artes e Ciências Cinematográficas será uma associação cultural sem fins lucrativos para promover o cinema português dentro e fora de portas.

"Queremos que o público se reveja no seu cinema e que os profissionais sejam reconhecidos", sublinhou Paulo Trancoso.

Em 2012 já deverão ser atribuídos os primeiros prémios da academia, mas o nome oficial do galardão está ainda em discussão.

Cinema/Hollywood: Elizabeth Taylor morreu hoje, aos 79 anos

A atriz Elizabeth Taylor morreu hoje, aos 79 anos, informou a sua agente à estação de televisão CNN.

Elizabeth Taylor morreu "pacificamente, hoje, no Hospital Cedars-Sinai, em Los Angeles", disse, em comunicado, a sua agente. A atriz tinha sido hospitalizada há seis semanas, com problemas no coração, que a afetavam há anos.

Elizabeth Rosemond Taylor nasceu em Londres, Inglaterra, a 27 de fevereiro de 1932, mas os seus pais eram oriundos dos Estados Unidos, ambos comerciantes e galeristas de arte.

Elizabeth Taylor viveu em Londres até aos sete anos, altura em que a II Guerra Mundial começou e os pais decidiram voltar aos Estados Unidos. Aí, um amigo da família sugeriu que ela prestasse provas para o cinema. Segundo o site especializado em cinema IMDB, ela impressionou os executivos da Universal Pictures, que lhe propuseram um contrato. A sua primeira aparição no grande ecrã dá-se com “There's One Born Every Minute” (1942), quando tinha dez anos. Mas o contrato com a Universal ficou-se por este filme, seguindo-se a MGM, com a qual a sua primeira produção foi “O Regresso” (1943).

Entre os anos 1940 e 1960, Elizabeth Taylor surge de filme em filme e muitos eles marcantes para o cinema, entre os quais “O Gigante” (1956), com James Dean (que nunca o viu, porque morreu num acidente de viação), “Bruscamente no Verão Passado” (1959), A Árvore da Vida (1957) , "Gata em Telhado de Zinco Quente" (1958) e "Cleópatra" (1963), pelo qual cobrou um milhão de dólares, valor recorde até então pedido por uma atriz.

Venceu dois Óscares de Melhor Atriz: em 1961, com “Butterfield 8” e em 1967 com “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?”. Em 1993, recebeu o prémio de carreira da Academia de Hollywwod.

Foi casada oito vezes, sendo a sua união mais célebre a que manteve com o quinto marido, Richard Burton, com quem casou, de quem se divorciou e com quem se voltou a casar.

Em fevereiro de 1997 foi hospitalizada para retirar um tumor no cérebro.

Após a morte do seu amigo, Rock Hudson, em 1985, começou a sua cruzada contra a sida, criando uma fundação, a AmFAR.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Festival de Séries no CNA em Dudelange, a partir de hoje e até domingo

O Centro Nacional do Audiovisual (CNA), em Dudelange, acolhe a primeira edição de "Seriesly", um festival de séries de televisão, o primeiro do género no Luxemburgo e na Grande Região, que tem início hoje e que termina no domingo.

Dirigido aos amantes das séries de televisão, "Seriesly" oferece um programa variado, onde se destaca a projecção de episódios de séries de grande sucesso, como "Gey's Anatomy" (na foto) e "Twin Peaks", a icónica série de David Lynch, que há precisamente 20 anos deixou de ser exibida na televisão americana. "Twin Peaks" é objecto de um dia inteiro de reflexão, que culmina com uma maratona de exibição da sua primeira temporada, que tem início às 23h de sexta-feira e termina no sábado às 7h.

Estão previstas ainda projecções de episódios de séries recentes como "Grey's Anatomy", de Shonda Rhimes, que passa nos ecrãs no sábado, das 11h30 às 12h30; "The Good Wife", protagonizada por Julianna Margulies (Carol Hathaway na série "ER"), no domingo, entre as 10h e as 11h30; de séries como "Cold Cases", que é exibida também no domingo, entre as 16h30 e as 18h, e a ante-estreia da série "Signature", criada por Hervé Hadmar em 2010, com Sandrine Bonnaire e Sami Bouajila.

Para além das projecções de séries, há ainda mesas redondas e aulas de realização.

Nos últimos dez anos, as séries de televisão conheceram um verdadeiro sucesso junto do público e tornaram-se um verdadeiro fenómeno social: interessam a toda a gente, desde os mais miúdos aos mais graúdos, tratam diferentes tópicos e tornaram-se cada vez mais audaciosas ao longo dos anos.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Cinema: Batman dá uma ajuda à China e desafia Hollywood

Batman voou de Gotham até à China, com uma missão especialmente difícil: ajudar o cinema local a rivalizar com o persistente sucesso de Hollywood entre o publico chinês.

O intérprete da última adaptação cinematográfica daquele clássico da banda desenhada, Christian Bale (na foto), é o protagonista do novo filme de Zhang Yimou, um dos mais conhecidos cineastas chineses e aclamado encenador das cerimónias de abertura e de encerramento dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Chama-se “Heróis de Nanjing” e passa-se durante a brutal ocupação japonesa da China, em 1937.

É uma das mais caras super-produções do cinema chinês, com um orçamento de 600 milhões de yuan (cerca de 68 milhões de euros) e além de Bale, conta com a equipa de efeitos especiais que fez “The Dark Knight” (2008), o filme onde aquele actor faz o papel de Batman.

No filme de Zhang Yimou, Bale é um padre americano que fica encurralado na sua igreja com treze prostitutas e um grupo de estudantes de uma escola feminina, quando as tropas japoneses ocuparam Nanjing, a então capital da China.

Cerca de 300 mil pessoas foram mortas pelos invasores, num dos piores massacres da Segunda Guerra Mundial e cuja memoria continua a ferir as relações entre a China e o Japão.

“Espero que este filme arrecade 200 milhões de yuan (22,6 milhões de euros) no estrangeiro e mil milhões de yuan (113 milhões de euros) na China”, disse o produtor, Zhang Weiping, numa conferência de imprensa ao estilo de Hollywood, realizada em Pequim, em Dezembro.

Se isso acontecer, “Heróis de Nanjing” será o mais lucrativo filme chinês de sempre, a curta distância do recorde absoluto de bilheteira na China, estabelecido por “Avatar”: 1.380 milhões de yuan (156 milhões de euros).

A estreia está prevista para Dezembro de 2011.

“Para vender o filme no mundo inteiro precisamos de um actor como Bale”, afirmou Zhang Weiping.

O realizador concorda: “A estratégia geral do cinema chinês é projectar-se no mundo e alargar a sua influência”, disse Zhang Yimou na mesma conferência de imprensa.

O mercado cinematográfico na China é o que mais cresce no mundo, com a abertura anual de centenas de novas salas.

Em 2010, as receitas de bilheteira atingiram o recorde de 10.170 milhões de yuan (1.150 milhões de euros) – um aumento de 64,25 por cento em relação 2009 e mais de o dobro de há apenas dois anos.

A importação de filmes continua a ser, contudo, monopólio do Governo e está sujeita a quotas: 20 por ano. (“The Dark Knight”, por exemplo, nunca foi exibido nos cinemas chineses).

Mesmo assim, metade dos dez filmes mais lucrativos de 2010 foram estrangeiros, e no conjunto asseguraram um quinto das receitas.

“A China ainda carece de bons filmes (…) Até agora não tem sido possível competir com filmes como ‘Avatar’ e ‘Insection’”, lamentou o diretor da Administração estatal da rádio, cinema e televisão, Tong Gang.

Foto: Arquivo LW

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Cinema: O filme "The Social Network" vence Globos de Ouro 2011

"The Social Network", de David Fincher, ganhou domingo à noite em Beverly Hills, Califórnia, o Globo de Ouro para melhor filme dramático, o prémio mais prestigiado da cerimónia de entrega de prémios.

O filme reconstitui o nascimento controverso da rede social Facebook, nascida num campus norte-americano que se tornou numa empresa que vale vários milhões de dólares. A recompensa consagra o sucesso do filme na 68ª edição dos Globos de Ouro, onde ganhou três outros troféus durante a noite: melhor produtor para David Fincher, melhor música e melhor argumento para Aaron Sorkin.

O britânico Colin Firth (na foto) ganhou o prémio de melhor actor num filme dramático pelo seu papel em "The King´s Speech".

O actor, com 50 anos, foi distinguido pelo seu desempenho como rei George VI, perturbado pela sua gaguez, mas que acabou por vencer a sua deficiência graças à ajuda de um terapeuta com métodos originais, interpretado por Geoffrey Rush.

Colin Firth, cujo nome é apontado como certo nos Óscares 2011, era o grande favorito da noite, à frente de Jesse Eisenberg ("The Social Network"), James Franco ("127 hours"), Ryan Gosling ("Blue valentine") e Mark Wahlberg ("The fighter").

A norte-americana Natalie Portman foi designada como a melhor actriz num filme dramático, pelo seu papel em "Black swan".

A actriz, de 29 anos, já laureada em 2005 com um Globo de Ouro para melhor actriz secundária pelo seu papel em "Closer", foi recompensada pela sua interpretação como a dançarina principal do New York City Ballet, que mergulha na loucura e paranóia após ser escolhida como protagonista do "Lago dos cisnes".

Portman foi acompanhada na cerimónia pelo seu companheiro, o bailarino e coreógrafo francês Benjamin Millepied, do qual espera o seu primeiro filho.

O norte-americano Paul Giamatti ganhou, por sua vez, o prémio de melhor actor numa comédia, pelo seu papel em "Barney's version".

Giamatti, de 43 anos, que granjeou fama no meio do cinema independente graças ao filme "Sideways" (2004), foi recompensado pelo seu desempenho como Barney Panofsky, um personagem tão impulsivo quanto irrascível e muito politicamente incorrecto. Foi o seu segundo Globo de Ouro, após o prémio obtido em 2009 pelo seu papel na mini-série televisiva "John Adams".

A actriz norte-americana Annette Bening conquistou o prémio de melhor actriz de comédia, pelo seu papel no filme independente "The Kids Are All Right".

Benning tem 52 anos e este é o seu segundo Globo de Ouro, após ter sido premiada em 2004 por "Adorável Julia", também como melhor actriz numa comédia.

Dinamarca arrecada prémio para melhor filme estrangeiro

O filme dinamarquês "Revenge", assinado por Susanne Bier, foi designado como o melhor filme estrangeiro. "Revenge" ("Haevnen", na sua versão original) conta a história de duas crianças unidas por uma forte amizade, mas também por uma terrível vingança que fará vacilar o equilíbrio precário das suas famílias.

Para além de "O Concerto" (França), de Radu Mihaileanu, o vencedor mediu forças com "Biutiful" (México), apontado como favorito, "The Edge" (Rússia) e "Amore" (Itália).

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Cinema: "The Social Network" é melhor filme do ano para Críticos de Los Angeles

"The Social Network", a história não autorizada da criação do Facebook, foi considerado o melhor filme do ano pela Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles (Califórnia).

David Fincher, que realizou o filme, conquistou também o galardão de melhor realizador, ex-aequo com Olivier Assayas por "Carlos", mas "The Social Network" mereceu ainda os prémios de melhor argumento, para Aaron Sorkin, e melhor banda sonora, para Trent Reznor e Atticus Ross, empatados com Alexandre Desplat por "The Ghostwriter".

Colin Firth venceu o prémio de melhor actor pelo papel em "The King's Speech", e Kim Hye-ja conseguiu a estatueta de melhor actriz por "Mother". Os finalistas nessas categorias foram o venezuelano Édgar Ramírez, por "Carlos", e Jennifer Lawrence, por "Winter's Bone", respectivamente.

"Carlos", um filme com mais de cinco horas, conquistou ainda o troféu de melhor filme estrangeiro e foi finalista na categoria de melhor filme.

Como melhores actores secundários foram escolhidos Niels Arestrup, por "The Prophet", e Jacki Weaver por "Animal Kingdom", tendo sido finalistas Geoffrey Russh ("The King´s Speech") e Olivia Williams ("The Ghostwriter").

Entre os restantes prémios atribuídos, Matthew Libatique venceu na categoria de melhor fotografia por "Black Swan"; Guy Hendrix pelo design de produção de "A Origem"; Lixin Fan pelo melhor documentário por "Last Train Home"; e o melhor filme de animação é "Toy Story 3".

A gala de entrega dos prémios decorre nesta quarta-feira, 15 de Janeiro.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Cineast: o maior festival de cinema do Luxemburgo

Há três anos, um grupo de cinéfilos amadores polacos a trabalhar no Luxemburgo teve a ideia de trazer até cá alguns filmes do seu país. A iniciativa fazia sentido: os polacos expatriados no Grão-Ducado tinham poucas oportunidades de ver o novo cinema da sua terra.

No ano seguinte, aos polacos juntaram checos, eslovacos e húngaros. Que têm estes quatro países em comum? Muita e pouca coisa. Os quatro constituem o Grupo de Visegrado que tem como objectivo reforçar a cooperação e promover a integração do grupo na União Europeia. O evento recebeu o nome de Festival de Cinema da Europa Central e Oriental, um título que foi mudado este ano para o mais comercial Cineast (leia-se "cinêist").

Em 2009, e apesar de ter lugar em paralelo com o festival DirActors, que é uma iniciativa de vários poderes públicos luxemburgueses, o festival levou às salas 3.600 pessoas.

Em 2010, o Cineast aposta mais alto ao aumentar radicalmente o número de salas e de filmes projectados. Na lista de locais estão a Cinemateca, a abadia de Neumünster, o Ancien Cinéma de Vianden e as salas do grupo Caramba no sul do país. Alem dos filmes provenientes dos quatro de Visegrado, o Cineast convidou um país exterior ao grupo, a Roménia. Com grandes tradições cinematográficas e actualmente com uma nova vaga de grandes cineastas, os filmes deste país enriqueceram a programação do festival, que conta com filmes que trazem consigo a chancela de terem sido considerados os melhores nos mercados internos ou premiados noutros festivais.

A organização do Cineast começa a ser grande demais para o pequeno grupo de funcionários europeus amadores de cinema que se reuniram há alguns anos para projectar alguns filmes da sua preferência. Espera-se que o maior festival de cinema do Luxemburgo em termos de público possa continuar no futuro com mais profissionalismo e melhores apoios financeiros para permitir passar o cabo das tormentas que vai ser mais uma edição do Cineast.

Entretanto, ainda pode ver filmes polacos, checos, eslovacos e romenos até domingo. E nesse dia, na Cinemateca, pode assistir à entrega do prémio ao melhor filme do festival, seleccionado por um júri onde participou o crítico do CONTACTO, Raúl Reis. A programação do Cineast pode ser consultada em www.filmfestival.lu , na internet.

domingo, 12 de setembro de 2010

França: Cineasta Claude Chabrol morreu hoje aos 80 anos

O cineasta francês Claude Chabrol morreu hoje aos 80 anos de idade.

O realizador de “Beau Serge”, “Violette Nozière”, “La Cérémonie” e de “Merci pour le chocolat” nasceu a 24 de Junho de 1930 em Paris.

Figura da Nouvelle Vague com François Truffaut e Jean-Luc Godard, Claude Chabrol era amante de filmes policiais e de humor negro. No ano passado, recebeu o Prémio Câmara da Berlinale, no Festival de Berlim, juntamente com o realizador português Manoel de Oliveira.

Era “um imenso cineasta francês, livre, impertinente, político e difuso”, disse Christophe Girard, vereador adjunto da Cultura na Câmara de Paris.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Luxemburgo: Primeiro drive-in abre hoje em Belval, bilhetes já à venda

Abre esta quinta-feira um cinema drive-in no bairro de Belval com sessões diárias às 22h e isto até domingo, 29 de Agosto. Os automóveis podem entrar no recinto a partir das 20h30. Este tem capacidade para 130 carros.

Esta experiência de cinema ao ar livre à americana em que os espectadores ficam dentro dos seus automóveis e devem sintonizar uma dada frequência para ouvir o som do filme enquanto este é exibido numa tela gigante existe há décadas nos Estados Unidos mas é pouco difundida na Europa.

No Luxemburgo existem algumas ocasiões de ver filmes ao ar livre no Verão, nomeadamente nas sessões "open air" em Echternach ou na place du Théâtre, na cidade do Luxemburgo, mas resumem-se a sessões em que o espectador está numa plateia a céu aberto e tem que abdicar do seu carrito.

Um drive-in à americana foi experimentado há alguns anos em Bettembourg, mas o projecto não durou.

Esta é para já uma experiência-piloto da autarquia de Sanem em colaboração com a Caramba, a empresa que gere o complexo de cinemas do Belvalplaza.

Até domingo estão em cartaz seis filmes:

Quinta-feira, dia 26:
- "Bienvenue chez les Ch'tis", às 22h, abertura dos portões aos automóveis às 20h30

Sexta-feira, dia 27:
- "Grown ups", às 22h, abertura dos portões aos automóveis às 20h30
- "Grindhouse: Death Proof", às 02h00, abertura dos portões às 00h30

Sábado, dia 28:
- "Grease", às 22h, abertura dos portões aos automóveis às 20h30
- "Grindhouse: Planet Terror", às 02h00, abertura dos portões aos automóveis às 00h30

Domingo: dia 29:
- "Bullit", às 22h, abertura dos portões aos automóveis às 20h30


Os bilhetes estão em pré-venda no site caramba.lu ou na bilheteira no dia das sessões. Mais informações pelo tel. em 575758.

Foto: Shutterstock

sábado, 14 de agosto de 2010

Cinema: Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt ganham Leopardo de Ouro

Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt recebem hoje em Locarno (Suíça) o Leopardo de Ouro pela curta metragem “A History of Mutual Respect", anunciou hoje a produtora.

A curta "A History of Mutual Respect" filmada no Brasil e em Portugal, tinha já ganhado o prémio Media Recording, para a melhor curta metragem portuguesa, no festival IndieLisboa deste ano.

O galardão entregue no âmbito da secção “Leopardo de Amanhã” tinha como júri o realizador argentino Lisandro Alonso (presidente), a produtora francesa Sylvie Pialat, a atriz francesa Nina Meurisse, o realizador português Miguel Gomes, e o realizador romeno Corneliu Porumboiu.

domingo, 30 de maio de 2010

Cinema: Morreu o ator Dennis Hopper, realizador e protagonista de "Easy Rider"

Dennis Hopper (à direita) contracenando com Peter Fonda no filme "Easy Rider"

O ator norte-americano Dennis Hopper, um dos protagonistas e realizador do filme "Easy Rider" (1969), morreu ontem aos 74 anos, vítima de um cancro na próstata, anunciou o seu agente.

Dennis Hopper, que no final de março recebeu uma estrela no Passeio da Fama, em Hollywood, participou ainda em películas como "O Amigo Americano" (1977), "Apocalypse Now" (1979), "Rumble Fish" (1983), "Veludo Azul" (1986) (na foto infra), "Hoosiers" (1986), "Amor à Queima-Roupa" (1993) e "Speed - Perigo em Alta velocidade" (1994).

Foi duas vezes nomeado para os Óscares, uma como melhor ator secundário pelo seu desempenho em "Hoosiers" e outra pelo argumento de "Easy Rider", cuja autoria repartiu com Peter Fonda e Terry Southern.

Dennis Hopper contracenou com James Dean, o seu ídolo, em “Fúria de Viver" (1955) e “O Gigante" (1956).

A película "Easy Rider", na qual contracenou com Peter Fonda, é sobre a viagem de dois motociclistas pelos Estados Unidos, entre Los Angeles e Nova Orleães.

Os últimos meses da sua vida ficaram marcados, além da luta contra o cancro, pelo pedido de divórcio da sua atual e quinta mulher, Victoria Duffy, e pelas discussões em torno do testamento.

O ator nasceu a 17 de maio de 1936, no Kansas.

Fotos: Arquivo LW

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Cinema: Novo filme de Manoel de Oliveira selecionado para o Festival de Cannes

"O estranho caso de Angélica", o mais recente filme de Manoel de Olivieira, integra a seleção oficial do Festival de Cinema de Cannes, que decorrerá em maio em França, foi hoje anunciado.

De acordo com a programação oficial hoje anunciada, "O estranho caso de Angélica" foi selecionado para a secção "Um certo Olhar", na qual está também "Film Socialisme", de Jean-Luc Godard.

Manoel de Oliveira está a concluir o filme, um projeto que o acompanha desde meados dos anos 1950 e que só agora o recuperou.

Produzido pela Filmes do Tejo, o filme foi rodado na região do Douro, teve um orçamento de 2,5 milhões de euros e apoio do Instituto do Cinema e Audiovisual.

Passado na década de 1950, o filme começa com um fotógrafo hospedado num pequeno hotel e que é subitamente acordado durante a noite pelos proprietários, para que vá tirar uma foto à filha acabada de falecer.

Manoel de Oliveira, com 101 anos, volta assim a marcar presença em festivais internacionais, depois de ter estreado "Singularidades de uma rapariga loura" em 2009 no Festival de Berlim.

O júri da secção "Um certo olhar" é presidido pela realizadora Claire Denis.

A 63.ª edição do Festival de Cinema de Cannes decorrerá de 12 a 23 de maio.

Foto: Arquivo LW