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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Noruega/Atentados: Prolongada por mais 12 semanas detenção de Breivik

O tribunal de Oslo decidiu hoje prolongar por mais 12 semanas a prisão preventiva do extremista de direita Anders Behring Breivik, autor confesso dos ataques de julho do ano passado na Noruega.

A juíza justificou a decisão pela gravidade dos acontecimentos e pela eventual possibilidade de Breivik repetir tais atos se estiver em liberdade.

O carácter especial do caso também serviu de argumento para renovar a detenção provisória por 12 semanas e não por quatro semanas, como é habitual no sistema norueguês.

Desta forma, o tribunal garante que Breivik não será libertado antes do início do julgamento, previsto para 16 de abril.

Na audiência de hoje, Breivik, que autorizou ser fotografado pela primeira vez, exigiu, por duas ocasiões, a “libertação imediata”, declaração que suscitou uma reação por parte das famílias das vítimas e dos sobreviventes dos ataques presentes na sala do tribunal.

“Não aceito a prisão. Exijo ser libertado imediatamente”, declarou Breivik, de 32 anos.

Segundo o extremista de direita, o massacre de 22 de julho foi “um ataque preventivo contra os traidores da pátria”, tendo sido cometido para “defender a população de origem norueguesa”.

Breivik, opositor da multiculturalidade e da “invasão muçulmana” na Europa, foi o autor do atentado à bomba contra a sede do Governo norueguês e de um tiroteio na ilha de Utoya, perto de Oslo, a 22 de julho do ano passado.

Os dois ataques causaram 77 mortos, na maioria jovens que participavam num acampamento da Juventude Trabalhista, na ilha de Utoya.

Behring Breivik reconheceu a autoria dos ataques, mas recusou declarar-se culpado.

Em novembro do ano passado, o extremista foi declarado inimputável por dois especialistas psiquiátricos, decisão que acabaria por ser fortemente contestada na Noruega e que conduziu à ordenação por parte do tribunal de uma nova avaliação psiquiátrica.

Os resultados desta nova avaliação deverão ser conhecidos a 10 de abril.






terça-feira, 29 de novembro de 2011

Noruega: Anders Behring Breivik é psicótico e, portanto, inimputável - diz Procuradoria

Os especialistas psiquiátricos encarregados de se pronunciarem sobre a responsabilidade penal de Anders Behring Breivik concluíram que o autor dos ataques de 22 de julho na Noruega era psicótico e, portanto, inimputável, anunciou hoje a procuradoria norueguesa.

O extremista de direita desenvolveu ao longo do tempo uma “esquizofrenia paranóide”, declarou numa conferência de imprensa o procurador Svein Holden, citando as conclusões de um relatório entregue hoje por dois especialistas psiquiátricos.

Declarado inimputável pelos psiquiatras, Anders Behring Breivik poderá ser internado num estabelecimento psiquiátrico, mas escapará à prisão, indicou a procuradoria. “Se a conclusão final é que Behring Breivik é irresponsável, pediremos ao tribunal para que receba tratamento mental obrigatório”, declarou a procuradora Inga Bejer Engh, precisando que o tratamento poderá ser “para o resto da vida”.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Simulacro de avião sequestrado no aeroporto de Lisboa

O aeroporto de Lisboa palco na noite passada de um "resgate de reféns" de uma aeronave sequestrada, no âmbito de um exercício táctico-policial, organizado pela Unidade Especial de Polícia.

O simulacro, que durou cerca de três horas, pretendeu simular o sequestro e desvio de aeronave para o Aeroporto de Lisboa, obrigando a um processo de negociação com o sequestrador para libertar os reféns.

No palco das operações estiveram cerca de uma centena de agentes, entre os quais elementos do Comando Metropolitano de Lisboa (COMETLIS), da Unidade Especial de Polícia e elementos do Grupo de Operações Especiais de Macau, em Portugal no âmbito da cooperação entre Lisboa e a atual Região Administrativa Especial Chinesa.

Após o resgate dos reféns assistiu-se ainda à intervenção de uma equipa operacional cinotécnica que teve como missão detetar a possibilidade da existência de explosivos no avião.

Em declarações aos jornalistas o intendente Luís Elias, responsável operacional do COMETLIS, explicou que “o exercício pretendeu treinar os agentes para situações que envolvam suspeitos armados que possam produzir ofensas corporais graves ou provocar mesmo a morte” de civis.

“Este exercício demorou três horas, mas numa situação real poderia levar mais, ou até mesmo dias. Tratou-se de uma situação limite, que só é levada a cabo quando as negociações com o sequestrador falham”, afirmou.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Reino Unido: Alerta de bomba em Londres

A polícia britânica anunciou hoje ter recebido um alerta de bomba em Londres de um grupo dissidente dos republicanos irlandeses.

A polícia afirmou que o alerta não refere um local específico ou a hora.

Adiantou que os agentes estão a trabalhar para combater a ameaça e pediu ao público para estar vigilante.

“Pensamos que esta alerta está ligado aos dissidentes republicanos irlandeses”, disse um porta-voz da Scotland Yard à agência noticiosa francesa AFP.

Os paramilitares irlandeses utilizam há anos códigos conhecidos da polícia para autenticar os seus apelos no caso de alerta de bomba ou de reivindicação de um atentado.

O Mall, a célebre avenida que conduz ao palácio de Buckingham em Londres, foi fechado hoje de manhã na sequência de um “alerta por razões de segurança”, segundo a polícia, que não precisou se os dois incidentes estavam ligados.

O alerta acontece na véspera de uma visita histórica da rainha Isabel II à Irlanda, marcada por um importante dispositivo policial devido a receio de ações de dissidentes republicanos.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Bin Laden: Jornais de Pequim dão invulgar destaque à morte do lider da Al-Qaeda

A morte de Osama bin Laden domina hoje a primeira página dos jornais de Pequim, num raro destaque para um acontecimento exterior à China.

Metade da primeira página do China Daily é ocupada com uma fotografia a sete colunas de jovens norte-americanos celebrando a morte de bin Laden nas ruas de Nova Iorque.

O mesmo jornal adverte, contudo, que a luta contra o terrorismo “não acabou” e que “em última analise, o terrorismo está enraizado na injustiça e na desigualdade da ordem política e económica internacional”

“A morte de bin Laden é um progresso”, diz a manchete do Global Times, também a toda a largura da primeira página, com cinco colunas.

O título coincide com a avaliação do governo chinês, que considerou a morte do fundador da Al-Qaeda “um marco e um progresso na luta internacional contra o terrorismo”.

A morte de bin Laden é igualmente manchete no “Jornal da Juventude de Pequim”, um dos mais populares da cidade, e no “Noticias de Pequim”.

China confina com o Afeganistão e o Paquistão e uma das cinco regiões autónomas chinesas, o Xinjiang, de maioria muçulmana, já foi palco de atentados terroristas atribuídos a uma organização ligada à Al-Qaeda.

A morte de bin Laden foi anunciada na China a meio de manhã de segunda-feira, que foi feriado no país.

O principal telejornal da CCTV (Televisão Central da China), difundido às 19h (13h no Luxemburgo), relatou a morte de bin Laden, mas no bloco reservado às notícias internacionais, que fecha habitualmente o noticiário.

Bin Laden foi abatido no domingo por forças especiais norte-americanas, numa mansão a cerca de 60 quilómetros ao norte de Islamabad, capital do Paquistão.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

EUA: Obama anuncia morte de Bin Laden

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou no domingo à noite (hora local) que o chefe da Al-Qaida, Osama bin Laden, foi morto no Paquistão por serviços especiais norte-americanos.

“Esta noite, estou em condições de anunciar aos americanos e ao mundo que os Estados Unidos realizaram uma operação que matou Bin Laden, o dirigente da Al-Qaida, um terrorista responsável pelo assassínio de milhares de inocentes”, afirmou Obama numa declaração solene feita na Casa Branca.

Barack Obama precisou que o chefe da Al-Qaida foi morto “hoje” (domingo nos Estados Unidos) numa troca de tiros numa residência em que a presença de Bin Laden tinha sido detetada em agosto passado.

No discurso feito a partir da Casa Branca cerca das 23:30 locais (04:30 em Lisboa) e dirigido aos Estados Unidos e ao mundo, Barack Obama explicou que depois de ter recebido informações fiáveis sobre a localização de Osama Bin Laden nas montanhas do Paquistão deu a ordem para atacar apenas na semana passada.

Já hoje, “um pequeno grupo” militar americano conduziu a operação de ataque à residência onde se encontrava Osama Bin Laden e depois de uma troca de tiros, matou e recolheu o corpo do líder da Al-Qaida.

Obama explicou que Bin Laden foi localizado em Abottabad, norte do Paquistão, informação que antes do discurso presidencial a cadeia CNN citava fontes governamentais para indicar que Bin Laden tinha sido localizado numa vivenda nas imediações de Islamabad.

“Esta noite, os Estados Unidos lançaram uma mensagem inequívoca: não importa quanto tempo passou, será feita justiça”, disse Barack Obama.

Dez anos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, no quais morreram cerca de 3.000 pessoas em Nova Iorque, no Pentágono e na Pensilvânia, a morte de Bin Laden cumpre um objetivo americano, mas Obama deixou um alerta de que a organização poderá querer vingar a morte do seu líder.

“Devemos seguir, e seguiremos vigilantes tanto nos Estados Unidos como no exterior”, afirmou Obama para quem não há dúvidas que a “Al-Qaida continuará a tentar atingir o povo americano.

A Casa Branca já revelou que todos os edifícios e instalações oficiais norte-americanas quer no país quer no estrangeiro estão em alerta máxima contra possíveis represálias.

Enquanto Barack Obama discursava, centenas de americanos concentraram-se nas imediações da casa Branca empunhando diversos símbolos americanos, entoando o hino do país e lemas patrióticos celebrando assim a morte de Bin Laden e numa manifestação que vai aumentando junto à residência oficial do presidente apesar de ser já madrugada em Washington.

Na operação, nenhum militar norte-americano ficou ferido.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Rússia: Serviços secretos sabiam do atentado

A imprensa russa escreve hoje que os serviços secretos sabiam da preparação do atentado terrorista de segunda-feira, que provocou 35 mortos e 140 feridos no aeroporto Domodedovo, mas não conseguiram determinar com precisão o local e a hora.

Além disso, os jornais russos chamam a atenção para a falta de medidas de segurança naquele aeroporto internacional de Moscovo, onde ocorreu o atentado.

“Nos últimos anos, nem todas as pessoas eram revistadas à entrada do terminal, por isso, pessoas que não levantavam suspeitas podiam transportar uma carga mortal”, declarou Oleg Panteleev, dirigente do centro analítico “Aviaport”, ao diário RBK-daily.

O jornal Kommersant considera que “o mais provável é que o atentado tenha sido preparado por um bando clandestino do Cáucaso do Norte”.

“Esta pode ter sido a reação a uma série de operações bem sucedidas das nossas forças de segurança no Daguestão e Inguchétia, durante as quais foram detidos ou neutralizados conhecidos comandantes da organização terrorista”, afirma a esse jornal o deputado Magomed Vakhaev, um dos representantes do Cáucaso do Norte na Duma Estatal (Câmara baixa) da Rússia.

O deputado Guennadi Gudkov, antigo agente dos secretos soviéticos e russos, sublinha em declarações ao mesmo diário: “Se, antes, os organizadores dos atentados terroristas procuravam os suicidas durante muito tempo e preparavam-nos durante meses, hoje, no Cáucaso do Norte, há uma fila de suicidas, prontos a fazerem-se explodir em qualquer lugar”.

O diário Vedomosti chama a atenção para o fato de o Presidente russo, Dmitri Medvedev, ter dado ordens para reforçar a segurança e encontrar os autores do atentado, e para as declarações do porta-voz do primeiro-ministro, Vladimir Putin, de que, por enquanto, não se planeiam demissões, defendendo que “tudo deve ser concentrado na solução dos problemas das vítimas”.

domingo, 2 de maio de 2010

EUA: Presidente da Câmara de Nova Iorque confirma engenho explosivo em Times Square

O presidente da Câmara de Nova Iorque, Michael Bloomberg, confirmou hoje que um carro encontrado a fumegar no centro do bairro de Times Square continha "de facto um engenho explosivo".

O centro do bairro de Times Square, no coração de Nova Iorque, foi evacuado sábado pela polícia depois de um alerta sobre a presença de um veículo que se temia poder conter uma bomba.

Em conferência de imprensa, Michael Bloomberg disse aos jornalistas que a rápida intervenção das autoridades permitiu evitar um evento que podia ter sido "muito mortal".

Por sua vez, o comissário da polícia Raymond Kelly precisou que no carro foram encontrados três tanques de propano, fogos de artifício, 19 litros de gasolina e dois relógios com pilhas, fios elétricos e outros componentes.

No interior do veículo foi também encontrada uma caixa de metal preta, semelhante a um armário de armas, acrescentou.

A polícia da cidade está a analisar as imagens das câmaras de videovigilância instaladas perto do local onde foi encontrada a viatura.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Rússia/Atentados: PR Cavaco Silva condena e repudia ataques no metro de Moscovo

O presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, expressou a sua “profunda consternação” pelos atentados terroristas de hoje no metropolitano de Moscovo.

Numa mensagem ao presidente russo, Dmitri Medvedev, Cavaco Silva sublinha ter sido com “profunda consternação” que tomou “conhecimento dos trágicos atentados perpetrados esta manhã, em Moscovo, contra cidadãos indefesos” e manifesta a “mais enérgica condenação e repúdio pelos atos terroristas”.

“Nesta hora de sofrimento e de luto, quero expressar a Vossa Excelência e às famílias das vítimas, em nome do Povo Português e no meu próprio, os sentimentos do nosso profundo pesar e solidariedade”, conclui a mensagem do chefe de Estado.

Pelo menos 36 pessoas morreram num duplo atentado suicida hoje de manhã no metro de Moscovo, atribuído pelas autoridades russas a duas mulheres ligadas aos grupos rebeldes do norte do Cáucaso.

A primeira explosão ocorreu numa composição que estava na estação de Lubianka, situada a algumas centenas de metros do Kremlin e sob a sede dos serviços de segurança russos FSB (ex-KGB) à hora de ponta, cerca das 07:57 locais (04:57 em Lisboa).

A segunda explosão deu-se 45 minutos depois na estação de Park Kulturi às 08:36 locais (05:36 em Lisboa), igualmente no centro da cidade.

Rússia/Atentado: Trânsito caótico e "toda a gente agarrada ao telemóvel", descreve português em Moscovo

Trânsito caótico, as principais linhas de metro encerradas e "toda a gente agarrada" ao telemóvel é o retrato da capital russa, quatro horas após os atentados, traçado hoje à Lusa por João Mendonça, que reside em Moscovo.

Os dois atentados terroristas, ocorridos em duas estações de metro, foram realizados por duas mulheres suicidas, que carregavam cada uma carga explosiva de três quilos, anunciou o Serviço Federal de Segurança da Rússia.

O Ministério para Situações de Emergência da Rússia anunciou que a explosão na estação de Lubianka provocou 23 mortos e 18 feridos, enquanto o outro atentado do mesmo tipo, na estação de Park Kulturi, fez 12 mortos e 15 feridos.

O rumor sobre as duas suicidas corria já antes da confirmação oficial, adiantou o também leitor do Instituto Camões em Moscovo, acrescentando que se admitia ainda a possibilidade de as bombas terem sido acionadas por SMS.

"A linha de metro escolhida para as explosões é usada por cerca de um milhão de habitantes por dia", detalhou João Mendonça, adiantando que ao longo dela estão situadas a maior parte das universidades de Moscovo.

"A cidade está relativamente caótica porque a linha vermelha [a principal e que atravessa a cidade de norte a sul] e a linha circular foram canceladas, para [se] poderem encaminhar os socorros" e "já alguns acessos terrestres foram cancelados nesses sentidos", acrescentou o português, que habita perto da estação de metro Prospekt Mir, dada também como alvo do atentado, embora esta informação tenha já sido desmentida pela polícia.

O retrato de Moscovo é "trânsito a mais, pessoas à procura de acessos alternativos para poderem chegar ao trabalho e muitas pessoas ao telefone e a receberem SMS", relatou João Mendonça, acrescentando que "se fosse num país da Europa o pânico seria maior. Infelizmente, o país já está habituado a este tipo de situações", salientou o português.

João Mendonça, que esta manhã se deslocou da sua residência para a Universidade Estatal de Relações Internacionais de Moscovo, adiantou que entrou em contacto apenas com um amigo português, residente noutra cidade russa, e que, maioritariamente, os habitantes da capital russa estão a tentar chegar aos seus locais de trabalho.

"Há uma colega que ligou a cancelar a aula ao fim da tarde, em outra universidade, e aconselhou os estudantes a ficarem em casa" mas esta, frisou, "será uma medida de caráter excecional".

As autoridades russas abriram uma investigação sobre possíveis atentados terroristas e corrigiram as informações iniciais sobre as explosões de hoje de manhã no metro de Moscovo.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Guantanamo: EUA continuam a trabalhar "com empenho" para fechar prisão

Os Estados Unidos continuam com a mesma “vontade e empenho” de encerrar a prisão de Guantanamo, um processo demorado que já se esperava não iria permitir cumprir o prazo de um ano que hoje se vence, afirmou Janet Napolitano.

Em declarações em Toledo (Espanha), a secretária de Segurança Nacional norte-americana insistiu hoje que “o plano continua a ser trabalhar para fechar” o que se tornou num dos símbolos mais polémicos do combate dos Estados Unidos contra o terrorismo.

“Continuaremos a trabalhar para fechar Guantanamo. Se demorar mais tempo demora. Mas a vontade e o empenho permanecem iguais”, afirmou Napolitano.

Inicialmente, o presidente norte-americano Barack Obama deu-se um prazo de ano, que hoje se vence, para fechar Guantanamo e solucionar as situações das centenas de reclusos que ali continuam, alguns dos quais detidos há vários anos.

Alguns detidos estão a ser transferidos para vários países em todo o mundo, incluindo Portugal, outros a ser repatriados para os seus países de origem e um grupo mais significativo deverá ser transferido para uma prisão em Illinois.

“Esse prazo de 22 de Janeiro não foi cumprido. Há já algum tempo que sabíamos que não ia ser cumprido”, explicou hoje aos jornalistas.

“Temos que reunir a informação sobre os detidos e transferi-los de Guantanamo. É difícil e queremos que o processo decorra de forma correcta”, afirmou.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Luxemburgo não vai usar "scanners" no aeroporto, após atentado terrorista falhado em voo para os EUA

Após o atentado falhado perpetrado pelo nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab e reivindicado pela Al-Qaida no dia de Natal no voo 253 da Delta-Northwest Airlines com destino à cidea de Detroit (EUA), o Luxemburgo já fez saber através da Direcção da Aviaçao Civil (DAC) que não tenciona neste momento recorrer aos "scanners" corporais para reforçar a segurança do aeroporto do Findel.

"O aeroporto do Luxemburgo não tem destinos de alto risco à semelhança de outros aeroportos europeus e actualmente não existem directivas europeias para que os seus Estados-membros se dotem de tais equipamentos", explica o director da DAC, Claude Waltzing, acrescentando que a DAC está à espera de ordens da Comissão Europeia.

Ao contrário do Luxemburgo, os areoportos de Amsterdão e de Londres já anunciaram que vão dotar-se dos ditos "scanners" corporais.

Também os EUA anuciaram na segunda-feira o recurso aos "scanners" e a aplicação de revistas coroprais mais rigorosas aos passageiros. Os passageiros que aterrem nos EUA através de voos internacionais, referem os responsáveis pela segurança nas viagens aéreas, serão sujeitos de forma aleatória a "scanners" corporais, sendo que no caso de países cotados como apoiantes de actos terroristas todos os passageiros serão submetidos a "scanners" e revistados.

A Administração de Segurança de Transportes lista países como Cuba, Irão, Sudão e Síria como patrocinadores de actos terroristas, ao passo que os passageiros vindos de países de uma segunda lista, e que inclui por exemplo Nigéria, Iémen e Paquistão, passam a ser obrigatoriamente sujeitos aos "scanners" corporais.

Umar Faruk Abdul Mutallab, o nigeriano de 23 anos, embarcou no voo 253 da Delta-Northwest Airlines e só não detonou os explosivos a bordo do avião, no dia de Natal, sobre a cidade de Detroit, devido a uma "falha técnica", segundo afirmou a própria organização terrorista.

Antes, passou por controlos de segurança em Lagos (Nigéria) e em Amesterdão (Holanda), sem que os detectores de metais tivessem detectado a presença de explosivos.

Foto: Anouk Antony

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

EUA: Para evitar atentados, Obama anuncia reformas em quatro áreas dos serviços de informação

O presidente dos Estados Unidos anunciou entretanto mudanças em quatro áreas dos serviços de informação para melhorar o seu funcionamento e a sua agilidade e impedir que se repitam acontecimentos como o atentado falhado num voo de Amesterdão para Detroit.

Barack Obama determinou que se investiguem "de imediato" as pistas relativas a matéria anti-terrorista e que os relatórios das agências de inteligência sejam disponibilizados de forma "mais ampla e rápida".

Prometeu ainda o reforço dos sistemas de processamento e da análise de informação e a melhoria das listas de vigilância de terroristas.

Os Estados Unidos, comprometeu-se ainda, vão aumentar nos aeroportos o uso de tecnologia de identificação de passageiros, incluindo "scanners" corporais.

"Aumentaremos o uso de sistemas de detecção, incluindo tecnologia com imagens", anunciou Obama, na Casa Branca, em Washington, ao mesmo tempo que era divulgado o relatório sobre o atentado abortado, de 25 de Dezembro, num avião de uma companhia aérea norte-americana e que os Estados Unidos atribuíram à organização terrorista Al-Qaeda.

Obama assumiu ainda que, em última análise, será sempre o responsável pela segurança quando surgirem ameaças terroristas contra o país.

"Quando o sistema falha, isso é da minha responsabilidade", declarou.

O presidente norte-americano assegurou que não despedirá nenhum funcionário dos serviços de inteligência porque as falhas de segurança reveladas pelo ataque fracassado não podem ser atribuídas a uma só pessoa ou instituição.

EUA: Relatório sobre atentado falhado revela vários "erros humanos"

Um relatório divulgado quinta-feira sobre o atentado falhado num voo entre Amesterdão e Detroit revelou "uma série de erros humanos", incluindo atrasos na interpretação de informação sobre o terrorista nigeriano que provocou o incidente.

O documento, entregue pelo Departamento de Estado norte-americano ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, refere que funcionários das agências de inteligência receberam, em Outubro, fragmentos de informação suficientes para identificar o jovem nigeriano Umar Faruk Abdul Mutallab, de 23 anos, como um operacional da organização terrorista Al-Qaeda treinado no Iémen.

Contudo, embora os agentes tivessem consciência de que um operacional da ala iemenita da Al-Qaeda representava uma ameaça para a segurança dos Estados Unidos, não reforçaram a sua atenção para essa ameaça e não juntaram as "peças do puzzle".

Apesar de reconhecer falhas humanas, o relatório não recomenda uma reorganização do sistema anti-terrorismo norte-americano, defendendo apenas o reforço do processo já usado no sentido de juntar mais terroristas suspeitos à "lista negra".

Segundo o documento-sumário, de seis páginas, houve "uma série de erros humanos", incluindo atrasos na interpretação de informação e pesquisa de novos dados sobre o jovem nigeriano suicida que tentou explodir, no dia de Natal, o avião de uma companhia aérea norte-americana que fazia a ligação entre Amesterdão (Holanda) e Detroit (EUA).

"Erros" esses que levaram a que, de acordo com o relatório, o visto de Abdul Mutallab para os Estados Unidos se mantivesse válido.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Portugal/Segurança: TAP recebeu indicações dos EUA e está a cumprir os procedimentos - porta-voz

A TAP recebeu, nas últimas semanas, várias disposições sobre os procedimentos de segurança a adoptar em voos para os Estados Unidos, que tem estado a cumprir, disse à Lusa o porta-voz da companhia, sem adiantar quais.

Segundo António Monteiro, "nas última semanas a TAP recebeu das autoridades norte-americanas disposições sobre procedimentos de segurança que tem estado a cumprir", recusando-se a pormenorizar, alegando que "não é à companhia que compete tornar públicas as determinações".

Não adiantando se os procedimentos de segurança vão ser mais apertados nos aeroportos, António Monteiro fez um apelo aos passageiros que pretendam voar para os Estados Unidos.

"Lembramos que as pessoas devem estar no check-in três horas antes do voo e pedimos que estejam na sala de embarque o mais cedo possível e que cumpram o que as autoridades determinarem", disse.

Entretanto, a porta-voz do Instituto Nacional da Aviação Civil (INAC) disse à Lusa que as eventuais alterações nos procedimentos de segurança sugeridos pelos Estados Unidos "são transmitidos directamente às companhias aéreas que voam para o país e são estas que têm de cumprir as regras".

"O INAC desconhece quais são as regras preconizadas pelos EUA porque as autoridades entram em contacto directo com as companhias aéreas e caso estas não cumpram os procedimentos não podem voar para o país", explicou à Lusa Sílvia Andrez.

São as companhias aéreas, adiantou, que têm que desenvolver internamente e com os seus parceiros - no caso português a Groundforce e a ANA - esses procedimentos e garantir que são cumpridos.

Segundo a responsável do INAC, "não há alterações nos procedimentos de segurança implementados nos aeroportos portugueses para os voos dos países da União Europeia e para o geral".

A maior parte dos aeroportos europeus não está a seguir as novas medidas de segurança sugeridas pelos Estados Unidos, em vigor desde hoje, no sentido de um reforço da vigilância dos passageiros provenientes de 14 países.

Os passageiros de voos com partida ou escala no Sudão, na Síria, no Irão ou em Cuba, considerados pelos Estados Unidos como patrocinadores do terrorismo, estão sujeitos a uma pesquisa corporal e física completa.

O mesmo se passa com os viajantes de voos de ou para o Afeganistão, a Somália, o Iémen, a Argélia, o Iraque, o Líbano, a Líbia, a Nigéria, o Paquistão e a Arábia Saudita.

Os cidadãos de outros países ficam sujeitos à possibilidade de buscas aleatórias quando viajarem de avião para os Estados Unidos.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Portugal/Terrorismo: Luís Amado preocupado e inquieto com actual situação no Iémen

O ministro dos Negócios Estrangeiros disse hoje ver com "preocupação" a situação no Iémen, onde ameaças terroristas levaram ao encerramento de algumas embaixadas, entendendo que este é um problema que "exige esforço muito grande" por parte da comunidade internacional.

"A expansão da Al-Qaida também para um pais com grandes problemas políticos internos não deixa de ser uma preocupação para nós e o Iémen é demasiado próximo para que não nos inquiete e conhecendo a grande actividade que a Al-Qaida teve no passado num país como o Afeganistão, não deixamos de acompanhar com inquietação o que se passa nesse território", disse Luís Amado aos jornalistas.

O chefe da diplomacia portuguesa, que presidiu hoje ao Seminário Diplomático, a reunião anual em Lisboa dos embaixadores portugueses, defendeu ainda que, perante as recentes ameaças terroristas no Iémen, cabe à comunidade internacional ter um papel mais activo.

"Em particular da União Europeia (UE), no sentido de garantir as condições para que o Iémen não se torne mais um caso de Estado falhado na comunidade internacional", sustentou Luis Amado.

O ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, Miguel Ángel Moratinos, orador convidado no seminário, chamou a atenção para o perigo terrorista a que o norte de África está exposto.

"Estamos preocupados com as últimas intervenções da Al-Qaida e isso vai ser objecto de alguma intervenção por parte da presidência espanhola [da União Europeia] e desde logo vamos querer olhar para o mediterrâneo e para o atlântico, as duas prioridades, sem esquecer África", adiantou Moratinos aos jornalistas.

O chefe da diplomacia espanhola salientou ainda que o problema não está apenas no Iémen e defendeu uma atenção ao que se passa no Afeganistão e Somália, país com o qual Espanha propôs uma conferencia internacional para debater a actual situação.

Terrorismo: EUA reforçam segurança em aeroportos a partir de hoje

A Administração de Segurança de Transportes norte-americana começa hoje a utilizar "scanners" corporais e a aplicar revistas mais rigorosas aos passageiros, com vista a combater o terrorismo nas viagens aéreas, anuinciou no domingo fonte da instituição.

Passageiros que aterrem nos EUA através de voos internacionais, referem os responsáveis pela segurança nas viagens aéreas, serão sujeitos de forma aleatória a "scanners" corporais, sendo que no caso de países cotados como apoiantes de actos terroristas todos os passageiros serão submetidos a "scanners" e revistados.

A Administração de Segurança de Transportes lista países como Cuba, Irão, Sudão e Síria como patrocinadores de actos terroristas, ao passo que os passageiros vindos de países de uma segunda lista, e que inclui por exemplo Nigéria, Iémen e Paquistão, passam a ser obrigatoriamente sujeitos aos "scanners" corporais.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Espanha: Nível de alerta terrorista elevado como precaução para presidência da UE

O governo de Espanha elevou hoje o nível de alerta terrorista como medida de precaução para a presidência da União Europeia, que Madrid assume sexta-feira, e também pelas recentes tentativas de atentado em aviões nos Estados Unidos.

De acordo com nota divulgada pelo Ministério do Interior espanhol, o alerta foi elevado do nível baixo para o médio (2), tendo em conta a possibilidade de ataques terroristas, em particular dos separatistas bascos da ETA, durante a presidência rotativa espanhola.

O ministério sublinha que também levou em conta a necessidade de maior vigilância na sequência da frustrada tentativa de atentado num voo de uma companhia aérea norte-americana no dia de Natal, já reivindicada pela Al-Qaeda.

EUA: "Falhas humanas e sistémicas" permitiram embarque de terrorista da Al-Qaeda - Obama

O presidente dos Estados Unidos afirmou hoje que a "violação de segurança potencialmente catastrófica" que permitiu que um terrorista da Al-Qaeda embarcasse num voo norte-americano com explosivos resultou de uma combinação de "falhas humanas e sistémicas".

"Quando o nosso governo tem informações sobre um extremista conhecido e essa informação não é compartilhada e operacionalizada como deveria ser, então um extremista embarca num avião com explosivos perigosos que podem custar cerca de 300 vidas", criticou Barack Obama, numa declaração a partir de uma base dos fuzileiros no Havaí, onde está a passar férias.

"Aconteceu uma falha sistémica, e eu considero isso totalmente inaceitável", vincou.

Numa acção já reivindicada pela Al-Qaeda, o nigeriano Umar Faruk Abdul Mutallab, de 23 anos, embarcou no voo 253 da Delta-Northwest Airlines e só não detonou os explosivos a bordo no dia de Natal, sobre a cidade de Detroit, devido a uma "falha técnica", segundo afirmou a própria organização terrorista.

Antes, passou por controlos de segurança em Lagos (Nigéria) e em Amesterdão (Holanda), sem que os detectores de metais tivessem detectado a presença de explosivos.

O autor confesso da tentativa de atentado estava referenciado pela inteligência norte-americana, depois de a própria família ter feito advertências para as suas tendências extremistas. Segundo a CNN, o pai de Abdul Mutallab terá inclusivamente falado com a CIA (serviços secretos).

Hoje, Obama afirmou que irá receber na quinta-feira os resultados preliminares sobre os lapsos que permitiram a falha, relatório a cargo de uma dupla de investigadores.

"Houve uma combinação de falhas humanas e sistémicas que contribuíram para esta falha de segurança potencialmente catastrófica", sublinhou.

Obama saiu em defesa da secretária de Segurança Interna, Janet Napolitano, cuja demissão está a ser reivindicada por alguns parlamentares republicanos, depois de ter dito que o sistema de segurança de aviação funcionara durante a tentativa de ataque.

"Como a secretária Napolitano disse, assim que o suspeito tentou a queda do voo 253, depois da tentativa, é claro que os passageiros e a tripulação, os nossos sistemas de segurança interna e a nossa segurança de aviação tomaram todas as medidas apropriadas", disse o presidente norte-americano.

No domingo, Obama anunciou que vão ser revistos os procedimentos de segurança dos aeroportos e as listas de suspeitos de terrorismo.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

EUA: Obama ordena revisão e alargamento das medidas de segurança

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ordenou a revisão e o alargamento das medidas de segurança no país, depois da tentativa frustrada de atentado num avião da Delta-Northwest Airlines no passado dia 25.

"Não descansaremos até acharmos todos os envolvidos no ataque. Esta é uma séria recordação dos riscos que corremos e daqueles que ameaçam a nossa casa", afirmou hoje, em declaração ao país a partir de Honolulu, no Havaí, onde passa as festas de fim de ano.

"O ataque poderia ter matado quase 300 civis e tripulantes, civis inocentes que queriam celebrar as festas com seus familiares", salientou.

A organização terrorista Al-Qaeda reivindicou hoje a tentativa de atentado, alegadamente como vingança pelas agressões contra si levadas a cabo por Washington no Iémen.

De acordo com um comunicado publicado na Internet por uma divisão regional da rede, o passageiro terrorista, identificado como Umar Faruk al-Nigiri, estava na posse de um "artefacto tecnologicamente avançado", mas, devido a "falha técnica", o explosivo não detonou.

Na sua declaração, Obama não se referiu expressamente ao comunicado da organização terrorista, mas afirmou ter acompanhado a situação através do secretário de Justiça, Eric Holder, da secretária de Segurança Interna, Janet Napolitano, e dos seus próprios conselheiros de Segurança.

Obama ordenou ainda que fossem revistas e alargadas as medidas de segurança no país "para proteger todos os passageiros" e pediu propostas de reforço do sistema e que se determine a falha que permitiu que o terrorista transitasse em aeroportos e entrasse no avião com explosivos.

A polícia federal norte-americana recebeu ordens para colaborar na investigação e aceder aos aviões que deixam e chegam aos Estados Unidos.

"São passos imediatos para garantir que todos os aviões tenham segurança e aterrem em condições de segurança", afirmou Obama.

Umar Faruk Abdul Mutallab, de 23 anos, constava da lista norte-americana de suspeitos de actos terroristas, que tem cerca de 500 mil nomes, mas não no grupo dos que são monitorizados, facto a que o presidente norte-americano também aludiu na sua intervenção.

"É importante prevenir futuros ataques e rever a lista de suspeitos de terrorismo para que não entrem nos Estados Unidos", disse.

Obama salientou ainda a sua determinação no combate a grupos terroristas no estrangeiro. "Aqueles que matam os nossos cidadãos devem saber que não só fortaleceremos a segurança nacional, mas o combate aos terroristas no Afeganistão, na Somália e onde quer que estejam aqueles planeando contra a nossa segurança e a sociedade que valorizamos", afirmou.

A reivindicação do braço da rede terrorista na Península Arábica contraria a versão inicial dos investigadores de que o nigeriano Umar Faruk Abdul Mutallab agiu sozinho na tentativa de fazer explodir o voo 253 da Delta-Northwest Airlines, quando sobrevoava a cidade norte-americana de Detroit, no último dia 25.

O comunicado foi divulgado junto com uma foto de Abdul Mutallab, que é descrito pela Al-Qaeda na Península Arábica (AQAP) como "irmão nigeriano".

Afirma ainda que o terrorista destruiu o "grande mito" da inteligência americana, ao ultrapassar todas as barreiras de segurança. O nigeriano terá embarcado com visto norte-americano válido.