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sábado, 9 de junho de 2012

10 de Junho: Cavaco vai condecorar quase quarenta portugueses

Foto: Lusa
António Barreto, José Hermano Saraiva, Lobo Xavier, Telma Monteiro, Eduardo Nery, Celeste Rodrigues estão entre os condecorados no 10 de Junho.

De acordo com uma nota divulgada pela Presidência da República, serão condecorados com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo o sociólogo António Barreto (foto) e o antigo chefe do Estado-Maior do Exército Pinto Ramalho. Serão agraciados com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Avis o vice-almirante José Augusto Vilas Boas Tavares, o tenente-general António Carlos de Sá Campos Gil e o tenente-general Victor Manuel Lourenço Morato.

A título póstumo será atribuída a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique ao antigo presidente da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações Diogo Vasconcelos.

A mesma distinção será atribuída ao historiador José Hermano Saraiva, ao antigo presidente do Supremo Tribunal Administrativo o juiz conselheiro Lúcio de Assunção Barbosa, ao ex-reitor da Universidade de Évora Manuel Ferreira Patrício e ao presidente do conselho de administração da Fundação Passos Canavarro Arte, Ciência e Democracia, Pedro Passos Canavarro. Como Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique serão condecorados o advogado António Lobo Xavier, o artista plástico Eduardo Nery, o antigo director da PSP superintendente chefe Francisco Oliveira Pereira, o escritor Gonçalo Manuel Tavares, o ensaísta José Afonso Furtado, e o pintor, cineasta e arquitecto Luís Noronha da Costa.

A fadista Celeste Rodrigues, o director do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, João Fernandes, e o artista plástico Pedro Calapez serão agraciados como comendadores da Ordem do Infante D. Henrique.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Cesário quer reforçar laços entre Portugal e Comunidades

Foto: Gonçalo Guimarães Gomes
Na sua mensagem do 10 de Junho dirigida às comunidades portuguesas, o secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, chama a si o objectivo de "reforçar os laços entre Portugal e os cidadãos residentes no estrangeiro".

Os eixos principais desse reforço estendem-se à qualidade do ensino da língua, a proximidade dos consulados face às populações e o fomento da participação cívica, social e política das Comunidades quer nos países de acolhimento, quer na vida interna de Portugal.

No plano educativo, "está a ser a levado a cabo um rigoroso programa de avaliação do respectivo sistema e de certificação dos cursos de Português," refere Cesário, que, no entanto, reconhece "ajustes importantes e períodos de adaptação, que só a prática tornará patentes".

Luxemburgo: Mostra de azulejos no arranque das comemorações do 10 de Junho

A exposição de azulejos portugueses inaugurada ontem na capital marca o início das comemorações do Dia de Portugal no Luxemburgo, que se prolongam até à próxima quinta-feira.

Para assinalar o arranque das comemorações do Dia de Portugal, foi ontem inaugurada a exposição "De Terra e Fogo - a arte do azulejo revisitada”, de Teresa Ribeiro (na foto) e Margarida Girão, na Mediateca da Caixa Geral de Depósitos, em Merl.

"O azulejo é um elemento identitário da cultura portuguesa, e as pessoas podem aqui ver a evolução do azulejo antigo para o moderno", explica ao Point24 Teresa Ribeiro. "Tal como o fado está em constante evolução, o azulejo evoluiu também para uma forma moderna”, conclui.

A mostra reúne cerca de 36 azulejos e 13 peças de cerâmica decorativa e vai estar aberta ao público até ao dia 28 de Julho, das 10h às 13h e das 14h às 18h, nos dias úteis.

As comemorações do dia de Portugal no Luxemburgo prosseguem este fim-de-semana na capital, na place Guillaume e na place d'Armes, e também em Kockelscheuer (ver programa detalhado na agenda de bailes, na página). Na segunda-feira, às 12h, a embaixadora de Portugal no Luxemburgo coloca uma coroa de flores no busto de Camões, em Bonnevoie. A encerrar as comemorações, no dia 14, é apresentado o livro "Como um rio", de São Gonçalves, na Mediateca da CGD.

Texto e fotos: Patrícia Marques

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Luxemburgo: "Fomos enganados e traídos pelo país"

Gomes da Silva, da comissão dos ex-militares
Manuel Gomes da Silva, presidente da comissão dos ex-militares do Luxemburgo, diz que "o 10 de Junho devia ser um dia de festa para todos os portugueses, mas não é."
"Pelo menos para mim e para muitos como eu que serviram a Pátria na Guerra do Ultramar e depois fomos enganados, traídos e esquecidos pelo país".

Após 13 anos de luta para que a contagem do tempo de serviço militar dos ex-combatentes conte para efeitos de reforma aos ex-combatentes que nunca foram inscritos na Segurança Social, Gomes da Silva lamenta a forma como o caso tem sido tratado pelos sucessivos governos portugueses. "É como se não existíssemos", assegura.

Residente em Schifflange, tem 60 anos e é alfaiate de profissão. Gomes da Silva, notabilizou-se por se ter dedicado à causa dos ex-militares da Guerra do Ultramar, reivindicando a contagem do tempo de serviço destes para efeitos de reforma. Para o presidente da comissão dos ex-militares, "os governos são todos idênticos, prometem muita coisa mas não cumprem, e a prova é que o problema caiu no esquecimento e agora, com a crise, ainda menos se vai resolver, morreu!", insurge-se, revoltado.

"A não regulamentação da lei é um atropelo à democracia e à Constituição portuguesa, sendo uma injúria feita aos ex-combatentes emigrantes, sobretudo aqueles que nunca foram inscritos da Segurança Social".
Para Gomes da Silva, a famosa divisa "A Pátria honrai, que a Pátria vos contempla", "não se aplica a muitos que deram a vida e lutaram pelo país", lamenta.
"Somos espoliados por decreto-lei, como diz um amigo meu. Políticos destes não são dignos dos cargos que ocupam. A isto chamo, com todas as letras: sacanice, insensatez, ingratidão, cobardia e traição".

"O único ponto positivo é que o Director do Centro Nacional de Pensões no Luxemburgo interessou-se pela questão. Através de uma pesquisa em Bruxelas consultou uma directiva que beneficia os ex-militares que fizeram o requerimento comprovativo dos anos de serviço militar para efeitos de reforma". Do Estado português, alguns recebem apenas um subsídio entre os 75 e os 150 euros, pagos no mês de Outubro, o que é muito pouco", conclui.

Texto e foto: Á. Cruz

Luxemburgo: 10 de Junho promete unir a comunidade portuguesa

Os dirigentes associativos José Trindade (à esqa), do CASA, e Coimbra de Matos, da CCPL, uniram-se para as comemorações do 10 de Junho                                                                                                                    Foto: Anouk Antony
As festividades do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades contam este ano com a organização de diversas plataformas associativas. O Centro de Apoio Social e Associativo (CASA) e a Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo (CCPL) são os principais promotores, e este ano juntaram-se para mostrar a força da comunidade portuguesa.

"Em 2001 fizemos juntos uma festa nacional, na Kulturfabrik, em Esch. Pensamos que uma festa nacional não deve ser exclusiva de uma organização, mas de toda a comunidade. Nesse sentido, desde o primeiro congresso, o nosso objectivo tem sido o de unificar a comunidade e tentar que a sua imagem saia reforçada, não com individualismos, mas com unidade", disse o presidente da CCPL, José Coimbra de Matos, após a conferência de imprensa conjunta na segunda-feira.

Do lado do CASA, a palavra-chave também é "união". "Estamos todos de parabéns por esta união e por esta sinceridade. Não estamos isolados, mas abertos", disse o dirigente do CASA, José Trindade, para quem a abertura se estende também às restantes comunidades que falam a língua portuguesa.
"Se participamos nas festas dos cabo-verdianos, dos brasileiros e angolanos, esperamos que eles também venham participar nas nossas festas. Temos de estar mais abertos e solidários entre comunidades que falam a língua portuguesa, para encontrarmos soluções para a nossa sociedade. Vamos festejar o Dia de Portugal defendendo o nosso país e a nossa língua, mas não excluímos ninguém", frisou Trindade.

"Que seja um momento de partilha e que se demonstre que somos muito mais do que simples trabalhadores. Temos uma cultura, uma língua e uma história de que nos orgulhamos. Vai ser um momento de unidade e de portugalidade, extensivo a todos os lusófonos do Luxemburgo", conclui Coimbra de Matos.

As festividades começam amanhã (quinta-feira) com a inauguração da exposição "De Terra e de Fogo - a arte do azulejo revisitada", de Teresa Ribeiro e Margarida Girão, na Mediateca da CGD, em Merl, às 18h30. No sábado, o CASA vai levar a festa popular à capital, entre as 17h e a 1h. Ali, um ecrã gigante vai transmitir o jogo entre Portugal e a Alemanha para o Euro 2012. Nesse dia, a place d'Armes vai ainda receber os grupos Love Dance, My Crew e Tri-Concertinas, enquanto na place Guillaume actuam os Nova Era, Os Borguinhas, As Tricanas, Estrelas do Minho, Cavaquinhos Raízes do Minho e, vindos de Portugal, Paula Soares, Filipe Sousa e Mike da Gaita. No mesmo dia, às 19h, tem lugar a abertura oficial das festividades.

No dia 10 de Junho (domingo), a animação organizada pelo CASA vai continuar das 10h às 21h, no mesmo local. No dia 11, pelas 12h, a embaixadora de Portugal no Luxemburgo, Maria Rita Ferro, vai colocar uma coroa de flores junto ao busto de Luís de Camões, situado no cruzamento da rue de Bonnevoie com a rue du Puits, na cidade do Luxemburgo. No dia 14 decorre a apresentação do livro bilingue (português/francês) de prosa poética "Como um rio/Comme un fleuve", de São Gonçalves, pelas 18h30, na Mediateca da CGD/CCPL.

As comemorações contam com o alto patrocínio da Embaixada de Portugal e do Instituto Camões. Da organização fazem ainda parte a Coordenação do Ensino de Português, a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Luxemburguesa e a Confraria dos Financeiros Lusófonos no Luxemburgo.
Texto: Henrique de Burgo

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Luxemburgo: 10 de Junho junta CASA e CCPL pela primeira vez

Foto: Michel Brumat
As festividades do 10 de Junho têm, este ano, a particularidade de juntar na organização o Centro de Apoio Social e Associativo (CASA) e a Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo (CCPL). É a primeira vez que acontece esta parceria entre as duas organizações, tradicionalmente de costas voltadas.

Ainda na organização participam a Coordenação do Ensino Português, a Câmara de Comércio e de Indústria Luso-Luxemburguesa (CCILL) e a Confraria dos Financeiros Lusófonos no Luxemburgo (CFLL).

O programa das festividades do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas no Mundo começa na quinta-feira, 7 de Junho, com a inauguração da exposição "De Terra e de Fogo - a arte do azulejo revisitada", de Teresa Ribeiro e Margarida Girão. A exposição é inaugurada na Mediateca da Caixa Geral de Depósitos/CCPL (180, route de Longwy) em Merl, na capital, às 18h30, e vai estar patente até 28 de Julho.

Já no sábado, dia 9 de Junho, o CASA organiza um programa de animação na place Guillaume e na place d'Armes, na capital, das 17h às 1h da manhã. No mesmo dia, às 19h, tem lugar a abertura oficial das festividades. No dia 10 de Junho, domingo, a animação organizada pelo CASA vai continuar, das 10h às 21h. Em ambos os dias e no âmbito do Dia de Portugal, os festejos do 10 de Junho alargam-se até Kockeclscheuer, onde o CASA organiza um concurso de pesca, entre outras animações.

Ainda no âmbito das comemorações do 10 de Junho, a embaixadora de Portugal no Luxemburgo, Maria Rita Ferro, vai colocar uma coroa de flores junto ao busto de Luís de Camões, situado no cruzamento da rue de Bonnevoie com a rue du Puits, na cidade do Luxemburgo. A cerimónia vai ser na segunda-feira, dia 11, pelas 12h, e vai contar com a presença da comunidade portuguesa.

A finalizar as festividades, no dia 14 de Junho, vai decorrer a apresentação do livro bilingue (português/francês) de prosa poética "Como um rio/Comme un fleuve", de São Gonçalves, pelas 18h30, na Mediateca CGD/CCPL, em Merl.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Comemorações oficiais do 10 de Junho no Luxemburgo, na sexta-feira

O embaixador de Portugal no Luxemburgo José Pessanha Viegas deposita, hoje, sexta-feira, dia 10 de Junho, às 12h, uma coroa de flores junto ao busto de Luís Vaz de Camões, na place Léon XIII (cruzamento da rue de Bonnevoie com a rue du Puits), na cidade do Luxemburgo.

Esta cerimónia, tradição iniciada em 2007 pelo secretário de Estado das Comunidades, António Braga, acontece no âmbito das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Inaugurado a 10 de Junho de 2006, o busto do poeta nacional português é uma obra assinada pelo escultor Mário Rodrigues de Castro, residente em Bruxelas.

A escolha do local para a colocação do único monumento que assinala a presença da vasta comunidade portuguesa no Grão-Ducado (cerca de 100 mil pessoas, segundo dados do Consulado) recaiu no centro de um dos bairros da capital luxemburguesa em que residem mais portugueses.

Ao serão, o embaixador organiza na residência da Embaixada (11, rue des Foyers), na capital) a tradicional recepção do Dia de Portugal, na qual participam representantes das autoridades luxemburguesas e portuguesas, membros do corpo diplomático internacional, personalidades do mundo político, social e cultural, e líderes associativos portugueses.

Estas são as últimas celebrações do 10 de Junho no Luxemburgo em que participa José Pessanha Viegas pois, como já tivemos oportunidade de noticiar, este cessa funções a 31 de Julho.

Foto: Ricardo Silva

Três dias de festa de arromba para festejar 10 de Junho, a partir de hoje e até domingo

Um festival de artistas, folclore, gastronomia portuguesa e um ícone do futebol marcam os festejos deste ano do Centro de Apoio Social e Associativo (CASA) para as tradicionais celebrações no Grão-Ducado do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Hoje, sexta-feira, dia 10, a festa começa às 19h, na place Guillaume (Knuedler), na cidade do Luxemburgo, com animação musical assegurada pelo grupo Nova Era.

A abertura oficial dá-se meia hora mais tarde com a Banda Filarmónica luxemburguesa "Tramsmusek" e com a interpretação dos hinos nacionais do Luxemburgo e de Portugal. Depois disso, actuam o rancho da Mocidade Portuguesa e Os Amigos das Concertinas e as artistas Cristel e Cristina Araújo, vindas de Portugal. Pelas 21h30, os festejos contam ainda com uma presença de peso que vai com certeza atrair os adeptos do desporto-rei ao coração da capital: o ex-futebolista Pauleta, convidado do CASA, vai prestar-se a uma sessão de autógrafos com os seus fãs.

No sábado, a festa desloca-se até ao parque de Kockelscheuer, a partir das 19h. O serão vai, mais uma vez, ser abrilhantado pelos Nova Era, seguindo-se as actuações dos grupos de dança Love Dance, Estrelas Lusas e Sexto Sentido. Ao palco sobem depois Bélito Campos e Toi Domingos, vindos também de Portugal.

No terceiro dia de festejos, a festa começa em Kockelscheuer às 10h da manhã e, mercê do feriado da Segunda-feira de Pentecostes (13 de Junho), prolonga-se até à 1h da manhã. Os Nova Era abrem o dia e a partir das 11h30 é possível almoçar no local, com o habitual churrasco e pratos portugueses.

A partir das 14h, o folclore estará em destaque e vão suceder-se em palco vários ranchos: Estrelas do Minho, Tricanas de Differdange, Luso Luxemburguês, Aldeias de Portugal, Regional Terras da Maia, Rancho da Nazaré, além do Grupo de Cantares de Gilsdorf e dos Amigos das Concertinas. Nessa tarde actua ainda um grupo que vai mostrar as músicas e danças de Angola e da Guiné-Bissau.

A noite de domingo e os três dias de festa de arromba encerram com o cantor Luís Manuel, ex-emigrante no Luxemburgo e presença assídua das festas da comunidade, que o conhece bem, pois aqui fundou em 1979 o mítico grupo de baile Os Apolos, hoje já extinto.

No domingo e em paralelo com a festa, haverá um concurso de pesca, atletismo e jogos para os mais pequenos. Para mais informações, tel. 621 152 104 (José Trindade), 621 291 845 e/ou 43 27 49 (ou pelo e-mail: infocasa@pt.lu ).

JLC

quinta-feira, 10 de junho de 2010

10 de junho: Sócrates discorda de Cavaco Silva sobre "situação insustentável" de Portugal

O primeiro ministro, José Sócrates, recusou hoje a ideia de que Portugal chegou a uma “situação insustentável”, uma expressão utilizada pelo Presidente da República, Cavaco Silva, no seu discurso do Dia de Portugal, em Faro.

Cavaco Silva declarou esta manhã, durante a sessão solene do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, que Portugal chegou a “uma situação insustentável” e que pela frente haverá “grandes trabalhos, enormes tarefas, inevitáveis sacrifícios”.

Minutos depois, à margem do final da sessão solene, José Sócrates, em declarações aos jornalistas, recusou a classificação de Portugal viver uma “situação insustentável” e afirmou que Portugal estava sim numa “situação de dificuldade”.

“Como avisei na altura devida, chegámos a uma situação insustentável. Pela frente temos grandes trabalhos, enormes tarefas, inevitáveis sacrifícios”, disse Cavaco Silva.

José Sócrates, por seu lado, declarou que “estamos numa situação de dificuldade, como estão todos os países europeus, mas não estamos numa situação insustentável”.

Para José Sócrates, o discurso do Presidente da República na sessão solene do Dia de Portugal foi de apelo à unidade e coesão social dos portugueses, nomeadamente entre trabalhadores e empregadores.

“O Presidente da República quis sublinhar a unidade num dia em que se celebram os valores da nossa pátria e o Presidente apelou à unidade, em particular o aspeto do entendimento social entre trabalhadores e empregadores”, referiu.

Sócrates disse que as medidas de austeridade aprovadas são justas e que todos os países da Europa o estão a fazer para dar confiança aos mercados internacionais.

“Há grupos sociais que pagam mais e fazem um maior esforço e há grupos sociais que pagam menos que fazem menos esforço. Eu acho que era disto que o Presidente estava a falar e é isto que dá a unidade dos portugueses e a justa distribuição”.

10 de Junho: Guy Reger, presidente da APL, condecorado por Cavacol Silva

Guy Reger integra a APL há dezassete anos

Guy Reger, actual presidente da Amizade Portugal-Luxemburgo (APL), recebeu hoje a ordem de mérito e o título de comendador de Cavaco Silva, por ocasião das comemorações de 10 de Junho que este decorrem na cidade de Faro.

A APL assinalou no ano passado, em Fevereiro, 40 anos de existência. Criada em 1969 por Lucien Huss e Carlos de Pina (igualmente fundadores do jornal CONTACTO, em Janeiro de 1970) para dar apoio social (alojamento, vestuário, utensílios domésticos, entre outros) à primeira vaga de imigrantes portugueses na década de 1960.

A APL organizou igualmente a primeira peregrinação a Nossa Senhora de Fátima de Wiltz no ano da sua fundação. Este evento perpetuou-se até aos nossos dias, atraindo anualmente cerca de 20 mil pessoas, na sua maioria portugueses.

Actualmente, a APL conta seis secções regionais. Dispondo ainda de um Centro de Formação denominado Lucien Huss (em homenagem a um dos seus fundadores), a APL disponibiliza cursos de línguas e de informática.

Paralelamente, a associação é responsável pela organização de festas de cariz popular no Luxemburgo como as Marchas de Santo António, em Dudelange, ou o Portugal em Festa, em Echternach.

Foto: Serge Waldbillig

10 de junho: António Barreto critica Estado e povo português por não tratar bem antigos combatentes

O presidente da Comissão das Comemorações do Dia de Portugal, António Barreto, criticou hoje o Estado e o povo português por não tratar bem os antigos combatentes e pediu a eliminação das diferenças entre bons e maus soldados.

Na alocução que fez durante a sessão solene das cerimónias do Dia de Portugal, António Barreto afirmou que “Portugal não trata bem os seus antigos combatentes, sobreviventes, feridos ou mortos”, referindo que em termos gerais o “esquecimento” e a “indiferença” são superiores, sobretudo “por omissão do Estado”.

Barreto reitera as criticas ao povo português que é “parco em respeito pelos seus mortos” e acusa o Estado de ser pouco “explícito no cumprimento desse dever”, avisando que está na altura de “eliminar as diferenças entre bons e maus soldados, entre veteranos de nome e veteranos anónimos, entre recordados e esquecidos”.

Um antigo combatente não pode ser tratado de “colonialista”, “fascistas” ou “revolucionários”, mas simplesmente “soldado português”, pediu hoje o presidente da Comissão das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades.

O dia 10 de junho de 2010 fica marcado por ser a primeira vez que os antigos combatentes desfilaram na cerimónia militar oficial do Dia de Portugal.

“Está aberta a via para a eliminação de uma divisão absurda entre portugueses. Com efeito é a primeira vez que, sem distinções políticas, se realiza esta homenagem de Portugal aos seus veteranos”, declarou António Barreto.

“Independentemente das opiniões de cada um, para o Estado português todos estes soldados foram combatentes, são hoje antigos combatentes ou veteranos, mas sobretudo, são iguais. Não há entre eles, diferenças de género, de missão ou de função. São veteranos e foram soldados de Portugal”, argumentou, recordando que centenas de milhares de soldados combateram em nome de Portugal desde os inícios do século XX.

O presidente da Comissão das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, lamentou ainda o facto da Constituição e as leis portuguesas não obrigarem “infelizmente” a que as missões no estrangeiro sejam “aprovadas pelo Parlamento”, admitindo apenas o “acompanhamento do envolvimento” militar.

10 de Junho: Cavaco reconhece "situação insustentável" e pede "contrato de coesão nacional

O Presidente da República reconheceu hoje que Portugal chegou a “uma situação insustentável, defendendo o estabelecimento de um “contrato de coesão nacional”, no qual cabe aos agentes políticos uma “especial responsabilidade”.

“Como avisei na altura devida, chegámos a uma situação insustentável. Pela frente, temos grandes trabalhos, enormes tarefas, inevitáveis sacrifícios”, afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, na sessão solene das comemorações do 10 de junho, que decorreram em Faro.

Porém, notou, “não foi com o desalento que se construiu Portugal”, e por isso este é o tempo de “fazer um esforço suplementar para concertar posições e gerar consensos”.

“No contrato de coesão nacional que temos de estabelecer, transversal à sociedade portuguesa, cabe especial responsabilidade aos agentes políticos, aos governantes, aos deputados, aos autarcas de todo o País”, defendeu.

“As horas de infortúnio são momentos de responsabilidade. Este não é o tempo para querelas partidárias ou quezílias ideológicas que nos possam distrair do essencial”, acrescentou, reafirmando que “o essencial são os problemas concretos dos Portugueses”.

Num discurso dominado pela atual situação de crise, o chefe de Estado voltou, contudo, a repetir um apelo que têm vindo a fazer ao longo dos últimos meses para a união dos portugueses.

“Temos de encontrar em nós próprios a força para vencer. Não baixemos os braços”, pediu, já depois de recordar que “a coesão nacional constitui um dos nossos bens mais preciosos”.

“É necessário deixar para trás divisões estéreis e sem sentido para nos concentrarmos no essencial, para podermos olhar mais longe para o que é verdadeiramente importante, num espírito de unidade e de harmonia cívica”, pois, disse mais à frente “se o horizonte que avistamos é de dificuldades e de incerteza, mais razões temos para nos unirmos”.

“Estou certo de que juntos conseguiremos”, assegurou.

10 Junho: Líder do PNR anuncia candidatura à Presidência da República

O presidente do Partido Nacional Renovador (PNR), José Pinto Coelho, vai anunciar hoje a sua candidatura à Presidência da República, assumindo-se como um candidato “alternativo” e de “verdadeira rutura” ao sistema político atual.

O anúncio será feito no final da manifestação que o PNR promove hoje à tarde entre o Largo do Rato e a Praça Luís de Camões, em Lisboa, para assinalar o Dia de Portugal.

“Entendi que tenho esse dever de consciência e de patriotismo de avançar com uma candidatura alternativa, uma candidatura que é verdadeiramente de rutura, porque é a única até agora apresentada que não é do sistema”, disse à agência Lusa José Pinto Coelho.

O presidente do PNR sublinhou que pela primeira vez em 36 anos existirá “uma candidatura efetivamente nacionalista”.

José Pinto Coelho afirmou também que pretende representar “os muitos milhares e milhares” de portugueses que “se sentem órfãos”, uma vez que “não têm nenhum candidato neste momento em quem podem votar”.

“Os portugueses têm o direito de poder votar num presidente que em circunstância alguma iria promulgar, por exemplo, a lei criminosa do aborto e a aberrante lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo”, adiantou.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

10 de Junho: Presidente condecora alpinista João Garcia e banqueiro João Salgueiro

O Presidente da República vai condecorar no Dia de Portugal 37 personalidades e instituições, entre as quais os ex-ministros Isabel Pires de Lima e Nunes Correia, o alpinista João Garcia e o banqueiro João Salgueiro.

Entre os condecorados por Cavaco Silva estão ainda Silva Peneda, que foi seu ministro do Emprego e Segurança Social em dois governos, e as instituições de solidariedade social Fenacerci e Fundação Irene Rolo.

A Presidência da República divulgou hoje a lista das condecorações a serem atribuídas no Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas, que este ano se comemora em Faro.

A atriz Eunice Muñoz será também distinguida por Cavaco Silva assim como o escritor e ex-eurodeputado social democrata Vasco Graça Moura, o comunicador António Sala, o jornalista Fernando Alves, a escritora Maria Alberta Meneres, o guitarrista José Fontes Rocha e o nadador salvador Celestino Ferreira Monteiro.

domingo, 14 de junho de 2009

Portugal/Emigração: Secretário de Estado subscreve apelo de Cavaco Silva para se conhecer "realidade concreta" dos emigrantes

O apelo lançado no dia 10 de Junho pelo Presidente da República Cavaco Silva para a necessidade de se conhecer a realidade concreta dos emigrantes portugueses mereceu este domingo a corroboração do secretário de Estado das Comunidades, António Braga.

"É com satisfação que leio a mensagem do senhor Presidente da República, porque ela resguarda completamente a política que o Governo tem vindo a realizar nesta área", disse Braga. O secretário de Estado frisou que "essa é a doutrina que inspira todo o programa do Governo desde que este tomou posse".

"É agir sobre um conjunto de políticas para tornar a vida dos nossos concidadãos mais fácil, mais próxima no relacionamento com a administração pública, justamente cumprindo o primado do exercício dos direitos de soberania e de igualdade com os portugueses que estão em Portugal", disse. Segundo Braga, "todas as reformas e todas as acções que têm sido levadas a cabo são a concretização desse princípio".

Por ocasião das comemorações do 10 de Junho-Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, Cavaco Silva sublinhou a necessidade de se conhecer a "realidade concreta" dos portugueses que emigraram, porque só dessa forma é possível estar a par dos seus anseios, necessidades e desejo de preservar os laços que os unem a Portugal.

Cavaco Silva referiu ainda, a propósito, que "não é possível construir uma relação autêntica com as comunidades tendo por base apenas proclamações retóricas sobre os afectos e sentimentos".

APL / Echternach: Dia de Portugal e Festival de Folclore animam cidade

A secção de Echternach da Amizade Portugal-Luxemburgo (APL) está a organizar o seu habitual evento anual "Portugal em festa" desde ontem e durante todo o dia de hoje, domingo, no "Parking du Pont" (Kack), naquela cidade.

Nesta edição e com o apoio do Instituto Camões a festa serve também para comemorar o 10 de Junho-Dia de Portugal.

Ontem actuou o Grupo de Romeiros da Ribeira do Cávado e o serão terminou com o espectáculo "Império Show" de Delfim Júnior.

Domingo: concerto-aperitivo com o grupo Inovação, a partir das 10h; almoço, às 12h; desfile de ranchos, às 13h30, da Gare ao local da festa; festival de folclore, às 14h30, com Zés Pereiras (de Vianden), Estrelas da Meadela (de Tremblay, França), Grupo de Cantares da Região de Basto, Rancho de Thionville, Grupo de Cantares de Gilsdorf, Rancho da Nazaré, Rancho de Wiesbaden (Alemanha), Rancho Luso-Luxemburguês, Rancho de Rombas (Vallée de l'Orne, França), Rancho Aldeias de Portugal (de Steinfort), Rancho As Mimosas de Uckange (França), Rancho Províncias de Portugal e Grupo de Romeiros da Ribeira do Cávado; entrega dos troféus do festival de folclore, às 18h30.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Washington/10 de Junho: Obama enaltece Camões e fala da amizade entre Portugal e Estados Unidos

O presidente norte-americano, Barack Obama, assinalou na quarta-feira o Dia de Portugal, numa mensagem em que enalteceu Luís de Camões e “Os Lusíadas” e a amizade entre os Estados Unidos e Portugal.

“Envio com orgulho os meus melhores desejos àqueles que celebram a cultura e herança portuguesas nesta ocasião”, afirmou Obama, em comunicado.

O Presidente norte-americano destacou a “larga e firme amizade” entre os Estados Unidos e Portugal.

Obama referiu-se igualmente à contribuição dos norte-americanos de origem portuguesa na construção dos Estados Unidos.

“É importante que Camões, que viveu entre 1524 e 1580, seja conhecido, sobretudo pelo seu poema épico ‘Os Lusíadas’, um tributo à época dourada da exploração e dos descobrimentos portugueses”, afirmou.

Residem nos Estados Unidos cerca de um milhão de portugueses, a maioria oriunda dos Açores.

Lusa

Foto: The White House

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Emigração portuguesa para os Estados Unidos
Alguns luso-americanos famosos:


Da Lua ao grande ecrã

Sabia que a bandeira norte-americana colocada na Lua por Neil Armstrong foi feita por uma portuguesa? Ou que o actor Tom Hanks é descendente de portugueses?

Iniciada no séc. XVIII, sobretudo a partir dos Açores, a emigração lusa para os Estados Unidos daria origem a personalidades de renome em todas as áreas da vida social, cultural e política do país. Luso-americanos famosos no EUA incluem:

Alan Belda , Chief Executive Officer (CEO) da Alcoa, o segundo maior produtor de alumínio mundial.

Benjamin Cardozo , juiz do Supremo Tribunal de Justiça norte-americano (1932-38), descendente de judeus portugueses que emigraram para os Estados Unidos em 1740, a partir de Portugal, via Holanda e Inglaterra.

Claudio Reyna , capitão da selecção de futebol norte-americana que disputou o último Mundial. É filho de pai português e mãe argentina.

Craig C. Mello , Prémio Nobel da Medicina em 2006. O bisavô paterno era de São Miguel, nos Açores.

Daniel da Ponte , senador republicano em Rhode Island (nomeado para a primeira edição dos Prémios Talento, na categoria "Política", juntamente com o luso-luxemburguês Félix Braz – ver nossa edição de 2 de Maio).

Daniel Silva , filho adoptivo de imigrantes açorianos, foi considerado um dos melhores autores de livros de espionagem pelo "Washington Post", competindo com nomes como Graham Greene e John Le Carre. Nascido no Michigan, Daniel Silva começou a carreira como jornalista na CNN, que deixou em 1997 para se dedicar à escrita. O seu primeiro livro, "O Espião Improvável" (que se passa durante a Segunda Guerra Mundial), foi um best-seller instantâneo.

Danielle Steel , autora de best-sellers , nascida nos EUA em 1947. Os avós maternos eram açorianos.

David Lee Roth , vocalista dos Van Halen, neto de uma portuguesa.

John Dos Passos , escritor (1896 – 1970). O avô paterno, Manuel Joaquim dos Passos, era natural da Ponta do Sol, na Madeira, tendo emigrado para os EUA em 1830 e fixado residência em Filadélfia. O pai do proeminente escritor da "geração perdida" era um prestigiado advogado, John Randolph dos Passos (1844-1917). No prefácio do livro "The Portugal Story", o autor conta a primeira visita que fez com o pai ao Funchal, em 1905, quando tinha oito anos.

John P hilip de Sousa , autor de várias marchas populares e um dos mais populares compositores norte-americanos do seu tempo. Nascido em Washington a 6 de Novembro de 1854, John Philip de Sousa era filho do português António Sousa e de uma austríaca, Marie Elisabeth Trinkaus. Na sua árvore genealógica figuram nomes como Tomé de Sousa, primeiro governador-geral do Brasil, e Martim Afonso de Sousa, colonizador do Brasil e governador da Índia.

Keanu Reeves , actor. O Neo da popular trilogia "Matrix" é filho de Rose Miguel, de ascendência portuguesa, chinesa e havaiana, e de Charles Reeves, descendente de irlandeses.

Lee Gomes , repórter no "Wall Street Journal".

Maria Isilda Ribeiro , costureira que coseu a bandeira americana colocada na Lua por Neil Armstrong na fábrica de bandeiras Annin, em New Jersey, onde trabalhava. Nasceu em Vagos, Portugal.

Mário de Carvalho
, repórter de imagem da CBS News, galardoado com um Emmy. Nasceu na ilha de Santa Maria, Açores, a 23 de Março de 1950. Em 30 anos de actividade profissional ao serviço de uma das maiores cadeias televisivas dos EUA, o cameraman , especializado na cobertura de conflitos armados, tornou-se num dos mais apreciados repórteres de televisão do mundo inteiro.

Meredith Vieira , apresentadora do "Today Show" na cadeia de televisão NBC, galardoada com sete Emmys. A antiga apresentadora do programa "Quem quer ser um milionário?" é filha dos luso-americanos Mary Elsie Rosa e Edwin Vieira.

Pete Souza , fotógrafo oficial de Ronald Reagan, antigo presidente dos EUA, durante cinco anos. Actualmente, é fotógrafo a nível nacional para o "Chicago Tribune", em Washington.

Teresa Simões Ferreira Heinz , presidente da Fundação Heinz, casada com o senador John Kerry (candidato às eleições presidenciais norte-americanas em 2004), nasceu em Moçambique, de família portuguesa.

Tom Hanks , o actor galardoado com dois Óscares ("Forrest Gump", em 1994, e "Filadélfia", em 1993), além de realizador e produtor, admitiu já em várias entrevistas ser descendente de portugueses. Em vários fóruns na internet, é possível encontrar a sua árvore genealógica, que inclui, sem mais precisões, um bisavô português, Emmanuel Rose.

Sam Mendes , realizador premiado com um Óscar pelo filme "American Beauty", em 1999. Nasceu em Londres, filho de Peter Mendes, emigrante de origem lusa de Trinidad e Tobago.

P.T.A., in Contacto, 09.05.2007

Fontes: Embaixada dos EUA no Luxemburgo, Diário de Notícias da Madeira, Lusa, Portuguese American Historical & Research Foundation, Público, Revista da Armada, Wikipédia.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Mensagem do Presidente da República por ocasião do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas


Portugueses e luso-descendentes,

Neste Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, saúdo os Portugueses que vivem ou trabalham fora do seu País, bem como os luso-descendentes que, nas sete partidas do mundo, mantêm acesa a chama da portugalidade.

«Quanto mais longe vou, mais perto fico», foram palavras que Miguel Torga nos legou, num inesquecível poema. Torga conheceu e viveu a realidade da diáspora, sabia do que falava.

É essencial sabermos do que falamos, quando falamos da diáspora portuguesa. Por isso me tenho esforçado para contactar de perto as comunidades portuguesas dispersas pelo mundo.

Sempre que me desloco em visitas oficiais ao estrangeiro – como sucedeu este ano, na viagem que fiz à Alemanha –, procuro que o programa oficial inclua momentos de diálogo directo com as comunidades da diáspora.

É fundamental conhecermos a realidade concreta dos Portugueses que emigraram. Só assim estaremos a par dos seus anseios, das suas necessidades, do seu amor à Pátria, do seu profundo e comovente desejo de preservar os laços que os unem a Portugal.

Mas estes laços têm de ser materializados em acções concretas. Não bastam meras palavras de apreço nem simples discursos de ocasião.

Não é possível construir uma relação autêntica com as comunidades tendo por base apenas proclamações retóricas sobre os afectos ou os sentimentos.

Deve garantir-se que os Portugueses da diáspora mantenham laços efectivos com o Portugal de onde partiram. Entre eles, avulta, naturalmente, o vínculo da cidadania. Por isso, defendi, através de actos concretos, que o exercício dos direitos cívicos pelos emigrantes fosse assegurado de forma plena.

Não esqueçamos que, como disse o escritor Mia Couto, a identidade dos emigrantes é uma «identidade fugidia».

É imprescindível que a identidade dos nossos emigrantes não seja fugidia e que, com o passar dos anos, não se percam os elementos essenciais que ligam as comunidades da diáspora à terra de onde vieram. Porque essa terra tem um nome: Portugal.

E, como Portugueses que todos somos, temos um dever colectivo e patriótico: tornar real o que pode ser fugidio, construir uma identidade própria, capaz de superar as distâncias e as saudades.

No século XXI, em que as distâncias diminuem num mundo global, as questões relacionadas com a diáspora não podem continuar a ser tratadas através do tradicional discurso saudosista e passadista, em que se enaltecem os afectos mas se esquecem as realizações concretas.

Não por acaso, ainda ontem tive o gosto de distinguir com o “Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa” um jovem que, na Holanda, criou uma empresa de aplicações de «software» para telemóveis que factura 2 milhões de euros por ano e tem 70 milhões de utilizadores, e um português, residente na Califórnia, presidente de uma empresa agro-alimentar, a maior produtora mundial de batata-doce biológica, que factura 36 milhões de euros por ano e emprega 700 pessoas.

Orgulho-me de ter contribuído para que a política da diáspora esteja mais atenta à necessidade imperiosa de manter intocados os direitos cívicos dos emigrantes.

Orgulho-me de Portugal e de ser Português. E, neste dia 10 de Junho, quero dizer muito vincadamente: orgulho-me de todos os que querem continuar a ser Portugueses.

Comunidade Portuguesa/10 de Junho no Luxemburgo: secretário de Estado das Comunidades substitui secretário de Estado do Comércio

Actualizado às 14h41

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, António Braga (na foto), está hoje no Grão-Ducado para participar, às 18h, na recepção oficial às autoridades luxemburguesas, ao corpo diplomático acreditado no Luxemburgo, e a convidados do movimento associativo e da comunidade portuguesa radicada no país, oferecida pelo embaixador de Portugal, José Pessanha Viegas.

A visita programada ao Luxemburgo por parte do secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro, havia sido anulada na segunda-feira, como o nosso blogue atempadamente deu conta.

O Governo português entendeu enviar Serrasqueiro para as cerimónias oficiais do 10 de Junho em Macau, informa a agência Lusa. Para o Luxemburgo, o Governo português enviou António Braga.

José Pessanha Viegas, embaixador de Portugal no Luxemburgo, colocou hoje, pouco depois das 12h, uma coroa de flores junto ao busto de Camões situado no cruzamento da rue de Bonnevoie com a rue du Puit, em Bonnevoie. Presente estavam, entre outros, o burgomestre do Luxemburgo, Paul Helminger.

Este busto de Camões, da autoria do escultor português Mário Rodrigues de Castro, residente em Bruxelas, foi inaugurado em 10 de Junho de 2006 e é uma das poucas marcas comemorativas da imigração portuguesa no Luxemburgo.

A recepção oficial terá lugar, como sempre, na residência da Embaixada (11, rue des Foyers), na cidade do Luxemburgo.

Dia de Portugal: Mensagem do 10 de Junho do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas

"Neste dia de celebração, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, num tempo de trabalhos mais difíceis, vividos à escala mundial, na economia e no emprego, exprimo a solidariedade do Governo de Portugal diante das dificuldades e a esperança em que nos diversos governos do mundo se construam as pontes para os compromissos duradoiros, principalmente nos domínios social e económico.

Portugal é um país que se estende muito para além do próprio espaço geográfico, é um país cuja “alma” vai muito para além de si, é uma Nação que cobre o mundo por via dos mais de cinco milhões de compatriotas que lançam raízes, projectam o valor da língua, promovem a cultura, a história, ou realizam o encontro como forma de relacionamento com as sociedades onde se inserem.

Essa arrojada forma de ser convoca o Estado, permanentemente, para um renovado olhar das políticas direccionadas à Diáspora, consubstanciadas no desenvolvimento das condições afectivas para o exercício dos direitos de cidadania. Aí, tal como aqui.

Está fora do tempo e do lugar qualquer relação assente na retórica sentimentalista, ainda que mesclada pelo brilho atraente de bondosas acções. Falo, antes, deste tempo e deste lugar. Refiro a concretização de programas, a renovação e implementação de novos serviços e novas modalidades de acesso, cuja finalidade consiste na sua qualificação e utilidade, tendo em vista garantir os direitos de cidadania.

Importa, antes de mais, promover a igualdade de tratamento e de oportunidades, dimensionar as políticas sociais, educativas, culturais ou económicas que se praticam no país, de modo a levar em conta os concidadãos residentes no estrangeiro.

Hoje Portugal está em condições de dar esse passo, feitas que foram as adaptações técnicas nas representações diplomáticas e consulares, das mais avançadas do mundo ao nível tecnológico, com capacidade de resposta muito próxima das criadas no país.

A mais que tradicional tese da saudade, aquela que nos apega ao marcar passo, a que está associada a mecanismos de contemplação ao passado, explicou pouco do muito que estava em falta. Os afectos, remetendo a saudade para essa categoria de sentimentos, são muito importantes para construir e reforçar os laços de vinculação colectiva à Língua de Camões e
à História de Portugal, sem as quais não havia pertença. Mas nenhuma comunidade, expatriada ou não, pode viver apenas dos rendimentos desse património, por mais rico que ele seja.

Agir, fazer, levar próximo o Portugal moderno é uma exigência cívica e política que o Governo cumpre com honra e orgulho. Construir igualmente uma interactividade que traduza o potencial inexplorado da exportação do melhor de Portugal através das comunidades e que consiga trazer de volta para o país mais conhecimento ou experiências, é uma necessidade
reconhecida.

Valorizar os Portugueses que trabalham no estrangeiro, quer por sinais públicos de mérito, quer na criação das condições para o exercício dos direitos de cidadania é uma constante programática cuja concretização vê a luz do dia nas mais diversas iniciativas, desde a modernização consular até ao “Talentos” ou “Lusavox”.

Este é o tempo que nos coube viver. As dificuldades da actual conjuntura global constituem novos incentivos, radicados no património histórico de quase novecentos anos. Ser Português é partilhar dessa honra."

António Braga,
secretário de Estado das Comunidades Portuguesas